Castro (Paraná)

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Município de Castro
"De Immigrant" (O Imigrante), moinho em estilo holandês na colônia de Castrolanda

"De Immigrant" (O Imigrante), moinho em estilo holandês na colônia de Castrolanda
Bandeira de Castro
Brasão de Castro
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 19 de março
Fundação 1778 (236 anos)
Gentílico castrense
Prefeito(a) Reinaldo Cardoso (PPS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Castro
Localização de Castro no Paraná
Castro está localizado em: Brasil
Castro
Localização de Castro no Brasil
24° 47' 27" S 50° 00' 43" O24° 47' 27" S 50° 00' 43" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Centro Oriental Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Ponta Grossa IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Piraí do Sul, Doutor Ulysses, Cerro Azul, Rio Branco do Sul, Itaperuçu Campo Largo, Ponta Grossa, Carambeí e Tibagi
Distância até a capital 159 km
Características geográficas
Área 2 531,503 km² [2]
População 70,335 hab. Censo IBGE/2013[3]
Densidade 26,50
Altitude 988 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,736 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 1 281 311 000,00 IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 19 023,81 IBGE/2011[5]
Página oficial

Castro é um município brasileiro do estado do Paraná. Às margens do Rio Iapó, tem um excelente potencial turístico devido ao relevo privilegiado (Canyon Guartelá e às belezas próprias da região dos Campos Gerais). Sua fundação ocorreu em 1778 e fez parte do caminho obrigatório para os tropeiros que iam de Viamão até Sorocaba, tendo forte origem no tropeirismo. Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil, fundado na gestão do prefeito Lauro Lopes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Homenagem a Martinho de Melo e Castro, Ministro dos Negócios Ultramarinos de Portugal, nos anos de 1785 e 1790. Etimologicamente Castro origina-se do latim "Castru" que significa fortaleza.

História[editar | editar código-fonte]

Castro surgiu às margens do histórico Caminho de Sorocaba, que ligava esta cidade paulista a Viamão, na antiga Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.[6] Inicialmente, o atual município de Castro foi um "pouso de tropeiros" à beira da antiga via, ponto de passagem de tropeiros e gado que iam à feira de Sorocaba.[7] Segundo Milleit de Saint' Adolphe, esta região era morada de aborígenes, notadamente os guarapiabas, do grupo tupi.[8] Também há o registro de ataques de índios caingangues aos tropeiros e colonos que circulavam pela região no século 19.[9]

O local onde atualmente se encontram as pontes rodoviárias sobre o Rio Iapó era exatamente era o ponto que oferecia vau, onde cruzavam os tropeiros.[10] A boa aguada, pastagens e clima atraíram as primeiras famílias paulistas de Sorocaba, Santos e Itu, que estabeleceram-se a fim de incrementar a criação de gado, dando a uma povoação que se chamou Pouso do Iapó.[11] Contemporaneamente, ao começo da colonização foram requeridas, por paulistas, as primeiras sesmarias da região.[12]

Pouso do Iapó se firmou como povoação, e, em 1751 foi construída uma pequena capela de "pau a pique", onde os ofícios religiosos eram conduzidos pelo frei Bento Rodrigues de Santo Ângelo.[13] Em 1769, os Padres Carmelitas, vindos de uma frustrada experiência na capela do Capão Alto, ergueram uma nova igreja às margens do Rio Iapó, para sede da freguesia que pretendiam criar.[13]

Em 15 de março de 1771, o Pouso do Iapó recebeu a visita do tenente-coronel Afonso Botelho de Sam Payo e Souza, ajudante de ordens do governador-geral da capitania e comandante das forças da ouvidoria de Paranaguá, que não mediu esforços para o desenvolvimento do lugar.[14] A partir daí, foi criada a Freguesia de Sant'Ana do Iapó.[11] Depois de cumpridas as formalidades exigidas pelo direito canônico, o frei Manoel da Ressurreição, bispo da Capitania de São Paulo, em provisão de 5 de março de 1775, determinou as novas divisas da freguesia.[11]

Na nova povoação, estabeleceram-se o capitão-mor Rodrigo Feliz Martins, o capitão Francisco Carneiro Lobo, um dos chefes expedicionários da primeira conquista de Guarapuava, Inácio Taques de Almeida, Manoel da Fonseca Paes, doutor Manoel de Mello Rego, Inácio de Sá Arruda, José Rodrigo Betim, Antonio Pereira dos Santos, João Batista de Oliveira e João Batista Pereira.[11]

A freguesia de Sant'Ana do Iapó desenvolveu-se a contento, sendo que esta elevação à categoria de vila e alteração na denominação prende-se um fato ocorrido na prisão de Limoeiro, em Portugal.[15] Encontrava-se o capitão Manoel Gonçalves Guimarães, grande potentado, enriquecido no contrabando de ouro e dono de extensa área de terras, tanto na freguesia, quanto na Vila de Curitiba.[15] Em determinado dia, o Ministro dos Negócios Ultramarinos d'aquém e d'além mar, Martinho de Melo e Castro, fez uma visita à célebre prisão política, lá encontrou Manoel Guimarães, que, ajoelhado, pediu clemência e liberdade.[15] Em troca, informou que morava no Brasil, numa florescente freguesia, na qual não havia justiça, e os crimes ficavam impunes, mas que, se lhe fosse concedida a liberdade, trataria de elevar a freguesia à categoria de vila, e com o nome do ministro português, e melhorar a vida dos que ali moravam.[15]

O pedido sensibilizou o Ministro, além do que mexeu com sua vaidade, permitindo a libertação de Manoel Gonçalves Guimarães, que, imediatamente, pôs-se a elaborar um plano para cumprir o prometido.[11] Em São Paulo encontrou-se com dr. Francisco Leandro de Toledo Rondon, Ouvidor de Paranaguá, a quem expôs o acontecido. O próprio Ouvidor representou o pedido junto ao Capitão-General Bento José de Lorena.[11] Em 24 de setembro de 1788, a Freguesia de Sant'Ana do Iapó foi elevada à categoria de vila, com território desmembrado de Curitiba e denominação alterada para Vila Nova de Castro.[14] Em julho de 1854, através da lei provincial nº 2, foi criada a Comarca da Vila Nova de Castro, instalada em 21 de dezembro do mesmo ano.[14]

Pela lei provincial nº 14, de 21 de janeiro de 1857, a vila ganhou foros de cidade, porém com denominação simplificada para Castro.[14]

Foi grande o fluxo de imigrantes no território castrense, sendo que os primeiros grupos chegaram em 1885.[16] Eram colonos de origem polonesa e alemã, vindo às expensas do governo Imperial.[16] Posteriormente, vieram imigrantes italianos, neerlandeses e russos. Nominam-se as colônias Santa Cândida, Santa Leopoldina, Santa Clara, Carambeí, Iapó, Agostinhos e Russos.[16]

No período da Revolução Federalista (1893-1894), Castro tornou-se temporariamente a capital interina do Paraná, em decorrência do Decreto Estadual nº 24, de 18 de janeiro de 1894.[14] Este fato deu-se em função de Curitiba ter sido ocupada por tropas gaúchas, é rechaçado o poder estadual, que só voltou à normalidade em 18 de abril do mesmo ano, através do decreto-lei estadual nº 25.[14] A lei estadual nº 1 049, de 4 de abril de 1911 criou o Distrito de Socavão, e em 10 de abril de 1930, pela Lei nº 2 768, foi criado o Distrito de Morros, mais tarde denominado Abapã.[14]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua área é de aproximadamente 2.531,506 km², representando 1.2701 % do estado, 0.4492 % da região e 0.0298 % de todo o território brasileiro. Situa-se no Primeiro Planalto, estando a 988 m acima do nível do mar. O clima é subtropical úmido com ocorrência de geadas e ocasionalmente neve, com predominância de baixas temperaturas durante o inverno e o outono e temperaturas amenas durante o verão e a primavera. A temperatura média é de 19,9°C e 12,4°C no inverno, não passando de 26°C no verão, em média; e invariavelmente, atingindo temperaturas negativas no inverno.

A distância da capital é de 159 km. Sua população em 2010 era de 67.082 habitantes.

Sociedade[editar | editar código-fonte]

Em 1855, chegaram ao município imigrantes alemães e poloneses, fundando as colônias de Terra Nova e Santa Leopoldina, sendo que no final deste século Castro recebeu os alemães protestantes, que se instalaram na região de Maracanã, Rio Abaixo e Bulcão. No início do século, em meados de 1911, chegaram os primeiros neerlandeses e fundaram a Colônia de Carambeí, e entre 1951 e 1954, com a vinda de mais 50 famílias, fundaram a Castrolanda que foi batizada assim em homenagem à cidade. Dedicaram-se à industrialização e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal. Os japoneses chegaram em 1958 e impulsionaram a agricultura através de novas técnicas de plantio e produção.

Economia[editar | editar código-fonte]

A atividade agropecuária é bastante expressiva no município, com plantação de soja, milho, feijão, arroz, cenoura, batata,uva, entre outras e possuindo milhares de propriedades rurais, que se dedicam à criação de gado leiteiro, suínos e aves. A bacia leiteira da região é considerada a principal do Brasil em produtividade e qualidade genética com capacidade aproximada de 400.000 litros/dia.

A Sociedade Cooperativa Castrolanda Ltda, mantém um rebanho de gado Holandês PO e PC com alto padrão genético, além da produção e comercialização de grãos e sementes, sendo que esta Cooperativa, juntamente com a CAPAL - Cooperativa Agropecuária Arapoti Ltda e a Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda de Carambeí, fornecem matéria-prima para a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná industrializar os produtos Batavo.

Castro também se sobressai na exploração mineral, com a extração de calcário e talco e na indústria gráfica, moveleira, alimentícia e de pincéis.

Dados gerais[editar | editar código-fonte]

População: 65.496 hab (IBGE out. 2007) Zona Urbana: 43.250 hab Zona Rural: 20.331 hab Coleta de esgoto: 55,36% Água tratada: 99,86% Emprego formal: 43,98% Clima: Subtropical úmido

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

A cidade é sede das seguintes instituições de segurança pública:

Polícia Militar[editar | editar código-fonte]

Polícia Civil[editar | editar código-fonte]

Principais atrações[editar | editar código-fonte]

Paróquia Sant’Ana

A primitiva capela, de barro socado foi construída por escravos em 1704, em honra a Sant’Ana. Em 1769, foi realizada a primeira missa, tendo neste ano sofrido uma reforma. O primeiro pároco, Frei de Santa Teresa de Jesus, chegou dois anos mais tarde em 1771. Passou por diversas outras reformas, sendo que no ano de 1876 foi totalmente concluída, tomando seu aspecto atual. Um ano depois foi construída uma das torres e a segunda, anos mais tarde, no período entre 1945 - 1960, finalizada por Domiciano de Oliveira, que ao reconstruí-la cometeu um erro, esqueceu de inserir ao lado da segunda torre (construída posteriormente) quatro pilares. Anos mais tarde, Domiciano de Oliveira vinha junto a órgãos competentes requerer a correção da segunda torre, o que não foi permitido, pois essa característica passou a ser considerada um marco na história do município.

Museu do Tropeiro

Criado pelas leis 13/75 e 71/76, a casa onde foi instalado o museu foi construída no século XVIII pela família Carneiro Lobo. Sua construção é de estuque, de fiel estilo. Pertenceu ao Padre Damaso, que a comprou de Francisco de Deos Martins e sua mulher Victoriana Alves de Nunciação. Em 1912, foi novamente vendida à Balbina Marques Ribas, que deixou por herança a cinco herdeiros. Em 1975, o imóvel pertencia à Leonilda Madureira e foi adquirido, por compra, pela prefeitura sendo submetido a restauração mediante orientação do Serviço do Patrimônio Histórico do Estado. Seu acervo conta com aproximadamente 400 peças. Além de retratar a vida do tropeiro, apresenta documentos e objetos históricos, peças sacras, aferições e artesanato. Está localizado na Praça Dr. Getúlio Vargas.

Colônia de Castrolanda

O crescimento da Cooperativa Batavo em Carambeí, possibilitou a vinda de novos colonos para o Paraná, sendo que em 1951, desembarcou no Rio de Janeiro um outro grupo de famílias neerlandesas. Castro foi o município escolhido e em 5000 ha, às margens do rio Iapó, foi fundada a Colônia de Castrolanda, onde os imigrantes construíram estradas, casas além dos estábulos para os reprodutores bovinos de produção leiteira, o que deu início à Cooperativa Castrolanda, que se desenvolveu apesar de todos os problemas de doenças, falta de assistência e dificuldades para adaptação dos imigrantes ao clima.

Para perpetuar as tradições e reviver a história, a comunidade criou em 1953 o Grupo Folclórico Holandês de Castrolanda, integrado por jovens descendentes, além do Museu dos Imigrantes, criado em novembro de 1991, uma réplica das primeiras residências construídas pelos pioneiros da região, deixada transparecer através dos móveis e objetos doados pelas famílias de Castrolanda, para mostrar este pedaço do Paraná holandês.

No local também são expostos e comercializados artesanato e souvenirs da colônia e da Holanda.

Em Castrolanda situa-se um dos maiores moinhos de vento do mundo: inaugurado em 30 de novembro de 2001, De Immigrant (O Imigrante) é um grande monumento de 26 metros de envergadura, possui duas mós conseguindo produzir até 3.000 kg de farinha de trigo, e mecanismos, engrenagens, pinos e encaixes feitos quase que totalmente em madeira. O projeto é assinado e executado pelo holandês Jan Heijdra, especialista em de moinhos de vento, como uma homenagem aos imigrantes neerlandesa da década de 50 que colonizaram a região. O moinho é acionado pelo moleiro Rafael Rabbers - único operador de moinho de vento diplomado do Brasil -, que trabalhou na construção e posteriormente foi treinado para operá-lo. De Immigrant funciona perfeitamente e pode ser visitado por dentro até a cúpula. Além do moinho, a construção abriga salão de eventos, museu, restaurante, biblioteca e loja de artesanato.

Casa da Cultura Emilia Erichsen

Neste edifício em 1862 foi fundado o primeiro jardim de infância do Brasil por Dona Emilia Erichsen. O prédio foi vendido em 1 de agosto de 1905 à Carlos Betenheuser, e posteriormente, em 20 de julho de 1982 foi adquirido para desmembramento e instalações do Banestado (antigo Banco do Estado do Paraná, comprado pelo Banco Itaú). Em 16 de agosto de 1982, parte do prédio foi doada ao município, funcionando hoje como a Casa da Cultura. Localiza-se na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva.

Morro do Cristo

Situa-se num dos pontos mais altos de Castro, e pode ser avistado de todos os lados da cidade e arredores. Sobre ele está uma estátua do Cristo Redentor e um pequeno parque de diversões. Localizado na Rua Coronel Olegário de Macedo.

Rio Iapó

Corta o perímetro urbano e permite a navegabilidade de canoas e lanchas de pequeno porte. Seu leito é sinuoso e bastante piscoso. Encontra-se a 18 km do centro e, nele está a queda do Pulo.

Saltos

O município possui um potencial hídrico representativo e de exuberante beleza, com inúmeros saltos, quedas e corredeiras, onde se destacam a queda do Pulo no rio Iapó, os saltos São João, da Cotia e das Andorinhas e as corredeiras do rio Guararema.

Prainha - Parque Balneário Dr. Libânio Estanislau Cardoso

Praia do rio Iapó, no perímetro urbano e com total infraestrutura de lazer. É um dos principais balneários fluviais do Paraná e, tornou-se um ponto turístico e de lazer, com cascata d’água, lanchonete, campos de futebol, quadra de esporte, churrasqueira, ringue de patinação etc.

Fazenda Capão Alto

A vocação hospitaleira de Castro começou no século XVIII, quando tropeiros que faziam o caminho Viamão - Sorocaba transportando gado encontraram às margens do rio Iapó um pouso seguro. É nesta época, 1704, que se deu a fundação da Fazenda Capão Alto, localizada em terras de sesmaria concedidas a Pedro Taques de Almeida, seus filhos e genros. Por ocasião da morte do patriarca, os direitos da vasta concessão de terras passaram a seus descendentes, ficando Timóteo Corrêa de Góes com a gerência das terras localizadas no Capão Alto.

Em 1749, a fazenda foi levada a leilão e arrematada por José de Góes Moraes que, em 1751 teria feito doação ou venda da mesma, aos religiosos de Nossa Senhora de Monte Carmelo. Os carmelitas ali permaneceram por mais de um século como agricultores e criadores de gado. Em meados do século passado os religiosos deixaram a fazenda em quase completo abandono, sendo que seus inúmeros escravos passaram a tomar conta, organizando um quilombo ordeiro e pacífico. Dentro de um sistema de república altamente democrático, os negros do Capão Alto consideravam-se apenas de Nossa Senhora. Diariamente compareciam à capela, onde oravam, e pediam ordens da Virgem. Sempre sob sua inspiração elegiam semanalmente um diretor para orientar o serviço de distribuição de prêmios e sanções, segundo as necessidades. Em 1864, os "escravos carmelitas" foram vendidos para uma firma de São Paulo, mas quando seus donos vieram buscá-los, recusaram-se a sair da fazenda. Iniciou-se uma revolta que só foi dissipada pela intervenção do chefe de polícia de Curitiba.

Em 1870, Bonifácio José Batista, o Barão de Montecarlo, comprou a fazenda, que foi passando para seus herdeiros até chegar à sua neta Evangelina Madureira.

Após 1940 esteve em mãos de dois compradores estranhos à família e em 1979 foi vendida à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná. Suas construções refletem a imagem dos casarões coloniais típicos das fazendas de café. A casa central foi erguida em taipa de pilão, uma das únicas do gênero do Paraná, achando-se tombada como patrimônio pelo Estado.

Fazenda Potreiro Grande

A casa sede de uma fazenda de gado toda construída em pedra é o local aconchegante e rústico onde são recepcionados os visitantes, admiradores da vida no campo e que podem desfrutar de uma área de 1200ha, incluindo matas nativas, trilhas ecológicas, passeios a cavalo, tanques para pescaria e piscina. Toda a alimentação é preparada com produtos da própria fazenda, como o leite, o pão, os peixes e os legumes. Distante de Curitiba 142 km, o acesso é feito pela BR 376 até Ponta Grossa, pegando a PR 151 por Alagados até o distrito de Abapã em Castro.

Sítio Santa Olívia

Situado no Canyon Guartelá às margens do rio Iapó possui pousada com acomodações para 12 pessoas, churrasqueiras, trilhas para passeios a pé e a cavalo em meio a exuberante vegetação. Corredeiras com pequenas cascatas e subida ao morro de São Francisco são algumas opções de lazer que juntamente com a pesca das famosas tubaranas ou tabaranas, proporcionam um excelente ambiente para relaxamento. Existe também um recanto para os esotéricos e místicos exercitarem suas mentes.

Artesanato, Comida Típica e Folclore

O artesanato local é bastante rico e variado, utilizando como matéria-prima argila, palha de milho, madeira, piri e de carneiro.

O prato típico é o "Castropeiro", uma homenagem aos tropeiros que colonizaram a cidade de Castro. Consiste no feijão tropeiro temperado, carne de gado e de porco, quibebe de abóbora, couve com torresmo acompanhado de pão caseiro.

O folclore manifesta-se através do Grupo Folclórico de Castrolanda formado em 1952 que visa a apresentação de danças típicas tradicionais das diversas regiões da Holanda e do CTG Querência Campeira, que revive o folclore gaúcho.

Paróquias[editar | editar código-fonte]

Castro faz parte da Diocese de Ponta Grossa. Possui quatro paróquias:

  • Paróquia Sant'Ana: fundada em 1774, no centro da cidade, a mais antiga da diocese, atendida pelos padres seculares (Diocesanos) - Pároco: Pe. Sandro José Brandt - Vigário: Pe. José Nilton Santos
  • Paróquia São Judas Tadeu: fundada em 1972, na Vila Santa Cruz, atendida pelos padres da Congregação das Escolas de Caridade (Cavanis) - Pároco: Pe. Valdecir Pavan - Vigário: Pe. Sebastião Adir de S. Bueno
  • Paróquia N. Sra. do Rosário: fundada em 1967, na Vila Rio Branco, atendida pelos padres da Comunidade de N. Sra. de Sion - Pároco: Pe. Osvaldo Candorin - Vigário: Pe. Faustino Tonini.
  • Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro: fundada em 2005, no Jardim Colonial, tendida pelos padres seculares (diocesanos) - Pároco: Pe. Osvaldo Pinheiro

Operadoras de telefonia fixa[editar | editar código-fonte]

Operadoras de telefonia celular[editar | editar código-fonte]

Agências bancárias[editar | editar código-fonte]

Emissoras de Rádio[editar | editar código-fonte]

  • Rádio Castro: AM 1.130 KHz[17]
  • Antena Sul: FM 102,7 MHz[18]

Esporte[editar | editar código-fonte]

No passado a cidade de Castro possuiu algumas equipes no Campeonato Paranaense de Futebol:o Caramuru Esporte Clube e o Juventude [19]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de nº 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013 Censo Populacional 2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2012). Visitado em 11 de dezembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Título não preenchido, favor adicionar.
  6. Prefeitura Municipal de Castro. História da Cidade Site Oficial do Município de Castro. Visitado em 23 de agosto de 2010.
  7. O carteiro chegou e disse que a carta era de Castro destinada para Seu Pedro : autor= Jornal Vanguarda (9 de junho de 2009). Visitado em 23 de agosto de 2010.
  8. AGUILERA, Vanderci de Andrade. Uma abordagem histórico-social da fala rural de Castro: a presença de tupinismos.
  9. Povos indígenas no Brasil. Disponível em http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaingang/287. Acesso em 19 de março de 2014.
  10. Castro Rota dos Tropeiros (2009). Visitado em 24 de agosto de 2010.
  11. a b c d e f FERREIRA, João Carlos Vicente. O Paraná e seus municípios. Maringá: Memória Brasileira, 1996. 226 pp.
  12. Castro - Paraná Hotelsite.com.br. Visitado em 23 de agosto de 2010.
  13. a b Fazenca Capão Alto.
  14. a b c d e f g C5_Castro - SEEC - Paraná da Gente
  15. a b c d Castro - Turismo no tempo
  16. a b c FERREIRA, João Carlos Vicente. O Paraná e seus municípios. Maringá: Memória Brasileira, 1996. 227 pp.
  17. Rádio Castro AM. Visitado em 20 de fevereiro de 2013.
  18. Antena Sul FM. Visitado em 20 de fevereiro de 2013.
  19. http://www.rsssfbrasil.com//tablesfq/pr1998l3.htm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]