Curitiba

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Município de Curitiba
"Cidade Sorriso"[1]
"Cidade Modelo"
"Cidade Ecológica do Brasil"[1]
Capital das Araucárias"
Imagem aérea de Curitiba

Imagem aérea de Curitiba
Bandeira de Curitiba
Brasão de Curitiba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 29 de março
Fundação 29 de março de 1693 (321 anos)
Emancipação 29 de março de 1693
Gentílico curitibano
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Luz
Prefeito(a) Gustavo Fruet (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Curitiba
Localização de Curitiba no Paraná
Curitiba está localizado em: Brasil
Curitiba
Localização de Curitiba no Brasil
25° 25' 47" S 49° 16' 19" O25° 25' 47" S 49° 16' 19" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008[2]
Microrregião Curitiba IBGE/2008[2]
Região metropolitana Curitiba
Municípios limítrofes Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo e Campo Magro.
Distância até a capital 1 386 km[3]
Características geográficas
Área 434,967 km² (BR: 2690º PR: 152º)[4]
Área urbana 319,4 km² (BR: 4º) – est. Embrapa[5]
Distritos Curitiba (distrito-único)
População 1 848 943 hab. (BR: 8º PR: 1º) –  est. IBGE 2013[6]
Densidade 4 056,721 hab/km²
Altitude 934 m [7]
Clima Temperado Marítimo Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,823 (BR: 10º PR: 1º) – muito alto PNUD/2010 [8]
Gini 0,41 est. IBGE 2003[9]
PIB R$ 58 082 416,000 mil (BR: 4º PR: 1º) – IBGE/2008[10]
PIB per capita R$ 32,916 44 IBGE/2008[10]
Página oficial
Prefeitura www.curitiba.pr.gov.br
Câmara www.cmc.pr.gov.br

Curitiba é um município brasileiro, capital do estado do Paraná, localizado a 934 metros de altitude no primeiro planalto paranaense,[7] a aproximadamente 110 quilômetros do Oceano Atlântico.[11] É a oitava cidade mais populosa do Brasil e a maior do sul do país, com uma população de 1 848 946 habitantes.[6] É a cidade principal da Região Metropolitana de Curitiba, formada por 29 municípios e que possui 3 400 357 habitantes[12] [13] sobre uma área de 15 447 km²,[14] o que a torna a oitava região metropolitana mais populosa do Brasil[15] e a segunda maior da Região Sul, ficando somente atrás da Região Metropolitana de Porto Alegre. A capital do Paraná ao longo dos últimos anos tem se consolidado como a cidade mais rica do Sul do país e a quarta em nível nacional.

Fundada em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba se tornou uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão.[16] Em 1853 tornou-se a capital da recém-emancipada província do Paraná e desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas,[17] manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos,[18] que contribuíram para a diversidade cultural que permanece até hoje.

A cidade experimentou diversos planos urbanísticos e legislações que visavam conter seu crescimento descontrolado e que a levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e o cuidado com o meio ambiente.[19] A maior delas foi no transporte público,[20] [21] [22] cujo sistema inspirou o TransMilenio, sistema de transporte de Bogotá, na Colômbia. Hoje, a cidade tem um senso de vida cosmopolita.

Curitiba também tem altos índices de educação, o menor índice de analfabetismo e a melhor qualidade na educação básica entre as capitais.[23] [24] O Índice Mastercard de Mercados Emergentes 2008, criado com a intenção de avaliar e comparar o desempenho das cidades em diferentes funções que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro, indicou Curitiba na 49ª colocação entre as cidades com maior influência global.[25] Curitiba também foi citada, em uma recente pesquisa publicada pela revista Forbes, como a terceira cidade mais sagaz do mundo, que considera esperta a cidade que se preocupa, de forma conjunta, em ser ecologicamente sustentável, com qualidade de vida, boa infraestrutura e dinamismo econômico.[26] Curitiba é também uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, sendo considerada um dos centros mais globalizados do planeta,[27] recebendo a classificação de cidade global gama - , por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[28] Entretanto, alguns problemas sócio-econômicos persistem, sendo a cidade considerada a sexta capital mais violenta do país.[29]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A hipótese mais popular para a origem do nome da cidade é a de que este derivaria da expressão indígena "curi'i ty(b) ba", que em língua guarani significa "muito pinhão".[30]

Mais precisamente, "Curi'i", ou "coré" significa "pinheiro-do-paraná", ou talvez "pinhão" (a semente do pinheiro), "tib" vem do verbo existencial "i tib" e "ba" é um sufixo locativo, livremente traduzido para "lugar onde".[31] Outra hipótese se refere à língua tupi, falada pelos colonizadores portugueses na época.[32] Em tupi, coré seria algo como pinheiro, pinhão,[33] e etuba é um sufixo que indica ajuntamento, portanto seria algo como "ajuntamento de pinheiros", ou conforme traduz Silveira Bueno, pinheiral.[33]

A denominação pela qual são conhecidos os habitantes do município é curitibanos, denominação que já serviu de topônimo para um município do estado vizinho de Santa Catarina, isto é, o município de Curitibanos, fundado por antigos habitantes de Curitiba.[34]

Curitiba é responsável por alguns títulos colecionados no decorrer do passado histórico, sendo um dos apelidos que a população mais conhece o de Cidade Sorriso. De acordo com a disponibilidade da história, o nascimento desse apelido apareceu em um documento ufanista, que tinha como objetivo a reversão da famosa antipatia sofrida pelo povo da cidade.[1] Outro título dado ao município foi de Capital Ecológica, porque as políticas da prefeitura voltam sua atenção para a sustentabilidade.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Mapa de Curitiba em 1894.

As primeiras movimentações no território curitibano se deram através de Paranaguá, via estrada de Cubatão, e ocorreram por conta de expedições de bandeiras, que vinham à cata de ouro. A primeira expedição oficial coordenadora dos serviços de exploração de minas de ouro nos Distritos do Sul (incluindo Curitiba) foi chefiada por Eleodoro Ébano Pereira. Os primeiros nomes que aparecem na história curitibana, depois de Ébano Pereira, são os de Baltasar Carrasco dos Reis e Mateus Martins Leme. No entanto, segundo o historiador Romário Martins:[35] [36]

Cquote1.svg ...não foi esse o primeiro grupo povoador do planalto curitibano. Antes dele houve os que fundaram arraiais de mineradores mais ou menos estáveis na região aurífera atravessada pelos caminhos de Açungui e do Arraial Queimado (Bocaiuva do Sul)", a seguir Borda do Campo (Atuba) e Arraial Grande (São José dos Pinhais).[35] [36] Cquote2.svg

Em 1668, Gabriel de Lara, o povoador, erigiu o pelourinho na povoação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, assistido por um grupo de dezessete povoadores, iniciando-se a partir dessa data, de forma ininterrupta, a história oficial de Curitiba.[37] Todavia, Gabriel de Lara não é considerado o fundador de Curitiba, sendo que alguns historiadores atribuem o fato a Eleodoro Ébano Pereira.[35] [37] [38]

Há uma lenda a respeito da fundação de Curitiba, contada por diversos historiadores, à qual estão ligados os grupos de primitivos povoadores, representados pelas famílias Seixas, Soares e Andrade. Esses bandeirantes, em época incerta, teriam convidado o cacique dos Campos de Tindiquera, às margens do Rio Iguaçu, para que lhes indicasse o melhor local para a instalação definitiva da povoação.[39] O cacique, à frente de um grupo de moradores, trazendo na mão uma grande vara, após andar muito percorrendo grande extensão de campos, fincou uma vara no chão e disse: "Aqui", e neste local foi erigida uma pequena capela, construída de pau-a-pique, no mesmo lugar onde se encontra a igreja matriz de Curitiba, sendo substituída por outra, feita de pedra e barro, que serviu a comunidade de 1714 a 1866, quando foi edificada a Catedral Metropolitana.[35] [40]

Em 29 de março de 1693, o povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba foi elevado à categoria de Vila.[41] Nessa época, segundo Romário Martins, além de Mateus Martins Leme e Carrasco dos Reis, que moravam no Barigui, ainda habitavam uma vila "…o capitão Antonio Rodrigues Seixas, escrivão da vila em 1693, em Campo Magro; Manuel Soares e Aleixo Mendes Cabral, no Passaúna, João Rodrigues Cid, no Cajuru, Antônio Rodrigues Cid no Uberaba, etc." Não existe efetivamente uma data exata da fundação do núcleo Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, mais tarde Curitiba. Mas, se levarmos em consideração os registros do dr. Raphael Pires Pardinho, Ouvidor-Geral da Vila, em 1721, admite-se o ano de 1661 como oficial.[35] [40]

Panorama de Curitiba, em gravura de Jean-Baptiste Debret, 1827.

Curitiba passou a sede de comarca através de Alvará Imperial, em 19 de dezembro de 1812, e foi elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial nº 5 de 5 de fevereiro de 1842. Pela Lei Imperial nº 704, de 29 de agosto de 1853, Curitiba foi elevada à categoria de capital da recém-criada província do Paraná, que desmembrara-se de São Paulo. Foi uma luta árdua, a da emancipação política paranaense, nesta vitória muitos deixaram seu nome gravado nos anais da história. Em 1953 a Câmara Municipal de Curitiba funcionava próximo ao pátio da matriz. tendo a seguinte composição: Benedito Enéas de Paula, Fidélis da Silva Carrão, Manuel José da Silva Bittencourt, Floriano Berlintes de Castro, Francisco de Paula Guimarães, Inácio José de Morais, Francisco Borges de Macedo, Antônio Ricardo Lustosa de Andrade, tendo na presidência o coronel Manuel Antonio Ferreira.[35] [40]

A partir do movimento imigratório desencadeado no Paraná em 1829, a cidade de Curitiba recebeu, por diversos flancos, levas de famílias, em diversas épocas e das mais diferentes nacionalidades, sendo inclusive alvo de imigração voluntária, o que influiu na sua formação social, cultural e econômica, com o passar dos anos. Em 1894, por causa da Revolução Federalista, Curitiba foi invadida e dominada por tropas revolucionárias, comandadas por Gumercindo Saraiva. Nessa época toda a cúpula governamental, liderada pelo governador em exercício, dr. Vicente Machado, abandonou a capital, refugiando-se em Castro, só retornando a Curitiba após o fim do cerco.[35] [40]

Vista geral de Curitiba em 1900, com dados de progressão populacional: 1780 (2.949 hab.), 1857 (10.000 hab.), 1858 (11.313 hab.), 1872 (11.730 hab.), 1890 (24.553 hab.), 1900 (50.124 hab.)

Um dos mais expressivos acontecimentos da história curitibana deu-se em 1912, com a fundação da Universidade Federal do Paraná, idealizada e realizada por Victor Ferreira do Amaral, Nilo Cairo e Pamphilo de Assumpção. Após a implantação da República, o primeiro prefeito de Curitiba foi Cândido Ferreira de Abreu (maio de 1893 a dezembro de 1894).[40] Em 1911, o município era formado por apenas o distrito da sede, sendo que em 1929 estava subdividido em seis Distritos de Paz: Campo Magro, Nova Polônia, Portão, São Casimiro do Taboão, Santa Felicidade e o da Sede.[42] De acordo com a Divisão Territorial de 1936, a comarca de Curitiba compreendia três termos, o da sede (Piraquara, Rio Branco e Tamandaré), o de Araucária e o de Colombo (Bocaiuva e Campina Grande). A Lei Estadual nº 1452, de 14 de dezembro de 1953, estabeleceu a nova divisão judiciária do município, criando dez Distritos Judiciários, que eram: Sede, Portão, Taboão, Barreirinha, Boqueirão, Cajuru, Campo Comprido, Santa Felicidade, Umbará e Tatuquara.[35] [39] [43]

Em 1820 Curitiba recebeu a visita do sábio francês Saint-Hilaire, que ficou maravilhado com a cidade, e alguns trechos de suas anotações dizem o seguinte:

Cquote1.svg As ruas são largas e quase regulares… a praça pública é quadrada, muito grande e coberta de grama… as igrejas são em número de três, todas construídas de pedra… em nenhuma outra parte do Brasil eu havia havia tantos homens verdadeiramente brancos, como no distrito de Curitiba… pronunciam o português sem a alteração que revela a mistura da raça caucásica com a vermelha… são grandes e bonitos, tem os cabelos castanhos e tez rosada, maneiras agradáveis… as mulheres têm traços mais delicados do que as das outras partes do Império por onde viajei. Elas se escondem menos e conversam com desenvoltura. Cquote2.svg

Esta descrição é um reflexo da civilidade e determinação do povo curitibano de 1820, que faz a base da Curitiba do final do século XX. Da Curitiba do Ligeirinho, da Ópera de Arame, da Rua das Flores e da Rua 24 Horas.[43]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Fotografia aérea do centro da cidade

Curitiba é a capital do sexto estado mais populoso do Brasil, Paraná,[44] situando-se próximo ao paralelo 25° 25' 47" sul e do meridiano 49° 16' 19" oeste.[45] A área real do município é 430,9 km².[46] Suas cidades limítrofes são Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo e Campo Magro.

Imagem de satélite de Curitiba.

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na chamada Grande Curitiba vem criando uma metrópole cujo centro está em Curitiba e atinge os municípios de Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas do Paraná. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi criada no ano de 1973 e atualmente é constituída por 29 municípios,[47] sendo a oitava maior aglomeração urbana do Brasil, com 3 168 980 habitantes.[6]

Geologia e vegetação[editar | editar código-fonte]

Na região de Curitiba encontram-se sedimentos da formação Guabirotuba, que ocorreram durante o Quaternário Antigo ou Pleistoceno, de origem flúvio-lacustre, que preencheram uma antiga e grande depressão, formando a chamada bacia de Curitiba.

Curitiba está situada no domínio vegetacional denominado floresta ombrófila mista, composto por estepes gramíneo-lenhosas pontuadas por capões de florestas com araucária, além de outras formações, como várzeas e matas ciliares. Na vegetação local ainda aparecem remanescentes do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que resistiram à ação civilizadora dos tempos atuais. As araucárias estão em bosques particulares e públicos, agora protegidas pela legislação ambiental que impede a sua derrubada. A vegetação da cidade também é caracterizada pela existência de uma grande quantidade de ipês roxos e amarelos.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Bacias hidrográficas Área
(km²) (%)
Ribeirão dos Padilhas 33,8 7,82
Rio Atuba 63,71 14,74
Rio Barigüi 140,8 32,58
Rio Belém 87,77 20,31
Rio Iguaçu 68,15 15,77
Rio Passaúna 37,94 8,78
Total 432,17 100,0
Fonte: SMSA - Secretaria Municipal de Saneamento
Elaboração: IPPUC / Banco de Dados
Rio Iguaçu, na passagem pelo bairro Umbará, região sul da cidade.

O principal rio do estado é o Paraná, sendo que o município de Curitiba localiza-se à margem direita e a leste da maior sub-bacia do rio Paraná, a bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Os principais rios que constituem as seis bacias hidrográficas do município são: rio Atuba, rio Belém, rio Barigui, rio Passaúna, ribeirão dos Padilhas e rio Iguaçu, todos com características dendríticas de drenagem.

Conforme tabela à esquerda, pode-se constatar que a maior bacia hidrográfica de Curitiba é a do rio Barigui, que corta o município de norte a sul e perfaz um total de 139,9 km². Ao sul do município tem-se a menor bacia hidrográfica de Curitiba, a do ribeirão dos Padilhas, com 33,6 km² de área. Devido ao relevo de Curitiba possuir predominância de maiores altitudes ao norte do município, todas as seis bacias hidrográficas correm para o sul do município, indo desembocar no principal rio de Curitiba, o Iguaçu, que por sua vez irá desaguar no rio Paraná, no oeste do estado.

Em razão de certas particularidades, as chuvas costumam ocasionar cheias consideráveis nos rios de Curitiba, causando enchentes regulares, o que é constante motivo de preocupação para a população e a administração pública. Atualmente, após uma série de estudos sobre os cursos de água locais, quase todos os rios estão em processo de canalização.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Cadeia de montanhas da Serra do Mar vista do Centro de Curitiba.

Curitiba possui superfície de 434,967 km² no Primeiro Planalto Paranaense, o qual foi descrito por Reinhard Maack (1981) como "uma zona de eversão entre a Serra do Mar e a Escarpa Devoniana", mostrando um plano de erosão recente sobre um antigo tronco de dobras. Uma série de terraços escalonados são dispostos em intervalos altimétricos, caracterizando Curitiba com uma topografia ondulada de colinas suavemente arredondadas, ou seja, um relevo levemente ondulado, dando-lhe uma fisionomia relativamente regular.

O município possui uma altitude média de 945 m acima de nível do mar, sendo que o ponto mais alto está ao norte, correspondendo à cota de 1 021 metros, no bairro Lamenha Pequena, dando-lhe uma feição topográfica relativamente acidentada e composta por declividades mais acentuadas, devido à proximidade com a Região Serrana de Açungui. Ao sul encontra-se a situação de mais baixo terraço, com cota de 912 m, localizada no bairro do Caximba, na cabeceira do rio Iguaçu.

Há cadeias montanhosas e conjuntos de elevações rochosas em praticamente todo o entorno da cidade, sendo o mais notável e imponente destes a Serra do Mar, localizada a leste e que separa o planalto do litoral do Paraná.

Ao norte, há elevações na região de Rio Branco do Sul e, ao oeste, singelos conjuntos de morros em Campo Magro. Já ao sul da cidade não há elevações sensíveis, a não ser próximo da fronteira com Santa Catarina.

Clima[editar | editar código-fonte]

Inverno no Parque Barigui.

Curitiba tem um clima subtropical úmido (Cfb de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura média de 11 °C no mês mais frio, caindo por vezes abaixo de 2 °C, em dias mais frios.[48] Durante o verão, a temperatura média é em torno de 23 °C, mas pode subir acima de 32 °C em dias mais quentes. Ondas de calor durante o inverno e ondas de frio no verão não são incomuns e mesmo dentro de um único dia pode haver uma grande variação. Vários fatores contribuem para a natureza variável do clima: o terreno plano rodeado por montanhas em forma arredondada com raio de 40 km ajuda a bloquear os ventos, permitindo que a neblina matinal cubra a cidade nas manhãs de frio.

O nivelamento do terreno dificulta a drenagem da água após chuvas rápidas, proporcionando uma boa fonte de vapor de água para a atmosfera. Muitas vezes, frentes frias vindas da Antártida e da Argentina durante todo o ano trazem tempestades tropicais no verão e ventos frios no inverno. Podem se mover muito rapidamente, com não mais de um dia entre o início dos ventos do sul e do início da chuva.[49] O clima de Curitiba também é influenciado pelas massas de ar seco que dominam o centro-sul do Brasil na maioria do ano, trazendo tempo frio e seco.[50]

A ocorrência de neve e de outras modalidades de precipitações hibernais, como a chuva congelada, é rara, sendo tais fenômenos registrados em média uma vez a cada dez anos, podendo ocorrer mais de uma década sem registro, e mais de um registro em uma mesma década, sendo, portanto, um fenômeno de frequência irregular. Oficialmente, a neve em maior ou menor intensidade foi registrada nos anos de 1889, 1892, 1912, 1928 (dois dias), 1942, 1957, 1975, 1979 e 2013.[51] Há também registros não oficiais de ocorrência do fenômeno, em fraca intensidade, nos anos de 1955, 1965, 1981 (a mídia impressa local chegou a registrar matéria com foto sobre o fenômeno em alguns pontos da cidade) e em 1988. A 23 de julho de 2013 caiu chuva congelada, aguaneve e também neve em flocos em vários bairros, sem chegar a se acumular. A precipitação, na mesma data, ocorreu também em vários municípios da região metropolitana, como Araucária, Lapa, São José dos Pinhais, Campo Largo e Fazenda Rio Grande.[52] [53]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Curitiba por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 121 mm 08/01/1995 Julho 93,4 mm 07/07/2003
Fevereiro 146,2 mm 22/02/1999 Agosto 98,4 mm 01/08/2011
Março 94,5 mm 20/03/1975 Setembro 93,1 mm 29/09/1998
Abril 102,4 mm 29/04/1965 Outubro 83,2 mm 03/10/1975
Maio 95,3 mm 14/05/1993 Novembro 77,9 mm 20/11/2009
Junho 128,2 mm 21/06/2013 Dezembro 100,3 mm 14/12/2010
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 01/01/1961 a 31/12/2013.[54]

As geadas, por sua vez, são bem mais comuns, ocorrendo todos os anos nos meses de inverno, variando em seu número, a exemplo de 1995, quando ocorreu uma única geada, e de 2000, quando se verificaram quatorze geadas na cidade. As geadas em Curitiba ocorrem mais comumente nos meses de junho, julho e agosto, mas podem ocorrer também em abril (1999), maio (1997, 1999 e 2000) e em setembro (2003, 2004 e 2006), podendo ser de fraca ou forte intensidade. A geada negra (provocada pelo ar extremamente frio e seco, não havendo formação de gelo, mas sendo altamente danosa à vegetação) é rara, mas pode ocorrer, a exemplo da madrugada de 27 de junho de 1994, quando a mínima na cidade, de -3°C, foi suficiente para queimar não só a vegetação rasteira, como também as copas das árvores, conquanto a secura do ar e o vento fraco não houvesse permitido a formação de gelo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), no período entre 1961 e 2013, a menor temperatura já registrada em Curitiba foi de -5,4 °C, em 2 de setembro de 1972,[55] enquanto a maior atingiu 35,2 °C, em 17 de novembro de 1985.[56] Os maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas foram de 146,2 milímetros em 22 de fevereiro de 1999, 128,2 milímetros em 21 de junho de 2013, 121 milímetros em 8 de janeiro de 1995, 106,8 milímetros em 5 de junho de 2012, 106,3 milímetros em 20 de janeiro de 2007, 104,6 milímetros em 8 de janeiro de 1972, 102,5 milímetros em 12 de fevereiro de 1997, 102,4 milímetros em 29 de abril de 1965, 100,6 milímetros em 5 de fevereiro de 1982 e 100,3 milímetros em 14 de dezembro de 2010.[54] O maior volume de chuva registrado em um mês foi de 473,8 milímetros, em janeiro de 1995.[57]

Dados climatológicos para Curitiba
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 34,3 34,8 33,9 31,8 29,4 28,2 28,2 28,5 33,7 34,2 35,2 33,6 35,2
Temperatura máxima média (°C) 26,6 26,7 25,7 23,1 21,1 19,6 19,4 20,9 21,3 22,6 24,5 25,4 23,1
Temperatura média (°C) 20,4 20,6 19,6 17,2 14,5 13,1 12,9 14,1 15 16,5 18,2 19,3 16,8
Temperatura mínima média (°C) 16,4 16,3 15,4 12,8 10,2 8,4 8,1 9,2 10,8 12,5 14 15,4 12,5
Temperatura mínima registrada (°C) 8,2 6,8 3,9 -4 -2,3 -4 -5,2 -5,2 -5,4 -1,5 -0,9 3,6 -5,4
Chuva (mm) 171,8 157,6 138,8 94,8 101 115,6 98,8 73,4 119,2 133,3 126,9 152,3 1 483,4
Dias de chuva (≥ 1 mm) 15 12 12 8 7 7 6 7 9 10 10 13 116
Umidade relativa (%) 79 80 80 79 82 82,7 81 79 82 82 80 82 80,7
Horas de sol 184,4 160,8 172 164,2 178,3 160,2 173,4 175,4 134,1 155,5 177 170,9 2 006,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[58] [59] [60] [61] [62] [63] [64] recordes de temperatura: 1961 a 2013).[55] [56]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Araucária durante o pôr-do-sol em Curitiba.

Curitiba está localizada em plena Mata Atlântica, um dos biomas mais devastados do Brasil.[65] Entretanto, a cidade ainda consegue manter uma grande quantidade de áreas verdes em seu território para uma metrópole, tendo 64,5 m2 de área verde por habitante,[66] menor somente que a de Goiânia, que possui 94 m2 e está em segundo lugar no mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas, Curitiba possui um índice cinco vezes maior de área verde por habitante que o mínimo recomendável, que é de 12 m2.[67] Tais áreas são compostas, fundamentalmente, por parques e bosques municipais, a proteger parte das matas ciliares de rios locais, como o rio Barigui e o rio Iguaçu. Há também na cidade uma grande variedade de praças e logradouros públicos, associados a vias públicas habitualmente bem arborizadas. No ano de 2007 a cidade ocupou o terceiro lugar numa lista das "15 Cidades Verdes" do mundo, de acordo com o sítio estadunidense Grist.[68] Curitiba é a segunda capital brasileira em arborização e qualidade de vida.[67]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 12 651
1890 24 553 94,1%
1900 49 755 102,6%
1920 78 986 58,7%
1940 140 656 78,1%
1950 180 575 28,4%
1960 356 830 97,6%
1970 642 362 80,0%
1980 1 025 079 59,6%
1991 1 290 142 25,9%
2000 1 586 848 23,0%
2010 1 746 896 10,1%
Fonte: IBGE[69]

A população de Curitiba, de acordo com Censo 2010, é de 1 746 896 habitantes (100% urbana; 832 500 homens e 914 396 mulheres) e possui uma densidade demográfica de 4 132,3 habitantes por km²,[6] conforme dados coletados pelo IBGE. Além disso, o censo demográfico de 2000 já colocava Curitiba na sétima posição entre as cidades mais populosas do Brasil. No mesmo ano, a cidade foi líder em longevidade entre as metrópoles brasileiras, com esperança de vida ao nascer de 71,6 anos.[70] Sua região metropolitana possui 3 172 357 de habitantes[13]

A maior densidade populacional verifica-se na região sul da cidade, sendo o bairro CIC o mais populoso, com 174 383 habitantes em 2005. O bairro mais denso da cidade é o Água Verde, com 10 476 hab/km².

Segundo os resultados dos últimos censos, a população da cidade elevou-se de 483 038 habitantes, em 1970, para 843 733 habitantes em 1980. O município de Curitiba (434,967 km²), que pertence à microrregião nº 268 (Curitiba), teve sua população aumentada, no mesmo período, de 624 362 habitantes para 1 025 979 habitantes, elevando-se sua densidade de 1 411 hab./km². Em termos percentuais, o aumento populacional da cidade entre 1960 e 1970 foi de 40%, enquanto que, de 1970 a 1980, elevou-se a 74%.

Também de acordo com dados divulgados pelo censo realizado no ano 2000 pelo IBGE, a mortalidade infantil até cinco anos de idade era 24,26 a cada mil crianças, a taxa de fecundidade era 1,74 filho por mulher e a taxa de alfabetização era de 96,63%. De acordo com o PNUD, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) 2000 era de 0,856, sendo o IDH-M Renda 0,846, o IDH-M Longevidade 0,776 e o IDH-M Educação 0,946.

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Praça do Japão, memorial à imigração japonesa.

Na sua formação histórica, a demografia de Curitiba é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente poloneses, ucranianos, italianos, alemães e japoneses, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida. Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de Curitiba está composta por brancos (77,4%), pardos (18,2%), pretos (2,9%), amarelos e indígenas (1,4%).

Como a maioria da população do sul do Brasil, Curitiba é habitada principalmente por brasileiros de ascendência europeia. Os primeiros europeus a chegar na região eram de origem portuguesa, durante o século XVII. Eles se misturaram com os povos nativos e com os escravos africanos.[71]

No século XIX, o afluxo de imigrantes da Europa aumentou. Em 1828, os primeiros imigrantes alemães situaram-se no Paraná. No entanto, um grande número de imigrantes provenientes da Alemanha, apenas para Curitiba, chegou durante a década de 1870, vindo a maioria deles de Santa Catarina ou alemães do Volga da Rússia.[72]

Os imigrantes chegaram da Polônia em 1871, fixando-se em zonas rurais próximas a Curitiba. Eles influenciaram largamente a agricultura da região. Curitiba tem a segunda maior diáspora polaca no mundo, perdendo apenas para Chicago.[71] O Memorial da Imigração Polonesa foi inaugurado em 13 de dezembro de 1980, após a visita do Papa João Paulo II na cidade em junho do mesmo ano. Sua área é de 46 mil metros quadrados, onde havia uma fábrica de velas.[73]

Italianos imigrantes começaram a chegar no Brasil em 1875 e em Curitiba em 1878. Eles vieram na maior parte das regiões de Vêneto e Trento, no norte da Itália, e se estabeleceram principalmente no bairro Santa Felicidade, ainda hoje o centro da grande comunidade italiana de Curitiba.[74]

Réplica de Igreja ucraniana no Parque Tingui.

Um grande número de imigrantes ucranianos fixaram-se em Curitiba, principalmente entre 1895 e 1897, quando cerca de 20 000 pessoas chegaram. Eles eram camponeses da Galícia, que imigraram para o Brasil para se tornarem agricultores. Existem hoje cerca de 300 000 brasileiros de origem ucraniana que vivem no Paraná.[75] [76] O Estado do Paraná tem a maior comunidade ucraniana e comunidade eslava do país.[77]

Curitiba tem uma comunidade judaica bem estabelecida,[78] originalmente estabelecida em 1870.[79] Grande parte da congregação judaica inicial foi assimilada.[80] Em 1937, com a conquista do poder pelos nazistas na Alemanha, vários acadêmicos judeus alemães notáveis foram admitidos no Brasil, alguns deles situando-se em Curitiba.[81]

O físico César Lattes e os ex-prefeitos Jaime Lerner[82] e Saul Raiz eram judeus. Um monumento em memória do Holocausto foi construído na cidade. Existe também um centro comunitário, uma casa Habad (Beit Chabad), em Curitiba,[83] bem como pelo menos duas sinagogas[84] e dois cemitérios judaicos,[85] uma das quais foi contaminada por antissemitas em 2004.[86]

Imigrantes japoneses começaram a chegar na região em 1915. Atualmente, cerca de 40 000 japoneses-brasileiros vivem na cidade.[87]

Outros imigrantes, como libaneses, sírios, palestinos, russos e outros europeus do leste também se estabeleceram em Curitiba.

Política[editar | editar código-fonte]

Palácio 29 de Março, atual sede da prefeitura de Curitiba.

A administração se dá pelo poder executivo, poder legislativo e poder judiciário.

O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi José Borges de Macedo, eleito treze anos após a Independência do Brasil e sete anos anteriores à elevação à categoria de cidade. A atual legislatura municipal foi eleita em 2012, devendo terminar seu mandato em dezembro de 2016. Exerce o cargo de prefeito municipal Gustavo Fruet, do PDT.

Câmara Municipal de Curitiba, sede do poder legislativo do município.

A Câmara Municipal de Curitiba representa o poder legislativo. Sua bancada é formada por 38 vereadores e está composta da seguinte forma: uma cadeira do Partido Social Democrata (PSD); uma cadeira do Partido Republicano Brasileiro (PRB); uma cadeira do Partido Republicano Progressista (PRP); uma cadeira do Partido Social Cristão (PSC) duas cadeiras do Partido Progressista (PP); duas cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); duas cadeiras do Partido Popular Socialista (PPS); três cadeiras do Democratas (DEM); três cadeiras do Partido Verde (PV); três cadeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT); três cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); três cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e treze cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

O Fórum da Comarca, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e o Ministério Público são os representantes do poder judiciário em Curitiba.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2008 existiam 1 254 776 eleitores alistados no município.

Símbolos oficiais[editar | editar código-fonte]

Os símbolos oficiais do município são a bandeira, o brasão e o hino, este composto por Ciro Silva e Bento Mossurunga. Adicionalmente, e por meio da Lei municipal 10 236, a Câmara Municipal de Curitiba instituiu como "Local Símbolo da Cidade de Curitiba" o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

As cidades-irmãs de Curitiba, incluindo as agraciadas com o título honorífico "Cidade Irmã de Curitiba" (instituído pela lei nº 4.740/1973), são:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Administrações regionais[editar | editar código-fonte]

Curitiba é dividida em nove administrações regionais (equivalentes a subprefeituras), que gerenciam os 75 bairros do município:

Administração regional Bairros Divisão administrativa da cidade.
Matriz Centro, Centro Cívico, Batel, Bigorrilho, Mercês, São Francisco, Bom Retiro, Ahú, Juvevê, Cabral, Hugo Lange, Jardim Social, Alto da XV, Alto da Glória, Cristo Rei, Jardim Botânico, Prado Velho e Rebouças
Santa Felicidade Santa Felicidade, Lamenha Pequena, Butiatuvinha, São João, Vista Alegre, Cascatinha, São Brás, Santo Inácio, Orleans, Mossunguê, Campina do Siqueira, Seminário, Cidade Industrial (região Norte), e parte de Campo Comprido;
Boa Vista Boa Vista, Bacacheri, Bairro Alto, Tarumã, Tingui, Atuba, Santa Cândida, Cachoeira, Barreirinha, Abranches, Taboão, Pilarzinho e São Lourenço;
Cajuru Cajuru, Uberaba, Jardim das Américas, Guabirotuba e Capão da Imbuia;
Fazendinha/Portão Portão, Fazendinha, Santa Quitéria, Vila Izabel, Água Verde, Parolin, Guaíra, Lindoia, Fanny, Novo Mundo e parte de Campo Comprido;
Boqueirão Boqueirão, Xaxim, Hauer e Alto Boqueirão;
Pinheirinho Pinheirinho, Capão Raso, Tatuquara, Campo de Santana e Caximba;
Bairro Novo Sítio Cercado, Ganchinho, e Umbará;
Cidade Industrial de Curitiba Cidade Industrial de Curitiba (região Centro/Sul), Riviera, Augusta e São Miguel.

Economia[editar | editar código-fonte]

Evolução do PIB e do PIB per capita de Curitiba[92]
Anos PIB
(em mil reais)
PIB per capita
(em reais)
2002 20.507.195 12.313
2003 24.186.948 14.259
2004 27.305.951 15.811
2005 29.821.203 16.964
2006 32.153.307 17.977
2007 37.791.140 21.025

Curitiba é o centro econômico do estado do Paraná e o quarto maior PIB do país.[10] Em parte, isso se deve à população de mais de três milhões de habitantes, se for considerada a sua região metropolitana; a cidade se destaca por ter a economia mais forte do sul do país,[93] contando o trabalho de exportação das novecentas fábricas instaladas no bairro Cidade Industrial e das duas grandes indústrias automobilísticas que estão localizadas na Grande Curitiba, Renault e Volkswagen. Ademais, foi eleita várias vezes como "A Melhor Cidade Brasileira Para Negócios", segundo ranking elaborado pela revista Exame, em parceria com a consultoria Simonsen & Associados.[94]

Em julho de 2001, Curitiba tornou-se a primeira cidade a receber o prêmio "Polo de Informática" concedido pela revista Info Exame, pelo desempenho de suas empresas de tecnologia. De acordo com a revista, o conjunto de empresas de Tecnologia e Informática sediadas em Curitiba apresentou, em 2001, um faturamento de US$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 21% em relação ao ano anterior.[95]

Além disso, a capital paranaense concentra a maior porção da estrutura governamental e de serviços públicos do estado e sedia importantes empresas nos setores de comércio, serviços e financeiro. Com um parque industrial de 43 milhões de metros quadrados,[96] a região metropolitana de Curitiba atraiu grandes empresas como ExxonMobil, Elma Chips, Sadia, Kraft Foods, Siemens, Johnson Controls e HSBC, bem como grandes empresas locais - O Boticário, Positivo Informática e GVT, por exemplo. Além de centro comercial e cultural, a cidade possui um importante e diversificado parque industrial, incluindo o segundo maior polo automotivo do país[97] e o principal terminal aeroviário internacional da região Sul,[98] [99] o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Centro financeiro da cidade.

O município de Curitiba concentra quase toda a sua população na área urbana, tendo, portanto, uma reduzida atividade agropecuária. Devido ao desenvolvimento urbano da cidade, em Curitiba não existe mais agricultura, não mais sobrando terras para o plantio de certos produtos. Se houve agricultura no passado, muitos dos agricultores e pecuaristas se mudaram para outros municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

O intenso movimento comercial de Curitiba foi facilitado pela sua extensa rede de vias de comunicação e sua desenvolvida indústria. Os principais produtos exportados são: madeira beneficiada, laminada e compensada; móveis; couro; rações e adubos; produtos químico-farmacêuticos e metalúrgicos. Entre os produtos importados estão os eletrodomésticos, os gêneros alimentícios, os hortifrutigranjeiros, a madeira bruta, os produtos têxteis e artigos manufaturados em geral.

Em 2012 os principais produtos da pauta de exportação de Curitiba foram tratores (14,65%), caminhões de carga (10,41%), bombas para líquidos (8,39%), peças para motores (6,76%) e eletricidade (5,89%).[100]

Atividades Economicas em Curitiba - (2012)[101]

Os principais shopping centers de Curitiba são o Shopping Mueller (o primeiro de Curitiba), Omar Shopping, Palladium Shopping Center, ParkShopping Barigui, Polloshop Champagnat, Shopping Água Verde, Shopping Cidade, Shopping Crystal Plaza, Shopping Curitiba, Shopping Estação, Shopping Itália, Shopping Jardim das Américas, Shopping Novo Batel, Shopping Popular, Shopping Paladium e Shopping Total.

O parque industrial de Curitiba é bem diversificado. A capital paranaense é um dos maiores centros manufatureiros do Brasil. A industrialização começou no início do século XIX com imigrantes europeus que se dedicaram, principalmente, à fabricação de artefatos de couro e de madeira. Em sua produção destacam-se gêneros alimentícios, mobiliário, minerais não-metálicos, madeira, produtos químicos e farmacêuticos, bebidas e artefatos de couros e peles. O maior complexo industrial do município é a Cidade Industrial de Curitiba, sendo o maior em extensão territorial e população. É nesse bairro que se localiza o Conjunto Habitacional Nossa Senhora da Luz, um dos locais mais violentos da cidade.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O Jardim Botânico de Curitiba é um dos cartões postais mais populares da cidade.

Segundo um levantamento feito pela International Congress & Convention Association (ICCA), Curitiba é a sexta cidade brasileira com o maior número de eventos internacionais[102] e, segundo dados da FIPE, é a terceira cidade a receber turistas estrangeiros para fins de negócios.[103]

Em 2006 a cidade ocupou a sexta posição entre as melhores cidades brasileiras para realização de eventos e turismo de negócios; no mesmo ano, o fluxo de turistas superou o número de habitantes. Dos dois milhões de visitantes, pelo menos metade desembarcou a negócios.[104] Para atender à crescente demanda, o parque hoteleiro curitibano se desenvolveu e hoje é considerado o quarto maior do país. Os bons restaurantes e os serviços customizados dos hotéis agradam a 92,4% dos que deixam a cidade, de acordo com dados da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná. Em 2007 a capital paranaense foi eleita pela revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, como a quarta melhor cidade brasileira para viagens e turismo, ficando à frente de grandes centros turísticos nacionais, como Fortaleza, Natal, Gramado, Maceió e Recife.[105]

Curitiba foi eleita como melhor destino cultural e melhor custo-benefício para turismo da Região Sul do Brasil na Edição Especial Guia 2008 da Revista Veja O Melhor do Brasil. A matéria ainda cita a localização estratégica da cidade, o que a tornaria uma espécie de capital do Mercosul.[93]

A revista Veja aponta Curitiba como o melhor destino de negócio do Brasil. Noventa e quatro especialistas, escolhidos pela revista, indicam a capital paranaense como a melhor cidade brasileira para investimento. A escolha foi divulgada no suplemento da revista "O Melhor do Brasil - Guia 2007". A cidade vem se tornando um dos maiores e mais importantes centros de tecnologia, atraindo gigantes do setor de informática tanto nas áreas de software quanto de hardware, caminhando para se tornar o polo nacional.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Urbanismo[editar | editar código-fonte]

Curitiba é conhecida por suas soluções urbanas diferenciadas, notadamente por seu sistema integrado de transporte coletivo que, em conjunto com as vias regulares de trânsito, tem servido como indutor de seu desenvolvimento urbanístico, especialmente a partir da década de 1970.

Palácio Avenida, HSBC, na Avenida Luiz Xavier.

O sistema de transporte público de Curitiba é habitualmente lembrado por seus terminais de passageiros interligados por canaletas exclusivas para ônibus biarticulados e complementados com o "ligeirinho" e alimentadores diferenciados por cores. Esse modelo tem inspirado experiências similares em cidades de outros países, como Los Angeles e Nova Iorque, onde houve, na década de 1990, a instalação experimental de uma linha de "ligeirinho", ligando a prefeitura ao World Trade Center.

Espalhadas pela cidade e comumente integradas com os terminais de ônibus, estão as Ruas da Cidadania, centros municipais que congregam secretarias e órgãos públicos municipais, estaduais e federais, pontos de comércio, serviços gratuitos de acesso à Internet e equipamentos de lazer, como parques infantis, quadras poliesportivas e canchas de futebol.

O zoneamento urbano da cidade, integrado ao sistema de transporte, tem permitido um desenvolvimento arquitetônico e urbanístico tido, por certos analistas, como coeso e harmônico, sem os principais problemas das grandes metrópoles modernas. Curitiba, inclusive, foi recentemente recomendada pela Unesco como uma das cidades-modelo para a reconstrução das cidades do Afeganistão,[106] após a intervenção militar ocorrida naquele país, em 2001.

Na década de 1990, a cidade foi agraciada com o prêmio United Nations Environment Program, da ONU, considerado o prêmio máximo do meio ambiente no mundo. Em 2003, a cidade recebeu o título de Capital da Cultura das Américas pela entidade CAC-ACC. Em 2006, Curitiba sediou o evento COP8/COP-MOP3 da ONU, realizado na vizinha cidade de Pinhais.

A capital paranaense foi a única cidade brasileira a entrar no século XXI como referência nacional e internacional de planejamento urbano e qualidade de vida;[107] numa pesquisa feita pela revista estadunidense Reader's Digest, foi o município brasileiro mais bem colocado no ranking das melhores cidades do mundo para se viver.[108] Em março de 2001, uma pesquisa patrocinada pela ONU apontou Curitiba como a melhor capital do Brasil pelo Índice de Condições de Vida (ICV)[107] e segundo melhor IDH dentre as capitais, atrás apenas de Florianópolis.[109]

Na retórica oficial do poder público, o sucesso da política de planejamento urbano desenvolvida em Curitiba desde 1965 se deve essencialmente ao talento e competência de seus arquitetos e urbanistas. Usando uma abordagem crítica, o livro "Curitiba e o mito da Cidade Modelo" de Dennison de Oliveira, professor de História da Universidade Federal do Paraná, enfatiza o contexto institucional e político que permitiu aos urbanistas imporem à sociedade local o seu projeto de cidade e examina detalhadamente a relação mantida entre os urbanistas e as elites econômicas da cidade, tida como a principal responsável pela estabilidade e permanência do mito de Curitiba como “cidade modelo”.[110]

As principais centrais elétricas de Curitiba são a Eletrosul, com sede no bairro do Campo de Santana, que abastece toda a região da cidade, e a Copel, que tem suas próprias subestações nos principais bairros da cidade. Há linhões de energia de alta tensão que atravessam a cidade de sul a norte e de oeste a leste, unindo essas subestações para fornecer energia aos setores residencial, industrial e comercial.

Vista panorâmica de Curitiba.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Rua XV de Novembro, avenida fechada para o trânsito de veículos em 1972.

Fundamentalmente, o trânsito de Curitiba está estruturado de forma integrada com o transporte de massas via ônibus, por meio dos chamados trinários, sistemas de canaletas exclusivas de ônibus expressos, ladeados por pistas simples para veículos particulares, em sentido contrário e, imediatamente paralelas a estas, vias rápidas com velocidade permitida superior.

A política municipal relacionada a veículos é concebida de forma a diminuir o número de veículos no anel central da cidade, o que é feito mediante a própria intervenção no fluxo viário (diminuição do número de ruas com sentido direcionado para o centro da cidade) e mediante a manutenção de importantes espaços para pedestres, como a Rua XV de Novembro, antes uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

A cidade tem bons índices de cobertura asfáltica, embora ainda haja elevado grau de ruas de chão-batido e sem qualquer identificação nominal (placas de rua) em bairros afastados, como Ganchinho, Tatuquara e Caximba. Alguns críticos apontam que, desde a década de 1970, Curitiba teria se imobilizado na sua imagem de cidade voltada para os ônibus e suas canaletas, deixando de realizar obras de engenharia de grande porte (viadutos, trincheiras etc.) aptas a desafogar o crescente número de veículos que trafegam em suas ruas. Em contrapartida, utiliza-se muito o sistema de binários (duas ruas paralelas mas de sentidos únicos e contrários), que é muito mais barato e não degrada a paisagem urbana.

Com uma frota de 1 019 000 veículos até agosto de 2007, estima-se que Curitiba tenha alcançado uma taxa de motorização de 0,57 veículos por habitante, uma das maiores no Brasil e até superior àquela do município de São Paulo (0,45).

A principal rodovia que liga Curitiba a outros pontos do país é a BR-116 que, por muitos anos, dividiu a cidade em duas porções (norte e sul), cortando os bairros do Pinheirinho, Uberaba, Cristo Rei e Atuba, entre outros, no sentido Porto Alegre-São Paulo. O trajeto urbano desta rodovia foi desviado por uma série de contornos rodoviários, notadamente o Contorno Sul, que atravessa o bairro Umbará.

Um dos pontos de táxis da cidade, próximo ao Shopping Mueller.

A cidade é ligada ao litoral do Paraná pela BR-277, que atravessa a Serra do Mar até Paranaguá (embora haja, em caráter secundário, a ligação da cidade ao litoral pela histórica Estrada da Graciosa (PR-410), cujo trajeto se inicia no vizinho município de Quatro Barras). Curitiba é ligada ao interior do estado pela Rodovia do Café, no trecho paranaense da BR-376.

Há diversas rodovias secundárias e estaduais que ligam a cidade a outras localidades, como a Rodovia da Uva - PR-417 (Colombo), Rodovia dos Minérios (Almirante Tamandaré e Vale do Ribeira), Rodovia do Xisto (São Mateus do Sul e sudeste do estado) e Estrada do Cerne - PR-090 (Campo Magro e norte do estado).

A cidade tem uma rede de ciclovias que, basicamente, interliga os parques e logradouros da cidade. No entanto, alguns críticos apontam que tal sistema é voltado unicamente para o lazer, não havendo um número suficiente de ciclovias para uso laboral que permita que trabalhadores e estudantes possam se deslocar de bicicleta, sujeitando-os a riscos por trafegarem nas pistas veiculares ou nas canaletas de ônibus expressos. Existe um movimento de estudantes universitários que reivindicam melhorias e vias úteis de fato.

Os táxis são padronizados, de cor laranja com xadrez preto nas laterais e alguns detalhes em preto nos para-choques. A cidade possui uma frota de 2 300 veículos, categorizados como comum, especial ou para deficientes. O órgão fiscalizador é a URBS, sendo a Gerência de Táxi e Transporte Comercial o responsável pela operacionalidade do sistema.

Público
Mapa da Rede Integrada de Transporte (RIT) da cidade.

Segundo diversos analistas, o sistema de ônibus de Curitiba é um dos mais modernos e eficientes do Brasil. No entanto, a alta escolha por veículos particulares na cidade aponta problemas no sistema existente, que alguns analistas acreditam estar saturado. Muitos apontam a necessidade de um sistema mais veloz e confortável, como o metrô.[carece de fontes?]

O sistema de ônibus é baseado no conceito criado na capital paranaense, na década de 1970, de Veículo leve sobre pneus (VLP). As canaletas exclusivas para linhas expressas, geralmente carros biarticulados, conectam os terminais integrados nas várias regiões da cidade. O sistema é nomeado Rede Integrada de Transporte (RIT).

Estação de transferência da RIT.

Além da interligação por ônibus expressos, os terminais são providos de ônibus alimentadores, que compõem a ramificação secundária deste sistema e atendem aos passageiros dos bairros próximos aos terminais. Adicionalmente, uma outra categoria de ônibus expressos (os chamados ligeirinhos) provê rápido intercâmbio de passageiros entre um terminal e outro, com trajetos diferentes e poucas paradas intermediárias.

Com a implantação (já iniciada em janeiro de 2007 e previsão de término total até meados de 2008) do sexto eixo (Linha Verde), o Sistema integrará as linhas já estabelecidas (Sul, Boqueirão, Leste e Norte), deslocando o fluxo das linhas Norte-Sul e ainda atendendo diretamente a duas cidades da região metropolitana (Colombo e Fazenda Rio Grande) e indiretamente mais sete cidades limítrofes (São José dos Pinhais, Araucária, Mandirituba, Quitandinha, Quatro Barras, Campina Grande do Sul e Bocaiuva do Sul).

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Alguns projetos de implantação de um sistema metroviário em Curitiba já foram estudados, mas nenhum foi implementado. Um projeto que previa a construção de treze quilômetros de um sistema de metrô elevado, criado na administração do ex-prefeito Cássio Taniguchi, chegou a ser anunciado, inclusive com financiamento do Japan Bank for International Cooperation (JBIC),[111] entretanto um provável desentendimento com os financiadores,[112] que negaram a liberação de recursos, inviabilizou definitivamente o projeto.[113]

Nos últimos anos, reacendeu a discussão a respeito de uma nova tentativa de implantar o metrô na cidade, desta vez subterrâneo e contando com a injeção de verbas federais, o qual ligaria, numa primeira fase, os terminais de ônibus do Pinheirinho (região sul) ao do Cabral (região norte).[113]

O metrô vai funcionar, subterraneamente,[114] pelas canaletas por onde hoje circulam os ônibus que ligam o bairro Santa Cândida (região Norte) ao Pinheirinho (região Sul) – a futura Linha Azul Santa Cândida/CIC-Sul –, em uma extensão de 22 quilômetros. Apenas no Contorno Sul, em um trecho de aproximadamente dois quilômetros, o metrô estará na superfície. Atualmente, um ônibus que faz o trajeto circula a 17 km/h com 270 passageiros. Cada composição do metrô (formada por vários carros) deverá circular a 40 km/h, com 1,2 mil passageiros. O objetivo é que o preço da passagem do metrô seja igual à do ônibus. As obras deverão ter início a partir do segundo semestre de 2012.[115]

Outras linhas serão construídas, sendo a primeira etapa a Linha Azul do Metrô de Curitiba.[116]

Curitiba é atravessada por algumas ferrovias, majoritariamente para o transporte de cargas. O Ramal Norte é a ligação com Rio Branco do Sul e serve ao transporte de cal e cimento provenientes de atividades de mineração. O Ramal Sul é a ligação com Ponta Grossa e norte do Paraná e serve ao transporte de grãos. Por fim, o Ramal Leste é a ligação com Paranaguá e serve ao transporte de grãos e óleos vegetais. Atualmente, a única linha de trem dedicada ao transporte de passageiros tem conotação turística. O trajeto é feito entre Curitiba e Paranaguá, com parada em Morretes. Há um projeto de transferência de toda a malha urbana de trens para a região metropolitana, desviando seu tráfego da área central e proximidades de Curitiba, visando a segurança e agilidade do fluxo de trens e veículos.

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

O acesso aéreo a Curitiba é servido principalmente pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado na contígua cidade de São José dos Pinhais. Este é o principal terminal aeroviário internacional da região Sul do Brasil.[98] [99] O aeroporto fica a aproximadamente dezessete quilômetros do Centro de Curitiba. O acesso é efetuado através da Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres) e pode ser feito de carro, táxis ou, ainda, pelas linhas de ônibus Ligeirinho Aeroporto ou Executivo.

Entretanto, Curitiba possui outro aeroporto, o Aeroporto do Bacacheri, localizado no bairro homônimo. Localiza-se juntamente com o centro de comandos do tráfego aéreo brasileiro e o Cindacta II, este o responsável pelo tráfego aéreo da região Centro-Sul do país. O Aeroporto do Bacacheri recebe aviões de menor porte, em comparação com o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Nas últimas décadas, Curitiba tem se consolidado como centro nacional de tratamento em saúde, contando com diversos hospitais e clínicas públicas e particulares, das mais variadas categorias. Alguns analistas apontam que a cidade é ponto de parada do chamado "turismo de saúde" (i.e., quando uma pessoa necessita deslocar-se de seu local de origem para obter atendimento de saúde). Do conjunto de hospitais de Curitiba, destacam-se o Hospital Cajuru, Hospital de Clínicas, o Hospital Evangélico de Curitiba, Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, o Hospital Erasto Gaertner, Hospital São Lucas, Hospital Pequeno Príncipe. Outros hospitais incluem Hospital Ana Carolina Moura Xavier, Hospital do Trabalhador, Vita, Vita Batel, Santa Cruz, São Vicente, Hospital Sugisawa, São Lucas, Hospital da Cruz Vermelha e Hospital Geral de Curitiba, Hospital de Fraturas da XV, Hospital Nossa Senhora da Luz (Psiquiátrico) e INC (Instituto de Neurologia de Curitiba).

A cidade possui vários pronto-socorros, dentre os mais importantes o Hospital Cajuru (principal pronto-socorro da capital e do estado, referência em atendimento ao trauma), Hospital Evangélico de Curitiba (referência em atendimento a queimaduras) e o Hospital do Trabalhador.

Educação[editar | editar código-fonte]

Prédio histórico da UFPR, uma das universidades mais antigas do Brasil.[117]

No Ensino Médio havia, em 2013, um total de 80 765 estudantes em Curitiba, dos quais 2 104 (2,6%) estavam matriculados na rede pública federal, 57 686 (71,4%) na estadual e 20 975 (26,0%) na rede particular. No comparativo com 2009, esse total permaneceu estatisticamente estável (variação de apenas 0,54%) porém representa uma queda de 1,04% em relação a 2012, quando havia 81 614 estudantes.[118]

Entre as universidades e faculdades localizadas em Curitiba destacam-se a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Na cidade também estão localizadas a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA), a Universidade Positivo (UP), a Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR), a Faculdade de Artes do Paraná (FAP), a Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), o Centro Universitário Franciscano do Paraná (UniFAE), o Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), as Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), a Faculdade Metropolitana de Curitiba (FAMEC), a Fundação de Estudos Sociais do Paraná (FESP), a Faculdade Internacional de Curitiba (FACINTER), a ESIC Business & Marketing School (ESIC), as Faculdades Integradas Espírita (UNIBEM), o Centro Tecnológico OPET (FAO / CET), a Faculdade Dom Bosco, a Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC) e o ITECNE (Instituto Tecnológico e Educacional).

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Por força da Constituição Federal, a Guarda Municipal de Curitiba tem a função de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Ainda, atendendo ao interesse público e no exercício do seu poder de polícia, atua na prevenção e repressão de alguns crimes, especialmente contra bens e serviços públicos, podendo inclusive prender em flagrante delito os infratores e conduzi-los até a presença de um delegado de polícia, de acordo com o disposto na lei processual penal.

Abastecimento de água[editar | editar código-fonte]

A população de Curitiba e região metropolitana consome aproximadamente 7,5 mil litros de água tratada por segundo, fornecidos pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Além disso, estima-se que existam na cidade mais de mil poços artesianos (utilizados principalmente por condomínios, empresas e hospitais), que, somados, têm potencial para fornecer uma vazão adicional de aproximadamente 1,5 mil litros por segundo.

A produção de água tratada é efetuada nas unidades de tratamento do Iguaçu, Iraí, Passaúna, Rio Pequeno e Karst, com capacidade total de produção de 9,1 mil litros por segundo.

O sistema integrado atende Curitiba e os municípios de São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais, Araucária e parte dos municípios de Almirante Tamandaré, Campo Largo, Colombo, Campina Grande do Sul, Quatro Barras e Fazenda Rio Grande.

A reserva de água tratada do sistema integrado totaliza 325 mil m³, que correspondem a aproximadamente 50% da demanda diária, distribuída em 39 unidades, de diversas capacidades, que são utilizadas para compensar a demanda nos horários de maior consumo.[119]

Problemas urbanos[editar | editar código-fonte]

O crescimento populacional e urbanístico de Curitiba, a par de transformar a cidade em moderna metrópole, acarretou também em vários problemas urbanos como abastecimento de água insuficiente;[120] diminuição da permeabilidade do solo; alta poluição da maioria de seus rios;[121] esgotamento do aterro municipal, localizado no bairro da Caximba;[122] aumento crescente nos índices de criminalidade e de violência;[123] alto índice de moradores de rua na região central da cidade;[124] e subdimensionamento da rede de transporte urbano, que é incapaz de atender à demanda em numerosas linhas e horários.[125]

Atualmente há um pronunciado inchaço populacional da cidade, favorecendo a explosão demográfica em bairros afastados, como Boqueirão, Xaxim, Pinheirinho e Sítio Cercado e municípios vizinhos, como Fazenda Rio Grande.

E, como outras grandes cidades brasileiras, Curitiba tem pronunciados problemas sociais, como a existência de grandes favelas em alguns bairros e no entorno do município e o expressivo crescimento do contingente de moradores de rua.[carece de fontes?]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Fachada do Teatro Guaíra, com mural de Poty Lazzarotto.

Curitiba tem uma profícua relação com as artes cênicas e teatrais. A cidade sedia desde 1992 um importante festival de teatro (habitualmente composto de atrações internacionais, grande atrações nacionais, montagens locais e uma mostra alternativa), responsável pela atração periódica de um amplo contingente de turistas e por expressiva movimentação cultural. A cidade conta com salas de espetáculo de inquestionável gabarito técnico-acústico, como o Teatro Guaíra, uma das maiores salas, em número de espectadores, da América do Sul. Outros teatros da cidade incluem Teatro Lala Schneider, Teatro Positivo, Teatro José Maria Santos, Teatro Paiol, Ópera de Arame e Teatro Reikrauss.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Curitiba é local de nascença, residência e principal inspiração do contista Dalton Trevisan (1925) e do controverso escritor, poeta e compositor Paulo Leminski (1944-1989), autor da obra experimental em prosa Catatau. Também curitibanos foram o boêmio, poeta satírico e Imortal da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras Emílio de Meneses (1866-1918)[126] e o simbolista Tasso da Silveira (1895-1968),[127] filho do também simbolista — e morretenseSilveira Neto[128] .

Em Curitiba está a Biblioteca Pública do Paraná, fundada em 1857 e com acervo de quase quinhentos mil livros.

Museus[editar | editar código-fonte]

Curitiba conta com diversos museus, valendo destacar o Museu Paranaense (dedicado às artes plásticas e à história), Museu Oscar Niemeyer (dedicado às artes plásticas), Museu de Arte Sacra (que concentra imagens religiosas e arte sacra em geral), Museu do Expedicionário (dedicado à história da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial), Museu de Arte Contemporânea, Museu da Imagem e do Som (cinema e fotografia), Museu Alfredo Andersen (como o próprio nome revela, dedicado às pinturas de Alfredo Andersen), Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (arte moderna) e Museu de História Natural (dedicado à biologia e botânica).

Festivais[editar | editar código-fonte]

Em Curitiba há alguns festivais anuais. Alguns deles são dedicados às artes, como o Festival de Teatro de Curitiba[129] e a Oficina de Música de Curitiba.[130] Há também festivais relacionados a imigrantes, como a Festa da Uva,[131] relacionada à imigração italiana, e quatro Matsuri, relacionados à imigração japonesa. Os quatro Matsuri que acontecem em Curitiba são: Imin Matsuri (移民祭り, "Festival de Imigração"), que celebra a chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil,[132] [133] Haru Matsuri (春祭り, "Festival da Primavera"), que celebra o final do inverno e o início da primavera,[134] Hana Matsuri[135] (花祭り, "Festival das Flores"), que celebra o nascimento de Xaquiamuni,[136] e Seto Matsuri ("Festival de Seto"), em memória de Cláudio Seto,[137] [138] idealizador do primeiro Matsuri de Curitiba.[139]

O primeiro Matsuri de Curitiba, um Imin Matsuri, foi realizado em junho de 1991, por sugestão de Cláudio Seto[140] ao então presidente do Nikkei Clube, Rui Hara. O primeiro festival foi uma renovação da festa junina tradicional do clube; devido ao seu sucesso, foi realizado, no mesmo ano, o primeiro Haru Matsuri.[139] Em 1993, como os festivais atingiram proporções que o clube não poderia suportar, o Imin Matsuri foi realizado na Praça do Japão, e o Haru Matsuri no Parque Barigui. Em 2005, foi realizado o primeiro Hana Matsuri,[139] também conhecido como "Natal Budista", por comemorar o nascimento de Xaquiamuni, o primeiro Buda.[136]

Em 2010, pela primeira vez em 20 anos, o Haru Matsuri foi cancelado, devido à necessidade de um segundo remanejamento, causado por um ajuste do cronograma de exposições no Parque Barigui, [141] após um primeiro remanejamento pelo mesmo motivo.[142] Nos dias 6 e 7 de novembro do mesmo ano, realizou-se o primeiro Seto Matsuri,[138] na Praça do Japão.[137]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Paço da Liberdade, sede do SESC de Curitiba.

A história do cinema curitibano é caracterizada pela sua inconstância e por alternar períodos de cadência intensa com outros de completa inatividade.

O primeiro filme projetado em Curitiba foi em 1897, pouco após a invenção do cinematógrafo pelos Irmãos Lumière. No entanto, até 1930, a história do cinema da cidade se limitou às iniciativas isoladas de apenas três curitibanos: Annibal Requião (que filmou em Curitiba desde 1907 e até 1912), João Baptista Groff e Arthur Rogge.

Na década de 1960, surgiram os primeiros filmes do cineasta Sylvio Back, ligado ao cineclubismo e à crítica cinematográfica e que adquiriria notoriedade em todo o país nas décadas subsequentes (com filmes como Lance maior e Aleluia, Gretchen), produzindo até os dias atuais. Já na década de 1970, surgiu a Cinemateca do Museu Guido Viaro, responsável por relativa movimentação do cenário cinematográfico curitibano e pela descoberta de novos talentos locais, notadamente o cineasta Fernando Severo, também na ativa até os dias atuais. Posteriormente, surgiu uma tendência, na cena local, à produção de documentários, normalmente denuncistas ou atrelados a certos posicionamentos ideológicos. Nesse contexto, destacam-se os trabalhos de Frederico Fullgraf (com trabalhos habitualmente relacionados com a ecologia) e Sérgio Bianchi.

Interior da Ópera de Arame.

Música[editar | editar código-fonte]

Na esfera da gestão pública da produção musical de Curitiba, o Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), criado em 2004, realiza a gestão da área musical da Fundação Cultural de Curitiba, sendo responsável pela promoção dos seguintes corpos estáveis: Camerata Antiqua de Curitiba (coro e orquestra), Conservatório de MPB, Orquestra à Base de Sopro, Orquestra à Base de Corda, Vocal Brasileirão e Coral Brasileirinho; a Escola de Música e Belas Artes do Paraná e a Orquestra Sinfônica do Paraná são mantidas pelo governo do estado, e a Orquestra Filarmônica da UFPR, pela universidade.

Esporte[editar | editar código-fonte]

No futebol, Curitiba abriga três clubes relevantes, Clube Atlético Paranaense (cujo estádio é a Arena da Baixada), Coritiba Foot Ball Club (cujo estádio é o Couto Pereira) e Paraná Clube (cujo estádio é a Vila Capanema). A cidade é uma das sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014.[143]

No tênis, a cidade é referência nacional por ser etapa dos dois maiores torneios de duplas do Brasil, o Circuito Chef Vergé de Duplas de Tênis[144] e o Circuito Centauro de Duplas de Tênis.[145]

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