Pelourinho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações.
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Pelourinho da Sertã no Miradouro Artur Caldeira Ribeiro, em Portugal
Pelourinho de Barcelos, em Portugal
Pelourinho de Óbidos, em Portugal

O Pelourinho, popularmente designado também como picota, é uma coluna de pedra colocada num lugar público de uma cidade ou vila onde eram punidos e expostos os criminosos. Tinham também direito a pelourinho os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal.

Os pelourinhos foram, pelo menos desde finais do século XV, considerados o padrão ou o símbolo da liberdade municipal. Para alguns historiadores, como é o caso de Alexandre Herculano, o termo pelourinho só começa a aparecer no século XVII, em vez do termo picota, de origem popular. A partir dessa altura passou a ser apenas o marco concelhio. Antes dessa altura, segundo Herculano, o pelourinho era uma derivação, de costumes muito antigos, da erecção nas cidades do ius italicum das estátuas de Marsias ou Sileno, símbolos das liberdades municipais. Mas outros historiadores remetem para a Columna ou Columna Moenia romana, poste erecto em praça pública no qual os sentenciados eram expostos ao escárnio do povo.

Parece que antes do século XV terá havido algumas execuções nos pelourinhos. Mas a partir daí não há provas que tal sucedesse, pelo menos em relação às execuções capitais, que faziam na forca depois de ter sido exposto no pelourinho para conhecimento do povo.[1]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, desde o século XII. Muitos tinham, no topo, uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos para a vergonha pública. Noutros locais, os presos eram amarrados às argolas e açoutados ou mutilados, consoante a gravidade do delito e os costumes da época.

De estilo românico, gótico ou renascentista, muitos dos pelourinhos em Portugal constituem exemplares de notável valor artístico.

Segundo Alexandre Herculano e Teófilo Braga, os pelourinhos tiveram origem na columna moenia romana que distinguia com certos privilégios as cidades que os possuíam.

Os pelourinhos, normalmente, são constituídos por uma base sobre a qual assenta uma coluna ou fuste, terminando por um capitel.

Nalguns pelourinhos, em vez da base construída pelo homem, eram aproveitados afloramentos naturais.

Consoante o remate do pelourinho, estes podem classificar-se em:

  • Pelourinhos de gaiola
  • Pelourinhos de roca
  • Pelourinhos de pinha
  • Pelourinhos de coluço (gaiola fechada)
  • Pelourinhos de tabuleiro (gaiola com colunelos)
  • Pelourinhos de chaparasa
  • Pelourinhos de bola
  • Pelourinhos tipo bragançano
  • Pelourinhos extravagantes (de características invulgares.

Muitos pelourinhos foram destruídos pelos liberais a partir de 1834 por os considerarem um símbolo de tirania.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Vista do Rossio (atual Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, no Brasil, com o pelourinho ainda de pé. Pintura de Debret (1834).

No Brasil, também houve pelourinhos na época colonial, trazidos por D. Maria I, e também antes, servindo como símbolos do poder público e lugar de castigo para criminosos, escravos rebeldes e homossexuais, inclusive se improvisava nos Navios os chamados Pelourinhos, para a Pena e/ou Pecado.

O Pelourinho era invocado após sentença de um Comitê, composto de Teólogos, tanto na terra como no mar, no mar era um Comitê de Capelães navais. Atualmente, os únicos que existem são:

Referências

  1. António Martinho Baptista – O Pelourinho do Soajo. Terra de Val de Vez, Boletim Cultural, G.E.P.A – Nº1, 1980.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SIMONSEN, M.H. Legitimação da Monarquia no Brasil Editora universidade de Brasília, 1970.
  • CHAVES, Luis. Os Pelourinhos elementos para o seu catálogo Geral. 1938.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Postscript-viewer-blue.svgVer também a categoria: Pelourinhos de Portugal‎

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Pelourinho
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Pelourinho