Pelourinho
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Nota: Para outros significados, veja Pelourinho (desambiguação).
O Pelourinho, popularmente designado também como picota, é uma colunas de pedra colocada em lugar público da cidade ou vila onde eram punidos e expostos criminosos. Tinham também direito de pelourinho os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal.
Os pelourinhos foram, pelo menos desde finais do século XV, considerados o padrão ou o símbolo da liberdade municipal. Para alguns historiadores, como é o caso de Alexandre Herculano, o termo pelourinho só começa a aparecer no século XVII, em vez do termo picota, de origem popular. A partir dessa altura passou a ser apenas o marco concelhio. Antes dessa altura, segundo Herculano, o pelourinho era uma derivação, de costumes muito antigos, da erecção nas cidades do ius italicum das estátuas de Marsias ou Sileno, símbolos das liberdades municipais. Mas outros historiadores remetem para a Columna ou Columna Moenia romana, poste erecto em praça pública no qual os sentenciados eram expostos ao escárnio do povo.
Parece que antes do século XV terá havido algumas execuções nos pelourinhos. Mas a partir daí não há provas que tal sucedesse, pelo menos em relação às execuções capitais, que faziam na forca depois de ter sido exposto no pelourinho para conhecimento do povo.[1]
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[editar] Em Portugal
Em Portugal, os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, desde o século XII. Muitos tinham, no topo, uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos para a vergonha pública. Noutros locais, os presos eram amarrados às argolas e açoutados ou mutilados, consoante a gravidade do delito e os costumes da época.
De estilo românico, gótico ou renascentista, muitos dos pelourinhos em Portugal constituem exemplares de notável valor artístico.
Segundo Alexandre Herculano e Teófilo Braga, os pelourinhos tiveram origem na columna moenia romana que distinguia com certos privilégios as cidades que os possuíam.
Os pelourinhos, normalmente, são constituídos por uma base sobre a qual assenta uma coluna ou fuste, terminando por um capitel.
Nalguns pelourinhos, em vez da base construída pelo homem, eram aproveitados afloramentos naturais.
Consoante o remate do pelourinho, estes podem classificar-se em:
- Pelourinhos de gaiola
- Pelourinhos de roca
- Pelourinhos de pinha
- Pelourinhos de coluço (gaiola fechada)
- Pelourinhos de tabuleiro (gaiola com colunelos)
- Pelourinhos de chaparasa
- Pelourinhos de bola
- Pelourinhos tipo bragançano
- Pelourinhos extravagantes (de características invulgares.
Muitos pelourinhos foram destruídos pelos liberais a partir de 1834 por os considerarem um símbolo de tirania.
[editar] No Brasil
No Brasil, também houve pelourinhos na época colonial, servindo como símbolos do poder público e lugar de castigo para criminosos e escravos rebeldes. Atualmente, os únicos que existem são os de Paranaguá, no Paraná; Alcântara, no Maranhão; Mariana, em Minas Gerais, reconstruído em 1970; Óbidos, no Pará, localizado na praça central da cidade e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que está localizado no centro histórico da cidade, onde atualmente é o mercado de peixe.
[editar] Em Salvador
Dá-se o nome de Pelourinho ao centro histórico da cidade de Salvador, no estado da Bahia, classificado como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. O pelourinho da cidade esteve localizado em vários lugares, até sua remoção definitiva no século XIX. O último local de implantação do pelourinho foi um largo, ainda conhecido como Largo do Pelourinho devido a esse fato.
Referências
- ↑ António Martinho Baptista – O Pelourinho do Soajo. Terra de Val de Vez, Boletim Cultural, G.E.P.A – Nº1, 1980.