Maranhão

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Nota: Para outros significados de Maranhão, ver Maranhão (desambiguação).


Estado do Maranhão
Bandeira do Maranhão
Brasão do Maranhão
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do estado do Maranhão
Gentílico: maranhense

Localização do Maranhão

Localização
 - Região Nordeste
 - Estados limítrofes Piauí (leste), Tocantins (sudoeste) e Pará (oeste)
 - Mesorregiões 5
 - Microrregiões 21
 - Municípios 217
Capital São Luís
Governo 2007 a 2011
 - Governador(a) Roseana Sarney (PMDB)
 - Vice-governador(a) João Alberto de Souza (PMDB)
 - Deputados federais 18
 - Deputados estaduais 42
 - Senadores Edison Lobão Filho (PMDB)
Epitácio Cafeteira (PTB)
Mauro Fecury (PMDB)
Área  
 - Total 331.983,293 km² ()
População 2008
 - Estimativa 6.305.539 hab. (10º)
 - Densidade 18,43 hab./km² (16º)
Economia 2006
 - PIB R$28.621.860 (16º)
 - PIB per capita R$4.628 (26º)
Indicadores 2000
 - IDH 0,683 (2005) [1] (26º) – médio
 - Esper. de vida 66,8 anos (26º)
 - Mort. infantil 40,7/mil nasc. (26º)
 - Analfabetismo 22,8% (25º)
Fuso horário UTC-3
Clima tropical Af/Aw
Sigla BR-MA
Site governamental www.ma.gov.br

Mapa do {{{nome_pt}}}

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete Maranhão

O Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no oeste da região Nordeste e tem como limites o Oceano Atlântico (N), o Piauí (L), Tocantins (S e SO) e o Pará (O). Um pouco maior que a Itália e um pouco menor que a Alemanha, o estado ocupa uma área de 331.983,293 km². A capital é São Luís, e outras cidades importantes são Imperatriz, Açailândia, Timon, Caxias, Codó, Santa Inês, Bacabal, Balsas, Itapecuru-mirim e Zé Doca

Índice

[editar] Etimologia

Não há só uma hipotése para a origem do nome do estado do Maranhão. A teoria mais aceita é que Maranhão era o nome dado ao rio Amazonas pelos nativos da região antes dos navegantes europeus chegarem ou que tenha alguma relação com o rio Marañón no Peru. Mas há outros possíveis significados como: grande mentira ou mexerico segundo o português antigo. Outra hipótese seria pelo fato do Estado ter um emaranhado de rios. Também pode ser referente ao caju, fruta abundante no litoral ou ainda mar grande ou mar que corre.

No contexto da história do Brasil, porém, o nome deriva dos tempos coloniais em que o Brasil esteve dividido entre apenas duas entidades administrativas: o Estado do Maranhão, ao norte, e o Estado do Brasil, ao sul. Com o fracionamento do antigo Estado do Maranhão-Grão Pará, formou-se a capitania e logo província do Maranhão, que até então incluía o território do hoje vizinho Estado do Piauí.

[editar] História

Ver artigo principal: História do Maranhão

[editar] Início da colonização do território maranhense

Em 1534, D. João III divide a Colônia Portuguesa no Brasil em Capitanias Hereditárias, sendo o Maranhão parte de quatro delas (Maranhão primeira seção, Maranhão segunda seção, Ceará e Rio Grande), para melhor ocupar e proteger o território colonial.

Porém, a ocupação no Maranhão aconteceu a partir da invasão francesa à Ilha de Upaon-Açu (Ilha de São Luís) em 1612, liderada por Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, que tentava fundar colônias no Brasil. Os franceses chegaram a fundar um núcleo de povoamento chamado França Equinocial e um forte chamado de "Fort Saint Louis". Esse foi o início da cidade de São Luís.

Povos Indígenas no Maranhão.

Entretanto, os portugueses expulsaram os franceses em 1615 na batalha de Guaxenduba, sob o comando de Jerônimo de Albuquerque Maranhão, e passaram a ter controle das terras maranhenses. Nesse episódio, foi importante a participação dos povos indígenas que somaram forças a ambos os lados e estendendo o tamanho da batalha.

[editar] Invasão holandesa

Depois de terem invadido a maior parte do território do Nordeste da Colônia portuguesa na América, os holandeses dominaram as terras da Capitania do Maranhão em 1641. Eles desembarcaram em São Luís e tinham como objetivo a expansão da indústria açucareira com novas áreas de produção de cana-de-açúcar. Depois, expandiram-se para o interior da Capitania.

Os colonos, insatisfeitos com a presença holandesa, começaram movimentos para a expulsão dos holandeses do Maranhão em 1642, sendo o primeiro movimento contra a dominação holandesa. As lutas só acabaram em 1644 e nelas se destaca Antônio Texeira de Melo como um dos líderes do movimento.

[editar] Revolta de Beckman

Ver artigo principal: Revolta de Beckman

Em 1682, a Coroa Portuguesa decidiu criar a Companhia de Comércio do Maranhão. Tal Companhia tinha o dever de enviar ao Estado do Maranhão um navio por mês carregado de escravos e alimentos como azeite e vinho. Assim, Portugal pretendia incrementar o comércio da região.

Mas a estratégia não surtiu efeito: a Companhia abusava nos preços e, por vezes, atrasava os navios. Isso, somado às difíceis condições de vida à época, fizeram com que, entre os colonos, se criasse um clima de hostilidade contra a Metropóle.

Liderada por Manuel Beckman (Bequimão) em 1684, começou uma revolta nativista conhecida como a Revolta de Beckman. Os revoltosos queriam o fim da Companhia de Comércio do Maranhão e a expulsão dos jesuítas, pois a Companhia de Jesus era contra a escravidão indígena, principal fonte de mão-de-obra na região, à época.

Em São Luís, os revoltosos chegaram a aprisionar o capitão-mor e outras autoridades, assim como expulsaram os jesuítas, mas foram derrotados pelas forças da Coroa. Manuel Beckman foi condenado à morte e enforcado em praça pública, apesar de seu irmão, Tomás Beckman ter ido a Portugal para expor diretamente ao rei o motivo da revolta.

O movimento conseguiu fazer com que a Companhia fosse extinta mas não foram atendidos sobre a expulsão dos jesuítas.

[editar] Marquês de Pombal e o Maranhão

Adotando ao modelo de déspota esclarecido, D. José I nomeou a Primeiro-Ministro, em Portugal, o Marquês de Pombal que teve importante papel na História do Maranhão.

Pombal fundou o Vice Reino do Grão-Pará e Maranhão com capital em Belém e subdivido em quatro capitanias (Maranhão, Piauí, São José do Rio Negro e Grão-Pará). Além disso, expulsou os jesuítas e criou a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão cuja atuação desenvolveu a economia maranhense.

Na fase pombalina, a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão incentivou as migrações de portugueses, principalmente açorianos, e aumentou o tráfico de escravos e produtos para a região. Tal fato fez com que o cultivo de arroz e algodão ganhasse força e logo colocou o Maranhão dentro do sistema agroexportador. Essa prosperidade econômica se refletiu no perfil urbano de São Luís, pois nessa época foi construída a maior parte dos casarões que compõem o Centro Histórico de São Luís que hoje é Patrimônio Mundial da Humanidade. A região enriqueceu e ficou fortemente ligada à Metrópole, quase inexistindo relação comercial com o sul do país.

Mas os projetos do Marquês de Pombal foram abalados quando subiu ao trono D. Maria I que extinguiu a Companhia de comércio e muitas outras ações do Marquês na Colônia.

[editar] Adesão do Maranhão à independência do Brasil

No Maranhão, as elites agrícolas e pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole e a exemplo de outras províncias se recusaram a aderir à Independência do Brasil. À época, o Maranhão era uma das mais ricas regiões do Brasil. O intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado pela maior proximidade com a Europa, tornava mais fácil o acesso e as trocas comerciais com Lisboa do que com o sul do país. Os filhos dos comerciantes ricos estudavam em Portugal. A região era conservadora e avessa aos comandos vindos do Rio de Janeiro.

Foi da Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa da repressão ao movimento da Independência no Piauí. A Junta controlava ainda a região produtora do vale do rio Itapecuru, onde o principal centro era a vila de Caxias. Esta foi a localidade escolhida pelo Major Fidié para se fortificar após a derrota definitiva na Batalha do Jenipapo, no Piauí, imposta pelas tropas brasileiras, compostas por contingentes oriundos do Piauí e do Ceará. Fidié teve que capitular, sendo preso em Caxias e depois mandado para Portugal, onde foi recebido como herói. São Luís, a bela capital e tradicional reduto português, foi finalmente bloqueada por mar e ameaçada de bombardeio pela esquadra do Lord Cochrane, sendo obrigada a aderir à Independência em 28 de julho de 1823. Os anos imperiais que seguiram foram vingativos com o Maranhão; o abandono e descaso com a rica região levaram a um empobrecimento secular, ainda hoje não rompido.

[editar] A Balaiada

Ver artigo principal: Balaiada

Foi o mais importante movimento popular do Maranhão e ocorreu entre Período Regencial e o primeiro ano do império de D. Pedro II.

Os revoltosos exigiam melhores condições sociais e foram influênciados pelas lutas partidarias da aristocracia rural.

Como líderes tiveram: Manuel Francisco dos Anjos Ferreira (O Balaio), Raimundo Gomes e Cosme dos Santos. Eles ainda conseguiram tomar a cidade de Caxias e estender o movimento até o Piauí, porém, as tropas do imperador lideradas por Luís Alves de Lima e Silva (que mais tarde receberia o título de Duque de Caxias) reprimiram o movimento. Os envolvidos foram anistiados e Manuel dos Anjos Ferreira e Negro Cosme foram mortos.

[editar] Geografia

O oeste maranhense está dentro da área de atuação do clima equatorial com médias pluviométricas e térmicas altas. Já na maior parte do Estado, se manifesta o clima tropical com chuvas distribuídas nos primeiros meses do ano, mas o estado não sofre com períodos de seca.

Do ponto de vista ecológico, o Maranhão apresenta uma grande diversidade de espécies de plantas e animais. Na região oeste do estado estão demarcados de 300 mil hectares de terra referentes à Reserva Biológica do Gurupi, que é o que restou da floresta amazônica no Maranhão.

  • Amazônica: Predominante no oeste do Estado e encontra-se muito devastada em consequência das siderúgicas de ferro gusa .
  • Mata de Cocais: Mata característica do Maranhão onde predomina o babaçu e carnaúba. Cobre a parte central do Estado.
  • Campos: Próxima ao Golfão Maranhense, tem como característica vegetação herbácia alagável pelos rios e lagos da Baixada Maranhense.
  • Mangues: Predominam no litoral maranhense desde a foz do Gurupi até a foz do Periá.
  • Cerrado: vegetação predominante no Maranhão. Formada por árvores de porte médio e vegetação rasteira.

O Maranhão possui o segundo maior litoral do Brasil com 640 km de extensão, indo desde o Delta do rio Parnaíba até a foz do rio Gurupi. Ao longo de sua extensão, podem ser encontradas diversas praias além de regiões de mangues.

Veja a lista de rios do Maranhão.

[editar] Relevo

Com altitudes reduzidas e topografia regular, apresenta um relevo modesto, com cerca de 90% da superfície abaixo dos 300 metros. Apresenta duas regiões distintas: a planície litorânea e o planalto tabular.

A primeira delas, ao norte, compreendendo toda região litorânea, é formada por planícies de baixas altitudes marcadas por extensas praias, tabuleiros e baixadas alagadiças. Destaca-se em especial as grandes extensões de dunas e as baías de São Marcos e São José. Nesta região encontra-se uma das três ilha-capitais do Brasil, a Ilha de São Luís (ou Upaon-Açu na língua tupinambá), onde estão localizados os municípios de São Luís (capital do estado), Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. Ao nordeste do estado maranhense encontra-se uma interessante formação geológica de dunas e lagoas de água doce sobre uma área de 155 mil hectares, os Lençóis Maranhenses, também conhecida como deserto brasileiro.

No centro-sul nota-se a predominância do relevo de planaltos e chapadas com formação de serras e abrangendo uma porção do Planalto Central brasileiro. Pode-se obter uma boa noção do relevo maranhense através de uma imagem de satélite onde se evidenciam as duas regiões mencionadas.

[editar] Economia

Fachada azulejada na capital São Luís.

A economia maranhense foi uma das mais prósperas do país até a metade do século XIX. Mas após o fim da Guerra Civil Americana, quando perdeu espaço na exportação de algodão, o estado entrou em colapso, agravado pelo abandono gerado pelos governos imperial e republicano; somente após o final da década de 60 no século XX o estado passou a receber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias com outras regiões. A inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, um dos mais profundos e movimentados do país, serviu para escoar a produção industrial e de minério de ferro vinda de trem da Serra dos Carajás, atividade explorada pela Vale. A estratégica proximidade com os mercados europeus e norte-americanos fez do Porto uma atraente opção de exportação, mas padece de maior navegação de cabotagem. A economia estadual atualmente se baseia na indústria de transformação de alumínio, alimentícia, madeireira, extrativismo (babaçu), agricultura (soja, mandioca, arroz, milho), na pecuária e nos serviços.

São Luís concentra grande parte do PIB do estado; a capital passa por um processo marcante de crescimento econômico, sediando mais de três universidades (duas públicas e uma privada), além de uma dezena de centros de ensino e faculdades particulares. A expansão imobiliária é visível, mas o custo de vida ainda é bastante elevado e a exclusão social acentuada. Há grande dependência de empregos públicos.

[editar] Setor primário

A agricultura e a pecuária são atividades importantes na economia do Maranhão, além da pesca, que lhe dá a liderança na produção de pescado artesanal do país. Afinal, o estado possui 640 km de litoral, o segundo maior do Brasil, que fornece produtos bastante utilizados na culinária regional, como o camarão, caranguejo e sururu.

O Maranhão aumentou a produção de grãos, em 2000, e teve significativo crescimento industrial, de acordo com a Sudene. Apesar disso, o estado está entre os mais pobres do país.

[editar] Setor terciário

O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o sertão nordestino e a Amazônia, apresenta ao visitante uma mescla de ecossistemas somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal Mato-Grossense. Possui mais de 650km de litoral, sendo, portanto, o estado com o 2º maior litoral brasileiro, superado apenas pela Bahia. O turismo praticado nele pode ser classificado em 2 tipos: turismo ecológico e turismo cultural/religioso.

[editar] Demografia

Municípios mais populosos
  • São Luís- 957.515 hab.
  • Imperatriz - 229.671 hab.
  • Timon - 144.333 hab.
  • Caxias - 143.197 hab.
  • São José de Ribamar- 131.379 hab.
  • Codó - 110.574 hab.
  • Açailandia - 106.357 hab.
  • Paço do Lumiar- 98.175 hab.
  • Bacabal - 95.124 hab.
  • Santa Ines - 82.026 hab.
  • Balsas - 78.845 hab.
  • Barra do Corda 78.718 hab.
  • Pinheiro - 74.123 hab.
  • Santa Luzia- 69.306 hab.
  • Chapadinha - 67.649 hab.
  • Buriticupu- 61.480
  • Coroatá- 60.589 eleitores
  • Itapecuru-Mirim 54.573 hab
  • Grajaú 54.135 hab
  • Barreirinhas - 47.850 hab.
  • Viana - 47.466 hab.
  • Tutóia- 46.280 hab.
  • Zé Doca- 45.008 hab.
  • Coelho Neto - 44.031 hab.
  • Lago da Pedra- 42.666 hab.
Maiores colégios eleitorais (2008)
  • São Luís- 636.916 eleitores
  • Imperatriz- 149.151 eleitores
  • Caxias- 97.795 eleitores
  • Timon- 96.980 eleitores
  • Codó- 75.954 eleitores
  • São José de Ribamar- 69.179 eleitores
  • Açailandia- 67.151 eleitores
  • Bacabal- 61.622 eleitores
  • Barra do Corda- 51.881
  • Santa Ines- 51.841 eleitores
  • Pinheiro- 50.056 eleitores
  • Paço do Lumiar- 49.556 eleitores
  • Balsas- 47.332 eleitores
  • Chapadinha- 45.392 eleitores
  • Santa Luzia- 44.221 eleitores
  • Coroatá- 42.315 eleitores
  • Bruriticupu- 37.315 eleitores
  • Itapecuru Mirim- 36.081 eleitores
  • Grajaú- 34.614 eleitores
  • Coelho Neto- 33.597 eleitores
  • Barreirinhas- 33.493 eleitores
  • Lago da Pedra- 31.653 eleitores
  • Viana- 32.629 eleitores
  • Tutoia- 31.476 eleitores
  • Zé Doca- 31.331 eleitores

Fonte: IBGE, 2007

[editar] Etnias

O Maranhão é um dos estados mais miscigenados do país, o que pode ser demonstrado pelo número de 68,8% de pardos auto-declarados ao IBGE, resultado da grande concentração de escravos indígenas e africanos nas lavouras de cana, arroz e algodão; os grupos indígenas remanescentes e predominantes são dos grupos linguísticos e Tupi. No tronco Macro-Jê destaca-se a família Jê, com povos falantes da língua Timbira (Mehim), Kanela (Apanyekra e Ramkokamekra), Krikati, Gavião (Pukobyê), Kokuiregatejê, Timbira do Pindaré e Krejê. No Tronco Tupi a família tupi-guarani, com os povos falantes das línguas Tenetehára: Guajajara, Tembé e Urubu-Kaapor, além dos Awá-Guajá e e um pequeno grupo Guarani, concentrados principalmente na pré-Amazônia, no Alto Mearim e na região de Barra do Corda e Grajaú.

Os afro-descendentes são maioria da população, devido ao forte tráfico negreiro entre os séculos XVIII e XIX, que trouxe milhares de negros da Costa da Mina e da Guiné, mas precisamente do Benin, antigo Daomé, Ghana e Togo, mas também em levas não menos importantes de africanos do Congo, Cabinda e Angola. Muitas das tradições maranhenses tem a forte marca das culturas africanas: culinária (Arroz de Cuxá), religião (Tambor de Mina e Terecô), festas (Bumba-Meu-Boi e Tambor de Crioula) e músicas (Reggae). Atualmente, o Maranhão conta com mais de 700 comunidades quilombolas em toda região da Baixada, rio Itapecuru e Mearim.

A população branca, 24,9% é quase exclusivamente composta de descendentes de portugueses, dada a pequena migração de outros europeus para a região. Ainda no início do século XX a maior parte dos imigrantes portugueses era oriunda dos Açores e da região de Trás-os-Montes. Também no século XX vieram contigentes significativos de sírios e libaneses, refugiados do desmonte do Império Otomano e que hoje têm grande e tradicional presença no estado. A proximidade com a cultura portuguesa e o isolamento do estado até a metade do século XX gerou aqui um sotaque próprio e ainda bastante similar ao português falado em Portugal, praticando os maranhenses uma conjugação verbal e pronominal vizinha àquela lusitana.

Cor/Raça Porcentagem
Brancos 24,9%
Negros 5,5%
Pardos 68,8%
Amarelos ou Indígenas 0,7%

Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[2] .

[editar] Infra-estrutura

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[3]
Média
31,35 (24º)
36,90
48,93 (22º)
52,08
2007[4]
Média
45,15 (21º)
51,52
54,84 (16º)
55,99
2008[5]
Média
35,62 (21º)
41,69
57,99 (17º)
59,35

A população de grande parte do estado ainda sofre com problemas de saneamento básico e de desnutrição infantil. O Maranhão apresenta altos índices de desnutrição entre as crianças de 0 a 5 anos, de acordo com levantamento do Unicef (Fundo da Nações Unidas para a Infância), feito em 1999.

[editar] Energia

A concessionária de energia elétrica que cobre o Maranhão é a CEMAR (Companhia Energética do Maranhão)[6].

[editar] Transporte

Aeroportos
Portos
Rodovias
Ferrovias

[editar] Cultura

[editar] Culinária

A cozinha maranhense sofreu influência francesa,[carece de fontes?] portuguesa, africana e indígena. O tempero é diferenciado fazendo uso de ingredientes como cheiro-verde (coentro e cebolinha verde), cominho em pó e pimenta-do-reino. No Maranhão é marcante a presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada. Além de consumir outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne-de-sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d'água. Da farta cozinha maranhense destaca-se o Arroz-de-Cuxá, símbolo da culinária do Maranhão, é feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta-de-cheiro e o ingrediente especial - a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).

Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses pode-se destacar o bolo de macaxeira e o de tapioca. As sobremesas típicas da mesa maranhense são os doces portugueses e uma infinidade de doces, pudins e sorvetes feitos de frutas nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, jaca etc[7][8].

A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne-de-sol ou mesmo na forma de suco, sorvete e pudim. Dada a importância da juçara na cultura maranhense, é realizada anualmente a Festa da Juçara.

A panelada, um cozido preparado a partir das vísceras da vaca, é popular em Imperatriz, segunda maior cidade no interior do estado, é oferecida em diversos pontos da cidade[9][10].

[editar] Pontos turísticos

Na capital maranhense, patrimônio cultural da humanidade, encontramos a maior parte dos valores históricos do Estado preservado, em museus. Com mais de 3500 imóveis dos séculos XVIII e XIX, é referência no Brasil de aristocracia portuguesa, que ainda podemos ver instalada nas fachadas das casas do Centro Histórico de São Luís. A uma hora de barco, saindo da capital, podemos encontrar Alcântara, outro ponto de referência histórico/arquitetônico do estado. No que se refere a turismo religioso, o Maranhão possui três eventos importantes. Um deles acontece em Junho, na capital maranhense, onde são feitas festas em homenagem a Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Já em Alcântara, no segundo domingo de agosto, acontece a festa de São Benedito. Também lá, em maio, acontece a Festa do Divino, o mais badalado evento profano-religioso do Estado.

Principais municípios turísticos
  • São Luís. É rica em manifestações culturais, como: o Bumba-Meu-Boi,Tambor de Crioula,Cacuriá,Dança Portuguesa,Quadrilhas Juninas,Reggae e outras. Possui o maior conjunto arquitetônico de azulejos portugueses da América Latina. Possui uma vasta área de praias salgadas. Possui uma culinária peculiar da cidade, como: o cuxá, o arroz de cuxá, o peixe frito e a famosa torta de camarão. A cidade possui uma vida noturna muito movimentada, possuindo muitos bares,restaurantes,clubes de festas,teatros,cinemas e muios shows de artistas locais, nacionais e internacionais. A vida noturna funciona de 2ª feira a 2ª feira. É uma cidade com muitas opções de lazer e divertimentos. É conhecida como uma cidade festeira.
  • Alcântara. É uma cidade histórica. Tem como principal atração a festa do Divino Espírito Santo no mês de maio. A Base de lançamento de foguetes esta localizada nesse município. Possui muitos prédios em ruínas que foram tombados pelo Patrimônio Histórico Estadual.
  • Barreirinhas. É o município portal dos lençóis maranhenses. Possui um grande rio chamado Preguiças que é uma das atrações do município. Possui vários bares, restaurantes e hotéis de ótimas qualidades que recebem os milhares de turistas que vêm conhecer os lençóis.
  • Carolina. Tem como atrações as cachoeiras. Está na região das águas maranhenses. As principais cachoeiras turísticas mais frequentadas são: Pedra Caída e Itapecuruzinho.A cidade possui também aspectos local histórico,pois suas ruas são todas calçadas de pedras sabão, assim como possui um conjunto de casario colonial.
  • Caxias. É conhecida como a Princesa do Sertão Maranhense por ser uma bela cidade. No passado concorria de perto com a capital São Luís em termos de economia. Atualmente, possui uma economia modesta. A principal atração turística é o balneário Veneza que é um local de rio.
  • São José de Ribamar. É um município da ilha de São Luís. É uma cidade balneárea de águas salgadas. Possui como atrações:a Procissão de São José no mes de setembro, o lava pratos(o carnaval fora de época mais antigo do Brasil)que acontece no domingo seguinte do domingo de carnaval,o lava boi que acontece no mes de julho. A cidade é conhecida pela culinária do peixe pedra frito nos bares e restaurantes.
  • Raposa. É um município da Ilha de São Luís. Destaca-se por suas praias. Possui um comércio de rendas(toalhas,colchas,cobertores,etc)feitas por mulheres de descendência cearense.Possui muitos bares que servem peixes deliciosos. Ultimamente, o município tem se destacado nas pequenas dunas existentes,chamadas de fronhas maranhenses. Estas fronhas estão localizadas principalmente na Ilha de Carimã. A cidade oferece passeios de barcos,banhos em rios e passeio em trilhas.É uma grande opção quem vem a São Luís e se dirigir até o município de Raposa.
  • Pinheiro. É conhecida como a Princesa da Baixada Maranhense por ser a mais bonita dessa região.Possui como atrações turísticas os campos onde ficam os búfalos. Esses campos são pântanos, por essa razão é também conhecida como a cidade do pantanal maranhense.
  • São Bento. É conhecida por seus belíssimos campos (regiões alagadas ode pode-se observar inúmeras espécies de aves), pelo seu artesanato (redes e confecções feitas a partir do babaçú),manifestações culturais nos períodos juninos, além dos Festejos Religiosos que acontecem durante o ano.
  • São João dos Patos. Tem um dos melhores carnavais do estado. Cidade festeira, destacando eventos como Exposertão em maio, Festejos de São João e São Francisco e Patos Folia em julho considerada a melhor micareta do interior. Atrativos naturais e de aventura visita ao Moro da Cruz à Estátua de São Francisco com uma bela vista para o Açude Grande, Morro do Chapéu no povoado giló deslumbrante por sua forma natural e por último uma visita nos balneários de água doce Piqui e Mandacarú com água azul cristalina com pequenas ondas e visita na Barragem Hidrelétrica de Boa Esperança, na extremidade com o município de Guadalupe, este no estado do Piauí.

[editar] Palavras e expressões maranhenses

  • "Juçara" - Muito semelhante ao açai, mas difere por crescer em touceiras de 3 a 25 estipes (troncos de palmeira) e pode chegar até 25 metros.
  • "Qualhira", "Baitola" ou "boiola" - gay, homossexual etc.
  • "égua!" - é uma frase de espanto ou admiração. Ex. : "éguas! tu fez isso sozinho?"
  • "hêm hêm"- significa concordar ou negar alguma coisa. Ex. : menino, tu já estudou? hêm hêm(sim). Tu vai ter que lavar os pratos. hêm hêm, de jeito nenhum eu lavo.
  • "Virgem Maria!", "Virgem!", "Vish" ou "Ish" - espanto ou admiração. No restante do país as pessoas chamam "nossa!"
  • "Arrudiar"- dar a volta. Ex. : "Eu vou arrudiar o quarteirão"
  • "Xirí"- órgão genital da mulher
  • "Pequeno" e "Pequena"- é a maneira de se referir a alguém jovem. Ex. : "tem uma pequena lá fora te chamando"
  • "Sarrar" - dar uns amassos com alguém(namorar). Ex. : "Joana estava sarrando com Pedrinho atrás do colégio"
  • "Chinela" - chinelo
  • "Japonesa" - sandálias de alças como havaianas. O nome japonesa é devido ter sido uma marca de sandália. O maranhense na maioria dos casos chama japonesa, principalmente o de São Luís.
  • "Cruzeta" - Peça alongada de madeira, ou de outro material, aproximadamente da largura das espáduas, com uma parte arqueada à maneira destas, onde se pendura o paletó, e, por vezes, outra parte horizontal, onde se penduram as calças. Cabide.
  • "Traca"-Acessório usado na cabeça, tambem conhecido como tiara.
  • "Marrapá" ou "Marrapaz" - Indica raiva ou insatisfação. Ex. :"Marrapá, tu é muito preguiçoso!"
  • "Rapá" - entre jovens, gíria usada para se referir a outra pessoa. Ex. :"Que, rapá?"
  • "Fulêro" - alguém ou alguma coisa com qualidades ruins. Ex. : "Esse CD que eu comprei é fulêro"
  • "Catraio" - Galinha de angola
  • "Caba" - Marimbondo
  • "Troíra" - Lagartixa
  • "Mermã" - É uma forma de dizer "Minha Irmã". Ex : Oi Mermã, como é que tu tá?
  • "Nã" - É uma forma de dizer não. Ex. : Nã Mermã, por que tu fez isso?

[editar] Maranhenses Ilustres

  • Ana Jansen - Mulher que fez fortuna no Século XIX e virou lenda no Maranhão como uma mulher malvada.
  • Gonçalves Dias - Foi um poeta e teatrólogo Maranhense.
  • José Sarney - é um político e escritor Maranhese, E ainda em 1985 foi presidente da Republica Federativa do Brasil no luga de Tancredo Neves devido seu falecimento.
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Referências

[editar] Ver também

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