Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

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A Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum em latim, OFM Cap.) é uma ordem religiosa da família franciscana, aprovada como um ramo da primeira ordem de São Francisco de Assis em 1517 pelo papa Leão X.

Origens[editar | editar código-fonte]

A ordem surgiu por volta de 1525, quando Matteo da Bascio, originário da região de Marche, na Itália, um Franciscano, se deu conta que a roupa vestida pelos Franciscanos não era do mesmo tipo que a vestida por São Francisco de Assis. Assim, ele fabricou um capuz pontudo e começou a andar como um itinerante. Logo após se juntaram a ele o frei Ludovico de Fossombrone e seu irmão, frei Rafael Tenaglia. O primeiro era padre, e foi quem proporcionou a realização da Reforma.

Seus superiores tentaram suprimir essas inovações, mas em 1528 conseguiram obter uma bula do Papa Clemente VII. Foi-lhes dada a permissão de viver como eremitas, de vestir-se com o novo hábito, usarem barba, além de gozarem dos mesmos direitos dos camaldulenses. Essas permissões não foram dadas somente a eles, mas também a todos que quisessem se juntar aos mesmos, a fim de restaurarem a obediência à Regra de São Francisco.

Os Franciscanos Observantes se opuseram ao movimento, mas os Conventuais o apoiaram, de modo que os primeiros reformadores capuchinhos se juntaram em uma congregação que se intitulou Frades Menores de Vida Eremítica, ligada aos Franciscanos Conventuais, mas com vigário próprio, embora sujeito à jurisdição do Geral dos Conventuais. --> O nome popular de Frade Capuchinho deriva do nome do capuz usado por eles (capuccino).

Capuchinhos no Brasil[editar | editar código-fonte]

Igreja dos Capuchinhos em Guaramiranga, no Maciço de Baturité, Ceará

Os Capuchinhos se instalaram oficialmente no Brasil em 1642.

Sem considerar na história oficial das missões no Brasil a sua participação, entre 1612 e 1615, na tentativa de criação da França Equinocial, adota-se a data em que foram capturados pelos holandeses em São Tomé (São Tomé e Príncipe) e trazidos para o Brasil, ao território da atual Província dos Capuchinhos do Nordeste, onde Maurício de Nassau, tolerante, lhes permitiu o trabalho missionário. Em 1650, os capuchinhos decidiram edificar um convento em Cairu, cuja construção já se encontrava em andamento quatro anos mais tarde. A presença da Ordem teria uma grande influência local. São os capuchinhos os fundadores da aldeia de Nossa Senhora dos Remédios do Rio de Contas (1657), núcleo da atual cidade de Itacaré.

A ordem foi bastante ativa entre 1670 e 1700, como demonstra a relação das aldeias de franciscanos capuchinhos no rio São Francisco e suas missões no curso inferior do rio. Ficaram famosos nomes como o dos frades Martin de Nantes, Bernard de Nantes, François de Domfront, Anastácio de Audierne, José de Chanteugontier ou Chateaugontier, entre outros.

Nas aldeias, as relações entre os índios, os portugueses reinóis e os negros eram complexas, muito mais do que as relações exclusivas entre índios e padres. Em 1740, as aldeias entraram em crise, com fugas e rebeliões indígenas. Já não contavam mais com a proteção da poderosa família de Garcia d´Ávila. Perderam em 1759 definitivamente a administração das aldeias.

São remanescentes desses trabalhos realizados em terras pernambucanas os estimados freis da Província dos Capuchinhos do Nordeste, que sempre se gastaram por aquele povo sofrido. Ícone desse apostolado nordestino foi o frei Damião de Bozzano.

Os Capuchinhos no Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

No dia 18 de janeiro de 1896, chegaram em Garibaldi os primeiros frades Capuchinhos no Rio Grande do Sul: frei Bruno de Gillonnay e frei Leão de Montsapey. Eram franceses da Sabóia, província restaurada em 30 de janeiro de 1841, após as perseguições da Revolução Francesa. A missão original era atender os imigrantes italianos. O espírito missionário e campo de ação apostólica expandiram-se geograficamente. Em seguida, no dia 18 de junho de 1898, foi aberto o primeiro seminário para acolher vocações nativas.

As missões populares, a ação paroquial, o espírito missionário, a pregação popular, a alegria franciscana, a simplicidade de vida, as devoções religiosas, a disponibilidade contínua para atender as necessidades, desencadearam um movimento multiplicador de vocações e frentes apostólicas. No dia 24 de julho de 1942, tornou-se província, com abrangência no estado do Rio Grande do Sul e pequena parte de Santa Catarina.

A Província Sagrado Coração de Jesus, Rio Grande do Sul, tornou-se numericamente sólida e geograficamente abrangente. Esteve presente em São Paulo, Portugal, África, Nicarágua e França. Fundou a Província Nossa Senhora de Fátima, no Brasil Central. Mantém a Custódia São Francisco de Assis, Brasil Oeste, Mato Grosso e Rondônia, Santo Domingo e Haiti, recentemente.

Também no Rio Grande do Sul os Capuchinhos investiram na comunicação, fundando a Rádio e TV Difusora (atuais Rádio Bandeirantes 640 e TV Band RS), importantes veículos de comunicação do Rio Grande.

Bispos pertencentes à Ordem[editar | editar código-fonte]

Bispos capuchinhos no Brasil[editar | editar código-fonte]

Santos e beatos[editar | editar código-fonte]

Santos[editar | editar código-fonte]

Benedito 1526/1589 Bernardo da Corleone 1605/1667 Conrado de Parzham 1818/1894
Crispim de Viterbo 1668/1750 Fidélis de Sigmaringa 1578/1622 Félix de Cantalício 1515/1587
Félix de Nicosia 1715/1787 Francisco Maria de Camporosso 1804/1866 Inácio de Laconi 1701/1781
Inácio de Santhià 1686/1770 José de Leonessa 1556/1612 Leopoldo Mandic de Castelnuovo 1866/1942
Lourenço de Brindes 1559/1619 Pio de Pietrelcina 1887/1968 Serafim de Montegranaro 1540/1604
Verônica Giuliani 1660/1727

Beatos[editar | editar código-fonte]

Agatângelo de Vendome 1598/1638 Ambrósio de Benaguacil 1870/1936 André Jacinto Longhin 1863/1936
Ângela Maria Astorch 1592/1665 Ângelo de Acri 1669/1739 Aniceto Koplin 1875/1941
Apolinário de Posat 1739/1792 Aurélio de Vinalesa e companheiros 1896/1936 Bento de Urbino 1560/1625
Berardo de Lugar Nuevo de Fenollet 1867/1936 Bernardo de Offida 1604/1694 Boaventura de Puzol 1897/1936
Cassiano de Nantes 1607/1638 Diogo José de Cádiz 1743/1801 Fidélis Chojnacki 1906/1942
Fidélis de Puzol 1856/1936 Floriano Stepniak 1912/1942 Flórida Cevoli 1685/1767
Germano de Carcagente 1895/1936 Henrique de Almazora 1913/1936 Henrique Krzysztofk 1908/1942
Honorato Kozminski de Biala 1829/1916 Inocêncio de Berzo 1844/1890 Isabel Calduch Rovira 1882/1936
Jeremias de Valacchia 1556/1625 João Luís Loir de Besançon 1720/1794 Joaquim de Albocácer 1879/1936
José (Tous y Soler) de Igualada 1811/1871 Leopoldo de Alpandeire 1866/1956 Marcos de Aviano 1631/1699
Maria Felícia Masiá Ferragut 1890/1936 Maria Jesus Masiá Ferragut 1882/1936 Maria Madalena Martinengo 1687/1737
Maria Teresa Kowalska 1902/1941 Maria Verônica Masiá Ferragut 1884/1936 Milagres Ortells Gimeno 1882/1936
Modesto de Albocácer 1880/1936 Nicolau de Gesturi 1882/1958 Pacífico de Valência 1874/1936
Pedro de Benisa 1876/1936 Protásio Bourdon de Seéz 1747/1794 Sebastião Francisco de Nancy 1749/1794
Santiago de Rafelbuñol 1909/1936 Sinforiano Ducki 1888/1942

Causas em andamento[editar | editar código-fonte]

Alexandre Labaca Ugarte 1920/1987 Venerável Aloísio Amigo y Ferrer 1854/1934 Ambrósio de Santibànez e 2 companheiros – /1936
Venerável Anastácio Hartmann 1803/1866 Venerável André de Burgio 1705/1772 André de Palazuelo e 31 companheiros – /1936
Ângelo de Canete e 6 companheiros – /1936 Berardo de Visantona e 6 companheiros – /1936 Venerável Angélico de None 1875/1953
Angélico Lipani 1842/1920 Antônio Maria de Lavaur 1855/1907 Antônio de Olivadi 1653/1720
Arsênio de Trigolo 1849/1909 Venerável Benedita Bianchi Porro 1936/1964 Bento de Beaucaire e 4 companheiro 1730/1790]
Bento de Santa Coloma de Gramenet e 2 companheiros 1892/1936 Venerável Boaventura Barberini 1674/1743 Carlos de Abbiategrasso 1825/1859
Cecílio Maria da Costa Serina 1885/1984 Cirilo João Zorhabian 1881/1972 Venerável Concetta Bertoli 1908/1956
Consolata Betrone 1903/1946 Venerável Daniel de Torricella 1867/1945 Daniel de Samarate 1876/1929
Elísio de Orhuela e 2 companheiros – /1936 Venerável Estêvão de Adoain 1808/1880 Estêvão de Dublin 1869/1923
Félix de Marola 1713/1787 Fortunato Bakalski 1916/1952 Francisca do Espírito Santo (Carolina Baron) 1820/1882
Francisca Teresa Rossi 1837/1918 Venerável Francisco de Bérgamo 1536/1626 Venerável Francisco de Lagonegro 1717/1804
Francisco de Licodia 1600/1682 Francisco Maria de França 1853/1913 Francisco Simon y Rodenas 1849/1914
Venerável Francisco Solano Casey 1870/1957 Francisco Massimiano Valdes 1908/1982 Venerável Genoveva de Tróia 1887/1949
Inês Arango –/1936 Venerável Jesualdo de Régio Calábria 1725/1803 Jerônimo de Cammarata 1549/1627
José de Santo Elpídio 1885/1974 Venerável Jorge de Augusta 1696/1762 Guido Maria de Lugliano 1681/1763
Guilherme Massaia 1809/1889 Venerável Joaquim de Canicattì 1831/1905 João Pedro de Sesto San Giovanni 1868/1913
José de Carabantes 1628/1694 José de Palermo 1864/1886 Inácio de Monzon 1532/1613
Inocêncio de Caltagirone 1589/1655 Venerável Lourenço de Zibello 1695/1781 Ludovico de Mazzarino 1708/1764
Marcelino de Capradosso 1873/1909 Maria Clara de São Francisco 1878/1933 Maria Costança Panas 1896/1963
Maria Diomira do Verbo Encarnado 1708/1768 Maria Francisca Foresti 1878/1953 Maria Francisca Ticchi 1887/1922
Venerável Maria Lourença Longo 1463/1542 Venerável Maria Madalena do Santíssimo Cruxifixo 1901/1929 Venerável Maria Rosa Pellesi 1917/1972
Mariano de Turim 1906/1972 Mateus de Agnone 1563/1616 Venerável Nicola de Lagonegro 1707/1792
Venerável Honorato de Paris 1566/1624 Pedro de San Pietro Clarenza 1881/1939 Venerável Raniero de Borgo San Sepolcro 1511/1589
Rafael de Sant’Elia a Pianisi 1816/1901 Romano Coutty de São Cláudio 1905/1979 Serafim Luís Kaszuba 1910/1977
Serafim de Pietrarubbia 1875/1960 Venerável Tomás de Olera 1563/1631 Tiago de Balduína 1900/1948
Venerável Tiago de Ghazir 1875/1954 Tomás de San Donato 1578/1648 Úmile de Gênova 1898/1969
Verônica do Menino Jesus 1870/1950 Venerável Victrício de Eggenfelden 1842/1924 Ursula Micaela Morata 1628/1703

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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