Mato Grosso do Sul

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Coordenadas: 20° S, 55° W
Estado de Mato Grosso do Sul
Bandeira de Mato Grosso do Sul
Brasão de Armas de Mato Grosso do Sul
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino de Mato Grosso do Sul
Gentílico: sul-mato-grossense, mato-grossense-do-sul ou guaicuru

Localização de Mato Grosso do Sul no Brasil

Localização
 - Região Centro-Oeste
 - Estados limítrofes Bolívia (NO), Paraguai (OS), GO (NE), MG (L), MT (N), PR (S) e SP (SE)
 - Mesorregiões 4
 - Microrregiões 11
 - Municípios 79
Capital Campo Grande
Governo
 - Governador(a) André Puccinelli (PMDB)
 - Vice-governador(a) Simone Tebet (PMDB)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores Delcídio Amaral (PT)
Ruben Figueiró (PSDB)
Waldemir Moka (PMDB)
Área  
 - Total 357 145,532 km² () [1]
População 2012
 - Estimativa 2 505 088 hab. (21º)[2]
 - Censo 2010 2 449 341 hab.
 - Densidade 7,01 hab./km² (19º)
Economia 2010
 - PIB R$43.514.000 (17º)
 - PIB per capita R$17 765 (10º)
Indicadores 2008[3]
 - Esper. de vida 74,0 anos ()
 - Mort. infantil 17,4‰ nasc. ()
 - Analfabetismo 8,1% ()
 - IDH (2010) 0,729 (10º) – alto [4]
Fuso horário UTC−04:00
Clima Subtropical, tropical de altitude e tropical Cfa, Cwa, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-MS
Site governamental http://www.ms.gov.br/

Mapa de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil.[5] Localiza-se no sul da Região Centro-Oeste.[5] Limita-se com cinco estados brasileiros: Mato Grosso (norte), Goiás e Minas Gerais (nordeste), São Paulo (leste) e Paraná (sudoeste); e dois países sul-americanos: Paraguai (sul e sudoeste) e Bolívia (oeste).[6] Sua área é de 357 145,532 km²,[1] sendo maior que a Alemanha.[7] Com uma população de 2 587 269 habitantes em 2013, Mato Grosso do Sul é o 21º estado mais populoso do Brasil.[8] A capital e cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul é Campo Grande.[9] Está dividido em 4 mesorregiões e 11 microrregiões, divididos em 79 municípios.[10] Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Dourados, Três Lagoas e Corumbá.[2] A extremidade ocidental do estado é coberta pelo Pantanal; o noroeste cobre as planícies; e o leste cobre os planaltos com as serras escarpadas da Bodoquena.[11] Paraguai, Paraná, Paranaíba, Miranda, Aquidauana, Taquari, Negro, Apa e Correntes são os rios mais importantes.[12] As principais atividades econômicas são agricultura (soja, milho, algodão, arroz, cana-de-açúcar); a pecuária (gado bovino); a mineração (ferro, manganês, calcário); e a indústria (alimentícia, de cimento, de mineração).[13]

O desejo de desmembrar Mato Grosso do Sul de Mato Grosso se iniciou nas primeiras décadas do século XX, com uma revolta sob a liderança do coronel João da Silva Barbosa, resultando que os rebeldes foram derrotados. O norte sempre teve resistência, por ter medo de que o estado se esvaziasse economicamente. Por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, efetivou-se a adesão do sul ao movimento, sob a condição de que se fosse vitorioso seria dividido o antigo estado. No dia 1º de outubro de 1977, finalmente concretizou-se o desmembramento de Mato Grosso do Sul, que o presidente Ernesto Geisel elevou à categoria de estado em 1º de janeiro de 1979, sendo primeiro governador empossado Harry Amorim Costa, além da Assembléia Constituinte. O acontecimento das primeiras eleições deu-se apenas em 1982. Como justificativa de desmembrar o novo estado, foi argumentado pelo governo federal que a grande extensão da área do antigo estado tornava-o difícil de administrar, além da apresentação dos verdadeiros ambientes naturais diferenciados.[14]

Tem, como bebida típica, o tereré[15] : o Mato Grosso do Sul é o estado-símbolo dessa bebida e maior produtor de erva-mate da Região Centro-Oeste do Brasil.[16] O uso desta bebida, derivada da erva-mate (Ilex paraguariensis), nativa do Planalto Meridional do Brasil, é de origem pré-colombiana. O Aquífero Guarani compõe parte do subsolo do estado,[17] sendo o Mato Grosso do Sul detentor da maior porcentagem do aquífero dentro do território brasileiro.

Etimologia e linguística[editar | editar código-fonte]

O termo "Mato Grosso do Sul" é uma dissidência de "Mato Grosso", criada quando o estado foi desmembrado de Mato Grosso. Já a origem do termo "Mato Grosso" é incerta, acreditando-se que seja originário da palavra guarani kaaguazú (kaa, "bosque", "mata" e guazú, "grande", "volumoso"), que significaria, aproximadamente, "Mato Grosso".[18]

Linguisticamente, o nome "Mato Grosso do Sul" se faz acompanhar por artigo definido, como acontece com nomes geográficos derivados de termos genéricos: "o Mato Grosso do Sul", "o Rio de Janeiro", "o Espírito Santo". Entretanto, este uso é contestado e há quem prefira eliminar o artigo definido: "em Mato Grosso do Sul".

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros tempos[editar | editar código-fonte]

A área atualmente correspondente ao território sul-mato-grossense teve efetivo povoamento quando as fortalezas militares que os exércitos sul-americanos utilizaram na guerra do Paraguai (1864-1870) foram transformados, depois do conflito, em cidades, como Dourados, Miranda e Coxim. Anteriormente a 1978, a história de Mato Grosso do Sul é confundida com a de Mato Grosso. O desejo de desmembrar ambos os estados teve surgimento no começo do século XX. A ideia de desmembramento teve como expressão interesses e aspirações regionais, porém o norte sempre resistiu, por temer acima de tudo que o estado se esvaziasse economicamente. As aspirações de emancipação tiveram marco de importância em 1932, quando efetivou-se a adesão do sul à Revolução Constitucionalista sob a condição de que em caso de uma única vitória, poderia ser realmente dividido o antigo território do estado.[19]

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

O desejo de desmembrar o antigo sul de Mato Grosso contornou definitivamente o atual estado em 1975, com a tese Divisão político-administrativa do Mato Grosso, que a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) publicou. Os dados dessa publicação cujos dados embasaram para intensificar a campanha pelo desmembramento. Quem comunicou que o governo federal decidisse sobre o assunto foi o presidente Ernesto Geisel quando se reuniu com o então governador de Mato Grosso José Garcia Neto no dia 4 de maio de 1977. De acordo com o primeiro projeto de lei, o novo estado seria chamado de Campo Grande. Com a aprovação da lei pelo Congresso Nacional e sua sanção pelo presidente do Brasil, em 11 de outubro do mesmo ano, foi mudado o nome do estado para Mato Grosso do Sul. Ficou decidido que a sede do governo do novo estado ficaria na cidade de Campo Grande.[19]

Duas razões essenciais que o governo federal invocou para a justificativa de desmembrar o novo estado: (1) o estado de Mato Grosso teve uma área muito extensa para ser eficazmente administrado; e (2) os diferentes ambientes naturais distintos entre ambas as áreas, sendo que Mato Grosso do Sul cuja vegetação é de campos, e de maneira particular suas atividades econômicas são a agricultura e a pecuária, e Mato Grosso, por onde se entra na Amazônia, cuja região tem muito menos habitantes e menos exploração, e cuja formação vegetal é grandemente coberta pela Floresta Amazônica. A proposta do governo federal era também a promoção de desenvolver a região perante "projetos de impacto", que não tomaram forma, e as questões políticas logo foram reassumidas em primeiro plano.[19]

Novo estado[editar | editar código-fonte]

A afirmação dada pela lei que constituiu Mato Grosso do Sul nos quatro primeiros em que passou a existir, desde 1º de janeiro de 1979, foi a de que o presidente do Brasil nomeou um interventor que governaria o novo estado. Naquela data o presidente Ernesto Geisel investiu no cargo, em Brasília, o profissional da engenharia Harry Amorim Costa. Durante aquela ocasião, foi acentuado pelo presidente Ernesto Geisel que o fato de ser criado o Mato Grosso do Sul teve como significado "o reconhecimento de uma realidade econômica e social" e foi destacado no novo estado—27ª unidade da federação brasileira—a "extraordinária vocação para o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial", devido acima de tudo dos solos férteis da região de Dourados e do grande potencial que o cerrado tem da agricultura.[19]

Cortando o mandato do primeiro governador pelo primeiro ano, Marcelo Miranda Soares substituiu Harry Amorim. Quem demitiu Marcelo Miranda, por sua vez, já em 1980 foi o presidente do Brasil João Baptista Figueiredo e quem substituiu foi Pedro Pedrossian, "de modo a promover maior entrosamento e unidade política no estado, com vistas às eleições de 1982". Contudo, nem o fato de substituir nem as verbas que o governo liberou em 1981 foi a garantia de que o governo fosse vitorioso nas eleições de 1982. Foi eleito governador Wilson Barbosa Martins, ex-deputado federal cassado.[19]

O governo de Wilson Martins enfatizou a industrialização, perante o fato de instituir os incentivos—um dos quais tem consistido na fixação de um prazo de três anos de carência para recolher o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICM) do estabelecimento das empresas industriais no estado até 1989. Também foi atacado pelo novo governo que o meio-ambiente fosse ameaçado, quando teve o apoio em 1984 da Operação Pantanal 2, que a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema) organizou, com as forças armadas e as polícias civil e militar ajudando. O destino da operação era a repreensão dos "coureiros" que praticavam a caça ilegal no pantanal. Foi pronunciado por Martins que ele foi contrário ao fato de instalar mais seis destilarias de álcool na bacia hidrográfica do rio Paraguai: considerava o projeto como ameaçador do meio ambiente pois foi previsto pelo então governador da época que fossem despejados de 15 milhões de litros de vinhoto diariamente nos rios.[19]

Nos anos 1980 foi procurado pelo governo estadual que ele mesmo voltasse a discutir sobre os problemas sociais, inclusive setores infraestruturais como a educação e a saúde. O governo instalou a primeira companhia da Polícia Florestal, que tem a incumbência de promover a redução das ações da predação humana no Pantanal, área que empresas pesqueiras e caçadores depredaram. Também foi implantado o Grupo de Operações de Fronteira (GOF) para a repreensão do tráfico de drogas, o fato de contrabandear e a caçar ilegalmente animais silvestres nos 400 km de fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.[19]

A par de desenvolver o turismo ecológico, que o Pantanal propiciou, nos anos 1990 têm crescido as perspectivas de desenvolver a economia, acima de tudo com o fato de decidir a conclusão das obras da Ferronorte, que dará permissão ao transporte ferroviário da produção agrícola em direção ao porto de Santos, no estado de São Paulo. Em 1997 o governo privatizou a Empresa Energética do Estado de Mato Grosso do Sul.[19]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Nos anos de 2005 e 2006, o fato de descobrir focos de febre amarela no estado tem levado aproximadamente 50 países à restrição ou à proibição de comprar carne bovina no Brasil.[20] Foi confirmado pela União Europeia (UE) que fosse restringida a carne de Mato Grosso do Sul em setembro de 2007.[21] Essa medida foi revogada em outubro de 2008.[22]

De 2002 a 2008, os lenhadores desmataram 4 279 quilômetros quadrados do bioma Pantanal, dos quais 65% ficavam em território sul-mato-grossense.[23] Em maio de 2008, foi realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Operação Ouro Negro, que visa combater o trabalho de explorar ilegalmente a lenha e o carvão no Pantanal. O Ibama multou seis carvoarias por não licenciarem e sim desmatarem acima do limite que a instituição ambiental autorizou.[24]

A justiça condenou o ex-prefeito do município de Dourados Ari Artuzi e os ex-vereadores Sidlei Alves, Humberto Teixeira Junior e Evaldo de Melo Moreira, em outubro de 2011, por terem cometido crime de improbidade administrativa.[25] Um outro processo será respondido pelos quatro políticos. Eles foram acusados por superfaturar o fato de licitar e pagar propina.[26]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização e território[editar | editar código-fonte]

O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul e a Bolívia ao noroeste.

Ocupa uma superfície de 357 145,532 quilômetros quadrados, participando com 22,2 por cento da superfície da Região Centro-Oeste do Brasil e 4,2 por cento da área territorial brasileira (de 8 514 876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui, ainda, 79 municípios, 165 distritos, quatro mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O Relevo de Mato Grosso do Sul é formado por planaltos,patamares e chapadões,todos inseridos nas bacias dos rios Paraná e Paraguai.O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é formado por três unidades geotectônicas distintas: a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre essas unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo, em terrenos fanerozoicos, na bacia sedimentar do Paraná.

Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre duzentos e seiscentos metros.

Clima e pluviosidade[editar | editar código-fonte]

Na maior parte do território do estado predomina o clima do tipo tropical ou tropical de altitude, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias termométricas que variam entre 25 °C na Baixada do Paraguai e vinte graus centígrados no planalto. No extremo meridional ocorre o clima subtropical, em virtude de uma latitude um pouco mais elevada e do relevo de planalto.

As geadas são comuns no sul do estado registrando em média três ocorrências do fenômeno por ano. Observa-se o mesmo regime de chuvas de verão e inverno seco e a pluviosidade anual é, também, de aproximadamente 1 500 milímetros.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea do Rio Paranaíba na divisa de Itumbiara (em Goiás) e Araporã (em Minas Gerais)

O território estadual é drenado a leste pelos sistemas dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a oeste é drenado pelo Paraguai, cujos principais afluentes são os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração. A linha de divisa com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios e camalotes.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Os cerrados recobrem a maior parte do estado, mas também destaca-se a Floresta Estacional Semidecidual. Há ainda a presença de pampas e Mata Atlântica.

Na planície do Pantanal, no oeste do estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai , a região vira a maior região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil (até mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica). É um dos biomas com maior abundância de biodiversidade do Brasil, embora seja considerada pouco rica em número de espécies.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população de Mato Grosso do Sul tem crescido a altos níveis desde a década de 1870, quando o estado passou a ser efetivamente povoado. Entre a década de 1940 e o ano de 2008, a população aumentou quase dez vezes, ao passo em que a população do Brasil, no mesmo período, aumentou pouco mais que quatro vezes. Isso, no entanto, não se dá devido a uma alta taxa de natalidade no estado, mas à grande quantidade de migrantes de outros estados ou imigrantes em Mato Grosso do Sul. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2005, 30,2% da população residente no estado não era natural daquela unidade da federação,[27] ao passo em que a taxa de fecundidade no estado no ano 2000 era a décima menor do Brasil, com 2,4 filhos por mulher.[28]

Etnias[editar | editar código-fonte]

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Índia guarani caiouá exibindo seu título eleitoral, no município de Antônio João, no sul do estado

As migrações de contingentes oriundos dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo e imigrações de países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão, Paraguai, Portugal, Síria e Líbano foram fundamentais para o povoamento de Mato Grosso do Sul e marcaram a fisionomia da região. O estado é, ainda, o segundo do Brasil em número de habitantes ameríndios, de várias etnias, entre elas Atikum, Guarany [Kaiwá e Nhandéwa], Guató, Kadiwéu, Kamba, Kinikinawa, Ofaié, Terena, Xiquitano (Fundação Nacional do Índio, 2008).

O grande número de descendentes de ameríndios e de imigrantes paraguaios, que, em sua maioria, têm, como ancestrais, os índios guaranis, são dois fatores que contribuem para a alta porcentagem dos chamados "pardos" na população do estado de Mato Grosso do Sul. Já a ascendência afro-brasileira desse grupo étnico não é tão numerosa quanto a indígena. A população indígena do estado totalizava, em 2008, 53 900 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A área mais povoada do antigo estado do Mato Grosso, com uma densidade demográfica bastante alta, era o planalto da Bacia do Rio Paraná, onde ocorrem solos de terra vermelha com topografia regular. Ao ser constituído, no final da década de 1970, Mato Grosso do Sul contava com uma densidade média de 3,9 habitantes por quilômetro quadrado - alguns municípios chegavam a ter mais de cinquenta habitantes por quilômetro quadrado-, em contraste com o norte, atual Mato Grosso, de menor densidade.

Migração[editar | editar código-fonte]

Pelas informações dos censos de 1991 e 1996, entre 1970 e 1990 houve redução nas migrações interestaduais nas últimas décadas e também queda do saldo migratório em Mato Grosso do Sul. Segundo os dados, em 1991 houve a entrada de 124 045 pessoas de outros estados e a saída de 105 009, resultando no saldo migratório de 19 036. Já em 1996, 87 374 pessoas imigraram para o estado e 73 748 emigraram desse para outros estados, resultando num saldo migratório de 13 626 habitantes.[carece de fontes?]

No geral, o cenário demográfico e social apresentado em Mato Grosso do Sul se baseia na tomada de decisões das diversas instâncias de atuação da sociedade civil, da academia e dos diversos níveis de governos, possibilitando e adequando o planejamento e ações dentro de uma visão panorâmica real nos níveis desejados de qualidade de vida e com o devido padrão de desenvolvimento sustentável.

Imigração[editar | editar código-fonte]

Durante seus quase quinhentos anos de história espanhola, portuguesa e brasileira, a chegada de imigrantes, colonizadores e conquistadores foi constante. Desde que o primeiro colonizador europeu, Aleixo Garcia, que teria pisado em seu território em 1524, ao percorrer a trilha do Peabiru, o estado de Mato Grosso do Sul recebeu migrantes de diversas partes do Brasil nas diferentes fases de sua ocupação. Visando a substituição da mão de obra escrava por trabalhadores livres no Brasil, o Governo Imperial passou, a partir da segunda metade do século XIX, a promover mais ativamente a imigração, principalmente europeia para o Brasil. Dessa época até o nacionalismo do Estado Novo, que dificultou a imigração, o Brasil recebeu milhões de imigrantes, não só europeus. O sul mato-grossense não foi exceção.

A partir de 1890, o estado de Mato Grosso – notadamente o sul mato-grossense – apresentou uma população de estrangeiros crescente, superior a seis por cento da população total, até 1920, quando o número decaiu para entre cinco e três por cento da população em 1970.[30] De qualquer maneira, no período entre 1872 e 1970, o Mato Grosso e o sul mato-grossense tiveram continuadamente uma população estrangeira acima da média nacional, caso este que somente se repetiu com quatro outros estados e a cidade do Rio de Janeiro. Na cidade de Corumbá, por exemplo, era difícil localizar quem falasse o idioma português. Entre 1920 e 1970, mais de cinquenta por cento dos estrangeiros que habitavam o Mato Grosso eram paraguaios. Outros treze por cento eram naturais da Bolívia.

Cidades[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul está entre as unidades da federação que apresentam as maiores taxas de urbanização do país, com 85,4%.[31] A população urbana do estado, a partir dos anos 1980, apresenta um acentuado crescimento. Apesar das atividades rurais exercerem forte influência, o crescimento urbano cresce em harmonia com a agropecuária, que é proporcionalmente muito forte, pois se modernizou nos últimos anos e favoreceu a migração do campo para as cidades. Os domicílios compostos por quatro pessoas constituem o maior número de domicílios no estado, sendo esta tendência quase homogênea no País e reflete, na média, o predomínio da chamada família nuclear, ou seja, casal e dois filhos. Entre as cidades que compõem o estado, destacam-se as cidades de maior população. Relação e informações das que tem mais de 40 000 habitantes (censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010) em ordem decrescente:

  • Campo Grande (população de 786.797 habitantes; produto interno bruto de R$ 13.875.046.000; PIB per capita de R$ 17.625,73; área total de 8.118,4 km² e 154,4548 km² de área urbana): capital e maior cidade sul-mato-grossense, se localiza no centro geodésico do estado, entre o Planalto da Serra de Maracaju e o Rio Aquidauana. Tem posição estratégica, sendo passagem quase obrigatória para o Paraguai, Bolívia e o turismo no Pantanal e Bonito. A cidade é conhecida pelo seu planejamento, museus, centros culturais, parques, bibliotecas, entre outros. Campo Grande é sede do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso do Sul. Já o Poder executivo nessa capital é representado pela Prefeitura, que também é responsável por tratar de assuntos que influenciam o futuro da cidade. A prefeitura de Campo Grande é dividida em secretarias para tratar de assuntos específicos, como saúde, educação, etc.
  • Dourados (população de 196.035 habitantes; produto interno bruto de R$ 3.543.858.000; PIB per capita de R$ 18.074,64; área total de 4.096,9 km² e 40,6800 km² de área urbana): é a maior cidade do interior do estado e a segunda depois da capital, é conhecida por ser um importante centro comercial, industrial e agropecuário do estado, além de referência no ensino superior, sendo sede de duas universidades públicas (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal da Grande Dourados) além de duas privadas (Centro Universitário da Grande Dourados e Universidade Anhanguera);
  • Corumbá (população de 103.703 habitantes; produto interno bruto de R$ 3.248.681.000; PIB per capita de R$ 31.305,95; área total de 65.165,8 km² e 21,5777 km² de área urbana): às margens do Rio Paraguai, é conurbada com Ladário e mais duas cidades do lado boliviano (Puerto Suárez e Puerto Quijarro), que são procuradas por seu artesanato em cerâmica, couro, lã, prata e tapeçaria. Importante centro cultural e de eventos de Mato Grosso do Sul, possui vários centros culturais e de exposições, museus e bibliotecas, além de sediar o Festival América do Sul, maior evento multicultural do continente. Em pleno Pantanal, além de ser centro de apoio dentro da região, a cidade oferece voos panorâmicos sobre a região e safáris fotográficos;
  • Três Lagoas (população de 101.791 habitantes; produto interno bruto de R$ 2.821.929.000; PIB per capita de R$ 27.741,38; área total de 10.235,8 km² e 18,4870 km² de área urbana): situada no extremo leste do estado, na divisa com o estado de São Paulo. É conhecida pelo avanço de seu parque industrial e pela produção de energia elétrica pela Hidrelétrica de Jupiá e pela Termelétrica Luis Carlos Prestes, da Petrobras. A industria de celulose posiciona o município como um dos maiores produtores mundiais de celulose de fibra curta e em lugar de destaque nas exportações industriais no Mato Grosso do Sul. Está em construção no município, pela Petrobras, uma fábrica de fertilizantes nitrogenados que será a maior em capacidade de produção instalada no país. A cidade ocupa posição estratégica privilegiada em relação às rodovias paulistas, hidrovia Tietê-Paraná, ramais ferroviários e gasoduto Brasil-Bolívia. Estão presentes os principais macro-eixos de desenvolvimento econômico estadual. Possui um campus da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, instalações do Instituto Federal de Educação Tecnológica e das faculdades particulares AEMS, além da proximidade com o campus da UNESP em Ilha Solteira-SP;
  • Ponta Porã (população de 77.872 habitantes; produto interno bruto de R$ 968.521.000; PIB per capita de R$ 12.438,30; área total de 5.359,3 km² e 13,7151 km² de área urbana): situada no cone sul do estado, também atrai muitos visitantes por ser centro de livre comércio;
  • Naviraí (população de 46.424 habitantes; produto interno bruto de R$ 780.740.000; PIB per capita de R$ 16.842,64  ; área total de 3.172,9 km² e 7,3800 km² área urbana): está situada no cone sul do estado, sendo um importante centro regional pelo comércio e serviços que oferece. Possui três universidades particulares via à distância, sendo elas: UNIGRAN - Centro Universitário da Grande Dourados, a UNIDERP - Anhanguera e UNIP - Universidade Paulista e uma presencial, a FINAV - Faculdades Integradas de Naviraí e duas universidades públicas a UEMS - Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e breve em instalações o IFMS - Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.
  • Aquidauana (população de 45.614 habitantes; produto interno bruto de R$ 531.516.000,00; PIB per capita de R$ 11.650,19; área total de 17.008,5 km² e 8,6344 km² de área urbana): está localizada na entrada do Pantanal e entre fevereiro e outubro a pesca é permitida e cada espaço à beira do rio passa a ser disputado pelos que querem pescar seu peixe;
  • Nova Andradina (população de 45.585 habitantes; produto interno bruto de R$ 771.132.000,00; PIB per capita de R$ 16.911,16; área total de 4.788,2 km² e 7,6635 km² de área urbana): está situada no sudeste do estado, é fortemente dependente da agropecuária, sendo também um importante polo de criação e abate de bovinos do Brasil;
  • Sidrolândia (população de 42.132 habitantes; produto interno bruto de 688.745.000 reais; PIB per capita de R$ 16.369,07; área total de 5 300,9 km² e 4,2061 km² de área urbana): está situada próximo a Campo Grande, sendo um importante centro agropecuário. Sidrolândia encontra-se nos campos da Vacaria do Planalto da Serra de Maracaju, seu solo é levemente ondulado e constituído de terra vermelha, resultado da decomposição de rochas vulcânicas.
  • Paranaíba (população de 40 192 habitantes; produto interno bruto de 601.015.000 reais; PIB per capita de R$ 14.960,29; área total de 5 423,6 km² e 7,7400 km² de área urbana): localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias do Brasil (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais) e se situa também no entroncamento de três macro-eixos de desenvolvimento econômico estadual (ao lado do eixo aquaviário do Rio Paraná; eixo da Ferronorte e eixo do Gasoduto Bolívia-Brasil). É o portal do nordeste de Mato Grosso do Sul e famosa pela ponte metálica.

Política[editar | editar código-fonte]

O poder político em Mato Grosso do Sul é representado pelo governador, vice-governador e secretários estaduais. Para o governador criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Assembleia Legislativa (AL). O atual governador de Mato Grosso do Sul é o italiano André Puccinelli (PMDB) e a AL estadual possui 24 deputados estaduais.

A sede do governo do estado fica dentro do Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Economia[editar | editar código-fonte]

Exportações do Mato Grosso do Sul - (2012)[32]

A região onde Mato Grosso do Sul está localizado contribui muito para o seu desenvolvimento econômico, pois é vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos.

A principal área econômica do estado do Mato Grosso do Sul é a do planalto da Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.

Sua economia está baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infra-estrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil. Quanto a sua pauta de exportações, o Mato Grosso do Sul se destacou na venda para o exterior de açúcar in natura (17,26%), soja (16,96%), carne bovina congelada (10,37%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,34%) e milho (9,99%)[32] .

No estado, 44,77% da população residente compõe a população economicamente ativa. Quanto ao rendimento médio das pessoas de dez anos ou mais (1 366 871 habitantes), 55,85% (763 293 habitantes) têm, como renda média mensal, até um salário-mínimo. Segundo dados da Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento de Mato Grosso do Sul, do total de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços arrecadado pelo estado, 52,7% provém do comércio, 23,7% da agropecuária, 17,2% de serviços e o restante vem da indústria.

A maior economia do estado é Campo Grande com um produto interno bruto de mais de 15,5 bilhões de reais em 2011, seguido de Dourados (4,340 bi de reais), Corumbá (3,6 bi de reais), Três Lagoas (3,12 bi de reais), Ponta Porã, Maracaju (mais de 1 bi cada), Nova Andradina e Naviraí (mais de 0,9 bi cada). Segue abaixo a lista dos vinte maiores produtos internos brutos e per capita do estado:


Corredor bioceânico[editar | editar código-fonte]

As saídas para o Pacífico e Atlântico possuem uma característica única, que as diferenciam das demais. Elas são de molde a proporcionar uma reversão de expectativas em toda a região fronteiriça brasileira situada dentro das suas regiões de influência. Em outras palavras, colocam em situação mais privilegiada em termos de desenvolvimento potencial as regiões mais afastadas dos grandes centros colonizados, tendo em vista que, quanto mais afastadas, mais próximas estarão dos portos oceânicos no Pacífico.

Entre os produtos a serem exportados da região de influência dos corredores para o Pacífico e Atlântico aqui estudados, abrangendo os estados (ou parte deles) de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Acre, podemos citar: produtos agrícolas com ou sem beneficiamento (soja, milho, arroz, açúcar, cacau, café, frutas etc.), produção extrativista vegetal (madeira beneficiada, borracha, castanha etc.), carne frigorificada (de boi e de frango) e produtos industrializados.

Chama-se a atenção para o fato de que o transporte de mercadorias por contêineres reforça a viabilidade desses corredores.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Pôr do sol no Pantanal Sul-mato-grossense

O Estado é mundialmente conhecido por sua biodiversidade, encontrada principalmente no Complexo do Pantanal e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Sua capital é Campo Grande e suas principais cidades turísticas são Bonito, Jardim e Bodoquena localizados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena; cidades de Corumbá, Aquidauana, Miranda, Anastácio, e Porto Murtinho no Complexo do Pantanal; Ponta Porã e Bela Vista na fronteira com o Paraguai, além das cidades de Costa Rica, Rio Verde e Fátima do Sul.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Estruturalmente o Estado, além da logística completa, é referencia também na área da educação e pesquisa.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Terrestre[editar | editar código-fonte]

Rodoviário
  • Rodovias

Seu sistema viário contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os principais eixos rodoviários são:

  • Rodoviário de passageiros

Tendo uma malha rodoviária desenvolvida para os padrões nacionais, MS possui vários terminais rodoviários de passageiros, se destacando os terminais de Campo Grande, Dourados e Esplanada da Estação (Corumbá).

Mato Grosso do Sul sedia ainda três grandes empresas nacionais de transporte rodoviário de passageiros: Expresso Queiroz, Viação Cruzeiro do Sul e Viação São Luiz.

Ferroviário
Ferrovia na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo, em Aparecida do Taboado

O estado é servido por duas linhas ferroviárias:

Fluvial[editar | editar código-fonte]

A navegação fluvial, que já teve importância decisiva, vem perdendo a preeminência. Dois eixos fluviais compõem o estado, ambos pertencentes à Bacia do Rio da Prata:

Rio Paraguai

O Rio Paraguai integra o estado com os países vizinhos Paraguai e Argentina, e com Mato Grosso pelo porto de Cáceres. Os principais produtos transportados no rio são: minérios de ferro e de manganês, cimento, madeira, derivados de petróleo e gado em pé. No ano de 1999, essa hidrovia começou a transportar açúcar, partindo de Porto Murtinho. Os principais portos são os de Corumbá (Corumbá, Ladário e Porto Esperança) e Porto Murtinho.

Rio Paraná

É através desse rio que corre a Hidrovia Tietê Paraná.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul é um estado muito bem servido no que diz respeito a aeroportos, possuindo sete em operação:

Energia[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul possui uma capacidade de geração de energia instalada é de 7.826,5 MW, sendo 94% é de origem renovável. Desse total, 6.740,8 MW são provenientes de usinas hidrelétricas, 464,7 MW de gás natural, 427,4 MW de biomassa e 182,8 MW de pequenas centrais hidrelétricas.[34] Porém, até 2015, a capacidade de geração terá um incremento de 4 208,4 MW a partir do início das operações da Usina Hidrelétrica São Domingos dentre outras usinas de biomassa e PCHs.[35] Ainda assim, a maior parte da energia consumida no estado é produzida pela usina hidrelétrica de Jupiá, próximo à divisa com São Paulo.[36]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Na saúde, o estado se destaca pelos hospitais, sendo o mais conhecido o Hospital Adventista do Pênfigo.

Ensino e pesquisa[editar | editar código-fonte]

A taxa de analfabetismo em Mato Grosso do Sul decresceu no final do século XX, com reduções nos níveis de analfabetismo classe etária de 10 anos e mais, passando de 23,37%, em 1980, para 9,5% em 2004. E apesar das reduções serem significativas, os dados da área urbana e rural foram bem distintos.[carece de fontes?]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O tereré, a bebida típica do estado

A cultura inclui a linguagem, as crenças, os costumes, as cerimônias, a conduta, a arte, a culinária, a moda, o folclore, os gestos e o modo de vida de determinado número de pessoas em um período. O local onde se situa, o meio ambiente, a economia e o que cerca um povo influência o seu modo de vida. A cultura local é uma mistura de várias contribuições das migrações ocorridas em seu território:

Práticas esportivas[editar | editar código-fonte]

Mato Grosso do Sul possui vários equipamentos esportivos que impulsionam o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, com um razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra no estado.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação. Página visitada em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de abril de 2014.
  2. a b Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (21 de abril de 2013).
  3. Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 22 de outubro de 2009.
  4. PNUD Brasil. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, 2010 - Todos os Estados do Brasil. Página visitada em 29 de julho de 2013.
  5. a b Marlon Machado. República Federativa do Brasil: Informações Gerais (em português). Projeto Cactáceas Brasileiras. Página visitada em 3 de julho de 2012.
  6. Mato Grosso do Sul. Só Geografia. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  7. 3. Population by sex, rate of population increase, surface area and density (em inglês) p. 59. United Nations Statistics Division (2007). Página visitada em 5 de setembro de 2010.
  8. Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  9. Estado de Mato Grosso do Sul. Governo do Estado. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  10. Governo de Mato Grosso do Sul (2012). Dados Estatísticos. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  11. Governo do Brasil. Mapa físico. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  12. Eduardo de Freitas. Aspectos naturais de Mato Grosso do Sul. Brasil Escola. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  13. Wagner de Cerqueira e Francisco. Economia de Mato Grosso do Sul. Brasil Escola. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  14. História. Governo de Mato Grosso do Sul. Página visitada em 18 de novembro de 2013.
  15. Prefeitura da Cidade de Campo Grande. Famoso Tereré. Página visitada em 26 de novembro de 2009.
  16. Revista Científica Eletrônica de Agronomia. Evolução da cultura de erva-mate no Brasil durante o período de 1995 a 2005. Página visitada em 26 de novembro de 2009.
  17. Portal Uniágua: Aquífero Guarani
  18. Título ainda não informado (favor adicionar).
  19. a b c d e f g h Hildebrando Campestrini e Acyr Vaz Guimarães. História de Mato Grosso do Sul (em Português). Campo Grande: Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, 2011. 415 p.
  20. Otavio Negrelli (7 de março de 2006). 56 países ainda mantêm embargos à carne brasileira. beefpoint.com.br. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  21. Entenda o embargo da UE à carne bovina do Brasil. Folha de São Paulo (27 de fevereiro de 2008). Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  22. Civita, Roberto. Almanaque Abril (em Português). São Paulo: Abril, 2010. 685 p.
  23. Reuters (7 de Junho de 2010). Desmatamento no Pantanal atinge 2,82% da área em sete anos. Portal Terra. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  24. Ibama multa carvoarias de MS em R$ 4,7 milhões. Folha de São Paulo (13 de maio de 2008). Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  25. Justiça suspende direitos políticos de ex-prefeito de Dourados, MS. G1 MS. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  26. Ex-prefeito de Dourados é condenado por improbidade. Folha de São Paulo (14 de outubro de 2011). Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  27. IBGE, PNAD 2005 – Mato Grosso do Sul.
  28. IBGE – Censo de 2000.
  29. Cidade Sat - IBGE
  30. LEVY, Maria Stella Ferreira. The role of international migration on the evolution of the Brazilian population (1872 to 1972). Rev. Saúde Pública., São Paulo. Disponível em: <[1]>. Acesso em: 06 Feb 2007. Pré-publicação. doi: 10.1590/S0034-89101974000500003
  31. Rosemeire A. de Almeida. Aliança terra-capital em Mato Grosso do Sul. Página visitada em 28 de novembro de 2009.
  32. a b Exportações do Mato Grosso do Sul (2012). Plataforma DataViva. Página visitada em 13 de janeiro de 2014.
  33. a b Produto Interno Bruto dos municípios 2007-2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 17 de dezembro de 2013.
  34. MSNotícias. 94% da energia produzida no estado é de origem renovável. Página visitada em 01 de dezembro de 2009.
  35. MSNotícias. Hidrelétrica gera emprego e renda para a região leste de MS. Página visitada em 01 de dezembro de 2009.
  36. Governo de Mato Grosso do Sul. Perfil de MS. Página visitada em 01 de dezembro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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