Guarânia

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Guarânia
Origens estilísticas Polca paraguaia
Contexto cultural 1927 em Assunção
Instrumentos típicos Guitarra · Harpa paraguaia · Vocais · Piano · Trompete · Clarinete · Trombone · Contrabaixo · Baixo elétrico · Piano elétrico
Popularidade década de 1930 à década de 2010

Guarânia é um gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor. Foi criada em Assunção pelo músico José Asunción Flores, em 1925.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Flores fez uso de ritmos e melodias lentos e melancólicos para as canções. Em algumas delas, se deduz a natureza heróica do povo paraguaio.

A primeira foi guarânia uma versão lenta da polca paraguaia Ma'erápa Reikuaase.

Desde a sua criação, a Guarânia tornou-se o mais importante fenômeno musical do Paraguai no século XX através de temas como Índia, Ne rendápe aju, Panambi Vera, Paraguaýpe, Jejuí, Kerasy, Arribeño Resay, o que gerou imediata aceitação e afeto. O gênero seduz especialmente as populações urbanas. Isto é devido, provavelmente, ao interesse destas pessoas por estilos mais rápidos como a Polca paraguaia o purahéi.

Há canções criadas em modo sinfônico, baseadas em poemas orquestrais, têm acompanhamento sinfônico.

Introdução no Brasil[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que a guarânia tenha sido introduzida no Brasil pelos próprios paraguaios, especialmente na divisa com o Mato Grosso do Sul, quando muitos vieram para o Brasil a trabalho, durante o ciclo da erva mate. Naquele estado, há traços predominantes na música folclórica que se enquadram perfeitamente à harmonia da guarânia.

A guarânia foi introduzida na música popular brasileira por meio do trabalho de pesquisa realizado por Raul Torres, Ariovaldo Pires, Mário Zan e Nhô Pai, em sucessivas viagens ao Paraguai. Torres foi responsável por uma das guarânias de maior sucesso no Brasil, "Colcha de retalhos", gravada por Cascatinha e Inhana. A mesma dupla fez um sucesso enorme em 1951 com outra guarânia célebre, "Índia", de José Asunción Flores e Manuel Ortiz Guerrero, em versão de José Fortuna.

A partir da década de 1940 tornou-se um dos gêneros mais utilizados pelos compositores da música sertaneja como mais uma forma de fazer sucesso.

Milionário e José Rico também ajudaram a estabelecer o ritmo no Brasil. A maioria das canções da dupla são guarânias e huapangos, este último um ritmo também latino com influências indígenas.

Na biblioteca do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, da Universidade Estadual Paulista - UNESP, de São José do Rio Preto-SP, há uma dissertação de mestrado, de nome "Cascatinha e Inhana: uma história contada às falas e mídia", de autoria de Alaor Ignácio dos Santos Júnior, em que o tema é abordado com propriedade.

Guarânias populares no Brasil[editar | editar código-fonte]

Músicos e compositores notórios de guarânias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Luis Szarán (2009). Diccionario de la Música en el Paraguay: Guarania. Página visitada em 07/06/2011.