Iê-iê-iê

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Foi proposta a fusão deste artigo ou se(c)ção com Rock no Brasil (pode-se discutir o procedimento aqui). (desde janeiro de 2011)
Iê Iê Iê
Informações gerais
Origens estilísticas Rock and Roll, Rockabilly, Doo Wop, Twist, Surf Music, Música beat, Invasão Britânica, Girl group, Soul
Contexto cultural meados da década de 1960, Brasil
Instrumentos típicos Guitarra elétrica, Baixo, Bateria, Metais
Popularidade Alta nos Anos 1960
Formas derivadas Tropicalismo
Cenas regionais
Rio de Janeiro, São Paulo
Outros tópicos
Jovem Guarda - Rock brasileiro

Iê-Iê-Iê foi usado como denominação do rock'n'roll brasileiro da década de 1960. O termo surgiu a partir da expressão yeah, yeah, yeah, presente em algumas canções dos Beatles, como She Loves You, por exemplo,[1] o mesmo aconteceu na França onde o pop rock local sugido em meados dos anos 50 recebeu o nome de Yé-yé.[2]

O diferencial do iê-iê-ê para a MPB tradicional era que nos acompanhamentos das canções havia sempre as guitarras elétricas substituindo o violão. Depois seria introduzido o órgão eletrônico, no lugar do piano.[3] O rock começou a dominar o iê-iê-iê a partir dos grupos que se apresentavam no programa Jovem Guarda.

Índice

[editar] Anos 60, a Jovem Guarda

O programa Jovem Guarda se tornou muito popular, exibido na TV Record, nos anos de 1965 a 1968. Os apresentadores eram o então principiante, mas já famoso Roberto Carlos, o "Brasa" e depois "Rei da Jovem Guarda", Erasmo Carlos, o "Tremendão", e Wanderléa, a "Ternurinha". O elenco do programa era composto pelas bandas de rock brasileiras, como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, Os Vips, Trio Esperança, Pholias, The Fevers, The Jordans, Os Incríveis, The Jet Blacks, The Brazilian Bitles, e cantores como Martinha, Jerry Adriani, Leno e Lílian, Vanusa, Kátia Cilene, Waldirene, Enza Flori, Wanderley Cardoso, Demétrius, Ronnie Von, Deny e Dino, entre muitos outros.

Durante muito tempo, o programa foi o líder de audiência das "jovens tardes de domingo", como diz a letra da canção Jovens Tardes de Domingo, de Roberto Carlos. Mas, a partir do fim de 1967, a audiência começou a cair, provavelmente por superexposição dos artistas, que compareciam a todos os programas para ganhar um salário maior. A disseminação do rock levou a que os artistas que se apresentavam no programa fossem depreciados, acusados de alienados e americanizados, por uma parte do público que preferia as canções dos festivais e depois a Tropicália. Entre os artistas não havia problemas, Roberto Carlos e Caetano Veloso cantavam as músicas um dos outro e Elis Regina gravou Erasmo Carlos. Mas isso não foi suficiente para evitar o fim do programa.

No dia 17 de janeiro de 1968, Roberto Carlos abandonou o comando do programa, deixando a apresentação para Erasmo Carlos e Wanderléa. O cantor, além de ter percebido que o fim estava próximo, estava numa transição, saindo do rock para a black music (soul/funk). Algumas semanas depois, o programa Jovem Guarda foi exibido pela última vez.


Referências

  1. Arthur Dapieve. Brock: o rock brasileiro dos anos. [S.l.]: Editora 34, 1996. 14 p. 9788573260083
  2. (2003) "Rumba on the River: A History of the Popular Music of the Two Congos", ISBN 1859843689, 9781859843680, p.154: "Ye-ye - French for pop musician, a term inspired by the 'yeah! yeah!' exclamations of rock and roll…"
  3. Pedro Alexandre Sanches. Como dois e dois são cinco: Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa). [S.l.]: Boitempo Editorial, 2004. 49 p. 9788575590584

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