Iê-iê-iê
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Nota: Este artigo é sobre um movimento musical. Para outros artigos com o mesmo nome, veja Iê Iê Iê (desambiguação).
| Iê Iê Iê | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Origens estilísticas | Rock and Roll, Rockabilly, Doo Wop, Twist, Surf Music, Música beat, Invasão Britânica, Girl group, Soul |
| Contexto cultural | meados da década de 1960, Brasil |
| Instrumentos típicos | Guitarra elétrica, Baixo, Bateria, Metais |
| Popularidade | Alta nos Anos 1960 |
| Formas derivadas | Tropicalismo |
| Cenas regionais | |
| Rio de Janeiro, São Paulo | |
| Outros tópicos | |
| Jovem Guarda - Rock brasileiro | |
Iê-Iê-Iê foi usado como denominação do rock'n'roll brasileiro da década de 1960. O termo surgiu a partir da expressão yeah, yeah, yeah, presente em algumas canções dos Beatles, como She Loves You, por exemplo,[1] o mesmo aconteceu na França onde o pop rock local sugido em meados dos anos 50 recebeu o nome de Yé-yé.[2]
O diferencial do iê-iê-ê para a MPB tradicional era que nos acompanhamentos das canções havia sempre as guitarras elétricas substituindo o violão. Depois seria introduzido o órgão eletrônico, no lugar do piano.[3] O rock começou a dominar o iê-iê-iê a partir dos grupos que se apresentavam no programa Jovem Guarda.
Índice |
[editar] Anos 60, a Jovem Guarda
O programa Jovem Guarda se tornou muito popular, exibido na TV Record, nos anos de 1965 a 1968. Os apresentadores eram o então principiante, mas já famoso Roberto Carlos, o "Brasa" e depois "Rei da Jovem Guarda", Erasmo Carlos, o "Tremendão", e Wanderléa, a "Ternurinha". O elenco do programa era composto pelas bandas de rock brasileiras, como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, Os Vips, Trio Esperança, Pholias, The Fevers, The Jordans, Os Incríveis, The Jet Blacks, The Brazilian Bitles, e cantores como Martinha, Jerry Adriani, Leno e Lílian, Vanusa, Kátia Cilene, Waldirene, Enza Flori, Wanderley Cardoso, Demétrius, Ronnie Von, Deny e Dino, entre muitos outros.
Durante muito tempo, o programa foi o líder de audiência das "jovens tardes de domingo", como diz a letra da canção Jovens Tardes de Domingo, de Roberto Carlos. Mas, a partir do fim de 1967, a audiência começou a cair, provavelmente por superexposição dos artistas, que compareciam a todos os programas para ganhar um salário maior. A disseminação do rock levou a que os artistas que se apresentavam no programa fossem depreciados, acusados de alienados e americanizados, por uma parte do público que preferia as canções dos festivais e depois a Tropicália. Entre os artistas não havia problemas, Roberto Carlos e Caetano Veloso cantavam as músicas um dos outro e Elis Regina gravou Erasmo Carlos. Mas isso não foi suficiente para evitar o fim do programa.
No dia 17 de janeiro de 1968, Roberto Carlos abandonou o comando do programa, deixando a apresentação para Erasmo Carlos e Wanderléa. O cantor, além de ter percebido que o fim estava próximo, estava numa transição, saindo do rock para a black music (soul/funk). Algumas semanas depois, o programa Jovem Guarda foi exibido pela última vez.
Referências
- ↑ Arthur Dapieve. Brock: o rock brasileiro dos anos. [S.l.]: Editora 34, 1996. 14 p. 9788573260083
- ↑ (2003) "Rumba on the River: A History of the Popular Music of the Two Congos", ISBN 1859843689, 9781859843680, p.154: "Ye-ye - French for pop musician, a term inspired by the 'yeah! yeah!' exclamations of rock and roll…"
- ↑ Pedro Alexandre Sanches. Como dois e dois são cinco: Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa). [S.l.]: Boitempo Editorial, 2004. 49 p. 9788575590584
[editar] Ver também
- Doo Wop
- Invasão Britânica
- Jovem Guarda
- Oldies
- Na Onda do Iê-iê-iê
- Música beat
- Música Pop
- Mod
- Surf Music
- Twist
[editar] Ligações externas
- Iê-iê-iê – 40 anos Revista Quem - reportagem de novembro de 2004