Invasão Britânica

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A chegada dos Beatles nos Estados Unidos e sua subsequente aparição no The Ed Sullivan Show marcou o começo da Invasão Britânica.

Invasão Britânica (British Invasion) foi o termo usado pela mídia para descrever o influxo de artistas de música pop, rock e beat oriundos do Reino Unido que se tornaram populares nos Estados Unidos e Canadá.

A Invasão Britânica clássica ocorreu entre 1964 e 1966, mas o termo também se aplica a "ondas" posteriores de artistas britânicos que alcançaram um impacto significante no mercado de entretenimento norte-americano.

A Invasão original[editar | editar código-fonte]

Depois do sucesso de Chuck Berry, Elvis Presley e Bill Haley e outros grupos de rock no final dos anos 50, por toda a Inglaterra garotos começaram a formar suas próprias bandas inspirados em seus ídolos americanos. Enquanto Cliff Richard e os The Shadows obtinham grande sucesso no Reino Unido, poucas bandas britânicas tinham a mesma chance de fazer o mesmo nos EUA (com exceção dos The Tornados e sua "Telstar" e Mr. Acker Bilk com "Stranger on the Shore", ambas instrumentais)[1] até que a Capitol Records lançou "I Want To Hold Your Hand" dos Beatles no final de 1963, depois de uma pesada campanha de marketing.

"I Want To Hold Your Hand" pulou para a primeira colocação das paradas de sucesso Estadunidense quando os Beatles viajaram para os Estados Unidos pela primeira vez; a histórica aparição do grupo no The Ed Sullivan Show na noite de 9 de fevereiro de 1964, alcançando então a maior audiência televisiva da história, é vista por muitos como o marco zero da Invasão Britânica.[1]

Os Beatles logo dominariam todas as paradas de sucesso, e no dia 4 de abril de 64 eles ocuparam as cinco primeiras colocações na lista de "100 Melhores lançamentos" da revista Billboard, um feito sem precedentes até hoje. Isso abriu as comportas para outras bandas britânicas divulgarem suas músicas nos Estados Unidos, como os Rolling Stones, The Who, The Animals, The Kinks, The Dave Clark Five, Gerry & The Pacemakers e muitos outros.

Londres revelou grupos como The Rolling Stones, Led Zeppelin, The Yardbirds, The Who, The Kinks, The Pretty Things, Dusty Springfield, The Dave Clark Five, Peter & Gordon, Chad and Jeremy, John Mayall and the Bluesbreakers, Small Faces, Donovan e Manfred Mann. Manchester tinha o The Hollies, Wayne Fontana and the Mindbenders, Freddie and the Dreamers, Davy Jones do The Monkees, e Herman's Hermits. Newcastle era a terra natal do The Animals. Birmingham do The Spencer Davis Group e Moody Blues. St Albans tinha o The Zombies e Belfast, o Them. Cambridge revelou os Pink Floyd, embora estes se tenham destacado mais na década de 1970.

Ondas posteriores[editar | editar código-fonte]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

O grupo Pink Floyd chega no início da década de 1970 ao seu auge com os álbuns The Dark Side of the Moon e Wish You Were Here.[2] Os grupos Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple também ganharam destaque, tornando-se pioneiros nos estilos heavy metal e hard rock. As três bandas nasceram no mesmo ano, 1968, porém atingiram seu auge na década de 1970.

Em 1970, surgiu a banda Queen, que tornou-se um fenômeno de popularidade em todo o mundo misturando rock e pop.

Embora não tenha começado na Inglaterra, o movimento punk tornou bandas inglesas como Sex Pistols e The Clash em grandes representantes deste movimento. Outras bandas pós punks como Siouxsie & the Banshees e Joy Division ficaram mundialmente famosas.[2]

Bandas como Jethro Tull, Genesis, Supertramp, Yes, Gentle Giant e Family difundiram o Rock progressivo.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Este período conhecido como "Segunda Invasão Britânica", começou por volta de 1983. Foi amplamente divulgado pela MTV, que apresentou ao público americano várias bandas inglesas como o Duran Duran, Def Leppard, A Flock of Seagulls, Thompson Twins, Eurythmics, Culture Club, Spandau Ballet e posteriormente Depeche Mode, Tears for Fears, OMD, Pet Shop Boys, The Cure e New Order, entre outros.[3] Tais grupos dominariam as paradas Estadunidenses sem, entretanto, conseguir igualar as marcas alcançadas pelos Beatles na década de sessenta.

A Inglaterra dos anos 80 tinha grandes representantes na New Wave (com The Police, Soft Cell, The Pretenders, Wham!), New Romantic (com Spandau Ballet, Duran Duran, Talk Talk, Culture Club, Adam and the Ants, entre outros), Synthpop (com Depeche Mode, Pet Shop Boys, Eurythmics, New Order, entre outros), heavy metal (com Black Sabbath, Iron Maiden, Def Leppard, Saxon e Motörhead), rock alternativo (com The Smiths, The Stone Roses, The Cure e Echo & the Bunnymen).

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

A invasão britânica nos anos 90 ficou conhecida como Britpop. Os representantes máximos desta nova onda de invasão foram o Oasis, Blur e Radiohead. Paralelamente ao rock, as Spice Girls conseguiram sucesso como um grande produto britânico, com álbuns e singles #1, turnês e produtos bastantes lucrativas na América, eram conhecidas como "Os Beatles de Saia".

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000, o Coldplay lançou seu primeiro álbum e pouco a pouco foi se firmando como um grande sucesso internacional.

Em maio de 2002, não havia nenhum artista britânico nas paradas de sucesso de compactos nos EUA; foi a primeira vez que isso aconteceu desde 1963.

Embora não exista atualmente uma onda de invasão britânica, muitos artistas britânicos conseguiram atingir o primeiro lugar nas paradas de sucesso mundial, como por exemplo James Blunt, Robbie Williams e McFLY.

Entre outros artistas britânicos contemporâneos a obter sucesso internacional, destacam-se Amy Winehouse (a qual é considerada a desencadeadora da invasão britânica dos anos 2000 ou nova invasão britânica),[4] Adele, Arctic Monkeys, Lily Allen, Klaxons, Kate Nash, Mika, M.I.A., Kaiser Chiefs, Mark Ronson e Muse.

Principais artistas da Invasão Britânica clássica (1964-1966)[editar | editar código-fonte]