New Order

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
New Order
O New Order no Fête de l´Humanité, próximo a Paris, em 2012
Informação geral
Origem Manchester, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Pós-punk
Synthpop
Dance rock
Dance music
Rock alternativo
New wave
Rock eletrônico
Dance alternativo
Período em atividade 1980 - 1993
1998 - 2007
2011 - atualmente
Gravadora(s) Factory Records, London Records
Afiliação(ões) Joy Division
Bad Lieutenant
Electronic
Monaco
The Other Two
Freebass
Página oficial Joy Division e New Order
Integrantes Bernard Sumner
Stephen Morris
Gillian Gilbert
Phil Cunningham
Tom Chapman
Ex-integrantes Peter Hook

New Order é uma banda inglesa de rock e música eletrônica formada em Manchester no ano de 1980 por Bernard Sumner (vocais, guitarra e sintetizadores), Peter Hook (baixo e sintetizadores) e Stephen Morris (bateria, bateria eletrônica e sintetizadores) - os membros remanescentes da banda pós punk Joy Division, após o suicídio do vocalista Ian Curtis - com a adição de Gillian Gilbert (guitarra, sintetizadores).

Embora as primeiras gravações do New Order soam muito parecidas com o Joy Division, em 1981, com o single "Everything's Gone Green", a banda desenvolveu sua sonoridade característica, que é descrita como uma síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica. O New Order é uma das bandas pioneiras da dance music eletrônica e foi a primeira banda a unir esse estilo musical com o rock, assim criando um novo estilo musical, que é conhecido como Dance Rock.[1]

A banda já vendeu mais de 20 milhões de álbuns. Seu maior hit, Blue Monday, é o single de 12 polegadas mais vendido de todos os tempos, tendo vendido mais de 3 milhões de cópias[2] . Tanto por sua música quanto por sua própria casa noturna inaugurada em 1982, The Haçienda, o New Order é um dos nomes mais influentes e revolucionários de todos os tempos no rock e na música eletrônica.

Em 2005, o New Order ganhou o prêmio "Godlike Genius" (pelo conjunto da obra) da NME Awards e junto ao Joy Division foi incluido no UK Music Hall of Fame. Inúmeros artistas admitem terem muita influência de New Order, como por exemplo: Pet Shop Boys, Moby, Chemical Brothers, Stone Roses, Happy Mondays, Smashing Pumpkins, Primal Scream, The Killers, 808 State, LCD Soundsystem e Arcade Fire[3] .

O New Order entrou em hiato entre 1993 e 1998, período o qual os membros participaram de vários projetos paralelos. A banda se reuniu em 1998, e em 2001 lançou Get Ready, seu primeiro álbum em oito anos. Em 2001, Phil Cunningham (guitarra, sintetizadores) substituiu Gilbert, que havia abandonado o grupo devido a compromissos familiares. Em 2007, Peter Hook deixou a banda devido a desentendimentos com Bernard e Stephen, assim o New Order novamente entrou em hiato. Em 2011 a banda retornou a ativa, com Gilbert de volta e Tom Chapman substituindo Hook no baixo.

História[editar | editar código-fonte]

Inicio e Movement[editar | editar código-fonte]

Formados no início da década de oitenta em Manchester, Inglaterra, o New Order era constituído inicialmente por três membros do Joy Division, cuja carreira foi prematuramente interrompida com o suicídio do vocalista Ian Curtis, em maio de 1980. Os membros remanescentes do Joy Division, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris decidiram continuar, apesar da tragédia, e optaram por mudar o nome para New Order, denominação que deveria passar a idéia de mudança e renascimento, mas que despertou suspeitas entre os jornalistas sobre as filiações políticas do grupo ("Nova Ordem" era o que Adolf Hitler pretendia impor à humanidade caso tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial). Entretanto, mais tarde o livro "24 Hour Party People", de Tony Wilson, revelou que o nome era uma referência ao Khmer Vermelho e foi sugerido pelo empresário da banda na época, Rob Gretton, após ter assistido na TV um documentário sobre a revolução no Camboja. Especula-se também que o nome poderia ter sido uma homenagem aos Stooges, embrionário grupo proto-punk, que foi uma grande influência no som da banda quando ainda se chamavam Joy Division. New Order foi o nome dado pelo guitarrista Ron Asheton ao seu novo conjunto depois do fim dos Stooges.

Em junho de 1980, Sumner, Hook e Morris fizeram a sua primeira gravação de estúdio acompanhados por Kevin Hewick. A faixa resultante desse trabalho, "Haystack", foi editada na coletânea From Brussels with Love. A canção foi uma das primeiras a fazer parte do novo material que o trio vinha compondo logo após a morte de Ian Curtis. Uma segunda música, "A Piece of Fate", também foi gravada com a participação de Hewick, mas este fonograma nunca viu a luz do dia. Kevin produziu esta faixa ao longo dos anos e ela foi lançada pelo cantor em 1993 com o nome "No Miracle". No mês seguinte, a banda faria algumas gravações no famoso estúdio da banda Cabaret Voltaire, o Western Works, em Sheffield, Inglaterra. As famosas Western Works Demos continham uma música que vinha sendo trabalhada ainda com o Joy Division ("Ceremony", que na demo aparece cantada por Stephen Morris) e, ainda, mais três faixas totalmente novas ("Truth", "Dreams Never End" e "Homage").

Após algumas apresentações ao vivo como trio, Gillian Gilbert (então namorada de Stephen Moriss e atualmente esposa) foi integrada à banda para tocar teclados e guitarra, enquanto Bernard Sumner se consolidava no posto de vocalista, ocasionalmente dividido com Peter Hook. Gillian fez sua primeira participação no grupo quando ainda se chamavam Joy Division: num concerto em Liverpool, por causa de um acidente em que Sumner feriu a mão, ela substituiu-o na guitarra.

O primeiro single do New Order, lançado em 1981, continha duas músicas escritas ainda nos tempos dos Joy Division, mas que ainda não tinham sido terminadas por causa da morte de Curtis: "Ceremony", que se tornou uma das canções de pós-punk mais influentes de todos os tempos e "In a Lonely Place". Em setembro do mesmo ano, pela Factory Records, editora independente que os abrigava desde 1978, lançam o compacto "Procession", que antecedeu o lançamento de Movement[4] , o primeiro álbum, em novembro. O álbum mostrou um estilo semelhante ao Joy Division (os temas sombrios, depressivos, e os arranjos atmosféricos), embora com mais sintetizadores.

Power, Corruption & Lies; Low-Life e Brotherhood[editar | editar código-fonte]

A banda em 1986

Durante os anos 80, rompendo as barreiras entre o rock e a música eletrônica, o New Order revolucionou ambos gêneros musicais.

Com influências de artistas como Giorgio Moroder, David Bowie e Kraftwerk, o álbum Power, Corruption & Lies[5] , de 1983, mostra de forma clara a nova e definitiva proposta pretendida pelo grupo: a síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica, que ja vinha se desenvolvendo desde os singles "Everything's Gone Green" de 1981, "Temptation" (que posteriormente teve uma versão incluída na trilha sonora do filme Trainspotting) de 1982 e "Blue Monday" (este último foi lançado dois meses antes de Power, Corruption And Lies). A essa altura o New Order ja era considerado um nome fundamental para o desenvolvimento da música eletrônica mundial e estava consolidado como pioneiro na união do rock com a dance music eletrônica, assim eles acabaram criando um grande estilo musical, o "Dance Rock". "PC&L" também marcou uma nova postura da banda em relação a lírica, Bernard Sumner agora compunha letras mais abstratas, num oposto ao lirismo desesperado de Ian Curtis. Os singles para 1983 foram "Blue Monday" e "Confusion". Ao final do ano, o New Order ja era reconhecido mundialmente como a maior banda independente do planeta, tendo sido a primeira banda independente inglesa a fazer sucesso mundial. No ano seguinte, lançaram mais dois grandes singles - "Thieves Like Us" e "The Perfect Kiss".

O álbum Low-Life[6] , de 1985, traz alguns sucessos da banda como "The Perfect Kiss" (que teve o clipe dirigido por Jonathan Demme) e "Love Vigillantes". É o único álbum da banda que inclui fotografias de seus membros, o que marcou uma aproximação maior da banda com seu público em relação aos anos anteriores.

O álbum Brotherhood.[7] , de 1986, traz uma das músicas de maior sucesso da banda, "Bizarre Love Triangle". Em 1986 eles também lançaram outros grandes singles - "States Of The Nation" e "Shellshock" (este último entrou na trilha sonora do filme "Pretty in Pink").

Blue Monday[editar | editar código-fonte]

Com 7 minutos e meio de duração, "Blue Monday" é o single de maior duração que já alcançou os tops britânicos e também um dos trabalhos independentes mais bem-sucedidos da história do Reino Unido. O single, junto com o álbum Power, Corruption & Lies, também marcou a mudança definitiva da sonoridade da banda, que deixou o post-punk puro herdado do Joy Division e entrou de cabeça na música eletrônica. É conhecido como um dos singles de 12 polegadas mais vendidos da história musical, mas a Factory não era membro da Indústria Fonográfica Britânica e, sendo assim, não puderam receber um disco de ouro. Apesar disso, a Companhia dos "Tops" do Reino Unido estima que as vendas ultrapassaram um milhão de cópias naquele país. [8] [9]

"Blue Monday" é considerada uma das músicas eletrônicas mais influentes de todos os tempos.[10] De ritmo four-on-the-floor, ela inovou por misturar o synthpop com influências da cena de clubes de Nova York da época. O produtor Arthur Baker, da tal cena, colaborou nos dois singles seguintes do New Order: "Confusion" e "Thieves Like Us". Blue Monday pode ser considerada como um "divisor de águas" na história da música, tendo definido a dance Music eletrônica.

Neil Tennant, vocalista do Pet Shop Boys (a dupla de maior sucesso do pop inglês), admitiu no documentário New Order Story, que ficou chocado ao ouvir Blue Monday pela primeira vez, pois a música antecipou o tipo de som que a dupla sonhava em fazer.[11]

Em 1988, Blue Monday é relançada com remix de Quincy Jones[12] (produtor de Thriller do Michael Jackson), chega ao primeiro lugar da Billboard Hot Dance Club Songs[13] e 3º lugar no Reino Unido.[14] Originalmente lançada apenas em single, "Blue Monday" e sua versão dub "The Beach" (lado B) foram definitivamente incorporadas às edições em CD (nos anos 1990) do álbum Power, Corruption & Lies, lançado pela banda no mesmo ano de 1983.

Substance e Technique[editar | editar código-fonte]

No verão de 1987 enquanto o grupo fazia turnê na América do Norte com os amigos Echo & the Bunnymen, foi lançado o seu disco mais famoso, a coletânea Substance[15] (no ano seguinte seria lançada uma coletânea do Joy Division com o mesmo nome). O disco contém todos os singles lançados até aquele momento. Músicas como Bizarre Love Triangle e Sub-Culture são as versões do single, diferentes das versões dos respectivos álbuns. A banda entrou, naquela época, em uma nova fase, com um som mais pop e limpo com singles como "True Faith" que colocou o grupo no Top Ten da parada americana de singles pela primeira vez e "Touched by the Hand of God".

O disco Technique[16] , de 1989, incorpora o então emergente Acid House ao rock eletrônico característico da banda e é considerado um retrato fiel do auge do Acid House, além de ter popularizado mundialmente o estilo. O disco representa o que havia de mais moderno na época e recebeu elogios rasgados da crítica do mundo inteiro. Foi o primeiro disco do grupo a chegar ao topo da parada de LPs no Reino Unido. Em 1989 o New Order fez uma turnê do álbum junto com o Public Image Ltd e The Sugarcubes nos Estados Unidos e Canadá, no que foi apelidado pela imprensa de "Monsters of Rock Alternativo Tour".

"World in Motion", primeiro single do New Order a alcançar #1 nas paradas britânicas, foi feito para a Seleção Inglesa de Futebol sob o nome de NewEnglandOrder e lançado em 1990 para a Copa do Mundo daquele ano, no videoclipe a seleção inglesa joga contra a seleção brasileira que está usando o segundo uniforme oficial (azul). Nesta mesma época Bernard Sumner formava a banda paralela Electronic com o guitarrista dos Smiths, Johnny Marr. Peter Hook também acabou formando um projeto paralelo chamado Revenge.

Republic e pausa[editar | editar código-fonte]

Republic[17] foi lançado em 1993 após a saída do New Order de sua gravadora, a Factory Records, é o álbum mais eletrônico do grupo e chegou no topo da parada de LPs no Reino Unido. O single "Regret" foi um grande hit no Reino Unido e nos Estados Unidos. Após esse disco, os integrantes pararam as atividades do New Order e cada um foi trabalhar em seus projetos paralelos: Bernard com o Electronic, Peter com o Revenge (ou Monaco) e os "outros dois", Steve e Gillian, formaram o The Other Two.

Em 1994 a coletânea (the best of) New Order[18] foi lançada com vários dos singles do Substance, mais algumas faixas mais recentes. No ano seguinte, lançaram a "segunda parte" desta coletânea, desta vez chamada (The Rest Of) New Order[19] , contendo antigos e novos remixes de suas músicas. Em 1998 a banda voltou à ativa e a tocar músicas do Joy Division como "Transmission" e "Atmosphere". Além disso, participou da trilha sonora do filme A Praia (The Beach, com Leonardo Di Caprio), com a música inédita "Brutal", que não aparece em nenhum outro registro da banda.

Get Ready e Waiting For The Siren's Call[editar | editar código-fonte]

Em 2001 a banda lançou o álbum Get Ready[20] e o que se notou foi uma grande mudança na parte músical, mais focada na guitarra do que nos teclados, como mostra os singles "Crystal" e "60 MPH". O disco contou com participações de dois grandes músicos que nunca esconderam sua admiração pelo New Order: Bobby Gillespie do Primal Scream, que participa da música "Rock the Shack" e Billy Corgan do Smashing Pumpkins, que além de participar da música "Turn My Way", participou da turnê do álbum. Phil Cunningham também se juntou a banda nessa turnê, em substituição de Gillian Gilbert que se recusou a turnê em favor de cuidar de seus filhos com Stephen Moriss.

Em 2005 a banda lançou Waiting for the Sirens' Call[21] , o primeiro com o novo membro Phil Cunningham e sem Gillian Gilbert. O álbum repete a formula do seu antecessor. Singles como "Jetstream" (que tem participação de Ana Matronic do Scissor Sisters) e "Krafty" foram muito bem recebidos. No mesmo ano a banda ganhou o prêmio God Like Genius da NME Awards e foi incluída junto com o Joy Division no UK Music Hall of Fame.

Em 2006 a banda passou em turnê pelo Brasil, com shows em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. No mesmo ano, a música "Guilt Is a Useless Emotion" concorreu ao Grammy Awards na categoria de melhor Gravação Dance. Peter Hook já afirmou que há músicas suficientes para um novo disco.

Suposto fim da banda e saída de Peter Hook[editar | editar código-fonte]

Em 2007 Peter Hook anunciou sua saída e o fim da banda. Após conflitos com Bernard e Stephen, que afirmam que a saída de Hook não significa o fim da banda, que continua em atividade.

O NewOrderOnline, site com suporte da banda, noticiou que de acordo com "uma fonte próxima da banda," "as notícias sobre o fim são falsas… O New Order continua a existir, ao contrário do que [Hook] diz […] Peter Hook pode sair, mas isso não significa o fim do New Order."[22]

Em 20 de Julho de 2007, Morris e Sumner noticiaram que o New Order continua a trabalhar sem Hook, expressando sua posição sobre o assunto do fim da banda. A nota oficial informa: "Após 30 anos em uma banda estamos muito desapontados que Hooky decidiu ir a público e anunciar unilateralmente que o New Order acabou. Nós esperávamos que ele conversasse conosco antes de qualquer coisa. Ele não fala pela banda toda, de qualquer forma, podemos apenas assumir que ele não quer mais fazer parte do New Order."[23]

Em 2009, Bernard Sumner junto com Phil Cunningham e Jake Evans formaram o Bad Lieutenant e convidaram Stephen Morris (do New Order), e os baixistas Alex James (do Blur) e Tom Chapman para tocarem no álbum de estréia da banda, Never Cry Another Tear, lançado em outubro de 2009, mas não são membros fixos.

O "novo" New Order[editar | editar código-fonte]

Em 2011, foi divulgado na internet que o New Order se reuniria novamente, porém sem Peter Hook, para dois concertos de caridade para arrecadar dinheiro para o tratamento médico de Michael Schamberg, produtor de grande parte dos vídeos da banda e amigo próximo dos integrantes, e que sofreria de uma grave doença. Para esta reunião, o "novo" New Order teria, além de Bernard Sumner e Stephen Morris, o guitarrista e tecladista Phil Cunningham (que havia sido oficialmente incorporado ao grupo na época de Waiting for the Sirens' Call e que também fazia parte do Bad Lieutenant), o baixista Tom Chapman (que também colaborou com o Bad Lieutenant gravando algumas músicas de Never Cry Another Tear e acompanhando o grupo em turnê) e ninguém menos que Gillian Gilbert, que estava de volta depois de mais de uma década. Os shows foram realizados em Bruxelas e em Paris, respectivamente nos dias 17 e 18 de outubro de 2011. As apresentações tiveram excelente recepção em termos de crítica e público, sobretudo porque o set list continha canções que haviam sido deixadas de ser tocadas há muito tempo, como "Age of Consent", "5-8-6", "Elegia" e "1963", e também porque a banda decidiu atualizar os arranjos de algumas músicas.

O atual baixista, Tom Chapman, em 2012

Na ocasião em que a reunião foi anunciada, Peter Hook, em entrevista concedida ao site "Spinner", reagiu mal à reunião do New Order e declarou que havia mais do que shows beneficentes nos planos do grupo. Os rumores lançados pelo baixista se mostraram verdadeiros imediatamente após os shows na Bélgica e na França: rapidamente vazaram pela internet as datas dos concertos seguintes: um em São Paulo (na edição Brasileira do Ultra Music Festival, dia 03 de dezembro de 2011), Santiago (05 de dezembro) e em Londres (10 de dezembro). No novo site da banda (newordernow.net), foi publicado um informe dizendo: "Após a bem documentada saída do baixista Peter Hook na primavera de 2007, o New Order é agora: Stephen Morris (bateria), Bernard Sumner (vocal, guitarra), Gillian Gilbert (teclado, guitarra), Phil Cunningham (guitarra, teclado), Tom Chapman (baixo)". Sumner, após o show em Paris, chegou a declarar que não descarta a possibilidade da nova formação do New Order lançar um disco de estúdio novo. Enquanto isso, Peter Hook está tentando frustrar os planos do ex-colegas com uma ação judicial e chegou a alegar que "New Order sem mim é como o Queen sem Freddie Mercury".

Pouco antes da polêmica sobre a volta do New Order, foi lançada uma nova coletânea, Total: From Joy Division to New Order, a primeira a trazer, num único CD, êxitos tanto do Joy Division como New Order como forma de mostrar ao público a transição entre estas duas fases da banda. Para a grande surpresa dos fãs, a coletânea continha uma faixa inédita, "Hellbent", que é uma sobra de estúdio do álbum Waiting for the Sirens' Call. Recentemente, Peter Hook anunciou que existem planos para o lançamento das demais sobras desse disco, porém sem data nem formato definidos para isso acontecer.

O esperado álbum com as sobras de Sirens chegou a ter seu lançamento anunciado para dezembro de 2011 e algumas lojas virtuais, como a Amazon, chegaram a disponibilizar para pré-venda uma edição deluxe LP + CD. No entanto, Lost Sirens, como vem sendo chamado este trabalho, teve seu lançamento adiado para o dia 19 de março de 2012 por razões até o momento desconhecidas. As oito faixas que fazem parte do disco são: "Stay With You", "Sugarcane", "Recoil", "Californian Grass (Doomy)", "Hellbent", "Shake It Up", "I Got a Feeling" e um novo mix de "I Told You So".

Fatos[editar | editar código-fonte]

Algumas canções do Joy Division, como "She's Lost Control", "As You Said" "Isolation", "Something Must Break", "These Days" entre outras já introduziam experimentações eletrônicas, antecipando os caminhos que mais tarde seriam seguidos pelo New Order. Ian Curtis foi quem apresentou Bernard, Peter e Stephen, ainda no Joy Division, ao rock eletrônico do Kraftwerk, ao Krautrock, à trilogia pop-eletrônica de David Bowie (os álbuns "Low", "Heroes" e "Lodger") e aos trabalhos de Brian Eno. Portanto, pode-se dizer que a faceta eletrônica do New Order já havia nascido virtualmente no Joy Division. Porém, a faceta dançante do New Order nasceu em seu trabalho como New Order mesmo.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A banda The Killers tirou seu nome a partir da banda fictícia que aparece no videoclipe da música "Crystal" do álbum Get Ready. O nome está escrito no bumbo.
  • O vocalista Bernard Summer tem um projeto paralelo juntamente com Johnny Marr, guitarrista dos Smiths, chamado Electronic, com a colaboração dos Pet Shop Boys em seu primeiro álbum, lançado em 1991, e no single "Disappointed", de 1994, cuja letra é cantada exclusivamente por Neil Tennant, vocalista dos PSB. Karl Bartos, que integrou o Kraftwerk, participou do álbum Raise the Pressure em 1996. O baixista Peter Hook também tem seu projeto, no começo chamado de Revenge (uma "vingança" contra o projeto de Sumner) e depois de Monaco. Na década de 1990, Stephen e Gillian formaram o The Other Two, ironizando o fato deles serem os "outros dois" do New Order.
  • O vocalista Bernard Sumner fez várias colaborações a bandas inglesas, como: Chemical Brothers (vocal, guitarra e produção na música "Out Of Control"), Primal Scream (guitarra na música "Speed ​​Atire Mate Light"), Hot Chip (vocal e produção na música "I Didn't Know What Love Was"), 808 State (vocal na música "Spanish Heart"), Happy Mondays (produção na música "Freaky Dancin"), Section 25 (vocal nas músicas "Inspiration" e "Looking from the Hilltop") e A Certain Radio (vocal na música "Good Together").
  • Atualmente, Bernard Sumner participa da banda Bad Lieutenant, cujo único álbum foi lançado em 2009, chamado Never Cry Another Tear.
  • O baixista Peter Hook produziu a música de maior sucesso de seus conterrâneos Stone Roses, Elephant Stone (1988).
  • A boate e casa de shows da banda, a Hacienda, foi o clube mais famoso do mundo nos anos 90.[24]
  • A história da banda pode ser vista no documentário New Order Story (1993), lançado em DVD no Brasil, com legendas em português, e também nos filmes: 24 Hour Party People, de Michael Winterbottom (cujo título em português é A Festa Nunca Termina, 2002), que conta a história de sua lendária gravadora independente Factory Records, abrangendo bandas como Joy Division e New Order, Happy Mondays, A Certain Ratio e Durutti Column; as origens do New Order podem ser vistas no filme Control (2007), de Anton Corbijn, baseado no livro de memórias Touching From A Distance, da viúva de Ian Curtis, Deborah Curtis, e também no documentário Joy Division (2007), ambos sem edição brasileira.

Discografia[editar | editar código-fonte]

EPs[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Radio One Sessions[editar | editar código-fonte]

Ao vivo[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://jam.canoe.ca/Music/Artists/N/New_Order/2001/05/23/748139.html
  2. http://www.neworderonline.com/Common/Topic.aspx?Topic=Article031
  3. http://musicbloodline.info/artist/MN0000334193/spotify
  4. New Order - Movement > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  5. New Order - Power, Corruption and Lies > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  6. New Order - Low-Life > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  7. New Order - Brotherhood > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  8. http://www.allmusic.com/song/t1003217
  9. Petridis, Alexis. "An indie label releases Blue Monday, the biggest selling 12-inch single ever | Music | The Guardian", The Guardian, GMG, 14 June 2011. Página visitada em 8 July 2011.
  10. Skrufff.com’s Top 50 Most Influential Dance Tracks Ever (em Inglês). Skrufff.com. Página visitada em 15 de maio de 2012.
  11. http://www.digital60.org/media/interview_tony_wilson/transcript.html
  12. Quincy Jones: ""Blue Monday" and Q's Manchester ties"
  13. Billboard Dance/Club Play Songs: Blue Monday' 88 (em Inglês). Billboard.com. Página visitada em 11 de agosto de 2012.
  14. The Official UK Charts: Blue Monday' 88 (em Inglês). The Official UK Charts. Página visitada em 11 de agosto de 2012.
  15. New Order - Substance > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  16. New Order - Technique > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  17. New Order - Republic > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  18. New Order - (The Best Of) New Order > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  19. New Order - (The Rest Of) New Order > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  20. New Order - Get Ready > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  21. New Order - Waiting for the Sirens' Call > Allmusic (em Inglês). Allmusic. Página visitada em 29 Julho 2011.
  22. NewOrderOnline.com (2007-05-17). New Order did not split. Página visitada em 2007-05-18.
  23. New Order to carry on without Peter Hook? (2007-07-20).
  24. http://archives.cnn.com/2001/SHOWBIZ/Music/01/08/wb.hacienda/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]