Kraftwerk

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde novembro de 2012).
Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Kraftwerk
A banda em concerto, 2004.
Kraftwerk em concerto na Suécia, 2004.
Informação geral
Origem Düsseldorf, Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha
Gênero(s) Krautrock (inicialmente)
Música experimental
Música eletrônica
Synthpop
Período em atividade 1970 – atualmente
Gravadora(s) Kling Klang (Alemanha)
Capitol (Estados Unidos)
Afiliação(ões) Organisation
Neu!
Karl Bartos
Wolfgang Flür
Página oficial www.kraftwerk.com
Integrantes Ralf Hütter
Fritz Hilpert
Henning Schmitz
Falk Grieffenhagen
Ex-integrantes Florian Schneider
Wolfgang Flür
Karl Bartos
Klaus Roeder
Michael Rother
Klaus Dinger

Kraftwerk (pronúncia em alemão: [ˈkʀaftvɛɐk], usina de energia) é um influente grupo musical alemão de música eletrônica. O grupo foi formado por Ralf Hütter e Florian Schneider em 1970, em Düsseldorf e liderado por ambos até a saída de Schneider, em 2008. A formação mais conhecida, duradoura e bem sucedida foi aquela que se consolidou entre 1975 e 1987 e que incluía os percussionistas Wolfgang Flür e Karl Bartos.[1]

Considerado por alguns como tão influentes quanto os Beatles por sua participação na música popular da segunda metade do século XX[2] , as técnicas introduzidas e os equipamentos desenvolvidos pelo Kraftwerk são lugar-comum na músical atual e o grupo é geralmente tido como precursor de toda a dance music moderna de modo geral[3] . Suas letras, por vezes cantadas através de um vocoder ou geradas sinteticamente, ainda que minimalistas, geralmente lidam com temas relacionados à vida urbana e à tecnologia pós-guerra.[1]

História[editar | editar código-fonte]

1976

O Kraftwerk foi fundado em 1970 por Florian Schneider-Esleben (flauta) e Ralf Hütter (teclado) no seu estúdio Kling Klang, na cidade de Düsseldorf, Alemanha. Conheceram-se quando estudavam no Conservatório de Düsseldorf no final dos anos 60, participando da cena experimental da música da época, o movimento posteriormente intitulado krautrock.[1]

As primeiras formações da banda, entre 1970 e 1974, eram bastante rotativas, com Hütter e Schneider trabalhando com vários outros músicos para gravar quatro álbuns e se apresentar algumas vezes. Entre os participantes destacam-se o guitarrista Michael Rother e o baterista Klaus Dinger, que deixaram a banda para formar o Neu!.[1]

A participação, experiência e influência do produtor Konrad "Conny" Plank foram também significativas. Trabalhou com bandas como Can, Neu!, Cluster, e, como resultado do seu trabalho com os Kraftwerk, o seu estúdio localizado em Colónia tornou-se num dos mais requisitados no final dos anos 70. Plank produziu os primeiros quatro álbuns da banda, mas parou de trabalhar com os Kraftwerk depois do sucesso comercial de Autobahn, aparentemente devido a disputas com contratos da banda.

Emil Schult tornou-se num colaborador regular do grupo no início de 1973, originalmente tocando baixo e violino, produzindo material visual da banda e letras e os acompanhando em digressões.

Após vários álbuns experimentais, o sucesso da banda veio em 1974 com o álbum Autobahn, e a sua faixa homônima de 22 minutos. A canção foi um hit mundial, demonstrando a grande relação da banda com sintetizadores e outros instrumentos electrónicos. Este álbum foi seguido por uma trilogia de álbuns que influenciou bastante a música popular posterior: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1978).[4]

Em 1975 formou-se o que ficou conhecido como a formação clássica do Kraftwerk, para a digressão de Autobahn. Juntaram-se a Hütter e Schneider Wolfgang Flür and Karl Bartos como percussionistas electrónicos.

Depois de anos sem apresentações ao vivo, os Kraftwerk iniciaram digressões novamente no final dos anos 90. Ralf queria tocar cada vez mais, mas a dificuldade em transportar os equipamentos analógicos limitou as viagens para fora da Europa. Após a saída de Flür e Bartos, vários outros músicos, como Fritz Hilpert e Henning Schmitz apareceram na formação dos Kraftwerk.[4]

Em meados de 1999, as gravações originais de Tour de France foram finalmente lançadas em CD, indicando um reinício das actividades da banda. O single Expo 2000, a primeira nova música em treze anos, foi lançado em Dezembro do mesmo ano, e posteriormente remisturado por bandas de música electrónica como Orbital.[4]

Em 2000, o ex-membro Flür publicou uma autobiografia na Alemanha, Kraftwerk: I Was a Robot, revelando vários novos detalhes sobre a vida da banda. Hütter e Schneider mostraram, no entanto, hostilidade à obra.[4]

Em Agosto de 2003, a banda lançou Tour de France Soundtracks, o primeiro álbum desde Electric Café, de 1986. Em Junho de 2005, a banda lançou um álbum ao vivo, Minimum-Maximum, que foi compilado de apresentações da banda durante a digressão europeia no início de 2004, recebendo várias críticas positivas. A maioria das faixas consistia em remodelagens de antigas faixas de estúdio. O álbum foi galardoado com o Grammy para melhor álbum de música electrónica. Juntamente com o CD, foi lançado um DVD que contém vários vídeos de apresentações em várias localidades no mundo.[5]

Após o fim de uma série de shows em Março de 2009, chegando a fazer mais um no Brasil[6] , o Kraftwerk iniciou outra série de concertos utilizando, em parte, tecnologia 3D.

Em 2011 depois de um tempo ocioso, o Kraftwerk anunciou uma video-instalação em Munique[7] , com shows acompanhados de projeções completamente em 3D e algumas obras jamais tocadas ao vivo. Já em 2012, após um concerto em Miami, no Ultra Music Festival, o grupo fez uma série de shows no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA)[8] . Nessa série de shows, chamada de “Kraftwerk 1 2 3 4 5 6 7 8″, foram reproduzidos ao vivo, oito dos discos que mais fizeram a fama do grupo, dando atenção especial a qualidade de som e projeção. De surpresa, o grupo também fez uma espécie de "resumo" desses concertos no Sónar SP, substituindo a cantora Björk[9] .

Atualmente o integrante Stefan Pfaffe foi substituido pelo Engenheiro de Som e Vídeo Falk Grieffenhagen[10] , fez dois shows e duas retrospectivas: em Düsseldorf (Alemanha)[11] , Inglaterra[12] e agora fará no Japão, em Sydney[13] e pequenas turnês pelo Oriente e Europa.

Saída de Florian Schneider[editar | editar código-fonte]

No dia 5 de Janeiro de 2009, Florian Schneider anunciou a sua saída do Kraftwerk. Schneider era o penúltimo integrante da formação original da banda, da qual também foi um dos fundadores, onde permaneceu por mais de 30 anos.

Florian não se apresentava com o Kraftwerk desde a turnê nos EUA de Abril de 2008, e foi substituído nesses shows por Stefan Pfaffe (antigo colaborador da banda). Da formação original restou apenas Ralf Hütter[4] .

Membros[editar | editar código-fonte]

2013 in Düsseldorf

Atuais[editar | editar código-fonte]

Anteriores[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Registros em estúdio com composições originais:

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Box Sets[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

  • 1973 - Kohoutek-Kometenmelodie
  • 1974 - Autobahn/Morgenspaziergang
  • 1975 - Radioaktivität/Antenne (em inglês, Radioactivity/Antenna)
  • 1977 - Trans-Europa Express (em inglês, Trans-Europe Express)
  • 1977 - Schaufensterpuppen/Les Mannequins (versões alemã e francesa de Showroom Dummies)
  • 1978 - Spacelab (Edit) (3.37)/The Robots (Edit) (3.48) - Brasil (7")
  • 1978 - Spacelab (5.51)/The Model (3.38) - Brasil (7")
  • 1978 - Die Roboter (em inglês, The Robots
  • 1978 - Das Modell (em inglês, The Model)
  • 1978 - Neonlicht (em inglês, Neon Lights)
  • 1978 - Pocket Calculator/Computerworld - Brasil (7")
  • 1978 - Homecomputer - Brasil (7")
  • 1981 - Computerwelt (em inglês, Computer World)
  • 1981 - Computerliebe (em inglês, Computer Love)
  • 1981 - Taschenrechner/Dentaku (versões alemã e japonesa de Pocket Calculator)
  • 1981 - Mini Calculateur (versão francesa de Pocket Calculator)
  • 1983 - Tour de France
  • 1986 - Der Telefon Anruf (em inglês, The Telephone Call)
  • 1986 - Musique Non-Stop
  • 1991 - Die Roboter (mixada) (em inglês, The Robots)
  • 1991 - Radioaktivität (mixada) (em inglês, Radioactivity)
  • 1999 - Expo 2000
  • 2000 - Expo Remix
  • 2003 - Tour de France 2003
  • 2004 - Aéro Dynamik
  • 2007 - Hot Chip Remixes

Compilações e remisturas (remixes)[editar | editar código-fonte]

  • 1972 - Kraftwerk (2LP - compilação - UK)
  • 1973 - Kraftwerk 1 (compilação dos álbuns Kraftwerk 1 e Ralf and Florian - Italia)
  • 1974 - Exceller 8 (compilação)
  • 1974 - Highrail (compilação)
  • 1974 - Doppelalbum (2LP - compilação - Alemanha)
  • 1974 - Kraftwerk 2 (compilação dos álbuns Kraftwerk 2 e Autobahn - Italia)
  • 1976 - Collection Atout (compilação - França)
  • 1981 - Elektro Kinetik (compilação)
  • 1991 - The Mix (álbum de misturas)
  • 1992 - The Model (CD - compilação - EUA)
  • 1994 - Three Original - Capitol Years (3CD - compilação - EUA)

Compilações e remisturas não oficiais[editar | editar código-fonte]

  • 1992 - The Remix - Gravadora Smurf[15]

DVDs[editar | editar código-fonte]

  • 2005 - Minimum-Maximum (DVD duplo)
  • 2006 - Notebook (caixa contendo DVD duplo e CD duplo, com as mesmas gravações de Minimum-Maximum)

Álbuns não-oficiais (Bootleg)[editar | editar código-fonte]

  • 1975 - Kometenmelodie (ao vivo no Sartorysäle, em Köln, Alemanha, no dia 22 de Março de 1975)
  • 1990 - Return Of The Mensch-Maschine (ao vivo no teatro Tivoli, em Bolonha, Itália, no dia 7 de Fevereiro de 1990)
  • 1991 - Hyper Cerebal Machine (ao vivo no teatro Apollo, em Firenze, Itália, no dia 19 de Maio de 1981)
  • 1992 - Virtu Ex Machina (ao vivo no Nakano Sun Plaza, em Tóquio, Japão, no dia 7 de Setembro de 1981)
  • 1995 - Toccata Electronica (mixagens externas, versões de singles e músicas raras)
  • 1996 - Oriental Computer (ao vivo no Nagoya Shi Koukai Do, em Nagoya, Japão, no dia 13 de Setembro de 1981)
  • 1997 - Kling Und Klang (um resumo do concerto no teatro Rolling Stone, em Milão, Itália, no dia 17 de Novembro de 1991)
  • 1997 - Tribal Gathering (músicas ao vivo no festival Tribal Gathering, em Luton, Inglaterra, no dia 24 de Maio de 1997 e mixagens externas)
  • 1998 - Concert Classics (ao vivo no Ebbet's Field, em Denver, Estados Unidos, no dia 20 de Maio de 1975)
  • 1998 - The Warfield Theatre Soundboard (ao vivo no teatro Warfield, em San Francisco, Estados Unidos, no dia 07/16/1998)
  • 1998 - Tour de Rio (ao vivo Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 16 de Outubro de 1998)
  • 2001 - Ananas Symphonie (ao vivo no Beggar's Baquet Club, em Louisville, Estados Unidos, no dia 13 de Abril de 1975)
  • 2004 - At The Cirkus (ao vivo no Cirkus, em Estocolmo, Suécia, no dia 10 de Fevereiro de 2004)
  • 2004 - Music & Arts (ao vivo no 5° festival Coachella Arts & Music, em Indio, Estaods Unidos, no dia 1 de Maio de 2004)
  • 2006 - Vitamin Roboter (ao vivo no festival Summer Of Love, em Pardubice, República Tcheca, no dia 19 de Agosto de 2006)
  • 2007 - K4 Bremen Radio (ao vivo no Gondel Kino, em Bremen, Alemanha, no dia 25 de Junho de 1971)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Categoria no Commons