Judy Garland

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Judy Garland
Judy Garland no filme Lily, A Teimosa de 1943.
Nome completo Frances Ethel Gumm
Outros nomes Frances Ethel Gumm Minnelli

Frances Ethel Gumm Rose, Frances Ethel Gumm Luft, Frances Ethel Gumm Herron, Frances Ethel Gumm Deans

Nascimento 10 de junho de 1922
Grand Rapids, Minnesota
Nacionalidade Povo dos Estados Unidos norte-americana
Morte 22 de junho de 1969 (47 anos)
Londres, Reino Unido
Ocupação Atriz e cantora
Cônjuge David Rose (1941-1944)
Vincente Minnelli (1945-1951)
Sidney Luft (1952-1965)
Mark Herron (1965-1967)
Mickey Deans (1969)
Tony Award
Tony Award Icon.svgTony Awards Especial
1952
Prêmios Globo de Ouro
Golden Globe Awards Melhor atriz em filme dramático
1954 - A Star Is Born
Prémio Cecil B. DeMille
1962 - Prêmio honorário
Outros prêmios
Óscar Juvenil
1940
Grammy Award Icon.png Grammy Lifetime Achievement Award

1997

IMDb: (inglês) (português)

Judy Garland, nome artístico de Frances Ethel Gumm (Grand Rapids, 10 de junho de 1922 - Londres, 22 de junho de 1969), foi uma atriz americana considerada por muitos uma das maiores estrelas cantoras da "Era de Ouro" de Hollywood dos filmes musicais.[1]

Respeitada por sua versatilidade, ela recebeu o Óscar Juvenil, um prêmio especial em reconhecimento pela sua atuação em O Mágico de Oz e Babes in Arms na 12ª Edição do Óscar, que aconteceu em 1940, ganhou um Golden Globe em 1954 por A Star Is Born[2] , foi a primeira mulher a receber o Prémio Cecil B. DeMille em 1962[3] pelo conjunto da obra na indústria cinematográfica, bem como um prêmio Grammy Lifetime Achievement Award em 1997[4] e um Tony Award Especial em 1952[5] .

Apesar de seus triunfos profissionais, Judy lutou com vários problemas pessoais ao longo de sua vida. Insegura com sua aparência, seus sentimentos foram agravados por executivos de cinema que disseram que ela era feia e com sobrepeso. Tratada com medicamentos para controlar seu peso e aumentar a sua produtividade, Judy suportou décadas de uma longa luta contra o vício[6] . Ela era atormentada por uma instabilidade financeira, muitas vezes devendo centenas de milhares de dólares em impostos atrasados, e seus primeiros quatro de cinco casamentos terminaram em divórcio. Ela tentou o suicídio em várias ocasiões. Judy morreu de uma overdose acidental aos 47 anos, deixando duas filhas, Liza Minnelli, Lorna Luft e o filho Joey Luft.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Infância e início da vida[editar | editar código-fonte]

Nascida Frances Ethel Gumm, em Grand Rapids, Minnesota, Judy Garland era a filha mais nova de Francis Avent Gumm (20 de março de 1886 - 17 de novembro de 1935) e Ethel Marion Milne (17 de novembro de 1893 - 5 de janeiro de 1953). Seus pais se estabeleceram em Grand Rapids para atuar no teatro.

A ascendência de Judy em ambos os lados de sua família pode ser rastreada até o Período colonial dos Estados Unidos. Seu pai era descendente da família Marable da Virgínia e sua mãe de Patrick Fitzpatrick, que emigrou para os Estados Unidos na década de 1770, em Brooklyn, condado de Meath, Irlanda.

Batizada, em uma Igreja Episcopal local, Baby (como Frances foi chamada por seus pais e irmãs) compartilhava o dom de sua família para a música e dança, fazendo sua primeira aparição com dois anos e meio de idade, quando se juntou a suas duas irmãs mais velhas, Mary Jane Suzy Gumm (1915-64) e Dorothy Virgínia Jimmie Gumm (1917-77), sobre a palco do teatro do pai durante um show de Natal, e cantou um coro de Jingle Bells.[7] Acompanhada por sua mãe ao piano, o show The Sisters Gumm continuou durante mais alguns anos, sendo realizado sempre no mesmo local.

Após rumores de que Frank Gumm assediou sexualmente alguns funcionários do seu teatro, a família mudou-se para Lancaster, Califórnia, em junho de 1926.[8] Frank comprou outro teatro em Lancaster e Ethel, atuando como sua gerente, começou a trabalhar para colocar suas filhas em filmes.

The Gumm Sisters[editar | editar código-fonte]

The Gumm Sisters, da esquerda para direita Mary Jane, Frances Ethel (Judy Garland) e Dorothy Virginia Gumm

Em 1928, como as The Gumm Sisters matricularam-se em uma escola de dança dirigida por Ethel Meglin, proprietária do grupo de dança Meglin Kiddies. As irmãs apareceram com a trupe de seu show anual de Natal.[9] Foi através do Meglin Kiddies que Judy e suas irmãs fizeram sua estreia no cinema, em 1929, em Revue Big. Isso foi seguido por apresentações em dois curtos vitaphones (processo de gravação da banda sonora num disco que posteriormente era sincronizado quando da exibição do filme) no ano seguinte, Holiday in Storyland e The Wedding of Jack and Jill. Elas, a seguir, apareceram juntas em Bubbles. A última aparição na tela do The Sisters Gumm veio em 1935, em outro curta intitulado La Fiesta de Santa Barbara.[10]

Em 1934, as irmãs, que até então tinham viajado pelo circuito de vaudeville como The Gumm Sisters por muitos anos, apresentaram-se em Chicago, no Teatro Oriental, com George Jessel. Ele incentivou o grupo a escolher um nome mais atraente depois que o nome "Gumm" foi recebido com risos da plateia. The Garland Sisters foi escolhido e Frances mudou seu nome para "Judy" logo depois, inspirada por uma canção popular de Hoagy Carmichael.

Várias histórias persistem em relação à origem do nome Garland. Uma é que foi criada por Jessel após ver a personagem Carole Lombard, de Lily Garland, no filme Twentieth Century, que passou no Oriental; outra é que o trio escolheu o sobrenome por causa do crítico Robert Garland. A filha de Judy, Lorna Luft, declarou que a mãe escolheu o nome quando Jessel anunciou que o trio de cantores "parecia mais bonito do que uma grinalda de flores". Outra variação surgiu quando Jessel foi convidado do programa de televisão de Judy em 1963. Ele alegou que a atriz Judith Anderson enviou um telegrama contendo a palavra "Garland" (grinalda) e ela ficou na sua mente.

No final de 1934, o Gumm Sisters havia mudado seu nome para Garland Sisters, Frances mudou seu nome para Judy, inspirada numa canção de Hoagy Carmichael.[11] Em agosto de 1935 elas se separam quando Suzanne Garland decidiu se casar com o músico Lee Kahn, indo para Reno, Nevada.

Em 16 de novembro de 1935, em meio à preparação para uma apresentação de rádio no Chateau Shell Hour, Judy soube que seu pai, que tinha sido hospitalizado com meningite, havia piorado. Frank Gumm morreu na manhã seguinte, em 17 de novembro. A canção de Judy para o Chateau Shell Hour foi sua primeira apresentação profissional com Zing! Went the Strings of My Heart, uma canção que se tornaria um padrão em muitos de seus concertos.

Contratada pela Metro-Goldwyn-Mayer[editar | editar código-fonte]

Louis B. Mayer solicitou que Busby Berkeley fosse ao Teatro Orpheum para assistir ao espetáculo das The Gumm Sisters e relatar suas impressões sobre o grupo. Depois, Judy e sua mãe foram levadas ao estúdio para uma entrevista com Louis B. e Busby Berkeley. Em 1935, Garland assinou um contrato com a Metro-Goldwyn-Mayer, supostamente sem um teste de tela, mas ela fez um teste para o estúdio há vários meses. A princípio não souberam como encaixar ela em alguma produção, pois como aos 13 anos ela era mais velha do que uma estrela infantil tradicional, mas muito jovem para papéis adultos. Sua aparência física criou um dilema para a MGM. Com pouco mais de 1,51 metros de altura sua doçura não refletia a personalidade das protagonistas da época. Ela era consciente e preocupada com sua aparência."Judy veio da escola Metro de belezas do tipo real, como Ava Gardner, Lana Turner e Elizabeth Taylor", disse Charles Walters, que a dirigiu em vários filmes. "Judy era uma máquina de fazer dinheiro na época, um grande sucesso, mas era o patinho feio ... acho que isso teve um efeito muito prejudicial no seu emocional por um longo tempo. Acho que durou para sempre, realmente." sua insegurança foi agravada pela atitude do chefe de estúdio Louis B. Mayer, que se referiu a ela como sua "pequenina corcunda".[12] Durante seus primeiros anos no estúdio, ela foi fotografada e vestida com roupas simples ou babados vestidos juvenis e trajes para coincidir com a imagem de uma garota comum. Foram feitos para ela moldes removíveis para seus dentes e um modelador nasal.[13]

Ela desempenhou várias funções no estúdio e acabou como a antagonista de Deanna Durbin, no musical Every Sunday. O filme contrasta o seu alto alcance vocal[14] com a soprano lírico Durbin e serviu como um teste de tela adicional para a dupla, como os executivos do estúdio estavam questionando a necessidade de ter duas cantoras no plantel, Mayer estudou a situação e quando decidiu manter as duas atrizes Durbin havia já tinha assinado com a Universal Studios.[15]

Em 16 de novembro de 1935, em meio à preparação para uma apresentação de rádio no Chateau Shell Hour, Judy soube que seu pai, que tinha sido hospitalizado com meningite, havia piorado. Frank Gumm morreu na manhã seguinte, em 17 de novembro. A canção de Judy para o Chateau Shell Hour foi sua primeira apresentação profissional com Zing! Went the Strings of My Heart, uma canção que se tornaria um padrão em muitos de seus concertos.[16]

Garland chamou a atenção de executivos do estúdio cantando um arranjo especial de You Made Me Love You (Eu Não Quero Fazer Isso) para Clark Gable em uma festa de aniversário realizada pelo estúdio para o ator. Sua interpretação foi tão bem vista que ela cantou a música no Broadway Melody of 1938 (1937), cantando para uma fotografia dele.[17]

MGM usou uma fórmula de sucesso ao formar um par entre Garland e Mickey Rooney em uma sequência de musicais de menor expressão. A dupla apareceu pela primeira vez juntos em um Filme B de 1937 chamado Thoroughbreds Don't Cry como personagens de apoio. Judy foi então colocada no elenco do filme Love Finds Andy Hardy . Eles atuaram pela primeira vez como personagens principais no filme Babes in Arms. Estrelaram juntos outros cinco filmes, incluindo mais dois da sequência de Andy Hardy.

Para acompanhar o ritmo frenético de fazer um filme atrás do outro, Garland, Rooney e outros jovens artistas constantemente consumiam anfetaminas, bem como barbitúricos para dormir. Para Garland, esta dose regular de drogas levou ao vício e uma luta ao longo da vida, contribuindo para sua morte. Mais tarde, ela se ressentiu da agitada agenda ao mesmo tempo que via sua juventude passar, tendo o sentimento de que fora roubada dela pela MGM. Apesar do sucesso na carreira, os prêmios, elogios da crítica e sua capacidade de lotar salas de exibição em todo o mundo, ela foi atormentada durante toda a sua vida com pela baixo auto-estima exigindo constante reafirmação de que ela era talentosa e atraente[18] .

O Mágico de Oz[editar | editar código-fonte]

Em 1938, na época com dezesseis anos, Judy conseguiu o papel principal de Dorothy Gale no filme O Mágico de Oz, em que ela cantou a música com a qual ela sempre seria identificada, Over the Rainbow.

Embora os produtores Arthur Freed e Mervyn LeRoy quisessem Judy desde o início, o chefe do estúdio, Mayer, tentou primeiro conseguir Shirley Temple, da 20th Century Fox, que recusou a proposta. Deanna Durbin foi sondada em seguida, porém como não tinha disponibilidade para o papel, o mesmo foi entregue a Garland.[19]

A princípio ela iria utilizar uma peruca loira para a personagem, mas Freed e LeRoy decidiram contra isso na hora de filmar. Seu vestido azul de algodão foi escolhido por seu efeito de indefinição sobre sua figura, fazendo aparentar mais jovem.[20]

A filmagem começou em 13 de outubro de 1938[21] e foi concluída em 16 de março de 1939[22] , com um custo final de mais de 2 milhões de dólares.[23] A partir da conclusão das filmagens, A MGM manteve Judy ocupada com turnês promocionais e as filmagens de Babes in Arms. Garland e Mickey Rooney foram enviados em uma turnê promocional através do país, que culminou em 17 agosto com a New York City Priemiere no Teatro Capitólio, que incluía cinco shows por dia[24] .

O Mágico de Oz foi um tremendo sucesso de crítica, mas, com seu alto orçamento e custo promocional, estimado em cerca de 4 milhões de dólares, juntamente com a baixa receita gerada pela bilheteria, o filme não teve lucro até que foi relançado em 1940[25] .

Estrelato adulto[editar | editar código-fonte]

Em 1940, ela estrelou três filmes: Andy Hardy Meets Debutante, Strike Up the Band e Little Nellie Kelly. No último filme, Garland interpretou seu primeiro papel de adulto, um duplo papel de mãe e filha. Nellie Kelly foi adquirida de George M. Cohan como um meio de avaliar seu apelo de audiência como sua aparência física. O papel foi um desafio para ela, exigindo o uso de um acento, seu primeiro beijo adulto e a única cena de morte de sua carreira.[26] O sucesso destes três filmes somados aos gravados em 1941, garantiu sua posição como maior estrela da MGM.

Durante esse tempo, Judy experimentou seus primeiros romances adultos sérios. O primeiro foi com o músico Artie Shaw. Garland era profundamente dedicada a Shaw e ficou devastada no início de 1940, quando ele fugiu com Lana Turner.[27] Judy começou um relacionamento com o músico David Rose e quando completou 18 anos, Rose deu-lhe um anel de noivado. O estúdio interveio porque ele ainda era casado na época com a atriz e cantora Martha Raye. O casal concordou em esperar um ano para permitir o divórcio entre Rose e Raye e se casaram em 27 de julho de 1941.[28] Ela estava visivelmente mais magra em seu próximo filme, For Me and My Gal, ao lado de Gene Kelly em sua primeira aparição nas telas de cinema. Garland ficou no topo dos créditos pela primeira vez e, efetivamente, fez a transição de estrela adolescente a atriz adulta.

Com 21 anos, deu um toque de glamour em Presenting Lily Mars, no qual ela usava vestidos adultos. Seu brilhante cabelo estava puxado para cima de forma elegante. No entanto, não importa o quão glamourosa ou bonita ela aparecesse na tela ou em fotografias, ela nunca estava confiante em sua aparência e nunca escapou da imagem de garota comum que tinha sido criada para ela.[29]

Um dos mais bem sucedidos filmes da atriz pela MGM foi Meet me in St. Louis de 1944, em que ela apresentou três canções: The Trolley Song, The Boy Next Door e Have Yourself a Merry Little Christmas. Vincente Minnelli foi designado para dirigir esse filme e pediu que a maquiadora Dorothy Ponedel fosse atribuída a Garland para melhorar sua imagem. Ponedel refinou a aparência de Judy de diversas maneiras, incluindo a ampliação e remodelação das sobrancelhas, mudando seu cabelo, modificando sua linha de lábio e retirando seu modelador nasal. Judy gostou dos resultados, tanto que Ponedel foi incluída no seu contrato para realizar todas as suas fotos na MGM. Durante as filmagens de Meet me in St. Louis, depois de alguns conflitos iniciais entre eles, Minnelli e Garland começaram um relacionamento. Eles casaram em 15 de junho de 1945 e em 12 de março de 1946 sua filha Liza Minnelli nasceu.[30]

The Clock (1945) foi o seu primeiro filme dramático, ao lado de Robert Walker. Embora o filme tenha sido elogiado pela crítica e obtivesse muito lucro, a maioria dos fãs do filme esperava que ela cantasse. Demorariam alguns anos até que ela atuasse novamente em outro filme que não fosse musical.

Outros filmes famosos dela nos anos 1940 incluem The Harvey Girls (1946), no qual ela cantou a música vencedora do Óscar, On the Atchison, Topeka e Santa Fé e The Pirate de 1948.

Deixando a MGM[editar | editar código-fonte]

Durante as filmagens de The Pirate, em abril de 1947, Judy sofreu um colapso nervoso e foi colocada em um sanatório privado.[31] Ela foi capaz de completar as filmagens, mas em julho desse ano fez sua primeira tentativa de suicídio, fazendo pequenos cortes nos pulsos com um vidro quebrado.[32] Nesse período ela passou 2 semanas no Austen Riggs Center, um hospital psiquiátrico em Stockbridge, Massachusetts. Na sequência de seu trabalho em The Pirate, Judy completou mais três filmes para a MGM: Easter Parade (em que ela dançou com Fred Astaire), In the Good Old Summertime, e seu último filme com a MGM, Summer Stock.

Garland foi incapaz de completar uma série de filmes. Durante as filmagens de The Barkleys of Broadway, Judy tomou uma prescrição de medicação para dormir, juntamente com comprimidos obtidos de forma ilícita contendo morfina. Nessa mesma época ela começou a apresentar sérios problemas pelo abuso do álcool. Estes, em combinação com enxaqueca, levaram-na a perder vários dias de filmagem. Depois de ser advertido pelo médico de que ela só seria capaz de trabalhar quatro a cinco dias por vez, intercalando com períodos de repouso prolongados, o executivo da MGM Arthur Freed tomou a decisão de suspender Garland em 18 de julho de 1948. Ela foi substituída por Ginger Rogers.[33]

Judy estava no elenco da adaptação cinematográfica de Annie Get Your Gun, onde representou Annie Oakley. Ela estava nervosa com a perspectiva de assumir um papel fortemente identificado com a imagem de Ethel Merman, preocupada pela aparência da personagem ser pouco glamourosa, após ser identificada com papéis juvenis por vários anos e perturbada por causa do seu tratamento nas mãos do diretor Busby Berkeley. Ela começou a chegar atrasada ao set e às vezes não aparecia. Ela foi suspensa em 10 de maio de 1949 e foi substituída por Betty Hutton. Judy fez seu próximo filme, Royal Wedding June Allyson, quando ficou grávida, em 1950. Ela novamente não se apresentou para o set em diversas ocasiões e o estúdio suspendeu o seu contrato em 17 de junho de 1950, substituindo-a por Jane Powell.[34] Respeitáveis biografias após a morte de Garland declararam que, depois dessa última demissão, ela esfregou no pescoço um copo de água quebrado, exigindo apenas um Band-Aid, mas, ao mesmo tempo, o público foi informado de que uma desalentada Garland tinha cortado a garganta. "Tudo que eu podia ver à frente era mais confusão", disse mais tarde Judy sobre a tentativa de suicídio. "Eu queria apagar o futuro, assim como o passado. Eu queria me machucar e a todos que me feriram."

Estrelato renovado no palco[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1951, Garland abriu uma temporada com dois espetáculos ao estilo vaudeville no recém-reformado Palace Theatre. A temporada de 19 semanas ultrapassou todos os recordes anteriores para o teatro e foi descrito como "um dos maiores triunfos pessoais na história do show business". Garland foi homenageada pela sua contribuição para a revitalização do vaudeville com um Tony Award especial.

Em maio de 1952, no auge do retorno de Judy, sua mãe foi destaque em uma história do Los Angeles Mirror, no qual ela revelou que, embora Garland estivesse fazendo uma pequena fortuna no Pallace, Ethel estava trabalhando em escritório, na Douglas Aircraft Company, por 61 dólares por semana.[35] Garland e Ethel tinha ficado afastadas por anos, com Judy caracterizando sua mãe como "não serve para nada a não ser para criar caos e medo" e acusando-a de má administração e apropriação indevida do salário de Judy desde os primeiros dias de sua carreira. A irmã de Judy, Virgínia, negou, dizendo: "Mamãe nunca levou um centavo de Judy". Em 5 de janeiro de 1953, Ethel foi encontrada morta no estacionamento do aeroporto.[36]

A Star Is Born[editar | editar código-fonte]

Em 1954, Garland filmou um remake do musical A Star is Born para a Warner Bros. Luft e Garland, através de sua produtora Transcona Enterprises, produziram o filme, enquanto a Warner Bros forneceu os fundos e as instalações de produção e da equipe. Dirigido por George Cukor e co-estrelado por James Mason, era uma grande empreitada a qual Garland inicialmente se dedicou plenamente.[37] Com o progredir da filmagem, no entanto, ela começou a fazer as coisas que tinha feito tantas vezes durante seus últimos filmes da MGM. Atrasos de produção e aumento dos custos levaram a confrontos com Jack Warner, o cabeça da Warner Bros. Por sugestão de Luft, o Born in a Trunk (Nascido em um Tronco) foi filmado como uma vitrine para Garland e contra as objeções do diretor Cukor, que temia que o tamanho adicional levasse a cortes em outras áreas. A sequência do filme foi concluída em 29 de julho.[38]

Após a sua estreia mundial em 29 de setembro, o filme foi aclamado pela crítica e pelo público. Antes do lançamento, o filme foi editado por instrução de Jack Warner, os operadores do cinema estavam preocupados com a possibilidade de perder dinheiro, porque eles só podiam rodar o filme três ou quatro vezes por dia, em vez de cinco ou seis e pressionaram o estúdio para fazer reduções adicionais. Cerca de 30 minutos de imagens foram cortados, provocando indignação entre os críticos e cinéfilos. A Star is Born acabou perdendo dinheiro e a posição financeira de Judy ficou abalada porque os lucros esperados não se materializaram.[39] A Transcona não fez mais filmes com a Warner.[40]

Garland foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz (principal) na 27ª Edição do Óscar, que ocorreu em 1955 e nas vésperas da premiação era esperada como a provável vencedora pelo público e críticos. Ela não pôde comparecer à cerimônia porque tinha acabado de dar à luz seu filho, Joseph Luft, então uma equipe de televisão estava no hospital com câmeras e equipamentos para a transmissão televisiva do discurso de aceitação antecipada. O Oscar foi ganho, no entanto, por Grace Kelly pela sua atuaçao no filme The Country Girl (1954). A equipe de filmagem foi à cerimônia antes que Kelly pudesse chegar ao palco. Judy até fez piadas sobre o incidente, em sua série de televisão, dizendo: "... e ninguém disse adeus". Groucho Marx enviou um telegrama após a cerimônia de premiação, declarando que a sua perda foi "o maior roubo desde Brinks". A revista Time rotulado seu desempenho como "apenas sobre a maior mostra de uma mulher na história do cinema moderno.[41] Judy, no entanto, ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em um Musical pelo papel.

Os filmes de Garland após A Star Is Born incluem Julgamento em Nuremberg (1961) (para o qual ela foi indicada para Oscar e Golden Globe, nomeada para Melhor Atriz coadjuvante, o longa-metragem animado Gay Purr-ee (1962), e A Child is Waiting (1963), com Burt Lancaster. Seu último filme, I Could Go on Singing (1963), co-estrelado por Dirk Bogarde, espelhou sua própria vida com a história de uma cantora mundialmente famosa. A última música do filme foi a profética I Could Go on Singing, cuja tradução para o português seria "Eu poderia continuar cantando".

Televisão, shows e Carnegie Hall[editar | editar código-fonte]

Garland contratou Luft como seu empresário no mesmo ano em que se divorciou de Minnelli.[42] Ele organizou uma turnê de quatro meses do Reino Unido, onde todos os shows tiveram seus ingressos esgotados por toda a Inglaterra, Escócia e Irlanda.[43] Ele incluiu suas primeiras aparições no famoso London Palladium, por um período de quatro semanas em abril. Embora parte da imprensa britânica a repreendeu antes de sua abertura por ser "muito pesada", ela recebeu elogios e os aplausos foi descrito pelo gerente Palladium como o mais alto que ele já tinha ouvido.[44]

Garland e Luft se casaram em 8 de junho de 1952, em Hollister, Califórnia. Garland deu à luz Lorna Luft em de 21 de novembro de 1952 e Joey Luft em 29 de março de 1955.[45]

Começando em 1955, Garland apareceu em vários especiais de televisão. O primeiro foi o episódio de estreia de 1955 do Ford Star Jubileu, que foi a primeira transmissão totalmente colorida na CBS e foi um triunfo, marcando 34,8 pontos na classificação Nielsen. Judy fez um contrato de três anos e de 300.000 dólares com a rede. Só um adicional especial, uma edição ao vivo direto do General Electric Theater, foi transmitido em 1956, antes de a relação entre a Lufts e CBS ter se quebrado em uma disputa sobre o formato planejado dos especiais programados.[46] Em 1956, Judy se apresentou por quatro semanas no The New Frontier Hotel, em Las Vegas, por um salário de 55.000 dólares por semana, fazendo a mais bem paga animadora de Las Vegas. Apesar de um breve ataque de laringite, suas performances foram tão bem sucedidas que sua execução foi prorrogada por uma semana.[47] Mais tarde, naquele ano, ela voltou ao Palace Theatre, local de seus triunfos anteriores, para novas apresentações duas vezes por dia. Ela iniciou em setembro, tendo mais uma vez elogios e aclamação popular.

Em novembro de 1959, Judy foi internada com diagnóstico de hepatite aguda. Ao longo das próximas semanas, vários fluidos foram drenados de seu corpo até que, ainda fraca, ela foi liberada do hospital em janeiro de 1960. Ela foi informada pelos médicos de que provavelmente tinha cinco anos ou menos para viver e que, mesmo se sobrevivesse, ela seria uma semi-inválida e nunca iria cantar novamente[48] . Inicialmente, ela se sentiu "muito aliviada" com o diagnóstico. "A pressão estava fora de mim pela primeira vez na minha vida". No entanto, Judy recuperou-se com êxito ao longo dos próximos meses e, em agosto do mesmo ano, voltou ao palco do Palladium. Ela se sentiu tão calorosamente abraçada pelos britânicos que anunciou sua intenção de mudar-se definitivamente para a Inglaterra.[49]

A aparição no concerto no Carnegie Hall, em 23 de abril de 1961, foi um destaque considerável, chamado por muitos de "a maior noite da história do show business". A gravação dupla Judy at Carnegie Hall ganhou o certificado de ouro, marcando presença por 95 semanas na Billboard, incluindo 13 semanas no número um. O álbum ganhou cinco prêmios Grammy, incluindo Álbum do Ano e Melhor Vocal Masculino do Ano.

Em 1961, Judy e a CBS resolveram litígios de seu contrato com a ajuda de seu novo agente, Freddie Fields, e ela negociou uma nova rodada de ofertas. O primeiro programa, intitulado The Judy Garland Show, exibido em 1962, contou com convidados como Frank Sinatra e Dean Martin.[50] Na sequência desse sucesso, a CBS fez uma oferta de 24 milhões de dólares para Judy, para uma série semanal de televisão própria, também a ser chamada de The Judy Garland Show, que foi considerado na época pela imprensa como "o maior negócio de talentos da história da TV". Embora Judy tivesse dito já em 1955 que ela nunca faria uma série de televisão semanal, no início dos anos 1960 ela estava em uma situação financeira precária. Judy fez várias centenas de milhares de dólares em dívida para com a Receita Federal, não pagando impostos em 1951 e 1952, e o fracasso financeiro de A Star is Born significava que ela não recebeu nada do que havia investido.[51] A temporada de sucesso na televisão destinava-se a garantir o futuro financeiro de Garland.

Na sequência de uma trinca especial, Judy Garland e seus convidados Phil Silvers e Robert Goulet, a série semanal estreou em 29 de setembro de 1963.[52] The Judy Garland Show foi elogiado pela crítica,[53] mas, por uma variedade de razões (incluindo ser colocado no mesmo horário de Bonanza na NBC), o show durou apenas uma temporada e foi cancelado em 1964, após 26 episódios. Apesar do seu curto tempo, a série foi indicada para quatro prêmios Emmy. O fim da série foi pessoalmente e financeiramente devastador para Judy, que nunca se recuperou completamente de seu fracasso.

Garland processou Luft pelo divórcio em 1963, alegando "crueldade" como motivo. Ela também afirmou que tinha repetidamente golpeada enquanto ele estava bebendo e que ele tinha tentado levar os filhos dela à força. Ela pediu o divórcio de Luft mais de uma vez anteriormente, inclusive já em 1956, porém eles haviam se reconciliado.

Anos finais[editar | editar código-fonte]

Com o desaparecimento da sua série de televisão, Judy voltou ao palco. Mais notavelmente, ela se apresentou no Palácio de Londres com sua filha Liza Minnelli, então com dezoito anos, em novembro de 1964. O concerto, que também foi filmado pela rede de televisão britânica ITV, foi uma das últimas aparições de Garland no local. Ela fez aparições no The Ed Sullivan Show, The Tonight Show, The Hollywood Palace e The Merv Griffin Show, hospedando um episódio do último.

A turnê de 1964 na Austrália foi amplamente desastrosa. O primeiro concerto em Sydney, realizado no Sydney Estadium, porque não podiam acomodar a multidão que queria vê-la, foi bem e recebeu críticas positivas. Sua segunda apresentação, em Melbourne, começou com uma hora de atraso. A multidão de 70.000 pessoas, enfurecidas pela sua morosidade e acreditando que Garland bebera, vaiaram-na e ela fugiu do estádio após apenas 45 minutos.[54] Mais tarde, ela caracterizou a multidão de Melbourne como "brutal". O segundo concerto em Sydney foi normal, mas a apresentação em Melbourne deu-lhe má fama na imprensa. Alguns maus comentários foram causados por um episódio quase fatal de pleurisia.

O promotor de sua turnê, Mark Herron, anunciou que se casara com Judy a bordo de um cargueiro ao largo da costa de Hong Kong, no entanto, Judy não era legalmente divorciada de Luft no momento em que a cerimônia foi realizada.[55] Seu divórcio de Luft se tornou definitivo em 19 de maio de 1965, mas Herron e Garland não se casaram legalmente até 14 de novembro, se separando seis meses depois.[56]

Em fevereiro de 1967, Judy foi escalada como Helen Lawson no Valley of the Dolls da 20th Century Fox.[57] Durante as filmagens, Judy faltou aos ensaios e foi demitida em abril. Ela foi substituída por Susan Hayward.[58] A pré-gravação da canção I'll Plant My Own Tree sobrevive até hoje, juntamente com os testes de seu guarda-roupa.

Retornando ao palco, Garland fez suas últimas aparições no Palace Theatre de Nova York, em julho, uma turnê de 16 shows, tocando com seus filhos Lorna e Joey Luft. Judy usava um terninho de lantejoulas no palco para essa turnê, que fazia parte do guarda-roupa original de sua personagem em Valley of the Dolls.[59]

No início de 1969, sua saúde havia se deteriorado. Ela cantou em Londres na boate Talk of the Town por cinco semanas[60] e fez seu último concerto em Copenhage, em março de 1969.[61] Ela se casou com seu último marido, Mickey Deans, em Londres, em 17 de março de 1969,[62] depois de seu divórcio de Herron ter sido finalizado em 11 de fevereiro daquele ano.[63]

Em 22 de junho de 1969, Judy Garland foi encontrada morta por Deans no banheiro de sua casa alugada em Londres. O legista, Gavin Thursdon, declarou no inquérito que a causa da morte foi "uma auto-overdose não intencional de barbitúricos, seu sangue continha o equivalente a 97 mg de cápsulas de secobarbital.[64] Thursdon salientou que a overdose foi acidental e que não havia nenhuma evidência para sugerir que ela havia cometido suicídio.[65] A autópsia revelou que não houve inflamação do revestimento do estômago dela e nenhum resíduo de drogas em seu estômago, o que indicou que a droga havia sido ingerida por um longo período, em vez de uma dose. Seu atestado de óbito indicou que sua morte foi "acidental". Mesmo assim, um especialista britânico que tinha assistido Judy disse que ela tinha um tempo de vida limitado devido à cirrose hepática. Garland tinha completado 47 anos apenas 12 dias antes de sua morte. Sua co-estrela em O Mágico de Oz, Ray Bolger, comentou no funeral de Judy, "Ela simplesmente se consumiu".

Estima-se que 20.000 pessoas fizeram fila por horas na capela funerária Frank E. Campbell para ver o corpo dela. Judy foi enterrada no Ferncliff Cemetery, em Hartsdale, Nova York.[66]

Cripta de Judy Garland no Cemitério Ferncliff

[67]

Legado[editar | editar código-fonte]

O legado de Judy Garland como artista e como personalidade resistiu por muito tempo após sua morte. O American Film Institute nomeou Garland a oitava entre as maiores estrelas de todos os tempos[68] . Ela tem sido objeto de mais de duas dezenas de biografias desde sua morte, incluindo o bem-recebido Me and My Shadows: A Memoir Familly, por sua filha, Lorna Luft[69] . O livro foi posteriormente adaptado para a multipremiada minissérie de televisão, Life with Judy Garland: Me and My Shadows, que ganhou Emmy Awards por duas atrizes que retrataram Garland (Tammy Blanchard e Judy Davis)[70] . Várias de suas gravações têm sido apresentadas no Hall da Fama do Grammy. Essas incluem Over the Rainbow, que foi classificada como a música número um de todos os tempos na lista do American Film Institute. Quatro outras músicas de Judy são destaques na lista: Have Yourself a Merry Little Christmas, Get Happy, The Trolley Song e The Man That Got Away[71] . Judy por duas vezes foi homenageada em selos postais dos Estados Unidos, em 1989 (como Dorothy)[72] e novamente em 2006 (como Vicki Lester de A Star Is Born)[73] .

Estrela de Judy Garland na Calçada da Fama em Hollywood.

Judy Garland, O Fim do Arco-Íris[editar | editar código-fonte]

A eterna Dorothy de “O mágico de Oz”, após inspirar biografias, livros e séries de TV, ganhou um novo texto do inglês Peter Quilter, para a peça de teatro “Judy Garland — O fim do arco-íris”, que apresenta os bastidores da sua última turnê em Londres, em 1968. A peça foi premiada como melhor espetáculo, no Festival de Edimburgo e estreou em várias versões, tendo sido considerada pelo Times como "O Melhor Musical de Sempre". A versão inglesa de Judy Garland arrancou elogios da imprensa britânica na voz de Tracie Bennett[74] , à qual valeu os maiores prémios do teatro britânico. A versão portuguesa, estreada em Fevereiro de 2012, foi considerada um dos melhores musicais de Filipe La Féria, com Judy Garland na voz de Vanessa Silva que impressiona em interpretações tão boas como as da própria Judy Garland[75] e a versão americana estreou na Broadway em 2012 e foi bem recebida pela crítica[76] . No Brasil, Cláudia Netto viveu Judy Garland em temporada no Rio de Janeiro e no Festival de Teatro de Curitiba[77] .

Filhos[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Prêmios recebidos por Judy Garland[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Judy Garland, estrela de 'O Mágico de Oz' (em português). Folha de São Paulo. Página visitada em 14 de dezembro de 2012.
  2. Golden Globe. Judy Garland (em inglês). Página visitada em 14 de dezembro de 2012.
  3. Golden Globe. Cecil B. DeMille Award (em inglês). Página visitada em 14 de dezembro de 2012.
  4. Grammy. Lifetime Achievement Award (em inglês). Página visitada em 17 de dezembro de 2012.
  5. Grammy. Special Awards (em inglês). Página visitada em 17 de dezembro de 2012.
  6. Grammy. Claudia Netto faz o Guairão ferver com "Judy Garland". Página visitada em 17 de dezembro de 2012.
  7. Shipman 1992, p. 12
  8. Clarke 2000, p. 23
  9. Clarke 2000, p. 29-30
  10. Finch 1975, p. 43-47, 76
  11. Edwards 1975, p. 27
  12. Wayne 2003, p. 204
  13. Frank 1975, p. 73
  14. Star Joins Irish Party (em inglês). Página visitada em 1 de janeiro de 2013.
  15. Clarke 2000, p. 73
  16. Clarke 2000, p. 58
  17. Edwards 1975, p. 47
  18. Clarke 2000, p. 135-136
  19. Juneau 1974, p. 37
  20. Finch 1975, p. 134-135
  21. Clarke 2000, p. 95
  22. Clarke 2000, p. 100
  23. Edwards 1975, p. 61
  24. Clarke 2000, p. 102-103
  25. Clarke 2000, p. 104
  26. Juneau 1974, p. 55-56
  27. Frank 1975, p. 148-149
  28. Clarke 2000, p. 155
  29. Frank 1975, p. 175
  30. Clarke 2000, p. 223
  31. Edwards 1975, p. 108
  32. Frank 1975, p. 231
  33. Shipman 1992, p. 225
  34. Frank 1975, p. 271
  35. Clarke 2000, p. 311
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  65. The End of the Rainbow (em inglês). Página visitada em 1 de janeiro de 2013.
  66. Celebrities & Notables Interred at Ferncliff (em inglês). Página visitada em 07 de janeiro de 2013.
  67. Judy Garland (em inglês) no Find a Grave.
  68. Grammy. AFI RECOGNIZES THE 50 GREATEST AMERICAN SCREEN LEGENDS (em inglês). Página visitada em 17 de dezembro de 2012.
  69. Me and my shadows (em inglês). Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  70. Emmy. Life With Judy Garland: Me And My Shadows (em inglês). Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  71. American Film Institute. AFI's 100 YEARS...100 SONGS (em inglês). Página visitada em 18 de dezembro de2012.
  72. United States Postal Service. 2006 stamps images & descriptions (em inglês). Página visitada em 18 de dezembrode2012.
  73. Legends of Hollywood Stamps (em inglês). Página visitada em 7 de janeiro de 2013.
  74. O maior êxito da temporada de Londres chega a Lisboa. Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  75. Jornal da Madeira. Judy Garland - O Fim do Arco-Íris. Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  76. The New York Times. A Star Who Was Born, Sparkled and Fell (em inglês). Página visitada em 18 de dezembro de 2012.
  77. O Globo. Life With Judy Garland: Me And My Shadows. Página visitada em 18 de dezembro de 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Judy Garland (em inglês) no Internet Movie Database