Nat King Cole

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Nat King Cole
Informação geral
Nome completo Nathaniel Adams Coles
Nascimento 17 de março de 1919
Local de nascimento Montgomery, Alabama
 Estados Unidos
Origem Lettsworth, Louisiana
País  Estados Unidos
Data de morte 15 de fevereiro de 1965 (45 anos)
Local de morte Santa Mônica, Califórnia
Gênero(s) Jazz, Swing, Jump Blues, Bolero
Instrumento(s) Vocal, Piano, Guitarra
Período em atividade 1935-1965
Gravadora(s) Decca, Excelsior, Capitol Records
Afiliação(ões) Natalie Cole, Frank Sinatra, Dean Martin

Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Coles, (Montgomery, 17 de março de 1919Santa Mônica, 15 de fevereiro de 1965) foi um cantor e músico de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole. O apelido de "King Cole" veio de uma popular cantiga de roda inglesa conhecida como Old King Cole.

Sua voz marcante imortalizou várias canções, como: Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais nas línguas espanhola e portuguesa.

Suas músicas românticas tinham um toque especial junto a sua voz associada ao piano, tornando-o assim um artista de grande sucesso.

Sua então revolucionária formação piano, guitarra e baixo ao tempo das big bands tornou-se popular para trios de jazz.

Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde seu pai era pastor. Desde criança ele esteve ligado à música, tocando junto ao coral da mesma igreja. Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida, sempre recusando-se a cantar em platéias com segregação racial.

Por ter um hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor morreu vítima de câncer. Encontra-se sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Glendale), Glendale, Los Angeles, nos Estados Unidos.[1] Um de seus últimos trabalhos foi no filme Cat Ballou, onde canta a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.

Infância em Chicago[editar | editar código-fonte]

Seu pai, Edward Coles, era açougueiro e diácono da Igreja Batista. Sua família mudou-se para Chicago quando Nat ainda era criança. Lá, o pai tornou-se pastor e a mãe, Perlina Adams, ficou encarregada de tocar o órgão da igreja. Foi a única professora de piano que Nat teve em toda sua vida. Aprendeu tanto jazz como música gospel, sem esquecer a música clássica.

Início da carreira de cantor[editar | editar código-fonte]

Seu primeiro sucesso como cantor foi a gravação em 1943 pela Capitol Records de "Straighten Up and Fly Right" baseada num conto popular negro que seu pai havia usado como tema para um sermão. Vendeu mais de 500 mil cópias. Embora Cole nunca viesse a ser considerado um roqueiro, a canção pode ser vista como antecipando os as primeiras gravações de rock. De fato, Bo Didley, que fez semelhantes transformações de materiais folclóricos creditava Cole como uma influência.

Fazendo a história da televisão[editar | editar código-fonte]

Em 5 de novembro de 1956, The Nat King Cole Show estreou na NBC-TV. Foi o primeiro programa deste tipo comandado por um afro-americano, causando controvérsia na época. Ficou no ar por um ano e pouco, mas teve de ser encerrado, por iniciativa do próprio Nat King Cole, por não ter conseguido nenhum patrocínio de âmbito nacional.

Racismo[editar | editar código-fonte]

Cole lutou contra o racismo toda sua vida e raramente apresentou-se em lugares segregacionistas. Em 1956 foi atacado no palco durante um show em Birmingham, Alabama, enquanto cantava "Little Girl", por três membros do North Alabama White Citizens Council que aparentemente tentavam sequestrá-lo. Os três agressores avançaram pelos corredores da plateia. Embora a segurança tenha rapidamente acabado com a invasão, Cole foi derrubado de seu banco e machucou as costas. Ele não acabou o show e nunca mais se apresentou no Sul dos EUA. Os agressores foram julgados e condenados.

Em 1948 comprou uma casa em um condomínio só de brancos nos arredores de Los Angeles. A KKK ateou fogo em uma cruz em frente à sua casa. O conselho do condomínio disse-lhe que não queriam indesejáveis mudando-se para lá. Ele concordou e disse "Eu também não, se eu vir alguém indesejável mudando-se, serei o primeiro a reclamar".

Em 1956 foi contratado para se apresentar em Cuba e quis ficar no Hotel Nacional de Cuba, mas não lhe foi permitido porque tinham restrição (color bar) para negros. Cole honrou seu contrato e seu show no Tropicana foi um grande sucesso. No ano seguinte voltou a Cuba para outro show, cantando várias músicas em espanhol. Hoje existe um tributo a ele na forma de um busto e uma jukebox no Hotel Nacional.

Passagem pelo Brasil[editar | editar código-fonte]

Cole fez apresentações no Brasil em 17,18 e 19 de abril de 1959, no estádio do Maracanãzinho e ginásio do Tijuca Tênis Clube (cidade do Rio de Janeiro), com lotações de 20000 e 11000 pessoas, respectivamente. Em 21, 23, 24 e 25 de abril do mesmo ano, suas apresentações ocorreram no antigo Teatro Paramount, em São Paulo.

Além disso, fez uma apresentação no Golden Room do hotel Copacabana Palace.

Concedeu diversas entrevistas e participou ainda de mais dois outros eventos: um coquetel promovido pela gravadora Odeon (distribuidora dos LP's da Capitol Records) e um almoço com o então Presidente da República Juscelino Kubistscheck, no Palácio das Laranjeiras.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • Citizen Kane (1941)
  • Here Comes Elmer (1943)
  • Pistol Packin' Mama (1943)
  • Pin Up Girl (1944)
  • Stars on Parade (1944)
  • Swing in the Saddle (1944)
  • See My Lawyer (1945)
  • Breakfast in Hollywood (1946)
  • Killer Diller (1948)
  • Make Believe Ballroom (1949)
  • The Blue Gardenia (1953)
  • Small Town Girl (1953)
  • Rock 'n' Roll Revue (1955)
  • Rhythm and Blues Revue (1955)
  • Basin Street Revue (1956)
  • The Scarlet Hour (1956)
  • Istanbul (1957)
  • China Gate (1957)
  • St. Louis Blues (1958)
  • Night of the Quarter Moon (1959)
  • Schlager-Raketen (1960)
  • Cat Ballou (1965)

Em bandas sonoras[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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