George Harrison

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George Harrison
George Harrison em 1974
Informação geral
Nome completo George Harrison[1]
Também conhecido(a) como O Beatle quieto
Nascimento 25 de fevereiro de 1943
Liverpool, Inglaterra
Data de morte 29 de novembro de 2001 (58 anos)
Los Angeles, Estados Unidos
Gênero(s) Rock, rock psicodélico, música experimental, world music
Instrumento(s) guitarra, vocal, ukulele, bandolim, sitar, tambura, sarod, swarmandal, harpa, violino, xilofone, marimba, jal tarang, metalofone, tabla, glockenspiel, auto-harpa, dobro, claves
Período em atividade 19582001
Gravadora(s) Parlophone, Capitol, Swan, Apple, Vee-Jay, EMI, Dark Horse
Afiliação(ões) The Quarrymen
The Beatles
Traveling Wilburys
Dhani Harrison
Ravi Shankar
Deep Purple
Página oficial www.georgeharrison.com

George Harrison,[2] MBE (Liverpool, 25 de fevereiro de 1943 — Los Angeles, 29 de novembro de 2001) foi um artista inglês, cuja carreira abrangeu diversas áreas. Músico, compositor, ator e produtor de cinema, Harrison atingiu fama internacional como guitarrista dos Beatles.[3] Por vezes referido como "o Beatle quieto",[3] Harrison, com o passar do tempo, tornou-se um admirador do misticismo indiano, introduzindo-o aos Beatles, assim como aos seus fãs do Ocidente.[4] Após a dissolução da banda, ele teve uma bem-sucedida carreira solo; posteriormente, também obteve sucesso como membro do Traveling Wilburys e como produtor de cinema e musical. Harrison ocupa a 11ª posição da lista "Os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos", da revista Rolling Stone.[5]

Ainda que a maioria das músicas dos Beatles tenham sido compostas por Lennon e McCartney, os álbuns do grupo, a partir de With the Beatles (1963), geralmente incluíam uma ou duas músicas de autoria de Harrison.[6] Suas últimas composições com o grupo incluíram "Here Comes the Sun", "Something" e "While My Guitar Gently Weeps". À época do fim da banda, Harrison havia acumulado uma grande quantidade de material, lançado em seu aclamado álbum triplo All Things Must Pass, de 1970, do qual saíria o single "My Sweet Lord". Em complemento à sua carreira solo, Harrison co-escreveu, junto de Ringo Starr, duas músicas de sucesso, assim como músicas para os Traveling Wilburys — o supergrupo formado por ele, Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison, em 1988.

Harrison se envolveu com a cultura indiana e o hinduísmo no meio dos anos 60, ajudando a expandir e disseminar, pelo Ocidente, instrumentos como o sitar e o movimento Hare Krishna. Juntamente de Ravi Shankar, ele organizou um grande evento de caridade em 1971, o Concerto para Bangladesh.

Além de músico, Harrison também foi um produtor musical e co-fundador da HandMade Films. Em seu trabalho como produtor de cinema, ele colaborou com artistas como Monty Phyton e Madonna.[7]

Casou-se duas vezes, com a modelo Pattie Boyd, de 1966 a 1974, e por 24 anos com Olivia Trinidad Arias, com quem teve um filho, Dhani Harrison. Era amigo íntimo de Eric Clapton. É o único Beatle a ter publicado uma autobiografia, I Me Mine, em 1980. Harrison morreu de câncer de pulmão, em 2001.

Infância e adolescência[editar | editar código-fonte]

George Harrison nasceu em Liverpool, na Inglaterra, em 25 de fevereiro de 1943,[8] o último de quatro filhos de Harold Hargreaves Harrison e sua esposa Louise, nascida Louise French.[9]

A primeira casa de Harrison (Arnold Grove, nº 12).

Tinha uma irmã, Louise (o mesmo nome de sua mãe), nascida a 19 de agosto de 1931, e dois irmãos, Harry, nascido a 1934 e falecido nos anos 1990 e Peter, nascido a 1940 e falecido em 2007. Sua mãe, Louise (1911-1970), trabalhava em uma loja de Liverpool e Harold (1909-1978), seu pai, era um motorista de ônibus que, anteriormente, havia trabalhado como dispensário de barcos na White Star Line. Sua família era católica.[8] Possuía raízes irlandesas, uma vez que seu avô materno, John French, nascera no Condado de Wexford, na Irlanda, imigrando para Liverpool, onde se casou com uma garota local, Louise Woollam.[10]

Harrison nasceu na casa onde viria a morar pelos seus primeiros seis anos de vida, o número 12 da Arnold Grove, situada em Wavertree, Liverpool. Em 1950, uma council house[11] foi oferecida à família, que se mudou para o número 25 da Upton Green, em Speke.[12] .

Sua primeira escola foi a Escola Primária de Dovedale, bastante próxima da Penny Lane[13] , a escola onde John Lennon estudava.[14] Passando em seus exames finais, Harrison conseguiu uma vaga no Liverpool Institute for Boys, onde ficou de 1954 a 1959.[15] George disse que, quando tinha 12 ou 13 anos, ele teve uma "epifania" — andando de bicicleta pela vizinhança, ele ouviu "Heartbreak Hotel", de Elvis Presley, tocando em uma casa próxima, e ficou chocado.[16] Ainda que, à época, ele tivesse tido um bom desempenho escolar, ele já havia perdido o interesse pelos estudos.[16] Com 14 anos, ele se sentava ao fundo da sala de aula, tentando desenhar guitarras nos livros escolares: "Eu estava completamente vidrado em guitarras. Eu ouvi que um garoto na escola tinha uma guitarra de três libras e dez xelins, era só um pequeno buraco acústico. Eu pedi três libras e dez xelins à minha mãe; isso era bastante dinheiro pra nós." Harrison comprou um violão Dutch Egmond.[17] Enquanto estava no Liverpool Institute, Harrison formou um grupo de skiffle com seu irmão Peter e um amigo chamado Arthur Kelly.[18] Foi nessa escola que ele conheceu Paul McCartney, que era oito meses mais velho.[19] McCartney, posteriormente, se tornaria membro da The Quarrymen, banda de John Lennon, à qual Harrison se juntaria, em 1958.[20]

The Quarrymen[editar | editar código-fonte]

Em 1958, John Lennon começou a perder o interesse pelo skiffle, começando a tocar mais rock and roll. Rod Davis que tocava banjo saiu do grupo e, em fevereiro, George Harrison entrou para o grupo. Posteriormente, Stuart Sutcliffe (chamado também de Stu) também entrou para a banda como baixista. No verão do mesmo ano, eles gravaram em um disco de acetato de 78-rpm as canções "That'll Be the Day"(composição de Buddy Holly) e "In Spite of All the Danger" (composição de McCartney e Harrison).

Em 1960, a banda trocou de nome 5 vezes. Stu sugeriu o nome The Beetles (os besouros) em homenagem a banda The Crickets (os grilos), de Buddy Holly. Após uma tournê com Johnny Gentle na Escócia, eles mudaram definitivamente o nome para The Beatles.

Anos 60[editar | editar código-fonte]

Os Beatles em 1964, chegando a Nova York.

No começo dos Beatles, George era visto pelo outros membros do grupo como um garoto por ser o mais jovem dentre eles.[21]

Ele foi o primeiro beatle a ir aos Estados Unidos, quando visitou sua irmã Louise em Benton, Illinois, em setembro de 1963. Em 1964, ele voltaria aos Estados Unidos com os Beatles, época em que eles se apresentaram no programa de TV chamado Ed Sullivan Show.[22] Durante esta visita aos Estados Unidos, George Harrison ganhou uma guitarra modelo "360/12" da Companhia Rickenbacker; esta guitarra de 12 cordas fez parte de várias solos de George por volta de 1965.

Durante o auge da beatlemania, George ficou conhecido como o "beatle tímido" ("quiet Beatle"), devido a sua maneira introspectiva e tendência a falar pouco durante as entrevistas. Apesar da imagem de "beatle tranquilo", a maioria dos amigos, como Eric Idle, membro do Monty Python, asseguram que na intimidade ele era muito falante, contradizendo a imagem que a imprensa tinha a seu respeito[23] . }} Harrison escreveu sua primeira canção em 1963, Don't Bother Me, lançada no segundo álbum dos Beatles. Neste álbum, ele conseguiu mais sucesso interpretando a canção Roll Over Beethoven de Chuck Berry, do que com sua própria composição. Embora tenha escrito uma canção para o álbum Beatles for Sale, ela não foi usada e George acabou interpretando outro cover, "Everybody's Trying to Be my Babe", de Carl Perkins. Ainda nesta fase, ele cantou como líder vocal composições de Lennon/McCartney como por exemplo Do You Want to Know a Secret (do álbum Please Please Me) e I'm Happy Just to Dance with You (do álbum A Hard Day's Night). Também fez o vocal principal do cover da canção de Carole King e Gerry Goffin, Chains, presente no primeiro álbum da banda.

Foi só a partir de 1965 que George Harrison começou a contribuir frequentemente com composições para o grupo. No álbum Help!, ele lançou duas composições próprias: "I Need You" e "You Like Me Too Much".

Um importante marco em sua carreira aconteceu durante a turnê americana de 1965, quando David Crosby, do grupo The Byrds, introduziu George à cultura indiana através do trabalho do músico Ravi Shankar.[24] George ficou fascinado pelo som indiano e se tornou um dos maiores responsáveis pela popularização da música indiana nos anos 60. Após comprar um sitar, ele introduziu pela primeira vez na música pop um instrumento indiano, na canção "Norwegian Wood" do álbum Rubber Soul. Após essa experiência, George escreveu algumas canções que utilizaram outros instrumentos indianos como a tabla e o sitar. Entre essas canções destacam-se "Love you too", do álbum Revolver, de 1966 e "Within you without you", do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967. Ainda em 1967, ele foi responsável pela inclusão de Ravi Shankar no Festival Pop de Monterey.

Outro marco importante na vida de George foi durante as filmagens de Help! em 1965, nas Bahamas. Na época, ele começou a se interessar pela religião hindu ao ler um livro sobre reencarnação. Em 1966, ele e sua mulher Pattie Boyd foram à Índia, onde ele conheceu vários gurus, locais sagrados e estudou o sitar. De volta a Inglaterra, George conheceu Maharishi Mahesh Yogi e começou a desenvolver a meditação transcendental. Influenciados por George Harrison, os Beatles foram à Índia fazer meditação espiritual em 1968. Em 1969, produziu o single "Hare Krishna Mantra", interpretado por devotos do templo londrino de Radha-Krishna. No mesmo ano, ele e John Lennon conheceram Bhaktivedanta Swami Prabhupada, fundador da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON). Pouco depois, Harrison abraçaria a tradição Hare Krishna, em particular o canto de mantra usado como meditação privada e chamado japa-yoga, tecnicamente similar ao rosário na tradição católica.

A partir do álbum Revolver, de 1966, George começou a compor cada vez mais e com mais qualidade, chegando a competir no mesmo nível com as composições de Lennon/McCartney. Neste álbum ele conseguiu lançar pela primeira vez três canções de sua autoria. Mas só em 1968 uma composição sua atingiria grande sucesso, a canção While My Guitar Gently Weeps, incluída no álbum duplo The Beatles (Álbum Branco). Curiosamente, o solo de guitarra de que fala a letra da música é executado pelo seu grande amigo Eric Clapton. No álbum de 1969, no disco Abbey Road, George lançou duas composições próprias: "Something" e "Here Comes the Sun" (provavelmente suas mais populares canções).

Something foi a primeira canção de George a ser lado A de um compacto dos Beatles, "Something/Come Together". Ela é considerada sua mais bela canção e foi regravada por Elvis Presley e Frank Sinatra. Para Frank Sinatra, esta era "a melhor canção de amor dos últimos 50 anos" entretanto, ironicamente, Sinatra pensava que sua canção favorita tinha sido escrita por Lennon/McCartney. Porém, posteriormente na apresentação "Concert for the Americas", Sinatra antes de fazer sua versão de "Something", a credita como graciosamente escrita por Harrison.

Com o crescimento de suas composições, Harrison começou a ter dificuldades de incluí-las nos álbuns dos Beatles pois Lennon e McCartney tinham vasto material a ser incluído e não sobrava espaço para suas composições. Durante a gravação do álbum The Beatles de 68 por exemplo, George teve três músicas excluídas ("Sour Milk Sea", "Not Guilty" e "Circles") além de quatro músicas incluídas ("While My Guitar Gently Weeps", "Piggies", "Savoy Truffle" e "Long, Long, Long").

As discussões entre os membros dos Beatles tornaram-se mais frequentes após a morte do empresário Brian Epstein, em 1967. Durante as gravações do álbum The Beatles de 1968, George tentou abandonar a banda. Entre 1968 e 1969, Paul McCartney se mostrava irritado com a forma com a qual George tocava sua guitarra durante as gravações. A tensão entre ambos se torna evidente durante os ensaios preliminares mono do projeto Get Back, no Twickenham Studios; descontente com a situação toda entre os Beatles, George Harrison abandonou o grupo em 10 de janeiro de 1969 mas retornou a seu trabalho em 22 do mesmo mês, depois de reuniões de negócios com os outros Beatles. O projeto resumiu-se, sendo gravado no Apple Studios em multi-tracks e lançado como filme/documentário sob o título de Let It Be, onde pode-se ver Harrison dizendo a Paul: "Tocarei o que queiras que toque ou não tocarei nada se não queiras que toque nada".[25] Em 1970, o fim dos Beatles é anunciado e cada um segue seu caminho.

Porém, antes do fim dos Beatles, George Harrison já havia lançado dois álbuns solo: Wonderwall Music, de 1968, e Electronic Sound, de 1969. O primeiro com músicas instrumentais foi trilha sonora do filme homônimo. O álbum contou com a participação de Ringo Starr e Eric Clapton, todos (inclusive George) usando pseudônimos. O segundo, considerado um álbum experimental, trouxe várias músicas tocadas em sintetizador Moog e uma capa com um desenho de sua própria autoria.

MBE[editar | editar código-fonte]

Em 1966, junto com seus colegas de banda, Harrison foi agraciado com a medalha da Ordem do Império Britânico (MBE). Mesmo se tratando de uma alta honraria, o título de Sir é mais distinto do que o de Membro do Império, por se tratar de um título nobiliárquico de mais alto valor, equivalente a "Cavaleiro do Império Britânico". Porém, apenas Paul McCartney recebeu a distinção de Sir, no ano de 1997, por isso, é incorreto chamar George Harrison e os outros membros da banda de "Sir".

Anos 70[editar | editar código-fonte]

Após a separação do grupo, em 1970, ofuscado por anos por John Lennon e Paul McCartney, George Harrison lançou grande parte do material que havia acumulado e iniciou sua carreira solo. O primeiro álbum de George foi um sucesso de crítica e de público. All Things Must Pass, de 1970, é considerado por muitos como o melhor disco de um ex-beatle e um dos melhores discos da história. O álbum era triplo (quando lançado em vinil), o primeiro álbum triplo da história do rock (que em CD, se tornou duplo). O álbum atingiu o primeiro posto das paradas de sucesso britânicas e norte-americana, incluía sucessos como as músicas My Sweet Lord, Isn't It a Pity e What is Life. Anos mais tarde a canção My Sweet Lord, presente no álbum, lhe trouxe problemas devido a uma acusação de violação de direitos autorais. A canção era bem parecida com "He's so Fine" (single de 1963), do grupo The Chiffons. George negou a acusação, mas em 1976, foi condenado por ter subconscientemente "plagiado a canção. As discussões sobre os pagamentos aos danos causados levaram o caso a ser continuado até os anos 90. Durante este período, violando os preceitos éticos legais, o então empresário dos Beatles, Allen Klein, comprou a editora Bright Tune, dona dos direitos autorais de "He's so Fine", e trocou de lado, entrando na justiça contra Harrison---obviamente para poder capitalizar nos pagamentos dos danos que Harrison eventualmente teria que fazer a editora. Finalmente, anos depois, Harrison comprou os direitos de ambas canções, He's So Fine e My Sweet Lord. Quando o álbum foi remasterizado em CD, a música ganhou uma versão nova chamada "My Sweet Lord 2000".

Em 1971, pela primeira vez na história do rock, George Harrison organizou um show humanitário. O show aconteceu em 1 de agosto no Madison Square Garden, de Nova York, reuniu cerca de 40.000 pessoas e contou com a participação de Eric Clapton, Ravi Shankar, Bob Dylan, Ringo Starr, Leon Russell, Billy Preston e o grupo Badfinger. Os outros ex-Beatles também foram chamados mas só Ringo Starr compareceu. Paul alegou ser muito cedo para reunir a banda novamente e John não compareceu porque o convite não se estendeu a sua esposa, Yoko Ono. O The Concert For Bangladesh foi feito com a finalidade de arrecadar fundos para refugiados de Bangladesh. Em 2005 o álbum foi relançado em CD e em DVD e as arrecadações foram doadas à Unicef.

De forma adicional ao seu próprio trabalho, George Harrison escreveu duas canções para Ringo Starr, "It Don't Come Easy" (creditada apenas a Ringo Starr, lançada como single) e "Photograph" (parceria entre Harrison/ Starr), incluída no álbum Ringo, de 1973. Colaborou com o álbum Imagine (1971), de John Lennon, assim como nas canções "You're Breakin' My Heart" de Harry Nilsson, "Day After Day" de Badfinger, "That's The Way God Planned It" de Billy Preston e "Basketball Jones" de Cheech & Chong.

Seu próximo álbum se chamou Living in a Material World (1973) e fez sucesso com a canção "Give me Love (Give me peace on Earth)", segunda a atingir o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos, depois de "My Sweet Lord".

Em 1974, George separou-se da sua primeira mulher, Pattie Boyd, que depois acabou tendo um romance com seu amigo Eric Clapton - que era apaixonado por ela havia muito tempo e chegou a escrever para ela a famosa canção "Layla". No mesmo ano, ele lançou o álbum Dark Horse, que teve muitas críticas negativas. George iniciou sua primeira turnê e seus shows foram muito criticados por conter um longo número do artista Ravi Shankar e também porque George sofria de problemas vocais e sua voz apresentou-se falha. George também lançou seu selo, a Dark Horse Records. O selo começou a funcionar somente em 1976.

Extra Texture foi seu último álbum lançado pela Apple Records, em 1975. Foi um álbum para cumprir contrato com a gravadora. A canção "You" foi o sucesso do álbum, embora não tenha atingido o primeiro lugar nas paradas. O álbum chegou na posição 8 nas paradas de sucesso dos Estados Unidos.

Somente em 1976 é que George lançou um álbum pelo seu selo, a Dark Horse Records, 33 1/3. Na época George ficou doente com hepatite, o que fez com que ele mudasse a distribuidora do álbum da A&M Records para a Warner Bros Records pelo fato que a A&M Records queria que ele entregasse um novo álbum até junho e isso se tornou impossível com a doença. Para o álbum ele escreveu "This Song", canção que satirizava o caso de plágio de "My sweet Lord". As canções "This Song" e "Crackerbox Palace" fizeram um certo sucesso e o álbum atingiu o décimo primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. A única promoção que George fez para o álbum foi se apresentar junto ao cantor Paul Simon no programa Saturday Night Live em 20 de novembro de 1976.

Em 1979, George lançou um álbum que tinha seu nome no título, George Harrison. O álbum trouxe um sucesso modesto com a canção "Blow Away" e atingiu o décimo sexto lugar nos Estados Unidos. No mesmo ano, George junto com um sócio, Denis O'Brian, lançou a produtora de filmes chamada Handmade Films. Com a Handmade foram produzidos, entre outros, os filmes A Vida de Brian (com o grupo Monty Python) e Shangai Surprise (com Madonna).

Anos 80[editar | editar código-fonte]

George Harrison cantando ao vivo a canção "Here Comes the Sun", na Arena Wembley, em 1987.

Em 1980, ele escreveu uma autobiografia intitulada I Me Mine, onde falava pouco dos Beatles e mais de seus hobbies preferidos: corridas de Fórmula 1 e jardinagem. O livro inclui também letras de suas músicas e fotos raras. John Lennon, antes de morrer, declarou que ficou magoado com George por ter sido pouco mencionado em sua biografia.

Após o assassinato de John Lennon, em 1980, escreveu a canção "All Those Years Ago" em sua homenagem e chamou Paul McCartney, Linda McCartney e Ringo Starr para participarem da gravação. A canção foi lançada no álbum de 1981, Somewhere in England e se tornou um sucesso, atingindo o segundo lugar nos Estados Unidos. Mas o álbum marcou um dos piores momentos da sua carreira. A Warner Bros. Records rejeitou quatro músicas ("Tears of the World", "Sat Singing", "Lay His Head" e "Flying Hour").

Em 1982, George lançou o álbum Gone Troppo, considerado um de seus piores trabalhos, mas conseguiu fazer um pouco de sucesso com a canção "Wake up My Love". Depois deste álbum, George ficou 5 anos sem gravar e deu prioridades a outros afazeres.

Em 1987, George lançou o álbum Cloud 9, que foi produzido por Jeff Lynne (Electric Light Orchestra). Depois de 5 anos, foi uma volta com reconhecimento de público e de crítica. George convidou mais uma vez alguns amigos para participar do álbum: Eric Clapton, Ringo Starr e Elton John, além do próprio Jeff Lynne. A canção "I got my mind set on you", escrita por Rudy Clark na década de 1960, atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos e segundo na Inglaterra. A canção "When We Was Fab" em referência aos Beatles conseguiu sucesso mais modesto. No video clip desta canção George aparerece junto com Ringo Starr e Paul McCartney, este fantasiado de leão marinho em homenagem às fantasias usadas no filme Magical Mystery Tour. O álbum alcançou o posto de número 8 nas listas de sucessos dos Estados Unidos e o número 10 nas britânicas, dando a Harrison seu melhor resultado desde Living in the Material World.

Um anos depois de Cloud 9, ele formou um grupo com amigos. Os Traveling Wilburys tinha, além de George, Jeff Lynne, Bob Dylan, Roy Orbison e Tom Petty. Cada um participou da banda com um pseudônimo. Eles lançaram o disco Traveling Wilburys Vol.1 ainda em 1988.

No ano seguinte, foi lançada a coletânea Best of Dark Horse Years que trouxe ainda algumas canções inéditas: "Poor Litte Girl", "Cheer Down" e "Cockamamie Business".

Anos 90[editar | editar código-fonte]

No primeiro ano da nova década viria a luz o segundo álbum do Traveling Wilburys, Traveling Wilburys Vol. 2, apesar da morte de Roy Orbison em 1988. Como substituto, o grupo havia pensado em Del Shannon, mas em fevereiro de 1990 o músico se suicidou.

Em 1991, George iniciou uma turnê pelo Japão, acompanhado por Eric Clapton. O álbum com a turnê, Live in Japan, foi lançado em 1992. Foi seu segundo álbum ao vivo lançado e a primeira turnê feita em sua carreira solo desde a de 1974. Nesta turnê, diferentemente da de 74, foram incluídas no repertório algumas composições clássicas da época dos Beatles além das da carreira solo.

Entre 1994 e 1996, empreendeu junto a Paul McCartney e Ringo Starr o projeto The Beatles Anthology, que consiste em um documentário com um pouco mais de 10 horas sobre a banda. E também gravaram "Free as A Bird" e "Real Love", que eram tapes caseiros (fornecidos por Yoko) de meados dos anos 70 onde John Lennon tocava piano e cantava. E apesar de McCartney afirmar no documentário que os fãs de Lennon já tinham escutado essas duas músicas, era a primeira vez que eles tinham escutado. Em 1996, gravou e produziu junto a Carl Perkins a canção "Distance Makes No Difference With Love" para álbum dele, Go-Cat-Go.

A última aparição de Harrison na televisão teve lugar em 1997 para a promoção de Chants of India, em uma colaboração junto a seu amigo e músico hindu Ravi Shankar. No programa, Harrison interpretou, depois de que uma pessoa do público lhe pediu uma "canção dos Beatles" e ele respondeu "creio que não conheço nenhuma", a canção "All Things Must Pass" e "Any Road", esta última só seria lançada em 2002 no seu álbum póstumo Brainwashed.

Depois da turnê, George desapareceu da mídia e começou sua batalha contra o câncer de pulmão. Em 30 de dezembro de 1999, Harrison sobreviveu a um ataque de um intruso em sua própria casa. Harrison e sua mulher, Olivia, enfrentaram o intruso que foi posteriormente levado pela polícia. Michael Abram, de 35 anos, declarou que estava possuído pelo espírito de Harrison e que era uma missão concedida por Deus matar-lhe. Mais tarde foi preso em um sanatório mental. Após o incidente, Harrison ficou relativamente traumatizado e limitou ainda mais suas aparicões públicas.

Em 2001, Harrison apareceu como convidado no álbum Zoom da Electric Light Orchestra, tocando guitarra slide.

Morte[editar | editar código-fonte]

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O primeiro sinal de câncer de George apareceu na década de 1990, no pulmão. Ele enfrentou várias cirurgias para eliminá-lo. Em 2001, o câncer reapareceu em metástase. Apesar dos tratamentos agressivos, logo se descobriu que era terminal, decidindo de imediato passar seus últimos dias em família e trabalhar em alguns projetos para posteriormente serem terminados por sua viúva e filho.

Segundo o site Netparque,[26] "Quando, às oito da manhã de sexta-feira, 30 de Novembro, o Mundo soube da morte de George Harrison, já o seu corpo tinha sido cremado e as suas cinzas a caminho de um rio sagrado da Índia.

O ex-Beatle preparou minuciosamente a sua morte e discretamente, como era sua filosofia de vida, não permitindo a invasão da sua privacidade e da sua família.

Só três pessoas sabiam onde e como George Harrison iria morrer: a mulher Olivia e o amigo Gavin De Becker, que se encarregou do plano. Nem o filho, Dhani Harrison, sabia onde o pai iria morrer, para que o círculo do segredo ficasse ainda mais fechado.

No dia 14 de Novembro, quando estava internado em Nova Iorque, George Harrison foi avisado de que já não teria muito tempo de vida. "Onde vou morrer?", perguntou.

Postas de parte as hipóteses de morrer na sua casa em Londres ou no Staten Island University Hospital, de Nova Iorque, onde estava internado, George Harrison combinou com Gavin De Becker que morreria protegido por este em Beverly Hills, afastado dos olhares do mundo, depois de ter ponderado a hipótese de sua casa no Havaí. "George Harrison não queria a sua fotografia num caixão como epitáfio", disse um amigo.

No dia 17 de Novembro, foi dada alta de Nova Iorque ao ex-Beatle. Harrison tinha pouco tempo para se despedir da família e dos amigos. Entre outros, chamou a irmã, Louise, que dirige o Hotel "A Hard Day"s Night", em Illinois, e os amigos de sempre Paul McCartney e Ringo Starr.

George e Louise estavam de relações frias, depois de Louise ter aberto o hotel com o nome de uma canção/álbum/filme dos Beatles, o que não agradou ao irmão.

A um Paul McCartney de lágrimas nos olhos, George disse que "já não estaria aqui no Natal".

Ringo, que estava em Boston à cabeceira da filha, também com cancro, voou de imediato e disse que não sairia de ao pé de George "até ao fim", adiando para isso a digressão no Canadá. "Não adies. Eu estou em paz", respondeu-lhe George Harrison.

Sem publicidade, no dia 17 de Novembro, George Harrison voou no jacto privado de Gavin De Becker para Santa Monica, California, tendo depois sido transportado de ambulância descaracterizada até ao UCLA Medical Centre, em Los Angeles para tratamentos.

No dia 20, a situação clínica do ex-Beatle deteriorou-se, pelo que George Harrison foi transferido para casa de Gavin De Becker, em Beverly Hills, onde ficou isolado. A única visita exterior permitida foi a de Ravi Shankar que lhe tocou cítara.

A morte viria a ocorrer às 13h30 locais (21h30 em Lisboa), (15h30 em Brasília) de quinta-feira, 29 de Novembro.

Segundo o "News Of The World", além da família, dois dos seus melhores amigos indianos, Shayam Sundara e Mukunda, entoaram cânticos Hare Krishna, enquanto o ex-Beatle desfalecia.

O corpo de George Harrison foi cremado às 06h30 do dia 30 de Novembro (hora de Lisboa), tendo o caixão sido coberto por pétalas de rosa numa cerimónia Hare Krishna com o ambiente envolto em essência de sândalo. Um mestre Hare Krishna recitou versos sagrados hindus, do livro Bhagavad-Gita.

As cinzas voam segunda-feira, 3 de Dezembro, para a Índia onde seriam espalhadas num rio sagrado, provavelmente o Rio Yamuna, a 40 milhas do Taj Mahal, o rio sagrado que o ex-Beatle amava, ou o Ganges.

A família de George Harrison pediu entretanto a todos admiradores do músico um minuto de silêncio na segunda-feira, 3 de Dezembro, às 21h30, como tributo ao guitarrista.

"Estamos profundamente comovidos pela demonstração de amor e solidariedade de pessoas de todo o mundo", disseram a mulher de George, Olivia, sua antiga secretária na editora, e o filho Dhani, de 23 anos.

O álbum póstumo de George Harrison, Brainwashed, foi completado por seu filho Dhani Harrison e Jeff Lynne e lançado em 18 de novembro de 2002, recebendo positivas críticas e alcançando o posto 18 nas paradas de álbuns da Billboard. Dentre as canções do álbum se destacam o promocional "Stuck Inside a Cloud" e "Any Road" que alcançou o posto 37 nas paradas de sucesso britânicas.

Exatamente um ano após sua morte, Olívia Harrison, sua mulher, e Eric Clapton, seu amigo, organizaram o Concert For George, no Royal Albert Hall, em Londres. O concerto contou com a presença do filho de George, Dhani, além de grandes amigos como Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton, Billy Preston, Ravi Shankar, Tom Petty, Jeff Lynne, Jim Capaldi, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Brian Johnson, Ray Cooper, integrantes do Monty Python e Tom Hanks.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Pattie Boyd e George Harrison em cena de A Hard Day's Night (1964).
Olívia Harrison, a segunda mulher de George.

George Harrison era espiritualista. Casou-se com a modelo Pattie Boyd em 21 de janeiro de 1966, tendo Paul McCartney como padrinho.[27] Eles se conheceram em 1964, durante as filmagens do filme A Hard Day's Night ("Os Reis do Iê-Iê-Iê", no Brasil). No final dos anos 60, Eric Clapton apaixonou-se por Pattie e para ela compôs Layla. O casamento com Pattie terminou em 1973, e ela acabou casando com Eric posteriormente. Apesar da situação, George e Eric continuaram grandes amigos até a morte de Harrison. E se chamavam de "husbands in law", uma espécie de "maridos-cunhados".

Harrison casou-se pela segunda vez com Olivia Trinidad Arias em 1978. A cerimônia aconteceu em 2 de setembro na casa de Harrison, tendo o cantor Joe Brown como padrinho. George conheceu Olivia em 1974, quando ela era secretária da A&M Records. Em 1 de agosto de 1978, um mês antes do casamento, nasceu o filho deles, Dhani Harrison, aliás o único filho dele.

A mãe de George morreu de câncer em 1970 aos 58 anos de idade; sua música "Deep Blue" (Lado B de um single de 1971), foi inspirada em suas visitas ao hospital. Seu pai morreu de câncer aos 70 anos de idade, oito anos após a mãe. O irmão de George, Harry, morreu nos anos 90 e Peter em 2007, ambos de câncer.

Harrison era fã de corridas automobilísticas. Ele colecionava fotos de carros e era visto constantemente na área de paddock de várias corridas de Formula 1. Ele escreveu a música "Faster" em homenagem a Jackie Stewart. No filme Anthology, George, Paul McCartney e Ringo Starr são vistos ao redor de uma mesa conversando com um poster do piloto Ayrton Senna atrás deles. Ele também era um grande fã de corridas de Mini Cooper.

Em 2011 foi lançado George Harrison: Living in the Material World, documentário sobre a vida de George dirigido por Martin Scorsese e tendo Olívia como uma das produtoras.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Segundo o livro The love you make, escrito por Peter Brown (diretor da NEMS Enterprises, empresa dos Beatles), George, acompanhado da mulher, teria se declarado apaixonado por Maureen Starkey, mulher de Ringo, durante um jantar que reuniu os dois casais. Segundo Peter Brown, George e Maureen tiveram um caso após o incidente mas ninguém jamais confirmou a história.
  • A canção "Something", totalmente de sua autoria, é a segunda música dos Beatles mais regravada de todos os tempos, atrás apenas de "Yesterday" e a única outra de sua autoria a chegar ao topo das paradas na época dos Beatles, além de "For You Blue", também de sua autoria, que foi single número um em 1970 junto com "The Long and Winding Road" como um sucesso de "single de dois lados", pela Billboard Hot 100.
  • Foi o primeiro ex-Beatle a visitar o Brasil em 1979, quando deu uma entrevista exclusiva para o repórter Ricardo Pereira, do Fantástico.[28]
  • Ele usou vários pseudônimos durante sua carreira. Entre eles: Arthur Wax, Carl Harrison, George Harrysong, George O'Hara, Hari Georgeson, Nelson Wilbury e Spike Wilbury.
  • Grava sua última música apenas dois meses antes de falecer, com o título de "Horse To The Water", música que gravou com Jools Holland no dia 1º de outubro.
  • Seu único filho Dhani Harrison é fisicamente tão parecido com George que quando foi realizado o show The concert for George, Paul McCartney disse que parecia que George estava lá jovem enquanto todos tinham envelhecido.
  • Ele foi classificado no posto 11 da lista "Os 100 melhores guitarristas de todos os tempos" elaborada pela revista musical Rolling Stone, mas muitos músicos o consideram número 1.[29]
  • Recebe estrela da Calçada da Fama em 14 de abril de 2009, sendo o segundo ex-Beatle a receber uma Estrela da Calçada da Fama de Hollywood. O Primeiro foi John Lennon em 1988. Entre os que compareceram estava o ex-parceiro de banda, Paul McCartney, a viúva Olivia, o filho Dhani Harrison, o ex-Monty Python Eric Idle, o ator Tom Hanks, Jeff Lynne, Tom Petty, Joe Walsh e T-Bone Burnett.[30]

Composições de George Harrison nos Beatles[editar | editar código-fonte]

Discografia solo[editar | editar código-fonte]

Traveling Wilburys[editar | editar código-fonte]

  • Travelling Wilburys, vol 1, 1988
  • Traveling Wilburys, vol 3, 1990

Concert For George[editar | editar código-fonte]

Documentário[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. George Harrison biography (em inglês). shawstar.com. Página visitada em 18 de julho de 2011.
  2. "Às vezes, lhe é dado Harold como nome do meio, como em 'George Harold Harrison,' mas isso é incorreto. Harrison não teve nome do meio, como pode ser visto em sua certidão de nascimento. Harold foi seu pai, assim como o nome do seu irmão mais velho." link
  3. a b Dave Laing (30 de novembro de 2001). George Harrison 1943—2001 (em inglês). guardian.co.uk. Página visitada em 18 de julho de 2011.
  4. Schaffner, The Boys from Liverpool págs. 77—78
  5. 100 Greatest Guitarrists: George Harrison (em inglês). rollingstone.com. Página visitada em 18 de julho de 2011.
  6. Handwritten Harrison Beatles lyrics up for auction (em inglês). CBC Arts (11 de janeiro de 2007). Página visitada em 18 de julho de 2011.
  7. HandMade PLC (em inglês). handmadeplc.com. Página visitada em 18 de julho de 2011.
  8. a b Harry, The Beatles' Encyclopedia, pág. 492.
  9. Miles e Badman, The Beatles' Diary, pág. 6.
  10. Beatles Ireland — George Harrison Irish Heritage (em inglês). Beatles Ireland. Página visitada em 7 de dezembro de 2008.
  11. Ingham, Rough Guide to the Beatles, pág. 328.
  12. Miles and Badman, The Beatles' Diary, pág. 7.
  13. Harrison, I Me Mine, pág. 28.
  14. Frame, Rockin' Around Britain, pág. 73.
  15. Giuliano, Dark Horse, pág. 9.
  16. a b George Harrison school life. Página visitada em 18 de julho de 2011.
  17. Bill Harry. Beatles Browser Four (p3) (em inglês). Mersey Beat. Página visitada em 18 de julho de 2011.
  18. Lives in Brief: Peter Harrison (em inglês). The Times (20 de julho de 2007). Página visitada em 18 de julho de 2011.
  19. Shapiro, Behind Sad Eyes, pág. 23.
  20. Miles, The Beatles' Diary: An Intimate Day by Day History, pág. 18.
  21. Lewisohn, Mark. The Complete Beatles Chronicle. [S.l.]: Pyramid Books, 1992. 13 p.
  22. Lewisohn, Mark. The Complete Beatles Chronicle. [S.l.: s.n.], 1992. 122 p.
  23. Olivia Harrison. Concert for George: A Celebration of the life of George Harrison. [S.l.]: Genesis Publications, 2006. ISBN 0-904351-92-0
  24. George Harrison: The Spiritual Leader of the Beatles. Página visitada em 14 de setembro de 2007.
  25. Sulpy, Doug; Schweighardt, Ray. Get Back: The Unauthorized Chronicle of the Beatles' Let It Be Disaster. [S.l.]: Helter Skelter Publishing, 2003. ISBN 1-9009 -83-8
  26. "ART OF DYING" ("ARTE DE MORRER"), SEGUNDO GEORGE HARRISON. Página visitada em 15 de setembro de 2008.
  27. Turner, Steve, Carlton Books Ltd, A Hard Day's Write: The Stories Behind Every Beatles Song, 2010. ISBN 978-1-847-32595-2
  28. [1]
  29. The 100 Greatest Guitarists of All Time. Rolling Stone.
  30. [2]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Babiuk, Andy; Lewisohn, Mark; Bacon, Tony. Beatles Gear: All the Fab Four's Instruments, from Stage to Studio. [S.l.]: Backbeat Books, 2002. ISBN 0-87930-731-5
  • Davies, Hunter. The Beatles. Second Revised ed. New York: McGraw-Hill, 1985. ISBN 0-07-015526-7
  • Everett, Walter. The Beatles as Musicians: The Quarry Men Through Rubber Soul. US: Oxford University Press, 2001. ISBN 019514105
  • Everett, Walter. The Beatles as Musicians: Revolver through the Anthology. US: Oxford University Press, 1999. ISBN 0-19-512941-5
  • Frame, Pete. Pete Frame's Rockin' Around Britain: Rock'n'roll Landmarks of the UK and Ireland. [S.l.]: Music Sales Group, 1999. ISBN 0-7119-6973-6
  • Giuliano, Geoffrey. Dark Horse: The Life and Art of George Harrison. Revised ed. New York: Da Capo Press, 199 7. ISBN 0-306-80747-5
  • Greene, Joshua M. Here Comes the Sun: The Spiritual and Musical Journey of George Harrison. [S.l.]: John Wiley and Sons, 2007. ISBN 0-470-12780-5
  • Harrison, George. I, Me, Mine. New York: Simon & Schuster, 1980. ISBN 0-671-42787-3
  • Harry, Bill. The Beatles Encyclopedia: Revised and Updated. [S.l.]: Virgin Publishing, 2000. ISBN 0-7535-0481-2
  • Harry, Bill. The George Harrison Encyclopedia. [S.l.]: Virgin Books Ltd, 2003. ISBN 0-7535-0822-2
  • Higgins, Jon B. Contributions to Asian Studies. [S.l.]: Brill Academic Publishers, 1978. ISBN 90-04-05809-5
  • Huntley, Elliot J. Mystical One: George Harrison: After the Break-up of the Beatles. [S.l.]: Guernica Editions, 2004. ISBN 1-55071-197-0
  • Partridge, Christopher Hugh. The re-enchantment of the West: alternative spiritualities, sacralisation, popular culture, and occulture. illustrated ed. [S.l.]: Continuum International Publishing Group, 2005. ISBN 0567082695
  • Ingham, Chris. The Rough Guide to the Beatles: The Story, the Song, the Solo Years. [S.l.]: Rough Guides, 2003. ISBN 1-84353-140-2
  • Leng, Simon. While My Guitar Gently Weeps: The Music of George Harrison. [S.l.]: SAF Publishing Ltd, 2003. ISBN 0-946719-50-0
  • Leng, Simon. While My Guitar Gently Weeps: The Music of George Harrison. Revised ed. [S.l.]: Hal Leonard, 2006. ISBN 1-4234-0609-5
  • Miles, Barry. The Beatles Diary: An Intimate Day by Day History. East Bridgewater, MA: World Publications Group, 2007. ISBN 1-57215-010-6
  • Miles, Barry; Badman, Keith. The Beatles Diary: The Beatles Years. [S.l.]: Omnibus Press, 2001. ISBN 0-7119-8308-9
  • Pedler, Dominic. The Songwriting Secrets of the Beatles. [S.l.]: Omnibus Press, 2003. ISBN 0-7119-8167-1
  • Roberty, Marc; Charlesworth, Chris. The Complete Guide to the Music of Eric Clapton. [S.l.]: Omnibus Press, 1995. ISBN 0-7119-4305-2
  • Schaffner, Nicholas. The Beatles Forever. Harrisburg: Cameron House, 1977. ISBN 0-8117-0225-1
  • Schaffner, Nicholas. The Boys from Liverpool: John, Paul, George, and Ringo. [S.l.]: Taylor & Francis, 1980. ISBN 0-416-30661-6
  • Shapiro, Marc. Behind Sad Eyes: The Life of George Harrison. [S.l.]: St. Martin's Press, 2002. ISBN 0-312-30993-7
  • Unterberger, Richie. Turn! Turn! Turn!: The '60s Folk-rock Revolution. [S.l.]: Backbeat Books, 2002. ISBN 0-87930-703-X

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]