Karlheinz Stockhausen

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Karlheinz Stockhausen
Karlheinz Stockhausen, 2004.
Karlheinz Stockhausen, 2004
Informação geral
Nascimento 22 de Agosto de 1928
Origem Mödrath
País  Alemanha
Data de morte 5 de dezembro de 2007 (79 anos)[1]
Gênero(s) música contemporânea, música concreta, música eletrônica
Instrumento(s) Piano
Página oficial www.stockhausen.org

Karlheinz Stockhausen (Mödrath, 22 de Agosto de 1928Kuerten, 5 de Dezembro de 2007[1] ) foi um compositor alemão de música contemporânea. Foi colega de Pierre Boulez e ambos estudaram com o compositor e organista Olivier Messiaen.

Considerado um dos maiores compositores do final do século XX, foi o responsável por trabalhos artísticos de grandiosidade indiscutível. As suas obras revolucionaram a percepção de ritmo, melodia e harmonia. Trabalhos como Stimmung e Mikrophonie marcaram época quando da sua estréia pois exigiam do público percepção musical aguçada. De suas obras mais ambiciosas destacam-se o quarteto de cordas com helicópteros (Helikopter-Streichquartett) (que é tocado com estes instrumentos mesmo: um quarteto de cordas e quatro helicópteros), parte integrante de um trabalho em desenvolvimento de mais de dez anos, e a ópera Licht baseada em textos sânscritos e budistas que tem suas partes distribuídas nos dias da semana.

Obras importantes[editar | editar código-fonte]

Estudos[editar | editar código-fonte]

Após ter criado a primeira peça que fazia uso da técnica da síntese aditiva com base na unidade da onda senoidal, Stockhausen compôs dois estudos de música eletrônica (Studie I e Studie II) com o objetivo de analisar as potencialidades dos sons eletrônicos e criar novos timbres sem o auxílio de instrumentos, apenas com a mistura de ondas senoidais (através de um método por ele desenvolvido) e a vibração induzida de uma película com a onda resultante das misturas (princípio da caixa de som). Suas obras seguintes, assim como toda a música eletrônica, tiveram forte embasamento nos resultados que alcançou nessas duas peças musicais. Antes disso o compositor já havia criado um estudo de música concreta,e havia dado à peça o nome de Estude.

Licht[editar | editar código-fonte]

Licht (luz em alemão) é a sua mais ambiciosa e demorada criação. É ciclo de sete meta-óperas (teatro musical), cada uma tendo por título um dia da semana, na qual entendeu unificar história do Universo e história do Homem, o biológico e o religioso, criação e evolução. No total, cerca de 29 horas de música e acção cénica que lhe custaram 27 anos de trabalho, concluído em 2004.

Klang[editar | editar código-fonte]

Quando terminou a composição de Licht iniciou Klang (vocábulo que significa som, mas ao qual se liga um timbre). Esta composição teria 24 partes, correspondendo às 24 horas do dia. Como um Livro de Horas inscrito de sensações acústicas. Compôs as horas I-V e XIII e terá terminado a VII e a X, com estreia prevista para 2008. Uma delas Stockhausen terminou na véspera da sua morte.

Influência[editar | editar código-fonte]

Stockhausen e sua música foram controversos e influentes. As obras Studier I e II (especialmente a segunda) tiveram uma grande influência no desenvolvimento da música eletrônica nas décadas de 1950 e 1960, particularmente nos trabalhos de Franco Evangelisti, Andrzej Dobrowolski e Włodzimierz Kotoński (Skowron 1981, 39). A influência de Kontra-Punkte, Zeitmasse e Gruppen pode ser observada no trabalho de diversos compositores, incluindo obras de Igor Stravinsky como Threni (1957-1958) e Movements para piano e orquestra (1958-1959). Músicos de jazz como Miles Davis (Bergstein 1992), Cecil Taylor, Charles Mingus, Herbie Hancock, Yusef Lateef (Feather 1964) e Anthony Braxton (Radano 1993, 110) citaram Stockhausen como uma influência, assim como artistas do rock como Frank Zappa, que reconhecem o compositor em seu álbum de estréia com o Mothers of Invention, Freak Out! (1966). Os Beatles incluíram uma imagem do compositor na capa de seu álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967. O maestro brasileiro Rogério Duprat foi seu aluno e pioneiro da música eletrônica no Brasil. Richard Wright e Roger Waters do Pink Floyd também consideram Stockhausen como uma influência (Macon 1997, 141). Os fundadores da banda Kraftwerk estudaram com Stockhausen (Flur 2003, 228). Mesmo artistas mais atuais como a cantora Björk, Thom Yorke e Trent Reznor também citam o compositor[2] .

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Referências

  • Skowron, Zbigniew. Muzyka elektroniczna Karlheinza Stockhausena. Okres prób i doswiadczen (em português) Música eletrônica de Karlheinz Stockhausen. Um período de tentativas e experiências.. [S.l.: s.n.], 1981.
  • Bergstein, Barry. Miles Davis and Karlheinz Stockhausen: A Reciprocal Relationship. The Musical Quarterly 76: [s.n.], 1992. 502–525 pp.
  • Feather, Leonard. Blindfold Test: Yusef Lateef. Down Beat 31: [s.n.], 1964.
  • Radano, Ronald M.. New Musical Figurations: Anthony Braxton's Cultural Critique. Chicago: University of Chicago Press, 1993.
  • Macon, Edward L.. Rocking the Classics: English Progressive Rock and the Counterculture. nova Iorque: Oxford University Press, 1997. ISBN 0-19-509887-0
  • Flur, Wolfgang. Kraftwerk: I Was a Robot. 2 ed. Londres: Sanctuary Publishing, 2003. ISBN 1-86074-417-6

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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