Quarteto de cordas

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Quarteto de cordas é um grupo musical de quatro instrumentos de corda - quase sempre dois violinos, uma viola e um violoncelo - ou uma peça escrita para ser executada por tal grupo. O quarteto de cordas é um dos grupos de câmara de mais destaque na música clássica.

Definição e estrutura[editar | editar código-fonte]

Embora qualquer combinação de quatro instrumentos de corda possa ser chamada literalmente de "quarteto de cordas", na prática o termo se refere ao grupo que consiste de dois violinos (o "primeiro", que normalmente toca a linha melódica no registro de notas mais alto, e o "segundo" violino, que toca as notas mais graves da harmonia), uma viola e um violoncelo. Caso o compositor crie música para quatro outros instrumentos de corda, como três violinos e um contrabaixo, ou violino, viola, violoncelo e violão, a instrumentação é geralmente indicada. O quarteto de cordas em sua formação padrão é considerado como uma das formas mais importantes de música de câmara, e a maioria dos compositores desde o fim do século XVII compuseram neste formato.

Uma composição para quatro músicos utilizando-se de instrumentos de corda pode apresentar qualquer estrutura, porém o termo, tradicionalmente, era composto em quatro movimentos, seguindo uma estrutura geral similar às das sinfonias clássicas. O primeiro e último movimentos costumam ser rápidos, tipicamente, enquanto o segundo e o terceiro consistem de um movimento lento e outro mais dançante (como um minueto, scherzo, furiant), em qualquer ordem. Apesar de exceções de destaque, o século XX viu esta estrutura ser gradualmente abandonada pelos compositores, embora mudanças significativas à estrutura típica já houvessem sido realizadas nos últimos quartetos de Beethoven.

Diversos outros grupos de câmara podem ser vistos como modificações do quarteto de cordas, como o quinteto para piano, que nada mais é que um quarteto de cordas com o acréscimo de um piano; o quinteto de cordas, que é um quarteto de cordas com a adição duma viola, violoncelo ou contrabaixo; o trio de cordas, que contém um violino, uma viola e um violoncelo; e o quarteto para piano, um quarteto de cordas com a substituição dum dos violinos por um piano.

História[editar | editar código-fonte]

A forma do quarteto de cordas passou a ser utilizado após a primeira metade do século XVIII. As primeiras obras de Joseph Haydn para o formato tinham cinco movimentos e lembravam o divertimento (título que chegaram a receber em algumas edições) ou a serenata; porém os quartetos opus 9, de 1769-1770, já apresentam a estrutura que se tornaria padrão tanto para Haydn quanto para outros compositores: quatro movimentos, um rápido, um lento, um minueto e trio e um final rápido. Por estes exemplos terem ajudado a codificar um formato que se originou na suíte barroca, Haydn é chamado frequentemente de "pai do quarteto de cordas", e chegou a executar seus quartetos em ocasiões sociais, em quartetos de corda improvisados dos quais o jovem Wolfgang Amadeus Mozart também participava.

Desde a época de Haydn o quarteto de cordas adquiriu cada vez mais prestígio, e passou a ser considerado o verdadeiro teste da arte do compositor erudito, provavelmente devido ao fato de que a paleta sonora do quarteto é bem mais reduzida que a da música orquestral, forçando a música a se sustentar mais em suas próprias características do que nas cores e diversidades tonais, e pela tendência inerentemente contrapuntais na música escrita para quatro instrumentos tão similares.

A composição para o quarteto de cordas floresceu na era clássica, quando nomes como Mozart e Beethoven compuseram séries célebres de quartetos, tão ou mais considerados que os do próprio Haydn. No século XIX houve um leve desinteresse pelo formato, e os compositores da época normalmente compunham apenas um quarteto de cordas, apenas como forma de mostrar que tinham o domínio do gênero, que ainda trazia prestígio. Com a chegada da idade moderna da música erudita, o quarteto retornou à antiga popularidade entre os compositores, e passou a ter um papel central no desenvolvimento da obra de compositores como Arnold Schoenberg, Béla Bartók e, especialmente, Dmitri Shostakovitch e Heitor Villa-Lobos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • David Blum (1986). The Art of Quartet Playing: The Guarneri Quartet in Conversation with David Blum, New York: Alfred A. Knopf Inc. ISBN 0-394-53985-0,
  • Arnold Steinhardt (1998).Indivisible by four, Farrar, Straus Giroux. ISBN 0-374-52700-8
  • Edith Eisler (2000). 21st-Century String Quartets, String Letter Publishing. ISBN 1-890490-15-6
  • Paul Griffiths (1983). The String Quartet: A History, New York: Thames and Hudson. ISBN 0-500-01311-X
  • David Rounds (1999), The Four & the One: In Praise of String Quartets, Fort Bragg, CA: Lost Coast Press. ISBN 1-882897-26-9.
  • Robin Stowell, ed (2003) The Cambridge Companion to the String Quartet, Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-00042-4. A general guide to the history of string quartet ensembles, their repertory, and performance.
  • Francis Vuibert (2009), Répertoire universel du quatuor à cordes, ProQuartet-CEMC, ISBN 978-2-9531544-0-5