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A Paixão segundo São João, BWV 245 (em alemão:Johannes-Passion), é um oratório sacro de Johann Sebastian Bach. A peça foi composta em Leipzig, no inverno que precedeu a sexta-feira santa de 1724.

A obra é uma representação dramática do texto contido no Evangelho de João, emoldurada por dois corais (abertura e final) e dramatizada de forma reflexiva em recitativos, corais, ariosos, e arias. Comparada com a Paixão segundo São Mateus, BWV 244, a Paixão segundo São João tem sido descrita como mais extravagante, com um andamento expressivo, as vezes desenfreado e menos "acabado".

A Paixão é uma obra de ocasião, e por regra, foi ouvida apenas uma única vez. Obra muito elaborada artisticamente, o que o ouvinte não conseguia entender em termos estéticos, como disse Chafe, era compensado por seu conhecimento de uma rede de intenções que ligavam a experiência religiosa de cada um ao seu contexto cultural e religioso maior. A principal dentre essas intenções era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo.

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Boethius.jpeg
Boécio

(475 - 524)

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Guido de Arezzo

(992 - 1050)

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Guilherme, o trovador

(1071 - 1126)

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Leonin

(1135 - 1201)

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Guillaume de Machaut

(1300 - 1377)

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Johannes Ciconia

(1335 - 1412)

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Giovanni Palestrina

(1525 - 1594)

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Cscr-featured1.png Johann Sebastian Bach

(1685 - 1750)

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Cscr-featured1.png Wolfgang Amadeus Mozart

(1756 - 1791)

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Ludwig van Beethoven

(1770 - 1827)

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Cscr-featured1.png Frederick Chopin

(1810 - 1849)

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Richard Wagner

(1813 - 1883)

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Giacomo Puccini

(1858 - 1924)

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Stockhausen

(1928 - 2007)

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História da Música Ocidental

Música Antiga, Música Medieval,Música Renascentista, Música Barroca, Música clássica, Música clássica contemporânea, Música Romântica, Música Moderna, Música de Vanguarda


Teoria Musical

Clave, Contraponto, Harmonia, Melodia, Notação Musical, Percepção Auditiva, Ritmo, Solfejo, Terminologia Musical


Organologia

Cordas, Instrumentos de Teclas, Madeiras, Metais, Percussão


Musicologia

Acústica


Géneros Musicais

Balé, Cantata, Concerto, Coral, Madrigal, Música sacra, Ópera, Oratório, Sinfonia, Sonata, Suíte


Formas Musicais

Balada, Chacona, Estudo, Forma-sonata, Fuga (música), Passacaglia, Rondó, Scherzo, Siciliana, Variação, Canto, Coro, Música de Câmara, Música Instrumental, Música Profana, Música Sacra, Orquestra, Regência Coral


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Notícias da música erudita +

Votação 1 de outubro de 2014 -

Músicos do Mariinsky interpretam Tchaikovsky

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Desde que assumiu o papel de embaixador da música russa, Valery Gergiev tem rodado o mundo com a orquestra do Teatro Mariinsky (o antigo Kirov) com ciclos integrais de alguns dos principais compositores do país. Entre eles, está Tchaikovsky - e, nos últimos anos, maestro e músicos rodaram as principais capitais europeias tocando as seis sinfonias do autor. Em 2010, estiveram em Paris, quando as apresentações foram gravadas e transformadas em DVDs que saem agora em edição importada da Phillips (R$ 130, em média).

O pacote traz apenas as últimas três sinfonias - as mais famosas e, formalmente, mais bem realizadas de Tchaikovsky. Foram escritas entre 1877 e 1893 e, cada uma a seu modo, abordam temas caros ao compositor. Na quarta, o personagem principal seria o destino; na quinta, a providência divina; na sexta, os dois temas se misturariam ao desespero de um amor impossível, resultando em um testamento musical que antecederia a morte do autor.

Gergiev não gosta de conceder entrevistas, entre outros motivos, pela insistência da imprensa em abordar sua relação com o premiê russo Vladimir Putin - eles são compadres. Em outubro, no entanto, ele deu um depoimento em vídeo para o Carnegie Hall, onde realizou três concertos dedicados justamente a Tchaikovsky, e nele fala sobre a maneira como se aproxima de suas sinfonias.

Grande melodista, Tchaikovsky é criticado por uma suposta dificuldade em lidar com formas de composição amplas como a de uma sinfonia, o que levaria a partituras repetitivas e, virou um clichê afirmar, melodramáticas. Gergiev discorda. Começa falando das três primeiras sinfonias. São obras da juventude, concede. Até que, na terceira, algo acontece. Formalmente, não há grandes novidades; da mesma forma, a inspiração melódica já se manifestava nas obras anteriores, ainda que alcance, a partir daquele momento, níveis mais altos. O que, então, é diferente? "A orquestração passa a fazer toda a diferença", explica o maestro. "E o motivo é simples. Tchaikovsky, a essa altura, já é um autor bem sucedido de óperas, um verdadeiro homem de teatro."

Para Gergiev, o elemento teatral é fundamental na compreensão das últimas três sinfonias do compositor. "Elas são jornadas excitantes, ele nos conduz por meio de uma história que é a dele mas também a do ser humano como um todo." Na quarta sinfonia, por exemplo, "ele vai direto ao seu coração". "Há o silêncio e, de repente, uma música que desde o início é capaz de te arrebatar. Você não espera isso das sinfonias de Beethoven. Mas, em Tchaikovsky, é fundamental. Se você ignorar esse aspecto, então jamais vai compreender a grandeza dessas sinfonias. Pena." Essa percepção atravessa a quarta e a quinta sinfonias, mas é na sexta que atinge seu ápice. Gergiev a define como a obra-prima do compositor, sua sinfonia mais perfeita - e extrai dela, até os últimos suspiros da música, uma riqueza ímpar de coloridos.



1º Festival de Ópera de Brasília

Brasília será brindada com o 1º Festival de Ópera de Brasília no mês de junho. Uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e que tem à frente o maestro Claudio Cohen, regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Serão seis apresentações.

A abertura do Festival será no dia 7 de junho, na sala Villa Lobos com o concerto Mozart, com árias, trios e quartetos e o Réquiem de Mozart. Os solistas do Requiem são a soprano Livia Bergo (DF), a contralto Valdenora Pereira (DF), o tenor Francisco Bento (DF) e o baixo Thoroh de Souza, que começou a carreira em Brasília e atualmente mora em São Paulo. A regência será do maestro Claudio Cohen. O Festival, que tem como diretor Geral o maestro Claudio Cohen, regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, é uma homenagem ao também maestro Silvio Barbato, grande incentivador das óperas na capital federal.

Nos dias 17 e 18 será apresentada, na sala Villa Lobos, a ópera Pagliacci, de Leoncavallo. No papel principal se revezam o brasileiro Juremir Vieira, que hoje mora na Suíça, e Hélenes Lopes (GO) e no papel de Tonio estão o alemão Tobias Hagge e Leonardo Páscoa (RJ). O diretor de cena é o mineiro Francisco Mayrink e o maestro é Emílio de César de Brasília. No papel de Nedda estão as brasilienses Gandhia Brandão e Érika Kalina. No papel de Silvio, Marlon Maia e Hermógenes Correia. Roney Calazans interpreta Beppe.

Nos dias 23 e 24 será a vez da ópera Cavalleria Rusticana, com direção de Francisco Frias (DF) e regência do maestro Claudio Cohen. No papel de Turiddu está Martin Muehle e no papel de Santuzza estão Janette Dornellas (DF) E Chris Dantas (DF). Sebastição Teixeira (SP) e Gustavo Rocha (DF) interpretam Alfio. No papel de Mamma Lucia temos a mezzo soprano Clara Figueiroa. Andrea Maulaz e Nadja Lopes interpretam Lola.

As montagens de Pagliacci e Cavaleria Rusticana contarão com a participação de 60 pessoas entre solistas, cantores do coro e elenco de apoio que foram escolhidos em seleção pública realizada no Teatro Nacional. Os figurinos ficarão a cargo do ator e figurinista Theodoro Cochrane. A coordenação da produção de figurinos em Brasília ficará a cargo de Mariza de Macedo-Soares. Os cenários levarão a assinatura do cenógrafo e arquiteto mineiro Raul Belém.

O encerramento do Festival de Ópera acontecerá no dia 28 na Sala Villa Lobos, em grande estilo, com um concerto de gala.



Orquestra Sinfônica de Jerusalém faz concerto beneficente

Destaque no cenário da música erudita internacional, fundada em 1936 e já assistida por milhões de pessoas em todo o mundo, a Orquestra Sinfônica de Jerusalém realizará uma apresentação única no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em turnê pela América do Sul, é a primeira vez que o grupo se apresentará na cidade. O concerto será realizado em prol das obras assistenciais da Associação Beit Lubavitch, do Lar da Esperança e do Projeto Roda Viva da Comunidade do Borel.

Além do Regente Yeruham Scharovsky, que tem uma sólida carreira internacional e uma relação bem próxima com a cidade, já que comandou a Orquestra Sinfônica Brasileira entre 1998 e 2004, um dos destaques desta turnê é o músico No'am Buchman, primeiro flautista e solista da Orquestra Sinfônica de Jerusalém.



Palestras sobre música erudita em Loulé

O Ciclo de palestras sobre música erudita vai arrancar a 3 de Fevereiro na sala polivalente da Alcaidaria do Castelo de Loulé. Esta iniciativa irá contar com apresentação de José Carlos Fernandes todas as quartas-feiras, entre as 18h30 e as 20h30, até 16 de Junho.

Cada sessão poderá acolher um máximo de 25 participantes que irão ser convidados a fazer uma viagem ao longo de dez séculos de história da música. Os participantes irão ouvir curtos trechos das obras que são apontadas como grandes marcos musicais das diferentes épocas e irão tentar entendê-las à luz do contexto histórico e social em que surgiram e a da trajectória de vida dos seus criadores. A troca de ideias e discussão são elementos primordiais deste ciclo de palestras que os organizadores querem dinâmicas e não com o ritmo de uma lição escolar. Engenheiro do ambiente, ilustrador e autor de banda desenhada, José Carlos Fernandes nasceu em 1964, em Loulé. O mais produtivo autor de BD português das últimas décadas só começou a desenhar depois dos 25 anos, não tendo nenhuma formação artística. Realiza desde sempre banda desenhada para si, sem se preocupar com a sua publicação, tendo começado em finais de 1989, quando fez uma BD satírica para um fanzine temático sobre autores clássicos, a propósito de Alix, de Jacques Martin. José Carlos Fernandes conta com um vasto currículo onde estão também os trabalhos que realizou para o Parque Natural da Ria Formosa, a Câmara Municipal de Loulé, o Instituto Português da Juventude (Faro), entre outras instituições. Um dos seus trabalhos mais originais no domínio da Ilustração é Crossroads (BaleiAzul, 1999), com desenhos realizados antes do texto, que surgiu depois de João Ramalho Santos e João Miguel Lameiras terem dado unidade a elementos inicialmente dispersos.


28ª Oficina de Música de Curitiba

Quando o erudito encontra o popular

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Evento promove 89 cursos e mais de 80 concertos até o dia 31 de janeiro; um dos destaques é o quarteto estadunidense Fry Street

As tradicionais danças polonesas chamadas mazurkas ajudaram a moldar as composições de Frédéric Chopin. Heitor Villa-Lobos, maior compositor erudito brasileiro, se via em meio a choros e foi também seduzido por músicas que incorporavam parte do folclore nacional. Invertendo-se os papéis, o piano de Tom Jobim, um dos nomes da bossa nova, foi influenciado pelas composições libertárias de Claude Debussy.

“Quando o erudito encontra o popular e vice-versa” é o tema da 28.ª Oficina de Música de Curitiba, que começa com o concerto da Camerata Antiqua de Curitiba dia 10 e segue até o dia 31 de janeiro.

No compasso de grandes eventos musicais recentes, a 28.ª Oficina de Música de Curitiba também promove a responsabilidade social. Tanto por meio da reciclagem como na geração de renda para associações beneficentes.

Para produzir o material utilizado no evento, por exemplo, foram utilizadas garrafas pet e papel reciclado. Já os professores dos cursos ofertados neste ano vão receber sacolas feitas com banners utilizados nas oficinas de anos anteriores. A confecção é das mulheres do Clube de Mães da Vila das Torres, que há um ano e meio fazem parte do Projeto Sinergia. Ao produzir acessórios, geram renda para suas famílias e colaboram com a reciclagem.

“A questão da responsabilidade social em eventos existe no mundo todo e também queremos dar a nossa contribuição”, diz Janete Andrade, coordenadora-geral da Oficina de Música. Foi realizado também um convênio com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que estimou a emissão de gases poluentes – expelidos principalmente durante o transporte de músicos e alunos – durante todo o evento. Para compensar, serão plantadas 1,7 mil mudas de árvores nativas em lugar a ser definido.

Além disso, camisetas com tecido feito a partir de fibra de garrafa pet vão ser distribuídas entre os 170 funcionários e professores envolvidos na 28.ª Oficina de Música.

Serão cerca de 1,5 mil alunos em 89 cursos e mais de 80 concertos de praticamente todas as vertentes que preencherão teatros, casas de espetáculos e praças da cidade: da música antiga à MPB; da eletrônica à latino-americana. Entre os cursos, estão os de instrumentos, técnica vocal, composição, práticas de orquestra e de conjuntos, além de núcleos de estudo especializados, como o de música antiga. Ainda há vagas em 27 deles.

A principal novidade do evento é o local. O chamado “quartel general” onde alunos, professores e organizadores se encontram. Tradicionalmente realizado no Colégio Estadual do Paraná, em 2010 a Oficina ocorre no prédio da Universidade Tecnológica do ParanáUTFPR, antigo Cefet.

“O espaço sempre foi muito relevante para a cultura da cidade. Há músicos importantes que saíram de lá. Estamos muito contentes com essa parceria”, diz Janete Andrade, coordenadora-geral da Oficina de Música. A parceria integra as comemorações dos 100 anos da instituição.

Outras novas abordagens da versão 2010 do evento são os núcleos de música e tecnologia e música latino-americana, ambos coordenados pelos instrumentistas Glauco Solter e Sérgio Albach. “É uma proposta mais técnica, que trabalha a questão de software, da edição de música e da composição de trilhas”, diz Janete sobre a oficina de música e tecnologia. O contato maior com a música latino-americana, segundo a diretora da oficina, é uma “tendência”. Como representante do gênero, estará presente o Quarteto Candombe, do Uruguai, que mistura sons tradicionais do país à música africana. Outra atração internacional do evento é o quarteto norte-americano Fry Street que, além de se apresentar durante a oficina, participa dos cursos como residente. William Fedkenheuer, Rebecca McFaul, Brant Bayless e Anne Francis darão aulas de violino, viola e violoncelo, respectivamente.

Os músicos Christine Hoock (contrabaixo/Alemanha), Sérgio Carolino (tuba/Portugal), Jan Krzystof Broja (piano/Polônia), Enza Ferrari (ópera/Itália), Juan Miguel Quintana (viola da gamba/Argentina) e Gabriele Mirabassi (clarinete/Itália), entre outros, também estão confirmados.

Algo que volta a fazer parte da programação da Oficina de Música depois de pelo menos dez anos é a dança. Ministrado pela professora Raquel Aranha, o curso de dança barroca oferecerá uma introdução à linguagem escrita e gestual que compõem as suítes de danças francesas, como minuetos, bourrés, e gigas. “É sempre assim. Tentamos inovar”, complementa Janete.

O encerramento da 28.ª Oficina de Música de Curitiba acontece às 20h30 do dia 31 de janeiro no Teatro Guaíra com a apresentação do músico Antônio Nóbrega, que se junta a sete outros instrumentistas para apresentar um espetáculo que sintetiza seus últimos 15 anos de atividade.

Serviço:

28.ª Oficina de Música de Curitiba. De 10 a 31 de janeiro. Música erudita e Música antiga – 10 a 20 de janeiro. Música Popular Brasileira – de 21 a 31 de janeiro. Música e Tecnologia – de 25 a 29 de janeiro. Música latino-americana – de 25 a 29 de janeiro. Inscrições para os cursos em que ainda restam vagas podem ser realizadas a partir do dia 11, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas no prédio da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3165 - Curitiba/PR).



Figo e Camões levam chineses à música erudita.

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O futebolista Luís Figo e o poeta Luís de Camões foram dois motivos apontados por espectadores para ir ouvir a Orquestra Metropolitana no Grande Teatro de Jianxing (Leste da China), onde tocou quarta-feira à noite e foi aplaudida de pé.

Num país de contrates, dois espectadores referenciaram o épico português do século XVI, a aventura dos Descobrimentos e o futebolista Figo como "incentivos" para conhecer a orquestra portuguesa.

“Esta é uma orquestra do país de Luís Figo”, disse Ju Hao, 22 anos, empregado de um bar.

“Gosto muito de o ver jogar e senti vontade de vir ouvir a orquestra”, disse.

Ju Hao não conhece nenhum dos compositores que constituem o programa, nem mesmo os chineses escolhidos - Liu Tian Hua e Zheng Lu & Ma Hongye.

“A música clássica começou a ser mais divulgada nos últimos tempos, mas o que os chineses gostam muito é da ópera, para a maioria dos chineses música erudita é ópera”, disse Hao.

Um agente policial mais velho, que não se quis identificar, referiu à Lusa que sabia que “a orquestra vem de muito longe, de um país que séculos atrás descobriu por mar terras e tem um poeta chamado Camões”.

Tem-se tornado tradição na China, segundo explicou à Lusa o promotor da digressão da Metropolitana, “a realização de concertos por esta altura do ano, o período das festas, em várias cidades da China”.

Actualmente, numa coincidência singular, estão em digressão neste país duas orquestras nacionais, a Sinfónica Portuguesa e a Metropolitana de Lisboa.

Quarta-feira à noite, o concerto da Metropolitana foi antecedido pela actuação de um grupo instrumental de música tradicional chinesa, seguindo-se a evocação de Michael Jackson em palco por um actor chinês, que encenou duas músicas do falecido cantor norte-americano.

Em Jianxing, a Metropolitana causou sensação entre os meios de comunicação local com reportagem da abertura do concerto pelas televisões JXGD e JXRTV.

O público mostrou-se descontraído e falador, principalmente durante a execução da primeira peça, “A-ver-o-mar”, de Eurico Carrapatoso. Durante o concerto, várias crianças foram até junto do palco e os espectadores degustaram tangerinas, frutos secos e outros pequenos aperitivos.

No final, ouviram-se vários “bravos” e muitos aplaudiram de pé a Metropolitana que fez dois “encores”, a “Marcha de Radesky”, de Johann Strauss, acompanhada pelas palmas do público incitado pelo maestro Cesário Costa, e a abertura da ópera “Carmen”, de Georges Bizet.

Muitos foram os espectadores que fizeram questão de ir cumprimentar os músicos e ver de perto os instrumentos.

Jianxing, com uma população de 800.000 habitantes numa área de 3,9 quilómetros quadrados, é uma cidade industrial em grande expansão, a 110 quilómetros de Xangai, onde predomina a indústria de plásticos e a agricultura.

Nesta cidade, sede de uma região onde habitam quatro milhões de pessoas, os ocidentais ainda despertam grande curiosidade, tendo vários espectadores pedido para serem fotografados junto dos portugueses.

Hoje, a Metropolitana toca no Grande Teatro de Xiaoshan, cidade localizada a 95 quilómetros de Jiaxing, avizinhando-se a mais dura viagem da orquestra.

Quinta-feira, a orquestra fará 500 quilómetros, de Xiaoshan para Huaian, onde toca no primeiro dia do novo ano.


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Orquestra de Viena brinca com estereótipos da música erudita em apresentação no Recife.

Todas as ideias pré-concebidas para uma renomada orquestra europeia caíram por terra com a apresentação da Orquestra Strauss Capelle de Viena. Além dos tradicionais instrumentos da música erudita, como violino, contrabaixo e cello, a plateia foi pega de surpresa com apitos, taças de champanhe e passinhos desengonçados de dança do maestro. O público lotou o Teatro Beberibe, em Olinda, para ver o espetáculo, que teve entrada gratuita.

O tom de brincadeira começou já na indumentária dos músicos. Caracterizados com trajes históricos, como se apresentava a orquestra à época de Johann Strauss em 1853, o tom do espetáculo era teatral. O maestro Rainer Roos começou com pequenas brincadeiras para quebrar o clima até chegar ao ápice, interpretando um trôpego maestro regendo os músicos com uma taça de espumante. O público entrou na proposta de desconstruir os preconceitos sobre a música erudita e acompanhou as brincadeiras, batendo palmas, conversando e até gemendo junto com os músicos.

A participação especial da cantora lírica Marcela Cerno, também vienense, causou ainda mais comoção. Elegante como uma princesa da Era Vitoriana, desceu do palco para cantar entre as pessoas e, ao interpretar temas clássicos como "Meu senhor marquês", não se fazia de rogada em arriscar passinhos de dança ou soltar gargalhadas. Na já citada cena com o espumante, chegou atrapalhando o andar da orquestra, gritando com forte sotaque: "Hoje eu estou de porre!".

POPULAR - As músicas da Orquestra de Viena também ajudaram a empatia com o público. Populares, as composições do austríaco Johann Strauss são hits em festas de casamento, formatura e até desenhos animados da Disney. Por isso, valsas como "O Danúbio Azul" e "Sangue Vienense" estão presentes no imaginário coletivo até para quem nunca se interessou por música erudita.

Para terminar de compor a proposta popular da noite, o cantor pernambucano André Rio fez uma participação especial. Numa homenagem aos 50 anos do compositor Villa-Lobos, ele cantou com a orquestra "O Trenzinho do Caipira".

Fundada em 1853, a Orquestra Strauss Capelle de Viena é uma das mais antigas da Europa. Desativada por cerca de 100 anos, foi retomada em 1977 e conta com mais de 2700 concertos em turnês pelo mundo. Tem cinco maestros fixos e a personalidade das apresentações varia de acordo com a regência de cada um.


Dezembro de 2009

Companhia Brasileira de Ópera apresentará O Barbeiro de Sevilha

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Ao lado do ministro da Cultura, Juca Ferreira, o maestro John Neschling lançou, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, sua Companhia Brasileira de Ópera.

Com um orçamento de R$ 14 milhões, incluindo 105 récitas de "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini, em 20 cidades brasileiras, entre abril e outubro do ano que vem e contando com um grupo de maestros (Abel Rocha, Ira Levin, Victor Hugo Toro e Yoram David), jovem cantores brasileiros e estrangeiros contratados (incluindo o barítono Leonardo Neiva), bem como orquestra e coro estáveis e um grupo fixo de profissionais de cenografia, a iniciativa será financiada via Lei Rouanet.

"Nenhum dos envolvidos será transformado em funcionário público", explica o ministro. "O ministério se associou à companhia institucionalmente e vai ajudar na captação de recursos, mas o dinheiro vai sair do mecenato." A companhia nasce sem sede, com data de estreia para 21 de abril de 2010, em Brasília, e a ambição é levar a ópera a 140 mil espectadores de todas as regiões brasileiras. O projeto prevê que, além dos espetáculos pagos, haja récitas educativas para crianças e jovens, bem como apresentações para grupos sociais que não têm acesso a esse tipo de espetáculo.

"O Brasil tem uma grande tradição de ópera que, aos poucos, foi se perdendo. Hoje, vários teatros estão fechados, e poucas cidades fazem ópera", afirma Neschling. "Vamos democratizar a ópera e ainda oferecer a cantores e profissionais da área a oportunidade de trabalhar com tranquilidade. Com direção cênica de Pier Francesco Maestrini, "O Barbeiro de Sevilha" será uma produção na qual os cantores interagem com a projeção de um filme de animação, que está sendo feito pelo cartunista ítalo-americano Joshua Held. A ideia é que a companhia tenha uma atuação permanente, e que, depois do "Barbeiro", outros títulos também itinerantes sejam acrescidos ao repertório. "A companhia é um "work in progress'", diz o maestro. Sobre o processo que moveu contra a Osesp, que o demitiu do cargo de diretor artístico em janeiro deste ano, e no qual a Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo foi condenada em primeira instância a lhe pagar R$ 4,3 milhões como indenização, Neschling foi lacônico: "A Osesp é passado".


Dezembro de 2009

O despertar para a música erudita

Sinfônica de Cubatão realiza apresentação para jovens com deficiência física e mental.

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A Sinfônica de Cubatão continua a maratona de concertos didáticos dentro da programação do “Natal Iluminado”. Músicos e bailarinos tiveram uma platéia seleta e especial: dezenas de jovens atendidos pela Casa da Esperança. Crianças de colo, adolescentes e adultos com deficiência física e mental acompanharam, com olhos e ouvidos atentos, a apresentação dos artistas.

O concerto aconteceu no salão do Rotary Clube, ao lado da sede da Casa da Esperança, na Vila Nova em Cubatão/SP. A apresentação teve início ao som de “Estrela Guia” com um solo da bailarina Sheila Alves. A Sinfônica seguiu com um repertório erudito e eclético sob a regência do maestro Marcos Sadao Shirakawa: “Jesus alegria dos homens”, “Jesus Christ Superstar”, “Boas Festas”.

Os jovens acompanhavam as obras eruditas e apresentações de dança e vibravam após cada execução. O resultado foi uma manhã cheia de boa música e crianças completamente encantadas. A platéia também saiu contente do concerto: “É um grande prazer e uma honra receber os músicos e bailarinos. É uma alegria terna essa apresentação em meio ao nosso dia a dia. Adorei!”, comentou Angelino Lório, assistente social da Casa da Esperança. De acordo com ela, esse contato com a arte é muito importante para os jovens portadores de necessidades especiais.

Ao fim de mais um concerto didático, cujo objetivo é levar ao grande público a música erudita, afastando a idéia de que música é coisa para a elite, músicos e bailarinos foram homenageados. O maestro Marcos Sadao e a diretora artística da Cia de Dança receberam quadros pintados por alunos da Casa da Esperança. “Nós somos privilegiados por estarmos aqui mostrando a nossa arte para vocês. Espero que esta seja a primeira de muitas apresentações”, disse Vanessa Toledo.


Dezembro de 2009

Concurso Internacional de Piano distribuirá mais de US$ 65 mil.

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Fruto da iniciativa da associação R&R Classic, com apoio da eminente pianista russa Olga Kiun, concurso distribuirá aos vencedores mais de US$ 65 mil. O objetivo é oferecer a jovens de todas as nacionalidades a oportunidade de mostrar suas habilidades na arte de tocar piano.

No ano em que o Brasil celebra o cinquentenário da morte do compositor Heitor Villa-Lobos, principal representante nacional da música erudita, esta entra em evidência no país. Daqui até julho de 2010, os olhares dos entusiastas da música erudita no Brasil estarão direcionados a um único foco: a arte de tocar piano.

É que a entidade sem fins lucrativos R&R Classic, em parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina, realiza em Florianópolis o I Concurso Internacional de Piano de Santa Catarina. O objetivo é oferecer a jovens de todas as nacionalidades a oportunidade de mostrar suas habilidades na arte de tocar piano.

O concurso configura ainda o investimento na música erudita como instrumento de difusão e integração social e representa a oportunidade de promover pianistas brasileiros e incluir o Brasil no circuito mundial da música erudita. Para moradores e visitantes de Florianópolis, será uma oportunidade única de conhecer e acompanhar a trajetória de novos talentos da música clássica, pois todas as audições serão abertas ao público, com entrada franca.

Uma das características deste concurso é seu aspecto itinerante. O Concurso Internacional de Piano deverá acontecer bienalmente, em cidades que comprovem condições artísticas e culturais de sediar tão importante evento. Como sede da primeira edição, a capital catarinense foi escolhida por reunir características culturais necessárias e para abrir suas portas a um tipo de evento inédito na região sul do Brasil.

Com apoio da eminente pianista e professora russa Olga Kiun, radicada no Brasil há 16 anos, o concurso entregará mais de US$ 65 mil dólares de premiação em dinheiro, distribuídos entre os seis finalistas: U$ 30 mil (1º prêmio); U$ 20 mil (2º prêmio); U$ 15 mil (3º prêmio); e US$ 1,5 mil (4º, 5º e 6º prêmios), equiparando-se aos importantes concursos internacionais de piano.

Além disso, enquanto fizerem parte do concurso, os 20 semifinalistas terão todas as despesas cobertas pela organização do evento, incluindo passagens aéreas, hospedagem, traslado local e alimentação. Premiação

As etapas semifinal e final acontecerão no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, de 3 a 10 de julho de 2010. Os 20 semifinalistas serão convocados a executar um recital solo de livre escolha, com duração entre 55 e 60 minutos, que compreenda um repertório de diferentes estilos, incluindo obrigatoriamente uma peça brasileira com duração mínima de 5 minutos.

Na etapa final, os candidatos terão de executar um recital solo de livre escolha, com duração de 45 a 50 minutos, que compreenda um repertório de diferentes estilos, incluindo obrigatoriamente uma sonata inteira de Haydn ou Mozart, além de um dos quintetos para piano e cordas (Brahms, Franck ou Dvorák), acompanhados pelo “Quarteto Guarnieri” (São Paulo/Brasil).

Os prêmios serão entregues em solenidade que acontecerá no dia 10 de julho de 2010, sábado, às 20 horas, em Florianópolis.


Novembro de 2009

Arthur Moreira Lima em concerto.

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Cidades do Brasil se tornam verdadeiros teatros a céu aberto para concertos do renomado pianista internacional Arthur Moreira Lima.

O projeto "Nos Caminhos dos Tropeiros - Brasil Centro Sul", teve início no último dia 18 em Paranaguá(PR), patrocinado pela Petrobrás, através da Lei Rouanet, de incentivo a cultura, do Ministério da Cultura do Governo Federal.

O projeto faz parte do programa "Um piano pela Estrada", criado pelo próprio artista, que sempre teve o sonho de levar música erudita a todos os cantos do país.

Segundo Arthur Moreira Lima, "o projeto Um Piano pela Estrada leva música, universal e brasileira, a uma população que dificilmente teria acesso a esse tipo de manifestação, no momento em que, dentro de um mundo globalizado, tentamos fortalecer nossa identidade, imprescindível para a dignidade de uma nação."

Em um caminhão cuja a carroceria se transforma em um palco com mais de 40m², o projeto já percorreu mais de 120.000 km pelas estradas brasileiras, levando o espetáculo para um público de quase um milhão de pessoas, em mais de 300 espetáculos.

Acompanha o espetáculo, o projeto paralelo "Um Sorriso pela Estrada", sendo uma atividade sócio-comunitária que atende a crianças, nas escolas por onde passa o comboio do artista. Esta ação conta com palestras educativas sobre prevenção, saúde geral e bucal, higiene e aplicação de flúor, além da distribuição de kits dentários.


Maestro soberano

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Passagem dos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos será marcada por uma série de concertos em Brasília.

"Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade sem esperar resposta."

Essa frase foi inscrita em novembro de 1959, na lápide do túmulo de Heitor Villa-Lobos, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. E exatos 50 anos após sua morte, as respostas vieram, consagrando o maestro e compositor na condição de maior nome da música erudita brasileira.

A apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional será intercalada por imagens sobre a história de Brasília. Uma série de homenagens estão sendo realizadas em todo o Brasil para celebrar o cinquentenário de seu falecimento, e a capital do país não poderia ficar de fora. Hoje, a partir das 20h, será realizado na praça ao lado do Museu da República, o concerto Cinquentenário de Heitor Villa Lobos nos 50 Anos de Brasília. A apresentação vai contar com a participação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, e mesclará as obras de Villa com imagens e vídeos da história de Brasília desde a construção até os dias atuais. "Villa-Lobos buscou ingredientes em todo o Brasil para compor suas músicas, valorizando o folclore de todos os estados. E Brasília é justamente a soma de todos os lugares, por isso a ideia desse projeto aqui", resume Susan Klein, uma das produtoras do evento.

O concerto vai contar com o sistema de som em Surround 7.1, que aproximará mais a plateia da orquestra, ou seja, permitirá que o público perceba com melhor nitidez o som de vários instrumentos. "É uma nova tecnologia que será experimentada pela primeira vez em um concerto ao vivo. A plateia vai conseguir identificar detalhes de sons que, até então, seriam imperceptíveis. Vai sentir a qualidade sonora produzida por cada um dos instrumentos", adianta Susan.

No programa, as Bachianas brasileiras nº 2, 4 e 5 e dois movimentos das Bachianas nº 7. "Nunca tocamos tanto Villa-Lobos como agora. Esse evento é de grande valia para divulgar sua obra. Boa parte da população só conhece as Bachianas nº 5 e O trenzinho do caipira, mas o repertório dele é imenso e valioso. Ele tinha uma capacidade de combinar elementos da cultura popular com a música clássica, por isso se tornou o principal compositor do Brasil, na minha opinião", enfatiza o maestro da Orquestra Sinfônica, Ira Levin.

A orquestra tem a intenção de refazer o caminho de Villa-Lobos, ou seja, apresentar-se em cinco cidades brasileiras por onde o compositor passou ou que tenha tido alguma ligação: Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Manaus. Mas o projeto está em análise no Ministério da Cultura à espera de aprovação.

Comemorações Em 2009, boa parte das orquestras sinfônicas e filarmônicas brasileiras passaram a tocar com mais frequência as obras de Villa-Lobos. Uma delas é a Filarmônica de Minas Gerais, que vai se apresentar em Brasília, no próximo dia 26, no Teatro Nacional, com entrada franca. O concerto terá a regência do maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Filarmônica, e, como convidado, o pianista Arnaldo Cohen, em solo de concerto de Franz Liszt. O repertório traz também Uirapuru, de Villa-Lobos - que é justamente o compositor homenageado da Filarmônica este ano. Com a Filarmônica de Brasília também não está sendo diferente. Além de homenagear Claudio Santoro, maestro que se estivesse vivo completaria 90 anos em 2009, interpretará peças de Heitor Villa-Lobos. "Ele não pode faltar porque é o nome mais prestigiado e importante da música erudita brasileira. Temos feito vários concertos em sua homenagem e alguns até voltados para as crianças, em que ressaltamos sua história e importância", conta o regente da Orquestra Filarmônica de Brasília, Claudio Cohen.

O maestro, que também é violinista do Quarteto Brasília, está retornando de uma viagem à Suíça, onde foi participar de uma apresentação, organizada pela Embaixada Brasileira naquele país, dedicada à Heitor Villa-Lobos. O grupo, formado também por Ludmila Vinecka (violino I), Glesse Collet (viola) e A.Guerra Vicente (cello), tocou na última quarta-feira, em Zurique, os 17 quartetos de cordas do compositor bem como O trenzinho do caipira e as Bachianas brasileiras nº5. Aliás, o violoncelista Guerra Vicente acaba de lançar o CD duplo Villa-Lobos e o violoncelo em homenagem aos 50 anos de sua morte. O disco também celebra os 10 anos do Estúdio GLB, cujos sócios são o próprio Guerra e a violinista Ludmila Vinecka, e traz cinco obras do compositor, que teve como primeiro instrumento justamente o violoncelo. "O pai dele tocou, e o Villa estudou sistematicamente o cello. Tanto que ele compôs um vasto repertório para esse instrumento", afirma Guerra.




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Davi e sua harpa, do Saltério de Paris c. 960
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