Droga psicoativa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Um sortimento de drogas psicoativas.

Droga psicoativa ou substância psicotrópica é a substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência. Essa alteração pode ser proporcionada para fins: recreacionais (alteração proposital da consciência),(uso de enteógenos), científicos (funcionamento da mente) ou médico-farmacológicos (como medicação).

Tais alterações subjetivas da consciência e do humor são fonte de prazer (p. ex. a euforia) ou servem para criar uma melhora nos sentidos e estados já experimentados na natureza (p. ex. o aumento da concentração), ou uma mudança na perspectiva mental, podendo aumentar também a criatividade, por isso tantos artistas e intelectuais serem defensores do consumo, e até abuso dessas drogas. O que nos leva ao uso recorrente de alguma delas, que pode levar à dependência física ou psicológica, promovendo um ciclo progressivamente mais difícil de ser interrompido. A impossibilidade física ou psicológica de interrupção desse ciclo caracteriza o vício em drogas, ou drogadição / toxicodependência. A reabilitação de drogadictos / toxicodependentes geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, grupos de apoio e até mesmo o uso de outras substâncias psicoativas que ajudam a interromper o ciclo de dependência.

A ética relativa ao uso dessas drogas é assunto de um contínuo debate, em parte por causa desse potencial para abuso e dependência. Muitos governos têm imposto restrições sobre a produção e a venda dessas substâncias na tentativa de diminuir o abuso de drogas.

História[editar | editar código-fonte]

O uso de drogas é uma prática desde tempos pré-históricos. Há provas arqueológicas do uso de substâncias psicoativas 10 mil anos atrás, e evidência histórica de uso cultural desde 5 mil anos[1] . Embora o uso pareça ter sido mais frequentemente medicinal, sugeriu-se que o desejo de alterar a consciência é tão primevo quanto o ímpeto de saciar a sede, a fome ou o desejo sexual[2] . Outros sugerem que a propaganda, a disponibilidade ou a pressão da vida moderna são algumas das razões pelas quais as pessoas usam drogas psicoativas no cotidiano. Contudo, a longa história do uso de drogas e mesmo o desejo da criança de rodar, balançar ou escorregar indicam que o ímpeto de alterar a percepção é universal[3] .

Essa relação não se limita ao homem. Alguns animais consomem diferentes plantas, frutos, frutos fermentados e outros animais como fonte de substâncias psicoativas, como por exemplo os gatos e sua predileção pela nepeta. Durante o século XX, muitos países inicialmente responderam ao uso recreacional das drogas banindo o seu uso e considerando criminosos o uso, o armazenamento ou a venda.

Usos[editar | editar código-fonte]

As substâncias psicoativas são usadas para diferentes propósitos. Os usos variam grandemente entre as diferentes culturas. Algumas substâncias são de uso controlado ou ilegal, enquanto algumas podem ser usadas para propósitos xamânicos, e outras são usadas de modo terapêutico. Outros exemplos seriam o consumo social de álcool e os soníferos. A cafeína é a substância psicoativa mais consumida no mundo; mas ao contrário de muitas outras, seu uso é legal e irrestrito em praticamente todas as jurisdições. No Brasil, maior produtor e segundo maior consumidor de café do mundo, 85% das pessoas consomem café no desjejum.[4]

Anestesia[editar | editar código-fonte]

Os anestésicos são uma classe de drogas psicoativas usadas em pacientes para bloquear a dor e outras sensações. A maioria dos anestésicos induz à inconsciência, o que permite o paciente submeter-se a procedimentos médicos tais como a cirurgia sem dor física ou trauma emocional.[5] Para induzir à inconsciência, os anestésicos afetam os sistemas GABA e NMDA. Por exemplo, o halotano é um agonista GABA,[6] e a cetamina é um antagonista para o receptor de NMDA.[7]

Controle da dor[editar | editar código-fonte]

Drogas psicoativas são frequentemente prescritas para manutenção da dor. Como a experiência subjetiva da dor é regulada por peptídios opioides endógenos, a dor pode ser controlada usando psicoativos que operam nesse sistema neurotransmissor como agonistas dos receptores opioides. Esta classe de drogas incluem narcóticos opiáceos, como a morfina e a codeína.[8] AINEs, como a aspirina e o ibuprofeno, são uma segunda classe de analgésicos. Eles reduzem a inflamação mediada por eicosanoides ao inibir a enzima ciclo-oxigenase.

Medicamentos psiquiátricos[editar | editar código-fonte]

Zoloft®, um medicamento antidepressivo (e ansiolítico).

Medicamentos psiquiátricos são prescritos para o tratamento de doenças mentais e emocionais. Existem 6 classes principais de medicamentos psiquiátricos:

Uso recreativo da droga[editar | editar código-fonte]

Muitas substâncias psicoativas são usadas pelos efeitos de alteração do humor e da percepção, inclusive aquelas com uso aceito pela medicina e psiquiatria. Os tipos de drogas usadas frequentemente para uso recreacional incluem:

Em algumas subculturas, o uso de drogas é visto como símbolo de status, o que ocorre em lugares como casas noturnas, boates, raves e festas.[10] Isso é fato histórico em muitas culturas; as drogas têm sido consideradas símbolos de status desde a antiguidade. Por exemplo, no Antigo Egito, eram comuns as representações de deuses segurando plantas alucinógenas.[11]

Por causa da controvérsia sobre o regulamento das drogas recreacionais, existe um debate sobre a proibição das drogas. Críticos da proibição acreditam que a regulamentação do uso de drogas recreacionais é uma violação da autonomia pessoal e da liberdade.[12]

Uso ritual e espiritual[editar | editar código-fonte]

Certos psicoativos, principalmente alucinógenos, têm sido usados para fins religiosos desde tempos pré-históricos. Os nativos norte-americanos têm usado o peiote, que contém mescalina, em cerimônias religiosas há 5700 anos.[13] Os índios da Amazônia usam, para fins religiosos, a combinação de cipó-mariri e chacrona para a produção de ayahuasca há mais de 4000 anos.[14] O cogumelo Amanita muscaria, que produz muscimol, era usado com propósitos rituais por toda a Europa pré-histórica.[15] Vários outros alucinógenos, como o estramônio, os cogumelos psicodélicos são parte de cerimônias religiosas há séculos.[16]

O uso de enteógenos para fins religiosos ressurgiu no Ocidente durante os movimentos de contracultura dos anos 1960 e 1970. Sob a liderança do americano Timothy Leary, novos movimentos religiosos começaram a usar LSD e outros alucinógenos como sacramentos.[17] No Brasil, o uso do ayahuasca é permitido por lei para os praticantes das seitas que o usam para fins rituais, como as do Santo Daime, da União do Vegetal.[18]

Administração[editar | editar código-fonte]

Para que uma substância seja psicoativa, ele deve atravessar a barreira hematoencefálica de modo a afetar a função neuroquímica. As drogas psicoativas são administradas de diferentes maneiras. Na medicina, a maioria das drogas psicoativas, como a fluoxetina, a quetiapina e o lorazepam, são ingeridas sob forma de comprimidos ou cápsulas. Contudo, alguns psicoativos farmacêuticos são administrados via inalação, injeções intramusculares ou intravenosas, ou ainda via retal em supositórios e enemas. As drogas usadas recreacionalmente são muitas vezes administradas sob formas incomuns ao uso medicinal. Algumas delas, como o álcool e a cafeína são ingeridas sob a forma de bebida; nicotina e THC são fumados; o peiote e os cogumelos psicodélicos são ingeridos in natura ou desidratados; e algumas drogas cristalinas, como a cocaína e as metanfetaminas são aspiradas. A eficiência de cada método de administração varia de acordo com a droga.[19]

Efeitos[editar | editar código-fonte]

Ilustração dos principais elementos da neurotransmissão. Dependendo do mecanismo de ação, uma substância psicoativa pode bloquear os receptores nos dendritos do neurônio pós-sináptico, bloquear a recaptação ou afetar a síntese de neurotransmissores no axônio do neurônio pré-sináptico

As drogas psicoativas atuam afetando temporariamente a neuroquímica do indivíduo, o que leva a mudanças de humor, cognição, percepção e comportamento. Há muitas maneiras pelas quais as drogas psicoativas podem afetar o cérebro. Cada droga tem uma ação específica em um ou mais neurotransmissores ou neurorreceptores cerebrais.

As drogas que aumentam a atividade em certos sistemas neurotransmissores são chamadas agonistas, aumentando a síntese de um ou mais neurotransmissores ou reduzindo sua recaptação nas sinapses. As drogas que reduzem a atividade neurotransmissora são chamadas de antagonistas, e interferem na síntese ou bloqueiam os receptores pós-sinápticos de modo que os neurotransmissores não se liguem a eles.[20]

A exposição a substâncias psicoativas podem causar mudanças na estrutura e no funcionamento dos neurônios, enquanto o sistema nervoso tenta restabelecer a homeostase alterada pela presença da droga. A exposição a antagonistas para um determinado neurotransmissor aumenta o número de receptores para ele, e os receptores ficam mais sensíveis. Isso é chamado de sensibilização. Ao contrário, o sobrestímulo dos receptores por um determinado neurotransmissor causa uma diminuição em número e sensibilidade desses receptores, um processo chamado de dessensibilização ou tolerância. Sensibilização e dessensibilização são mais prováveis de ocorrer em exposições prolongadas, embora possam acontecer após uma só exposição. Acredita-se que esses processos subjazem ao vício.[21]

Sistemas neurotransmissores afetados[editar | editar código-fonte]

A seguir há uma pequena tabela de drogas conhecidas e seus principais neurotransmissores, receptores ou mecanismos de ação. Note-se que muitas drogas agem em mais de um neurotransmissor ou receptor no cérebro.[22]

Neurotransmissor/receptor Classificação Exemplos
Acetylcholine.svg

Acetilcolina
Colinérgico (agonistas da acetilcolina) nicotina, piracetam
Anticolinérgicos (antagonistas da acetilcolina) escopolamina, dimenidrinato, difenidramina, atropina, a maioria dos tricíclicos
Adenosin.svg
Adenosina
Antagonistas do receptor de adenosina[23] cafeína, teobromina, teofilina
Dopamine2.svg

Dopamina
Inibidores da recaptação de dopamina (IRDs) cocaína, metilfenidato, anfetamina, bupropiona
Liberadores de dopamina anfetamina
Agonistas dopaminérgicos pramipexol, Levodopa
agonistas do receptor de dopamina haloperidol, droperidol, vários antipsicóticos

Gamma-Aminobuttersäure - gamma-aminobutyric acid.svg

GABA
Inibidores da recaptação de GABA tiagabina
Agonistas dos receptores de GABA etanol, barbitúricos, diazepam e outros benzodiazepínicos, muscimol, ácido isobotênico
Agonistas GABA tujona, bicuculina
Noradrenaline chemical structure.png

Noradrenalina
Inibidores da recaptação de noradrenalina a maioria antidepressivos não-ISRS como a amoxapina, atomoxetina, bupropiona, venlafaxina e os tricíclicos
Liberadores de noradrenalina mianserina, mirtazapina
Serotonin.svg
Serotonina
Agonistas dos receptores de serotonina LSD, psilocibina, mescalina, DMT
Inibidores da recaptação de serotonina a maioria antidepressivos, inclusive os tricíclicos como a amitriptilina and ISRSs como a fluoxetina, a sertralina and o citalopram
Liberadores de serotonina MDMA (ecstasy), mirtazapina, dextrometorfano
receptor AMPA
Antagonistas de receptores AMPA ácido cinurênico, NBQX
Tetrahydrocannabinol.svg
Receptor canabinoide
Agonistas de receptores canabinoides THC
Agonistas inversos dos receptores canabinoides Rimonabanto
Receptor de melanocortina
Agonistas dos receptores de melanocortina bremelanotide
Receptor NMDA
Antagonistas do receptor de NMDA etanol, cetamina, PCP, dextrometorfano, óxido nitroso
Receptor GHB
Agonistas do receptor de GHB GHB, T-HCA
Receptor opioide
Agonistas do receptor µ-opioide morfina, heroína, oxicodona, codeína
µ-opioid receptor Agonistas inversos do receptor µ-opioide naloxona, naltrexona
Agonistas do receptor κ-opioide salvinorin A, butorfanol, nalbufina
Agonistas inversos do receptor κ-opioide buprenorfina
Monoamina oxidase
Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs) fenelzina, iproniazida
Ligam-se à proteína transportadora de MAO anfetamina, metanfetamina

Dependência[editar | editar código-fonte]

Frasco de heroína.

As drogas psicoativas são freqüentemente associadas ao vício. A drogadição pode ser dividida em dois tipos: dependência psicológica, na qual o usuário se sente compelido a usar a droga apesar das conseqüências físicas ou sociais, e dependência física, em que o usuário tem de usar a droga para evitar as conseqüências da síndrome de abstinência.[24] Nem todas as drogas provocam dependência física, mas qualquer atividade que estimula o sistema de recompensa dopaminérgico do cérebro — normalmente qualquer atividade prazerosa[25] — pode levar à dependência psicológica.[24] As drogas que mais comumente causam dependência são as que estimulam diretamente o sistema dopaminérgico, como a cocaína e as anfetaminas. As drogas que agem indiretamente nesse sistema, como os psicodélicos, necessariamente não causam dependência.

Muitos profissionais, grupos de ajuda e estabelecimentos especializados em reabilitação de drogas, com variáveis graus de sucesso, e muitos pais tentam influenciar as decisões e ações de seus filhos quanto aos psicoativos.[26]

São métodos comuns de reabilitação a psicoterapia, grupos de apoio para autoajuda,e também a farmacoterapia, que usa drogas psicoativas para reduzir a compulsão e a síndrome de abstinência enquanto a desintoxicação se processa. A metadona, um opioide psicoativo, é um tratamento corriqueiro para a dependência em heroína. Pesquisas recentes em toxicomania têm mostrado que o uso de drogas psicodélicas como a ibogaína pode tratar e até mesmo curar drogadições, embora a prática ainda esteja longe de se tornar universalmente aceita.[27] [28]

Legalização[editar | editar código-fonte]

Muito se tem debatido acerca da legalização das drogas psicoativas em nossa história recente; as guerras do Ópio e a lei Seca estadunidense são dois exemplos históricos sobre a controvérsia legal acerca dessas substâncias. Contudo, mais recentemente, o documento mais influente concernente à legalidade de drogas psicoativas é o da Convenção Única sobre Entorpecentes, um tratado internacional assinado em 1961 como um decreto das Nações Unidas. Assinado por 73 países, a Convenção Única sobre Entorpecentes estabeleceu agendas para a regulamentação de cada droga e dispôs um acordo internacional contra a dependência de drogas recreacionais combatendo a venda, o tráfico e o uso das referidas drogas.[29] Todos os países signatários firmaram leis que implementassem as regras dentro de suas fronteiras. Contudo, alguns desses países, como os Países Baixos, são mais complacentes quanto à aplicação dessas leis.[30]

No contexto sanitário, drogas psicoativas usadas como tratamentos para doenças são geral e amplamente aceitas. Há alguma controvérsia quanto os medicamentos de venda livre como alguns antieméticos e antitussígenos. Geralmente, as drogas psicoativas são prescritas para pacientes com problemas psiquiátricos. Contudo, há quem critique dizendo que prescrições de certos psicoativos, como antidepressivos e estimulantes, são exageradas e podem comprometer a autonomia e o discernimento dos pacientes.[31] [32]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MERLIN, M D. (2003). "Archaeological Evidence for the Tradition of Psychoactive Plant Use in the Old World". Economic Botany 57 (3): 295–323. DOI:10.1663/0013-0001(2003)057.
  2. SIEGEL, Ronald K.. Intoxication: The Universal Drive for Mind-Altering Substances (em inglês). Rochester, Vermont: Park Street Press, 2005. ISBN 1-59477-069-7
  3. WEIL, Andrew. The Natural Mind: A Revolutionary Approach to the Drug Problem (Revised edition) (em ingles). Boston: Houghton Mifflin, 2004. ISBN 0-618-46513-8
  4. MATSUMOTO, K L. ROSANELI, C F. BIANCARDI, C R.. (2008). "A Cultura Gastronômica do Café e Sua Influência Social e Emocional no Dia-a-dia do Brasileiro". SaBios: Rev. Saúde e Biol. 3 (1): 10–15.
  5. Medline Plus. Anesthesia. Acesso em 25 de abril de 2009.
  6. LI, X. PEARCE, R A.. (2000). "Effects of halothane on GABA(A) receptor kinetics: evidence for slowed agonist unbinding". J. Neurosci. 20 (3): 899–907. PMID 10648694.
  7. HARRISON N. SIMMONDS M.. (1985). "Quantitative studies on some antagonists of N-methyl D-aspartate in slices of rat cerebral cortex". Br J Pharmacol 84 (2): 381–91. PMID 2858237.
  8. QUIDING H, LUNDQVIST G, BORÉUS L O, BONDESSON U, OHRVIK J. (1993). "Analgesic effect and plasma concentrations of codeine and morphine after two dose levels of codeine following oral surgery". Eur. J. Clin. Pharmacol. 44 (4): 319–23. DOI:10.1007/BF00316466. PMID 8513842.
  9. SCHATZBERG, A F. (2000). "New indications for antidepressants". Journal of Clinical Psychiatry 61 (11): 9–17. PMID 10926050.
  10. ANDERSON T L. (1998). "Drug identity change processes, race, and gender. III. Macrolevel opportunity concepts". Substance use & misuse 33 (14): 2721–35. DOI:10.3109/10826089809059347. PMID 9869440.
  11. BERTOL E, FINESCHI V, KARCH S, MARI F, RIEZZO I. (2004). "Nymphaea cults in ancient Egypt and the New World: a lesson in empirical pharmacology". Journal of the Royal Society of Medicine 97 (2): 84–5. DOI:10.1258/jrsm.97.2.84. PMID 14749409.
  12. HAYRY M. (2004). "Prescribing cannabis: freedom, autonomy, and values". Journal of Medical Ethics 30 (4): 333–6. DOI:10.1136/jme.2002.001347. PMID 15289511.
  13. El-SEEDI H R, De SMET P A, BECK O, POSSNERT G, BRUHN J G. (2005). "Prehistoric peyote use: alkaloid analysis and radiocarbon dating of archaeological specimens of Lophophora from Texas". Journal of Ethnopharmacology 101 (1-3): 238–42. DOI:10.1016/j.jep.2005.04.022. PMID 15990261.
  14. McKENNA D J, CALLAWAY J C, GROB C S. (1998). "The Scientific investigation of ayahuasca: a review of past and current research". The Heffer Review of Psychedelic Research 1: 65–77.
  15. VETULANI J. (2001). "Drug addiction. Part I. Psychoactive substances in the past and presence". Polish journal of pharmacology 53 (3): 201–14. PMID 11785921.
  16. HALL, Andy. Entheogens and the Origins of Religion. Retrieved on May 13, 2007.
  17. BECKER H S. (1967). "History, culture and subjective experience: an exploration of the social bases of drug-induced experiences". Journal of health and social behavior 8 (3): 163–76. DOI:10.2307/2948371. PMID 6073200.
  18. FACUNDES, J A (maio 2006). Constituição, ayahuasca e o CONAD: um novo caminho (HTML). Página 20 On-line. Página visitada em 25 de abril de 2009.
  19. United States Food and Drug Administration. CDER Data Standards Manual. Acessado em 26 de abril de 2009.
  20. SELIGMAN, Martin E P. Abnormal Psychology. Nova York: W. W. Norton & Company, 1984. ISBN 039394459X
  21. University of Texas, Addiction Science Research and Education Center.
  22. LÜSCHER C, UGLESS M. (2006). "The mechanistic classification of addictive drugs". PLoS Med. 3 (11): 437. DOI:10.1371/journal.pmed.0030437. PMID 17105338.
  23. FORD, Marsha. Clinical Toxicology. Filadélfia: Saunders, 2001. Capítulo 36 - Caffeine and Related Nonprescription Sympathomimetics. ISBN 0721654851
  24. a b JOHNSON, Brian. (2003). "Psychological addiction, physical addiction, addictive character, and addictive personality disorder: a nosology of addictive disorders". Canadian journal of psychoanalysis 11: 135–60.
  25. ZHANG J, XU M. (2001). "Toward a molecular understanding of psychostimulant actions using genetically engineered dopamine receptor knockout mice as model systems". J Addict Dis 20 (3): 7–18. DOI:10.1300/J069v20n04_02. PMID 11681595.
  26. HOPS H, TILDESLEY E, LICHTENSTEIN E, ARY D, SHERMAN L. (1990). "Parent-adolescent problem-solving interactions and drug use". The American journal of drug and alcohol abuse 16 (3-4): 239–58. DOI:10.3109/00952999009001586. PMID 2288323.
  27. Psychedelics Could Treat Addiction Says Vancouver Official.
  28. Ibogaine research to treat alcohol and drug addiction.
  29. Convenção Única sobre Entorpecentes. Acessado em 27 de abril de 2009.
  30. McCOUN R, REUTER P. (1997). "Interpreting Dutch cannabis policy: reasoning by analogy in the legalization debate". Science 278 (5335): 47–52. DOI:10.1126/science.278.5335.47. PMID 9311925.
  31. DWORKIN, Ronald. Artificial Happiness. New York: Carroll & Graf, 2006. pp. 2–6. ISBN 0786719338
  32. MANNINEN B A. (2006). "Medicating the mind: a Kantian analysis of overprescribing psychoactive drugs". Journal of medical ethics 32 (2): 100–5. DOI:10.1136/jme.2005.013540. PMID 16446415.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]