Dimetiltriptamina

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Dimetiltriptamina
Alerta sobre risco à saúde
DMT.png
Dimethyltryptamine-3d-sticks.png
Identificadores
Número CAS
PubChem 6089
ChemSpider 5864
SMILES
Propriedades
Fórmula química C12H16N2
Massa molar 188.27 g mol-1
Ponto de fusão

40 °C

Farmacologia
Classificação legal


Class A (UK) Schedule I (US)

Compostos relacionados
Triptaminas relacionados Metiltriptamina
Etiltriptamina (NET, isômero)
Metilisopropiltriptamina (MIPT)
Dietiltriptamina (em vez dos dois -metil, dois -etil)
2,N,N-Trimetiltriptamina (2,N,N-TMT, mais um metil no carbono 2)
4-Metoxi-dimetiltriptamina (4-MeO-DMT, mais um metoxi no carbono 4)
Bufotenina (mais um hidroxi no carbono 5)
5,N,N-Trimetiltriptamina (5,N,N-TMT, mais um metil no carbono 5)
7,N,N-Trimetiltriptamina (7,N,N-TMT, mais um metil no carbono 7)
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

A dimetiltriptamina (N,N-dimetiltriptamina, onde: N,N-dimetil-1H-indolo-3-etanamina), cuja abreviatura é DMT, é uma substância psicodélica (grupo de agentes químicos também denominados como psicodislépticos), termo proposto por J. Delay (traduzido como modificadores ou perturbadores do sistema nervoso central) pertencente ao grupo das triptaminas, semelhante à serotonina[1] ,[2] , e/ou à melatonina como sugerem alguns estudos, em especial, do Dr. Rick Strassman na Universidade do Novo México em 1990.

Tem como fórmula molecular C12H16N2 e peso molecular 188.27, ponto de fusão entre 44,6 e 46,8 °C e ponto de ebulição entre 60 e 80 °C de acordo com o índice de Merck. Sua dose ativa em forma de base livre é de aproximadamente entre 15 mg a 60 mg e dura pouco menos de uma hora.

É encontrada in natura em vários gêneros de plantas (Acacia, Mimosa, Anadenanthera, Chrysanthemum, Psychotria, Desmanthus, Pilocarpus, Virola, Prestonia, Diplopterys, Arundo, Phalaris, dentre outros), em alguns animais (Bufo alvarius possui 5-Meo-DMT, um alcalóide bastante parecido em estrutura e em propriedades químicas) e também produzida pelo corpo humano.

É o princípio ativo da mistura do ayahuasca, utilizado nos rituais do Santo Daime e do vinho de Jurema e é bem conhecida por índios brasileiros e da América do Sul em geral. Sua propriedade psicodélica tem efeito curto e intenso quando fumada em forma de base livre. Na mistura do ayahuasca e talvez de algumas formas de preparação da jurema onde a concentração do elemento ativo é relativamente bem menor que forma de extrato de DMT, seu efeito é menos intenso e mais duradouro e torna-se ativo oralmente por conta de um IMAO (inibidor da monoaminoxidase) que também pode ser encontrado in natura em diversas plantas.(Banisteriopsis, Peganum).[3]

No corpo humano[editar | editar código-fonte]

O DMT é sintetizado pelo corpo humano. Não existem ainda respostas conclusivas sobre as funções deste DMT interno, tão pouco sobre o órgão responsável por esta produção - função especuladamente dada à epifise, conhecida como glândula pineal, mas há, no meio científico, uma série de apontamentos e teorias. Sabe-se que as quantidades de DMT produzidas no cérebro são reguladas pela MAO (monoaminoxidase) e este processo é coadjuvante nos estados alterados de percepção e consciência criados pelo consumo (oral, intravenal ou por vias aéreas) de DMT externo.

As moléculas de DMT[desambiguação necessária] são similares às moléculas da Serotonina e se encaixam nos mesmos receptores do cérebro.

Muito se tem falado sobre possíveis funções ansiolíticas desta substância, quando produzida dentro do cérebro humano. Há uma diversidade de pesquisas e investigações sobre o tema, entre os quais a de maior destaque foi desenvolvida pelo psiquiatra estadunidense Rick Strassman, pioneiro no estudo e testes clínicos com DMT em seres humanos, após mais de 20 anos de moratória científica sobre substâncias psicodélicas, entre elas o LSD - substância semi-sintetizada, mescalina - obtida do cacto peiote, e psilocibina - oriunda de algumas espécies de cogumelo, também da classe das triptaminas, com estrutura química muito próxima ao DMT.

É também um neurotransmissor que se encontra em todos os seres humanos, e tem um papel fundamental em todos os casos de estados de percepção incomuns. Este neurotransmissor encontra-se no cérebro, no sangue, nos pulmões e noutras partes do corpo humano. Existe forte evidência que aponta para a glândula pineal ("o terceiro olho" nas tradições esotéricas), localizada no centro do cérebro, como sendo a principal fonte do DMT humano. Para além de se encontrar nos seres humanos, o DMT também pode ser encontrado em todos os mamíferos e numa variedade de plantas.

Dennis McKenna levantou a hipótese de que a DMT é produzida não só pelo ser humano e por certas plantas, mas também em algum grau por inúmeros organismos em todos os reinos da Natureza, tendo neles uma função desconhecida.[4] Rick Strassman especulou que a glândula pineal seja o seu produtor no corpo humano, e que a molécula tem participação na produção de sonhos, e que, no momento da morte, seja liberada em massa no organismo; contudo, não existem estudos clínicos que o comprovem de fato.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cozzi N.V., Gopalakrishnan A., Anderson L.L., Feih J.T., Shulgin A.T., Daley P.F., Ruoho A.E. (December 2009). "Dimethyltryptamine and other hallucinogenic tryptamines exhibit substrate behavior at the serotonin uptake transporter and the vesicle monoamine transporter" (PDF, Jan. 2011). Journal of Neural Transmission 116 (12): 1591–9.
  2. Callaway J.C., McKenna D.J., Grob C.S., Brito G.S., Raymon L.P., Poland R.E., Andrade E.N. et al. (June 1999). "Pharmacokinetics of Hoasca alkaloids in healthy humans" (PDF, Jan. 2011). Journal of Ethnopharmacology 65 (3): 243–56.
  3. McKenna D.J., Towers G.H.N., Abbott F. Monoamine oxidase inhibitors in South American hallucinogenic plants: tryptamine and β-carboline constituents of ayahuasca Journal of Ethnopharmacology, vol 10 ano 2 (195–223), 1984, April Disponível em pdf Jan.2011
  4. Boing Boing Interview : Dennis McKenna.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]