Café

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Uma xícara com café.
Grãos de café Arábica torrados.
Grãos de café Arábica.
Grãos de café Conilon (Robusta).

O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro. É servido tradicionalmente quente, mas também pode ser consumido gelado. O café é um estimulante, por possuir cafeína — geralmente 80 a 140 mg para cada 207 ml dependendo do método de preparação.[1]

Em alguns períodos da década de 1980, o café era a segunda mercadoria mais negociada no mundo por valor monetário, atrás apenas do petróleo.[2] Este dado estatístico ainda é amplamente citado, mas tem sido impreciso por cerca de duas décadas, devido à queda do preço do café durante a crise do produto na década de 1990, reduzindo o valor total de suas exportações. Em 2003, o café foi o sétimo produto agrícola de exportação mais importante em termos de valor, atrás de culturas como trigo, milho e soja.[3] Minas Gerais é o estado com maior produção de café do Brasil.[4]

História[editar | editar código-fonte]

A história do café começou no século IX. .O café é originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa.[5] Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra "café" não é originária de Kaffa — local de origem da planta —, e sim da palavra árabe qahwa, que significa "vinho"(قهوة), devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.[6]

Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.[7]

Parece que as tribos africanas, que conheciam o café desde a Antiguidade, moíam seus grãos e faziam uma pasta utilizada para alimentar os animais e aumentar as forças dos guerreiros. Seu cultivo se estendeu primeiro na Arábia, introduzido provavelmente por prisioneiros de guerra, onde se popularizou aproveitando a lei seca por parte do Islã. O Iêmen foi um centro de cultivo importante, de onde se propagou pelo resto do Mundo Árabe.

O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.[8]

Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue (ou ainda qah'wa, do original em árabe قهوة). Enquanto na língua turco otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era "vinho". A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.

O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores muçulmanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.

Na Ásia, África e América[editar | editar código-fonte]

Em 1475, surgiu em Constantinopla a primeira loja de café, produto que para se espalhar pelo mundo se beneficiou, primeiro, da expansão do islamismo e, em uma segunda fase, do desenvolvimento dos negócios proporcionado pelos descobrimentos.[9]

Café na Palestina em 1900. Imagem estereoscópica de Keystone View Company.

Por volta de 1570, o café foi introduzido em Veneza, Itália, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi liberada após o papa Clemente VIII provar o café.

Na Inglaterra, em 1652, foi aberta a primeira casa de café da Europa ocidental, seguindo-se a Itália dois anos depois. Em 1672, cabe a Paris inaugurar a sua primeira casa de café. Foi precisamente na França que, pela primeira vez, se adicionou açúcar ao café, o que aconteceu durante o reinado de Luís XIV, a quem haviam oferecido um cafeeiro em 1713.

Na sua peregrinação pelo mundo o café chegou a Java, alcançando posteriormente os Países Baixos e, graças ao dinamismo do comércio marítimo holandês executado pela Companhia das Índias Ocidentais, o café foi introduzido no Novo Mundo, espalhando-se nas Guianas, Martinica, São Domingos, Porto Rico e Cuba. Gabriel Mathien de Clieu, oficial francês, foi quem trouxe para a América os primeiros grãos.

Ingleses e portugueses tentaram a sua sorte nas zonas tropicais da Ásia e da África.

Lavouras de café no Brasil[editar | editar código-fonte]

Fazenda típica de café, vista do terreiro de secagem do café ao fundo instalações - Avaré.

Em 1727, o sargento-mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Estado do Grão-Pará, lançou-se numa missão para conseguir mudas de café, produto que já tinha grande valor comercial. Para isso, fez uma viagem à Guiana Francesa e lá se aproximou da esposa do governador da capital Caiena. Conquistada sua confiança, conseguiu dela uma muda de café-arábico, que foi trazida clandestinamente para o Brasil.

Das primeiras plantações na Região Norte, mais especificamente em Belém, as mudas foram usadas para plantios no Maranhão e na Bahia, na Região Nordeste.[10]

As condições climáticas não eram as melhores nessa primeira escolha e, entre 1800 e 1850, tentou-se o cultivo noutras regiões: o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe mudas do Pará para a Região Sudeste e as cultivou no Rio de Janeiro, depois São Paulo e Minas Gerais, locais onde o sucesso foi total. O negócio do café começou, assim, a desenvolver-se de tal forma que se tornou a mais importante fonte de receitas do Brasil e de divisas externas durante muitas décadas a partir da década de 1850.

Plantação próxima da cidade de São João do Manhuaçu - Minas Gerais - Brasil.

O sucesso da lavoura cafeeira em São Paulo, durante a primeira parte do século XX, fez com que o Estado se tornasse um dos mais ricos do país, permitindo que vários fazendeiros indicassem ou se tornassem presidentes do Brasil (política conhecida como café-com-leite, por se alternarem na presidência paulistas e mineiros), até que se enfraqueceram politicamente com a Revolução de 1930.

O café era escoado das fazendas depois de secados nos terreiros de café, no interior do estado de São Paulo, até as estações de trem, onde eram armazenados em sacas, nos armazéns das ferrovias, e, depois embarcado nos trens e enviado ao Porto de Santos, através de ferrovias, principalmente pela inglesa São Paulo Railway.

O fim do tráfico e seus efeitos[editar | editar código-fonte]

O tráfico negreiro era um dos negócios mais lucrativos da economia brasileira e movimentava muito dinheiro. Com sua proibição, os capitais antes aplicados na compra de escravos foram deslocados para outras atividades. Ocorreu assim um incremento das indústrias, das ferrovias, dos telégrafos e da navegação. Junto com o café, o fim do tráfico proporcionou o início da modernização brasileira.[11]

Reagindo aos efeitos da extinção do tráfico negreiro, os cafeicultores recorreram ao tráfico interprovincial e desenvolveram uma política de atração de imigrantes europeus para suas lavouras. As lavouras decadentes da cana-de-açúcar no Nordeste ampliaram a venda de escravos para as lavouras do Centro-Sul, que se transformaram na principal região escravista do país. Porém, o trabalho dos imigrantes só ganharia peso na década de 1880, quando os cafeicultores já não conseguiam segurar os escravos nas fazendas, devido à força da campanha abolicionista.

O café e a geada[editar | editar código-fonte]

O café foi plantado no oeste do estado de São Paulo, nos lugares mais altos, os espigões, divisores das bacias dos rios que desembocam no rio Paraná, lugares menos propensos à geadas que as baixadas dos rios. Nestes espigões foram também construídas as ferrovias e as cidades do Oeste de São Paulo, longe da malária que era comum nas proximidades dos rios. O café em São Paulo sofreu sobremaneira com a "grande geada de 1918" e a geada de 18 de julho de 1975, que atingiu também o norte do estado do Paraná, dizimando todos os cafezais das regiões de Londrina e Maringá.[12]

A valorização do café[editar | editar código-fonte]

O mais conhecido convênio de estados cafeeiros para obter financiamento externo para estocagem de café em armazéns a fim de diminuir a oferta externa e conseguir preços mais elevados para o mesmo foi o Convênio de Taubaté de 1906. O pressuposto da retenção de estoques de café era a crença de que depois de uma safra boa, seguiria-se uma safra ruim, durante a qual o café estocado no ano anterior seria exportado. A partir da década de 1920, a valorização do café tornou-se permanente, aumentado muito o volume estocado, fazendo os preços se elevarem, atraindo com isso novos países produtores ao mercado fazendo concorrência ao Brasil. Com a crise de 1929, a partir do governo de Getúlio Vargas, todos os estoques de café tiveram que ser queimados para os preços subirem. A escolha foi feita de modo a manter o café como um produto destinado às elites. Ou seja, o governo preferiu queimar o café à vendê-lo por um preço mais baixo, o que o tornaria acessível a qualquer cidadão da época. Foram queimados de 1931 a 1943, 72 milhões de sacas, equivalentes a 4 safras boas. A partir de 1944, a oferta de café passou a ser regulada por convênios entre países produtores.[13] [14]

Consumo e produção atual no Brasil[editar | editar código-fonte]

Atualmente o Brasil consome anualmente 20 milhões de sacas de café, o que corresponde a 173 bilhões de xícaras.[15] Apesar de ser o principal exportador do grão sem valor agregado, o volume de café torrado e moído exportado diminui a cada ano.[15] Com o aparecimento dos cafés blends, que misturam cafés de várias procedências, o café brasileiro perde competitividade, já que a lei brasileira impede a importação de café verde de outros países.[15]

Na Europa[editar | editar código-fonte]

Café Nicola, em Lisboa

Os estabelecimentos comerciais na Europa consolidaram o uso da bebida do café, e diversas casas de café ficaram mundialmente conhecidas, como o Café Nicola, em Lisboa, onde se encontravam políticos e escritores, sendo de realçar o poeta Bocage, o Virgínia Coffee House, em Londres, e o Café de La Régence em Paris, onde se reuniam nomes famosos como Rousseau, Voltaire, e Diderot.

O invento da cafeteira, já em finais do século XVIII, por parte do conde de Rumford, deu um grande impulso à proliferação da bebida, ajudada ainda por uma outra cafeteira de 1802, esta da autoria do francês Descroisilles, onde dois recipientes eram separados por um filtro.

Em 1822, uma outra invenção surge em França, a máquina de café expresso (do italiano spremutom ou seja, espremido), embora ainda não passasse de um protótipo. Em 1855, foi apresentada em uma exposição, em Paris, uma máquina mais desenvolvida, mas foi em Itália que a aperfeiçoaram.

Assim, coube aos italianos, apenas em 1905, comercializar a primeira máquina de expresso, precisamente no mesmo ano em que foi inventado um processo que permitia descafeinar o café. Em 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a Itália continua tendo a primazia sobre os expressos e Giovanni Gaggia apresenta uma máquina onde a água passa pelo café depois de pressionada por uma bomba de pistão. O sucesso foi notório.[16]

A crise de 1929[editar | editar código-fonte]

Distribuição geográfica dos diferentes cultivos (r: robusta, m: robusta e arábica e a: arábica).

Com a "quebra" da Bolsa de Valores americana em 1929, o Brasil teve a primeira grande crise de superprodução do café, tendo que o governo brasileiro promover a queima de estoques para tentar segurar os preços. Nos finais da década de 1930, o Brasil tinha-se visto a braços com outro excedente de produção que foi resolvido com ajuda da Nestlé, quando esta inventou o café instantâneo.[17]

Superada mais essa crise, o Brasil continuou a ser o maior produtor mundial de café, embora nos últimos anos tenha de concorrer com outros países da América Latina.

O café é, atualmente, a bebida preparada mais consumida no mundo, sendo servidas cerca de 400 bilhões de xícaras por ano. O tipo de café mais comum é o arábica, ocupando cerca de três quartos da produção mundial, seguido do robusta, que tem o dobro da cafeína contida no primeiro.

O café e a saúde[editar | editar código-fonte]

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A maioria das pessoas que consomem café diariamente desconhece as substâncias saudáveis e os seus efeitos terapêuticos:

A cafeína chega às células do corpo em menos de 20 minutos após a ingestão do café. No cérebro, a cafeína aumenta a influência do neurotransmissor dopamina.

Entre os malefícios causados pelo consumo excessivo de café podemos listar:

  • Ação diurética compulsiva causadora de perda de minerais e oligoelementos, aminoácidos e vitaminas essenciais.
  • Causa enfraquecimento do organismo através da perda de sódio, potássio, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas A e C, bem como do complexo B.
  • Possui relação direta com a doença fibroquística (eventualmente precursora do “câncer da mama”).
  • Pode causar o aparecimento de polipos (primeiro estágio do câncer no aparelho digestivo), verrugas, psoríases e outras afecções dermatológicas.
  • Reduz a taxa de oxigenação dos neurônios.
  • Provoca uma maior secreção de ácido clorídrico, causando irritações nas mucosas intestinais que causam colites e ulcerações, principalmente para quem sofre de gastrite.
  • Sua ação é acidificante do sangue, propiciando o surgimento de leucorreias, cistites, colibaciloses e variados acessos fúngicos.

Atualmente, o Café é considerado "a bebida do sistema capitalista", devido às propriedades que a cafeína confere aos seus usuários, levando-os a obterem melhor rendimento e produtividade no meio profissional.[carece de fontes?]

Valor nutricional[editar | editar código-fonte]

Valor nutricional por cada 100g
kJ 2
Carboidratos 0
Gordura 0,02 g
Gordura saturada 0,02 g
Gordura trans 0 g
Gordura monoinsaturada 0,015 g
Gordura polinsaturada 0,001 g
Água 99,39 g
Proteínas 0,12 g
Cafeína 40 mg
Vitamina A 0 ug
Betacaroteno 0 ug
Vitamina B1 0,014 mg
Vitamina B2 0,076 mg
Vitamina B3 0,191 mg
Vitamina B5 0,254 mg
Vitamina B6 0,001 mg
Vitamina E 0,01 mg
Vitamina K 0,0001 mg
Cálcio 2 mg
Ferro 0,01 mg
Magnésio 3 mg
Manganésio 0,023 mg
Fósforo 3 mg
Potássio 49 mg
Sódio 2 mg
Zinco 0,02 mg

Fonte: Base de dados de nutrientes (USDA)

Produção[editar | editar código-fonte]

Principais produtores
(venda em milhares de ton)
Fonte:OIC

Ano 1984 1994 2004
 Brasil 1 284 25% 1 692 30% 2 356 35%
 Vietname 14 0% 212 4% 831 12%
 Colômbia 662 13% 779 14% 684 10%
Indonésia 373 7% 377 7% 443 7%
 Etiópia 139 3% 152 3% 300 4%
 Índia 196 4% 169 3% 231 3%
 Guatemala 170 3% 227 4% 221 3%
 México 260 5% 250 4% 204 3%
 Peru 70 1% 71 1% 201 3%
Uganda 153 3% 144 3% 165 2%
Honduras 86 2% 131 2% 155 2%
Costa Rica 151 3% 150 3% 107 2%
Costa do Marfim 289 6% 180 3% 105 1%
El Salvador 134 3% 138 2% 85 1%
Nicarágua 51 1% 41 1% 68 1%
Papua-Nova Guiné 45 1% 68 1% 60 1%
Equador 83 2% 143 3% 56 1%
 Tailândia 28 2% 84 1% 48 1%
Tanzânia 50 1% 41 1% 48 1%
Camarões 95 2% 24 0% 44 1%
 Quênia 93 2% 100 2% 43 1%
 Venezuela 59 1% 56 1% 42 1%
Outros 554 11% 397 7% 264 4%
Total 5 039 100% 5 624 100% 6 760 100%

Consumo[editar | editar código-fonte]

Em Portugal consomem-se 4,7 quilos de café por pessoa por ano, valor abaixo do consumo médio no resto da Europa - 6,4 quilos por ano.[20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikilivros Livros e manuais no Wikilivros
Commons Imagens e media no Commons

Referências

  1. Erowid. Caffeine Content of Beverages, Foods, & Medications. (em inglês) Acessado em 7 de novembro de 2006.
  2. Portillo, L. (1993) "El Convenio Internacional del Café y la crisis del mercado". Comercio Exterior 43: 378-391. (em espanhol)
  3. FAOSTAT Agriculture Data. Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. (em inglês). Página visitada em 31 de outubro de 2005..
  4. Portal Minas. Minas segue líder na produção de café. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  5. Francis, John K. Coffea arabica L. RUBIACEAE Factsheet of U.S. Department of Agriculture, Forest Service (em inglês) Acessado em 7 de novembro de 2006.
  6. A história do café (HTML). Café Pilão (2008). Página visitada em 30 de setembro de 2008.
  7. Mexido de Ideias. Origens do Café. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  8. Clínica. Vai um cafezinho aí?. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  9. Amigo Nerd. Como Montar uma Cafeteria e Livraria. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  10. O café no Brasil, in A história do café. (HTML). ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) (2008). Página visitada em 9 de outubro de 2008.
  11. UOL Educação. Abolição da escravatura - História. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  12. Criar e Plantar. Agricultura. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  13. MERGULHÃO, Benedito, O General Café e a revolução Branca de 1937, Irmãos Pongetti Editores, Rio de Janeiro, 1943
  14. MERGULHAO, A Santa Inquisição do Café, Irmãos Pongetti Editores, Rio de Janeiro, 1940
  15. a b c Zafalon, Mauro (20/01/2013). Indústria nacional de café se arma para disputar mercado com estrangeiras. Folha de São Paulo Online. Página visitada em 20/01/2013.
  16. Mundo Educação. Economia Cafeeira. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  17. Sua Pesquisa. A Crise de 1929. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  18. Ciência Hoje, "Café é benéfico para a prevenção de diabetes", acedido a 20 de janeiro de 2011
  19. Café combate risco de cancro da próstata. Ciência Hoje (19-05-2011). Página visitada em 20 de maio de 2011.
  20. Portugueses abaixo da média europeia a beber café.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]