Tório

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Pix.gif Tório Stylised Lithium Atom.svg
ActínioTórioProtactínio
Ce
  Cubic-face-centered.svg
 
90
Th
 
               
               
                                   
                                   
                                                               
                                                               
Th
Tabela completaTabela estendida
Aparência
branco prateado


Amostra de tório, de pureza 99,9%, em uma ampola de vidro, ca. 0,1 g.
Informações gerais
Nome, símbolo, número Tório, Th, 90
Série química Actinídeo
Grupo, período, bloco n/a, 7, f
Densidade, dureza 11724 kg/m3, 3,0
Número CAS 7440-29-1
Número EINECS
Propriedade atómicas
Massa atômica 232,0381 u
Raio atómico (calculado) 179 pm
Raio covalente 206±6 pm
Raio de Van der Waals pm
Configuração electrónica [Rn] 6d2 7s2
Elétrons (por nível de energia) 2, 8, 18, 32, 18, 10, 2 (ver imagem)
Estado(s) de oxidação 4, 3, 2
Óxido fracamente básico
Estrutura cristalina cúbica de faces centradas
Propriedades físicas
Estado da matéria sólido
Ponto de fusão 2115 K
Ponto de ebulição 5061 K
Entalpia de fusão 13,81 kJ/mol
Entalpia de vaporização 514 kJ/mol
Temperatura crítica  K
Pressão crítica  Pa
Volume molar m3/mol
Pressão de vapor 1 Pa a 2633 K
Velocidade do som 2490 m/s a 20 °C
Classe magnética
Susceptibilidade magnética
Permeabilidade magnética
Temperatura de Curie  K
Diversos
Eletronegatividade (Pauling) 1,3
Calor específico 120 J/(kg·K)
Condutividade elétrica 6,53·106 S/m
Condutividade térmica 54 W/(m·K)
Potencial de ionização 587 kJ/mol
2º Potencial de ionização 1110 kJ/mol
3º Potencial de ionização 1930 kJ/mol
4º Potencial de ionização 2780 kJ/mol
5º Potencial de ionização kJ/mol
6º Potencial de ionização kJ/mol
7º Potencial de ionização kJ/mol
8º Potencial de ionização kJ/mol
9º Potencial de ionização kJ/mol
10º Potencial de ionização kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso AN Meia-vida MD Ed PD
MeV
227Th traços 18,72 d α 6,146 223Ra
228Th traços 1,9131 a α 5,520 224Ra
229Th sintético 7880 a α 5,168 225Ra
230Th traços 75,380 a α 4,770 226Ra
231Th traços 25,52 h β
α
0,389
4,213
231Pa
227Ra
232Th 100% 1,405·1010 a α 4,083 228Ra
233Th sintético 22,3 min β 1,245 233Pa
234Th traços 24,10 d β 0,273 234Pa
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O tório (homenagem ao deus escandinavo do trovão Thor) é um elemento químico de símbolo Th e de número atômico igual a 90 (90 prótons e 90 elétrons), com massa atómica aproximada de 232,0 u. À temperatura ambiente, o tório encontra-se no estado sólido. Foi descoberto em 1828 por Jöns Jacob Berzelius.

Características principais[editar | editar código-fonte]

O tório é um metal natural , ligeiramente radioativo. Quando puro, o tório é um metal branco prateado que mantem o seu brilho por diversos meses. Entretanto, em presença do ar escurece lentamente tornando-se cinza ou, eventualmente, preto. O óxido de tório ( ThO2 ), também chamado de "tória", apresenta um dos pontos de ebulição mais elevados ( 3300 °C ) de todos os óxidos. Quando aquecido no ar, o metal de tório inflama-se e queima produzindo uma luz branca brilhante. O Tório é extraído da Torita.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

  • Asgar foi a primeira usina que utilizava o elemento Tório, em 2000. foi projetado e construído pela empresa Açaapoena.
  • Em mantas ( camisas ) de lampiões à gás. Estas mantas brilham intensamente quando aquecidas numa chama resultante da queima de um gás.
  • Como elemento de liga para aumentar a resistência mecânica e a resistência a elevadas temperaturas do magnésio.
  • O tório é usado para revestir fios de tungstênio usados em equipamentos eletrônicos.
  • O tório foi usados em eletrodos para soldas cerâmicas de alta resistência ao calor.
  • O óxido é usado para controlar o tamanho das partículas de tungstênio usados em lâmpadas elétricas.
  • O óxido é usado em equipamentos de laboratório que são submetidos a elevadas temperaturas ( cadinhos ).
  • O óxido de tório adicionado a vidro produz cristais com alto índice de refração e baixa dispersão. Portanto, encontram uso em lentes de alta qualidade em câmeras e instrumentos científicos.
  • O óxido de tório tem sido usado como um catalisador :
  • Datação Urânio – tório foi usada para datar hominídios fósseis.
  • Como material para produzir combustível nuclear. O tório-232 bombardeado com nêutrons produz o fissionável isótopo U-233.
  • O dióxido de tório ( ThO2) é um componente ativo do Thorotrast, que foi usado no diagnóstico em radiografia. Este uso foi abandonado devido a natureza carcinógena do Thorotrast.
  • O tório é usado na produção de energia nuclear em algumas usinas

História[editar | editar código-fonte]

O tório foi descoberto em 1828 pelo químico sueco Jöns Jacob Berzelius num óxido que denominou de "tória", nomeado desta forma em honra ao deus escandinavo do trovão Thor. O metal, denominado de tório, contido na tória , foi isolado por Berzelius, em 1829, aquecendo num tubo de vidro potássio com fluoreto de tório.

O metal não tinha nenhuma aplicação até a invenção da lâmpada de manta, um dispositivo de iluminação , em 1885, por Auer von Welsbach. O nome Ionio foi usado para um isótopo do tório no início do estudo da radioatividade. Com o advento da eletricidade, e devido ao caráter de radioativo do tório, esta aplicação diminuiu bastante. Com a descoberta da radioatividade, o tório passou a ter uma aplicação relevante nesta área devido a invenção da usina nuclear movida a esse elemento na década de 50 que seria mais segura, mais limpa e mais produtiva do que as termonucleares atuais.[1] Apesar disso, o governo americano interrompeu as pesquisas em 1973 porquê essas usinas não produziam plutônio para armas nucleares.[2] Posteriormente os ingleses[3] e chineses retomariam os estudos sobre esta fonte de energia em 2011.[4] [5]

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Monazita, uma terra-rara-e-fosfato-de-Tório é a principal fonte mundial de Tório.

O tório é encontrado em quantidades pequenas na maioria das rochas e solos, onde é aproximadamente três vezes mais abundante do que o urânio , e é aproximadamente tão comum quanto o chumbo. O solo contém geralmente uma média de 6 ppm de tório. O tório ocorre em diversos minerais , sendo o mais comum o mineral de terra rara de tório-fosfato (como as de Catalão-Ouvidor em Goiás ) , monazita, que contém até 12% de óxido de tório. Há depósitos substanciais em vários países, sendo que as maiores fontes mundiais de tório são encontrados nos Estados Unidos, Madagascar, Índia, Sri Lanka e Austrália.

O tório-232 decai muito lentamente ( a meia-vida deste isótopo é aproximadamente três vezes a idade da Terra ), Outros isótopos de tório ocorrem na série de decaimento do tório e urânio. A maioria destes são de curta duração, portanto, muito mais reativos que o th-232 , embora em quantidades insignificantes.

Isótopos[editar | editar código-fonte]

O tório natural é composto de 1 isótopo: 232Th. 25 radioisótopos foram identificados, sendo o mais abundante e/ou estável o 232Th com meia-vida de 14,05 bilhões de anos, 230Th com meia-vida de 75 380 anos, 229Th com meia-vida de 7 340 anos, e 228Th com meia-vida de 1,92 anos. Todos os demais isótopos radioativos tem meias-vidas abaixo de 30 dias, e a maioria destes com meias-vidas inferiores a 10 minutos. Este elemento apresenta 1 meta estado.

As massas atômicas do tório variam de 212 u ( 212Th ) até 236 u ( 236Th ).

Precauções[editar | editar código-fonte]

O metal pulverizado de tório é frequentemente pirofórico e deve ser manuseado com cuidado. O tório se desintegra com a produção eventual de "thoron", um isótopo do radônio ( 220-Rn ). O gás de radônio apresenta radiação perigosa . Consequentemente, uma ventilação boa das áreas onde o tório é armazenado ou manuseado é essencial,.

A exposição ao tório contido no ar pode conduzir a um aumento do risco de contrair câncer dos pulmões, pâncreas e sangue. Este elemento não tem nenhum papel biológico conhecido.

Todas as reservas de tório da Terra têm mais energia que todo o urânio, petróleo, carvão e todos os tipos de combustíveis juntos (excetuando a madeira).[carece de fontes?]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Tório
  1. Ambrose Evans-Pritchard (20). Safe nuclear does exist, and China is leading the way with thorium (HTML) (em Língua inglesa). The Daily Telegraph. The Daily Telegraph. Página visitada em 14 de julho de 2014.
  2. Ambrose Evans-Pritchard (20). Safe nuclear does exist, and China is leading the way with thorium (HTML) (em Língua inglesa). The Daily Telegraph. The Daily Telegraph. Página visitada em 14 de julho de 2014.
  3. Rebecca Boyle (20). Pocket Particle Accelerators Like This One Could Bring Safer Nuclear Power to Neighborhoods (HTML) (em Língua inglesa). Popular Science. Popular Science. Página visitada em 14 de julho de 2014.
  4. Ambrose Evans-Pritchard (20). Safe nuclear does exist, and China is leading the way with thorium (HTML) (em Língua inglesa). The Daily Telegraph. The Daily Telegraph. Página visitada em 14 de julho de 2014.
  5. RICHARD MARTIN (2). China Takes Lead in Race for Clean Nuclear Power (HTML) (em Língua inglesa). Wired. Wired. Página visitada em 14 de julho de 2014.