Antimônio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pix.gif Antimônio Stylised Lithium Atom.svg
EstanhoAntimônioTelúrio
As
  Rhombohedral.png
 
51
Sb
 
               
               
                                   
                                   
                                                               
                                                               
Sb
Bi
Tabela completaTabela estendida
Aparência
cinza prateado lustroso


Cristal de antimônio de 2g.
Informações gerais
Nome, símbolo, número Antimônio, Sb, 51
Série química Semimetal
Grupo, período, bloco 5A, 5, p
Densidade, dureza 6697 kg/m3, 3
Número CAS 7440-36-0
Número EINECS
Propriedade atómicas
Massa atômica 121,760 u
Raio atómico (calculado) 140 pm
Raio covalente 139±5 pm
Raio de Van der Waals 206 pm
Configuração electrónica [Kr] 4d10 5s2 5p3
Elétrons (por nível de energia) 2, 8, 18, 18, 5 (ver imagem)
Estado(s) de oxidação 5, 3, -3 (óxido meio ácido)
Óxido
Estrutura cristalina romboédrico
Propriedades físicas
Estado da matéria sólido
Ponto de fusão 903,78 K
Ponto de ebulição 1860 K
Entalpia de fusão 19,79 kJ/mol
Entalpia de vaporização 193,43 kJ/mol
Temperatura crítica  K
Pressão crítica  Pa
Volume molar m3/mol
Pressão de vapor 1 Pa a 807 K
Velocidade do som m/s a 20 °C
Classe magnética
Susceptibilidade magnética
Permeabilidade magnética
Temperatura de Curie  K
Diversos
Eletronegatividade (Pauling) 2,05
Calor específico 210 J/(kg·K)
Condutividade elétrica S/m
Condutividade térmica 24,3 W/(m·K)
Potencial de ionização 834 kJ/mol
2º Potencial de ionização 1594,9 kJ/mol
3º Potencial de ionização 2440 kJ/mol
4º Potencial de ionização 4260 kJ/mol
5º Potencial de ionização 5400 kJ/mol
6º Potencial de ionização 10400 kJ/mol
7º Potencial de ionização kJ/mol
8º Potencial de ionização kJ/mol
9º Potencial de ionização kJ/mol
10º Potencial de ionização kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso AN Meia-vida MD Ed PD
MeV
121Sb 57,36% estável com 70 neutrões
123Sb 42,64% estável com 72 neutrões
125Sb sintético estável com 74 neutrões
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O antimônio (português brasileiro) ou antimónio (português europeu) (do grego antímonos, oposto à solidão), também chamado estíbio, é um elemento químico de símbolo Sb de número atômico 51 (51 prótons e 51 elétrons) e de massa atómica igual a 121,8 u. À temperatura ambiente, o antimônio encontra-se no estado sólido. O símbolo Sb é uma abreviatura do seu nome na língua latina, Stibium, convencionalmente abreviado Sb.

É um semi-metal (metalóide) do grupo 15 (VA) da Classificação Periódica dos Elementos. Apresenta quatro formas alotrópicas. Sua forma estável é um metal de coloração branca azulada. O antimônio negro e o amarelo são formas não metálicas instáveis. O antimônio é empregado principalmente em ligas metálicas e alguns de seus compostos para dar resistência contra o fogo, em pinturas, cerâmicas, esmaltes, vulcanização da borracha e fogos de artifício. Foi descoberto em 1450 por Thölde.

Características principais[editar | editar código-fonte]

O antimônio na sua forma elementar é um sólido cristalino, fundível, quebradiço, branco prateado que apresenta uma condutividade elétrica e térmica baixa, e evapora em baixas temperaturas. Este elemento semi-metálico (metalóide) se parece aos metais no aspecto e nas propriedades físicas, mas quimicamente não se comporta como eles. Pode ser atacado por ácidos oxidantes e halogênios.

As estimativas sobre a abundância de antimônio na crosta terrestre vão desde 0,2 a 0,5 ppm. O antimônio ocorre com o enxofre e outros metais como chumbo, cobre e prata.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

O antimônio tem uma crescente importância na indústria de semicondutores para a construção de diodos, detectores infravermelhos e dispositivos de efeito Hall.

Usado como liga, este semi-metal incrementa muito a dureza e a força mecânica do chumbo. Também é empregado em diferentes ligas como peltre, metal antifricção (liga com estanho) , metal inglês (formado por zinco e antimônio).

Algumas aplicações mais específicas:

Compostos de antimônio na forma de óxidos, sulfetos, antimoniatos e halogenetos de antimônio são empregados na fabricação de materiais resistentes ao fogo, esmaltes, vidros, pinturas e cerâmicas. O trióxido de antimônio é o mais importante e é usado principalmente como retardante de chama (antifogo). Estas aplicações como retardantes de chama compreendem a produção de diversos produtos como roupas, brinquedos, cobertas de assentos etc.

História[editar | editar código-fonte]

O antimônio era conhecido pelos chineses e babilônios desde 3.000 a.C. O sulfeto de antimônio foi empregado como cosmético e com fins medicinais.

A história do símbolo do antimônio, e a sua relação com o seu nome "estíbio", é longa: o nome copta do pó cosmético de sulfeto de antimônio foi tomado do grego e depois passou ao latim, resultando o nome stibium. O químico Jöns Jacob Berzelius usou uma abreviatura deste nome em seus escritos e assim se converteu no símbolo Sb.

Uma teoria para seu nome "stibium" é a de que muitos recipientes que guardavam vinho antigamente continham elementos metálicos com antimônio em sua composição. Este era oxidado e formavam compostos que davam o sabor amargo ao vinho; daí o significado de seu nome: vida azeda.

O antimônio foi amplamente empregado na alquimia. Há escritos sobre este elemento de Georg Bauer (Georgios Agrícola), e Basilio Valentín é o autor de O carro triunfal do antimônio, um tratado sobre o elemento.

Abundância e obtenção[editar | editar código-fonte]

O antimônio é encontrado na natureza em numerosos minerais, apesar de ser um elemento pouco abundante. Embora seja possível encontrá-lo livre, normalmente está na forma de sulfetos. O principal minério de antimônio é a antimonita (também chamada de estibina), Sb2S3.

Mediante a queima de sulfeto de antimônio se obtém óxido de antimônio III, Sb2O3, que é reduzido com o coque para a obtenção do antimônio:

2Sb2O3 + 3C → 4Sb + 3CO2

Também pode ser obtido por redução direta do sulfeto, com ferro:

Sb2S3 + 3Fe → 2Sb + 3FeS

Compostos[editar | editar código-fonte]

Seus estados de oxidação mais comuns são o +3 e o +5.

São conhecidos todos os seus tri-halogenetos , SbX3, o pentafluoreto e o pentacloreto, SbX5. O trifluoreto é empregado como fluorante. O pentafluoreto junto com HSO3F forma um sistema SbF5-FSO3H com propriedades de superácido. Com estes halogenetos pode-se preparar diversos complexos. O hidreto SbH3 ( estibina ) é pouco estável, decompondo-se com muita facilidade.

São conhecidos também o trióxido de antimônio, Sb2O3 e o pentóxido, Sb2O5.

Precauções[editar | editar código-fonte]

O antimônio e muitos de seus compostos são tóxicos.

{{quote|A toxicidade do antimônio depende do seu estado químico. O antimônio metálico é relativamente inerte, no entanto a stibnite é altamente tóxica. A toxicidade dos outros compostos do elemento pode ser classificada entre estes dois extremos. O manuseamento do antimônio e dos seus compostos deve ser feito em ambientes devidamente ventilados para evitar a contaminação atmosférica. Caso contrário existe o perigo de formação de dermatites.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Antimônio

Ver também[editar | editar código-fonte]