México

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México
Estados Unidos Mexicanos
Bandeira do México
Brasão do México
Bandeira Brasão das Armas
Lema: Não tem
Hino nacional: Hino nacional do México
Gentílico: Mexicano

Localização do México

Capital Cidade do México
Cidade mais populosa Cidade do México
Língua oficial Espanhol ou castelhano; são reconhecidos oficialmente 68 agrupamentos linguísticos indígenas, totalizando 364 variantes reconhecidas como línguas.[1]
Governo República presidencialista
 - Presidente Enrique Peña Nieto
 - Ministro do Interior Miguel Ángel Osorio Chong
 - Presidente do Supremo Tribunal Juan Silva Meza
Independência da Espanha 
 - Declarada 16 de setembro de 1810 
 - Reconhecida 27 de setembro de 1821 
Área  
 - Total 1 958 201 km² (14.º)
 - Água (%) 2,5
População  
 - Censo 2013 118.395.054[2] hab. 
 - Densidade 55 hab./km² (142.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2013
 - Total US$ 1,845 trilhão*[3]  (10.º)
 - Per capita US$ 15 608[3]  (67.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2013
 - Total US$ 1,327 trilhão*[3]  (14.º)
 - Per capita US$ 11 224[3]  (62.º)
IDH (2012) 0,775 (61.º) – elevado[4]
Gini (2010) 47,2[5]
Moeda Peso mexicano (MXN)
Fuso horário (UTC-6 a -8)
Org. internacionais ONU (OMC), NAFTA, OEA, ALADI
Cód. ISO MEX
Cód. Internet .mx
Cód. telef. +52
Website governamental presidencia.gob.mx

Mapa do México

México, oficialmente Estados Unidos Mexicanos,[6] é uma república constitucional federal localizada na América do Norte. O país é limitado a norte pelos Estados Unidos; ao sul e oeste pelo Oceano Pacífico; a sudeste pela Guatemala, Belize e Mar do Caribe; a leste pelo Golfo do México.[7] Com um território que abrange quase 2 milhões de quilômetros quadrados,[8] o México é o quinto maior país das Américas por área total e o 14º maior país independente do mundo. Com uma população estimada em 118 milhões de habitantes,[8] [9] é o 11º país mais populoso do mundo e o mais populoso país da hispanofonia. O México é uma federação composta por trinta e um estados e um distrito federal (Distrito Federal). O México figura também como o segundo país mais populoso e rico da América Latina, em ambos os casos superado apenas pelo Brasil.

Na Mesoamérica pré-colombiana muitas culturas amadureceram e se tornaram civilizações avançadas como a dos olmecas, toltecas, teotihuacanos, zapotecas, maias e astecas, antes do primeiro contato com os europeus. Em 1521, a Espanha conquistou e colonizou o território mexicano a partir de sua base em Tenochtitlán e administrou-o como o Vice-Reino da Nova Espanha. Este território viria a ser o México com o reconhecimento da independência da colônia em 1821. O período pós-independência foi marcado pela instabilidade econômica, a Guerra Mexicano-Americana e a consequente cessão territorial para os Estados Unidos, uma guerra civil, dois impérios e uma ditadura nacional. Esta última levou à Revolução Mexicana em 1910, que culminou na promulgação da Constituição de 1917 e a emergência do atual sistema político do país. Eleições realizadas em julho de 2000 marcaram a primeira vez que um partido de oposição conquistou a presidência do Partido Revolucionário Institucional.

O México é uma das maiores economias do mundo e uma potência regional[10] [11] , e desde 1994, o primeiro país latino-americano membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo um país de renda média-alta consolidada.[12] O México é considerado um dos países recentemente industrializados[13] [14] [15] [16] e uma potência emergente.[17] A nação tem o 13º maior PIB nominal e o maior 11º maior PIB por paridade de poder de compra. A economia está fortemente ligada à dos seus parceiros do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), especialmente os Estados Unidos.[18] [19] O país ocupa o quinto lugar no mundo e o primeiro das Américas em número de Patrimônios Mundiais da UNESCO, com 31 lugares que receberam esse título,[20] [21] [22] e em 2007 foi o 10º país mais visitado do mundo, com 21,4 milhões de turistas internacionais.[23]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Depois da Nova Espanha conquistar a independência do Império Espanhol, foi decidido que o novo país teria o nome de sua capital, a Cidade do México, que foi fundada em 1524 em cima da antiga capital asteca de Tenochtitlan-México. O nome vem da língua nahuatl, mas seu significado é desconhecido. Mēxihco era o termo em nahuatl usado para se referir ao coração do império asteca, o Vale do México, e ao seu povo, os astecas, no que depois se tornou o futuro estado do México como uma divisão da Nova Espanha antes da independência.

O sufixo -co é um locativo em nahuatl, o que torna a palavra o nome de um lugar. Além disso, a etimologia do termo ainda é incerta. Tem sido sugerido que ele é derivado de Mextli ou Mēxihtli, um nome secreto para o deus da guerra e patrono dos astecas, Huitzilopochtli, caso em que Mēxihco significa "Lugar onde Huitzilopochtli vive".[24] Outra hipótese[25] sugere que Mēxihco deriva de um amálgama das palavras nahuatl para "Lua" (Metztli) e centro (xīctli). Este significado ("lugar no centro da Lua") pode referir-se à posição de Tenochtitlán no meio do lago Texcoco. O sistema de lagos interligados, dos quais Texcoco formava o centro, tinha a forma de um coelho, que os mesoamericanos associavam pareidoliamente à Lua. Ainda há outra hipótese que sugere que a palavra é derivada de Mēctli, a deusa do agave.[25]

O nome da cidade-Estado foi transliterado para o espanhol como México com o valor fonético da letra <x> no espanhol medieval que representava a fricativa pós-alveolar surda [ʃ]. Este som, bem como a fricativa pós-alveolar sonora [ʒ], representado por um <j>, evoluiu para uma fricativa velar surda [x] durante o século XVI. Isso levou ao uso da variante Méjico em muitas publicações em espanhol, sobretudo na Espanha, enquanto no México e na maioria dos outros países de língua espanhola México era a grafia preferida. Nos últimos anos, a Real Academia Espanhola, que regulamenta a língua espanhola, determinou que ambas as variantes são aceitáveis ​​no idioma, mas que a grafia normativa recomendada é México.[26]

O nome oficial do país mudou conforme a forma de governo. Em duas ocasiões (1821-1823 e 1863-1867), o país era conhecido como Imperio Mexicano (Império Mexicano). Todas os três constituições federais (1824, 1857 e 1917, a Constituição atual) usavam o nome Estados Unidos Mexicanos[27] ou Estados-Unidos Mexicanos.[28] A nome República Mexicana foi usado nas Leis Constitucionais de 1836.[29] Em 22 de novembro de 2012, o presidente Felipe Calderón enviou ao congresso mexicano uma legislação para mudar o nome oficial do país para simplesmente México. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado por ambas as casas do congresso, assim como pela maioria das 31 legislaturas estaduais do país. Como esta legislação foi proposta apenas uma semana antes de Calderón passar o governo para Enrique Peña Nieto, os críticos de Calderón interpretaram isso como um gesto simbólico.[30]

História[editar | editar código-fonte]

Culturas pré-colombianas e colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés invadiram o Império Asteca e ocuparam e saquearam sua capital, Tenochtitlán (atual Cidade do México).

Fogueiras encontradas no Vale do México foram datadas por radiocarbono como sendo de 21 000 a.C., e alguns fragmentos de ferramentas de pedra foram encontrados perto das fogueiras, indicando a presença de humanos naquela época.[31]

Há cerca de 9 000 anos, antigos povos indígenas domesticaram o milho e iniciaram uma revolução industrial, levando à formação de muitas civilizações complexas. Entre 1.800 e 300 a.C., muitas evoluíram para avançadas civilizações pré-colombianas da Mesoamérica, tais como: os olmecas, os teotihuacanos, os maias, os zapotecas, os mixtecas, os toltecas e os astecas, as quais floresceram durante quase 4 000 anos antes do primeiro contato com europeus.[32]

A estas civilizações são creditadas muitas invenções e avanços em campos como a arquitetura (templos-pirâmides), matemática, astronomia, medicina e teologia. Os astecas foram notáveis pela prática de sacrifícios humanos em larga escala.[33] No seu auge, Teotihuacan, que contém algumas das maiores estruturas piramidais construídas na América pré-colombiana, tinha uma população de mais de 150 000 pessoas.[34] Estimativas da população antes da conquista espanhola apontam para 6 a 25 milhões de habitantes na região do atual México.[35] [36]

No início do século XVI, a partir do desembarque de Hernán Cortés, a civilização asteca foi invadida e conquistada pelos espanhóis.[37] Introduzida de forma acidental pelos conquistadores espanhóis, a varíola devastou a Mesoamérica em 1520, matando milhões de astecas,[38] incluindo o imperador, e foi-lhe creditada a vitória de Hernán Cortés sobre o império asteca.[39] O território tornou-se parte do império espanhol, sob o nome de Nova Espanha. Grande parte da identidade, tradições e arquitetura do México foram criados durante o período colonial.[32]

A cidade antiga mesoamericana de Teotihuacan, no atual México, vista da entrada da Via dos Mortos, a partir da pirâmide da Lua.

Independência[editar | editar código-fonte]

Em 16 de setembro de 1810, a independência da Espanha foi declarada pelo padre Miguel Hidalgo y Costilla, na pequena cidade de Dolores Hidalgo, Guanajuato.[40] O primeiro grupo insurgente era formado por Hidalgo, o capitão do exército vicerreinal espanhol Ignacio Allende, o capitão de milícias Juan Aldama e "La Corregidora" Josefa Ortiz de Domínguez. Hidalgo e alguns de seus soldados foram capturados e executados por um pelotão de fuzilamento em Chihuahua, em 31 de julho de 1811. Após sua morte, a liderança foi assumida pelo padre José María Morelos, que ocupou as principais cidades do sul.[32]

Em 1813, foi convocado o Congresso de Chilpancingo e, em 6 de novembro, foi assinada a Ata solene da declaração de independência da América Setentrional. Morelos foi capturado e executado em 22 de dezembro de 1815. Nos anos seguintes, a revolta esteve perto do colapso, mas em 1820 o vice-rei Juan Ruiz de Apodaca enviou um exército sob o comando do general crioulo Agustín de Iturbide contra as tropas de Vicente Guerrero. Em vez disso, Iturbide aproximou-se de Guerrero para juntar forças, e em 1821 os representantes da Coroa espanhola e Iturbide assinaram o Tratado de Córdoba, que reconheceu a independência do México, nos termos do Plano de Iguala.

Agustín de Iturbide autoproclamou-se imediatamente imperador do Primeiro Império Mexicano. Uma revolta contra ele, em 1823, estabeleceu os Estados Unidos Mexicanos. Em 1824, uma Constituição da República foi elaborada e Guadalupe Victoria tornou-se o primeiro presidente do recém-nascido país. As primeiras décadas do período pós-independência foram marcadas pela instabilidade econômica, que levou à guerra dos pastéis em 1836, e uma luta constante entre liberales, adeptos de uma forma de governo federal, e conservadores, adeptos de uma forma hierárquica de governo.[41]

Em 1836 o general Antonio López de Santa Anna, um centralista e ditador por duas vezes, aprovou as Siete Leyes, uma alteração radical que institucionalizou a forma centralizada de governo. Quando ele suspendeu a Constituição de 1824, a guerra civil espalhou-se por todo o país, e três novos governos declararam a independência: a República do Texas, a República do Rio Grande e da República de Yucatán.

Evolução territorial do México desde 1821.

O Texas obteve com sucesso a sua independência e foi anexado pelos Estados Unidos. Uma disputa fronteiriça levou à Guerra Mexicano-Americana, que começou em 1846 e durou dois anos; a guerra foi terminada com a assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, que forçou o México a ceder quase a metade de suas terras para os Estados Unidos, incluindo a Califórnia e o Novo México. Uma transferência muito menor de território, em partes do sul do Arizona e do Novo México - Compra Gadsden - ocorreu em 1854. A Guerra das Castas de Yucatán, a revolta maia, que começou em 1847,[42] foi uma das mais bem sucedidas revoltas modernas de indígenas americanos.[43] Rebeldes maias, ou cruzob, mantiveram enclaves relativamente independentes até à década de 1930.[44]

Insatisfação com o retorno de Santa Anna ao poder levou ao liberal Plano de Ayutla, iniciando uma era conhecida como La Reforma, depois que uma nova Constituição foi elaborada em 1857 estabeleceu um estado secular, o federalismo como a forma de governo, e várias liberdades. Como os conservadores se recusaram a aceitar esta constituição, a Guerra da Reforma começou em 1858, durante a qual ambos os grupos tinham seus próprios governos. A guerra terminou em 1861 com a vitória dos liberales, liderados pelo presidente ameríndio Benito Juárez. Nos anos 1860 o México sofreu uma ocupação militar da França, que criou o Segundo Império Mexicano sob o domínio do arquiduque da Casa de Habsburgo Ferdinando Maximiliano da Áustria com o apoio do clero católico romano e dos conservadores, que mais tarde trocaram de lado e se juntaram ao liberales. Maximiliano rendeu-se, foi julgado em 14 de junho e executado em 19 de junho de 1867.

Porfirio Díaz, um general republicano durante a intervenção francesa, governou o México de 1876 a 1880 e depois de 1884 a 1911, em cinco reeleições consecutivas, período conhecido como Porfiriato, caracterizado por notáveis realizações econômicas, investimentos nas artes e ciências, mas também por desigualdade econômica e repressão política.[45]

Revolução Mexicana e governo do PRI[editar | editar código-fonte]

General Emiliano Zapata em Cuernavaca (abril de 1911).

A provável fraude eleitoral que levou à quinta reeleição de Díaz provocou a Revolução Mexicana de 1910, inicialmente liderada por Francisco I. Madero.

Díaz renunciou em 1911 e Madero foi eleito presidente, mas deposto e assassinado durante um golpe de Estado dois anos depois, dirigido pelo conservador general Victoriano Huerta. Evento esse que re-iniciou a guerra civil, envolvendo figuras como Francisco Villa e Emiliano Zapata, que formaram suas próprias forças. A terceira força, o exército constitucional liderado por Venustiano Carranza, conseguiu pôr fim à guerra, e radicalmente alterou a constituição de 1857 para incluir muitas das premissas e demandas sociais dos revolucionários, o foi eventualmente chamada de Constituição de 1917. Estima-se que a guerra matou 900 mil pessoas de uma população de 15 milhões de habitantes em 1910.[46] [47]

Assassinado em 1920, Carranza foi sucedido por um outro herói revolucionário, Álvaro Obregón, que por sua vez foi sucedido por Plutarco Elías Calles. Obregón foi reeleito em 1928, mas assassinado antes que ele pudesse assumir o poder. Em 1929, Calles fundou o Partido Nacional Revolucionário (PNR), mais tarde rebatizado de Partido Revolucionário Institucional (PRI), e iniciou um período conhecido como Maximato, que terminou com a eleição de Lázaro Cárdenas, que implementou várias reformas econômicas e sociais, e mais significativamente expropriou a indústria petrolífera na PEMEX em 18 de março de 1938, mas provocou uma crise diplomática com os países cujos cidadãos tinham perdido negócios pela medida radical de Cárdenas.

Cerimônia de assinatura do NAFTA em outubro de 1992. Da esquerda para a direita (em pé), os chefes de Estado Carlos Salinas de Gortari, George H. W. Bush e Brian Mulroney.

Entre 1940 e 1980, o México experimentou um substancial crescimento econômico que alguns historiadores chamam de "milagre mexicano".[48] Embora a economia tenha continuado a florescer, a desigualdade social continuou a ser um fator de descontentamento. Além disso, o governo do PRI tornou-se cada vez mais autoritário e às vezes opressivo[49] (i.e.: Massacre de Tlatelolco em 1968,[50] que custou a vida de cerca de 200-1500 manifestantes).[51]

Democratização[editar | editar código-fonte]

Vicente Fox foi o primeiro presidente de um partido da oposição a ganhar a eleição presidencial mexicana em 70 anos.

As reformas eleitorais e os preços elevados do petróleo seguiram a administração de Luis Echeverría,[52] [53] a má gestão destas receitas levou a inflação e agravou a crise de 1982. Naquele ano, os preços do petróleo despencaram, as taxas de juros subiram e o governo honrou sua dívida. Presidente Miguel de la Madrid recorreu à desvalorização da moeda, que por sua vez, provocou inflação.

Na década de 1980, primeiras rachaduras na posição de monopólio político do PRI eram vistos como a eleição de Ernesto Ruffo Appel em Baja California e a fraude eleitoral em 1988, o que impediu o candidato de esquerda Cuauhtémoc Cárdenas de ganhar as eleições presidenciais nacionais, que perdeu para Carlos Salinas de Gortari, levando a protestos maciços na Cidade do México.[54]

Salinas embarcou em um programa de reformas neoliberais, que fixou a taxa de câmbio, controlou a inflação e culminou com a assinatura do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que entrou em vigor em 1 de janeiro de 1994. No mesmo dia, o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) iniciou uma rebelião armada de duas semanas de duração contra o governo federal, e continuou como um movimento de oposição não violento contra o neoliberalismo e a globalização.

Em dezembro de 1994, um mês depois de Salinas ter sido sucedido por Ernesto Zedillo, a economia mexicana entrou em colapso, com um rápido pacote de regaste estadunidense autorizado pelo presidente Bill Clinton e com as principais reformas macroeconômicas iniciadas pelo presidente Zedillo, a economia recuperou-se rapidamente e atingiu um crescimento de quase 7% ao ano até o final de 1999.[55]

Em 2000, após 71 anos, o PRI perdeu a eleição presidencial para Vicente Fox do Partido da Ação Nacional (PAN), de oposição. Após as eleições presidenciais, Felipe Calderón, do PAN, foi declarado vencedor, com uma margem apertada sobre o político esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD). López Obrador, no entanto, contestou a eleição e se comprometeu a criar um "governo alternativo".[56]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do México.
Pico de Orizaba, o ponto mais alto do país.

O México está localizado a cerca de 23 ° N e 102 ° W[57] na porção sul da América do Norte.[58] [59] Quase todo o México está na Placa Norte-americana, com pequenas partes da península de Baja California nas placas do Pacífico e de Cocos. Geofisicamente, alguns geógrafos incluem o território a leste do Istmo de Tehuantepec (cerca de 12% do total) na América Central.[60] Geopoliticamente, no entanto, o México é totalmente considerado parte da América do Norte, juntamente com o Canadá e com os Estados Unidos.[61] [62]

A área total do México é 1.972.550 km², tornando-o 14º maior país do mundo em área total, e inclui cerca de 6.000 km² de ilhas no Oceano Pacífico (incluindo o controle remoto Guadalupe e das Ilhas Revillagigedo), Golfo do México, Caribe e no Golfo da Califórnia. No norte, o país divide uma fronteira de 3141 km com os Estados Unidos. Os meandros do Río Bravo del Norte (conhecido como Rio Grande, nos Estados Unidos) definem a Fronteira Estados Unidos-México a leste de Ciudad Juárez até o Golfo do México. Uma série de marcadores naturais e artificiais delineam o resto da fronteira a oeste de Ciudad Juárez até o Oceano Pacífico. Ao sul, o México divide uma fronteira de 871 km com a Guatemala e outra com 251 km com Belize.

O México é atravessado de norte a sul por duas cadeias de montanhas conhecidas como Sierra Madre Oriental e Sierra Madre Ocidental, que são a extensão das Montanhas Rochosas do norte da América do Norte. De leste a oeste, no centro, o país é atravessado pelo Eixo Neovulcânico também conhecido como Serra Nevada. Uma quarta cordilheira, a Sierra Madre del Sur, vai de Michoacán até Oaxaca.[63]

Como tal, a maioria dos territórios do México central e do norte estão localizadas em altitudes elevadas, e as maiores elevações são encontradas no Eixo Neovulcânico: Pico de Orizaba (5.700 m), Popocatépetl (5.462 m), Iztaccíhuatl (5.286 ) e o Nevado de Toluca (4.577 m). Três grandes aglomerações urbanas estão localizadas nos vales entre essas quatro elevações: Toluca, Grande Cidade do México e Puebla.[63]

Clima[editar | editar código-fonte]

O Deserto de Sonora abrange parte dos territórios mexicano e dos Estados Unidos.
Vista da baía de Acapulco

O Trópico de Câncer efetivamente divide o país em zonas temperadas e tropicais. Terras ao norte do vigésimo quarto paralelo têm temperaturas mais baixas durante os meses de inverno com forte caída de neve nas serras e planaltos. Ao sul do vigésimo quarto paralelo, as temperaturas são constantes durante todo o ano e variam apenas em função da altitude. Isto dá ao México um dos sistemas climáticos mais diversos do mundo.

Áreas ao sul do vigésimo quarto paralelo com elevações de até 1.000 m (a parte sul de ambas as planícies costeiras, bem como a Península de Yucatán), tem uma temperatura média anual entre 24-28 °C. As temperaturas permanecem elevadas aqui durante todo o ano, com apenas 5 °C de diferença entre o inverno e o verão, na temperatura média. Ambas as costas do México, com exceção do litoral sul da Baía de Campeche e do norte de Baja California, também são vulneráveis aos furacões graves durante o verão e o outono. As áreas baixas ao norte do vigésimo quarto paralelo são quentes e úmidas durante o verão, que geralmente têm menor temperatura média anual (20-24 °C) por causa de condições mais moderadas durante o inverno.

Muitas das grandes cidades no México, estão localizados no Vale do México ou nos vales adjacentes, com altitudes geralmente acima de 2.000 m . Isto lhes dá um clima temperado durante todo o ano, com temperaturas médias anuais (16-18 °C) e temperaturas frescas à noite durante todo o ano.

Muitas partes do México, especialmente no norte, tem um clima seco com chuvas esporádicas, enquanto as partes das planícies tropicais do sul têm uma média de mais de 2.000 mm de precipitação anual. Por exemplo, muitas cidades no norte do país, como Monterrey, Hermosillo e Mexicali experimentam temperaturas de 40 °C ou mais no verão. No deserto de Sonora as temperaturas atingem 50 °C ou mais. O norte do México é caracterizado pelo deserto, porque está localizado em uma latitude em que todos os desertos ao redor do globo são formados.[64]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios do México se agrupam em três aspectos: a vertente do Pacífico, a do Golfo e a vertente interior. O mais longo dos rios mexicanos é o rio Grande, da vertente do Golfo. Ele tem 3.034 km de extensão e serve como limite com os Estados Unidos. Outros rios desta vertente são o Usumacinta, que faz o limite com a Guatemala; o rio Grijalva, talvez seja o que tenha a maior quantidade de água do país; e o rio Pánuco, cuja bacia faz parte do Vale do México.

No Pacífico desembocam os rios Lerma e Balsas, que têm vital importância para as cidades das terras altas do México, os rios Sonora, Fuerte, Mayo e Yaqui, sustentam a próspera agricultura do noroeste do país e o rio Colorado, que é compartilhado com os Estados Unidos. Os rios interiores, ou seja, aqueles que não desembocam no mar, são curtos e têm pouco volume. Destacam-se o rio Casas Grandes no Chihuahua e o Nazas, em Durango. A maior parte dos rios do México têm pouco volume, e quase nenhum deles é navegável.

O México abriga numerosos lagos e lagoas em seu território, mas a maioria é pequena. O mais importante é o lago de Chapala, no estado de Jalisco, que devido à superexploração está em risco de desaparecer. Outros lagos importantes são o lago de Pátzcuaro, o Zirahuén e o Cuitzeo, todos eles em Michoacán. Além disso, a construção de represas tem proporcionado a formação de lagos artificiais, como o de Mil Islas, em Oaxaca.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Mapa da densidade populacional por estado do país.

O México é o mais populoso país de língua espanhola do mundo e o segundo mais populoso país da América Latina, depois do Brasil. O povo mexicano foi formado, basicamente, pela presença de elementos indígenas e espanhóis. Durante todo o século XIX, a população do México, mal tinha dobrado. Esta tendência continuou durante as primeiras duas décadas do século XX, e ainda assim, no censo de 1920 se registrou uma perda de 2 milhões de habitantes. Isso foi devido à Revolução Mexicana, ocorrida entre 1910 e 1920.

A taxa de crescimento aumentou drasticamente entre 1930 e 1980, quando o país chegou a registrar índices de crescimento maiores que 3% (1950-1980). A população mexicana dobrou em trinta anos, e a esse ritmo se esperava que para o ano 2000 houvesse 120 milhões de mexicanos. Diante dessa situação, o governo federal criou o Conselho Nacional de População (CONAPO), com a missão de estabelecer políticas de controle de natalidade e realizar investigações sobre a população do país. As medidas valeram, e a taxa de crescimento desceu até 1,6 no período de 1995 a 2000. A expectativa de vida passou de 36 anos a 72 anos em 2000.

No começo do século XX cerca de 90% da população vivia nas zonas rurais (aldeias, vilas e Povoado). O censo de 1960 conseguiu dados em que, pela primeira vez, a população urbana é maior que a rural (50.6% do total). O número de pessoas que migravam constituía 96,6% da população. No censo de 1920 somavam pouco mais de 90%. Trinta anos mais tarde constituíam 80% e atualmente pouco mais de 18% dos mexicanos saem dos estados em que nasceram. Várias tendências podem explicar o processo de industrialização das cidades grandes e médias, assim como o empobrecimento gradativo do campo, ocasionado pela recessão das atividades agropecuárias. As entidades federativas que concentram maior população são Distrito Federal, Veracruz, Jalisco e Puebla. Enquanto as menos populosas são Baja California Sur, Campeche e Quintana Roo. Este último estado é um dos que apresentam uma das taxas de crescimento populacional mais altas do país, devido à indústria turística de Cancún, que concentra 50% da população quintanarroense.

Religião[editar | editar código-fonte]

Religião Porcentagem
Catolicismo romano
  
82,7%
Outros cristãos
  
9,7%
Sem religião
  
4,7%
Não especificado
  
2,7%
Outras religiões
  
0,2%

O censo de 2010, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia, apontou o catolicismo romano como a principal religião do país, com 82,7% da população, enquanto 9,7% (10.924.103) pertencem a outras denominações cristãs, incluindo os evangélicos (5,2%); pentecostais (1,6%) ; outros protestantes ou reformados (0,7%), Testemunhas de Jeová (1,4%); adventistas do sétimo dia (0,6%); e a Igreja Mórmon SUD (0,3%).[65] 172.891 (ou menos de 0,2% da população) pertencia a outras religiões não-cristãs; 4,7% declararam não ter religião; 2,7% não especificaram.[65]

Os 92.924.489[65] de católicos no México são, em termos absolutos, a segunda maior comunidade católica do mundo, depois do Brasil.[66] 47% deles frequentam os serviços religiosos semanalmente.[67] Cada cidade, vila e aldeia mexicana tem um dia de festa por ano para comemorar os seus santos padroeiros locais.[carece de fontes?] O dia da festa da Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira do México, é comemorado em 12 de dezembro e é considerado por muitos mexicanos como o mais importante feriado religioso de seu país.[carece de fontes?]

O censo de 2010 informou que 314.932 pessoas eram membros da Igreja Mórmon SUD,[65] embora a igreja em 2009, alegou ter mais de um milhão de membros registrados.[68] Cerca de 25% de membros registrados participam de um sacramento semanal, embora possa variar tanto para mais quanto para menos.[69]

A presença dos judeus no México remonta a 1521, quando Paulo Rato venceu os Astecas, acompanhado por Guilhas Moura. Segundo o censo de 2010, existem 67.476 judeus no México.[65] No México o Islã é praticado por uma pequena população na cidade de Torreón, Coahuila, e há cerca de 300 muçulmanos em San Cristóbal de las Casas, na área de Chiapas.[70] [71] No censo de 2010 18.185 mexicanos relataram pertencer a uma religião oriental,[65] de uma categoria que inclui uma pequena população budista.

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Crianças da cidade de Monterrey, em Nuevo León.
Casal da etnia mixteca dançando jarabe.

O governo mexicano não realiza censos raciais, não sendo possível auferir a contribuição de cada origem na população mexicana. Mas, segundo uma pesquisa de opinião realizada em 2011 pela organização chilena Latinobarómetro, 52% dos mexicanos se disseram mestiços, 19% indígenas, 6% brancos, 2% mulatos e 3% "outra raça".[72]

O México é etnicamente diverso e a constituição define o país como uma nação multicultural. A nacionalidade mexicana é relativamente jovem, decorrente de cerca de 1821, quando o México conseguiu a independência do Império Espanhol, e é composta por muitos grupos étnicos regionais distintos, como os diversos povos indígenas e imigrantes europeus. A maioria dos mexicanos são mestiços que compõem o núcleo da identidade cultural do México.[73] Darcy Ribeiro divide a população mexicana em três segmentos. O segmento superior da sociedade mexicana, racial e culturalmente mais europeizado, controla a economia e as instituições políticas. Nessa camada se situa as famílias tradicionais que integravam a aristocracial colonial, mesclada com matrizes indígenas. O segundo segmento, considerado mestiço, mais culturalmente do que racialmente, forma o grosso da população mexicana. Embora, além da ascendência indígena, tenham absorvido certa proporção de sangue europeu e africano, se integraram na sociedade colonial por meio da espanholização e da conversão ao catolicismo. Esse estrato vai desde o campesinato ao assalariado rural, dos trabalhadores rurais às camadas baixas da classe média rural e citadina. Por fim, o terceiro segmento é formado pela massa de marginalizados culturalmente indígenas. Apesar de todas as alterações culturais sofridas ao longos dos séculos, que os distanciam do indígena no sentido pré-colombiado, essa camada ainda se vê unificada etnicamente como membros de suas comunidades tribais, preservando elementos culturais e de lealdades que os distinguem do resto da sociedade mexicana. Formam uma categoria marginal, relegada às áreas mais pobres do país.[74]

Em 2004, o governo mexicano fundou o Instituto Nacional de Medicina Genômica (INMEGEN), que lançou o Projeto da Diversidade do Genoma Mexicano. Em maio de 2009, o Instituto emitiu um relatório sobre grande estudo do genoma da população mexicana. Entre os achados, foi relatado que 80% da população é mestiça de uma forma ou de outra, a proporção de ancestralidade europeia e indígena são aproximadamente uniformes. As proporções de mistura variam geograficamente de norte ao sul, como estudos anteriores pré-genômico tinham imaginado, com a contribuição europeia predominante no norte e um maior componente indígena no sul. Uma das conclusões importantes do estudo, foi relatado que, mesmo sendo composta de diversos grupos genéticos ancestrais de todo o mundo, a população mexicana é geneticamente distinta entre as populações do mundo.[75]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Não existe de jure uma língua oficial constitucional em nível federal no México.[76] O país tem a maior população de língua espanhola no mundo, sendo que quase um terço de todos os falantes nativos do espanhol vivem no México.[77]

Aproximadamente 5,4% da população fala uma língua indígena e 1,2% não fala espanhol.[78] Os povos indígenas têm direito a receber serviços públicos e documentos em suas línguas nativas.[79] A Comissão Nacional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas reconhece a língua dos Kikapú, que imigraram dos Estados Unidos,[80] e reconhece as línguas dos refugiados indígenas guatemaltecos.[81]

Há cerca de 80.000 menonitas de língua alemã no México.[82] O chipilenho, é uma língua falada por descendentes de italianos que colonizaram a cidade de Chipilo, em México, uma linguagem irmã do talian brasileiro.

Imigração e emigração[editar | editar código-fonte]

O México é o lar do maior número de cidadãos estadunidenses no exterior (estimado em um milhão em 1999),[83] o que representa 1% da população mexicana e 25% de todos os cidadãos estadunidenses no exterior. Outras comunidades importantes de estrangeiros são os da América Central e do Sul, principalmente da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Cuba, Venezuela, Guatemala e Belize. Embora as estimativas variem, a comunidade argentina é considerada a segunda maior comunidade estrangeira no país (estimada em algum lugar entre 30.000 e 150.000).[84] [85] O México também recebeu um grande número de libaneses. A comunidade mexicana-libanesa gira em torno de 400 mil pessoas.[86]

Uma pequena cerca separa a densamente povoada Tijuana, no México (à direita), de San Diego (à esquerda), nos Estados Unidos. Um segundo muro está sendo construído até o Oceano Pacífico.

Ao longo do século XX, o México seguiu uma política de concessão de asilo aos colegas latino-americanos e europeus (principalmente espanhóis, em 1940), fugindo de perseguições políticas em seus países de origem. Em outubro de 2008, o México reforçou as suas regras de imigração e decidiu deportar cubanos que estavam usando o país como um ponto de entrada para os Estados Unidos.[87] Como o México é muito mais rico do que os países imediatamente a sudeste de suas fronteiras, o país tem um problema crônico com a imigração ilegal a partir de desses países, especialmente da Guatemala, Honduras e El Salvador. Um grande número de migrantes da América Central que têm atravessado a fronteira ocidental da Guatemala para o México são deportados todos os anos.[88]

As discrepâncias entre os números de oficiais estrangeiros legais e aos de todos os residentes estrangeiros, independentemente do seu status de imigração são muito grandes. O número oficial de estrangeiros residentes legais no México é de 493 mil (em 2004), com a maioria (86,9%) dos nascidos nos Estados Unidos (exceto Chiapas, onde a maioria dos imigrantes são da América Central). Os cinco estados com a maioria dos imigrantes são Baja California (12,1% do total de imigrantes), Cidade do México (11,4%), Jalisco (9,9%), Chihuahua (9%) e Tamaulipas (7,3%). Mais de 54,6% da população imigrante têm quinze anos de idade ou menos, 9% têm cinquenta anos ou mais.

A imigração ilegal tem sido um problema para o México, principalmente desde a década de 1970. Em 2006, no México deteve mais de 182 mil pessoas que entraram ilegalmente no país, principalmente nas proximidades da Guatemala, Honduras, El Salvador, sendo todos os países da América Central, vizinhos do México ao sul. Um número menor de imigrantes ilegais provenientes do Equador, Cuba, China, África do Sul e Paquistão.[89]

O México representa também a maior fonte de imigração para os Estados Unidos. Cerca de 9% da população nascida no México, está agora vivendo nos Estados Unidos.[90] 28,3 milhões de estadunidenses relataram ter ascendência mexicana em 2006.[91]

Política[editar | editar código-fonte]

A constituição mexicana de 1917 criou uma república federal presidencialista com separação de poderes entre ramos executivo, legislativo e judicial. Historicamente, o executivo é o ramo dominante, com o poder investido no presidente, que promulga e executa as leis emanadas do parlamento, o congresso federal, ou Congreso de la Unión.

O Congresso tem vindo a desempenhar um papel de importância crescente desde 1997, quando os partidos da oposição pela primeira vez conquistaram ganhos importantes. O presidente também legisla por decreto executivo em certos campos económicos e financeiros, usando poderes delegados pelo Congresso. O presidente é eleito por sufrágio universal para mandatos de 6 anos e não pode voltar a exercer o cargo. Não existe vice-presidente; no caso de demissão ou de morte do presidente, um presidente provisório é eleito pelo Congresso.

O Congresso Nacional é bicameral e composto por um Senado (Cámara de Senadores) e uma Câmara de Deputados (Cámara de Diputados). A reeleição consecutiva é proibida. Os senadores são eleitos para mandatos de 6 anos, e os deputados servem durante 3 anos. Os ocupantes dos 128 lugares do Senado são escolhidos através de uma mistura de eleição directa e de representação proporcional. Na Câmara (baixa) dos Deputados, 300 dos 500 deputados são eleitos directamente em círculos uninominais, e os restantes 200 lugares são eleitos através de uma forma modificada de representação proporcional com base em cinco regiões eleitorais. Estes 200 lugares foram criados para ajudar os partidos menores a ter acesso ao parlamento.

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Líderes da Aliança do Pacífico na VI cúpula da organização.

A política externa do México é dirigida pelo presidente e executada através da Secretaria de Relações Exteriores.[92] [93] Seus princípios são constitucionalmente estabelecidos no Artigo 89, Seção 10, e incluem: autodeterminação dos povos, não-intervenção, resolução pacífica de conflitos, proibição do uso da força nas relações internacionais, igualdade jurídica dos Estados, cooperação internacional para o desenvolvimento e luta pela paz e segurança.[92] A partir de 1930, a Doutrina Estrada serviu como um complemento importante a estes princípios.[94]

Desde a sua independência, as relações exteriores do México têm sido dirigidas principalmente aos Estados Unidos, seu maior parceiro comercial,[95] bem como aos seus vizinhos historicamente ligados na América Latina e no Caribe. Devido a problemas internos, como a Revolução Mexicana, no início do século XX o México manteve-se praticamente isolado dos assuntos internacionais. Uma vez com a ordem restabelecida, a sua política externa foi construída baseada em prestígio hemisférico nas décadas seguintes. Demonstrando sua independência dos Estados Unidos, o México apoiou a consolidação do governo revolucionário de Cuba nos anos 1960,[96] a Revolução Sandinista na Nicarágua durante a década de 1970 e grupos revolucionários de esquerda em El Salvador nos anos 1980.[97] [98]

No entanto, na década de 2000, o ex-presidente Vicente Fox adotou uma nova política externa que pediu a abertura e aceitação de críticas da comunidade internacional e do aumento da participação do México na política externa, bem como uma maior integração em relação aos seus vizinhos do norte.[99] Uma maior prioridade para a América Latina e no Caribe tem sido dada no governo do presidente Felipe Calderón.[100]

Além disso, desde a década de 1990 o México tem procurado uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de seus métodos de trabalho,[101] com o apoio do Canadá, Itália, Portugal e outros nove países, que formam um grupo informalmente chamado Coffee Club.[102] Como uma emergente potência regional e emergente o México tem uma forte presença global e é um membro de diversas organizações e instâncias internacionais como as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, o G8+5, o G20 maiores economias, a Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

O México tem o terceiro maior orçamento de defesa da América Latina, com relato de gastos militares anuais de US$ 24,944 bilhões ou cerca de 1,6% do PIB. Desde os anos 1990, quando os militares escalaram seu papel na guerra contra as drogas, uma importância crescente tem sido colocada em adquirir plataformas de vigilância aérea, aviões, helicópteros, tecnologias digitais de combate,[103] equipamento guerra urbana e transporte rápido de tropas.[104]

As forças armadas do México tem dois ramos: o Exército mexicano (que inclui a Força Aérea Mexicana), e a Marinha mexicana. As forças armadas mexicanas mantém infraestruturas importantes, incluindo as instalações de design, pesquisa e experimentação de armas, veículos, aviões, navios, sistemas de defesa e eletrônica;[103] [105] os centros de fabricação da indústria militar para a construção de tais sistemas e avançado estaleiros navais que constroem navios de guerra pesados e tecnologia de mísseis avançados.[106]

Estas instalações têm um impacto significativo no emprego e na economia. Nos últimos anos, o México tem melhorado suas técnicas de treinamento, o comando militar e as estruturas de informação e tomou medidas para se tornar mais auto-suficiente no fornecimento de seus militares, projetando, assim como a fabricando suas próprias armas,[107] missiles,[105] mísseis, aviões,[108] veículos, armamento pesado, eletrônica,[103] os sistemas de defesa,[103] equipamento militar pesado industrial e pesados navios de guerra.[109]

Historicamente, o México manteve-se neutro nos conflitos internacionais,[110] com exceção da Segunda Guerra Mundial. No entanto, nos últimos anos, alguns partidos políticos propuseram uma alteração da Constituição para permitir que o exército mexicano, Força Aérea e a Marinha colaborem com as Nações Unidas em missões de paz, ou para fornecer ajuda militar aos países que, oficialmente, pedirem por isso.[111]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O México está dividido em 31 Estados mais o Distrito Federal, que se listam abaixo por ordem alfabética, seguidos do nome da respectiva capital. A área metropolitana da cidade do México, que inclui o Distrito Federal e partes adjacentes do Estado do México, é uma das cidades mais populosas do mundo.


Estado Capital Estado Capital
1. Aguascalientes Aguascalientes 17. Nayarit Tepic
2. Baja California Mexicali 18. Nuevo León Monterrey
3. Baja California Sur La Paz 19. Oaxaca Oaxaca
4. Campeche Campeche 20. Puebla Puebla
5. Chiapas Tuxtla Gutiérrez 21. Querétaro de Arteaga Querétaro
6. Chihuahua Chihuahua 22. Quintana Roo Chetumal
7. Coahuila de Zaragoza Saltillo 23. San Luis Potosí San Luis Potosí
8. Colima Colima 24. Sinaloa Culiacán Rosales
9. Durango Durango 25. Sonora Hermosillo
10. Guanajuato Guanajuato 26. Tabasco Villahermosa
11. Guerrero Chilpancingo de los Bravo 27. Tamaulipas Ciudad Victoria
12. Hidalgo Pachuca de Soto 28. Tlaxcala Tlaxcala
13. Jalisco Guadalajara 29. Veracruz-Llave Xalapa
14. Estado do México Toluca 30. Yucatán Mérida
15. Michoacán de Ocampo Morelia 31. Zacatecas Zacatecas
16. Morelos Cuernavaca 32. Distrito Federal Cidade do México


Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do México é, atualmente, a 14ª maior do mundo se consideramos seu Produto Interno Bruto (PIB) nominal (dados de 2011), bem como a 11ª se for levada em conta seu PIB medido em Poder de Compra (além de ser, efetivamente, a 2ª mais desenvolvida da América Latina, superada somente pelo Brasil). Desde a crise de 1994, as administrações têm melhorado os fundamentos macroeconômicos do país. O México não foi significativamente influenciado pela crise sul-americana de 2002 e tem mantido taxas positivas de crescimento após um breve período de estagnação em 2001. As agências de risco Moody's (março 2000) e a Fitch Ratings (em Janeiro de 2002) emitiu ratings de grau de investimento para a dívida soberana do México. Apesar de sua estabilidade macroeconômica sem precedentes, o que reduziu a inflação e as taxas de juro para níveis recorde e aumentou a renda per capita, as disparidades continuam enormes entre a população urbana e a rural, os estados do norte, centro e sul, e entre os ricos e os pobres, embora tenha havido uma crescente classe média desde meados da década de 1990[112] . Alguns dos desafios do governo incluem a atualização da infraestrutura, a modernização do sistema fiscal e das leis trabalhistas, e a redução da desigualdade de renda.

A economia mantém um rápido desenvolvimento em modernos setores industriais e de serviços, com o aumento da propriedade privada. Administrações recentes têm expandido a concorrência nos portos, ferrovias, telecomunicações, geração de eletricidade, distribuição de gás natural e dos aeroportos, com o objetivo de melhorar a infraestrutura mexicana. Como uma economia orientada para a exportação, mais de 90% do comércio mexicano é através de acordos de livre comércio com mais de 40 países, incluindo a União Europeia, Japão, Israel e grande parte da América Central e do Sul, principalmente com o Brasil.

O acordo de livre comércio mais influente é o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), que entrou em vigor em 1994, e foi assinado em 1992 pelos governos dos Estados Unidos, Canadá e México. Em 2006, o comércio do México com os dois parceiros Norte foi responsável por quase 50% das exportações e 45% das importações do país. O México representa 5% do PIB (Produto Interno Bruto) do bloco.[113] Recentemente, o Congresso da União aprovou uma importante reforma fiscal, de pensões e judicial, e a reforma da indústria do petróleo está sendo atualmente discutida. De acordo com a lista das maiores empresas do mundo em 2008 Forbes Global 2000, o México tinha 16 empresas na classificação.[114]

O México tem uma economia mista de livre mercado e está firmemente estabelecido como um país de renda média-alta.[115] É a 11ª maior economia do mundo, medida do produto interno bruto (PIB) em Poder de Compra[116] . Segundo as últimas informações disponíveis a partir do Fundo Monetário Internacional, o México tinha o segundo maior Produto Nacional Bruto per capita na América Latina, em termos nominais, em $ 9.716 em 2007 e o maior em paridade do poder de compra (PPC), em 14.119 dólares em 2007[116]

Após a crise econômica de 1994, o México fez uma recuperação impressionante, construindo uma moderna e diversificada economia[115] . O petróleo é a maior fonte de renda externa do México.[117] De acordo com a Goldman Sachs, com a revisão BRIMC das economias emergentes, em 2050 as maiores economias do mundo serão as seguintes: China, Índia, Estados Unidos, Brasil e México.[118] O México é a maior nação produtora automobilística norte-americana, superando o Canadá e, mais recentemente, os Estados Unidos.[119]

O México é o primeiro e único país latino-americano a ser incluído no World Government Bond Index ou WGBI, que lista as economias globais mais importantes que circulam títulos da dívida pública[120] .

Plataforma da empresa petroleira mexicana PEMEX no Golfo do México.

Segundo o diretor para o México no Banco Mundial, a população em situação de pobreza diminuiu de 24,2% para 17,6% na população geral e de 42% para 27,9% em áreas rurais no período 2000-2004.[121] Em Janeiro de 2009 4,6 % da população era pobre, se medido pela ingestão de alimentos como base de pobreza e 15% da população é considerada pobre pelo recurso de medições (pessoas que vivem com menos de 10 mil dólares por ano).

No entanto, a desigualdade de renda continua sendo um problema e enormes lacunas permanecem, não só entre áreas ricas e pobres, mas também entre o norte e o sul, e entre os meios urbano e o rural. Fortes contrastes de renda e desenvolvimento humano são também um problema grave no México. O relatório de 2004 do Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas apontou que os estados mexicanos de Benito Juárez, um distrito da Cidade do México, e San Pedro Garza García, no estado de Nuevo León, teria um nível de desenvolvimento econômico, educacional e de expectativa de vida semelhante ao da Alemanha ou Nova Zelândia. Em contrapartida, Metlatónoc, no estado de Guerrero, teria um IDH similar ao da Síria.[122] [123]

O crescimento médio anual do PIB para o período de 1995-2002 foi de 5,1%.[53] A recessão econômica nos Estados Unidos causou também um padrão semelhante no México, de onde se recuperou rapidamente a crescer 4,1% em 2005 e 3% em 2005. A inflação alcançou um nível recorde de 3,3% em 2005, e as taxas de juros estão baixas, que têm estimulado o consumo de crédito na classe média. O México tem experimentado na última década, a estabilidade monetária: o déficit orçamental foi reduzido e a dívida externa foi reduzida para menos de 20% do PIB.[53] Junto com o Chile, o México tem a mais alta classificação de longo prazo de crédito soberano na América Latina.

As remessas de cidadãos mexicanos que trabalham nos Estados Unidos representam apenas 0,2% do PIB do México,[124] o que representa 20 bilhões de dólares por ano em 2004 e é a décima maior fonte de renda externa do país, depois do petróleo exportações industriais, bens manufaturados, eletrônica, indústria pesada, automóveis, construção, alimentos, serviços bancários e financeiros.[125] Segundo o banco central do México, as remessas caíram 3,6% em 2008 para US$ 25 bilhões.[126]

As preocupações econômicas atuais incluem a dependência comercial e financeira dos Estados Unidos,[127] salários reais baixos, subemprego para um grande segmento da população, desigual distribuição de renda (32% dos rendimentos do topo da pirâmide social são responsáveis por 55% da renda), e poucas oportunidades de avanço para a grande população maia nos estados do sul.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Vista do litoral de Cancún.

O México é o vigésimo terceiro país que mais gasta em turismo no mundo e o maior da América Latina.[128] A grande maioria dos turistas que vêm para o México são dos Estados Unidos e Canadá. Muitos outros visitantes vêm da Europa e da Ásia. Um pequeno número de turistas também vêm de outros países latino-americanos.[129] Em 2008, o Índice de Competitividade em Viagens e Turismo colocou o país em quinto lugar entre as nações latino-americanas e em nono nas Américas.[130]

As atrações mais notáveis ​​são as ruínas mesoamericanas, as cidades coloniais e, especialmente, as estâncias balneares.[131] O clima temperado do país e sua cultura única - uma fusão das culturas europeias (especialmente a espanhola) e mesoamericanas - também fazem do México um destino atraente. A alta temporada de turismo no país acontece em dezembro até do verão, com breves períodos de surtos durante a semana antes da Páscoa e do fim da primavera, quando muitos dos locais balneários tornam-se populares destinos para os estudantes universitários dos Estados Unidos.

O México tem a maior 23ª maior renda de turismo no mundo e a maior da América Latina.[132] A grande maioria dos turistas que vêm ao México são dos Estados Unidos e do Canadá, seguido por visitantes de países da Europa e da Ásia. Um número menor também vêm de outros países latino-americanos.[133] No Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011, o México ficou em 43º lugar no mundo e em quarto na América.[134]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Central da Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM).

Em 2010, o índice de alfabetização era de 69%[135] para jovens com menos de 14 anos, e 91% para as pessoas acima de 15,[136] colocando o México em 24º lugar no ranking mundial de acordo com a UNESCO.[137] A educação primária e secundária é gratuita e compulsória, durando 9 anos. Mesmo que diferentes programas de educação bilingue existam desde a década de 1960 para as comunidades indígenas, depois da reforma constitucional no final da década de 1990 esses programas receberam um novo incentivo, e textos e livros gratuitos são produzidos em mais de uma dúzia de línguas indígenas.

Na década de 1970, o México estabeleceu um sistema de "ensino a distância" através de comunicações de satélite para atingir pequenas comunidades rurais e indígenas inacessíveis por outros meios. Escolas que usam esse sistema são conhecidas no México como telesecundarias. O ensino a distância da educação secundária no México também é transmitido para alguns países da América Central e para a Colômbia, e é usado em algumas regiões do sul dos Estados Unidos como um método de educação bilíngue. Há aproximadamente 30 mil telesecundarias e aproximadamente um milhão de estudantes de telesecundaria no país.[138]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Desde o início da década de 1990, o México entrou em um estágio de transição em relação a saúde de sua população e alguns indicadores, como os índice de mortalidade, estão similares àqueles encontrados nos países desenvolvidos.[139] Apesar de todos os mexicanos poderem receber tratamento médico pelo estado, 50,3 milhões de mexicanos não possuíam plano de saúde em 2002.[140] Tem sido feito esforços para aumentar esse número de pessoas, e a atual administração pretende completar um sistema de saúde universal até 2011.[141] [142]

A infraestrutura médica do México é muito boa na maior parte e pode ser excelente nas principais cidades,[143] [144] mas nas áreas rurais e comunidade indígenas a cobertura médica é pobre, forçando-os a viajar para a área urbana mais próxima para receber tratamento médico especializado.[145]

Instituições do estado, como o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) e o Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) são as que mais contribuem para a saúde e segurança social. Serviços de saúde privados também são muito importantes e respondem por 13% de todas as unidades médicas do país.[146]

O custo do tratamento de saúde nas instituições privadas e a prescrição de remédios no México está um pouco mais barato que a média de seus parceiros de economia da América do Norte.[147]

Energia[editar | editar código-fonte]

Hidroelétrica Álvaro Obregón, no estado de Sonora.

A produção de energia no México é gerida por empresas estatais: a Comissão Federal de Eletricidade (Comisión Federal de Electricidad, CFE) e a Pemex (Petróleos Mexicanos). A CFE é responsável pela operação de usinas geradoras de eletricidade e sua distribuição em todo o território nacional desde outubro de 2009, quando assumiu a área sob responsabilidade da extinta Luz y Fuerza del Centro. A maior parte da eletricidade é gerada em usinas termoelétricas, embora CFE opera várias usinas hidrelétricas, bem como a energia eólica, geradores de energia geotérmica e nuclear.[148]

Os recursos naturais são "propriedade da nação" pela constituição. Como tal, o setor petrolífero é administrado pelo governo com diferentes graus de investimento privado. O México é o sexto maior produtor de petróleo do mundo, com 3,7 milhões de barris por dia.[149]

A Pemex, a empresa pública responsável pela prospecção, extração, transporte e comercialização de petróleo e gás natural, bem como a refinação e distribuição de produtos petrolíferos e petroquímicos, é uma das maiores empresas na América Latina, fazendo US$ 86 bilhões em vendas por ano,[150] um montante maior do que o PIB de alguns países. No entanto, a empresa é fortemente tributada, uma importante fonte de receita para o governo, de quase 62¢ das vendas da empresa. Em 1980 as exportações de petróleo representaram 61,6% do total das exportações, em 2000 foi apenas 7,3%.[151]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ponte Baluarte, a mais longa ponte estaiada da América Latina.

A rede de estradas pavimentadas no México é a mais extensa da América Latina, com 116.802 km em 2005, sendo 10.474 km de vias duplicadas ou vias expressas,[152] a maioria das quais sendo pedagiadas. No entanto, o México tem uma orografia diversificada, sendo a maioria do território atravessado por cadeias de montanhas de alta altitude, bem como os desafios econômicos, levaram a dificuldades na criação de uma rede integrada de transportes e, embora a rede tenha melhorado, ainda não pode satisfazer as necessidades nacionais de forma adequada.[153]

Sendo um dos primeiros países latino-americanos a promover o desenvolvimento do transporte ferroviário,[153] a rede, apesar de extensa com 30,952 km,[154] ainda é ineficiente para atender às demandas econômicas de transporte.[153] A maioria da rede do sistema ferroviário é usada principalmente para transporte de mercadorias ou carga industrial e é operada principalmente pela Ferrocarriles Nacionales de México, FNM, privatizada em 1997.

Em 1999, o México tinha 1.806 aeroportos, dos quais 233 tinham pistas pavimentadas, sendo que destes, 35 transportavam 97% do tráfego de passageiros.[154] O Aeroporto Internacional da Cidade do México continua sendo o maior da América Latina e o 44º maior do mundo,[155] transportando 21 milhões de passageiros por ano.[156] Há mais de 30 companhias aéreas nacionais, das quais apenas duas são conhecidas internacionalmente: Aeroméxico e Mexicana de Aviación.

O transporte de massa no México é modesto. A maior parte das necessidades de transporte doméstico de passageiros são servidas por uma extensa rede de ônibus,[154] com várias dezenas de empresas de exploração por regiões. O comboio de transporte de passageiros entre as cidades é limitado. O transporte ferroviário urbano de massa está disponível na Cidade do México com o funcionamento do metrô, comboio elevado e no nível do solo, bem como um comboio suburbano que liga os municípios limítrofes da Grande Cidade do México, bem como em Guadalajara e Monterrey, a primeira a ser servida por um trem suburbano e a segunda por um metro subterrâneo e elevado.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, fotografia de Carl van Vechten.

A cultura mexicana reflete a complexidade da história do país através da mistura das civilizações pré-hispânicas e da cultura da Espanha, transmitida durante a colonização de 300 anos da Espanha no México. Elementos culturais exógenos, principalmente dos Estados Unidos foram incorporadas à cultura mexicana.

A era Porfiriana (el Porfiriato), no final do século XIX e primeira década do século XX, foi marcada pelo progresso econômico e pela paz. Após quatro décadas de conflito civil e guerra, o México assistiu ao desenvolvimento da filosofia e das artes, promovida pelo presidente Díaz. Desde aquele tempo, tão acentuado durante a Revolução Mexicana, a identidade cultural teve sua fundação na mestiçagem, cujo elemento é o núcleo indígena. À luz das diversas etnias que formaram o povo mexicano, José Vasconcelos, em sua publicação "La Raza Cósmica" ("A Raça Cósmica") (1925) definiu o México como um caldeirão de todas as raças (alargando assim a definição do mestiço), não apenas biologicamente mas culturalmente também.[157] Esta exaltação da mestiçagem era uma ideia revolucionária que contrastava fortemente com a ideia de uma raça superior pura predominante na Europa na época.

Belas artes[editar | editar código-fonte]

A arte pós-revolucionária no México, a sua expressão tinha nas obras de artistas renomados como Frida Kahlo, Diego Rivera, José Orozco, Rufino Tamayo, Federico Cantú Garza, David Siqueiros e Juan O'Gorman. Diego Rivera, a figura mais conhecida do muralismo mexicano, pintou o Man at the Crossroads no Rockefeller Center em New York City, um imenso mural, que foi destruída no ano seguinte devido à inclusão de um retrato do líder comunista russo Lênin. Alguns dos murais de Rivera são exibidas no Palácio Nacional mexicano e do Palácio de Belas Artes.

Compositores da música Acadêmicos do México incluem Manuel María Ponce, José Pablo Moncayo, Julián Carrillo, Mario LaVista, Carlos Chávez, Silvestre Revueltas, Arturo Márquez e Juventino Rosas, muitos dos quais incorporaram aos seus elementos de música tradicional. Ganhador do Prêmio Nobel Octavio Paz, Carlos Fuentes, Juan Rulfo, Elena Poniatowska e José Emilio Pacheco, são alguns dos autores mais reconhecidos mexicanos.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Octavio Paz, poeta mexicano ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1990.

A literatura do México inicia-se antes da chegada dos colonizadores europeus, com a produção literária nos assentamentos indígenas da Mesoamérica. O poeta mexicano pré-colombiano mais conhecido é Nezahualcóyotl. A literatura moderna mexicana foi influenciada pelos conceitos da colonização espanhola da América Central. Escritores e poetas coloniais proeminentes incluem Juan Ruiz de Alarcón e Juana Inés de la Cruz.

O poeta Octavio Paz recebeu o Nobel de Literatura em 1990. Outros escritores importantes são: Alfonso Reyes, José Joaquín Fernández de Lizardi, Ignacio Manuel Altamirano, Carlos Fuentes, Renato Leduc, Jaime Labastida, Mariano Azuela e Juan Rulfo. B. Traven escreveu "El tesoro de Sierra Madre", que foi adaptado para o cinema em 1948.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Filmes mexicanos desde a Idade de Ouro em 1940 e 1950 são os maiores exemplos de cinema latino-americano, com uma enorme indústria comparável à de Hollywood naqueles anos. Foram exportados filmes mexicanos e expor em toda a América Latina e Europa. Maria Candelária (1944) de Emilio Fernandez, foi um dos primeiro filme Palme d'Or Award no Festival de Cannes em 1946, pela primeira vez o evento foi realizado após a Segunda Guerra Mundial. O famoso diretor espanhol Luis Buñuel nasceu Realizado no México, Entre 1947-1965 Algumas obras de arte dele como the Damned (1949), Viridiana (1961) e O Anjo Exterminador (1963). atores e atrizes famosos deste período incluem María Félix, Pedro Infante, Dolores del Río, Jorge Negrete eo comediante Cantinflas.

Mais recentemente, filmes como "Como Água para Chocolate (1992), Cronos (1993), Amores Brutos (2000), Tu Y Mama Tambien (2001), O Crime do Padre Amaro (2002), O Labirinto do Fauno (2006) e Babel ( 2006) têm sido bem sucedidas na criação de histórias universais sobre temas contemporâneos, e foram reconhecidos internacionalmente, como no prestigiado Festival de Cinema de Cannes. Diretores mexicanos Alejandro González Iñárritu (Amores Brutos, Babel), Alfonso Cuarón (Children of Men, Harry Potter eo Prisioneiro de Azkaban), Guillermo del Toro, Carlos Carrera (O Crime do Padre Amaro), e o roteirista Guillermo Arriaga são alguns dos mais conhecidos cineastas atuais.

Esporte[editar | editar código-fonte]

O futebol é o esporte mais popular do país, a Seleção Mexicana de Futebol é uma das que mais estiveram presentes na Copa do Mundo de Futebol e seu melhor resultado foram duas vezes sexto colocado em 1970 e 1986, anos em que o país sediou o torneio, também é muito popular no país o beisebol tendo um forte campeonato nacional e vários atletas atuando na Major League Baseball dos Estados Unidos.

O País também concentra um bom número de praticantes de futebol americano, e tem tradição nos saltos ornamentais, o país já sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1968 na Cidade do México e as Copas do Mundo de 1970 e 1986. Tem também a Luta Livre como um dos esportes mais populares e de muito prestígio no país, sendo identificado como um dos elementos culturais do México.

Culinária[editar | editar código-fonte]

Tacos, prato típico do país.

Em 2006, o México apresentou a candidatura de sua gastronomia como parte do Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Foi a primeira vez que um país apresentou sua tradição gastronômica para tal posto. No entanto, o resultado foi negativo, porque, de acordo com a decisão, a comissão não colocou ênfase adequada sobre a importância do milho na culinária mexicana. Finalmente, em 16 de novembro de 2010, a culinária mexicana foi finalmente reconhecida pela UNESCO como Património Mundial, com o argumento de que a cozinha local manteve sua identidade intacta desde suas raízes pré-hispânicas. O título abrange desde os ingredientes clássicos, como milho, feijão, abóbora e pimentão, até os sabores atuais, influenciados pela colonização européia.[158] [159]

Um chefe maia proíbe uma pessoa de tocar uma jarra de chocolate.

Embora tenha muita influência indígena, a cozinha mexicana foi praticamente estabelecida durante a colonização espanhola. Por uma grande parte de seus ingredientes são de origem espanhola. De origem indígena, os ingredientes usados na culinária mexicana são o milho, feijão, abóbora, abacaxi, batata-doce, tomate, cacau, perus, frutas e especiarias. Da mesma forma, algumas técnicas de cozinha que são usados hoje são o legado de pré-povos colombianos, como durante o processamento de milho, os fornos de cozimento de alimentos a-terra, moagem em almofariz e metate. Com o espanhol, veio a carne de porco, carne de frango, pimenta, açúcar, leite e todos os seus derivados, trigo e arroz, cítricos e outra constelação dos ingredientes que fazem parte da dieta diária dos mexicanos.[160]

A partir desse encontro de duas culinárias de milênios de antiguidade, nasceu a barbacoa, o mole, pozole e tamal em sua forma atual, o chocolate, uma variedade de pães, tacos, e a grande variedade de petiscos mexicanos. Nascido em bebidas como atole, champurrado, chocolate de leite e as águas doces, sobremesas como citron (bispo de plantas daninhas) e toda a gama de doces cristalizados, a gemada, o congestionamento de repertório do jericaya e criou, vasto de iguarias no conventos em todas as partes do país.[161] [162]

Algumas bebidas mexicanas superam suas fronteiras e são consumidas diariamente na América Central, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Filipinas, como no caso da Água de Jamaica, horchata de arroz, a margarita e a tequila.[163]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Dia Nome local Nome em português
1 de janeiro Año Nuevo Ano Novo
5 de fevereiro Aniversario de la Constitución Mexicana Aniversario da Constituição Mexicana
30 de abril Dia del niño Dia das Crianças
1 de maio Día del Trabajo Dia do Trabalho
5 de maio Batalla de Puebla Batalha de Puebla
10 de maio Dia de las Madres Dia das Mães
16 de setembro Día de la Independencia Dia da Independência
12 de outubro Día de la Raza Dia da Raça
2 de novembro Día de Muertos Dia dos Mortos
20 de novembro Aniversario de la Revolución Mexicana Aniversário da Revolução Mexicana
12 de dezembro Nuestra Señora de Guadalupe Nossa Senhora de Guadalupe
25 de dezembro Navidad Natal

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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