América Latina

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América Latina

Área 21.069.501 km²
População 569 milhões
Países 21
Dependências 10
PIB $3.33 trilhões (taxa de câmbio)
$5.62 trilhões (paridade do poder de compra)
Principais idiomas Espanhol, Português, Francês, Quíchua, Aimará, Náuatle, Línguas maias, Guarani, Inglês, Crioulo haitiano, Papiamento, Neerlandês.
Fusos horários UTC-2 (Brasil) até UTC-8 (México)
Maiores áreas urbanas[1][2] 1. São Paulo
2. Buenos Aires
3. Cidade do México
4. Rio de Janeiro
5. Lima
6. Bogotá
7. Santiago
8. Belo Horizonte
9. Guadalajara
10. Porto Alegre

A América Latina compreende todos os países do continente americano que falam espanhol, português ou francês, bem como outros idiomas derivados do latim. Compreende a quase totalidade da América do Sul e Central Continental, as exceções são os países sul-americanos Guiana e Suriname e o centro-americano Belize, que são países de línguas germânicas. Também engloba alguns países da América Central Insular (países compostos de ilhas e arquipélagos banhados pelo Mar do Caribe) como Cuba, Haiti e República Dominicana. Da América do Norte, apenas o México é considerado como parte da América Latina.

Os demais países americanos restantes tiveram colonização majoritariamente anglo-saxônica, com exceção de Québec, que é de colonização francesa (portanto, latina) e dos estados do sudoeste dos Estados Unidos, de colonização espanhola, além da Luisiana, que tem colonização francesa.

A América Latina engloba 20 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Ainda na América Latina existem mais 11 territórios que não são independentes, portanto não podem ser considerados países, mas, ainda assim, latinos.

A expressão América Latina teria sido cunhada pelo imperador francês Napoleão III, que citou a região e a Indochina como áreas de expansão da França na metade do século XIX. Deve-se também observar que na mesma época foi criado o conceito de Europa Latina, que englobaria as regiões de predomínio de línguas românicas. Pesquisas sobre a expressão conduzem a Michel Chevalier, que mencionou o termo América Latina em 1836, durante missão diplomática feita aos Estados Unidos e ao México.

Nos Estados Unidos, o termo não foi usado até o final do século XIX, e só se tornou comum para designar a região ao sul daquele país já no início do século XX.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a criação da CEPAL consolidou o uso da expressão como sinônimo dos países menos desenvolvidos dos continentes americanos, e tem, em consequência, um significado mais próximo da economia e dos assuntos sociais. Convém observar que a ONU reconhece a existência de dois continentes: América do Sul, e América do Norte, sendo que esta última se subdivide em Caribe, América Central e América do Norte propriamente dita, englobando México, Estados Unidos e Canadá, além das ilhas de Saint Pierre et Miquelon, Bermudas e a Groenlândia.

  • As antigas colônias neerlandesas Suriname, as Antilhas Holandesas, e Aruba não são habitualmente consideradas partes da América Latina, embora a segunda língua mais falada seja o Papiamento, linguagem de influência ibérica, falada pela maioria de sua população.
  • Às vezes, particularmente nos Estados Unidos, o termo América Latina é utilizado para se referir a todos os americanos ao sul dos EUA, incluindo também países como Jamaica, Barbados, Trinidad e Tobago, Guiana e Suriname onde o idioma não-Romance prevalece.

Índice

[editar] Etimologia

Las dos Américas (frag.)

La raza de la América latina,
Al frente tiene la sajona raza,
Enemiga mortal que ya amenaza
Su libertad destruir y su pendón.

José María Torres Caicedo[3]

O termo foi utilizado pela primeira vez em 1856,numa conferência do filósofo chileno Francisco Bilbao[4] e,no mesmo ano,pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo em seu poema Las dos Americas(As duas Américas,em português).

O termo América Latina foi apoiado pelo Império Francês de Napoleão III da França durante sua invasão francesa no México como forma de incluir a França entre os países com influência na América e excluir os anglo-saxões.Desde sua aparição,o termo evoluiu para designar e compreender um conjunto de características culturais,étnicas,políticas,sociais e econômicas[5].

[editar] Demografia

Porcetagem de população ameríndia por país latino-americano.

A América Latina atualmente apresenta uma grande diversidade étnica. Foi primeiramente povoada pelos povos conhecidos como ameríndios, ou os povos pré-colombianos. A partir do século XVI, com a chegada dos europeus, há o início de novas relações: as terras do Novo Continente são divididas entre espanhóis e portugueses, de acordo com seus interesses. São os primeiros grupos europeus que passam a povoar e colonizar a chamada América. No contexto do capitalismo em sua fase comercial, e em função da não adequação dos nativos aos trabalhos forçados traz-se para o continente o elemento negro. Oriundos da África subsaariana são trazidos na condição de mercadoria pelos europeus, escravizados. Esse sequestro de negros, se fez via migração forçada para colônias - principalmente o Brasil e o Caribe.

Essas migrações fizeram de toda a América Latina uma região extremamente plural em sua composição étnica. Em todos os países é possível encontrar a presença dos povos que habitavam o continente americano antes da vinda dos europeus, embora grande parte dos mesmos tenha sido dizimada: no México, por exemplo, ainda é grande a herança e a influência da civilização Asteca. Os peruanos também têm forte influência da civilização Inca, antiga habitante do oeste da América do Sul. Peru, Guatemala e Bolívia são os países da América Latina cuja maioria da população é descendente de ameríndios.

A cultura de origem africana também é muito presente na América Latina. Os países do Caribe, ademais do Brasil, Venezuela e Colômbia apresentam forte influência africana. O Haiti é um país cuja esmagadora maioria da população é negra (apesar da colonização francesa e do idioma pátrio do Haiti ser o francês). O Brasil também tem grandes concentrações de descendentes de negros africanos e abriga a maior população negra fora da África (considerando-se todos aqueles que, formalmente, tem ancestrais africanos).

Após a segunda metade do século XIX, o sul da América Latina (a região do Cone Sul da América do Sul) recebeu uma nova leva de imigração européia em função da situação política e econômica que a Europa vivenciava. Assim, majoritariamente, italianos, espanhóis, portugueses e alemães se assentaram na Argentina, Chile, Uruguai e no sul e sudeste do Brasil. Aproximadamente no mesmo período, muitos povos do Oriente Médio (como os libaneses, os sírios, os turcos) e do Extremo Oriente (chineses, coreanos e japoneses) também migraram, em grande maioria para o Brasil.

Línguas neolatinas nas Américas: Verde - Português; Vermelho - Francês; Azul - Espanhol.

[editar] Idiomas

O Espanhol é o idioma predominante da vasta maioria dos países latino-americanos. O Português é língua oficial somente do Brasil, porém é falada por 34% da população da América Latina; e o Francês é falado no Haiti, em algumas ilhas do Caribe e na Guiana Francesa. Ainda há o neerlandês, falado em ilhas caribenhas e no Suriname; todavia, o neerlandês não é uma língua latina e, sim, germânica. Portanto, sob este aspecto, a inclusão destes países na América Latina é controversa.

Em diversas nações, principalmente as caribenhas, existem os idiomas crioulos, que derivam de línguas europeias e línguas nativas do país, antes da colonização. Em outras, existe uma grande quantidade de falantes das línguas indígenas, como o México, o Peru, a Guatemala e o Paraguai. Nestes casos, é comum os governos nacionais ou regionais reconhecerem estes idiomas não-europeus como idiomas oficiais, ao lado do idioma europeu predominante. Por exemplo, o Quíchua é reconhecido no Peru como idioma oficial, ao lado do Espanhol. O Guarani também é idioma oficial no Paraguai juntamente com o Espanhol.

Afora os idiomas nativos e os idiomas europeus predominantes, existem idiomas de colônias europeias, que migraram para a América do Sul depois do Século XIX.

[editar] Divisão Cultural

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Necessária apenas para destacar as manifestações hegemônicas e diferenciar as regiões industrializadas daquelas que ainda têm na agricultura sua maior fonte de divisas. Assim sendo temos:

  • O Cone Sul, que é formado pela Argentina, Chile, Uruguai e região Centro-Sul do Brasil. É o pólo industrial latino-americano. É o centro mais evoluído economicamente do sub-continente, tendo como principais heranças étnicas a portuguesa, a espanhola, a italiana e a alemã.
  • A região do Chaco boliviano que também engloba o Paraguai é uma região de agropecuária extensiva. Nos aspectos culturais o Pantanal Mato Grossense também se insere neste contexto. É uma região que tem muitas interações com a cultura sertaneja brasileira, em especial o Paraguai. Canções como Índia e Galopeira tem elementos musicais de fusão dos estilos caipiras brasileiros com a polca e o guarânico paraguaios.
Imagem de satélite da América Latina destacando os diferentes países da região.
  • O conjunto Andino, onde atividades agrícolas formam a maior fonte de divisas e é forte a presença indígena nativa. Celeiro da Nação Inca, que enche o folclore da região de elementos pré-colombianos. A força da música regional se impõe aos ritmos e estilos internacionais e existe até mesmo na moda, uma resistência bastante nítida de culturas ancestrais.
  • A Amazônia é região que compreende o norte do Brasil e partes de Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru. A região mais rica em termos de culturas locais ainda não colonizadas. Mas, a miscigenação dos homens brancos com os nativos deu origem e uma cultura que tem recebido diversas denominações ao longo da história: ribeirinha, amazonense, cabocla. Esta última é a mais difundida atualmente. A identidade cabocla se define pelo homem que vive da selva, seja ele índio, seringueiro, pescador ou caçador. É o homem que precisa da selva de para continuar sobrevivendo. Por esta causa, o estilo de vida caboclo é estimulado a resistir à ocupação predatória da região. O líder Chico Mendes é um dos principais ícones de auto-afirmação desta cultura.
  • O Nordeste brasileiro pode ser considerado, em parte, como ligado ao sertão, mas há inúmeras características regionais que o tornam diferente de qualquer outra parte do conjunto latino-americano. Especialmente a região conhecida como Agreste e Zona da Mata. Ali, elementos africanos, indígenas e europeus se fundem e ganham aspectos locais de forte influência da estética barroca, tanto nas inúmeras variedades musicais, quanto na literatura popular e na tradição oral do povo. É uma região pobre, contudo há ilhas de desenvolvimento nas capitais. Interessante ressaltar que o Estado da Bahia, tem aspectos em comum com o restante do Nordeste, mas pode ser considerada uma região particular dentro do Brasil.
  • Na região das Guianas, os povos ibéricos não foram predominantes nas colonização. As influências variam do neerlandês, inglês, francês ao indiano, mas também há a influência hispânica na Guaiana e lusitana no Amapá, além de elementos de indígenas amazônicos.
  • Norte da Venezuela e Antilhas: estas formam um conjunto marcado pelo mambo e por uma inestimável riqueza de culturas. A Venezuela é a mais européias das nações que formam este conjunto que merece ser destacado dos demais por sua pequena separação geográfica do restante do continente.
  • Istmo Central, ou América Central é o nome atribuído aos países localizados entre o México e a Colômbia. A região mais violentada pela política externa norte-americana até o fim do século XX. Ditaduras apoiadas pelos Estados Unidos esmagaram as economias locais por décadas. Apesar de ser região basicamente agrícola, os EUA precisavam dela para obter produtos agrícolas tropicais tais como banana, laranja, café e outros. Culturalmente é a região dos maias, o México influencia diretamente a cultura local.
  • México: A identidade mexicana é marcada pela imposição de alguns costumes espanhóis a elementos Astecas. De fato, durante a ocupação napoleônica na Espanha, muitos nobres se refugiaram no México e os principais assuntos relativos à Coroa Espanhola eram tratados neste país. O povo que habita o norte do país tem maior ascendência indígena do que sul, de maior presença européia.
  • Caribe Anglo-Saxão: De forte influência africana e britânica, constituem este conjunto ilhas como a Jamaica e outras ilhas de domínio histórico britânico como as Bahamas.

[editar] Informação geográfica, demográfica e indicadores econômicos

País Capital Maior cidade Língua População
hab
Território
km²
PIB (2006)[6]
Bilhões USD
correntes
PIB (2006)
per capita[6]
USD (PPP)
Argentina Buenos Aires Buenos Aires Espanhol 40.403.943 2.766.889 212.595 16.080
Belize Belmopan Belmopan Inglês,
Espanhol e
Creole
314.275 22.966 2.307 7.800
 Bolívia La Paz (administrativa) e
Sucre (constitucional e judicial)
La Paz Espanhol 9.627.269 1.098.581 11.221 2.931
Brasil Brasil Brasília São Paulo Português 188.181.069 8.514.876 1067.706 10.073
 Chile Santiago do Chile Santiago do Chile Espanhol 16.800.000 756,950 145.845 12.811
 Colômbia Bogotá Bogotá Espanhol 44.379.598 1,141,748 135.883 8.260
Costa Rica San José San José Espanhol 4.327.000 51,100 21.466 11.862
 Cuba Havana Havana Espanhol 11.382.820 110,861 40.000 4.100
El Salvador San Salvador San Salvador Espanhol 6.881.000 21,041 18.654 5.600
Equador Quito Guayaquil Espanhol 13.363.593 272.045 41.402 4.835
Guiana Francesa Caiena Caiena Francês 190.842 86,504 ?? ??
 Guatemala Cidade da Guatemala Cidade da Guatemala Espanhol 14.655.189 108,890 30.299 4.335
Haiti Port-au-Prince Port-au-Prince Francês e
Creole
7.500.000 27,750 4.473 1.840
Honduras Tegucigalpa Tegucigalpa Espanhol 7.205.000 112.492 9.072 3.300
 México Cidade do México Cidade do México Espanhol 106.202.903 1,958,201 840.012 11.369
Nicarágua Manágua Manágua Espanhol 5.487.000 130,000 5.301 3.100
 Panamá Cidade do Panamá Cidade do Panamá Espanhol 3.232.000 75,517 17.103 8.593
Paraguai Assunção Assunção Espanhol e
Guarani
5.734.139 406,752 9.527 5.339
 Peru Lima Lima Espanhol 28.675.628 1.285.215 107.000 7.856
República Dominicana Santo Domingo Santo Domingo Espanhol 8.900.000 48.734 31.600 9.377
Uruguai Montevideo Montevidéu Espanhol 3.415.920 176.215 19.127 11.969
 Venezuela Caracas Caracas Espanhol 27.730.469 916.445 181.608 7.480

[editar] Indicadores de pobreza, qualidade de vida, consumo e meio ambiente

Pais
Desigualdade
de renda[7]
Coef. Gini
(2001-04)
Índice de
Pobreza[8]
HPI-1 %
(2005)
Desenv.
Humano[9]
HDI
(2006)
Desempenho
Ambiental[10]
EPI
(2008)
Qualidade
de vida[11]
índice
(2005)
Veículos
automot.[12]
/1000 hab
(2000-05)(3)
Usuários
Internet[13]
/1000 hab
(2005)
Telefones
fixos[13]
/1000 hab
(2005)
Telefones
celulares[13]
/1000 hab
(2005)
Cons. elect.
per capita[14]
kilowatt-hr
(2004)
Emissões
per capita[15]
ton CO2
(2004)
Argentina 51.3 4.1 0.860 (H) 81.8 6.469 173 177 227 570 2714 3.7
Belize - - 0.771 (M) - - - - - - - -
 Bolívia 60.1 13.6 0.723 (M) 64.7 5.492 52 52 70 264 493 0.8
Brasil Brasil 57.0 9.7 0.807 (H) 82.7 6.470 200 195 230 462 2340 1.8
 Chile 54.9 3.7 0.874 (H) 83.4 6.789 140 172 211 649 3347 3.9
 Colômbia 58.6 7.9 0.787 (M) 88.3 6.176 55 104 168 479 1074 1.2
Costa Rica 49.8 4.4 0.847 (H) 90.5 6.624 193 254 321 254 1876 1.5
 Cuba n/d 4.7 0.855 (H) 80.7 n/d 2 17 75 12 1380 2.3
Equador 53.6 8.7 0.807 (H) 84.4 6.272 55 47 129 472 1092 2.2
El Salvador 52.4 15.1 0.747 (M) 77.2 6.164 64 93 141 350 732 0.9
 Guatemala 55.1 22.5 0.696 (M) 76.7 5.321 108 79 99 358 532 1.0
Haiti 59.2 35.4 0.521 (M) 60.7 4.090 20 70 17 48 61 0.2
Honduras 53.8 16.5 0.714 (M) 75.4 5.250 14 36 69 178 730 1.1
 México 46.1 6.8 0.842 (H) 79.8 6.766 191 181 189 460 2130 4.2
Nicarágua 43.1 17.9 0.699 (M) 73.4 5.663 38 27 43 217 525 0.7
 Panamá 56.1 8.0 0.832 (H) 83.1 6.361 102 64 136 418 1807 1.8
Paraguai 58.4 8.8 0.752 (M) 77.7 5.756 69 34 54 320 1146 0.7
 Peru 52.0 11.6 0.788 (M) 78.1 6.216 54 164 80 200 927 1.1
República Dominicana 51.6 10.5 0.768 (M) 83.0 5.630 111 169 101 407 1536 2.2
Uruguai 44.9 3.5 0.859 (H) 82.3 6.368 154 193 290 333 2408 1.6
 Venezuela 48.2 8.8 0.826 (H) 80.0 6.089 120 125 136 470 3770 6.6
  • Nota (1): (H) Elevado desenvolvimento humano; (M) Desenvolvimento humano médio
  • Nota (2): A cor laranja indica o pais com o melhor índice e a cor amarela denota o pais com o indicador mais baixo ou impacto ambiental maior
  • Nota (3): Frota automotiva corresponde a anos diferentes reportados por cada pais (2000-2005), segundo o UNdata. No caso do Brasil o índice corresponde a Abril 2007, e foi atualizado com a frota reportada pelo DENATRAN (sem incluir motocicletas nem motonetas) e a população pelo IBGE. Se só autos fossem considerados a taxa de motorização é de 153 autos per 1000 hab, e se todos os veículos registrados fossem considerados o valor soube para 253 veículos por 1000 habitantes.

Referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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