América Latina

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América Latina

Mapa da América Latina

Vizinhos Ásia, África, América Anglo-Saxônica, Antártida, Europa e Oceania
Divisões  
 - Países 21
 - Dependências 10
Área  
 - Total 21 069 501 km² km²
 - Maior país Brasil Brasil (8.514.876,599 km²)
 - Menor país El Salvador El Salvador (21.041 km²)
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Aconcágua, Argentina, 6962 m
 - Ponto mais baixo Laguna del Carbón, Argentina
População  
 - Total 569 milhões habitantes
 - Densidade 27 hab/km² hab./km²
Idiomas Espanhol, português, francês, quíchua, aimará, náuatle, Línguas maias, guarani, Crioulo haitiano, papiamento.

A América Latina (em espanhol: América Latina ou Latinoamérica; em francês: Amérique Latine) é uma região do continente americano que engloba os países onde são faladas, primordialmente, línguas românicas (derivadas do latim) — no caso, o espanhol, o português e o francês — visto que, historicamente, a região foi maioritariamente dominada pelos impérios coloniais europeus Espanhol e Português.[1] A América Latina tem uma área de cerca de 21 069 501 km2, o equivalente a cerca de 3,9% da superfície da Terra (ou 14,1% de sua superfície emersa terrestre).[2] Em 2008, a sua população foi estimada em mais de 569 milhões de pessoas.[2] Os países do restante do continente americano tiveram uma colonização majoritariamente realizada por povos europeus de cultura anglo-saxônica ou neerlandesa (ver América Anglo-Saxônica).[3] Vale ressaltar algumas exceções, como Québec, que não é um país independente, mas uma província de maioria francófona que pertence ao Canadá;[4] o estado da Luisiana, que também foi colonizado por franceses, mas pertence aos Estados Unidos[5] e os estados do sudoeste estadunidense, que tiveram colonização espanhola.[6]

A América Latina compreende a quase totalidade das Américas do Sul e Central: as exceções são os países sul-americanos da Guiana e do Suriname e a nação centro-americana de Belize, que são países de línguas germânicas. Também engloba alguns países da América Central Insular (países compostos de ilhas e arquipélagos banhados pelo Mar do Caribe), como Cuba, Haiti e República Dominicana. Da América do Norte, apenas o México é considerado como parte da América Latina.[7] A região engloba 20 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.[8]

A expressão "América Latina" foi utilizada pela primeira vez em 1856 pelo filósofo chileno Francisco Bilbao[9] e, no mesmo ano, pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo;[10] e aproveitada pelo imperador francês Napoleão III durante sua invasão francesa no México como forma de incluir a França — e excluir os anglo-saxões — entre os países com influência na América, citando também a Indochina como área de expansão da França na segunda metade do século XIX.[11] Deve-se também observar que na mesma época foi criado o conceito de Europa Latina, que englobaria as regiões de predomínio de línguas românicas.[12] Pesquisas sobre a origem da expressão conduzem, ainda, a Michel Chevalier, que mencionou o termo "América Latina" em 1836, durante missão diplomática feita aos Estados Unidos e ao México.[13] Nos Estados Unidos, o termo não foi usado até o final do século XIX tonando-se comum para designar a região ao sul daquele país já no início do século XX. [14] Ao final da Segunda Guerra Mundial, a criação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe consolidou o uso da expressão como sinônimo dos países menos desenvolvidos dos continentes americanos, e tem, em consequência, um significado mais próximo da economia e dos assuntos sociais.[14]

Convém observar que a Organização das Nações Unidas reconhece a existência de dois continentes: América do Sul e América do Norte, sendo que esta última se subdivide em Caribe, América Central e América do Norte propriamente dita, englobando México, Estados Unidos e Canadá, além das ilhas de Saint Pierre et Miquelon, Bermudas e a Groenlândia.[14] As antigas colônias neerlandesas (e, atualmente, países constituintes do Reino dos Países Baixos) Curaçao, Aruba e São Martinho não são habitualmente consideradas partes da América Latina, embora a sua língua mais falada seja o papiamento, língua de influência ibérica (embora não considerada latina).[14]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo foi utilizado pela primeira vez em 1856, numa conferência do filósofo chileno Francisco Bilbao[9] e, no mesmo ano, pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo em seu poema Las dos Américas ("As duas Américas", em português)[10] .

O termo "América Latina" foi usado pelo Império Francês de Napoleão III da França durante sua invasão francesa no México (1863-1867) como forma de incluir a França entre os países com influência na América e excluir os anglo-saxões. Desde sua aparição, o termo evoluiu para designar e compreender um conjunto de características culturais, étnicas, políticas, sociais e econômicas.[15]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros povos[editar | editar código-fonte]

Teotihuacan, atual México, vista da via de entrada dos mortos a partir da pirâmide da Lua.

A chegada dos primeiros habitantes oriundos da Ásia à América ocorreu por volta de mais de 20 mil anos antes da chegada de Cristóvão Colombo ao hemisfério ocidental.[16] A possibilidade do caminho desses povos primitivos da Ásia para a América era a travessia de uma ponte feita de terra, que recebeu o nome de Beríngia, na época da era glacial, ou a travessia de barco através do Estreito de Bering, ou, ainda, a viagem de ilha por ilha, no arquipélago das Aleutas.[17] Dirigindo-se ao sul, tiveram, de modo gradual, sua dispersão pelas Américas.[17]

Estas populações que vieram da Ásia, a que são denominadas, atualmente, de índios americanos, ou ameríndios, caminhavam sem destino pela terra, praticando a caça e a pesca.[18] Após a maioria das gerações na América, foram desenvolvidas por algumas tribos novos modos de vida.[19] Ao invés de caminhar sem destino, foram construídas pelos indígenas comunidades agrícolas.[19] Foram os povos pioneiros no cultivo de cacau, milho, feijão, favas, batatas, abóbora e tabaco.[20] Nas regiões onde ocorreu a conquista de boas colheitas pelos agricultores e a prevalência de uma vida tranquila, houve crescimento da população.[19]

A cultura maia foi a mais antiga civilização que muito se desenvolveu no hemisfério ocidental.[21] Teve início na América Central centenas de anos anteriores à época em que nasceu Jesus Cristo.[22] Por volta do ano 600 a.C., os maias criaram um calendário e um alfabeto de ideogramas.[23] Também foram criados pelos maias estilos arquitetônicos, esculturais e trabalhos metalúrgicos.[24] Organizavam a sua sociedade de forma estritamente hierarquizada, dividindo-se em clãs familiares fechados[25] e conheciam bastante astronomia[26] e agricultura.[27]

Panorama de Machu Picchu, uma antiga cidade do Império Inca em meio aos Andes peruanos, na América do Sul.

Exploração e colonização[editar | editar código-fonte]

Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés invadiram o Império Asteca e ocuparam e saquearam sua capital, Tenochtitlán (atual Cidade do México).

A invasão da América Latina pelos espanhóis se deu por volta no século XVI. Na época ocorria o florescimento de três grandes civilizações ameríndias: a civilização maia, na América Central (que foi influenciada pela tolteca, do México, a partir do século X d.C.); a civilização asteca, no México, e a civilização inca, no Equador, no Peru e na Bolívia.[28] Estas civilizações tiveram grande influência no fato de a América Latina se desenvolver posteriormente.[19] O ouro e a prata que existiam em suas minas levaram à conquista dos índios pelos conquistadores o mais rápido possível.[19]

Foi reivindicada pela Espanha para o seu império colonial a maioria das terras latino-americanas,[29] logo após a chegada de Cristóvão Colombo a esta região, no ano de 1492. Também foram reivindicadas por Portugal terras no hemisfério ocidental.[30] Na maioria das vezes o desejo dos dois países eram as mesmas terras.[29] Para a solução desses conflitos, foi traçada pelo Papa Alexandre VI (1430?-1503) uma linha demarcatória, em 1493.[31] Esta linha imaginária, que fazia a travessia no sentido norte-sul, efetuava a passagem de mais de 400 km a oeste das ilhas dos Açores e de Cabo Verde.[32] Havia a exploração pelos espanhóis e pelos portugueses de somente uma menor parte do hemisfério ocidental.[33] Foi concordado que o direito da Espanha à totalidade das terras vindas a serem descobertas a oeste desta linha e Portugal a totalidade das terras a leste.[34] A referência do acordo era restrita às terras que não fossem governadas por cristãos.[33]

Mas a insatisfação dos portugueses com a linha se deve ao fato de que foi concedido à Espanha um território muito extenso.[33] Em 1494, foi assinado por Portugal e Espanha o Tratado de Tordesilhas,[35] que fazia o deslocamento da linha de mais de 1.500 km para oeste.[35] Portugal fora responsável pelo setor oriental do continente, que, hoje, corresponde à parte significativa do Brasil.[35] O território espanhol ficava a oeste, com extensão desde o México até o ponto mais ao sul da América do Sul.[35]

Mapa anacrônico que mostra as áreas que pertenciam ao Império Espanhol em algum momento durante um período de 400 anos. Para mais detalhes, veja o mapa.
  Territórios do Império Português durante a União Ibérica(1581-1640)
  Territórios perdidos antes ou devido aos Tratados de Utrecht-Baden (1713-1714)
  Territórios perdidos antes ou devido à Independência da América Espanhola (1811-1828)
  Territórios perdidos após a Guerra Hispano-Americana (1898-1899)

De 1492 até 1502, foram feitas por Cristóvão Colombo (1451-1506) quatro viagens à América e fundadas várias colônias de menor extensão territorial nas Antilhas.[36] Foi descoberto por Pedro Álvares Cabral (1467-1520) navegador português, o litoral do Brasil em 1500.[37] O falso pensamento de Cabral é o descobrimento de uma ilha e a reivindicação para seu país.[38] Pelo navegador italiano Américo Vespúcio, cujo nome foi recebido pela América, foi feita uma diversidade de viagens às Antilhas e à América do Sul, entre 1497 até 1503, sob as bandeiras espanhola e portuguesa.[39] Foram exploradas as costas do Brasil, do Uruguai e da Argentina.[38] Pelo navegador português Fernão de Magalhães foi explorada quase toda a costa da Argentina, em 1520.[40]

No começo do século XVI, pelos conquistadores, entre os quais tiveram encontro Hernán Cortés (1485-1547) e Francisco Pizarro (1478?-1541), foi auxiliada a consolidação da Espanha em dominar a América Latina.[38] Cortés foi responsável pelo desembarque nas costas do México em 1519.[41] Dois anos posteriormente, Cortés era líder de uma força militar de mais de mil espanhóis, a maioria dos aliados ameríndios, alguma leveza de artilharia e um número menor de cavalos.[38] Com essa força, em 1521, foi invadida por Cortés Tenochtitlán (hoje Cidade do México), que era antigamente a capital do Império Asteca.[42] No final daquele ano, por Cortés já foi conquistada muitas partes do México.[38] Em 1523, um de seus oficiais, Pedro de Alvarado, iniciou sua viagem do México em direção ao sul, para a América Central.[43] Neste mesmo ano, Cortés teve um encontro com as tropas que iam para o norte, que vieram da colônia espanhola que Vasco Núñez de Balboa (1475?-1519) fundou no Panamá e foi garantida por Cortés para a Espanha a totalidade da América Central.[38]

Em 1531, Pizarro iniciou sua viagem a partir do Panamá, fazendo a navegação em direção ao sul, com mais de 180 homens e 27 cavalos.[44] O desembarque de Pizarro ocorreu no Peru e, por volta de 1533, depois de sair facilmente vitorioso contra os indígenas, já conquistou muitas partes do Império Inca. Pedro de Valdivia (1500-1553), um dos oficiais de Pizarro, foi responsável pela conquista do norte do Chile e pela fundação de Santiago, em 1541.[45] Por esta conquista foi concedido à Espanha que fosse dominada a costa ocidental da América do Sul, do Panamá até o Chile central.[38] No Chile, continuou a resistência dos araucanos por mais de uma trezena de anos.[46]

Movimentos de independência[editar | editar código-fonte]

Simón Bolívar, libertador de seis países latino-americanos: Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela.

A permanência das colônias da América Latina perante as metrópoles europeias se deu por aproximadamente 300 anos.[47] Entre 1791 e 1824, as lutas de muitas colônias em conflitos militares originaram a independência política em relação à Portugal e Espanha.[48] Qualquer país era representado pelos seus próprios heróis das revoluções separatistas, mas houve o destaque de dois homens como pessoas que lideraram a independência latino-americana.[38] Um deles é o general venezuelano Simón Bolívar (1783-1830), que saiu vitorioso por libertar cinco países: a Bolívia a Colômbia, o Equador, o Peru e o Venezuela.[49] O outro é José de San Martín (1778-1850), general argentino líder de um exército, que partiu da Argentina, e deu ajuda à independência do Chile.[50] Era colaborador, também, do fato de libertar o Peru.[50]

Os quatro motivos básicos para a luta pela independência de muitas colônias foram:[38]

  • Primeiro: muitos mestiços, que ficavam muito ricos e eram grandes proprietários, pensavam que sua obrigação era a tomada de parte ativa no governo de seus países. De maneira geral, como os espanhóis encaravam desprezadamente os mestiços, estes últimos não eram de qualquer forma socialmente prestigiados. Assim sendo, os mestiços que eram influentes acima dos nativos foram responsáveis pela liderança de rebeliões que visavam à derrubada dos senhores europeus.[38]
  • Terceiro: foi proibido pela Espanha e Portugal o comércio entre suas colônias latino-americanas, obrigando-as somente à negociação com as metrópoles.[51] A suspensão do governo espanhol e do português da maioria dessas restrições se deu por volta do século XIX, mas pelo encarecimento dos produtos da metrópole e pela escravidão as colônias foram levadas ao desejo de independência política.[38]

O surgimento de uma revolta contra a metrópole da França se deu no Haiti, em 1791.[52] Em 1804, a independência do Haiti foi proclamada e foi convertida na mais antiga república negra das Américas e do mundo.[53] Um ex-escravo negro, Toussaint Louverture (1743-1803), foi a principal celebridade política que liderou os haitianos que lutavam para ser livres.[48]

Países latino-americanos por ano de independência.

Foi causada pela ocorrência de incidentes na Europa o fato de suas colônias lutarem pela sua independência política.[54] Teve início o declínio da Espanha e de Portugal como potências mundiais.[54] Em 1808, foi destronado por Napoleão Bonaparte, na condição de imperador da França, Fernando VII, da Espanha, e substituído por seu irmão, José Bonaparte.[55] Foi provocado pelo destronamento do monarca espanhol o fato de os hispano-americanos reagirem violentamente.[54] Em 1810, por exemplo, houve a revolta dos povo mexicano contra os espanhóis que governaram durante o regime de José Bonaparte.[56] Quem liderou a revolta mexicana foram dois padres: Miguel Hidalgo y Costilla (1753-1811) e José Maria Morelos y Pavón (1765-1815).[56] Também em 1810, pelos grandes fazendeiros foi declarada a independência do Chile da Espanha.[57] Contudo, as tropas espanholas venceram os grandes proprietários de terras.[54] A independência do Chile foi finalmente proclamada em 1818 pelas tropas que o herói chileno Bernardo O'Higgins (1778-1842) liderou e por seu amigo San Martín.[58]

A tentativa mal-sucedida de Francisco de Miranda (1750-1816), revoltoso venezuelano, foi a libertação do seu país em 1806 e depois em 1811.[59] Por Simón Bolívar, que seguia Miranda, foi empreendida uma nova campanha em 1813.[49] A lutas do seus exércitos contra as tropas espanholas se deu por mais de dez anos e foi obtidas por estas forças que Bolívar saísse finalmente muito vitorioso em Ayacucho, no Peru, em 1824.[49] Por esta vitória foi tomada a independências de todas as colônias espanholas da América do Sul.[49]

O Brasil proclamou sua independência de Portugal sem declarar guerras.[60] Em 1808, o refúgio do rei Dom João VI de Portugal (1767-1826) se deu no Brasil quando por Napoleão houve a invasão de Portugal.[61] Voltou à Lisboa 14 anos depois que Napoleão foi derrotado.[54] Foi deixado por João que seu filho Pedro (1798-1834) governasse o Brasil como príncipe regente.[54] Mas o desejo dos brasileiros, como dos povos das colônias espanholas, não eram os europeus como chefes de Estado, e sim pessoas nascidas no seu próprio país.[54] O desejo dos brasileiros era a sua libertação de Portugal.[54] No dia 7 de setembro de 1822, a independência do Brasil foi proclamada por Dom Pedro e o príncipe regente foi aclamado como imperador sob o título de Pedro I.[60]

Os cidadãos nascidos na América Central tiveram repúdio contra a autoridade espanhola em 1821. Os rebeldes resistiram muito pouco, devido ao pequeno tamanho das forças espanholas na América Central e pelo governador espanhol foi tomado o partido dos rebeldes.[54]

Conflitos regionais[editar | editar código-fonte]

Forças brasileiras (de uniforme azul escuro) lutam contra o exército paraguaio durante a batalha de Avaí, na Guerra do Paraguai.

A maioria das lutas menos importantes, bem como a diversidade de guerras, assinalaram com pontos as relações internacionais da vizinhança dos países na América Latina.[62] A maior e mais sangrenta guerra que já aconteceu em toda a história do continente foi a Guerra do Paraguai, na qual fizeram parte da Tríplice Aliança o Brasil, a Argentina e o Uruguai, além do Paraguai como vilão. Teve tempo de duração entre 1864 e 1870.[63] O fato de o Paraguai alargar sua fronteiras motivou principalmente as lutas, ainda hoje certas fronteiras do país são temas de discussão e motivam as controvérsias.[64] [62]

No começo do século XIX, os problemas que existiam entre ambas as grandes potências da América do Sul — a Argentina e o Brasil — foram centralizados na área que é o atual Uruguai.[62] Em 1825, houve o surgimento da guerra entre Brasil e Argentina. Três anos posteriores o reconhecimento da área em questão fez com que fosse proclamada a independência do Uruguai.[65] [62]

Tropas do exército chileno ocupam Lima, a capital do Peru, durante a Guerra do Pacífico.

Em 1932, eclodiu uma guerra declarada por Bolívia e Paraguai como o objetivo de se apossar do Gran Chaco.[66] As negociações de paz tiveram início em 1935 e, em 1938, a finalização de um acordo final seria a concessão de a 237.800 km² de extensão territorial em litígio para o Paraguai.[62] Ficou insatisfação dos dois lados.[62]

A luta do Chile contra a Bolívia foi entre 1879 e 1883, porque o Chile desejava discutir sobre nitratos.[67] Pelo Chile foi vencida a guerra, e o país tomou posse da região que tinha como principal riqueza mineral o nitrato e a Bolívia foi obrigada a oferecer ao Chile o abandono de seu litoral antes banhado pelo Pacífico.[67] A partir de então, a Bolívia ficou sem litoral marítimo .[67] A discussão entre o Chile e Peru foi por questões fronteiriças até que, em 1929, teve como acerto final sua localização.[62]

A motivo de luta durante anos entre Equador e Peru foi o fato de um dos dois países apossarem uma área agreste, que não aparecia nos mapas, entre o Equador e a região oeste do Brasil.[62] De 1940 até 1941, a luta de ambos os países foi devido à esta região.[62] [68] O Equador foi derrotado pelo Peru e foi anexado quase a totalidade territorial aos peruanos.[68]

Era contemporânea e integração[editar | editar código-fonte]

A economia da maioria dos países latino-americanos depende, em grande parte, de produto agrícolas e minerais que exportam para a Europa e os Estados Unidos.[69] Em contrapartida, a América Latina importa da Europa e dos Estados Unidos a maioria dos artigos manufaturados de que necessita.[70] Tem havido pouco intercâmbio comercial entre os países da América Latina, porque a maioria deles produz principalmente matérias-primas.[68] Contudo, após a Segunda Guerra Mundial, a indústria manufatureira desenvolveu-se rapidamente em vários países, especialmente na Argentina, no Brasil, no Chile, no México e na Venezuela.[71] [68]

Presidentes dos países-membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) durante a primeira cúpula da organização em Caracas, Venezuela (2011).

O crescimento industrial levou à realização de muitas conferências, na década de 1950, que visavam a incrementar o intercâmbio comercial entre os países latino-americanos.[70] Finalmente, em fevereiro de 1960, numa reunião realizada em Montevidéu, Uruguai, foi formada a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC).[72] Sete países assinaram o acordo da ALALC: Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai, Peru e Uruguai.[73] Em 1961, Colômbia e Equador aderiram à ALALC.[73] A Venezuela entrou para a ALALC em 1966, e a Bolívia em 1967.[73] Os países participantes concordaram em eliminar grande parte das restrições comerciais entre eles, inclusive restrições alfandegárias e tarifárias, até 1980.[73] As tarifas vêm sendo gradualmente reduzidas.[68] A Associação Europeia de Livre Comércio serviu de modelo à ALALC.[68]

Em dezembro de 1960, quatro países da América Central formaram uma organização semelhante à ALALC. El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua assinaram um tratado de Integração Econõmica Centro-Americana. Em 1963, a Costa Rica ingressou nesta organização, geralmente chamada de Mercado Comum Centro-Americano.[74]

A despeito dos inúmeros problemas, o comércio entre as nações latino-americanas tem crescido, por influência de dois ou três acordos.[68] O Chile, por exemplo, está importando do México e do Brasil o algodão que anteriormente ia comprar nos Estados Unidos.[68] O México vende aço para vários países sulamericanos, e produtos manufaturados brasileiros, como máquinas de escrever e computadores, são vendidos no Chile e no Paraguai.[68] Em 1969, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru assinaram um acordo econômico chamado Pacto Andino.[75] Os países convencionaram acabar, até 1980, com as barreiras comerciais entre eles.[68]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A América Latina localiza-se totalmente no hemisfério ocidental, sendo atravessada pelo Trópico de Câncer, que corta a parte central do México; pelo Equador, que passa pelo Brasil, Colômbia, Equador e toca o norte do Peru; e pelo Trópico de Capricórnio, que atravessa o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile.[76] [77]

A América Latina distribui-se de maneira irregular pelos hemisférios norte e sul, pois a maior parte de suas terras estende-se ao sul da Linha do Equador.[76] [77] As terras da América Latina, em sua quase totalidade, localizam-se na zona climática intertropical; uma pequena parte situa-se na zona temperada do norte e uma área bem maior está localizada na zona temperada do sul.[76] [77] Os limites da América Latina são: a norte, os Estados Unidos; ao sul, a confluência das águas dos oceanos Atlântico e Pacífico; a leste, o oceano Atlântico; e a oeste, o oceano Pacífico.[76] [77]

Relevo[editar | editar código-fonte]

A América Latina, em qualquer latitude, apresenta, de oeste para leste, a mesma sequência de formas do relevo.[78] [79]

Assim, as principais unidades do relevo latino-americano são:[78] [79]

Monte Aconcágua, na região andina da Patagônia, a maior montanha do continente americano, com quase sete mil metros de altura.
Vista do litoral de Cancún, no México.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de qualquer região depende de muitos fatores: latitude, altitude e disposição do relevo, massas de ar, continentalidade, maritimidade, correntes marítimas, etc. Uma menor ou maior latitude indica se uma área está mais próxima ou mais distante do Equador e, conseqüentemente, se é mais ou menos quente. Além disso, em função do relevo, essa área pode apresentar, conforme a altitude, diferentes faixas de temperatura.[81] [82]

Mapa climático da América do Sul de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger.

Com base nisso, não é difícil deduzir que em quase toda a América Latina predominam altas temperaturas e que estas vão se reduzindo em direção ao Polo Sul. Por isso, a parte meridional da América Latina, chamada de Cone Sul, é uma região de verões amenos e invernos frios.[81] [82]

Devido à sua alongada disposição norte-sul, que faz o território americano situar-se em diferentes latitudes, ele apresenta grande diversificação climática.[81] [82] Na América Latina destacam-se os climas tropicais, úmidos ou secos, aparecendo, em alguns pontos, o tropical de altitude. Em meio a essa vasta extensão tropical, existe um trecho de clima equatorial, também muito amplo, marcado por reduzida amplitude térmica, elevadas temperaturas e chuvas constantes.[81] [82] A partir do Trópico de Capricórnio, na América do Sul, os tipos climáticos dominantes modificam-se progressivamente com o aumento da latitude, passando a predominar os climas temperados e frios. A influência do relevo sobre a temperatura é mais nítida na parte oeste, onde as cordilheiras apresentam faixas de terras quentes, temperadas e frias. Essas faixas vão desaparecendo à medida que diminui a distância em relação ao Polo Sul, onde mesmo ao nível do mar já se encontram áreas permanentemente geladas.[81] [82] Na América Latina, os ventos contribuem para alterar o regime de chuvas e as próprias temperaturas. Em alguns países da América do Sul, principalmente nos do centro-sul, é bastante nítida a redução brusca da temperatura quando chega uma frente fria.[81] [82]

A influência do relevo sobre a temperatura é mais nítida na parte oeste, onde as cordilheiras apresentam faixas quentes temperadas e frias. Essas faixas vão desaparecendo à medida que diminui a distância em relação ao Polo Sul, onde mesmo ao nível do mar já se encontram áreas permanentemente geladas.[81] [82] As elevadas temperaturas da região equatorial atraem, durante o inverno, as massas de ar frio, que geralmente provocam chuvas e posterior declínio da temperatura em sua passagem. Durante o verão, no hemisfério austral, as temperaturas mais elevadas ocorrem na parte central da América do Sul, atraindo ventos do oceano Atlântico.[83] [82]

Como toda região predominantemente tropical, a América Latina apresenta grandes contrastes: algumas áreas muito úmidas e outras desérticas ou semidesérticas. As primeiras são comuns na parte equatorial da América do Sul ou em áreas litorâneas. Já as áreas desérticas surgem sobretudo quando o relevo impede a passagem de ventos úmidos para o interior). Existem alguns desertos (menos de 250 mm de chuvas anuais) na América Latina: Mexicano; de Atacama, entre o Chile e o Peru e da Patagônia, no sul da Argentina. Essa parte do continente americano apresenta também áreas semidesérticas nos planaltos mexicanos e no Polígono das Secas, no Nordeste brasileiro.[83] [82]

Essas áreas secas recebem pouquíssimas chuvas porque a disposição do relevo as isola do litoral, impedindo o contato com ventos úmidos. O deserto de Atacama formou-se devido à influência da corrente marítima de Humboldt que, ao esfriar as águas do Pacífico, provoca a condensação de nuvens saturadas de vapor de água ao nível do oceano, fazendo com que elas cheguem secas ao continente.[83] [82]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Devido à disposição do relevo, a grande maioria dos rios da América Latina, é drenada de oeste para leste, pois o paredão da cordilheira dos Andes faz com que eles se dirijam para o Atlântico.[84]

Sendo, de maneira geral, uma região bastante úmida, a América Latina possui, na maior parte de sua extensão, uma vasta rede hidrográfica. Destacam-se na América do Norte, o rio Grande, separando os Estados Unidos do México;[85] na América Central, em Honduras, o rio Patuca.[86] Na América do Sul, em sua porção norte, merecem destaque os rios Madalena, na Colômbia, e Orinoco (na Venezuela) que deságuam no mar das Antilhas e banham importante área agropastoril da fachada norte do continente, além de outros rios importantes que ganham projeção nas suas partes central e meridional, como o colossal Amazonas e os rios Paraná, Paraguai e Uruguai, que formam a bacia Platina, todos desaguando no oceano Atlântico.[84] [87]

A América Latina não apresenta, ao contrário da América do Norte, grandes extensões lacustres, mas ainda assim possui inúmeras lagoas costeiras, sobretudo na vertente atlântica, como a lagoa dos Patos, no Brasil; lagoas de inundação nas planícies Amazônica e do Orinoco; e lagos de altitude, como o Titicaca, entre o Peru e a Bolívia.[84] [87]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A maior parte da cobertura vegetal que revestia a América Latina até o século XVI já não existe mais. A vegetação somente foi preservada nos locais de pequeno interesse econômico ou em áreas de relevo abrupto. Mas, mesmo assim, é muito fácil reconstituir a formação vegetal primitiva, uma vez que ela era resultado do clima e do tipo de solo em que se desenvolveu. Assim, é possível identificar na região:[83] [88]

Amazônia, a mais rica e biodiversa floresta tropical do mundo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A Cidade do México é o centro de uma das maiores metrópoles do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes.

A América Latina comporta uma grande diversidade cultural, pois há uma mescla de línguas, etnias e costumes.[92] Embora o espanhol seja a língua dominante,[93] fala-se também português,[93] francês[93] e, em algumas regiões, até mesmo inglês[94] e holandês.[95] Há também uma grande variedade de línguas nativas, destacando-se o quíchua, herdado dos incas e falado no Peru, Equador, Bolívia e Argentina.[93]

Línguas românicas oficiais na América Latina: português em laranja; espanhol em verde e francês em azul

A etnia dos habitantes da América Latina varia muito de um país para outro.[96] Ainda que a mestiçagem seja intensa, há nações em que a maioria dos habitantes é branca (Argentina[97] e Uruguai),[98] outras em que a quase totalidade dos habitantes é de origem negra (Haiti,[99] República Dominicana,[100] Granada,[101] Bahamas[102] e Barbados)[103] e algumas em que há forte presença de sangue índio (Peru,[104] Bolívia,[105] México,[106] Equador[107] e Paraguai).[108]

Há países verdadeiramente mestiços (Colômbia[109] e Venezuela)[110] e outros como o Brasil, no qual existem regiões de população predominante branca e outras que apresentam maioria de negros, mestiços ou índios.[111]

A maioria da população professa o catolicismo romano, mas em alguma parte desses países latino-americanos é crescente o número de protestantes, popularmente chamados no Brasil como evangélicos.[112] Há também minorias de judeus, muçulmanos, hinduístas, budistas, espíritas — já que o Brasil é o país com o maior número de adeptos dessa religião —, e praticantes de cultos afro-brasileiros.[112]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

O Espanhol é o idioma predominante da vasta maioria dos países latino-americanos. O Português é língua oficial somente do Brasil, porém é falada por 34% da população da América Latina; e o Francês é falado no Haiti, em algumas ilhas do Caribe e na Guiana Francesa. Ainda há o neerlandês, falado em ilhas caribenhas e no Suriname; todavia, o neerlandês não é uma língua latina e, sim, germânica. Portanto, sob este aspecto, a inclusão destes países na América Latina é controversa.

Em diversas nações, principalmente as caribenhas, existem os idiomas crioulos, que derivam de línguas europeias e línguas nativas do país, antes da colonização. Em outras, existe uma grande quantidade de falantes das línguas indígenas, como o México, o Peru, a Guatemala e o Paraguai. Nestes casos, é comum os governos nacionais ou regionais reconhecerem estes idiomas não-europeus como idiomas oficiais, ao lado do idioma europeu predominante. Por exemplo, o Quíchua é reconhecido no Peru como idioma oficial, ao lado do Espanhol. O Guarani também é idioma oficial no Paraguai juntamente com o Espanhol.

Afora os idiomas nativos e os idiomas europeus predominantes, existem idiomas de colônias europeias, que migraram para a América do Sul depois do século XIX.

Problemas sócio-econômicos[editar | editar código-fonte]

Politicamente, a América Latina não tem uniformidade de apresentação relacionada às suas características humanas. Há muitos anos, a caracterização da região se deu pela instabilidade política. Mas na década de 1980, uma variedade de países tem passado por um período de transição democrática e, atualmente, há eleições livres na quase totalidade da América Latina, apesar da existência de focos de tensão em certos países onde ocorre a luta de grupos de tendências políticas de oposição pelo poder.[113]

A totalidade dos países latino-americanos são caracterizados por serem subdesenvolvidos, apesar da ostentação de certas nações por serem industrialmente e tecnologicamente avançados. Quem controla o avanço industrial e tecnológico na grande maioria dos países latino-americanos é o capital transnacional, como é o caso do Brasil, México e Argentina. Mas a economia da maioria dos países da América Latina é a agricultura que se baseia na primitividade de técnicas e numa desigualdade de distribuição de terras, que sempre dá privilégio os grandes proprietários.[113]

Desse modo, como a marcação do continente latino-americano se dá pela quantidade de diferenças entre os países formadores, a percepção é a de que a expressão "América Latina" tem como objetivo o contexto, no continente americano, a parte subdesenvolvida da parte rica e industrializada do que o salientamento de uma noção de unidade.[113]

Política[editar | editar código-fonte]

Países[editar | editar código-fonte]

País Capital Maior cidade Língua População
hab
Território
km²
PIB (2006)[114]
Bilhões USD
correntes
PIB (2006)
per capita[114]
USD (PPP)
 Argentina Buenos Aires Buenos Aires Espanhol 40 403 943 2 766 889 212 595 12 080
 Belize Belmopan Belmopan Inglês 314 275 22 966 2 307 7 800
 Bolívia La Paz (administrativa) e
Sucre (constitucional e judicial)
La Paz Espanhol,
Quíchua e
Aimará
9 627 269 1 098 581 11 221 2 931
 Brasil Brasília São Paulo Português 201 032 714 8 514 876 1 998 706 10 073
 Chile Santiago do Chile Santiago do Chile Espanhol 16 800 000 756 950 145 845 12 811
 Colômbia Bogotá Bogotá Espanhol 47 387 109 1 141 748 135 883 8 260
Costa Rica San José San José Espanhol 4 327 000 51 100 21 466 11 862
 Cuba Havana Havana Espanhol 11 382 820 110 861 40 000 4 100
El Salvador San Salvador San Salvador Espanhol 6 881 000 21 041 18 654 5 600
Equador Quito Guayaquil Espanhol 13 363 593 272 045 41 402 4 835
França Guiana Francesa Caiena Caiena Francês 190 842 86 504 N/D N/D
 Guatemala Cidade da Guatemala Cidade da Guatemala Espanhol 14 655 189 108 890 30 299 4 335
Haiti Porto Príncipe Porto Príncipe Francês e
Crioulo haitiano
7 500 000 27 750 4 473 1 840
Honduras Tegucigalpa Tegucigalpa Espanhol 7 205 000 112 492 9 072 3 300
 México Cidade do México Cidade do México Espanhol 106 202 903 1 958 201 840 012 11 369
Nicarágua Manágua Manágua Espanhol 5 487 000 130 000 5 301 3 100
 Panamá Cidade do Panamá Cidade do Panamá Espanhol 3 232 000 75 517 17 103 8 593
Paraguai Assunção Assunção Espanhol e
Guarani
5 734 139 406 752 9 527 5 339
 Peru Lima Lima Espanhol,
Quíchua
28 675 628 1 285 215 107 000 7 856
República Dominicana Santo Domingo Santo Domingo Espanhol 8 900 000 48 734 31 600 9 377
Uruguai Montevideo Montevidéu Espanhol 3 415 920 176 215 19 127 11 969
 Venezuela Caracas Caracas Espanhol 27 730 469 916 445 181 608 7 480

Consolidação política[editar | editar código-fonte]

Durante o colonialismo, eram obedecidos pelos cidadãos da América Latina as leis que os monarcas distantes aprovaram e quase não podiam discutir seus próprios assuntos. Como revolta, foram criados pelos latino-americanos seus próprios países, eram politicamente menos experientes. Por líderes que tiveram sensatez, como Simón Bolívar, não era considerado com prudência o estabelecimento de repúblicas na América Latina. O argumento dos líderes sensatos era de que o povo não era experiente em autogoverno. Porém, entre o México e a Argentina, a impetuosidade dos patriotas tinha visto o rumo da Revolução Francesa e da Revolução Americana. O desejo dos patriotas impetuosos era um governo republicano, com a esperança de acompanhamento do mesmo rumo. Para melhor entedimento dos problemas políticos da Amêrica Latina o importante é um pouco de conhecimento da história de certos países.[54]

Mapa das Guerras entre a Espanha e suas colônias na América Latina:
  Reação Realista
  Território sob controle independentista
  Território sob controle independentista
.

Até 1829, a Argentina era sucedida por governos fracos.[54] Naquele ano, por Juan Manuel de Rosas (1793-1877), um rico proprietário de terras que liderava o seu próprio exército, foi assumido o poder e o político foi tornado ditador. Em 1852, houve a revolta da população contra Rosas e seu poderio foi derrubado. A partir de então, os milionários controlavam muitas partes da vida do país. Pela desonestidade das eleições e pelos militares revoltosos eram, acompanhadamente, colocados governantes autoritários na presidência. Na Argentina foi eleito o presidente Raúl Alfonsín em eleições diretas, voltando o país à democracia.[54]

No Brasil, após a derrubada do Governo de Portugal em 1822, foi instituída pelo povo uma monarquia constitucional sendo chefe de Estado o imperador Pedro I.[115] [62] Entretanto, Dom Pedro perdeu a confiança do povo brasileiro porque seu governo foi um desastre.[62] Em 1831, houve a abdicação do trono por Dom Pedro I favorecendo seu descendente, Pedro II (1825-1891).[116] Por aproximadamente uma cinquentena de anos, durante o reinado de Pedro II, foi usufruído pelos brasileiros, em muitas partes, um governo representativo.[117] O povo brasileiro foi adquirindo experiência de governo, como auxílio político ao país.[62] Em 1888, ainda no final do Segundo Reinado, foi abolida a escravidão no Brasil.[118] A união dos fazendeiros com as forças oposicionistas foi responsável pela obrigação da abdicação do trono de Dom Pedro em 1889.[62] Então, foi proclamada a república no Brasil.[119] Porém, à exceção pelo intervalo de tempo que vai de 1898 até 1910, o Brasil foi um país no qual quem quase sempre governou foram presidentes autoritários.[62] A constituição de 1946 restabeleceu a totalidade da democracia.[120] Em 1964, foi instituído pela Ditadura Militar de 1964 no país um governo de exceção, que terminou em 1985, com a eleição de Tancredo Neves, morto antes da posse, sendo substituído pelo seu vice, José Sarney.[121] [62]

No Chile, foi mantido pelos donos de terras o fato de controlarem o governo por cerca de 100 anos após o país ser proclamado independente.[62] Com a constituição de 1833 foram estabelecidas eleições livres.[122] O governo, porém, aprovou uma lei cujas exigências eram as propriedades dos eleitores e a sua alfabetização.[62] O resultado da lei era a falta de direito do povo ao voto até a abolição do fato de o governo exigir propriedade, em 1874.[62] Em 1920, houve a união dos partidos políticos onde eram incluídos como membros agricultores e operários.[62] Os agricultores e operários venceram a maioria dos votos válidos das eleições naquele ano e mantiveram sua força política.[62] Durante quase todo o século XX o Chile elegeu governos civis.[123] [62] Em 1970, o Chile foi o primeiro país do hemisfério ocidental que elegeu, por livre e espontânea vontade, um presidente que tinha o marxismo como ideologia política.[124] Em 1973, pela primeira vez em aproximadamente 45 anos, houve a subida dos líderes militares ao poder no Chile.[124] [62]

Durante os primeiros tempos da história da república no México, os líderes militares lutaram violentamente pelo poder.[62] Foi a chamada Revolução Mexicana, cujo tempo de duração foi de dez anos, de 1910 a 1920, que levou a reformar muitas coisas do país, inclusive a de um programa do governo que redistribuía terras.[125] A partir de 1934, a estabilidade dos governos já promove o fato de o país progredir, realizando melhorias nas condições da sociedade e da economia.[62]

Ditaduras têm tido muita frequência em repúblicas centro-americanas, exceto Costa Rica, que, há muitos anos, seu governo tem estabilidade e constitucionalidade.[62]

Nas Antilhas, a forma de governo de Cuba é uma república comunista,[126] e, no Haiti, a política tem violência e lutas assinaladas com pontos.[62] Na República Dominicana, o governo ditatorial do general Rafael Trujillo Molina foi entre 1930 e 1961, ano em que ocorreu seu assassinato.[127] Nos locais onde não há voto popular em seus representantes por meio de eleições livres, o governo muda muito, geralmente, pela força.[62] Na maioria dos países da América Latina, é determinado pelas forças armadas, de maneira frequente, aquele que será o governante de seus países.[62] Isto já ocorreu na maioria das nações, incluindo a Bolívia, o Equador, Honduras, o Paraguai, o Peru, a Argentina e a Venezuela.[62]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Simón Bolivar compreendeu a importância de se reunirem representantes das Américas.[128] Em 1826, convocou uma conferência que visava reunir todas as novas repúblicas latino-americanas sob um só governo.[128] Mas as nações não concordaram.[128] Por mais de 60 anos, certas desconfianças nacionalistas impediram que as repúblicas tomassem qualquer medida para uma cooperação internacional.[68]

Assembleia-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 2005.

Finalmente, em 1890, os Estados Unidos e as repúblicas latino-americanas formaram a União Internacional das Repúblicas Americanas.[129] Esta organização criou o Escritório Comercial das Repúblicas Americanas, que, em 1910, teve seu nome mudado para União Pan-Americana.[130] O propósito da União Pan-Americana era estreitar as relações econômicas, culturais e políticas entre os países participantes.[68] No início do século XX, foram realizadas várias reuniões.[68] Em 1933, em Montevidéu, no Uruguai, os países-membros comprometeram-se a não interferir nos assuntos internos uns dos outros.[131] Em 1936, em Buenos Aires, na Argentina, comprometeram-se a manter a paz no hemisfério ocidental.[68]

Durante a Segunda Guerra Mundial, as repúblicas latino-americanas fixaram uma posição comum contra a Alemanha, a Itália e o Japão.[68] Em 1947, o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, ou Tratado do Rio de Janeiro, declarava que os Estados Unidos, e 19 países latino-americanos resolveriam seus problemas pacificamente e que a agressão armada contra um deles seria considerada como agressão contra todos eles.[132] Apenas a Nicarágua foi excluída, porque a maioria das outras nações não reconhecia o seu governo.[68]

A Organização dos Estados Americanos (OEA) foi criada na nona Conferencia Pan-Americana, realizada em Bogotá, na Colômbia, em 1948.[129] Iniciaimente era constituída por 20 repúblicas latino-americanas e os Estados Unidos.[129] Em 1962, Cuba, por ter um govemo comunista, foi expulsa.[133] Neste mesmo ano, os países da OEA, apoiaram o bloqueio dos Estados Unidos para impedir o desembarque de mísseis russos em Cuba.[68] [134] [135] Em 1964, a OEA serviu de mediador na polêmica entre Estados Unidos e Panamá sobre as condições na Zona do Canal do Panamá.[136] A OEA procura encontrar soluções pacíficas para todos os problemas surgidos entre seus membros, além de defender os princípios de justiça social, cooperação econômica e igualdade entre os homens, independente de raça, nacionalidade ou credo.[134] Em 1970, a União Pan-Americana passou a chamar-se Secretariado Geral da OEA.[134]

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

O presidente John F. Kennedy com a primeira dama Jacqueline Kennedy, em La Morita na Venezuela em 16 de dezembro de 1961. Esta foi a primeira visita de um presidente estadunidense àquele país. Nesta ocasião os presidentes Kennedy e Rómulo Betancourt firmaram o acordo da Aliança para o Progresso.

Os Estados Unidos tomaram sua primeira posição importante nos assuntos relacionados com o hemisfério ocidental quando formularam a Doutrina Monroe, em 1823.[137] A Doutrina Monroe colocava as nações latino-americanas sob a proteção dos Estados Unidos.[134] Durante muitos anos, a doutrina causou ressentimentos na América Latina.[134]

Este ressentimento diminuiu um pouco na Conferência Pan-Americana de 1933.[138] Todas as nações assinaram um pacto comprometendo-se a respeitar a Política da Boa Vizinhança apresentada por Franklin Delano Roosevelt.[138] Era um tratado de não-interferência que também previa um programa de intercâmbio de professores, estudantes, líderes culturais, conferencistas e tecnocratas.[134] Os Estados Unidos enviaram vários profissionais das áreas tecnológicas à América Latina para ajudá-la a desenvolver seus sistemas de agricultura, indústria e educação, e a melhorar os serviços de saúde.[134]

Em 3 de março de 1961, o presidente John F. Kennedy, dos Estados Unidos, lançou a ideia de um programa de cooperação multilateral destinado a acelerar o desenvolvimento econômico, cultural e social da América Latina.[139] No dia 17 de agosto do mesmo ano, as nações latino-americanas aprovaram a iniciativa do presidente Kennedy e deram-lhe o nome de Aliança para o Progresso. A Aliança foi aprovada em reunião realizada em Punta del Este, no Uruguai. O programa inicial da Aliança para o Progresso, previsto para dez anos (1961-1971) contava com um empréstimo de 20 bilhões de dólares dos Estados Unidos aos países da América Latina.[140] Este empréstimo deveria ser utilizado principalmente em cinco áreas:[134] [139] incentivo aos programas de reforma agrária;[139] construção de habitações populares mas de boa qualidade;[139] redução da mortalidade infantil;[139] distribuição equitativa da renda nacional;[139] erradicação do analfabetismo.[139] Por volta de 1970, muitos países latino-americanos já haviam iniciado seus programas de reformas econômicas e sociais, mas pouco havia sido feito para melhorar os níveis de vida.[134]

Outros países[editar | editar código-fonte]

As relações do Reino Unido com a América Latina foram quase que exclusivamente comerciais.[134] Houve disputas de menor importância com alguns países latino-americanos,[134] mas nunca a Grã-Bretanha tentou estender suas possessões além de Belize, da Guiana Inglesa (hoje Guiana independente), das ilhas Falkland, e de algumas ilhas das Antilhas.[141] Os ingleses investiram somas vultosas na América Latina em fábricas de enlatados, utilidades públicas e estradas de ferro, no século XIX e início do século XX.[134]

As relações com a França foram, principalmente, de caráter cultural.[142] Alguns latino-americanos, em especial os argentinos, buscavam em Paris inspiração para sua arte.[134] Mas a França pouco participou da vida política das repúblicas, exceto por um breve espaço de tempo, na década de 1860.[134] Naquela ocasião, Napoleão III enviou um exército ao México e fez de Maximiliano imperador do México. Entre 1864 e 1867, os mexicanos derrotaram os franceses e executaram Maximiliano.[143] [134]

Na Primeira Guerra Mundial, Brasil, Costa Rica, Cuba, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua e Panamá, declararam guerra à Alemanha.[144] Apenas o Brasil, porém, enviou um contingente de tropas para a frente de batalha.[145] Três outros países cortaram relações diplomáticas com a Alemanha, mas a Argentina e outras oito nações permaneceram neutras.[146] Após a guerra, a maioria dos países latino-americanos ingressou na Liga das Nações.[147] [134]

Na Segunda Guerra Mundial, os latino-americanos recrutaram soldados para dar apoio aos Estados Unidos depois que o Japão atacou a base norte-americana de Pearl Harbor, Havaí, em dezembro de 1941.[148] [149] Todos declararam guerra às forças do Eixo, embora somente Brasil e México tenham fornecido tropas aos Aliados.[150] Os países latino-americanos tomaram-se membros das Nações Unidas.[151] Formam um dos grupos mais fortes na Assembleia Geral das Nações Unidas.[134]

Economia[editar | editar código-fonte]

A maior ou menor presença de população ativa no setor primário é um dos elementos que caracterizam o grau de desenvolvimento de uma região. Considerando que a América Latina reúne países em desenvolvimento (a exceção é o Haiti, o único país da região considerado subdesenvolvido), é natural que grande parte da população ocupa o setor primário. Somente alguns países apresentam significativas parcelas da população economicamente ativa no setor secundário. Mas, é o setor terciário que mais tem crescido em quase todos os países latino-americanos.[152]

Extrativismo e agropecuária[editar | editar código-fonte]

Plataforma da empresa petroleira mexicana PEMEX no Golfo do México.

A caça, como base econômica de sobrevivência, é praticada na América somente por esparsos grupos indígenas em via de integração. A pesca, além de atividade econômica de valor regional para todos os países que apresentam extensões litorâneas, tem especial importância para o Peru,[153] maior exportador de pescado da América Latina,[154] embora o Chile seja o maior produtor.[155]

O extrativismo vegetal aparece sempre como atividade complementar da agricultura e da pecuária, merecendo destaque a extração do látex da seringueira, em toda a Floresta Amazônica (Brasil, Colômbia, Peru e Bolívia); do quebracho, no Pantanal (Argentina,[156] Paraguai[157] e Brasil); de madeira, em quase toda a América Central, Brasil[158] e Chile;[159] e ainda de babaçu e carnaúba, no Brasil.[160]

O extrativismo mineral tem considerável importância em praticamente todos os países latino-americanos, ainda que muitas vezes a exploração seja realizada graças a capitais estrangeiros. Na extração do petróleo, possuem grande destaque México,[161] Venezuela,[162] Brasil,[163] Argentina,[164] Colômbia[165] e Equador.[166]

O Brasil é o segundo produtor mundial de ferro;[167] o Chile,[168] o Peru,[169] sendo o Chile o maior produtor do mundo;[170] o Brasil é um dos cinco maiores produtores mundiais de manganês,[171] além de grande produtor de estanho, minério do qual a Bolívia é grande exportadora.[172]

A América Latina destaca-se ainda por sua produção de chumbo (Peru[173] e México[174] ), níquel (Cuba[175] ), prata (México[176] e Peru[177] ), zinco (Peru[177] ), bauxita (Brasil[178] e Venezuela[179] ) e platina (Colômbia[180] ).

A América Latina, que inclui essencialmente países subdesenvolvidos, de maneira geral é pouco industrializada, ficando sua economia subordinada à agropecuária e à mineração. Mesmo com essa dependência agrícola, a maior parte de suas terras é cultivada de forma extensiva e possui um reduzido PIB per capita.[181] Em muitos países, a atividade agrícola ainda se desenvolve segundo os moldes do período colonial: grandes propriedades, pertencentes a poucas famílias, cuja produção se destina quase integralmente ao mercado externo. Devido principalmente à concentração das terras mais férteis nas mãos de poucos proprietários e ao grande número de agricultores sem terras para cultivar,[181] [182] surgiram nessas áreas muitos conflitos fundiários,[182] o que originou projetos de reforma agrária que visam à distribuição mais igualitária da terra,[182] em países como México,[183] Bolívia,[184] Chile,[185] Peru[186] e Cuba.[187]

Chuquicamata, a maior mina a céu aberto do mundo, próxima a cidade de Calama, no Chile.
Colheitadeira em uma plantação de arroz em Santa Catarina. O Brasil é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo.[188]

Em todos os países da América Latina é possível identificar basicamente dois tipos de agricultura: a de subsistência,[189] praticada com o uso de técnicas primitivas, e a de caráter comercial, em geral monoculturas realizadas em grandes extensões de terra e, com freqüência, dependentes de investimentos estrangeiros. Como exemplos característicos desse sistema, podemos citar o café,[190] responsável por uma parte substancial das rendas de exportação da Colômbia,[191] Costa Rica,[192] Guatemala[193] e El Salvador,[194] e a banana, com igual importância para o Panamá[195] e Honduras,[196] além de outros produtos de menor expressão.[182]

A pecuária, atividade de grande destaque na América Latina,[189] é praticada em todos os países, ainda que de formas diferentes. A pecuária extensiva é realizada em grandes propriedades e sem o emprego de técnicas especiais; já na intensiva, utilizam-se técnicas de seleção do plantio, isto é, animais de boa raça, e cultivam-se pastagens.[182] Os rebanhos mais numerosos na América latina, pela ordem, são os de bovinos, suínos e ovinos. Brasil, Argentina e México são os países que possuem a maior quantidade de cabeças de gado.[182]

Significativa parte do desenvolvimento da agropecuária de alguns países, especialmente Brasil, Argentina e Uruguai, deve-se às cooperativas agropecuárias desses países, organizadas a partir do início do Século XX.[197] Hoje elas detém sigifica parcela da economia agropecuária e são responsáveis pela organização da produção, pela armazenagem, processamento e comercialização de muitos produtos, especialmente leite, suínos, aves, soja, milho, trigo, arroz e algodão, entre outros.[197] As cooperativas voltadas à produção de grãos, a partir da década de 1970, passaram a investir no processamento da produção, inicialmente no esmagamento da soja para produção de óleo degomado, depois no seu refino e, mais tarde, na produção de produtos destinados ao varejo, como óleo comestível, margarinas, maioneses e outros.[197] As cooperativas também investiram pesadamente na organização da produção de aves e suínos, no seu processamento e comercialização nos mercados interno e externo.[197]

A consequência dessa atuação foi a ampliação da produção, o enriquecimento das comunidades do interior e a agregação de valor à produção.[197] O mais importante de tudo, no entanto, é que essa atuação das cooperativas propiciou a contínua e crescente libertação dos agricultores associados do jugo da intermediação na comercialização da produção.[197] Embora o sistema cooperativista tenha vivenciado, também, crises de várias cooperativas em vários estados, por razões as mais diversas, os benefícios das cooperativas sobrevivente são infinitamente maiores do que os problemas que atravessaram.[197] No Brasil, as cooperativas agropecuárias estão mais presentes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são as principais regiões agrícolas.[197]

Indústria e comércio[editar | editar código-fonte]

São Paulo, Brasil, um dos maiores e mais ricos centros urbanos da região.
Sanhattan, o centro financeiro de Santiago, no Chile. Em destaque, o edifício Gran Torre Santiago em construção, o arranha-céu mais alto da América Latina.[198]

Na América Latina, são apenas três países que se destacam pela produção industrial: Brasil,[199] Argentina,[200] México[201] e, em menor escala o Chile.[202] Iniciada tardiamente, a industrialização desses países tomou grande impulso a partir da Segunda Guerra Mundial:[203] esta impediu os países em guerra de comprar os produtos que estavam habituados a importar e de exportar o que produziam.[204]

Nessa época, beneficiando-se das abundantes matérias-primas locais, dos baixos salários pagos à mão-de-obra e de uma certa especialização trazida pelos imigrantes, países como Brasil,[199] México[201] e Argentina,[200] além de Venezuela,[205] Chile,[202] Colômbia[206] e Peru,[207] puderam implantar expressivos parques industriais.[204] De maneira geral, nesses países sobressaem indústrias que exigem pouco capital e tecnologia simples para sua instalação, como as indústrias de beneficiamento de produtos alimentícios e têxteis.[204] Destacam-se também as indústrias de base (siderúrgicas, etc.), além das metalúrgicas e mecânicas.[204]

Os parques industriais brasileiro, mexicano, argentino e chileno apresentam, contudo, uma diversidade e sofisticação muito maiores, produzindo artigos de avançada tecnologia.[204] Nos demais países latino-americanos, principalmente da América Central, predominam indústrias de beneficiamento de produtos primários para exportação.[204]

A porcentagem de população ativa empregada no setor terciário depende bastante do nível de desenvolvimento de cada país. É maior nas nações latinas mais industrializadas - Brasil,[208] Argentina,[164] Colômbia[209] e México[210] -, reduzindo-se nos demais países.[204] Assim, a atividade comercial, que é a mais importante desse setor, apresenta pesos diferentes conforme o país, ainda que constitua uma importante fonte de recursos.[204]

As exportações da maior parte dos países da América Latina ainda se apóiam em produtos naturais, cujos preços no mercado internacional oscilam muito, não representando grande aumento de divisas. Um dos fatores que criam sérias dificuldades ao desenvolvimento econômico e à integração social da América Latina é a relativa carência de vias de transporte em boas condições de uso.[204]

O Canal do Panamá, na República do Panamá, é uma importante rota comercial entre o Atlântico e o Pacífico. Na imagem, um Panamax na eclusa de Miraflores.

As dificuldades impostas pelo relevo; a tropicalidade dominante do clima, caracterizada por chuvas freqüentes; o predomínio de rios de planalto, dificultando a navegação; e a densidade da vegetação, quase intransponível em certos trechos, são fatores naturais que têm de ser vencidos. Mas é principalmente a ausência de recursos financeiros para a construção de modernos portos, grandes rodovias, comportas fluviais ou aeroportos modernos, que impede que essa parte do continente apresente uma densa malha de circulação.[204]

Entre os países latino-americanos, os mais industrializados são, naturalmente, os mais bem servidos nessa área, ainda que em todos eles haja grandes deficiências quanto aos meios de transporte.[204]

Na região mais densamente povoada da América do Sul e servida pela bacia dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai (bacia Platina) vem sendo desenvolvida uma hidrovia que fará a interligação fluvial entre os quatro países do sudeste do continente.[204]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A literatura latino-americana inclui as obras de escritores dos países americanos de língua espanhola e do Brasil. .[211]

Cortázar.jpg
Mario Vargas Llosa 1985.jpg
Gabriel Garcia Marquez 1984.jpg
Julio Cortázar (Argetina), Mario Vargas Llosa (Peru) e Gabriel García Márquez (Colômbia), três escritores sul-americanos relacionados ao movimento literário conhecido como "Boom Latino-americano", sendo dois deles (Llosa e Márquez) ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura.

A maioria dos compositores latino-americanos copiou o estilo musical europeu até o final do século XIX, quando criaram seu próprio estilo. O compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes (1839-1896) usou temas indígenas em sua ópera O Guarani. O mesmo fizeram, posteriormente, outros compositores, inclusive o chileno Carlos Lavín, o peruano Daniel Alomías Robles (1871-1942), e o guatemalteco Jesús Castillo (1877-1946).[211]

Na Bolívia, Equador, México, Peru e outros países latino-americanos parte da música mais característica vem diretamente dos índios. Parte da música latino-americana também mistura tristes melodias indígenas com alegres canções espanholas. O resultado é chamado música mestiça. Portugueses, índios e negros influenciaram a música no Brasil. No Caribe, a música negra e espanhola misturou-se para produzir a rumba e outras músicas típicas.[211]

O público de todo o mundo aprecia a música de compositores latino-americanos de destaque, como o brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e o mexicano Carlos Chávez (1899-1978). Entre outros compositores importantes destacam-se: Alberto Williams (1862-1952), da Argentina, Enrique Soro (1884-1954) e Domingo Santa Cruz Wilson (1899-1987), do Chile, Manuel Ponce (1882-1948), do México, e Eduardo Fabini, do Uruguai. Os pianistas Guiomar Novaes (1895-1979), do Brasil, Claudio Arrau (1903-1991), do Chile, e a cantora de ópera Bidu Sayão (1902-1999), do Brasil, também atingiram fama internacional.[211]

Muitas canções folclóricas latino-americanas servem tanto para cantar como para dançar. A América Latina tem muitas danças alegres e pitorescas, além dos famosos tango, rumba e samba. Uma delas é o pericón, da Argentina e Uruguai, em que diversos pares dançam em círculo. Há também o maxixe, a ciranda, o frevo, o coco e outras do Brasil. Durante o carnaval, os latino-americanos freqüentemente constroem tablados para dançar nos jardins e praças públicas, além de isolarem certas ruas com cordas, com a mesma finalidade. Esta forma de expressão é uma parte importante da vida na América Latina. Os índios e negros que vivem no interior têm suas próprias danças que, quase sempre, são de caráter religioso. As danças formam uma parte importante dos festejos dos feriados.[211]

Belas artes[editar | editar código-fonte]

Palácio da Alvorada, em Brasília, obra do famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

Os espanhóis incentivaram a arte logo após a conquista da América Latina. Abriram uma escola de arte na Cidade do México, em 1530 e, logo após, uma outra em Quito, no Equador. Durante o período colonial, os artistas geralmente pintavam quadros sobre temas religiosos. Depois que as nações latino-americanas tornaram-se independentes, muitos artistas foram para a Europa aperfeiçoar seus estudos. Até meados do século XX, perdurou uma fase de imitação dos estilos europeus. Foi então que os artistas latino-americanos voltaram-se para temas americanos e criaram seus próprios estilos.[212]

O pintor argentino Prilidiano Pueyrredón (1823-1870) tomou-se famoso pelos quadros que retratavam a vida dos gaúchos. Os murais revolucionários de Diego Rivera (1886-1957), José Clemente Orozco (1883-1949), e David Alfaro Siqueiros (1898-1974) expressam a história do México e a luta da humanidade pela liberdade. Camilo Blas (1903-1985) e Júlia Codesido (1892-1979) pintam cenas peruanas. Um importante grupo do Haiti baseia seus trabalhos no folclore e na vida diária dos negros.[212]

O artista brasileiro Cândido Portinari (1903-1962) pintava cenas que retratam o brasileiro comum, o povo. Há um mural de sua autoria no edifício da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.[212] Muitos índios da América Latina eram excelentes escultores muito antes que os brancos chegassem ao hemisfério ocidental. Painéis esculpidos na pedra e imensas colunas com formas de serpentes ou de figuras humanas decoram antigas edificações índias, em muitas partes da América Latina. Os trabalhos mais importantes do período colonial foram as esculturas em pedra e as imagens religiosas esculpidas em madeira e pintadas em dourado, que eram usadas para decorar as igrejas. O escultor e arquiteto brasileiro Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), que tinha a alcunha de "O Aleijadinho", foi o criador de excelentes esculturas durante este período. Atualmente, o trabalho da escultora boliviana Marina Núñez del Prado (1910-1995) está entre o que há de melhor na América Latina.[212]

Ainda existem, na América Latina, edificações erguidas por arquitetos índios centenas de anos antes da conquista europeia. Os astecas, toltecas e maias construíram grandes templos de pedra no topo de enormes pirâmides no México e na América Central. Os incas eram excelentes construtores. Suas edificações na Améríca do Sul são tão resistentes que até hoje mantêm-se firmes, suportando violentos terremotos que causam graves danos a edifícios modernos. As igrejas e catedrais, geralmente construídas no trabalhado estilo espanhol dos séculos XVII e XVIII, representam a arquitetura mais importante do período colonial da América Latina, O brasileiro Oscar Niemeyer (1907-2012) projetou muitos edifícios notáveis, no Brasil, desde 1937. Foi o principal arquiteto-projetista das edificações de Brasília.[212] Muito antes da chegada de Cristóvão Colombo à América, os índios da América Latina já eram excelentes artesãos em barro, metal e tecelagem. Ainda fazem coloridas peças de cerâmica e artigos tecidos à mão, além de peças em cobre, prata e estanho.[212]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Continentes e regiões[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Miscelânea[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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