Máquina de escrever

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Máquina de escrever (1876).
Máquina de escrever (anos 1970).

A máquina de escrever, máquina datilográfica ou máquina de datilografia é um meio tecnológico que melhorou e expandiu o mercado, de empresas.

No fim do século XX tornou-se rara a utilização de máquinas de escrever na generalidade das empresas e na utilização doméstica, sendo substituídas pelo computador, que, com processadores de texto, possibilitam efetuar o mesmo trabalho de modo mais eficiente e rápido.

O profissional especializado em usar a máquina de escrever é chamado de datilógrafo.

História[editar | editar código-fonte]

A invenção de um primitivo dispositivo de escrever mecanicamente é atribuída a Henri Mill em 1714.

O italiano Pellegrino Turri introduziu, em 1808, o sistema de Teclado. Posteriormente, o mecânico norte americano Carlos Thuber criou um modelo aperfeiçoado, com maior rapidez de escrita (1843). Outros nomes como os do norte-americano Burth, o inglês Jenkins, e o francês Pogrin, colaboraram para o aperfeiçoamento da máquina.

As primeiras máquinas imprimiam apenas em caracteres maiúsculos. Foi Brooks quem conseguiu a impressão dos caracteres maiúsculos e minúsculos.

As primeiras produzidas no fim do XIX deixavam os datilógrafos “às cegas”, porque o mecanismo tampava o papel e não era possível ver o que era digitado. O problema foi resolvido com a criação de um arranjo semicircular, que mantinha as barras de tipo afastadas da área de digitação.[1]

A última fábrica que produzia máquinas de escrever não elétricas, a Godrej and Boyce em Bombaim, Índia, encerrou em 2011, depois de ter vendido menos de 1.000 exemplares no último ano, definitivamente tornou-se numa peça de museu.[2]

A invenção de um dispositivo mecânico de escrita no Brasil é atribuída ao padre Francisco João de Azevedo, nascido na Paraíba do Norte (atual João Pessoa) em 1827 e falecido em 1888. Professor de Matemática do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, integrante de uma família em que existiam mecânicos, constrói um modelo de máquina de escrever que apresentou na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco em 1861, e na Exposição Nacional do Rio de Janeiro, em fins do mesmo ano, sendo premiado com a Medalha de Ouro.

De acordo com o portal http://www.calendario.cnt.br/MAQUINAESCREVER.htm , os registros parecem refletir que pouco se conhece a respeito desse feito, ou para ser mais preciso, existe um documento escrito, uma cópia da patente concedida ao inventor, paraibano Padre Francisco João de Azevedoa pela rainha Ana Stuart [1665 – 1714], que declarou: "An artificial machine or method for the impressing or transcribing of letters singly or progressively one after another, as in writing, whereby all writing whatever may be engrossed in paper or parchment so neat and exact as not to be distinguished from print". ainda, de acordo com este site, o modelo de Henry Mill, nunca saiu do projeto, ou seja, nunca foi construído; E, sabe-se de outra tentativa ainda no século dezoito para a construção de uma máquina escrevente, por Frederico de Knaus, em Viena. Também dessa máquina não ficaram modelos, conhecendo-se sua existência apenas por uma descrição datada de 1780, que consta ter surgido em 1753. Apenas como registro, aliás louvável por parte do inventor italiano, Pelegrino Turri, que em 1808, teria construído uma máquina, para a filha de um amigo que era cega, pudesse aprender a escrever. A bem da verdade, porém, de uma forma mais evidente, esses fatos históricos não se confirmam.

A primeira patente norte-americana consta ser de William Austin Burt, de Detroit (1829), cujo conteúdo foi destruído pelo incêndio do Escritório de Patentes de Washington, em 1836. Para maiores esclarecimento ler " inventores brasileiros injustiçados". 

Referências

  1. "Sete invenções que marcaram a História da Humanidade". O Globo.
  2. Notícia do Daily mail anunciando o encerramento da última fábrica de máquinas de escrever

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FREIRE, Numa. Teoria e prática da mecanografia. São Paulo: Editora Atlas, 1961.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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