Scientific American

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Scientific American
Capa da edição de março de 2005
Frequência Mensal
Empresa Nature Publishing Group
Circulação Total: 476.867[1]
Categoria Ciência
País Estados Unidos
Primeira edição 28 de agosto de 1845
ISSN 0036-8733
scientificamerican.com


Scientific American (informalmente abreviado, SciAm) é uma revista americana de divulgação científica. É notável por sua longa história ao apresentar informação científica a nível mensal para o público educado geral, através de sua atenção cuidadosa quanto à clareza do texto tanto quanto à qualidade dos seus gráficos coloridos especialmente comissionados.[carece de fontes?] Muitos cientistas famosos, incluindo Albert Einstein, tem contribuído com artigos nos últimos 168 anos. É a revista mensal continuamente publicada mais antiga dos Estados Unidos.

História[editar | editar código-fonte]

Scientific American foi fundada pelo invetor e editor Rufus M. Porter [2] em 1845 como um jornal semanal de 4 páginas. Ao longo dos seus primeiros anos, muita ênfase foi posta nos relatórios do que estava acontecendo no U.S. Patent Office. Era também relatado um ampla gama de invenções incluindo máquinas de moto contínuo, um dispositivo de 1860 para recipientes flutuantes por Abraham Lincoln, e a junta universal que agora pode ser encontrada praticamente em cada automóvel produzido. Questões atuais incluem uma secção esta data na história, apresentando extratos de artigos originalmente publicados 50, 100, e 150 anos atrás. Os tópicos incluem incidentes humorísticos, teorias teimosas, e avanços dignos de nota na história da ciência e tecnologia.

Porter vendeu a publicação para Alfred Ely Beach e Orson Desaix Munn I meros 10 meses após fundá-la. Até 1948, ela permaneceu propriedade de Munn & Company.[2] Sob Orson Desaix Munn III, neto de Orson I, ela evoluiu em uma publicação de "bancada", similar a um encarnação do século vinte de Popular Science.

Nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, a revista caiu em declínio. Em 1948, três parceiros os quais planejavam começar uma nova revista científica popular, a ser chamada The Sciences, comprou os direitos da antiga Scientific American ao invés e pôs seu nome nos designs que eles tinham criado para a nova revista. Então os parceiros  — editor Gerard Piel, editor Dennis Flanagan, e administrador geral Donald H. Miller, Jr. — essencialmente, criaram uma nova revista.[3] Miller se aposentou em 1979, Flanagan e Piel em 1984, quando Jonathan, o filho de Gerard Piel se tornou presidente e editor; a circulação havia crescido 15 vezes desde 1948. Em 1986, foi vendida ao grupo Holtzbrinck da Alemanha, o qual retém os direitos desde então.

No outono de 2008, Scientific American foi posta sobre controle do Nature Publishing Group, uma divisão do Holtzbrinck.[4]

Donald Miller morreu em dezembro de 1998,[5] Gerard Piel de setembro de 2004 e Dennis Flanagan em janeiro de 2005. Mariette DiChristina é a atual editora encarregada, após John Rennie ter se retirado em junho de 2009.[4]

Edições internacionais[editar | editar código-fonte]

Scientific Americanpublicou sua primeira edição estrangeira em 1890, a La America Cientifica em língua espanhola. A publicação foi suspensa em 1905, e mais 63 anos se passariam antes de uma nova edição estrangeira aparecer: Em 1968, uma edição italiana, Le Scienze, foi lançada, e uma edição janponesa, Nikkei Science (日経サイエンス), a seguiu 3 anos mais tarde. Uma edição espanhola, Investigación y Ciencia foi lançada na Espanha em 1976, seguida por uma edição francesa, Pour la Science, na França em 1977, e uma edição alemã, Spektrum der Wissenschaft, na Alemanha em 1978. Uma edição russa V Mire Nauki foi lançada na União Soviética em 1983, e continua na Federação Russa atual. Kexue (科学, "Ciência" em chinês), uma edição em chinês simplificado foi lançada em 1979, foi a primeira revista ocidental publicada na People's Republic of China. Fundada em Chongqing, a revista em chinês simplificado foi transferida para Beijing em 2001. Mais tarde em 2005, uma nova edição, Ciência Global (环球科学), foi publicada ao invés de Kexue, a qual foi cancelada devido a problemas financeiros. Uma edição em chinês tradicional, conhecida como 科學人 ("Cientista" em chinês), foi introduzida em Taiwan em 2002, e tem sido desenvolvido em a melhor revista científica popular de Taiwan. A edição húngara Tudomány existiu entre 1984 e 1992. Em 1986, uma edição árabe, Oloom magazine (مجلة العلوم), foi publicada. Em 2002, um edição portuguesa foi lançada no Brasil.

Hoje, Scientific American publica edições em 18 línguas estrangeiras ao redor do globo: árabe, português brasileiro, chinês simplificado, chinês tradicional, tcheco, holandês, francês, alemão, grego, hebraico, italiano, japonês, coreano, lituanio (descontinuada após 15 edições), polonês, romeno, russo, e espanhol.

De 1902 a 1911, Scientific American supervisionou a publicação da Encyclopedia Americana, a qual durou parte do período conhecido como The Americana.

Primeira edição[editar | editar código-fonte]

Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Scientific American issue 1
Capa da edição de Setembro de 1848

Foi originalmente se intitulou "A Defenosa da Indústria e Empreendimento" e "Jornal de Mecânica e outras Melhoras". Na capa da primeira edição estava a gravura dos "Improved Rail-Road Cars". O calcês tinha o comentário seguinte:

Scientific American publicada na manhã de cada quinta-feira na Spruce Street No. 11, Nova Iorque, State Street No.16, Boston, e Arcade Philadelphia No. 2l, (O principal escritório sendo em Nova Iorque) por Rufus Porter. Cada número será ilustrado com 2 a 5 gravuras originais, e conterá, em alta adição as mais interessantes novidades dos eventos passados, notícias gerais do progresso da Mecânica e outras Melhorias Científicas; americanas e estrangeiras. Melhorias e invenções; catálogo de patentes americanas; ensaios científicos, ilustrativo dos princípios das ciências da mecânica, química, e arquitetura: informação útil e instrução em várias artes e comércios; experimentos filosóficos curiosos; inteligência micelânica, música e poesia. Este papel é especialmente entitulado à patronagem de Mecânicos e Produtores, sendo o único papel da América, devotada ao interesse de todas as classes; mas é particularmente útil a fazendeiros, já que não apenas os estimará pelas melhorias em implementos agriculturais, mas também os instruirá em vários comércios mecânicos, e os protegerá de imposições. Como jornal familiar, propiciará inteligência útil para crianças e jovens, cinco vezes mais caro em instrução escolar. Mais outro argumento importante a favor deste papel, é que ele custará dois dólares no final do ano quando o volume estiver completo, (Antigos volumes de New York Mechanic, sendo hoje cotados ao dobro do valor original, em espécie.) Termos: A "Scientific American" será fornecida a assinantes a 2 dólares por ano, - um dólar em adiantamento, e o balanço em seis meses. Cinco cópias serão enviadas a um endereço durante seis meses por quatro dólares em adiantamento. Qualquer pessoa procurando dois ou mais assinantes, serão entitulados a uma comissão de 25 centavos cada.


O comentário sob a ilustração dá um sabor a seu estilo na época:

Há talvez nenhuma matéria mecânica, na qual melhora tem avançado tão rapidamente, dentro dos últimos dez anos, como a vagões de passageiros de trem. Deixe qualquer pessoa contrastar os vagões desajeitados e grosseiros de '35 com os vagões soberbamente longos e esplêndidos atualmente correndo em vários trilhos do leste, and ele achará difícil contar a outrém, um idéia correta da vasta extensão de melhora. Alguns dos mais elegantes vagões desta classe, e que têm capacidade para acomodar de 60 a 80 passageiros, e percorrer com uma estabilidade dificilmente igualada por um barco a vapor em água sem correnteza, são produzidos pela Davenport & Bridges, no seu estabelecimento in Cambridgeport, Mass. Os produtores introduziram recentemente uma variedade de melhorias excelentes na construção de troncos, molas e conexões, os quais são calculados para evitar resistência atmosférica, assegurar segurança e conveniência, e contribuir com facilidade e conforto aos passageiros, enquanto correm a uma taxa de 30 ou 40 milhas por hora.



Also in the first issue is commentary on Signor Muzio Muzzi's proposed device for aerial navigation.

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Dr. Danielle Lee, uma cientista negra que bloga na Scientific American, foi chamada de "puta" num email por um editor no website de ciência, Science Online, depois de se recusar a escrever conteúdo profissional sem remuneração. Quando Lee, revoltada quanto ao email, escreveu uma réplica no seu blog Scientific American, a editora encarregada da Scientific American, [Mariette DiChristina]], removeu a postagem, desencadeando uma revolta dos apoiadores de Lee.[6] [7] [8] [9] O editor da Biology Online foi demitido após o incidente.[10]

Editores[editar | editar código-fonte]

Special Navy Supplement, 1898

Edições especiais[editar | editar código-fonte]

Scientific American 50 award[editar | editar código-fonte]

O prêmio Scientific American 50 começou em 2002 para reconhecer contribuições na ciência e tecnologia durante o ano prévio da revista. O 50 awards da revista cobre várias categorias incluindo agricultura, comunicações, defensa, meio-ambiente, e diagnóstico médico. A lista completa dos vencedores de cada ano aparecem na edição de Dezembro da revista, assim como no website da mesma.

Website[editar | editar código-fonte]

Em Março de 1996, Scientific American lançou seu próprio website que inclui artigos de edições passadas e atuais, artigos excluvisos, notícias diárias, ciência estranha, relatórios especiais, trivialidades, "Scidoku" e mais.

Colunas[editar | editar código-fonte]

Aspectos notáveis incluem:

Televisão[editar | editar código-fonte]

De 1990 a 2005 a Scientific American também produziu um programa televisivo na PBS chamado Scientific American Frontiers.

Livros[editar | editar código-fonte]

De 1983 até o presente, a Scientific American produziu um conjunto de volumes enciclopédicos da sua divisão de publicação, a Scientific American Library. Esses livros não foram vendidos em lojas de avarejo, mas como um Livro do Mês selecionado pelo clube custando entre $24.95 to $32.95. Tópicos cobrem dezenas de áreas de conhecimento científico e incluem ensaios aprofundados sobre: O Sistema Solar; A Segunda Lei (da Termodinâmica); Fogo; Sol e Terra; Dos Quarks ao Cosmos; Além da Terceira Dimensão; A Ciência das Palavras (Lingüística); Diversidade e a Floresta Tropical; Estrelas; Supercomputação e a Transformação da Ciência; Explorando Mundos Planetários; Atração Fatal da Gravidade; Ciclos da Vida • Civilização e a Biosfera; e Nuvens Cósmicas.

Debate político e científico[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 1950, o U.S Atomic Energy Commission ordenou que a Scientific American interrompesse a publicação de uma edição contendo um artigo por Hans Bethe que parecia revelar informção confidencial sobre a termonuclear bomba de hidrogénio. Subsequente revisão do material determinou que a AEC exagerou. O incidente foi importante para a história da "nova" Scientific American, já que a decisão da AEC de queimar 3000 cópias da primeira impressão da revista contendo o material ofensivo pareceu ser "queima de livros numa sociedade livre" quando o editor Gerard Piel deixou vazar o incidente para a imprensa.[13]

Na edição de janeiro de 2012, a Scientific American publicou uma série de críticas ao livro The Skeptical Environmentalist de Bjørn Lomborg. Patrick J. Michaels, companheiro do Cato Institute disse que os ataques vieram porque o livro "ameaça bilhões de dólares do pagador de impostos que vão para mudança global a cada ano"[14] O jornalista Ronald Bailey chamou a crítica de "perturbadora" e "desonesta", escrevendo, "O subencarregado da sessão de revisão, 'Ciência se defende contra The Skeptical Environmentalist,' leva o jogo longe: Visões políticas e religiosas precisam se defender da crítica, mas a ciência deve ser um processo para se determinar fatos."[15]

A edição de maio de 2007 exibiu uma coluna por Michael Shermer chamando pela retirada dos Estados Unidos da guerra do Iraque.[16] Em resposta, o colunista online do Wall Street Journal James Taranto jocosamente chamou a Scientific American de "uma revista política liberal".[17]

O editor foi criticado em 2009 quando notificou bibliotecas universitárias assinantes que a assinatura anual aumentaria para quase 500% na versão impressão e de 50% na versão online para 1500 dólares anualmente.[18]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Específicas
  1. ABC
  2. a b Press Room Scientific American (2009-08-17). Visitado em 2012-01-24.
  3. Lewenstein, B. V. (1989). Magazine Publishing and Popular Science After World War II. American Journalism, 6(4), 218-234.
  4. a b Fell, Jason. Scientific American Editor, President to Step Down; 5 Percent of Staff Cut FOLIO. Visitado em 2009-04-26.
  5. "Donald H. Miller", New York Times, December 27, 1998. “Miller-Donald H., Jr. Vice President and General Manager of the magazine Scientific American for 32 years until his retirement in 1979. Died on December 22, at home in Chappaqua, NY. He was 84. Survived by his wife of 50 years, Claire; children Linda Itkin, Geoff Kaufman, Sheila Miller Bernson, Bruce Miller, Meredith Davis, and Donald H. Miller, M.D; nine grandchildren and one greatgrandchild; and brother Douglas H. Miller. Memorial service will be held on Saturday, January 30, at 2 PM at the Unitarian Universalist Fellowship of Northern Westchester in Mount Kisco, NY. In lieu of flowers, contributions may be made to Hospice Care in Westchester, 100 So. Bedford Road, Mount Kisco, NY 10549.”
  6. Hess, Amanda. "Scientific American’s Troubling Response to Its Blogger Being Called an “Urban Whore”", October 14, 2013.
  7. "'Scientific American' draws heat over ‘urban whore’ blog post", October 14, 2013.
  8. Jaschik, Scott. "When Does a Scientist Get Called a Whore?", October 14, 2013.
  9. Beusman, Callie. "SciAm Apologizes for Deleting Blogger's Post on Being Called a 'Whore'", October 13, 2013.
  10. Gardner, Joshua. "Editor at biology blog fired for calling black female scientist who wouldn't work for free an 'urban whore'", October 15, 2013.
  11. "A Century of Progress", Time, January 1, 1945. Página visitada em 2008-07-15. “Present editor and publisher (third in the line) is Orson Desaix Munn, 61, a patent lawyer, crack bird hunter and fisherman, rumba fancier, familiar figure in Manhattan café society.”
  12. Santora, Marc. "Dennis Flanagan, 85, Editor of Scientific American for 37 Years", New York Times, January 17, 2005. Página visitada em 2008-04-01. “Dennis Flanagan, who as editor of Scientific American magazine helped foster science writing for the general reader, died at his home in Manhattan on Friday. He was 85. The cause of death was prostate cancer, according to his wife, Barbara Williams Flanagan. Mr. Flanagan, who worked at Scientific American for more than three decades beginning in 1947, teamed editors directly with working scientists, publishing pieces by leading figures like Albert Einstein, Linus Pauling and J. Robert Oppenheimer.”
  13. Lewenstein, B. V. (1987). 'Public Understanding of Science' in America, 1945-1965. Unpublished Ph.D. dissertation, University of Pennsylvania, pp. 280-284
  14. Who Let the Dogs Out at Scientific American?, Patrick J. Michaels, January 17, 2002
  15. Green with Ideology, Ronald Bailey, Reason, May 2002
  16. Bush's Mistake and Kennedy's Error, Michael Shermer, Scientific American, May 2007
  17. Sunk or Bunk?, James Taranto, Best of the Web Today, May 18, 2007
  18. Howard, Jennifer. "College Library Directors Protest Huge Jump in 'Scientific American' Price", Chronicle of Higher Education, October 13, 2009. Página visitada em 2009-10-14.
Gerais
  • Lewenstein, Bruce V. . "Magazine Publishing and Popular Science After World War II". American Journalism 6 (4): 218–34. 1989.

Links Externos[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Scientific American