Taquigrafia

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Taquigrafista no parlamento da Alemanha, o Bundestag.
Citação de Adolph Kolping taquigrafada no sistema alemão Deutsche Einheitskurzschrift.
Extrato do sistema do inglês Bright.

Taquigrafia (do grego tachys = rápido e grafia = escrita) ou estenografia (do grego: στενός, stenos, "estreito", e γράφειν, graphein: "escrever", "gravar")[1] é um termo geral que define todo método abreviado ou simbólico de escrita, com o objetivo de melhorar a velocidade da escrita ou a brevidade, em comparação a um método padrão de escrita. Em Portugal o termo taquigrafia é mais conhecido por estenografia.

A diferença entre taquigrafia e estenotipia (do inglês: stenotype) é que a taquigrafia é feita a mão, geralmente usando lápis ou caneta; já a estenotipia utiliza máquinas próprias na composição dos taquigramas. Os sistemas típicos da taquigrafia fornecem símbolos ou abreviaturas para as palavras e as frases comuns, o que permite que alguém, bem treinado no sistema, escreva tão rapidamente que possa acompanhar as falas de um discurso.

Há muitos métodos taquigráficos diferentes no mundo inteiro e muitos foram adaptados para a língua portuguesa.

História[editar | editar código-fonte]

Marco Túlio Tirão (?–c. 4 a.C.), escravo e secretário de Cícero, é considerado o inventor da taquigrafia que elaborou o sistema Notae tironianae (abreviaturas tironianas).[2]

Inglaterra é considerada a pátria da taquigrafia moderna. O médico e sacerdote inglês Timothy Bright (cerca de 1551—1615) publicou em 1558 o sistema de taquigrafia Characterie, propiciando o renascimento da taquigrafia. De 1588 em diante, surgiram novos sistemas de taquigrafia, especialmente no Reino Unido, Alemanha e França.[3]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil o método mais usado no Legislativo e Judiciário brasileiro é o sistema inventado pelo gravador e taquigráfico espanhol Francisco de Paula Martí Mora (1761–1827)[4] , porém o método de taquigrafia mais comum é o de Oscar Leite Alves (1902–1974).[5]

O método Leite Alves é um dos diversos métodos de taquigrafia especialmente criados para a língua portuguesa.

Oscar Leite Alves nasceu em São Carlos do Pinhal no dia 20 de março de 1902. Na faculdade de medicina tinha o costume de taquigrafar as aulas e vender para os colegas, por tal motivo ficou conhecido como "taquigrafo". No final do curso, em 1929, elaborou um novo método de taquigrafia. No dia 19 de fevereiro de 1929, sob o número 4.826, registrou o seu livro: “NOVO MÉTODO DE TAQUIGRAFIA”, no Ministério da Cultura. O aludido método, foi elaborado especialmente para o idioma português.[6]

Consiste em atribuir um taquigrama para cada som vogal, consonantal ou par de fonemas homorgânicos (P, B - Q, G - T, D - F, V - S, C - X, G), diferente do português que utiliza um conjunto de letras para representar um som. Existem dez taquigramas que representam o som das consoantes, os seis fonemas homorgânicos já apresentados e as consoantes: L, M, N e R. E seis vogais (a vogal E é separada entre aguda e grave)

Mas apenas isso não faz com que a taquigrafia seja rápida, existem 40 "terminações" (conhecidas no português como sufixos), que são pequenos símbolos que ficam ao lado do taquigrama e indicam como a palavra termina: em uma pessoa de um tempo verbal, no infinitivo, no particípio, no gerúndio, entre outros.

Com essas lições dominadas a fase de alfabetização esta completa. Dando início aos treinos de velocidade, onde, de forma gradual se taquigrafa mais rápido e se aprende novas as palavras: as "arbitrárias", que são traçados específicos para cada palavra, frase ou expressões mais utilizadas, que muitas vezes fogem das regras da alfabetização, mas tornam a escrita muito mais rápida, fazendo a arte de taquigrafar ser uma tarefa possível.

Método de Taquigrafia Prof. Rogério Mascarenhas[editar | editar código-fonte]

O método, como os demais, buscou subsídio na geometria, através de sinais combinados, retos e curvos. A escrita é totalmente fonética; o aluno deve registrar, portanto, tudo o que ouve, sem se preocupar, nos apanhamentos taquigráficos, com a ortografia, pontuação e acentuação.

Inspiramo-nos no tradicional sistema francês de Prépéan (adaptação de Aimé-Paris M. Jules Meysmans), que serviu de base para o desenvolvimento da nossa estrutura e a de inúmeros métodos adotados, tais como: Oscar Leite Alves (1926), Paulo Gonçalves (1958), Moacyr Scolástico (1976), etc.

Podemos enumerar, a seguir, as principais inovações: eliminação dos sinais grossos, dobrados e da angulação, tão comum em diversos métodos empregados. A grafia é definitiva desde a primeira lição. Os sinais terminais ou terminações são racionais e de fácil memorização. Porém, a grande novidade é a criação dos sinais reduzidos ou reduções, com a aglutinação das consoantes TE-DE/TRE-DRE-/TLE-DLE, na formação das palavras, diminuindo, ainda mais, os sinais dos taquigramas, tornando a escrita leve e de fácil conversão.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. iDicionário Aulete: Significado de estenografia. aulete.uol.com.br (2011). Página visitada em 6 de junho de 2011.
  2. Biografia. dec.ufcg.edu.br (2009). Página visitada em 6 de junho de 2011.
  3. TAQUIGRAFIA NO CEARÁ PROVINOIAL de Oswaldo de Oliveira Riedel (.pdf). ceara.pro.br (2010). Página visitada em 6 de junho de 2011.
  4. Secretaria de Recursos Humanos - Bem-vindo à Taquigrafia do Senado. senado.gov.br (2011). Página visitada em 6 de junho de 2011.
  5. Como é feita a taquigrafia? - Mundo Estranho. mundoestranho.abril.com.br (2011). Página visitada em 6 de junho de 2011.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

(1) Mascarenhas, Rogério - Novíssimo Método de Taquigrafia - Escrita Rápida, 64 páginas, 1ª Edição - Brasília-DF - 2002 -ISBN 85-902205-1-6.

Referências Externas[editar | editar código-fonte]

http://catalogos.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=bs&pr=livros_pr&db=livros&use=sh&disp=list&ss=NEW&arg=taquigrafia