Abjad

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As primeiras cinco letras do alfabeto fenício

Um abjad, também conhecido como consonantário, é um sistema de escrita no qual os símbolos das letras, que representam as consoantes quando lidos, podem ser lidos como que acompanhados com uma ou mais sílabas.

Na classificação de sistemas de escrita, é possível classificar os abjads como um tipo especial de silabário, um tipo especial de alfabeto, ou ainda uma categoria independente[1] .

Como exemplos, podem ser citados as escritas aramaica, siríaca, ugarítica, árabe e hebraica.

Quase todos os abjads conhecidos estão relacionados à família semítica de sistemas de escrita. Este fato é relacionado à estrutura morfêmica das línguas semíticas, que em muitos casos, desde que conheçam o som das palavras e o assunto em pauta, torna-se desnecessária (redundante) a denotação de vogais.

Em diversos abjads podem ser adicionadas, opcionalmente, indicações de vogais, embora não seja a prática na leitura atual. Para isso, utilizam-se sinais diacríticos , pequenos traços e/ou pontos colocados abaixo ou acima das consoantes no sentido de conduzir a leitura ao assunto abordado. Um exemplo deste tipo de intervenção, pode ser encontrado no hebraico, onde são muito utilizados os diacríticos vocálicos em livros didáticos de iniciação à escrita ou em exemplares da Torá que foram inseridos posteriormente.

Origem do termo[editar | editar código-fonte]

O termo abjad é um acrônimo derivado das quatro primeiras letras - Âlif, Bâ, Jîm, Dâl - de uma antiga ordenação do alfabeto árabe, denominada ordem abjadi.

Principais abjads[editar | editar código-fonte]

Abjad Hebraico[editar | editar código-fonte]

O abjad hebraico, também conhecido como Alef-Beit, é utilizado para a escrita em hebraico, que é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. Foi criado por volta do século III a.C. Também é utilizado para escrever o iídiche, língua germânica falada pelos judeus da Europa Oriental e Alemanha. Assim como na escrita árabe, nesse alfabeto, os textos são escritos no sentido anti-horário.

Abjad Aramaico[editar | editar código-fonte]

Foi um antigo sistema de escrita (abjad) muito difundido na região da Mesopotâmia a partir do século VII a.C., sendo então adotado pelos persas. Diferente do Latim que caiu em desuso por volta de 1300, o Aramaico ainda hoje é uma língua ativa nas aldeias do interior da Síria. O aramaico é um idioma com grande importância para a história da humanidade, na qual reside no fato de ser o elo de reversão ao aramaico para conhecer a pronunciação dos nomes e dos sons das consoantes que formam o alfabeto hebraico. Diferente do hebraico, um alfabeto meramente decorativo somente visto em obras de arte e tapeçarias; o aramaico sempre foi usado no interior da Síria e sua preservação se deve ao fato de ser escrito e falado pelos aldeões cristãos que habitavam as cidades ao norte de Damasco, e fizeram com que o Aramaico chegasse intacto até hoje.[2]

Referências

  1. Bringhurst, Robert. A Forma Sólida da Linguagem. São Paulo: Rosari, 2006. 71-72 pp. ISBN 85-88343-44-4
  2. Alfabeto hebraico Tipogragos.net. Página visitada em 18 de Janeiro de 2012.