Persas

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Persas
Ciro, o Grande Dario I Xerxes I Mitrídates VI do Ponto
Ciro II Dario I Xerxes I Mitrídates VI
Shapur I Shapur II Ferdusi Biruni
Shapur I Rudaki Ferdusi Biruni
Avicena Omar Khayyam Al-Ghazali Muhammad ibn Zakariya al-Razi
Avicena Khayyam Al-Ghazali Rasis
Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi Jalal ad-Din Muhammad Rumi Hafez Amir Kabir
Khwarizmi Rumi Hafez Amir Kabir
População total

Entre 76 e 80 milhões (incluindo subgrupos)

Regiões com população significativa
 Irã 37.800.000-48.200.000 [1] [2] [3]
 Estados Unidos 691.000 - 2.560.000 [4] [5] [6]
 Emirados Árabes Unidos 400.000 [7]
 Reino Unido 275.000 [8]
 Canadá 121.510 [9]
 Alemanha 110.000 [10]
 Israel 80.000 [5]
 Catar 73.000 [11]
 França 62.000 [5]
 Coreia do Sul 50.000 [5]
 Bahamas 48.000 [12]
Tajiquistão 31.000 [11]
 Países Baixos 38.000 [5]
Omã 25.000 [11]
 Austrália 22.550 [13]
 Grécia 20.000 [5]
Kuwait 20.000 [5]
 Suécia 15.000 [5]
 Japão 11.988 [5]
 Bélgica 6.000 [5]
 Noruega 6.000 [5]
 Finlândia 2.000 [5]
Línguas
Persa (dialetos ocidentais)
Religiões
Islamismo (predominantemente xiita[14] [15] ), minorias que praticam a fé Bahá'í, o cristianismo, o zoroastrismo e o judaísmo.
Grupos étnicos relacionados
Outros povos iranianos

Os persas eram um povo iraniano que vivia principalmente no Irã, com comunidades de expatriados que habitavam os países vizinhos e os estados árabes do golfo Pérsico. Um número significativo de persas que viviam em comunidades de migrantes na América do Norte e da Europa. Os persas se caracterizavam tipicamente pelo seu uso do idioma persa e de uma cultura e história própria.

A identidade persa - ps em termos linguísticos - remonta aos arianos indo-europeus, que teriam chegado a partes do Grande Irã por volta de 2000 - 1500 a.C.. Ao redor de 550 a.C., a partir da província de Fars, no Irã, os antigos persas espalharam sua língua e cultura a outras partes do planalto iraniano através da conquista, bem como assimilaram os povos iranianos e não-iranianos locais ao longo do tempo. Este processo de assimilação continuou diante das invasões dos gregos, árabes, mongóis e turcomanos, e perdurou ao longo dos tempos islâmicos.[16] [17]

Diversos dialetos e identidades regionais emergiram com o tempo, enquanto uma orientação distintamente persa se manifestou integralmente no Irã e no Afeganistão no século XX, espelhando desenvolvimentos paralelos que haviam ocorrido na Turquia pós-otomana (Revolução dos Jovens Turcos), no Mundo Árabe (nacionalismo árabe) e na Europa. Com a desintegração dos últimos impérios persas das dinastias Afshárida e Qajar, o Afeganistão, juntamente com os territórios do Cáucaso (Azerbaijão),[18] e da Ásia Central (Tajiquistão) tornaram-se independentes do Irã ou foram incorporados ao Império Russo.

Os povos persas formam um conjunto eclético de grupos que tem a língua persa como principal legado em comum. Diversas populações da Ásia Central, como os hazaras, apresentam traços de ancestralidade mongol, enquanto os persas ao longo da fronteira com o Iraque têm ligações com a cultura xiita árabe daquele país. Dialetos regionais falados pelos tajiques no Afeganistão mostram afinidades antigas com os dialetos falados no Corassão e no Tabaristão. Como o persa foi por muito tempo a lingua franca do planalto iraniano (as terras altas entre o Iraque e os vales do rio Indo), ele passou a ser usado por diversos grupos como um segundo idioma, incluindo pelos grupos turcomanos e árabes que habitavam a região. Enquanto a maioria dos persas no Irã aderem ao islamismo xiita, os persas que habitam o leste permanecem sunitas. Pequenos grupos de persas continuam a seguir a fé pré-islâmica do zoroastrismo, no Irã, bem como no Paquistão e na Índia (os parsis), onde o uso do idioma persa permanece sendo utilizado para propósitos litúrgicos.

Enquanto a categorização de um grupo étnico 'persa' permanece utilizada entre estudiosos ocidentais, os pontos de vista locais se inclinam para a descrição dos persas como um grupo pan-nacional, frequentemente composto por povos regionais que raramente se referem a si mesmos como 'persas', e utilizam-se ocasionalmente do termo 'iraniano'. O uso quase sinônimo de iraniano e persa persistiu ao longo dos séculos, apesar dos significados variados do primeiro termo, que inclui idiomas e grupos étnicos diferentes, ainda que aparentados.

Terminologia[editar | editar código-fonte]

Roupas de antigo nobre e soldados persas.

Os termos Pérsia e persa foram adotados por todos os idiomas ocidentais através dos gregos, e vêm sendo usados para se referir oficialmente ao Irã e seus habitantes desde 1935. Porém não só os iranianos são considerados persas, como diversos outros povos que abraçaram a língua e cultura persa, e que também são descritos como persas por fazerem parte da civilização persa (cultural e linguisticamente).

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

O primeiro registro escrito sobre os persas se encontra numa inscrição assíria de 834 a.C., que menciona tanto Parsua ("persas") quanto Muddai ("medos").[19] [20] Este termo utilizado pelos assírios, Parsua, era uma designação especial utilizada para se referir às tribos iranianas do sudoeste (que referiam-se a si próprios como 'arianos'), e vinha do persa antigo Pârsâ. Os gregos (que até então utilizavam nomes relacionados a Média e aos medos) começou, a partir do século V a.C., a utilizar adjetivos como Perses, Persica ou Persis para se referir ao império de Ciro, o Grande.[21] Nas partes da Bíblia onde este reino é mencionado, como nos livros de Ester, Daniel, Esdras e Neemias, ele é chamado de Paras (em hebraico: פרס), ou, por vezes, Paras ve Madai (פרס ומדי, "Pérsia e Média").

Depois das diversas variações do idioma e dos alfabetos utilizados para escrevê-lo durante o Império Parta, durante o Império Aquemênida o persa foi gravado com a escrita pahlavi;[22] já durante o Império Sassânida a mistura de persas, medos, partas e de outros povos indígenas do Irã, incluindo os elamitas, ganharam mais terreno, e uma identidade iraniana homogênea foi criada a tal ponto que todos passaram a ser chamados de iranianos/persas, a despeito de quaisquer afiliações clânicas ou alteridades regionais dialetais ou linguísticas. Ibn al-Nadim, entre outros historiadores medievais árabes, escreveu que "as línguas iranianas são o fahlavi (pahlavi), dari, khuzi, o persa e o suryani", e Ibn Moqaffa relatou que o khuzi era o idioma não-oficial da Pérsia - Khuz sendo um nome também utilizado para Elam; a identidade elamita, no entanto, provavelmente já não mais existia.

Período islâmico[editar | editar código-fonte]

O termo persa continuou a se referir a diversos povos irânicos, incluindo os falantes do corásmio,,[23] do antigo tabari,,[24] azari antigo,[25] , laki e do curdo.[26] .

O historiador árabe Abu al-Hasan Ali ibn al-Husayn Al-Masudi (896-956) também se refere a vários dialetos persas e aos falantes destes dialetos como 'persas'. Ao mesmo em que considera o "persa moderno" (dari) como um destes dialetos, ele também menciona o pahlavi e o antigo azari, assim como outros idiomas persas. Segundo Al-Masudi::[27]

Os persas são um povo cujas fronteiras são as montanhas Mahat e o Azerbaijão até a Armênia e Arran, e Bayleqan e Darband, e Ray e o Tabaristão e Mascate e Shabaran e Jorjan e Abarshar, e Nixapur, e Herat e Marv e outros lugares na terra de Coração, e o Sejistão e Kerman e Fars e Ahvaz […] Todas estas terras foram uma vez um só reino, com um soberano e um idioma… embora o idioma tivesse algumas diferenças. A língua, no entanto, é uma só, no sentido em que as letras são todas escritas da mesma maneira, e utilizadas da mesma maneira na composição. Existem, então, diversas línguas como o pahlavi, o dari, o azari, assim como outros idiomas persas.


Período moderno[editar | editar código-fonte]

O nome "Pérsia" foi o nome "oficial" do Irã no Ocidente antes de 1935, porém os próprios persas se referiam ao país desde o período sassânida (226–651 d.C.) como "Irã" (Irān). O primeiro-ministro do Reino Unido, Ramsay MacDonald (1866-1937), e o embaixador britânico no Irã, por exemplo, Percy Loraine, referiam-se ao povo e ao governo iranianos como Persian.[28] Em 21 de março de 1935 o soberano do país, o Reza Pahlavi, proclamou um decreto pedindo aos delegados estrangeiros presentes no país que passassem a utilizar o termo Iran (Irã) nas futuras correspondências formais. A partir de então "iraniano" e "persa" passaram a ser termos utilizados alternadamente à população do país. O termo ainda é utilizado historicamente para designar os iranianos que vivem na região chamada de Grande Irã.[29] [30] [31]

Subgrupos[editar | editar código-fonte]

Os persas podem ser encontrados no Irã, Afeganistão, Tajiquistão, Uzbequistão, na província de Xinjiang, na China (ver Tajiques na China) e no norte do Paquistão. Assim como os persas do irã (persas ocidentais), os tajiques (persas orientais) são descendentes de diversos povos iranianos, incluindo os próprios persas iranianos, além de vários povos invasores. Os tajiques e os farsiwan têm uma afinidade particular com os persas da região vizinha do Coraçone, devido às interações históricas entre os dois povos - algumas que datam do início do período islâmico.

Outros grupos menores incluem os qizilbash, do Afeganistão e Paquistão, aparentados aos farsiwan e os azerbaijanos. No Cáucaso, os tats estão concentrados no Azerbaijão, na Armênia e no Daguestão russo, e suas origens remontam aos mercadores sassânidas que se estabeleceram na região. Os parsis uma seita zoroastrista do oeste da Índia e Paquistão, centrados no Guzerate e em Bombaim, também descendem de zoroastristas persas. Os iranis, outra pequena comunidade na Índia ocidental, descende de imigrantes persas, porém mais recentes. Além deles, os hazaras e os aimaqs são grupos étnicos de origem mongol e turcomana parcialmente persianizados.

Referências

  1. Iran. CIA World Factbook , 30 de novembro de 2009
  2. Ethnic Groups and Languages of Iran Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos - Divisão Federal de Pesquisa. Visitado em 2-12-2009.
  3. UN Refugee Agency: about 50% of the total number of Afghan refugees in Iran in 2006 (920,000)]. Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
  4. THE IRANIAN: Iranian-American stats, Phyllis McIntosh.
  5. a b c d e f g h i j k l The Persian Diaspora, List of Persians and Persian Speaking Peoples living outside of Iran, Worldwide Outreach to Persians, Outreach to Muslims around the Globe.
  6. American FactFinder.
  7. Travel Video Television News - Iranians investing heavily in Dubai.
  8. "Tension and Transformation" in Move Magazine, Autumn 2005.
  9. 2006 Canadian Census.
  10. Persian World Outreach - Persian-speaking people outside of Iran.
  11. a b c Ethnologue.
  12. Ethnologue.
  13. 2054.0 Australian Census Analytic Program: Australians' Ancestries (2001 (Corrigendum)).
  14. CIA - The World Factbook - Iran
  15. [1]
  16. [2]
  17. Lands of Iran Encyclopedia Iranica (25 de julho de 2005). Visitado em 3 de março de 2008.
  18. Tratado de Turkmenchay, Tratado do Gulistão e Guerra Anglo-Persa
  19. Abdolhossein Zarinkoob "Ruzgaran : tarikh-e Iran az aghaz ta soqut-e saltnat-e Pahlevi" pp. 37
  20. Bahman Firuzmandi "Mad, Hakhamaneshi, Ashkani, Sasani" pp. 155
  21. Liddell and Scott, Lexicon of the Greek Language, Oxford, 1882, p 1205
  22. [3]
  23. Por exemplo, Abu Rayhan Biruni, um falante nativo do corásmio, idioma iraniano oriental, mencionou em seu Āthār al-bāqiyah ʻan al-qurūn al-xāliyah: "o povo da Corásmia é um ramo da árvore persa." Ver: Abu Rahyan Biruni, "Athar al-Baqqiya 'an al-Qurun al-Xaliyyah" ("Vestígios do passado: a cronologia das nações antigas"), Teerã, Miras-e-Maktub, 2001. Original em árabe citado: "و أما أهل خوارزم، و إن کانوا غصنا ً من دوحة الفُرس" (pg 56)
  24. O idioma utilizado no antigo Marzbānnāma era, nas palavras do historiador do século XIII, Sa'ad ad-Din Warawini, "a língua do Tabaristão e o persa antigo e original (fārsī-yi ḳadīm-i bāstān)." Ver: Kramers, J.H. "Marzban-nāma." Encyclopaedia of Islam. Editada por: P. Bearman , Th. Bianquis , C.E. Bosworth , E. van Donzel e W.P. Heinrichs. Brill, 2007. Brill Online. 18 de novembro de 2007 [4].
  25. A língua falada em Tabriz, que já era um idioma iraniano no tempo do poeta Qatran Tabrizi, não era o tradicional Khurasani Parsi-ye Dari. O próprio Tabrizi (século XI) tem um dístico que menciona o fato: Riyahi Khoi, Mohammad Amin. "Molehaazi darbaareyeh Zabaan-I Kohan Azerbaijan" ("Alguns comentários sobre a antiga língua do Azerbaijão"), ‘Itilia’at Siyasi Magazine, volume 181-182. Disponível em: [5] بلبل به سان مطرب بیدل فراز گل گه پارسی نوازد، گاهی زند دری Tradução: A rouxinol está no topo da flor como um menestrel que perdeu seu coração Ela chora às vezes em parsi (persa) e às vezes em dari (persa do Coraçone)
  26. Lady (Mary) Shiel, em suas observações sobre a Pérsia durante o período Qajar descreve as tribos persas, e afirma que os koords/laks se identificavam e eram identificados comumente como os 'Velhos Persas'. Ver: Shiel, Lady (Mary). Glimpses of Life and Manners in Persia. Londres: John Murray, 1856. [6], trecho: "As TRIBOS PERSAS. As tribos se dividem em três raças: os turcos, invasores do Turquestão que, desde tempos imemoriais se estabeleceram na Pérsia, e que ainda preservam sua língua. Os leks formam os clãs de genuíno sangue persa, como os loors, os bekhtiatees &c. A eles podem ser adicionados os curdos (Koords), como membros da família persa; porém seus números, nos domínios do Xá, são relativamente poucos, com a maior parte deste povo que tanto se espalhou ainda estando ligada à Turquia. Coletivamente os curdos são tão numerosos que podem ser vistos como uma nação dividida em tribos distintas. Quem são os leks, e quem são os curdos? Esta dúvida não pude solucionar. Nunca conheci qualquer um na Pérsia, fosse eel ou moolla, que pudesse me fornecer uma mínima elucidação a esta pergunta. Tudo o que podiam dizer é que estas duas raças eram Foors e kadeem, - "velhos persas". Ambos podiam falar dialetos dos quais a maior parte é persa, e que têm uma forte semelhança com a língua coloquial atual, se retirada a sua grande mistura com o árabe. Estes dialetos não são perfeitamente idênticos, embora se diga que os leks e os curdos conseguem compreender uns aos outros. Poderia-se até mesmo ficar inclinado a considerá-los como pertencentes à mesma estirpe, não fosse o fato de ambos negarem a ligação. Um lek pode até admitir que um curdo, como ele próprio, é um "velho persa", porém nega que suas famílias sejam idênticas, e um curdo vê a questão da mesma maneira." "The PERSIAN TRIBES. The tribes are divided into three races-Toorks, Leks, first are the invaders from Toorkistan, who, from time 'immemorial, have established themselves in Persia, and who still preserve their language. The Leks form the clans of genuine Persian blood, such as the Loors, BekhtiaTees, &c. To them might be added the Koords, as members of the Persian family; but their numbers in the dominions of the Shah are comparatively few, the greater part of that widely-spread people being attached to Turkey. Collectively the Koords are so numerous that they might be regarded as a nation divided into distinct tribes. Who are the Leks, and who are the Koords? This in- quiry I cannot solve. I never met any one in Persia, either eel or moolla, who could give the least elucidation of this question. All they could say was, that both these races were Foors e kadeem,-old Persians. They both speak dialects the greater part of which is Persian, bearing a strong resemblance to the colloquial language of the present day, divested of its large Arabic mixture. These dialects are not perfectly alike, though it is said that Leks and Koords are able to comprehend each other. One would be disposed to consider them as belonging to the same stock,. did they not both disavow the connection. A Lek will- admit that a Koord, like himself, is an 11 old Persian," but he denies that the families are identical, and a Koord views the question in the same light."
  27. (Al-Mas'udi, Kitab al-Tanbih wa-l-Ishraf, De Goeje, M.J. (ed.), Leiden, Brill, 1894, pp. 77-8). Original em árabe de [www.alwaraq.net]: فالفرس أمة حد بلادها الجبال من الماهات وغيرها وآذربيجان إلى ما يلي بلاد أرمينية وأران والبيلقان إلى دربند وهو الباب والأبواب والري وطبرستن والمسقط والشابران وجرجان وابرشهر، وهي نيسابور، وهراة ومرو وغير ذلك من بلاد خراسان وسجستان وكرمان وفارس والأهواز، وما اتصل بذلك من أرض الأعاجم في هذا الوقت وكل هذه البلاد كانت مملكة واحدة ملكها ملك واحد ولسانها واحد، إلا أنهم كانوا يتباينون في شيء يسير من اللغات وذلك أن اللغة إنما تكون واحدة بأن تكون حروفها التي تكتب واحدة وتأليف حروفها تأليف واحد، وإن اختلفت بعد ذلك في سائر الأشياء الأخر كالفهلوية والدرية والآذرية وغيرها من لغات الفرس.
  28. Ghani, Cyrus. Iran and the Rise of Reza Shah: From Qajar Collapse to Pahlavi Power, 2001, p. 310, I.B.Tauris. ISBN 1-86064-629-8
  29. [7] - Dicionário Merriam-Webster
  30. The American Heritage Dictionary of the English Language: Fourth Edition (2000). [8]
  31. Bausani, Alessandro. The Persians, from the earliest days to the twentieth century. 1971, Elek. ISBN 978-0-236-17760-8

Ligações externas[editar | editar código-fonte]