Império Sassânida

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Império Sassânida
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Bandeira de Império Sassânida

Bandeira

Localização de Império Sassânida
Continente Ásia e Africa
Capital Ctesifonte E Susa .
Religião Zoroastrismo, mas com minorias Judaicas e Cristãs
Governo Monarquia Absoluta
História
 • 224 Morte de Artabano IV na invasão da dinastia sassânida
 • 627 Guerras levaram ao império migrar para o sul e para o leste .
 • 651 Morte de Izdegerdes III

O Império Sassânida (em persa: امپراتوری ساسانیان)[nota 1] foi o último Império Persa pré-islâmico, governado pela dinastia sassânida de 224 d.C. a 651.[3] [4] O Império Sassânida, que sucedeu o Império Parta, foi reconhecido como uma das principais potências da Ásia Ocidental e Central, juntamente com o Império Romano/Bizantino, por um período de mais de 400 anos.[5]

Foi fundado por Artaxes I, após a queda do Império Arsácida e a derrota do último rei arsácida, Artabano IV. Durante sua existência, o Império Sassânida dominou os territórios dos atuais Irã, Iraque, Afeganistão, o leste da Síria, o Cáucaso (Armênia, Geórgia, Azerbaijão e Daguestão), o sudoeste da Ásia Central, parte da Turquia, certas áreas litorâneas da península Arábica, a região do golfo Pérsico, e algumas regiões do Baluquistão paquistanês

De acordo com a lenda tradicional persa, o vexiloide do Império Sassânida era o Derafsh Kaviani.[6] Hipóteses foram levantadas afirmando que a transição que resultou no Império Sassânida representa o fim da disputa entre os proto-persas e seus parentes próximos étnicos migrantes, os partas, cuja pátria original localizava-se na atual Ásia Central.

O período sassânida, durante a Antiguidade Tardia, é considerado um dos mais importantes e influentes períodos históricos da história da Pérsia e do Irã, e constituiu o último grande império iraniano antes da conquista muçulmana e a adoção do islamismo pela população local.[7] O Império Sassânida testemunhou o auge da civilização persa, de diversas maneiras; a Pérsia da época influenciou a civilização romana consideravelmente durante o período.[8] A influência cultural sassânida ultrapassou em muito as fronteiras territoriais do império, chegando até a Europa ocidental,[9] a África,[10] a China e a Índia.[11] Teve um papel importante na formação da arte medieval europeia e asiática.[12]

História[editar | editar código-fonte]

A dinastia sassânida foi estabelecida por Artaxes I, descendente de uma linhagem de sacerdotes zoroastrianos que governava a província de Pars (berço do Império Persa, corresponde hoje à província de Fars). Seu avô paterno foi Sassan, o grande sacerdote do Templo de Anahita; historiadores posteriores dariam à dinastia reinante da Pérsia a designação sassânida. O pai de Artaxes, Papag, depôs o rei de Pars (vassalo do Império Parta) e assumiu o trono. O próprio Artaxes subiu ao poder em Pars, em 208, após rebelar-se contra o irmão.

A expansão do reino de Pars pelos territórios vizinhos atraiu a atenção de Artabano IV, grande rei do Império Parta, suserano de Artaxes. Artabano avançou contra Pars, em 224, mas foi morto em batalha, em Hormuzdaghan. Artaxes, então, anexou as demais províncias da Pártia. Foi coroado em 226 xainxá (imperador) da Pérsia, encerrando 400 anos de domínio parta e dando início a quatro séculos de governo sassânida.

Artaxes e seus sucessores estabeleceram um vasto império baseado em Firuzabad, Pars (naquela época conhecida como Gor), que alcançava as fronteiras do antigo Império Aquemênida a leste do rio Eufrates. Travaram guerras frequentes com o Império Romano (e, depois, o Bizantino). Os imperadores sassânidas adotaram o zoroastrismo como religião oficial.

A expansão continuou com o filho e sucessor de Artaxes, Sapor I (reg. 241-272). Este empreendeu diversas campanhas contra o Império Romano e chegou até mesmo a capturar o imperador Valeriano, em 259.

Sapor II (reg. 309-379), coroado, segundo dizem, in utero (a coroa teria sido colocada sobre o ventre da mãe), presidiu a um dos períodos áureos do Império Sassânida: derrotou os árabes ao sul, os hunos brancos a leste e os romanos a oeste; estes últimos cederam-lhe cinco províncias orientais. Em seu reinado completou-se o Avesta, compilação de textos zoroastrianos. Os cristãos foram perseguidos em território persa, em parte como reação à cristianização do Império Romano por Constantino I.

As frequentes guerras com os romanos levaram à exaustão e à destruição do império. Com Constantinopla sitiada, o imperador bizantino Heráclio flanqueou os persas por mar na Ásia Menor e atacou-os pela retaguarda, o que resultou numa derrota decisiva em 627 para os sassânidas na Mesopotâmia setentrional. Estes viram-se obrigados a abandonar todos os territórios conquistados e recuar, seguindo-se o caos interno e a guerra civil. Após catorze anos e sete reis diferentes, o Império Persa foi subjugado pelos árabes muçulmanos; com o assassinato, em 651, do último governante sassânida, Izdegerdes III, seu território foi absorvido pelo Califado. A Familia real Persa fugiu para A China e para a India

Lista de imperadores sassânidas[editar | editar código-fonte]

Governantes sassânidas
Imperador Ano
Artaxes I 224 a 241
Sapor I 241 a 272
Ormisdas I 272 a 273
Vararanes I 273 a 276
Vararanes II 276 a 293
Vararanes III 293
Narses 293 a 302
Ormisdas II 302 a 310
Adhur Narseh 309
Sapor II 310 a 379
Artaxes II 379 a 383
Sapor III 383 a 388
Vararanes IV 388 a 399
Izdegerdes I 399 a 420
Vararanes V 420 a 438
Izdegerdes II 438 a 457
Ormisdas III 457 a 459
Perozes I 457 a 484
Balas 484 to 488
Cavades I 488 a 531
Zames 496 a 498
Cosroes I 531 a 579
Ormisdas IV 579 a 590
Vararanes VI 590 a 591
Cosroes II 591 a 628
Cavades II 628
Artaxes III 628 a 630
Perozes II 629
Sharbaraz 630
Boran 630 a 631
Ormisdas VI 631 a 632
Izdegerdes III 632 a 651

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Era conhecido por seus habitantes como Ērānshahr - literalmente "Império Ariano"[1] e Ērān, no persa médio, que resultaram nos termos persas atuais Iranshahr e Iran.[2]

Referências

  1. Wiesehofer, Joseph Ancient Persia Nova York:1996 I.B. Tauris
  2. MacKenzie, D. N.. A Concise Pahlavi Dictionary. Londres e Nova York: Routledge Curzon, 2005. p. 120. ISBN 0-19-713559-5
  3. (Wiesehofer 1996)
  4. A Brief History. Culture of Iran. Página visitada em 11 de setembro de 2009. Cópia arquivada em 11-10-2007.
  5. (Shapur Shahbazi 2005)
  6. Khaleghi-Motlagh, Derafš-e Kāvīān
  7. Hourani, p. 87.
  8. J. B. Bury, p. 109.
  9. Will Durant, Age of Faith, (Simon and Schuster, 1950), 150; Repaying its debt, Sasanian art exported it forms and motives eastward into India, Turkestan, and China, westward into Syria, Asia Minor, Constantinople, the Balkans, Egypt, and Spain..
  10. Transoxiana 04: Sasanians in Africa
  11. Sarfaraz, pp. 329–330
  12. Iransaga: The art of Sassanians

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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