Dinastia Tang
| História da China | |||||||
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| ANTIGA | |||||||
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| Dinastia Zhou 1045–256 AEC | |||||||
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| Jin Oriental | |||||||
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| Dinastia Tang 618–907 | |||||||
| ( Dinastia Zhou 690–705 ) | |||||||
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Dinastia Liao 907–1125 |
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| Dinastia Song 960–1279 |
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| Dinastia Yuan 1271–1368 | |||||||
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| MODERNA | |||||||
| República da China 1912–1949 | |||||||
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A Dinastia Tang (618-907) foi uma dinastia chinesa fundada pelo oficial Sui Li Yuan, pertencente à dinastia que havia reunificado a China entre 581 e 618, após três séculos de fragmentação.
Costuma-se dizer que com a breve dinastia Sui e com a longa dinastia Tang «ficaram soldadas as estruturas da formidável burocracia do Império Chinês. Yang Chien, fundador da dinastia Sui, aplicou uma profunda reforma institucional inspirada em Confúcio, que compilou no código Kaihuang. Fundou bibliotecas e universidades para o funcionalismo, centralizou a administração e simplificou a estrutura local, para homogeneizar o serviço civil e facilitar o controle do governo imperial.»
Estabeleceu seu poder sobre a China com a ajuda de tropas nómadas comandadas por seu filho Taizong, ou Tai Tsung, que mais tarde se tornaria o segundo imperador Tang. Este reorganizou o império, aprofundando a reforma Sui num sistema que o Japão, a Coréia e o Vietname imitaram. Alargou o ensino de funcionários com escolas provinciais e consolidou um Estado dividido em províncias, vigiadas por censores imperiais, com suas leis compiladas no Código Tang, revisto de 20 em 20 anos. Tsi Tsung impulsionou uma dinâmica política exterior, que causou o aumento do comércio com a Índia, e o resto da Ásia, atraindo mercadores estrangeiros em cujas colônias nasceram os primeiros bancos chineses. Dominou os turcos, estabeleceu um protetorado na bacia do Tarim, enviou monges e artesãos para o Tibete. A unificação da China, iniciada pelos Sui, foi estendida. Os exércitos chineses penetraram na Ásia central, na Coréia e em Anam. Depois dos dois ilustres governantes, tomou o poder uma sucessão de concubinas e favoritos, que destruiram o poder da aristocracia e isolaram os burocratas ilustrados.
Wu, mulher de Kao Tsung, pretendeu divinizar-se como encarnação de Buda, implantando um reinado de terror.
Outra imperatriz foi Wei, mulher de dois imperadores.
Hsuan Tsung restabeleceu a aristocracia e seu hábil ministro Li Linfu aplicou uma reforma fiscal e administrativa que inaugurou um período de grande prosperidade para uma população de já 70 milhões. Seu período marcou o apogeu Tang, com o esplendor cultural e literário estimulado pelo apogeu da arte budista.
A dinastia Tang governou o maior império do mundo até ser abalada, em 751, pelos árabes, perto do rio Talas, no Turquestão ocidental.
Suas relações de vassalagem estendiam-se até Áden. A imprensa foi inventada e a pólvora fabricada para ser usada em armas de fogo. Tornou-se famosa pela arte, literatura e poesia da época. Os Estados vizinhos, particularmente a Coréia e o Japão, procuraram fazer de suas terras réplicas da China. Com o fim do reinado de Minghuang e com a fracassada Rebelião de An Lushuan, em 755, começou o declínio. As invasões nômades e as revoltas trouxeram ao poder generais que passaram a controlar exércitos regionais. Quando o último imperador abdicou, veio nova fragmentação, sob o controle de dinastias efêmeras.
[editar] Bibliografia
- Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3, págs - 80-105