História da República Popular da China

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História da China
ANTIGA
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Dinastia Chin 221 AEC–206 AEC
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Dinastia Han Oriental
Três Reinos 220–280
  Wei, Shu & Wu
Dezesseis Reinos
304–439
Dinastia Sui 581–618
Dinastia Tang 618–907
5 Dinastias e
10 Reinos

907–960
Dinastia Liao
907–1125
Dinastia Song
960–1279
  Song do Norte Xia
  Song do Sul Jin
Dinastia Yuan 1271–1368
Dinastia Ming 1368–1644
Dinastia Qing 1644–1911
MODERNA
República da China 1912–1949
República Popular
da China

1949–presente
Republica
da China (Taiwan)

1945–presente


A República Popular da China foi fundada em 1 de Outubro de 1949 por Mao Tsé-Tung.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

1949 a 1970[editar | editar código-fonte]

Primeiras reformas[editar | editar código-fonte]

Os primeiros anos do novo regime comunista foram voltados para a reconstrução do país. O primeiro passo foi atender ao consenso formado pelos moradores do campo, a reforma agrária. Além disso, o controle pelo Estado da economia foi implantado e a inflação foi controlada, a poligamia foi proibida e os direitos sindicais foram ampliados.

Mao Tsé-Tung declarando a fundação da República Popular da China em 1949

Em 1950, Mao Tsé-Tung se alia à União Soviética, integrando-se à Guerra Fria. Tropas chinesas chegaram a participar da Guerra da Coreia em 1950 e 1951, ao lado da Coreia do Norte, contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Em 1950, a China ocupou e anexou o Tibete ao seu território.

A aliança com a URSS foi importante para outras partes da economia e um plano quinquenal foi adotado nos moldes soviéticos. A China recebeu bastante ajuda soviética: dinheiro, armas, tecnologia, engenheiros, médicos e pesquisadores. Os chineses tentavam construir o socialismo de acordo com as receitas da URSS. Foram criadas cooperativas rurais e fazendas do Estado, milhões de adultos aprenderam a ler e escrever, e a indústria pesada foi priorizada o que a fez ter um crescimento razoável.

A partir de 1952, com enormes manifestações operárias de apoio ao governo comunista, grandes empresas foram expulsas pelo Estado; pouco a pouco já não havia mais burgueses na China.

Políticas adotadas[editar | editar código-fonte]

Após a morte do ditador soviético Josef Stalin, em 1953, o PCC mostrou autonomia em relação à URSS. Em 1956, lança a Campanha das Cem Flores, para estimular os debates públicos e diminuir o poder da burocracia partidária. Mao Tsé-tung disse: "Que cem flores desabrochem , que cem escolas compitam". As críticas foram maiores do que era esperado. Os camponeses e operários reclamavam que não tinham mais atenção. Alertava-se contra o crescimento do poder do Partido e sua burocratização. Preocupado com a estabilidade, o PCC censurou as críticas reagindo com a Campanha Antidireitista e milhares de intelectuais são perseguidos, presos e mortos.

Em 1958, foi adotada a política do Grande Salto Adiante, também chamada de Grande Salto em Frente,com o slogan "três anos de esforços e privações, mil anos de felicidade" e os planos quinquenais foram deixados de lado, voltando a atenção para a agricultura. O projeto tinha a ambição de transformar a China em uma potência econômica e igualitária em um tempo muito curto.

Para isso foram exigidos grandes esforços á população , cargas de horários diárias de 16 horas por dia para conseguir níveis de produção sobre-humanos.

Foram criadas as grandes Comunas Populares, grandes fazendas com autonomia financeira, grande igualdade de salários, com escolas e hospitais gratuitos e também oficinas e pequenas fábricas. Eram espécies de pequenas comunidades distribuídas pelo país.

No entanto, o projeto do Grande Salto foi um fracasso. Boa parte dos hospitais e escolas rurais não puderam se sustentar por falta de recursos. A indústria pouco se desenvolveu. Portanto em 1960, essa política foi abandonada.

O grande salto em frente resultou numa grande fome que no espaço de um ano matou cerca de quinze milhões de pessoas.

Afastamento de Mao Tse-Tung e degradação das relações com a URSS[editar | editar código-fonte]

Em 1959, Mao Tse-Tung é afastado do poder pelo PCC pelo fracasso do último projeto. Liu Shaoqi é escolhido presidente em Abril de 1959. Tse-Tung, porém, continua tomando decisões em relação à política externa do país, intensificando as criticas à URSS.

A partir de então, foram surgindo as primeiras evidências do conflito entre os chineses e os soviéticos. A URSS suspende a ajuda econômica e militar à China. Em 1960, chegam a acontecer violentos incidentes militares, nas fronteiras desses países.

Já desde 1959, Shaoqi, presidente do país, e os dirigentes partidários favoráveis a uma política econômica mais tradicional, disputavam poder com Mao Zedong (Mao Tse-Tung).

A Revolução Cultural e sua repercussão[editar | editar código-fonte]

Em 1966, se inicia um período de intensos conflitos políticos e ideológicos. Então Mao Tse-Tung, para consolidar sua influência no partido e no governo, lança a Grande Revolução Cultural Proletária. O movimento se espalhou rapidamente por todo o país. Tinha o apoio de todo o exército e de seu chefe, Lin Piao, além da juventude urbana – a Guarda Vermelha. Mao tinha um objetivo prático aplicando essa política, limpar o PCC e incentivar os jovens a fazer mudanças políticas para deixar a administração menos elitista em áreas como: educação, saúde (ver Médicos de pés descalços) e cultura.

A Revolução Cultural teve grande repercussão na vida chinesa e causou desordem no país por um bom tempo. Fora do país foi inspiração para outros movimentos radicais.

1971 a 1983[editar | editar código-fonte]

Disputa pelo poder[editar | editar código-fonte]

Em 1971, Lin Piao morreu causando a perda do grande poder do exército. A partir de então, duas correntes prevaleceram: a dos centristas liderados por Zhou Enlai e pelo vice-primeiro-ministro Deng Xiaoping; e a dos radicais liderados por Jiang Qing, esposa de Tse-Tung, e pelo grupo de Xangai, mais tarde conhecido por “Bando dos Quatro”.

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1971, a China se aproximou diplomaticamente dos Estados Unidos e em 1973 apoiou a ditadura militar no Chile (carece de fontes). Quando a URSS ocupou o Afeganistão em 1979, a China aliou-se aos EUA para fornecer armas para os guerrilheiros muçulmanos afegãos que combatiam os ocupantes soviéticos. A melhora das relações internacionais com a China não parou nesse fato. Em 1971, a China Popular entrou para a ONU e Taiwan, ao contrário, foi excluída da mesma.

Crise política e as Quatro Modernizações[editar | editar código-fonte]

A morte de Zhou En Lai, no principio de 1976, traz o inicio da crise política novamente. Hua Guofeng torna-se primeiro-ministro e com a morte de Mao Tse-Tung, Hua e o PCCh, fizeram campanha contra os radicais que foram presos e condenados à morte, porém a pena foi comutada para prisão perpétua.

Em 1978, o desenvolvimento econômico foi colocado como prioridade e uma nova política, a das Quatro Modernizações – indústria, defesa, agricultura, ciência e tecnologia – foi adotada. [1]

Em 1982, foi estabelecida a nova Constituição e Li Xiannian foi eleito presidente da República no ano seguinte.

Um país, dois sistemas[editar | editar código-fonte]

Em 1984, Deng Xiaoping propôs aplicar o princípio de dois sistemas econômicos em paralelo, o sistema centralizado e comunista e o sistema de mercado livre de capitais, embora sujeito a controlo por parte das autoridades governamentais.

Lançado em Hong Kong, nas negociações com a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher sobre o futuro de Hong Kong quando o contrato de arrendamento dos Novos Territórios (incluindo Nova Kowloon) de Hong Kong para o Reino Unido expirasse em 1997. O mesmo princípio foi proposto nas conversações com Portugal sobre Macau.

O princípio é que, após a reunificação, apesar da prática do socialismo na China continental, Hong Kong e Macau, que eram antigas colônias do Reino Unido e de Portugal, respectivamente, poderiam continuar a praticar o capitalismo sob um alto nível de autonomia por 50 anos após a reunificação.

O estabelecimento dessas regiões, chamadas de Regiões Administrativas Especiais (RAEs), é autorizado pelo Artigo 31 da Constituição da República Popular da China, que diz que o Estado pode estabelecer RAEs quando necessário, e que os sistemas a serem instituídos nelas deve ser decidido por lei decretada pela Assembleia Popular Nacional.

Referências

  1. Quagio, Ivan. [2009] (2009). Olhos Abertos - A História da Nova China. São Paulo: Editora Francis. ISBN 978-85-89362-95-5

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), ISBN 978-989-8285-39-3. - Para melhorar artigos referentes à história da China.