Coreia do Norte

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조선민주주의인민공화국
(Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk)[1]

República Democrática Popular da Coreia
Bandeira da Coreia do Norte
Brasão de armas da Coreia do Norte
Bandeira Brasão de armas
Lema: 강성대국
"Poderosa e próspera nação"
Hino nacional: Aegukka
Gentílico: norte-coreano

Localização da República Democrática Popular da Coreia

Localização da Coreia do Norte.
North Korea (orthographic projection).svg
Localização da Coreia do Sul no globo mundial.
Capital Pyongyang
Cidade mais populosa Pyongyang
Língua oficial coreano
Governo República popular (juche) unipartidária
 - Presidente Eterno Kim Il-sung
(falecido)1
 - Líder Supremo Kim Jong-un2
 - Presidente da Suprema Assembleia Popular Kim Yong-nam3
 - Premier Pak Pong-ju
Independência do Japão 
 - Declarada (dia V-J) 15 de agosto de 1945 
 - Reconhecida 9 de setembro de 1945 
Área  
 - Total 120.540 km² (96.º)
 - Água (%) 0,1
 Fronteira Coreia do Sul
República Popular da China
Rússia
População  
 - Estimativa de 2009 23.906.000[2] hab. (51.º)
 - Densidade 198,3 hab./km² (41.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2011
 - Total US$ 40 bilhões*[3]  
 - Per capita US$ 1 800[3]  
PIB (nominal) Estimativa de 2011
 - Total US$ 12,4 bilhões*[3]  
 - Per capita US$ 506[3]  
IDH (1995/1998) 0,766[4]   – elevado
Gini (2008) 0,31
Moeda Won norte-coreano (KPW)
Fuso horário (UTC+9)
Clima Dwa (Köppen)
Cód. Internet .kp
Cód. telef. +850

Mapa da República Democrática Popular da Coreia

1 Falecido em 1994, foi nomeado Presidente Eterno em 1998.
2 Kim Jong-un acumula quatro cargos: Primeiro-Secretário do Partido dos Trabalhadores, Presidente da Comissão de Defesa Nacional, Comandante Supremo do Exército do Povo Coreano, e Presidente da Comissão Central Militar; governa sob o título de Líder Supremo.
3 Kim Yong-nam é o "chefe de Estado de assuntos externos".

Coreia do Norte, oficialmente República Democrática Popular da Coreia (hangul: 조선민주주의인민공화국; hanja: 朝鮮民主主義人民共和國; transl. Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk), é um país do Leste Asiático que ocupa a metade norte da Península da Coreia. Sua capital e maior cidade é Pyongyang. A Zona Desmilitarizada da Coreia serve como uma área de divisão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. O Rio Amnok e o Rio Tumen formam a fronteira entre a Coreia do Norte e a República Popular da China. Uma seção do Rio Tumen no extremo nordeste é fronteira com a Rússia.

A península foi governada pelo Império Coreano até ser anexada pelo Japão, após a Guerra Russo-Japonesa de 1905. Com a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Coreia foi ocupada pelos Estados Unidos e pela União Soviética, e dividida em dois países distintos. A Coreia do Norte recusou-se a participar da eleição supervisionada pelas Nações Unidas, feita em 1948, que levava à criação de dois governos coreanos separados para as duas zonas de ocupação. Ambos Coreia do Norte e Sul reivindicavam soberania sobre a península inteira, o que levou-os à Guerra da Coreia de 1950. Um armistício de 1953 suspendeu o conflito; no entanto, embora um tratado de paz tenha sido assinado, os dois países continuam formalmente em guerra entre si.[5] Ambos os Estados foram aceitos nas Nações Unidas em 1991.[6] [7] [8]

A Coreia do Norte é um Estado unipartidário sob uma frente liderada pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia.[9] [10] [11] [12] [13] [14] [15] O governo do país se autodeclara como seguidor da ideologia juche, desenvolvida por Kim Il-sung, ex-líder do país. Juche tornou-se a ideologia oficial do Estado quando o país adotou uma nova constituição em 1972,[16] apesar de Kim Il-sung estar governando seu país sob uma política similar desde, pelo menos, o início de 1955.[17] A Coreia do Norte é oficialmente uma república socialista, considerada por muitos no mundo todo como sendo uma ditadura totalitarista stalinista.[13] [14] [18] [19] [20] e considerado um país quase isolado devido a um embargo econômico causado pela sua insistência em fazer teste com armas nucleares, evitando também a exportação de tecnologia nuclear.[21]

História[editar | editar código-fonte]

Antes da divisão[editar | editar código-fonte]

Jikji, o primeiro livro impresso em uma tipografia (imprensa) com móveis metálicos, em 1377, 62 anos antes da imprensa de Gutenberg.[22]
O palácio de Gyeongbok é o maior dos cinco grandes palácios construídos durante a dinastia Joseon.

Acredita-se os que primeiros habitantes da Coreia chegaram há aproximadamente 500 mil anos.[23] [24] De acordo com a tradição, no ano 2 333 a.C., Tangun (também chamado Dangun), fundou a dinastia Chosŏn (chamado frequentemente de Gojoseon para evitar a confusão com a dinastia do século XIV de mesmo nome).[25]

A antiga Coreia passou a albergar uma série de cidades-estado em constantes guerras, que apareciam e desapareciam constantemente. Contudo, três reinos, Baekje, Silla e Koguryo, se fortaleceram e dominaram a cena histórica da Coreia por mais de duzentos anos, no período conhecido como "os Três Reinos da Coreia".[26] Em 676 d.C., Silla unificou com sucesso quase todo o território coreano, com exceção do reino de Balhae. O domínio destes reinos, sobretudo a Coreia e parte da Manchúria, deu origem ao período dos estados Norte e Sul.[27]

Em 918, o general Wang Geon fundou o reino de Goryeo (ou Koryŏ, de onde provém o nome Coreia). No século XIII, a invasão e dominação dos mongóis debilitou este reino. Depois de quase trinta anos, o reino conservou o domínio sobre o território da Coreia, ainda que, na realidade, era um estado tributário dos mongóis. A queda do Império Mongol foi seguida uma série de lutas políticas e, após a rebelião do general Yi Seong-gye em 1388, a dinastia Goryeo foi substituída pela dinastia Joseon.[25]

Entre 1592 e 1598, os japoneses invadiram a Coreia, depois da dinastia Joseon ter negado a passagem ao exército japonês liderado por Toyotomi Hideyoshi, em sua campanha à conquista da China. A guerra só terminou quando os japoneses se retiraram após a morte de Hideyoshi. É nesta guerra que surge como herói nacional o almirante Yi Sun-sin e a popularização do famoso Navio Tartaruga.[28]

Hangul, hanja.png Este artigo contém texto em coreano.
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No século XVII, a Coreia foi finalmente derrotada pelos manchus e se uniu ao Império Chinês da Dinastia Qing. Durante o século XIX, graças à sua política isolacionista, a Coreia ganhou o nome de "Reino Eremita".[23] A dinastia Joseon tratou de proteger-se contra o imperialismo ocidental, mas foram obrigados a abrir suas portas para o comércio ocidental. Depois da Segunda Guerra Sino-Japonesa e da Guerra Russo-Japonesa, a Coreia passou a ser parte do domínio japonês (1910-1945).[29] No final da Segunda Guerra Mundial, as forças japonesas se renderam às forças da União Soviética, que ocuparam o norte da Coreia (atual Coreia do Norte), e dos Estados Unidos, que ocuparam a parte sul (atual Coreia do Sul).[30] [31] [32]

Depois da divisão[editar | editar código-fonte]

Em 1948, como consequência da divisão da península entre soviéticos e estadunidenses, sugiram duas novas entidades que permanecem até hoje: a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. No norte, um guerrilheiro anti-japonês chamado Kim Il-sung obteve o poder através do apoio soviético; no sul, um político de direita, Syngman Rhee, foi nomeado como presidente.[33]

Monumento em Pyongyang referente à Guerra da Coreia.

Em 25 de junho de 1950, a Coreia do Norte invade a Coreia do Sul, dando início à Guerra da Coreia. O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu intervir contra a invasão com uma força liderada pelos Estados Unidos. Essa decisão só foi possível porque o delegado da União Soviética no Conselho de Segurança das Nações Unidas esteve ausente como forma de protesto pela admissão da República Popular da China naquele órgão.[33] Por sua parte, a União Soviética e a China decidiram apoiar a Coreia do Norte, enviando efetivos militares e provisões para as tropas norte-coreanas. A guerra acabaria com baixas maciças de civis norte e sul-coreanos.[33] O armistício de 1953 dividiu a península ao longo da Zona Desmilitarizada da Coreia, traçada muito próxima à linha da demarcação original. Nenhum tratado de paz foi firmado, e tecnicamente os dois países continuaram em guerra. Estima-se que 2,5 milhões de pessoas morreram durante o conflito.[33]

No final da década de 1990, o Sul transita para um modelo liberal democrático, com o sucesso da política Nordpolitik, e o poder do Norte tendo sido retomado pelo filho de Kim Il-sung, Kim Jong-il, as duas nações começaram a se aproximar publicamente pela primeira vez, com a Coreia do Sul declarando sua Política Sunshine.[34] [35]

Em 2002, o presidente norte-americano George W. Bush marcou a Coreia do Norte como parte de um "eixo do mal" e um "posto avançado da tirania". O contato de mais alto nível que o governo teve com os Estados Unidos foi em 2000, com a então Secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright, que fez uma visita a Pyongyang,[36] porém os dois países não têm relações diplomáticas formais.[37] Em 2006, aproximadamente 37.000 soldados estadunidenses permaneceram na Coreia do Sul, embora, em junho de 2009, este número tenha caído para cerca de 30.000.[38] [39] Kim Jong-il, em particular, declarou aceitar a permanência das tropas norte-americanas na península, mesmo após uma possível reunificação.[40] Publicamente, a Coreia do Norte exige fortemente a retirada das tropas da Coreia.[40]

Em 13 de junho de 2009, a agência de notícias norte-americana Associated Press reportou que, em resposta às novas sanções das Nações Unidas, a Coreia do Norte declarou que iria avançar com seu programa de enriquecimento de urânio. Isto marcou a primeira vez que a RDPC publicamente reconheceu que estava conduzindo um programa de enriquecimento de urânio.[41] Em agosto de 2009, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton encontrou-se com Kim Jong-il para garantir a libertação de duas jornalistas norte-americanas.[42]

Em junho de 2010, a 12ª sessão da Suprema Assembleia Popular elegeu Choe Yong-rim para substituir Kim Jong Il no cargo de primeiro-ministro.[43]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Montanha Baekdu, o ponto mais alto do país, localizada na fronteira entre a Coreia do Norte e a China.

A Coreia do Norte ocupa a porção norte da península da Coreia, cobrindo uma área de 120.540 km² (46.541 mi2). A maior parte da fronteira da Coreia do Norte é com a República Popular da China e uma pequena parte a norte com a Rússia;a fronteira ao sul é feita com a Coreia do Sul, ao longo da Zona Desmilitarizada da Coreia. A oeste, há o Mar Amarelo e a Baía da Coreia, e ao leste, é banhada pelo Mar do Japão. O ponto mais alto da Coreia do Norte é a Montanha Baekdu com 2 744 metros de altura. O rio mais longo é o rio Amnok, que flui por 790 km (491 mi).[44]

O clima da Coreia do Norte é relativamente temperado. A maior parte do país é classificada como do tipo Dwa na classificação climática de Köppen-Geiger, com clima temperado frio, com inverno seco e com verão quente. No verão há uma pequena temporada de chuvas chamada changma.[45] Em 7 de agosto de 2007 ocorreram indundações, as maiores em 40 anos, que levaram ao governo norte-coreano a pedir ajuda internacional. ONGs, como a Cruz Vermelha, pediram às pessoas que levantassem fundos, pois temiam uma catástrofe humanitária.[46]

A capital e também maior cidade é Pyongyang; outras cidades maiores incluem Kaesong ao norte, Sinuiju ao noroeste, Wonsan e Hamhung ao leste e Chongjin ao nordeste.

Topografia e clima[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite da Coreia do Norte durante o inverno.

Alguns europeus que visitaram recentemente a Coreia do Norte observaram que o país parecia "um mar em uma tempestade pesada" por causa das muitas serras sucessivas que cruzam a península.[47] Cerca de 80% da Coreia do Norte é composta por montanhas e planaltos, separados por vales profundos e estreitos, com todas as montanhas da península com elevações superiores a 2 000 m. As planícies costeiras são largas no oeste e descontínuas no leste. A grande maioria da população vive em planaltos ou planícies.

O ponto mais elevado da Coreia do Norte é a Montanha Baekdu, uma montanha vulcânica próxima à fronteira com a China, um planalto de lava basáltica de elevações entre 1 400 e 2 000 metros acima do nível do mar.[47] A Serra Hamgyong, localizada no extremo nordeste da península, possui muitos picos altos, incluindo Gwanmosan com aproximadamente 1 756 m (5 761 pés). Outras serras maiores incluem as Montanhas Rangrim, localizadas na parte centro-norte da Coreia do Norte, que percorrem uma direção norte-sul, fazendo comunicação entre as partes leste e oeste do país; e a Serra Kangnam, que faz seu curso ao longo da fronteira China-Coreia do Norte. Geumgangsan, frequentemente escrita Mt Kumgang, ou Montanha Diamantina, (aproximadamente 1 638 m) nos montes Taebaek, se estende pela Coreia do Sul, é famosa pela sua beleza cênica.[47]

Na maior parte, as planícies são pequenas. As mais extensas são as planícies de Pyongyang e Chaeryong, cada uma cobrindo uma área de cerca de 500 km². Pelo motivo de as montanhas da costa oeste se desgastarem abruptamente em direção ao mar, as planícies são menores no leste do que na parte oeste. Ao contrário do vizinho Japão ou o norte da RPChina, a Coreia do Norte tem pouca experiência com graves.

A Coreia do Norte possui um clima continental com quatro estações bem distintas.[48] Longos invernos trazem uma temperatura baixa e condições meteorológicas claras intercaladas entre tempestades de neve como resultado dos invernos do norte e noroeste, soprados da Sibéria. A nevasca média é de 37 dias durante o inverno. É provável que o tempo seja particularmente rigoroso ao norte, onde há regiões montanhosas. O verão tende a ser curto, quente, úmido e chuvoso por causa das monções de inverso do sul e sudeste que trazem ar úmido do Oceano Pacífico. Tufões afetam a península em uma média de pelo menos uma vez a cada verão.[48] Primavera e outono são estações transicionais marcadas por temperaturas amenas e trazem um clima mais agradável. Os perigos naturais incluem secas ao final da primavera, muitas vezes seguidas por graves inundações.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pirâmide etária da Coreia do Norte.

A população da Coreia do Norte, de cerca de 23 milhões de habitantes, é uma das populações mais homogêneas étnica e linguisticamente do mundo, com um número muito pequeno de chineses, japoneses, vietnamitas, sul-coreanos, e uma minoria de europeus expatriados.

De acordo com o CIA World Factbook, a expectativa de vida da Coreia do Norte era de 63,8 anos em 2009, um valor quase equivalente ao do Paquistão e Myanmar e pouco menor que a da Rússia.[49] A mortalidade infantil situa-se em um nível elevado, de 51,34, a qual é 2,5 vezes maior do que a da República Popular da China, 5 vezes a da Rússia e 12 vezes a da Coreia do Sul.[50] De acordo com a lista "The State of the world's Children 2003" da UNICEF, a Coreia do Norte aparece na 73ª posição (com o primeiro lugar tendo o maior nível de mortalidade), entre a Guatemala (72ª) e Tuvalu (74º).[50] [51] A taxa de fecundidade da Coreia do Norte é relativamente baixa e situa-se em 1,96 em 2009, comparável à dos Estados Unidos e da França.[52]

Idioma[editar | editar código-fonte]

O idioma oficial do país e o mais falado pelos norte-coreanos é o coreano, cuja classificação ainda é objeto de debate; alguns autores afirmam que ela pertence à família altaica, enquanto outros afirmam que é uma língua isolada.[53] O coreano tem o seu próprio alfabeto, o hangul, que foi inventado ao redor do século XV.[54] Ainda que por seu aspecto pareça ser um alfabeto pictográfico, na realidade é um alfabeto organizado em blocos silábicos. Cada um destes blocos consiste em pelo menos dois dos 24 caracteres (jamo): pelo menos uma das quatorze consoantes e uma das dez vogais. Os alfabetos hanja (chinês) e o latino são usados dentro de alguns textos em coreano, uma prática mais usual no sul do que no norte.[55]

Ainda que também seja o idioma nacional da vizinha Coreia do Sul, o coreano falado na Coreia do Norte difere dos falado pelos sul-coreanos em alguns aspectos como a pronúncia, a ortografia, a gramática e o vocabulário.[56]

Religião[editar | editar código-fonte]

Escultura antiga de Buda, no Monte Kumgang.

Ambas as Coreias compartilham uma herança budista e confucionista e uma recente aparição do movimento cristão. A constituição da Coreia do Norte declara que a liberdade de religião é permitida.[57] De acordo com os padrões de religião,[58] a maioria da população norte-coreana pode ser caracterizada como irreligiosa. No entanto, existe ainda uma influência cultural de religiões tradicionais como do budismo e confucionismo na vida espiritual da Coreia do Norte.[59] [60] [61]

Entretanto, o grupo budista norte-coreano é restritamente controlado pelo estado e, declaradamente, maior que outros grupos religiosos; particularmente os cristãos, que são perseguidos pelas autoridades[62] . O governo dá financiamento aos budistas para promover a religião, porque o budismo desempenha um papel fundamental na cultura tradicional coreana.[63]

De acordo com o Human Rights Watch, atividades de liberdade religiosa não existem mais na Coreia do Norte, enquanto o governo patrocina grupos religiosos apenas para criar uma ilusão de liberdade religiosa.[64] Conforme a Religious Intelligence, a situação norte-coreana é a seguinte:[65]

  • Irreligião: 15 460 000 adeptos (64,31% da população, uma vasta maioria dos quais são adeptos à filosofia Juche)
  • Xamanismo coreano: 3 846 000 adeptos (16% da população)
  • Chondoismo: 3 245 000 adeptos (13,5% da população)
  • Budismo: 1 082 000 adeptos (4,5% da população)
  • Cristianismo: 406 000 adeptos (1,69% da população)

Pyongyang era o centro da atividade cristã na Coreia antes da Guerra da Coreia. Hoje em dia, existem quatro igrejas sancionadas pelo Estado, na qual os defensores da liberdade religiosa dizem ser vitrines para os estrangeiros.[66] [67] Estatísticas oficiais do governo reportam que existem 10 000 protestantes e 4 000 católicos romanos na Coreia do Norte.[68]

De acordo com um ranking publicado pela Missão Portas Abertas, uma organização que apoia cristãos perseguidos, a Coreia do Norte é atualmente o país com as mais severas perseguições dos cristãos no mundo.[69] Grupos de direitos humanos, como a Anistia Internacional, também se manifestaram sobre perseguições religiosas na Coreia do Norte.[70]


Governo e política[editar | editar código-fonte]

A Torre Juche à vista noturna.

Ideologia do regime[editar | editar código-fonte]

A Coreia do Norte se descreve como um Estado Juche (autossuficiente),[72] mas é descrita por alguns analistas como uma monarquia absolutista de facto[73] [74] [75] ou uma "ditadura hereditária"[76] com um acentuado culto de personalidade organizado em torno de Kim Il-sung (o fundador do país e seu único presidente) e seu falecido filho, Kim Jong-il. A Coreia do Norte usa um sistema de governo que também utiliza um sistema de departamentalização dos ministérios. Há também académicos que rejeitam a noção de que a Coreia do Norte seja um Estado socialista que defende o comunismo, ao alegar que a liderança norte-coreana usa o comunismo como uma justificativa para a sua forma de governar.[77] [78] Entretanto nas reuniões anuais do partido governamental WPK, é enfatizado pelos diversos oradores incluindo Kim Jong-un a sua ideologia socialista,[79] e a intenção de firmemente defender a sua ideologia, sistema social e todos os outros tesouros socialistas ganhos à custa de sangue.[80]

Pesquisas mais recentes com base em documentos internos do país e que não são parte da propaganda institucional para o público estrangeiro, popularizadas em 2009 por Brian R. Myers e seu livro The Cleanest Race e mais tarde apoiadas por outros acadêmicos,[81] [82] caracterizam a ideologia norte-coreana como sendo um nacionalismo racista e fortemente influenciado pela perspectiva racialista do Império do Japão antes do final da Segunda Guerra Mundial.[83] [84]

Myers desconsidera a ideia de que a ideologia juche seja a proeminente dentro do país, pelo menos quanto à sua exaltação pública como projetada para enganar estrangeiros.[85] Myers observa que a recente constituição da Coréia do Norte, de 2009, omite qualquer menção ao comunismo,[86] citando somente diversas vezes ser socialista.[87]

Lideranças[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Kim Il-sung, em 1994, ele não foi substituído, mas sim recebeu a designação de "Presidente Eterno da República" e foi sepultado no vasto Palácio Kumsusan do Sol, no centro de Pyongyang.[88]

Estátuas de Kim Il-sung e de seu filho, Kim Jong-il, no Grande Monumento Mansudae, Pyongyang.

Embora o mandato do presidente seja simbolicamente cumprido pelo falecido Kim Il-sung,[89] [90] [91] o Líder Supremo até sua morte em dezembro de 2011 foi Kim Jong-il, que foi secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia e Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte. A legislatura da Coreia do Norte é a Assembleia Popular Suprema, atualmente liderada pelo presidente Kim Yong-nam. A outra figura importante do governo é o primeiro-ministro Choe Yong-rim.

A estrutura do governo é descrita na Constituição da Coreia do Norte, de 2009 e que oficialmente rejeita o comunismo como ideologia fundadora do país. O partido governante por lei é a Frente Democrática para a Reunificação da Pátria, uma coalizão do Partido dos Trabalhadores da Coreia e outros dois partidos menores, o Partido Social Democrático Coreano e o Partido Chongu Chondoista. Estes partidos nomeiam todos os candidatos aos cargos e mantêm todos os assentos na Assembleia Popular Suprema. Eles têm poder insignificante, visto que o líder detém o controle autocrático sobre os assuntos da nação.[92]

Em junho de 2009, foi relatado na mídia sul-coreana que a inteligência indicou que o próximo líder do país seria Kim Jong-un, o mais novo dos três filhos de Kim Jong-il.[93] Isto foi confirmado em 19 de dezembro de 2011, após a morte de Kim Jong-il.[94] Segundo Cheong Seong-changm, do Instituto Sejong, há alguma possibilidade de que o novo líder, Kim Jong-un, tenha um maior interesse visível no bem-estar do seu povo e se envolva em uma maior interação com as pessoas do que seu pai fez durante seu governo, considere reformas econômicas e a regularização das relações internacionais.[95]

Culto à personalidade[editar | editar código-fonte]

Prédios em Pyongyang públicos com enormes retratos dos líderes norte-coreanos.

O governo norte-coreano exerce controle sobre muitos aspectos da cultura do país e esse controle é usado para perpetuar um culto de personalidade em torno de Kim Il-sung,[96] e, em menor medida, à Kim Jong-il.[97] Enquanto visitou a Coreia do Norte em 1979, o jornalista Bradley Martin notou que quase toda música, arte e escultura que ele observou era para glorificar o "Grande Líder" Kim Il-sung, cujo culto de personalidade foi, então, ampliado a seu filho: o "Líder Querido" Kim Jong- il.[98] Bradley Martin também informou que há ainda a crença generalizada de que Kim Il-sung "criou o mundo" e de que Kim Jong-il poderia "controlar o tempo".[98]

Tais relatos são contestados pelo pesquisador da Coreia do Norte Brian R. Myers: "Poderes divinos nunca foram atribuídos a qualquer um dos dois Kims. Na verdade, o aparelho de propaganda em Pyongyang tem sido geralmente cuidadoso ao não fazer declarações que correm diretamente contra a experiência ou o senso comum dos cidadãos".[99] Ele explica ainda que a propaganda estatal pintava Kim Jong-il como alguém cujo conhecimento estava em assuntos militares e que a fome da década de 1990 foi parcialmente causada por desastres naturais fora do controle de Kim Jong-il.[100]

Pôster da propaganda oficial norte-coreana com o retrato oficial de Kim Il-sung.

A música "Não há Pátria-Mãe Sem Você" (당신 이 없으면 조국 도 없다), cantada pelo Coro do Exército norte-coreano, foi criada especialmente para Kim Jong-il e é uma das músicas mais populares do país. Kim Il-sung ainda é oficialmente reverenciado como "Presidente Eterno" da nação. Vários monumentos e símbolos na Coréia do Norte foram nomeados para Kim Il-sung, incluindo a Universidade Kim Il-sung, o Estádio Kim Il-sung e a Praça Kim Il-sung. Desertores têm relatado que as escolas norte-coreanas deificam ambos os líderes, pai e filho.[101] Kim Il-sung rejeitava a noção de que ele tinha criado um culto em torno de si mesmo e acusava aqueles que sugeriam isso de "sectarismo".[98] Após a morte de Kim Il-Sung, os norte-coreanos foram prostrar e chorar para uma estátua de bronze do presidente falecido em um evento organizado; cenas semelhantes foram transmitidas pela televisão estatal depois da morte de Kim Jong-il.[102]

Analistas dizem que este culto à personalidade de Kim Jong-il foi herdado de seu pai, Kim Il-sung. Kim Jong-il foi muitas vezes o centro das atenções durante toda a vida comum na Coreia do Norte. Seu aniversário é um dos feriados públicos mais importantes no país. Em seu aniversário de 60 anos (com base em sua data oficial de nascimento), celebrações em massa ocorreram em todo o país.[103] O culto à personalidade de Kim Jong-il, embora significativo, não foi tão ampla como o do seu pai. Um ponto de vista é que o culto à Kim Jong-il era unicamente por respeito a Kim Il-sung ou por medo de punição por falta de homenagem.[104] A mídia e as fontes governamentais de fora da Coreia do Norte em geral, apoiam esta ponto de vista,[105] [106] [107] [108] [109] enquanto fontes do governo norte-coreano dizem que é na verdade uma adoração a um verdadeiro herói.[110]

B.R. Myers também argumenta que o culto à personalidade norte-coreano não é diferente da adoração à Adolf Hitler na Alemanha nazista.[111] Em 11 de junho de 2012 uma estudante norte-coreana de 14 anos de idade se afogou ao tentar salvar os retratos de Kim Il-sung e Kim Jong-il de uma enchente.[112]

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

Kim Jong-Il com Vladimir Putin, 23 de agosto de 2002.

A Coreia do Norte há muito mantém estreitas relações com a República Popular da China e com a Rússia. A queda do comunismo na Europa Oriental em 1989, e a desintegração da União Soviética em 1991, resultaram em uma queda devastadora da ajuda da Rússia à Coreia do Norte, embora a República Popular da China continue a fornecer ajuda substancialmente. O país continua a ter fortes laços com seus aliados socialistas do Sudoeste da Ásia, como o Vietnã, Laos, e Camboja.[113] A Coreia do Norte começou a instalar uma barreira de concreto e arame farpado na sua fronteira ao norte, em reposta ao desejo chinês de reduzir os refugiados que fogem do governo norte-coreano. Anteriormente, a fronteira entre a China e a Coreia do Norte era fracamente patrulhada.[114]

Como resultado do programa de armamento nuclear norte-coreano, o Grupo dos Seis foi estabelecido para procurar uma solução pacífica para o mal-estar crescente entre os governos de ambas Coreias, a Federação Russa, a República Popular da China, o Japão, e os Estados Unidos. Em 17 de julho de 2007, inspetores das Nações Unidas verificaram o encerramento de cinco instalações nucleares norte-coreanas, segundo um acordo feito em fevereiro de 2007.[115] Em 4 de outubro de 2007, o presidente sul-coreano Roh Moo-Hyun e o líder norte-coreano Kim Jong-Il assinaram um acordo de paz, sobre a questão da paz permanente, conversações de alto nível, cooperação econômica, renovações ferroviárias, viagens áreas e rodoviárias, e uma seleção olímpica conjunta.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul anteriormente designavam o Norte como um Estado patrocinador do terrorismo.[116] Em 1983, uma bomba matou membros do governo da Coreia do Sul e destruiu um avião comercial sul-coreano; estes ataques foram atribuídos à Coreia do Norte.[117] O país também admitiu a responsabilidade pelo sequestro de 13 cidadãos japoneses nas décadas de 1970 e 1980s, cinco dos quais retornaram ao Japão em 2002.[118] Em 11 de outubro de 2008, os Estados Unidos removeram a Coreia do Norte de sua lista dos Estados patrocinadores do terrorismo.[119]

A maioria das embaixadas estrangeiras conectadas com laços diplomáticos à Coreia do Norte estão situadas em Pequim, ao invés de Pyongyang.[120]

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

Mapa do alcance máximo do mísseis norte-coreanos ao redor do mundo.

Kim Jong-il era o Comandante Supremo das Forças Armadas da Coreia do Norte, denominado oficialmente de Exército Popular da Coreia (kPa), e Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte. As Forças armadas norte-coreanas possuem quatro ramos: Força Terrestre, Força Naval, Força Aérea, e o Departamento de Segurança do Estado. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, a Coreia do Norte tem o quinto maior exército do mundo, com uma população de militares estimada em 1,21 milhões, com cerca de 20% dos homens situados na faixa de 17 a 54 anos de idade nas forças armadas regulares.[121] A Coreia do Norte tem a maior porcentagem de pessoas militares per capita da população inteira, com aproximadamente 1 soldado alistado para 25 cidadãos norte-coreanos.[122] A estratégia militar é designada para inserção de agentes e sabotagem atrás de linhas inimigas durante uma guerra,[121] com grande parte das forças da kPa estacionadas ao longo da altamente fortificada Zona Desmilitarizada da Coreia. O Exército Popular da Coreia opera uma grande quantidade de equipamentos, incluindo 4 060 tanques de guerra, 2 500 VBTPs, 17 900 peças de artilharia (incl. morteiros), 11 000 armas aéreas de defesa da Força Terrestre; pelo menos 915 navios da Marinha e 1 748 aviões da Força Aérea,[123] bem como cerca de 10 000 MANPADS e mísseis antitanques.[124] O equipamento é uma mistura de veículos da Segunda Guerra Mundial e pequenas armas, altamente proliferadas da tecnologia da Guerra Fria, e as mais modernas armas soviéticas. De acordo com a mídia oficial norte-coreana, os gastos militares para 2009 são 15,8% do Produto Interno Bruto.[125]

A Coreia do Norte possui programas de armas nucleares e de mísseis balísticos o que motivou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a aprovarem as resoluções 1695 de julho de 2006, 1718 de outubro de 2006 e 1874 de junho de 2009, para verificações e precauções com a realização de testes nucleares e de mísseis. O país provavelmente tem material físsil para até 9 armas nucleares,[126] e tem a capacidade de implantar ogivas nucleares em mísseis balísticos de médio alcance.[127]

A Coreia do Norte também vende seus mísseis e equipamentos militares para o exterior. Em abril de 2009 as Nações Unidas chamaram a Corporação de Vendas de Minas da Coreia (aka KOMID) como o negociante primário de armas da Coreia do Norte e principal exportador de equipamentos relacionados a mísseis balísticos e armas convencionais. A ONU também chamou a Ryonbong coreana de ajudante das vendas militares norte-coreanas.

Em 6 de outubro de 2009, a Coreia do Norte anunciou que estava pronta para retomar o seu centro nuclear em Yongbyon, embora o alto-escalão do governo anunciassem que o país ainda mantém em aberto a possibilidade de desarmamento nuclear, porém apenas depois dos Estados Unidos concordarem em conduzir conversas diretas com a Coreia do Norte. A ausência de diálogo com os Estados Unidos foi dita ser o único obstáculo para Pyongyang retomar as reuniões do six-party talks. O governo norte-americano disse que estava preparado para discutir o assunto, mas que havia certas condições a serem cumpridas. Kim Jong-il disse que como resultado de conversas com a delegação chinesa, as relações hostis entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos devem ser transformadas em laços de paz através de negociações bilaterais.[128]

Direitos humanos[editar | editar código-fonte]

Coreia do Norte (Coreia do Norte)
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Mapa dos campos de concentração de prisioneiros políticos (cor vermelha) e de prisioneiros comuns (cor azul) na Coreia do Norte. De acordo com a Agência Nacional de Informação Geoespacial dos Estados Unidos

Múltiplas organizações internacionais de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional dos Estados Unidos e a Human Rights Watch em idioma inglês, acusam a Coreia do Norte de ter um dos piores registros de direitos humanos de qualquer nação.[129] Os norte-coreanos têm sido referidos como "algumas das pessoas mais brutalizadas do mundo" pela Human Rights Watch, devido às severas restrições às suas liberdades políticas e econômicas.[130] Desertores norte-coreanos testemunharam a existência de campos de concentração com uma estimativa de 150 000 a 200 000 presos (cerca de 0,85% da população), e reportaram torturas, fome, estupros, assassinatos, experimentos médicos desumanos, trabalhos, e abortos forçados.[131] Prisioneiros políticos condenados e suas famílias são enviados para estes campos, onde são proibidos de casar-se, cultivar seu próprio alimento, e é cortada a comunicação externa.[132]

O sistema alterou-se ligeiramente no final dos anos 1990, quando o crescimento vegetativo tornou-se muito baixo. Em muitos casos, onde a pena foi de facto, substituída por punições menos severas. O suborno tornou-se prevalente em todo o país. No entanto, muitos norte-coreanos, agora, ilegalmente, usam vestimentas de origem sul-coreana, ouvem à música deles, assistem suas fitas de vídeo e recebem suas transmissões.[133] [134]

Controle sobre a expressão política e campos de trabalho[editar | editar código-fonte]

A expressão política é rigidamente controlada na Coreia do Norte. Partidários do governo que se desviam da linha do governo estão sujeitos a reeducação em seções de campos de trabalho reservadas para esse fim. Aqueles forem reabilitados com sucesso podem reassumir posições governamentais responsáveis ​​na sua liberação.[135]

Os problemáticos dissidentes políticos, sectaristas e inimigos de classe, que são considerados irredimíveis estão encarcerados junto com todos os membros familiares próximos[carece de fontes?] ou de crianças nascidas no campo em "Zonas de Controlo Total"[carece de fontes?] perpetuamente em trabalhos forçados. A maioria dos norte-coreanos são enviados para lá sem qualquer processo judicial. Muitos presos morrem nos campos desconhecem as acusações contra eles.[136] Os campos de trabalho na Coreia do Norte são na verdade áreas do país reservada para esse propósito, o Campo 22 (também conhecido como Kwan-li-assim No.22 Haengyong) tem uma população de cerca de 50 mim pessoas.[136] A maioria das pessoas morrem de desnutrição, acidentes de trabalho, e durante o interrogatório.[136] Aqueles que tentam fugir ou violar as regras do acampamento são executados ou enviados para uma prisão separada dentro da própria área.[136] Os campos de trabalho são reservados para presos políticos; criminosos comuns encarcerados em um sistema separado.[136] Há seis campos desse tipo na porção norte e nordeste da Coréia do Norte.[137]

Reunificação coreana[editar | editar código-fonte]

A política da Coreia do Norte focaliza buscar a reunificação com o Sul, sem que haja uma interferência externa, através de uma estrutura federal que mantenha a liderança de cada lado da península. Ambas Coreias do Norte e Sul assinaram a Declaração Conjunta Norte-Sul de 15 de junho na qual os dois lados fizeram promessas de procurar uma reunificação pacífica.[138] A República Federal Democrática da Coreia é um Estado proposto, mencionado primeiramente pelo presidente norte-coreano Kim Il Sung em 10 de outubro de 1980, propondo uma federação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul na qual os respectivos sistemas políticos inicialmente permaneceriam.[139]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Provinces of North Korea.PNG Província Capital Território (km²) Habitantes
1 Pyongyang Pyongyang 3 194 3 255 388
2 Região Industrial de Kaesong -- 2 66 -- 2
3 Região Turística de Kumgang-san -- 2 50 -- 2
4 Região Administrativa Especial de Shinuiju -- 2 132 349 500
5 Chagang Kanggye 16 613 1 147 946
6 Pyongan Norte Sinuiju 12 377 2 400 595
7 Pyongan Sul Pyongsong 12 330 -- 2
8 Hwanghae Sul Haeju -- 2 -- 2
9 Hwanghae Norte Sariwŏn 18 970 -- 2
10 Kangwon Wŏnsan -- 2 -- 2
11 Hamgyong Sul Hamhung 18 970 -- 2
12 Hamgyong Norte Chongjin 21 091 1 205 000
13 Ryanggang 1 Hyesan 14 317 -- 2

1 Também grafado como "Yanggang"
2 Dados insuficientes

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista de Pyongyang, a capital e o maior centro comercial da Coreia do Norte

A Coreia do Norte tem uma economia industrializada, autárquica, e altamente centralizada. Dos cinco países comunistas restantes do mundo, a Coreia do Norte é um dos apenas dois (junto a Cuba) com uma economia inteiramente planejada pelo governo, e própria do Estado.

A política de isolação da Coreia do Norte faz com que o comércio internacional seja muito restrito, dificultando um potencial significativo do crescimento da economia. No entanto, devido à sua localização estratégica no Leste da Ásia, conectado à quatro maiores economias e tendo uma mão-de-obra barata e jovem e qualificada, é esperado que a economia da Coreia do Norte cresca de 6 a 7% anualmente "como os certos incentivos e medidas de reforma".[140]

Até 1998, as Nações Unidas publicavam o IDH e o PIB per capita da Coreia do Norte, que se situava em um nível médio de desenvolvimento humano em 0,766 (na 75º posição) e o PIB per capita de US$ 4 058.[4] A média salarial é de cerca de US$ 47 por mês.[141] Apesar dos problemas econômicos, a qualidade de vida está melhorando e os salários estão subindo constantemente.[142] Mercados privados de pequena escala, conhecidos como janmadang, existem em todo o país e fornecem à população comidas importadas e determinados commodities em troca de dinheiro, ajudando então a prevenir a grave fome.[143]

Imagem de satélite da Península Coreana à noite. A disparidade dos níveis de iluminação é um indicador da diferença em desenvolvimento energético e econômico entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.[144] [145]

A economia da Coreia do Norte é completamente nacionalizada, o que significa que alimentos, habitação, saúde e educação são oferecidos pelo Estado gratuitamente.[146] A cobrança de impostos foi abolida desde 1º de abril de 1974.[147] A fim de aumentar a produtividade da agricultura e da indústria, desde os anos 1960, o governo norte-coreano introduziu inúmeros sistemas de gestão tais como o sistema de trabalho Taean.[148] No século XXI, o crescimento do PIB norte-coreano foi lento, porém constante, embora nos últimos anos, o crescimento gradualmente acelerou em 3,7% em 2008, o ritmo mais rápido em quase uma década, largamente devido a um forte crescimento de 8,2% no setor de agricultura.[149] Isto veio como uma supresa, dado que a maioria das economias reportaram um crescimento menor, devido à crise global financeira de 2008–2009.

Com base em estimativas de 2002, o setor dominante da economia norte-coreana é a indústria (43,1%), seguida pela prestação de serviços (33,6%) e a agricultura (23,3%). Em 2004, foi estimado que a agricultura empregou 37% da força de trabalho, enquanto a indústria e a prestação de serviços empregaram os restantes 63%.[37] As maiores indústrias incluem produtos militares, construção de máquinas, energia elétrica, produção química, mineração, metalurgia, produção têxtil, processamento de alimentos e turismo.

Em 2005, a Coreia do Norte foi estimada pela FAO na 10ª colocação em produção de frutas frescas[150] e na 19ª na produção de maçãs.[151] O país tem importantes recursos naturais e é o 18º maior produtor de ferro e zinco do mundo, tendo a 22ª maior reserva de carvão do mundo. Também é o 15ª maior produtor de fluorita e o 12º maior produtor de cobre e sal na Ásia. Outras maiores reservas naturais em produção incluem: chumbo, tungstênio, grafita, magnesita, ouro, pirita e energia hidráulica.[37]

Comércio exterior[editar | editar código-fonte]

A China e a Coreia do Sul são os maiores doadores de alimentos da Coreia do Norte. Os Estados Unidos alegam que não doam alimentos devido à falta de supervisão.[152] Em 2005, a RPChina e a Coreia do Sul combinaram fornecer 1 milhão de toneladas de alimentos, cada um contribuindo metade.[153] Para além da ajuda alimentar, a China fornece uma estimativa de 80 a 90% das importações de petróleo da Coreia do Norte a "preços amigáveis" que são nitidamente inferiores ao preço do mercado mundial.[154]

Uma fábrica de máquina-ferramenta na cidade de Huichon.

Em 19 de setembro de 2005, a Coreia do Norte prometeu ajuda combustível e vários outros incentivos não-relacionados ao alimentício da Coreia do Sul, dos Estados Unidos, do Japão, da Rússia, e da República Popular da China em troca de abandonar o programa de armamento nuclear e regressar ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Fornecendo alimentos em troca de abandonar programas de armamentos foi, historicamente, evitado pelos Estados Unidos para não ser visto como um "usar comida como uma arma".[155] A ajuda humanitária dos vizinhos da Coreia do Norte foi cortada, por vezes, para provocar a Coreia do Norte a retomar negociações boiocotadas. Por exemplo, a Coreia do Sul teve a "consideração adiada" de 500 000 toneladas de arroz para o Norte em 2006, porém a ideia de fornecer alimentos como um claro incentivo (em oposição em retomar a "ajuda humanitária em geral") tem sido evitada.[156] Há também rompimentos da ajuda devido ao roubo generalizado de vagões usados pela China para entregar ajuda alimentar.[157]

Em julho de 2002, a Coreia do Norte começou a experimentar o capitalismo privado na Região Industrial de Kaesong.[158] Um pequeno número de outras áreas foram designadas como Regiões Administrativas Especiais, incluindo Sinŭiju junto com a fronteira China-Coreia do Norte. A RPChina e a Coreia do Sul são os maiores parceiros comerciais da Coreia do Norte, sendo que o comércio com a China aumentou 15% a US$ 1,6 bilhões em 2005, e o comércio com a Coreia do Sul aumento 50% a mais de 1 bilhão pela primeira vez em 2005.[155] É relatado que o número de telefones móveis em Pyongyang passou de apenas 3 000 em 2002 para aproximadamente 20 000 durante o ano de 2004.[159] Em junho de 2004, no entanto, os telefones móveis tornaram-se proibidos novamente.[160] Um pequeno número de elementos capitalistas estão gradualmente se espalhando da área experimental, incluindo cartazes de publicidades ao longo de certas estradas. Visitantes recentes reportaram que o comércio de fazendas cresceu em Kaesong e Pyongyang, bem como na fronteira China-Coreia do Norte, ignorando o sistema de racionamento de alimentos.

Cada vez mais investimentos externos foram criados desde 2002.[161]

Em um evento chamado "incidente Pong Su", em 2003, um navio de carga norte-coreano, supostamente tentando contrabandear heroína da Austrália foi apreendido por oficiais australianos, reforçando suspeitas da Austrália e dos Estados Unidos de que Pyongyang se envolve no tráfico internacional de drogas. O governo norte-coreano negou qualquer envolvimento.[162]

Classes sociais[editar | editar código-fonte]

Público durante um jogo de futebol entre a Coreia do Norte e o Turcomenistão no Estádio Kim Il-Sung, em Pyongyang.

De acordo com documentos norte-coreanos e testemunhos de refugiados, todos os norte-coreanos são classificados em grupos de acordo com Songbun, um sistema de status. Com base no histórico de comportamento político, social e econômico de sua família há três gerações, bem como comportamento por parentes dentro desse sistema, Songbun é supostamente usado para determinar se uma pessoa é leal ao governo, com responsabilidade, as oportunidades dadas, ou mesmo se recebe alimentação e assistência social adequada.[163]

Songbun afeta o acesso a oportunidades de educação e de emprego e, particularmente, se uma pessoa é elegível para participar do partido governante do país.[164] [163] Existem três grupos principais e cerca de 50 sub-grupos. De acordo com Kim Il-sung, em 1958, a "classe principal" leal constituíam 25% da população norte-coreana, a "classe vacilante" 55%, e da "classe hostil" 20%.[165] O status mais elevado é concedido aos indivíduos descendentes de pessoas que participaram com Kim Il-sung na guerra contra a ocupação militar japonesa antes e durante a Segunda Guerra Mundial e para aqueles que eram trabalhadores de fábrica, operários ou camponeses a partir de 1950.[166]

Enquanto alguns analistas acreditam que o comércio privado recentemente debilitou o sistema Songbun, em certa medida, a maioria dos refugiados norte-coreanos dizem que continuam a ser uma presença marcante na vida cotidiana. No entanto, o governo norte-coreano afirma que todos os cidadãos são iguais e nega qualquer discriminação com base em antecedentes familiares.[167]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo na Coreia do Norte é organizado pela estatal Organização de Turismo ("Ryohaengsa"). Cada grupo de viajantes bem como visitantes/turistas individuais são permanentemente acompanhados por um ou dois "guias", que normalmente falam o idioma materno e o idioma do turista. Enquanto o turismo tem aumentado ao longo dos últimos anos, turistas de países ocidentais continuam poucos. A maioria dos turistas vem da China, Rússia e Japão. Cidadãos russos da parte asiática preferem a Coreia do Norte como um destino turístico devido aos relativos baixos preços, falta de poluição e o clima mais quente. Para cidadãos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, é praticamente impossível obter um visto para a Coreia do Norte. Exceções a cidadãos estadunidenses são feitas para o Festival Arirang anualmente.

Na área envolta das montanhas Kŭmgangsan, a companhia Hyundai estabeleceu e opera uma área turística especial. Também é possível para sul-coreanos e norte-americanos viajar para esta área, porém apenas em grupos organizados na Coreia do Sul. Uma região administrativa especial conhecida como Região Turística de Kumgang-san existe para este propósito. Viagens para esta região foram temporariamente suspensas desde que uma mulher sul-coreana, que passeava em uma zona militar foi morta a tiros por guardas da fronteira no final de 2008.[168]

Crises de fome[editar | editar código-fonte]

Na década de 1990, a Coreia do Norte sofreu perturbações econômicas significativas, incluindo uma série de desastres naturais, uma má gestão econômica e uma grave escassez de recursos, após o colapso do Bloco do Leste. Isto resultou em um déficit de produção de grãos de mais de 1 milhão de toneladas do que o país precisa para atender as exigências dietéticas mínimas.[169] A fome da Coreia do Norte, conhecida como "Marcha Árdua", resultou em mortes de entre 300 000 e 800 000 norte-coreanos por ano durante uma fome de três anos, atingindo em 1997, 2 milhões de mortos, sendo "a maior estimativa possível".[170] As mortes foram provavelmente causadas por doenças relacionadas à fome, como a pneumonia, a tuberculose, e a diarreia, ao invés da inanição.[170]

Em 2006, a Anistia Internacional informou que um inquérito alimentar nacional realizado pelo governo norte-coreano, o Programa Alimentar Mundial, e a UNICEF, viu que 7% das crianças eram gravemente desnutridas; 37% eram cronicamente desnutridas; 23,4% eram abaixo do peso; e uma dentre três mães foram desnutridas e/ou anêmicas, como resultado do efeito prolongado da fome. A inflação causada por algumas das reformas econômicas em 2002, incluindo a política de Songun, foi citada como causa do aumento dos preços das comidas básicas.[171]

A história da assistência japonesa à Coreia do Norte foi marcada por agitações, a partir de uma larga comunidade de norte-coreanos pro-Pyongyang no Japão para indignação pública sobre o lançamento de um míssil norte-coreano em 1998 e revelações sobre sequestros de cidadãos japoneses.[172] Em junho de 1995, um acordo foi alcançado, em que ambos os países deveriam agir conjuntamente.[172] A Coreia do Sul proporcionaria 150 000 t de grãos em sacos sem marcação, e o Japão proporcionaria 150 000 t gratuitamente e outros 150 000 t em condições favoráveis.[172] Em outubro de 1995 e janeiro de 1996, a Coreia do Norte novamente se aproximou do Japão para obter assistência. Nessas duas ocasiões, as quais vieram em momentos cruciais na evolução da fome, a oposição da Coreia do Sul anulou suas promoções.[172] Iniciando em 1997, os Estados Unidos começou a enviar ajuda alimentar à Coreia do Norte, através do Programa de Alimentar Mundial das Nações Unidas, para combater a fome. Os envios atingiram, em 1999, cerca de 700 000 t, fazendo dos Estados Unidos o maior doador externo para o país na época. Sob a administração de George W. Bush, a ajuda foi drasticamente reduzida ano após ano de 350 000 t em 2001 para 40 000 t em 2004.[173] A administração de Bush recebeu duras críticas por usar "comida como uma arma" durante conversas sobre o programa de armamento nuclear da Coreia do Norte, porém insistiu que os critérios da Agência de Desenvolvimento Internacional (USAID) eram os mesmos para todos os países e que a situação da Coreia do Norte "melhorou significativamente desde seu colapso em meados dos anos 1990". A produção agrícola cresceu de cerca de 2,7 milhões de toneladas em 1997 para 4,2 milhões de toneladas em 2004.[152]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Uma jovem norte-coreana em uma escola de Mangyongdae.

A educação na Coreia do Norte é controlada pelo governo e é obrigatória até o nível secundário. A educação norte-coreana é gratuita, e o Estado fornece aos estudantes não apenas instrução e facilidades educacionais, mas também uniformes e livros didáticos.[174] A heurística é altamente aplicada, a fim de desenvolver a independência e a criatividade dos alunos.[175] A educação obrigatória dura onze anos, e inclui um ano de pré-escola, quatro anos da educação primária e seis anos da educação secundária. O currículo escolar norte-coreano consiste em ambos assuntos acadêmicos e políticos.[176]

As escolas primárias são conhecidas como 'escolas do povo' e as crianças frequentam esta escola desde os seis até os nove anos de idade. Elas são, posteriormente, matriculadas em uma escola secundária regular ou uma escola secundária especial, dependendo de suas especialidades. Eles entram na escola secundária aos dez anos e deixam-na aos dezesseis.

O ensino superior não é obrigatório da Coreia do Norte. É composto de dois sistemas: ensino acadêmico e ensino superior. O sistema de ensino acadêmico inclui três tipos de instituições: universidades, escolas profissionais, e escolas técnicas. Escolas de pós-graduação para os níveis mestrado e doutorado são ligados às universidades, e servem a estudantes que quiserem continuar sua educação.[177] Duas universidades notáveis na RDPC são: a Universidade de Kim Il-sung e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, ambas na capital norte-coreana Pyongyang. A primeira, fundada em outubro de 1946, é uma instituição elitizada cuja inscrição de 16 000 estudantes, no início da década de 1990, ocupa, em palavras de um observador, o "regime do sistema educacional e social norte-coreano."[178]

A Coreia do Norte é um país altamente alfabetizado, com um índice de alfabetização de 99% (dados do governo de 1991).[37]

Assistência médica[editar | editar código-fonte]

A assitência médica e os tratamentos médicos são gratuitos na Coreia do Norte.[179] O governo norte-coreano gasta 3% de seu produto interno bruto em saúde. Desde a década de 1950, a RDPC pôs grande ênfase à assistência médica, e entre 1955 e 1986, o número de hospitais cresceu de 285 para 2 401, e o número de clínicas também teve um aumento de 1 020 para 5 644.[180] Há hospitais ligados a fábricas e minas. Desde 1979, foi posta uma maior ênfase na medicina tradicional coreana, baseada no tratamento com ervas e acupuntura.

Consultório de um dentista norte-coreano em dos maiores hospitais do país.

O sistema de saúde da Coreia do Norte tem tido um forte declínio desde os anos 1990, devido a desastres naturais, problemas econômicos, e escassez de alimentos e energia. Muitos hospitais e clínicas norte-coreanos sofrem, agora, com a falta dos equipamentos e medicamentos essenciais, água corrente e eletricidade.[181]

Quase 100% da população tem acesso à água e saneamento, mas a água não é completamente potável. Doenças infecciosas como a tuberculose, a malária, e a hepatite B são consideradas endêmicas no país.[182]

De acordo com estimativas de 2009, a expectativa de vida da Coreia do Norte era de 63,8 anos, quase equivalente à do Paquistão e Myanmar e pouco mais baixa que a da Rússia.[49]

Entre outros problemas de saúde, muitos cidadãos norte-coreanos sofrem as sequelas da desnutrição, causada pela fome e relativa ao fracasso do programa de distribuição. O World Food Program das Nações Unidas, em 1998, revelou que 60% das crianças do país sofriam de desnutrição, e 16% eram gravemente desnutridas.

Mídia[editar | editar código-fonte]

A mídia da Coreia do Norte é uma das mais rigorosamente controladas do mundo. Como resultado, a informação é estritamente controlada tanto notícias internas, quanto externas. A constituição norte-coreana prevê liberdade de expressão e de imprensa; no entanto, o governo proíbe o exercício desses direitos em prática. Em seu relatório de 2008, a Repórteres sem Fronteiras classificou o ambiente da mídia na Coreia do Norte como 172 de 173, atrás apenas da Eritreia.[183]

Apenas notícias que favoreçam o regime são permitidas, enquanto notícias que cubram os problemas políticos e econômicos no país, ou que critiquem o regime, não são permitidas.[184] A mídia defende o culto à personalidade de Kim Jong-il, regularmente relatando suas atividades diárias. O principal fornecedor de notícias à mídia na RDPC é a Agência Central de Notícias da Coreia. A Coreia do Norte tem 12 principais jornais e 20 grandes revistas, todas de diferentes periodicidades e todas publicadas em Pyongyang.[185] Os jornais incluem: o Rodong Sinmun, o Joson Inmingun, o Minju Choson, e o Rodongja Sinmum. Não há jornais privados.[186]

Transporte[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Internacional de Sunan em Pyongyang. Na foto, aviões da companhia aérea nacional do país, Air Koryo.

Há uma mistura de trólebus construídos e importados e bondes em centros urbanos na Coreia do Norte. Frotas anteriores foram obtidas na Europa e na República Popular da China, porém o embargo comercial forçou a Coreia do Norte a construir seus próprios veículos. Há ferrovias na República Democrática Popular da Coreia operadas pelo Choson Cul Minzuzui Inmingonghoagug, sendo este o único operador ferroviário da Coreia do Norte. O país tem uma rede de 5 200 km de vias, com 4 500 km em bitolas padrões.[187] Há uma pequena ferrovia de bitolas estreitas em operação na península de Haeju.[187] A frota de transporte ferroviário consiste em uma mistura de locomotivas elétricas e a vapor. Carros são, em sua maioria, feitos na Coreia do Norte usando os modelos soviéticos. Há algumas locomotivas do Japão Imperial, dos Estados Unidos, e da Europa ainda em uso. Locomotivas de segunda mão chinesas também foram avistadas em serviço.

O transporte aquático nos principais rios e ao longo das costas desempenha um papel crescente no transporte de mercadorias e passageiros. Exceto pelos rios Yalu e Taedong, a maioria das vias navegáveis no país, que totalizam 2 253 km, são navegáveis apenas por barcos de pequeno porte. A navegação costeira é pesada no litoral leste, cujas águas mais profundas podem acomodar navios de maiores dimensões. Os maiores portos são em Nampho na costa oeste e Rajin, Chongjin, Wonsan, e Hamhung na costa leste.

Metrô de Pyongyang em operação desde 1973, é o metro mais profundo do mundo. As estações podem funcionar como abrigo subterrâneo em caso de guerra.

A maior capacidade de carga do país na década de 1990 foi estimada de quase 35 milhões de toneladas por ano. No início dos anos 1990, a Coreia do Norte possuía uma frota mercante oceânica, em grande parte produzida internamente, de sessenta e oito barcos (de pelo menos 1 000 toneladas brutas registradas), totalizando 465 801 tons brutas registradas (709 442 toneladas métricas de porte bruto (TPB)), que inclui cinquenta e oito navios de carga e dois navios-tanque. Há um investimento contínuo na modernização e expansão das facilidades portuárias, desenvolvendo o transporte - particularmente no Rio Taedong - e aumentando a quota de transporte internacional por navios nacionais.

As conexões aéreas da Coreia do Norte são limitadas. Há voos regulares a partir do Aeroporto Internacional de Sunan – 24 km ao norte de Pyongyang – para Moscou, Khabarovsk, Pequim, Macau, Vladivostok, Banguecoque, Shenyang, Shenzhen e voos privilegiados de Sunan para Tóquio, bem como para os países da Europa Oriental, o Oriente Médio, e a África. Um acordo para dar início a um serviço de Pyongyang a Tóquio foi assinado em 1990. Voos internos são disponíveis entre Pyongyang, Hamhung, Wonsan, e Chongjin. Ao todo, os aviões civis operados pelo Air Koryo totalizaram 34 em 2008, os quais foram adquiridos pela União Soviética e a Rússia. De 1976 a 1978, quatro jatos Tu-154 foram adicionados à pequena frota de propulsores An-24s após adicionar 4 Ilyushin Il-62M de longo alcance, 3 aviões Ilyushin Il-76MD de grande porte e 2 Tupolev Tu-204-300 de longo alcance em 2008.

Um dos poucos jeitos de entrar na Coreia do Norte é sobre a Ponte da Amizade Sino-Coreia ou via Panmunjom, a antiga travessia do Rio Amnok e o último cruzamento da Zona Desmilitarizada. Automóveis privados na Coreia do Norte são uma visão rara, mas a partir de 2008 cerca de 70% das famílias utilizavam bicicletas, que também desempenham um papel cada vez mais importante no comércio privado em menor escala.[188]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Feriados[189]
Data Nome
1 de janeiro Ano-Novo
16 de fevereiro Aniversário de Kim Jong Il
15 de abril Aniversário de Kim Il-Sung
1 de maio Dia do Trabalho
8 de julho Morte de Kim Il-Sung
27 de julho Dia da vitória
5 de agosto Dia da libertação
9 de setembro Dia Nacional da Fundação
10 de outubro Fundação do Partido
27 de dezembro Dia da construção do socialismo
Espetáculo durante o Festival Arirang no Estádio Rungrado May Day, na capital norte-coreana.

A literatura e as artes da Coreia do Norte são controladas pelo Estado, sobretudo através do Departamento de Propaganda e Agitação ou Departamento de Cultura e Artes do Comitê Central do KWP.[190] A cultura coreana foi atacada durante governo japonês de 1910 a 1945. O Japão aplicava uma política assimilação cultural. Durante o governo japonês, os coreanos foram encorajados a estudar e falar japonês, adotar o sistema japonês de nomes de família e a religião xintoísta; foi proibido falar o escrever a língua coreana nas escolas, no trabalho, ou em praças públicas.[191] Além disso, o Japão alterou e destruiu vários monumentos coreanos incluindo o Palácio Gyeongbok e documentos que retratavam os japoneses em um ponto de vista negativo.

Em julho de 2004, o Complexo de Túmulos Koguryo tornou-se o primeiro local do país a ser incluindo na lista da UNESCO de Patrimônios Mundiais.[192] Em 26 fevereiro de 2008, a Orquestra Filarmônica de Nova Iorque tornou-se o primeiro grupo musical dos Estados Unidos a fazer uma performance na Coreia do Norte,[193] ainda que escolhidos a dedo os "convidados da audiência".[194] O concerto foi transmitido pela televisão nacional.[195]

Um evento popular na Coreia do Norte são os Mass Games. O maior e mais recente Mass Games foi chamado de "Arirang". Foi realizado em seis noites por semana durante dois meses, e envolveu cerca de 100 000 artistas. Participantes desde evento dos últimos anos alegam que os sentimentos antiocidentais têm sido atenuados, em comparação a performances anteriores. O Mass Games envolve artistas de dança, ginástica, e performances coreógráficas, que celebra a história da Coreia do Norte e a Revolução do Partido dos Trabalhadores. O Mass Games é feito em Pyongyang, em vários locais (que variam de acordo com a escala dos Jogos em um ano em particular) incluindo o Estádio Rungrado May Day, que é o maior estádio do mundo, com capacidade de 150 000 pessoas.[196]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A pagoda Beopjusa, um exemplo da arquitetura coreana tradicional

A arquitetura pré-moderna da Coreia pode ser dividida em dois estilos principais: aquela que é utilizada nas estruturas de palácios e templos e a utilizada nas casas comuns das pessoas (a qual apresenta variações locais). Os antigos arquitetos adotaram um sistema de suporte que se caracteriza por telhados de palha e pisos simples denominados ondol. As classes altas construíam casas altas com telhados feitos de telhas normais. Todavia há muitos sítios, como as aldeias folclóricas de Hahoe, Yangdong e Coreia, onde se conserva a arquitetura tradicional do país.[197] [198]

A arquitetura tradicional coreana utiliza a técnica tradicional do Dancheong, caracterizada pela seleção de cores que era usada para cobrir as construções dos antigos reinos coreanos, nomeadamente as pinturas murais das antigas tumbas reais: o vermelho, azul, amarelo, branco e preto. Estas cores foram utilizadas por suas propriedades especiais ante os fenômenos naturais, como o vento, sol, chuva e calor.[199]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Bulgogi, um prato coreano preparado com carne de vaca ou de porco.

A cozinha coreana, hanguk yori (한국요리, 韓國料理), ou hansik (한식, 韓食), tem evoluído através de séculos de mudanças sociais e políticas.[200] Os ingredientes e pratos variam conforme a cultura de cada província. Existem muitos pratos regionais significativos que têm proliferado com diferentes variações em todo país. A cozinha da corte real coreana chegou a reunir todas as especialidades regionais únicas para a família real. Por muito tempo, o consumo de alimentos foi regulado por uma série de modos e costumes, tanto para os membros da família real, quanto para os camponeses coreanos.[200]

A cozinha coreana se baseia em grande parte em arroz, talharins, tofus, verduras, peixes e carnes.[200] A comida tradicional coreana se caracteriza pelo número de acompanhamentos, banchan (반찬), que são servidos junto com o arroz de grão curto fervido. Cada prato é acompanhado por numerosos banchan. Entre os pratos tradicionais mais consumidos estão o bulgogi, o bibimbap e o galbi.[201]

O chá é uma parte importante da gastronomia nacional, e a cerimônia do chá é uma das tradições mais arreigadas da população. Os chás do país são preparados com cereais, ervas medicinais, sementes e frutos.[202] As bebidas alcoólicas são feitas a partir dos cereais desde antes do século IV. Entre os principais licores sul-coreanos, encontram-se o takju (não refinado), o cheongju (medicinal) e o soju (licor destilado). O takju é a base para a fabricação de outras bebidas regionais, aumentando ou diminuindo o tempo de fermentação.[203]

Esportes[editar | editar código-fonte]

A primeira participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Verão ocorreu em 1972, realizado na cidade alemã de Munique, na Alemanha Ociental, conquistando cinco medalhas, entre elas, uma de ouro. Quatro anos depois, em Montreal, o país conseguiu uma medalha de ouro e uma de prata no boxe, e obteve cinco medalhas no boxe, luta livre, e no levantamento de peso em Moscou. Em 1984, o país integrou o bloco do leste nos Jogos de Los Angeles, e quatro anos depois, também boicotou os de 1988 em Seul, devido à indisponibilidade da Coreia do Sul em ser sede do evento junto com a Coreia do Norte. Apesar da maioria dos países socialistas terem boicotado os Jogos em 1984, apenas Cuba se solidarizou no boicote de 1988.[204] A Coreia do Norte retornou aos Jogos em 1992, em Barcelona, conquistando inéditas nove medalhas, sendo quatro delas de ouro.[205]

A Coreia do Norte jogando contra o Brasil durante a Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul.

Nos Jogos de Sydney em 2000 e Atenas em 2004, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul marcharam juntas pela primeira vez nas cerimônias de abertura e de encerramento sob a Bandeira de Unificação Coreana. Isso aconteceu nestas duas edições, mas não em Pequim 2008, pois as tensões políticas se deterioraram novamente,[206] e ambas competiram separadamente.[207] A Coreia do Norte conquistou medalhas em todos os Jogos Olímpicos que disputou.[208]

A Coreia do Norte participou de diversos Jogos Olímpicos de Inverno,[208] competindo pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1964, realizado na cidade austríaca de Innsbruck. O atleta norte-coreano Pil-Hwa Han ganhou uma medalha de prata na patinação de velocidade de 3 000 metros. Outra medalha ganha pela Coreia do Norte em Jogos Olímpicos de Inverno foi uma medalha de bronze em 1992, nos Jogos Olímpicos de Albertville, quando Ok-Sil Hwang conseguiu a terceira colocação na patinação de velocidade sobre pista curta 500 metros. O Norte e o Sul novamente marcharam juntas sob a Bandeira da Unificação nos Jogos de Turim, em 2006.

Pelo futebol, a Seleção Norte-Coreana de Futebol já foi medalhista de ouro nos Jogos Asiáticos de 1978, na Universíada de Verão de 2003 e na Universíada de Verão de 2007 pelo futebol feminino. Em Copas do Mundo FIFA, a seleção participou de duas edições: a primeira em 1966, onde teve um bom retrospecto, tendo chegado às quartas-de-final da competição, ao eliminar a poderosa seleção italiana;[209] a segunda foi em 2010, foi sorteada no chamado "grupo da morte", onde disputaria a classificação com o Brasil, Portugal e Costa do Marfim. O governo anunciou que gravaria os jogos e apenas transmitiria-os para a população caso a seleção norte-coreana obtivesse resultados favoráveis.[carece de fontes?] Ocorreu que a seleção perdeu o primeiro jogo para a seleção brasileira por 2 a 1, perdeu para a seleção portuguesa por 7 a 0 e perdeu para a seleção marfinense por 3 a 0, sendo assim, desclassificada na primeira fase, como a seleção de pior no campeonato,[210] marcando um gol e tomando 12. Segundo dissidentes do país e agentes do serviço de espionagem da Coreia do Sul, os jogadores e inclusive o técnico da seleção teriam sofrido violações dos direitos humanos em punições devido a má campanha durante a Copa do Mundo FIFA de 2010.[211]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

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