O Globo

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O Globo
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Razão social Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Periodicidade Diário
Formato Standard
Fundador(es) Irineu Marinho
Presidente Roberto Irineu Marinho
Diretor Ascânio Seleme
Editor-chefe Ascânio Seleme
Fundação 29 de julho de 1925 (88 anos)
Idioma (português brasileiro)
Sede Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Publicações irmãs Extra
Página oficial O Globo

O Globo é um jornal diário de notícias brasileiro, fundado em 29 de julho de 1925 e sediado no Rio de Janeiro. Está orientado para o público da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. É parte integrante das Organizações Globo, de propriedade da família Marinho, que inclui a Rádio Globo e a Rede Globo de Televisão. Funcionou como jornal vespertino até 1962, quando se tornou matutino. De orientação política conservadora, é um dos jornais de maior tiragem do país.[1] Ao lado da Folha de S. Paulo, Correio Brasiliense e O Estado de S. Paulo, O Globo é um dos jornais mais influentes do Brasil.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Parque gráfico localizado em Duque de Caxias

O jornal foi fundado em 29 de julho de 1925 por Irineu Marinho. No entanto, Irineu faleceu 21 dias após a fundação do jornal. O Globo foi então herdado por seu filho Roberto Marinho, que trabalhava na empresa como repórter e secretário particular do pai. Roberto, entretanto, preferiu deixar o comando da empresa nas mãos do jornalista Euclydes de Matos, amigo de confiança de seu pai. Somente assumiu o controle da empresa após a morte de Euclydes, em 1931. Em 1936, O Globo lançou a primeira telefoto da imprensa brasileira. Durante a Segunda Guerra Mundial, o jornal criou o Globo Expedicionário, que levava informações sobre o Brasil para os soldados brasileiros servindo na Europa. Por meio do jornal, da venda de história em quadrinhos, graças ao lançamento de sua primeira revista O Globo Juvenil em 12 de junho de 1937[3] , logo em seguida em 1939, foi lançada a revista O Gibi, o nome gibi se tornaria sinônimo de revista em quadrinhos[4] , e investimentos no ramo imobiliário, Roberto Marinho conseguiu criar um poderoso conglomerado de empresas de mídia, as Organizações Globo, hoje constituída pela TV Globo, Rádio Globo, Editora Globo e demais veículos.

Tornou-se o primeiro jornal brasileiro a circular aos domingos, em 1972.[5]

Em 29 de julho de 1996, lançou sua versão digital, O Globo On,[6] após o Jornal do Brasil, o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.

Em 17 de agosto de 2013, disponibilizou o acervo histórico completo de todas as edições na Internet.[7]

Colunistas[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

O jornal apoiou o golpe da ditadura militar de 1964 [8] e manteve estreitos laços com os governos militares que se seguiram. Em 1984, Roberto Marinho, proprietário de O Globo, publica artigo em seu jornal declarando apoio ao Regime Militar desde o seu início em 1964 até o processo de abertura política.[9] Em agosto de 2013, grupo reconheceria como "um erro" o apoio ao golpe militar de 1964.[10]

O ano de 2013 foi um ano em que o jornal 'O Globo', assim como outros veículos das Organizações Globo, foi duramente criticando por diversos setores da sociedade civil. A cobertura das manifestações populares que levaram milhões de pessoas às ruas no Brasil foi distorcida, com enorme destaque à eventuais depredações e sem discussão do processo político e das causas das manifestações. [11] [12] Numa capa bastante questionada da edição de 17 de outubro de 2013, a prisão arbitrária em massa de dezenas de cidadãos em espaço público foi descrita com frases como "Crime e punição", "Engajado e baleado", além da descrição de todos como 'vândalos' em letras garrafais. [13]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vários. Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Santana do Parnaíba: Plural, 1998. 2728 p.

Referências

  1. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, 1998, pp. 2728.
  2. Media and Communications: Brazil (em inglês). Biblioteca do Congresso (30 de novembro de 2006). Página visitada em 23 de julho de 2010.
  3. Sidney Gusman (28/01/2008). Globo tira os quadrinhos das bancas e foca o trabalho em livrarias. Universo HQ.
  4. Gonçalo Júnior Editora Companhia das Letras, A guerra dos gibis: a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964, 2004. ISBN 8535905820
  5. Confira as 40 empresas premiadas com o Marketing Best Edição Especial 20 anos. Propmark. Página visitada em 10 de julho de 2010.
  6. Versão eletrônica do GLOBO é lançada com festa. O Globo (30 de julho de 1996). Arquivado do original em 19 de agosto de 2013.
  7. O GLOBO lança acervo digital com 88 anos de História. O Globo (17 de agosto de 2013). Página visitada em 19 de agosto de 2013.
  8. Globo diz que errou e pede desculpas por apoio à ditadura. Pragmatismo Político (02 de setembro de 2013). Página visitada em 20 de outubro de 2013.
  9. Roberto Marinho (7 de outubro de 1984). Julgamento da Revolução. O Globo. Página visitada em 17 de junho de 2011. "'"Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente."'"
  10. Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro. O GLOBO (31/08/13).
  11. [1] Um editorial jogado por terra
  12. [2] Virou rotina
  13. O protesto de manifestantes contra a capa de O Globo. viomundo (18 de outubro de 2013). Página visitada em 19 de outubro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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