Fernando Gabeira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fernando Gabeira
Fernando Gabeira
Deputado federal pelo Rio de Janeiro
Mandato: 1995atualidade
Nascimento: 17 de fevereiro de 1941 (68 anos)
Juiz de Fora,Minas Gerais
Partido: Partido Verde

Fernando Paulo Nagle Gabeira (Juiz de Fora, 17 de fevereiro de 1941) é um escritor, jornalista e político brasileiro. É primo da jornalista Leda Nagle

Índice

[editar] Biografia

É conhecido pela sua atuação no Partido Verde (do qual é membro-fundador), defendendo posições polêmicas em questões consideradas como tabus na cultura política brasileira (como a profissionalização da prostituição e a descriminalização da maconha). Como esquerdista histórico, esteve em diversas vezes alternando-se como membro do PV e o PT, candidatando-se ora pelo primeiro, ora pelo segundo, em diversas eleições.

É também conhecido por ter participado da luta armada contra o Regime Militar de 1964. Juntamente com o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), que tentava instaurar o comunismo no Brasil, participou do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick às vésperas do 7 de setembro de 1969, episódio registrado em seu livro O Que É Isso, Companheiro?, de 1979. O seqüestro ocorreu como forma de pressionar o regime militar a libertar 15 políticos esquerdistas, então presos por motivos políticos. De fato, tais presos foram libertos e exilados, apesar dos envolvidos no seqüestro terem sido presos algum tempo depois.

Fernando Gabeira esteve exilado entre 1970 e 1979, voltando ao país com a Lei da Anistia. Passou então a atuar como jornalista e escritor, defendendo o fim do Regime Militar. Após 1985, apoia a causa dos direitos das minorias e do meio-ambiente.

É o pai da surfista Maya Gabeira.

[editar] Carreira política

Após voltar ao Brasil, em 1986 Fernando Gabeira foi candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo PT, sendo derrotado por Moreira Franco; em 1989 concorreu à Presidência da República, dessa vez pelo PV, obtendo 0,18% dos votos.

Foto: José Cruz/ABr.

Em 1994, Fernando Gabeira é eleito deputado federal, pelo Partido Verde do Rio de Janeiro, sendo reeleito em 1998. Em 2002, trocou o Partido Verde pelo PT novamente, sendo novamente eleito. Após considerar um absurdo ter tido que esperar durante uma hora para ser atendido pelo então Ministro-Chefe da Casa Civil José Dirceu[1], decidiu abandonar mais uma vez o partido, ficando algum tempo sem legenda.

Em 2005, na Câmara dos Deputados, Gabeira chamou o então Presidente da Casa, Severino Cavalcanti de "vergonha para o país", e ameaçou começar um movimento para derrubá-lo se ele continuasse a apoiar em nome do Congresso empresas que utilizam trabalho escravo[2]. Também participou da CPI das Sanguessugas, em 2006, como um dos sub-relatores.

Filiando-se novamente ao PV, concorreu à reeleição, sendo o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro em 2006.

Em 2008 lançou sua candidatura a prefeitura do Rio de Janeiro em uma aliança com o PSDB e o PPS. Fernando Gabeira ficou em segundo lugar no primeiro turno das eleições à prefeitura do Rio de Janeiro, ocorrida no dia 5 de outubro, com 839.994 dos votos válidos, ou 25.61%. [3] No segundo turno, Fernando Gabeira obteve 1.640.970 de votos, ou 49,17% dos votos válidos e perdeu por uma diferença de apenas 1,66% para seu adversário, Eduardo Paes [4].

Em 2009, Gabeira admitiu o uso indevido da sua cota parlamentar de passagens aéreas [5], possibilitando que terceiros, cujos nomes não foram divulgados, viajassem utilizando o dinheiro público. O próprio deputado admitiu que este escândalo pode significar sua morte política, tendo inclusive cogitado abandonar a carreira pública [6], mudando de opinião logo em seguida.

[editar] Literatura

Escreveu o livro O Que É Isso, Companheiro?, sobre sua participação na luta armada contra a ditadura militar brasileira e seu posterior exílio na Europa, que venceu o Prêmio Jabuti de Biografia e/ou Memórias em 1980 e foi transformado em filme pelo cineasta Bruno Barreto em 1997.

Precedido por
Cyro dos Anjos

Prêmio Jabuti - Biografia e/ou Memórias

1980
Sucedido por
Alfredo Sirkis

Referências

[editar] Ligações externas

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Citações no Wikiquote
Ferramentas pessoais
Criar um livro
Outras línguas