Bergson Gurjão Farias

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Bergson Gurjão Farias
Nascimento 17 de maio de 1947
Fortaleza, Brasil
Morte ? de maio de 1972 (25 anos)
região do Araguaia, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação guerrilheiro
Influências

Bergson Gurjão Farias (Fortaleza, 17 de maio de 1947 - Araguaia, ? de maio de 1972) foi um ativista e guerrilheiro brasileiro, integrante do Partido Comunista do Brasil e da Guerrilha do Araguaia.

Ex-estudante de química na Universidade Federal do Ceará, ocupava a vice-presidência do Diretório Central dos Estudantes da universidade quando foi preso durante o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna,São Paulo, em outubro de 1968, e expulso da faculdade. Condenado a dois anos de prisão à revelia em 1969, Bergson caiu na clandestinidade após ser ferido durante manifestações estudantis no estado e foi enviado pelo partido para engrossar o contingente de militantes na área rural do Araguaia. No local, com orientação e financiamento de países comunistas, como Cuba, se pretendia criar uma guerrilha de resistência no campo com o objetivo de facilitar a implantação do comunismo no Brasil.

Usando o codinome 'Jorge' e com grande espírito de liderança, ele exerceu funções de comando no Destacamento C da guerrilha, na área de Caianos. Em maio de 1972, ainda durante as primeiras ações da ofensiva militar na região, Bergson veio a ser o primeiro morto entre os guerrilheiros da Araguaia. Metralhado num tiroteio acontecido durante emboscada, em que foi emboscado por militares infiltrados entre os camponeses de quem ia comprar rolo de fumo e suprimentos, foi levado ferido para a base militar montada em Xambioá e morto a golpes de baioneta. Seu corpo, pendurado numa árvore e todo deformado, foi chutado e cuspido pelos soldados mobilizados na caça aos guerrilheiros.

Como a Guerrilha do Araguaia era um segredo do governo militar, que negou por vários anos sua simples existência, e sempre recusou-se a dar qualquer declaração sobre os guerrilheiros mortos no conflito, mesmo depois que as histórias sobre ela vieram à tona, Bergson passou mais cerca de trinta anos dado como desaparecido político.

Finalmente, em julho de 2009, ossadas encontradas nos anos 90 no cemitério de Xambioá, foram identificadas como sendo de Bergson. Junto com Maria Lúcia Petit, ele tornou-se o único guerrilheiro morto no Araguaia identificado através de exames de DNA.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]