Dilma Rousseff

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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Dilma Vana Rousseff Linhares (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores, e atual ministra da Casa Civil. É graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado em teoria econômica e doutorado em economia monetária e financeira, ambos pela Unicamp.

Na década de 1960, durante a regime militar, participou da luta armada atuando em organizações de esquerda, como a Política Operária e o Comando de Libertação Nacional (COLINA).[1]. Participou, na época, da ação que roubou o cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros onde foram subtraídos US$ 2,6 milhões de dólares americanos. Por essa ação, Dilma foi condenada e esteve presa entre 1970 e 1973 nos órgãos públicos de repressão política, quando afirma ter sido torturada. Em dezembro de 2006, a Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro aprovou [1] pedido de indenização por parte de Dilma e outras 18 pessoas presas em dependências de órgãos do governo estadual na época.

No final da década de 1970, casou-se com o também militante político Carlos Franklin de Araújo, fixando residência no Rio Grande do Sul. Teve uma filha com ele. O casamento durou até 2003.

Participou da reestruturação do Partido Trabalhista Brasileiro, vínculada ao grupo de Leonel Brizola. Após a perda da sigla para o grupo de Ivete Vargas, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista.

Foi Secretária de Minas e Energia durante o governo Alceu Collares no estado, entre 1991 e 1995. Em 1998 o petista Olívio Dutra ganha as eleições para o governo gaúcho com o apoio do PDT no segundo turno e Dilma retornou à Secretaria de Minas e Energia. No final de 1999 o PDT deixa o governo e exige de seus filiados a entrega dos cargos. Dilma sai do PDT e filia-se ao PT continuando no governo a exemplo do que também fizeram Emília Fernandes, Milton Zuanazzi e o trabalhista histórico Sereno Chaise.

Dilma Rousseff integra o governo de Lula desde o início, em 1º de janeiro de 2003, como ministra de Minas e Energia. Trocou de cargo, e passou a chefiar a Casa Civil em 21 de junho de 2005, em lugar de José Dirceu.

[editar] Dossiê da Casa Civil

Em virtude do escândalo dos cartões corporativos, que eclodiu em janeiro de 2008, atingindo o governo federal e causando inclusive a exoneração da ministra de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, a oposição entrou com um pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigações mais aprofundadas.

Temendo um desgaste do presidente Lula, com a divulgação de gastos supérfluos feitos por membros de sua família e de pessoal mais próximo, surgiu, em reunião na Casa Civil, a idéia de levantar dados de gastos do governo passado, com ênfase no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, Ruth Cardoso. Esse chamado "banco de dados" seria uma maneira de esfriar os ânimos oposicionistas, pois mostraria que o presidente anterior também efetuara gastos suspeitos. Porém, os dados coletados eram parte de arquivo sigiloso, e vazaram para jornalistas e parlamentares[2].

Em 22 de março de 2008, reportagem publicada pela revista Veja revelou que o Palácio do Planalto montou um dossiê que detalhava gastos da família de FHC. A matéria diz que os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. A Casa Civil negou a existência do dossiê sobre os gastos de FHC, apresentando no espaço de 15 dias três versões diferentes sobre o assunto, todas depois desmentidas pela imprensa[3]. No dia 28 de março, foi a vez do jornal Folha de São Paulo publicar uma reportagem revelando que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito da ministra Dilma Rousseff, deu a ordem para a organização do dossiê. Em desastrada entrevista coletiva no dia 04 de abril, Dilma reconhece a feitura do banco de dados, mas descarta conotação política para o mesmo. Confessa porém, que o vazamento de informações e papéis federais é crime, e que uma comissão de inquérito interna iria apurar o fato.

No dia 7 de abril, a Polícia Federal decide investigar o caso.

Em 7 de maio, em audiência na Comissão de Infra-Estrutura do Senado Federal[4], Dilma se dispõs a responder questões relativas ao dossiê.

A entrevista teve passagens polêmicas como a seguinte declaração de Dilma face a uma pergunta do senador pelo estado do Rio Grande do Norte José Agripino Maia: eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador

[editar] Referências

[editar] Ligações externas

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