Petrobras

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Petrobras
Petrobras horizontal logo (international).svg
Slogan O desafio é a nossa energia.
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa:PETR3, PETR4
NYSE: PBR, PBRA
Latibex:XPBR , XPBRA, BCBA: APBR, APBRA
Indústria Petróleo, Gás, Energia e Biocombustível
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 3 de outubro de 1953 (60 anos)
Sede Rio de Janeiro, RJ,  Brasil
Presidente Maria das Graças Foster
Empregados 81 918.[1] (2009)
Produtos Combustíveis, Derivados de Petróleo e GLP
Valor
de mercado
Aumento R$ 223,109 bilhões (Jun/2014)[2]
Lucro Aumento R$ 23,57 bilhões (2013)[3]
Faturamento Aumento R$ 304,89 bilhões (2013)[3]
Página oficial www.petrobras.com.br

Petróleo Brasileiro S.A. ou simplesmente Petrobras é uma empresa de capital aberto (sociedade anônima), cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil (União). É, portanto, uma empresa estatal de economia mista.[4] Instituída em 3 de outubro de 1953 e sediada no Rio de Janeiro, opera hoje em 25 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo e seus derivados. O seu lema atual é "Uma empresa integrada de energia que atua com responsabilidade social e ambiental".

A empresa estava em 2011 no quinto lugar na classificação das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo.[5] Em valor de mercado, é a segunda maior empresa do continente americano [6] e a quarta maior do mundo, no ano de 2010.[7] Em Setembro de 2010, passou a ser a segunda maior empresa de energia do mundo, sempre em termos de valor de mercado, segundo dados da Bloomberg e da Agência Brasil.[8] [9] [10]

Ficou famosa mundialmente por ter efetuado em outubro de 2010 a maior capitalização em capital aberto de toda história da humanidade: US$ 72,8 bilhões (R$ 127,4 bilhões),[11] praticamente o dobro do recorde até então, a dos correios do Japão (Nippon Telégrafos e Telefonia),com US$ 36,8 bilhões capitalizados, em 1987.[12]

Nome[editar | editar código-fonte]

Originalmente Petrobrás, o nome fantasia da empresa foi alterado para Petrobras, apesar da terminação oxítona em 'a', (seguida de 's'), obedecendo à Lei nº 7.565 de 1971, em acordo com a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa, segundo as quais nenhuma sigla é acentuada na língua portuguesa. Em dezembro de 2000 foi anunciada uma alteração: o novo nome fantasia seria Petrobrax, que alegadamente seria mais adequado à pronúncia na língua inglesa, já que a empresa tornava-se importante internacionalmente. Seria também uma maneira de expandir a sua operação de varejo na América Latina (postos de gasolina) contornando uma negativa imagem imperialista que o Brasil exerce sobre seus vizinhos[carece de fontes?]. No entanto, houve uma forte rejeição no meio político e entre os funcionários da empresa, bem como entre a população brasileira em geral, pois isso representaria o abandono do sufixo bras (de Brasil). No início de 2001 a diretoria abandonou definitivamente os planos de alterar o nome fantasia da empresa.

Em 1998, a marca da Petrobras para uso fora da América do Sul foi modificada. A cor do logotipo Petrobras foi alterada de verde para um azul da escala especial pantone. Entretanto, devido à continuidade do processo de internacionalização da companhia - particularmente no segmento Abastecimento -, com a abertura das primeiras estações de serviço na Bolívia, em 2001 e a compra da Perez Companc Energía (PECOM Energía S.A.), a segunda maior empresa petroleira da Argentina, com operações também no Peru e Venezuela em 2002, um novo ajuste foi realizado, passando-se a utilizar fora do Brasil somente o logotipo Petrobras em azul, sem símbolo BR.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial iniciou-se no Brasil um intenso debate sobre a melhor maneira de explorar o petróleo no país. O assunto era polêmico uma vez que envolvia diversos aspectos políticos, tais como a soberania nacional, a importância dos recursos minerais estratégicos, a política de industrialização e os limites de atuação das empresas multinacionais no país, e foi um dos mais marcantes na História do Brasil nas décadas de 1940 a 1960. Para debatê-lo, constituíram-se dois grupos com posições distintas: um que defendia a abertura do setor petrolífero à iniciativa privada, nacional e estrangeira, e outro, que desejava o monopólio estatal do petróleo.

Ao ser promulgada, a Constituição brasileira de 1946 estabelecia que a regulamentação sobre a exploração de petróleo no país fosse feita por meio de lei ordinária, criando assim a possibilidade da entrada de empresas estrangeiras no setor petrolífero.

Em 1948, o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, enviou ao Congresso Nacional do Brasil um anteprojeto do Estatuto do Petróleo que, se aprovado, permitiria a participação da iniciativa privada na indústria de combustíveis. À época não existiam no país empresas nacionais com recursos financeiros, nem com tecnologia necessária, para a exploração de petróleo. Isso levou a que os chamados "nacionalistas" não concordassem com aquele anteprojeto de lei, por entenderem que a sua aprovação significaria simplesmente a entrega da estratégica exploração do petróleo brasileiro aos interesses das multinacionais: a produção mundial de petróleo era, naquela época, dominada por um oligopólio constituído pelas chamadas "Sete irmãs", das quais cinco eram estadunidenses. Para defender a tese do monopólio estatal do petróleo organizaram um amplo movimento popular, a campanha "O petróleo é nosso!", em que se destacou, entre outros, o nome do escritor Monteiro Lobato. A mobilização popular conseguiu impedir a tramitação do Anteprojeto do Estatuto do Petróleo no Congresso Nacional e muito contribuiu para a aprovação da Lei 2004 de 3 de outubro de 1953, que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo e instituiu a Petrobrás.

Fundação[editar | editar código-fonte]

Edifício sede da Petrobras, Rio de Janeiro.
Posto da Petrobras em Santiago, Chile

A empresa foi instituída pela Lei nº 2004, sancionada pelo então presidente da República, Getúlio Vargas, em 3 de outubro de 1953. A lei dispunha sobre a política nacional do petróleo, definindo as atribuições do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), estabelecendo o monopólio estatal do petróleo e a criação da Petrobras.

As atividades da empresa foram iniciadas com o acervo recebido do antigo Conselho Nacional do Petróleo, que manteve a função fiscalizadora sobre o setor.

As operações de exploração e produção de petróleo, bem como as demais atividades ligadas ao setor de petróleo, gás natural e derivados, à exceção da distribuição atacadista e da revenda no varejo pelos postos de abastecimento, foram conduzidas pela Petrobras de 1954 a 1997, período em que a empresa tornou-se líder na comercialização de derivados no país.

Depois de exercer por mais de 40 anos, em regime de monopólio, o trabalho de exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil, a Petrobras passou a competir com outras empresas estrangeiras e nacionais em 1997, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei N° 9.478, de 6 de agosto de 1997. Tal lei regulamentou a redação dada ao artigo 177, §1º da Constituição da República pela Emenda Constitucional nº9 de 1995, permitindo que a União contratasse empresas privadas para exercê-lo.

A partir daí foram criadas a Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pela regulação, fiscalização e contratação das atividades do setor e o Conselho Nacional de Política Energética, órgão encarregado de formular a política pública de energia.

Período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

Plataforma petrolífera P-20, da Petrobras: a exploração de petróleo em águas profundas tornou a empresa numa referência mundial.

Em 2003, coincidindo com a comemoração dos seus 50 anos, a Petrobras dobrou a sua produção diária de óleo e gás natural ultrapassando a marca de 109 milhões de barris, no Brasil e no exterior.

No dia 21 de abril de 2006, o então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à produção da plataforma P-50, no Campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. Nesta época, após 53 anos de operação e trabalho da empresa, o Brasil chegou a atingir uma temporária autossuficiência em petróleo (posteriormente perdida devido ao aumento de consumo).

Além das atividades da holding, o Sistema Petrobras inclui subsidiárias - empresas independentes com diretorias próprias, interligadas à sede. Além disso, há o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que adquiriu renome internacional nas últimas décadas pelas tecnologias que desenvolve.

Acidentes e vazamentos[editar | editar código-fonte]

2012[editar | editar código-fonte]

  • Em 6 de setembro de 2012, o tombamento de um caminhão na Rodovia Doutor Manuel Hipólito Rego causou o vazamento de quinze mil litros de óleo diesel. O vazamento afetou gravemente vários córregos da região e a praia de Maresias, em São Sebastião.[13] [14] A CETESB aplicou à Petrobras e à empresa transportadora multa de aproximadamente noventa e dois mil reais em cada empresa.[15]

2013[editar | editar código-fonte]

  • Em 28 de novembro de 2013, uma explosão seguida de incêndio na unidade de destilação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) interrompeu parte das atividades da refinaria. Não houve feridos.[29]

Concursos públicos[editar | editar código-fonte]

Por ser parte da administração pública indireta, a Petrobras contrata pessoal através de concursos públicos.

Data de abertura Data das provas Organizadora Nível Médio/Técnico Nível Superior
Vagas Cadastro Vagas Cadastro
20 de fevereiro de 2014[30] [31] 18 de maio de 2014 Fundação Cesgranrio 89 1000 11 132

Lucratividade e desempenho em bolsas de valores[editar | editar código-fonte]

Gráfico mostrando informações sobre as operações globais da Petrobras.
Gráfico ilustrando a receita da estatal por ano.

Em 2007, a Petrobras obteve um lucro de 21,7 bilhões de reais, uma queda de 17% em relação ao seu recorde de 2006,[32] que foi o maior lucro da história da empresa e, segundo análise da consultoria Economática, foi o maior lucro nos últimos 20 anos jamais obtido dentre todas as empresas de capital aberto na América Latina.[33] O aumento da produção de petróleo, maior carga processada de óleo pesado nacional, maior utilização da capacidade de refino e aumento de preços são alguns dos responsáveis pelos resultados recordes. Seus sucessivos lucros são um dos grandes pilares na manutenção do superávit primário brasileiro, contribuindo a Petrobras assim, positiva e significativamente, com o equilíbrio das contas do Tesouro Nacional.

Em 2006, a Petrobras entrou para o seleto grupo de empresas cujo valor de mercado em bolsa supera cem bilhões de dólares.[34] A empresa estatal Petrobras foi a empresa de capital aberto mais lucrativa da América Latina nos nove primeiros meses do ano de 2007, constatou a consultoria Economatica. De janeiro a setembro desde ano, a Petrobras lucrou US$ 8,951 bilhões. O segundo lugar é da mineradora Vale do Rio Doce, com US$ 8,481 bilhões.[35] Em 21 de maio de 2007, a Petrobras foi eleita a oitava companhia mais respeitada do mundo segundo o Reputation Institute[36] [37] .

O valor das ações da Petrobras subiu 1200% entre maio de 1997 e junho de 2007 e a empresa obteve um lucro recorde em 2006 de 25,9 bilhões de reais [38] , ano em que se tornou a oitava maior empresa de petróleo do mundo [39] .

No dia 8 de novembro de 2007, após o anúncio da descobertas das reservas de Tupi [40] , o valor internacional de mercado da Petrobras subiu 48,3 bilhões (US$ 28,3 bilhões) num único dia, com a confirmação da megarreserva de petróleo leve na Bacia de Santos. Seu novo valor internacional de mercado, R$ 385,1 bilhões (US$ 221,9 bilhões),[41] alçou a Petrobras à 6ª posição entre as maiores companhias nos Estados Unidos, à frente de gigantes como Procter & Gamble, Google, Berkshire Hathaway e Cisco Systems.[41]

Arranha-céu da Petrobras na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo.

As ações preferenciais da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo (código: PETR4) fecharam em alta de +16,44%. O papel, considerado uma Blue Chip (denominação dada aos papéis de destaque), não costumava apresentar altas significativas em um único dia havia bastante tempo. O número de negócios realizados foi de 32 613, com volume movimentado de mais de 3,35 bilhões de reais. As ações ordinárias (código: PETR3) também tiveram forte alta, +16,73%, com 5680 negócios. O fato determinante para este fenômeno foi a confirmação da descoberta de uma jazida gigantesca de petróleo no campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos [42] .

Durante todo o pregão deste dia, foram as ações da Petrobras que mantiveram o índice Ibovespa em alta, enquanto os papéis de muitas outras empresas despencavam, seguindo a baixa do índice Dow Jones.

Em 2008 a Petrobras ultrapassou a Microsoft, tornando-se a terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado, segundo a consultoria Economática.[6] No mesmo ano a estatal tornou-se a terceira empresa mais lucrativa das Américas, exceto o Canadá, superando a Vale.[43]

Em setembro de 2010, de maneira a conseguir financiamento próprio para a exploração da camada de pré-sal,[44] a Petrobras realizou uma capitalização de 120 bilhões de reais, através da oferta de ações no mercado financeiro, a maior já realizada no mundo.[45]

Em agosto de 2011 a empresa quebrou mais dois recordes de lucro líquido: R$ 10,94 bilhões no segundo trimestre do ano, e também o recorde de R$ 21,9 bilhões no primeiro semestre do ano.[46]

Em outubro de 2013 a empresa era a mais endividada do mundo, segundo relatório do Bank of America Merril Lynch.[47]

Resultados financeiros e operacionais[editar | editar código-fonte]

Ano Lucro líquido
(R$ bilhões)
Receita líquida
(R$ bilhões)
Ebitda
(R$ bilhões)
Ativos
(R$ bilhões)
Endividamento
(R$ bilhões)
Produção de petróleo
(bpd milhões)
2013[3] 23,57 304,89 267,82 1,931
2012[48] 21,18 53,43 1,980
2011[49] 33,31 244,18 62,25 2,021
2010[3] 35,19
2009[3] 28,98
2008[3] 32,99

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de batismo da Plataforma P-52, ao lado de funcionários da Petrobras em Angra dos Reis (RJ).
Plataforma da empresa próximo a Ponte Rio-Niterói
Dados referentes a 2008
  • Laboratórios - 226 [50]
  • Exploração - 63 sondas de perfuração (Terra e Mar)
  • Reservas - 11,19 bilhões de barris de óleo e gás equivalente (boe)
  • Poços Produtores - 13 174
  • Plataformas de produção em operação - 113
  • Produção Diária - 2 121 584 barris por dia - bpd de petróleo e LGN e 58,7 milhões m3 de de gás natural (média de dezembro de 2010)
  • Dutos - 25 197 km
  • Frota de Navios - 189 (54 de propriedade da Petrobras)
  • Postos de Combustivel - 7000 (incluindo Ipiranga)
  • Recorde de lucro líquido: R$ 10,9 bilhões no segundo trimestre de 2011[51]
Empresas do Grupo [1]
  • Petrobras Distribuidora S/A - BR, atua na distribuição de derivados de petróleo;
  • Petrobras Energía Participaciones S.A.
  • Petrobras Química S/A - PETROQUISA, que atua na indústria petroquímica;
  • Petrobras Gás S/A - GASPETRO, subsidiária responsável pela comercialização do gás natural nacional e importado
  • Petrobras Transporte S/A (TRANSPETRO), sua finalidade é operar a rede de transportes.
  • Downstream Participações S.A, que facilita a permuta de ativos entre a Petrobras e a Repsol YPF.
  • Petrobras International Finance Company - PIFCo
  • Refinaria Abreu e lima S/A. Refinaria em fase de construção e montagem.

Exploração de petróleo em águas profundas[editar | editar código-fonte]

Plataforma petrolífera P-51 da Petrobras, a primeira 100% brasileira.[carece de fontes?]

A Petrobras é referência internacional na exploração de petróleo em águas profundas, para a qual desenvolveu tecnologia própria, pioneira no mundo, sendo a líder mundial deste setor. O seu projeto Roncador recebeu, em março de 2001, o "Distinguished Achievement Award - OTC'2001", tornando-se uma referência tecnológica para o mundo do petróleo e confirmando a liderança da Petrobras em águas profundas [52] .

A Petrobras bateu sucessivos recordes de profundidade por lâmina de água em extração de petróleo:

  • 174 m em 1977 no campo Enchova EN-1 RJS,
  • 189 m em 1979 no campo Bonito RJS-36,
  • 293 m em 1983 no campo Piraúna RJS-232,
  • 383 m em 1985 no campo Marimbá RJS-284,
  • 492 m em 1988 no campo Marimbá RJS-3760,
  • 781 m em 1992 no campo Marlim MRL-9,
  • 1027 m em 1994 no campo Marlim MRL-4,
  • 1709 m em 1997 no campo Marlim MLS-3,
  • 1853 m em 1999 no campo Roncador RJS-436,
  • 1877 m em 2000 no campo Roncador RO-8 e
  • 1886 m em 2003 no campo Roncador RO-21.

Em 2007 a Petrobras manteve o recorde mundial de profundidade em perfuração no mar, com um poço em lâmina d'água de 2777 metros. A Petrobras exporta tecnologia de exploração em águas profundas para vários países - a maioria dos métodos de colocação de tubos a grandes profundidades, como a instalação de risers flexíveis sem mergulhadores e os métodos de colocação vertical de sistemas de conexão em forma de "J" previamente amarrados à Árvore de Natal Molhada (ANM); na verdade, foram desenvolvidos em estreita colaboração com a Petrobras, e foram patenteados pela empresa francesa Coflexip.[53]

Plataforma P-50[editar | editar código-fonte]

A P-50 é um FPSO, sigla de Floating, Production Storage and Offloading, unidade que possui a característica de produzir, processar, armazenar e escoar óleo e gás. Localizada no campo de Albacora Leste, ao norte da Bacia de Campos (RJ), a P-50 é a unidade flutuante de maior capacidade do Brasil, podendo produzir até 180 mil barris diários de petróleo e apresentando capacidade para comprimir seis milhões de metros cúbicos de gás natural e estocar 1,6 milhão de barris de petróleo. A plataforma tem comprimento de 337 metros, calado (altura submersa) de 21 metros e 55 metros de altura total (equivalente a de um prédio de dezoito andares).

Plataforma P-55[editar | editar código-fonte]

A P-55, a maior do tipo semissubmersível, atuará no Campo de Roncador, localizado na Bacia de Campos, onde ficará ancorada em profundidade de 1.800 metros e terá, no total, 18 poços a ela ligados. É destinada à produção de 180 mil barris de óleo por dia e, junto com o petróleo, deverá produzir 4,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Em sua construção, estão sendo investidos quase 2 bilhões de dólares.

O casco foi montado no estaleiro em Suape (Pernambuco) e levado para o estaleiro em Rio Grande, onde atualmente se encontra em fase final de montagem[54] , com a união do casco com as outras partes pré-montadas, como o convés, cujo peso é estimado em 17 mil toneladas. O projeto segue os moldes da P-53 e da P-58, as primeiras plataformas cujas montagens - embora parciais - foram realizadas no solo brasileiro.[55]

Campo petrolífero de Tupi[editar | editar código-fonte]

Localização do Campo petrolífero de Tupi em relação ao estado do Rio de Janeiro.

A Petrobras foi a primeira empresa petrolífera do mundo a explorar a camada pré-sal, uma camada que fica sob cerca de 2000 metros de sal, depositado no subsolo do leito oceânico.[56]

A Petrobras já identificou pelo menos dez reservas potenciais para explorar petróleo sob a crosta de sal, contendo reservas prováveis de 12 bilhões de barris de óleo equivalente ("boe" - medida que inclui óleo e gás). No bloco BM-S-11, onde estão os poços gigantes Tupi e Tupi Sul, outros dois reservatórios já foram encontrados, e batizados de Iara e Iracema. A empresa portuguesa Petrogal tem participação de 10% em Tupi. Além de Tupi, Tupi Sul, Iara e Iracema, a Petrobras e seus parceiros encontraram petróleo no poço Carioca (BM-S-9). As três últimas descobertas ainda não foram alçadas à categoria de campos petrolíferos, são chamados de prospectos, isto é, áreas onde há boas indicações da existência de reservas.[57]

A Petrobras anunciou, em 22 de agosto de 2008, que o custo de extração por barril das reservas de petróleo do pré-sal será "extremamente econômico", de acordo com Antonio Carlos Pinto, gerente de concepção de projetos da Petrobras.[58] Porém, para sua extração, o preço do petróleo no mercado mundial precisa estar em um certo patamar, caso contrário a retirada de petróleo no pré-sal será inviável economicamente.[59]

Em 1 de maio de 2009, a empresa iniciou a produção de petróleo do pré-sal em Tupi, como parte do procedimento chamado "teste de longa duração". A produção foi interrompida em julho, mas é retomada em setembro de 2009, sem efeitos concretos até o momento.

Campo petrolífero Carioca[editar | editar código-fonte]

O consultor da área de petróleo Arthur Berman, em um artigo na revista World Oil, estimou que o potencial do o bloco BM-S-9, conhecido como "Carioca", seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi, ou cerca de 33 bilhões de barris, reconhecendo que esse número é "altamente especulativo", mas "um palpite crível".[60] Em uma conferência que proferiu dia 14 de abril de 2008 o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, revelou esses dados aos brasileiros. Lima ressaltou que as informações são preliminares, oriundas de fontes da Petrobras. O BM-S-9 é operado pelo consórcio Petrobras, que tem 45% do campo, a British Gas, com 30%, e Repsol, com 25%. Lima declarou que …seria a maior descoberta feita no mundo nos últimos 30 anos e seria também o terceiro maior campo do mundo na atualidade. Este comentário gerou na ocasião grande especulação no mercado de petróleo.

No dia 14 de abril de 2008, a Agência Nacional de Petróleo divulgou que a Petrobras poderia ter descoberto o terceiro maior campo de petróleo do mundo.[60] [61] O megacampo estaria localizado no bloco exploratório conhecido como Carioca, ou BM-S-9. A notícia, no entanto, ainda teria que ser confirmada. Antes mesmo da confirmação, as ações da empresa, que operavam em queda na Bolsa de Valores de São Paulo, chegaram a subir 6%.

Refinarias[editar | editar código-fonte]

REPLAN, em Paulínia, a maior refinaria em processamento de petróleo da Petrobras.

Região Norte[editar | editar código-fonte]

Região Nordeste[editar | editar código-fonte]

Região Sudeste

Região Sul[editar | editar código-fonte]

Exterior[editar | editar código-fonte]

Outras unidades[editar | editar código-fonte]

Em construção[editar | editar código-fonte]

Em estudo[editar | editar código-fonte]

Patrocínio[editar | editar código-fonte]

O Edifício Horta Barbosa - EDIHB - próximo ao Maracanã, no Rio de Janeiro, é um dos prédios da Petrobras na cidade.

A Petrobras foi a primeira patrocinadora do Clube de Regatas do Flamengo.[62] Foi parceira do clube de 1984 até 2 de abril de 2009, quando o Clube de Regatas Flamengo oficializou a saída do patrocinador;[63] esta foi a parceria mais longa do futebol brasileiro.[64] Também patrocina o clube argentino Club Atlético River Plate, que, assim como o Flamengo, possui o nome do óleo Lubrax estampado em seu uniforme.

Na F-1, a estatal forneceu combustível e lubrificantes em 1981-1982 para a equipe Fittipaldi. Porém, sua atuação de maior envolvimento ocorreu de 1998 a 2008, quando patrocinou a equipe Williams (1998-2008) e forneceu lubrificantes para a Jordan (2001-2002). Além da F-1, a Petrobras também patrocina/patrocinou equipes da Stock Car, Fórmula Truck, F-3 Sul-Americana e a CART Series.

Ainda na área de competições a motor, mantém equipe no famoso Rali Dakar desde 1987, nas categorias Caminhões, Carros e Motocicletas, sob a denominação de Equipe Petrobras Lubrax, a marca internacional da companhia mais utilizada no meio automobilístico. A mesma equipe também contabiliza participação em todas as edições do brasileiro Rally dos Sertões. Nas duas competições, coleciona diversas vitórias.

A empresa também conta com diversas ações de patrocínio nas áreas sociais, culturais e ambientais, tendo papel de destaque nas ações empresariais de responsabilidade social, no Brasil. Além dessas, a própria empresa patrocina o Campeonato Brasileiro de Futebol das Séries A e B desde 2011.

Atividades internacionais[editar | editar código-fonte]

Irã[editar | editar código-fonte]

Em 2004 a Petrobras assinou um contrato para explorar um bloco petrolífero no Irã onde investiu 178 milhões de dólares até devolver a concessão em 2009.[65]

Controvérsia na Bolívia[editar | editar código-fonte]

Refinaria em Cochabamba, Bolívia, vendida a YPFB em 2007.

Em maio de 2006, o presidente boliviano Evo Morales anunciou a nacionalização de todos os campos de petróleo e gás no país. Evo Morales ordenou a ocupação de todos os campos pelo exército boliviano. A Petrobras foi profundamente afetada pela nacionalização. Na época, a subsidiária boliviana tinha grande importância na economia do país[66] :

  • A Petrobras representava 24% dos impostos industriais bolivianos, 18% do PIB do país e 20% dos investimentos estrangeiros.
  • A empresa operava em 46% das reservas de petróleo da Bolívia e era responsável por 75% das exportações de gás para o Brasil.
  • A empresa investiu, entre 1994 e 2005, US$1.5 bilhões na economia boliviana.

A nacionalização afetou negativamente a relação entre a Petrobras e o governo boliviano. Em 28 de outubro de 2006, depois de uma longa negociação, Petrobras e Bolívia chegaram a um acordo, onde a empresa passaria a receber apenas 18% dos lucros (antes recebia 50%) e o governo boliviano ficaria com os 82% restantes.[67]

Refinaria Pasadena no Texas[editar | editar código-fonte]

Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria de Pasadena. Em 2008, a Petrobras e a Astra Oil, empresa belga de petróleo se desentenderam e uma decisão judicial obrigou a estatal brasileira a comprar a parte que pertencia Astra Oil. A aquisição da refinaria de Pasadena acabou custando US$ 1,18 bilhão à Petrobrás, mais de 27 vezes o que a Astra teve de desembolsar.[68]

Referências

  1. Colaboradores
  2. http://www.bloomberg.com/quote/PETR3:BZ
  3. a b c d e f G1 (25.02.2013). Lucro da Petrobras sobe 11% e alcança R$ 23,6 bilhões em 2013 (em Português). Página visitada em 26.02.2013.
  4. Composição do Capital Social
  5. http://www.petrobras.com.br/en/about-us/profile/
  6. a b BARBOSA,Rodolfo e ALVES, Aluísio. Petrobras ultrapassa Microsoft em valor de mercado, diz estudo. São Paulo: Agência Reuters, 19/05/2008 - 15h17
  7. Petrobras pode se tornar a quarta maior empresa do mundo. Estadão, 25 de setembro de 2010.
  8. Com capitalização, Petrobras vira segunda maior petrolífera do mundo.
  9. Capitalização torna Petrobras segunda maior empresa do mundo em valor de mercado Por Vinicius Konchinski, da Agencia Brasil
  10. Petrobras is world's 2nd largest after fundraising.
  11. Capitalização da Petrobras Veja.com
  12. Blog Planalto
  13. Vazamento de óleo diesel atinge a praia de Maresias em São Sebastião. G1. Página visitada em 7 de abril de 2013.
  14. Secretário fala sobre vazamento de óleo diesel em São Sebastião. G1. Página visitada em 7 de abril de 2013.
  15. Petrobras é multada por vazamento de óleo diesel em São Sebastião. G1. Página visitada em 9 de abril de 2013.
  16. Vazamento de combustível interdita nove praias em São Sebastião (SP). Folha de S.Paulo. Página visitada em 7 de abril de 2013.
  17. Vazamento de combustível chega à Enseada de Caraguatatuba (SP). Folha de S.Paulo. Página visitada em 7 de abril de 2013.
  18. Óleo vaza e São Sebastião interdita nove praias. Estadão. Página visitada em 7 de abril de 2013.
  19. Vazamento de óleo atinge pelo menos três praias de Caraguatatuba. G1. Página visitada em 8 de abril de 2013.
  20. Vazamento em São Sebastião (SP) foi de 3.500 litros, diz Petrobras. UOL. Página visitada em 9 de abril de 2013.
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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