Programa nuclear brasileiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Setembro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Ambox question.svg
Esta página ou seção carece de contexto (desde Abril de 2012).

Este artigo (ou seção) não possui um contexto definido, ou seja, não explica de forma clara e dire(c)ta o tema que aborda. Se souber algo sobre o assunto edite a página/seção e explique de forma mais clara e objetiva o tema abordado.

Programa Nuclear Brasileiro
Angra1.jpg
Vista do Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. À frente, na primeira cúpula, vê-se a usina de Angra 2. Ao fundo, o silo de Angra 1.
Usinas
Angra 1 · Angra 2 · Angra 3
Localização
Angra dos Reis · Praia de Itaorna
Histórico
Almirante Álvaro Alberto · Programa nuclear brasileiro
Acordos
Acordo Brasil-Alemanha · Acordo Brasil-França
Administração
Eletrobrás Termonuclear S.A. · Eletrobrás · Indústrias Nucleares do Brasil
Correlatos
Brasil e as armas de destruição em massa · Fábrica de Combustível Nuclear de Resende · Submarino nuclear brasileiro · Centro Experimental Aramar · Usina nuclear · Lixo atômico · Reator nuclear · Lista de usinas nucleares

História[editar | editar código-fonte]

O Brasil já era capaz de produzir urânio metálico desde 1954 e já demonstrava forte interesse em desenvolver seu próprio programa nuclear e não apenas ser um mero fornecedor de minério bruto para a indústria nuclear internacional. O país também tem grandes reservas naturais de minerais como o tório, encontrado na areia monazítica do litoral brasileiro.

No começo da década de 1960 o Brasil negociava com a França para adquirir um reator nuclear, porém as negociações não progrediram e, em 1965, o Brasil assinou um acordo com a Westinghouse Electric Company dos EUA para obtenção do seu primeiro reator, o que aconteceu em 1971. Em 1976, durante o governo Geisel, foi assinado um acordo com a Alemanha para um total de 10 reatores.

No ano de 1986 entra em operação, finalmente, o reator nuclear construído pela Westinghouse, na usina de Angra I. Somente em 2002 a segunda usina nuclear - Angra II - construída com tecnologia alemã, entra em operação, garantindo que o Estado do Rio de Janeiro deixasse de importar e passasse a exportar energia elétrica.

Em 2001 com a imposição pelo Governo Federal de racionamento de energia em grande parte do país, o mesmo acenou, no ano de 2006, com a possibilidade da retomada das obras de construção de Angra III o que ocorreu em 2010.[1] Inicialmente prevista para 2015 de acordo com o Governo Brasileiro,[2] em 2011 com o acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020, a previsão de início das operações foi adiada para 2016.[3]

Em 2011, o Ministro de Ministério de Minas e Energia, Edison Lobão afirmou que o governo planeja a aprovação de mais quatro usinas nucleares, duas no sudeste e duas no nordeste.[4]

Usina de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), no Centro Experimental Aramar, em Iperó.

Programa nuclear paralelo[editar | editar código-fonte]

O que levou os militares a sonharem com o desenvolvimento da energia nuclear em território nacional foi basicamente a pretensão de ter "seu próprio arsenal de bombas nucleares" (v. Serra do Cachimbo), além de assegurar o abastecimento energético do Brasil, independentemente de hidrelétricas ou termoelétricas.

Não-proliferação[editar | editar código-fonte]

O Brasil é signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares desde de 1998 como um estado não nuclear, mas já era signatário do Tratado de Tlatelolco desde 1968. De acordo com a constituição de 1988, o país renunciou ao desenvolvimento de armas nucleares e, em 1994, foi criada a Agência Brasileira-Argentina para Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), com as garantias da IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica, International Atomic Energy Agency).

Em 1996, o Brasil tornou-se membro do Grupo de Fornecedores Nucleares, mas não aceitou o Protocolo Adicional sobre as garantias da IAEA.

Precauções internacionais[editar | editar código-fonte]

Oficialmente o país não produz armas nucleares, no entanto, fontes revelam que o país tem capacidade de construir (ou já detém armas-nucleares); possui um centro de lançamento de foguetes (que possivelmente, seriam adaptados para transporte de armamento radiativo) e modernos centros aeroespaciais e nucleares, como o Centro Tecnológico de ARAMAR (CTA).

Outro fato relevante é o aumento da capacidade nuclear e aeroespacial do país nos últimos anos (após 2009), a recém divulgação do progama do Submarino Nuclear Brasileiro (SNB) em parceria com a França (e possivelmente com apoio da China e Rússia), o lançamento de um satélite (100% nacional) a bordo de um foguete chinês, acordo assinado coma Rússia na compra e desenvolvimento de armamento anti-aéreo (que seria produzido em parte no país), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em acordo com a Rússia e a China para a produção de mísseis de cruzeiro inter-continentais, fabricação de satélites e foguetes e espaçonaves pelo Brasil e a construção da usina-nuclear de Angra III e mais 14 usinas-nucleares totalizando 17 usinas nucleares no país, como resposta ao grande aumento da capacidade bélica-nuclear brasileira o Estados Unidos, foi o embargo de componentes norte-americanos para construção de satélites brasileiros, entretanto, o embargo foi suprido por novos fornecedores (China e Rússia), pelo desenvolvimento de componentes e softwares brasileiros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. LATEST NEWS RELATED TO PRIS AND THE STATUS OF NUCLEAR POWER PLANTS (em inglês). IAEA - International Atomic Energy Agency PRIS - Power Reactor Information System. Página visitada em 16 de julho de 2010.
  2. Obras de Angra 3 já começaram e usina deve funcionar até 2015. Agência Câmara de Notícias (14 de abril de 2010). Página visitada em 16 de julho de 2010.
  3. Angra 3 deve ficar pronta em 2016
  4. Approval coming for new Brazilian reactors (em inglês). World Nuclear News WNN (10 de janeiro de 2011). Página visitada em 18 de setembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]