Programa nuclear brasileiro
| Programa Nuclear Brasileiro |
|---|
| Usinas |
| Angra 1 · Angra 2 · Angra 3 |
| Localização |
| Angra dos Reis · Praia de Itaorna |
| Histórico |
| Almirante Álvaro Alberto · Programa nuclear brasileiro |
| Acordos |
| Acordo Brasil-Alemanha · Acordo Brasil-França |
| Administração |
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| Correlatos |
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Índice |
História [editar]
O Brasil já era capaz de produzir urânio metálico desde 1954 e já demonstrava forte interesse em desenvolver seu próprio programa nuclear e não apenas ser um mero fornecedor de minério bruto para a indústria nuclear internacional. O país também tem grandes reservas naturais de minerais como o tório, encontrado na areia monazítica do litoral brasileiro.
No começo da década de 1960 o Brasil negociava com a França para adquirir um reator nuclear, porém as negociações não progrediram e, em 1965, o Brasil assinou um acordo com a Westinghouse Electric Company dos EUA para obtenção do seu primeiro reator, o que aconteceu em 1971. Em 1976, durante o governo Geisel, foi assinado um acordo com a Alemanha para um total de 10 reatores.
No ano de 1986 entra em operação, finalmente, o reator nuclear construído pela Westinghouse, na usina de Angra I. Somente em 2002 a segunda usina nuclear - Angra II - construída com tecnologia alemã, entra em operação, garantindo que o Estado do Rio de Janeiro deixasse de importar e passasse a exportar energia elétrica.
Em 2001 com a imposição pelo Governo Federal de racionamento de energia em grande parte do país, o mesmo acenou, no ano de 2006, com a possibilidade da retomada das obras de construção de Angra III o que ocorreu em 2010.1 Inicialmente prevista para 2015 de acordo com o Governo Brasileiro,2 em 2011 com o acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020, a previsão de início das operações foi adiada para 2016.3
Em 2011, o Ministro de Ministério de Minas e Energia, Edison Lobão afirmou que o governo planeja a aprovação de mais quatro usinas nucleares, duas no sudeste e duas no nordeste.4
Programa nuclear paralelo [editar]
O que levou os militares a sonharem com o desenvolvimento da energia nuclear em território nacional foi basicamente a pretensão de ter "seu próprio arsenal de bombas nucleares" (v. Serra do Cachimbo), além de assegurar o abastecimento energético do Brasil, independentemente de hidrelétricas ou termoelétricas.
Não-proliferação [editar]
O Brasil é signatário do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares desde de 1998 como um estado não nuclear, mas já era signatário do Tratado de Tlatelolco desde 1968. De acordo com a constituição de 1988, o país renunciou ao desenvolvimento de armas nucleares e, em 1994, foi criada a Agência Brasileira-Argentina para Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), com as garantias da IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica, International Atomic Energy Agency).
Em 1996, o Brasil tornou-se membro do Grupo de Fornecedores Nucleares, mas não aceitou o Protocolo Adicional sobre as garantias da IAEA.
Precauções internacionais [editar]
Oficialmente o país não produz armas nucleares, no entanto, fontes revelam que o país tem capacidade de construir (ou já detém armas-nucleares); possui um centro de lançamento de foguetes (que possivelmente, seriam adaptados para transporte den armamento radiativo) e modernos centro de aeroespaciais e nucleares, como o Centro Tecnológico de ARAMAR (CTA).
Outro fato relevante é o aumento da capacidade nuclear e aeroespacial do país nos últimos anos (após 2009), a recém divulgação do progama do Submarino Nuclear Brasileiro (SNB) em parceria com a França (e possivelmente com apoio da China e Rússia), o lançamento de um satélite (100% nacional) a bordo de um foguete chinês, acordo assinado coma Rússia na compra e desenvolvimento de armamento anti-aéreo (que seria produzido em parte no país), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em acordo com a Rússia e a China para a produção de mísseis de cruzeiro inter-continentais, fabricação de satélites e foguetes e espaçonaves pelo Brasil e a construção da usina-nuclear de Angra III e mais 14 usinas-nucleares totalizando 17 usinas nucleares no país, como resposta ao grande aumento da capacidade bélica-nuclear brasileira o Estados Unidos, foi o embargo de componentes norte-americanos para construção de satélites brasileiros, entretanto, o embargo foi suprido por novos fornecedores (China e Rússia), pelo desenvolvimento de componentes e softwares brasileiros.
Ver também [editar]
Referências
- ↑ LATEST NEWS RELATED TO PRIS AND THE STATUS OF NUCLEAR POWER PLANTS (em inglês). IAEA - International Atomic Energy Agency PRIS - Power Reactor Information System. Página visitada em 16 de julho de 2010.
- ↑ Obras de Angra 3 já começaram e usina deve funcionar até 2015. Agência Câmara de Notícias (14 de abril de 2010). Página visitada em 16 de julho de 2010.
- ↑ Angra 3 deve ficar pronta em 2016
- ↑ Approval coming for new Brazilian reactors (em inglês). World Nuclear News WNN (10 de janeiro de 2011). Página visitada em 18 de setembro de 2012.