Fernando Henrique Cardoso

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Fernando Henrique Cardoso
34º presidente do Brasil Brasil
Período 1º de janeiro de 1995
a 1º de janeiro de 2003
Vice-presidente Marco Maciel
Antecessor(a) Itamar Franco
Sucessor(a) Luiz Inácio Lula da Silva
Ministro da Fazenda do Brasil Brasil
Período 19 de maio de 1993
a 30 de março de 1994
Antecessor(a) Eliseu Resende
Sucessor(a) Rubens Ricupero
Ministro das Relações Exteriores
do Brasil
Brasil
Período 5 de outubro de 1992
a 20 de maio de 1993
Antecessor(a) Celso Lafer
Sucessor(a) Celso Amorim
Senador por São Paulo São Paulo
Período 15 de março de 1983
a 5 de outubro de 1992
Antecessor(a) Franco Montoro
Sucessor(a) Eva Blay
Vida
Nome completo Fernando Henrique Cardoso
Nascimento 18 de junho de 1931 (83 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade Brasileiro
Dados pessoais
Alma mater Universidade de São Paulo
Cônjuge Ruth Leite (1953-2008)
Patrícia Kundrát (desde 2014)
Partido PSDB (desde 1988)
PMDB (1980-1988)
MDB (1974-1980)
Religião Catolicismo
Profissão Sociólogo, filósofo, escritor, professor universitário e político
Residência Higienópolis, São Paulo
Assinatura Assinatura de Fernando Henrique Cardoso
Website Instituto Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso, também conhecido como FHC (Rio de Janeiro, 18 de junho de 1931), é um sociólogo, cientista político, professor universitário, escritor e político brasileiro, tendo sido o trigésimo quarto Presidente do Brasil, entre 1995 a 2003. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Fernando Henrique mudou-se com a sua família para a cidade de São Paulo, tendo se casado em 1953 com a antropóloga e sua colega de faculdade Ruth Vilaça Correia Leite, com quem teve três filhos. Fernando Henrique graduou-se em sociologia pela Universidade de São Paulo e mais tarde tornou-se professor emérito daquela universidade. Foi perseguido depois do golpe militar de 1964, exilando-se no Chile e na França, voltando ao Brasil em 1968. Lecionou em universidades estrangeiras e desenvolveu uma importante carreira acadêmica, tendo produzido diversos estudos sociais premiados.

Fernando Henrique coordenou a elaboração da plataforma eleitoral do Movimento Democrático Brasileiro. Em 1978, inicia sua carreira política. Naquele ano, concorreu ao Senado, tornando-se suplente de Franco Montoro. Após a eleição deste para o governo do Estado de São Paulo, assume sua cadeira no Senado em março de 1983. Participou da campanha das Diretas Já, contribuindo para que não houvesse radicalização política durante a transição para a democracia. Foi derrotado por Jânio Quadros em 1985 para prefeito de São Paulo e reelege-se senador um ano depois. Após sua reeleição, torna-se um dos principais líderes nacionais do Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Juntamente com outros dissidentes do PMDB, ajuda a fundar o Partido da Social Democracia Brasileira em 1988. Após o Impeachment de Fernando Collor, contribuiu para a transição pacífica para o governo de Itamar Franco. Em 1992, foi nomeado ministro das Relações Exteriores do governo Itamar, e, um ano depois foi nomeado ministro da Fazenda. Neste cargo, chefiou a elaboração do Plano Real, que acabou com a hiperinflação e estabilizou a economia. Com a ajuda do sucesso do plano, foi eleito Presidente da República no primeiro turno da eleição de 1994.

Em janeiro de 1995, assumiu a presidência. Prosseguiu com as reformas econômicas iniciadas adotando uma política neoliberal. A inflação continuou baixa, houve a privatização de diversas empresas estatais e a abertura de mercado, que deu maior visibilidade no mercado externo. O governo conseguiu a aprovação de leis na área econômica e administrativa, como a Emenda Constitucional de 1997, que permitiu a reeleição para cargos executivos. Em 1998, venceu a eleição presidencial no primeiro turno, tornando-se o primeiro presidente até então a ser reeleito. Durante o segundo mandato, houveram crises internacionais, crises políticas, a desvalorização do Real, a crise do apagão e a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Atualmente, Fernando Henrique preside o Instituto Fernando Henrique Cardoso fundado por ele em 2004 e participa de diversos conselhos consultivos em diferentes órgãos no exterior, como o Clinton Global Initiative, Brown University e United Nations Foundation. Ele também é membro do The Elders e da Academia Brasileira de Letras.

Primeiros anos, educação e exílio[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique com sua mãe, Nayde, e seus irmãos mais novos na década de 1930.

Nascido no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1931, Fernando Henrique Cardoso é o filho mais velho de Leônidas Cardoso, general de brigada e deputado federal pelo PTB, e de Nayde Silva Cardoso.[1] [2] Leônidas participou das revoltas tenentistas de 1922, 1924 e 1930.[1] [3] Fernando Henrique é oriundo de uma tradicional família de militares e políticos do Império do Brasil: seu bisavô foi o capitão Felicíssimo do Espírito Santo, deputado e senador pelo Partido Conservador e presidente da província de Goiás; e o avô foi o general de brigada Joaquim Ignácio Baptista Cardoso.[3] [4] [5]

Fernando Henrique recebeu a instrução básica no Rio de Janeiro.[6] A partir de 1940, com a transferência de seu pai para São Paulo, o jovem prosseguiu seus estudos em colégios particulares da capital paulista até o ensino superior, quando ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP).[1] [6] Estudioso do marxismo, por influência do professor e amigo Florestan Fernandes, Cardoso chegou a integrar um grupo de estudos dedicado à leitura e discussão da obra O Capital.[7] Outros autores de sua predileção foram Maquiavel, Max Weber, Antonio Gramsci e Alexis de Tocqueville.[3] Optando pela carreira acadêmica, Fernando Henrique especializou-se na França e tornou-se professor de Ciência Política na USP, onde obteve o grau de livre-docente em 1963.[6] [8]

Golpe militar e exílio[editar | editar código-fonte]

Com o advento do Golpe militar de 1964, Fernando Henrique, ameaçado de prisão pelo governo, decidiu auto-exilar-se no Chile, onde viveu até 1967.[9] Posteriormente, seguiu para a França e passou a lecionar na Universidade de Paris X - Nanterre.[10] Foi nessa mesma universidade que o sociólogo testemunhou os protestos que deram início ao movimento de Maio de 1968.[9] Ainda no exílio, também lecionou nas universidades de Stanford e Berkeley, nos Estados Unidos, de Cambridge na Inglaterra e na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais na França.[11] [12] [13] Durante esse período, Cardoso publicou vários livros e artigos sobre a burocracia estatal, as elites industriais e, em particular, a teoria da dependência.[14] Seu trabalho sobre a teoria da dependência seria a sua contribuição aos estudos de sociologia e desenvolvimento mais aclamada, especialmente nos Estados Unidos.[14]

Início da carreira política[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique durante a década de 1970.

Retorno ao Brasil[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1968, retornou ao Brasil, passando a morar em uma casa no Morumbi.[9] No mesmo ano assumiu por concurso público a cátedra de Ciência Política da USP, mas em abril de 1969 foi aposentado compulsoriamente e perdeu seus direitos políticos com base no Decreto-lei 477.[13] [15] Nos anos 1970, foi pesquisador e diretor do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), sendo um de seus criadores.[9] Ao mesmo tempo, também trabalhou no Centro de Estudos Latino-Americanos da Smithsonian Institution.[9] Para manter sua família, Fernando passou a lecionar parte do ano no Brasil e outra parte no exterior.[13]

Em 1974, a convite de Ulysses Guimarães, então presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Fernando Henrique coordenou a elaboração da plataforma eleitoral do partido.[16] Cardoso estimulou o MDB a moldar-se no Partido Democrata norte-americano e pregou que tanto fazendo alianças amplas como repudiando a luta armada, o partido chegaria ao poder pelo voto.[17] [18] O bipartidarismo vigente desde o início do regime militar foi extinto em 1979, passando a valer o multipartidarismo.[19] Com isso, o sociólogo filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, partido que era o sucessor natural do antigo MDB.[20] [21]

Campanha para o Senado em 1978[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique saiu dos bastidores acadêmicos e começou a participar de campanhas políticas pessoalmente a partir das eleições gerais de 1978.[22] [17] Naquele ano, lançou-se candidato ao Senado por São Paulo.[17] Sua candidatura foi apoiada pela esquerda, por parcelas da classe média mais liberal, por artistas (como Chico Buarque de Holanda), e por lideranças sindicais (como o então sindicalista Luiz Inácio da Silva, que chegou a representá-lo em comícios).[23] Assim, obteve 1,2 milhão de votos, tornando-se suplente de Franco Montoro, também do MDB.[17] [24]

Senador por São Paulo[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique com Ulysses Guimarães durante a Assembleia Nacional Constituinte.
Fernando Henrique, José Serra e Mário Covas durante evento do PSDB.

O senador Franco Montoro foi eleito governador nas eleições estaduais de 1982.[25] Com isso, Montoro renunciou do cargo de senador, fazendo com que Cardoso assumisse seu mandato em março de 1983.[26] A partir deste ano, com a posse de dez governadores de oposição ao governo João Figueiredo, Fernando Henrique passa a participar das articulações visando a transição do regime militar para a democracia, tornando-se um dos grandes fomentadores das Diretas-já.[27] [27] Com prestígio junto a Tancredo Neves e Ulisses Guimarães e trânsito entre os militares, o sociólogo contribuiu para que não houvesse radicalização política e que acontecesse uma transição pacífica do regime militar para a democracia em 1985.[28] [29] Teve voz na formação do governo Tancredo Neves, mas a morte deste, seguida da ascensão de José Sarney, reduziu sua área de influência.[29]

Em 1985, licenciou-se do Senado Federal para concorrer à prefeitura de São Paulo.[30] Durante o último debate da eleição, o então candidato deixou de responder objetivamente a pergunta "o senhor acredita em Deus?", feita por Boris Casoy.[31] O episódio chegou a ser considerado como "uma quase confissão" de que seria ateu.[32] [33] Seu principal adversário, o ex-presidente Jânio Quadros, explorou ao fim da campanha a falta de crença de Fernando Henrique, realizando uma campanha difamatória de cunho religioso.[34] Posteriormente, ele afirmou nunca ter sido ateu.[35] Jânio o derrotou por uma diferença de pouco mais de 141 mil votos.[28]

Fernando Henrique exerceu durante o governo Sarney o cargo de líder do governo e do PMDB no Senado (1985-1988).[26] Nas eleições de 1986, foi reeleito senador pelo PMDB com 6,2 milhões de votos.[36] [28] Os peemedebistas tiveram uma grande vitória em todo o país devido a popularidade do Plano Cruzado.[37] Naquele ano, Mário Covas e Cardoso tornaram-se, nessa ordem, os senadores mais votados da história — cada um com mais votos do que o governador eleito Orestes Quércia.[37] Após a eleição, os dois tornaram-se os principais líderes nacionais do PMDB.[37] Em 1988, devido à falta de espaço no PMDB, participa da fundação de um novo partido político, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O político deixou os cargos de liderança do PMDB que tinha no Senado após filiar-se ao novo partido, sendo escolhido como líder dos tucanos na casa.[26] Entre 1987 e 1988, foi membro da Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a nova Constituição.[38]

Fernando Henrique inicialmente apoiou o governo do presidente Fernando Collor. Em discurso proferido no plenário em 24 de março de 1990, nove dias após o início da vigência do Plano Collor, discursou: "Sabe vossa excelência que sou defensor do plano. Sabe vossa excelência que não sou só eu, mas o meu partido".[39] No entanto, durante o processo de impeachment de Collor em setembro de 1992, foi favorável ao afastamento do então presidente. O sociólogo teve atuação destacada na transição pacífica do governo Collor para o governo de Itamar Franco.[29]

Durante os nove anos em que exerceu o mandato de senador, Fernando Henrique apresentou mais de cem projetos de lei, treze resoluções, três projetos de decreto legislativo e quase cinquenta requerimentos.[40] A maioria dessas iniciativas foram ou aprovadas ou arquivadas ao término das legislaturas.[41]

Ministro[editar | editar código-fonte]

Ministro das Relações Exteriores[editar | editar código-fonte]

Após o impeachment de Collor, em outubro de 1992, Itamar Franco assumiu a presidência da República, convidando-o para o Ministro das Relações Exteriores.[42] Fernando Henrique assumiu o cargo em 5 de outubro de 1992 e permaneceu até 19 de maio de 1993.[43]

Ministro da Fazenda[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1993, Itamar nomeou Fernando Henrique para o Ministério da Fazenda.[44] [42] Itamar já havia realizado três trocas no comando do Ministério em apenas sete meses.[45] Devido a hiperinflação, que chegou a ser de 2400% em 1993, o Ministério da Fazenda era o cargo de maior visibilidade do governo.[42] [46] [47] Para combater a inflação, Cardoso convocou uma equipe de economistas novos e experientes,[42] de que fizeram parte Persio Arida, Armínio Fraga, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, Winston Fritsch, entre outros.[48] [49] Comandados pelo ministro, começaram a implantar o Plano Real, que foi dividido em três etapas, tendo sido as duas primeiras implantadas enquanto o político ainda era ministro: o Programa de Ação Imediata, que estabeleceu em 1993 um conjunto de medidas voltadas para a redução e maior eficiência dos gastos da União;[50] e a edição da Medida Provisória 434 em 1994, que criou a Unidade Real de Valor, já prevendo sua posterior transformação no Real.[51] A terceira etapa foi implementada por seu sucessor, Rubens Ricupero, que encaminhou a Medida provisória que disciplinou o Plano Real.[52]

Gráfico mostrando a inflação média mensal entre maio de 1993 até novembro de 1994.

Os efeitos do Plano Real foram imediatos e promoveram o aumento da capacidade de consumo da população, o amplo controle da inflação e a redução da população miserável.[53] A inflação média entre julho a novembro de 1994 foi de 2,93%.[54] Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas, houve entre 1993 e 1995 uma redução de 18,47% da população miserável do país, que diminuiu de 35,3% para 28,8%.[55]

O Plano Real foi o décimo terceiro plano econômico de estabilização da economia brasileira desde o início da década de 1980.[56] Os planos anteriores obtiveram um resultado positivo nos primeiros meses de vigência, mas nenhum deles foi bem-sucedido ao longo prazo.[56] O Plano Real entrou para a história como o episódio que acabou com a hiperinflação e iniciou um novo ciclo de desenvolvimento econômico.[57] Seu sucesso fez com que Fernando Henrique se tornasse um forte candidato à presidência.[56] No final de março de 1994, o sociólogo deixou o cargo de ministro da Fazenda para concorrer às eleições presidenciais daquele ano.[56]

Segundo o ex-presidente Itamar Franco, Fernando Henrique assinou as cédulas da então nova moeda após Cardoso ter deixado o Ministério da Fazenda.[58] Este episódio foi relato pelo ex-presidente em março de 2008 durante uma entrevista ao Jornal do Brasil.[58] Itamar também disse que sua assinatura nas cédulas do Real foram decisivas para sua eleição à presidência.[58] O Partido da Social Democracia Brasileira divulgou uma nota afirmando que a assinatura do Real foi regular.[59] O sociólogo afirmou que "todo o material correspondente à produção das notas de real, moeda lançada em julho de 1994, foi cunhado com antecedência, quando ainda era ministro da Fazenda do governo Itamar Franco."[59]

Campanhas presidenciais[editar | editar código-fonte]

Candidatura presidencial em 1994[editar | editar código-fonte]

Capa do livro "Mãos à obra, Brasil", lançado por Fernando Henrique para divulgar suas propostas de campanha em 1994.

O presidente Itamar Franco pensava em dar visibilidade a José Aparecido de Oliveira, então embaixador em Portugal, com o objetivo de o credenciar para disputar a presidência na eleição de 1994.[60] Porém, Oliveira adoeceu e desistiu de uma possível candidatura.[60] Com a desistência, Itamar passou a optar por Antônio Britto, que era o ministro da Previdência Social e estava a frente nas pesquisas de opinião.[60] Britto também recusou o convite, preferindo candidatar-se ao Governo do Rio Grande do Sul.[60] O terceiro na preferência de Itamar era o ministro da Fazenda, Fernando Henrique, que relutava em candidatar-se.[42] [61] Fernando Henrique e Itamar tentaram, sem sucesso, apoiar o ex-deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva, que havia sido derrotado pela chapa Collor/Itamar na eleição presidencial de 1989. A oposição de Lula e de seu partido, o Partido dos Trabalhadores, ao Plano Real tornaram impossível o apoio governista à sua candidatura. Como a possibilidade do Plano Real não avançar com outro presidente era grande, Fernando Henrique acaba concordando em ser candidato.[42] [62]

Além dele, outros sete candidatos disputaram a presidência da República naquela eleição.[63] Seu principal concorrente foi Lula.[63] Após o impeachment de Fernando Collor, em dezembro de 1992, Lula tornou-se o favorito.[63] Até junho de 1994, ele liderou todas as pesquisas de intenções de votos.[64] Com a crescente aceitação popular ao Plano Real, que passou a vigorar em julho de 1994, Fernando Henrique passa a liderar as pesquisas realizadas até a eleição.[64] O plano e a estabilização dos preços tornaram-se a principal defesa da campanha tucana.[63]

A coligação de Fernando Henrique, que recebeu o nome de "União, trabalho e emprego", foi composta pelo Partido da Social Democracia Brasileira, Partido da Frente Liberal e Partido Trabalhista Brasileiro.[65] O candidato a vice-presidente foi escolhido pelo PFL, que indicou o senador alagoano Guilherme Palmeira, mas denúncias de um esquema de corrupção com empreiteiras forçaram sua substituição.[66] Palmeira foi substituído pelo senador pernambucano Marco Maciel.[66] A chapa Cardoso/Maciel teve como símbolo da campanha a mão aberta, que indicava as cinco prioridades em um eventual governo tucano: emprego, saúde, agricultura, segurança e educação.[67] [65]

O primeiro turno da eleição foi realizado em 3 de outubro. Fernando Henrique elegeu-se presidente da República com 34,3 milhões de votos (54,28%).[68] O segundo colocado foi Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve pouco mais de 27% dos votos.[65] Fernando Henrique venceu em 26 dos 27 estados brasileiros, obtendo 50% dos votos válidos em 21 estados.[69]

Candidatura presidencial em 1998[editar | editar código-fonte]

O mandato presidencial vigente quando Fernando Henrique assumiu o cargo foi estabelecido pela Assembleia Nacional Constituinte em cinco anos sem a possibilidade de reeleição.[70] O governo começou a planejar a emenda da reeleição em 1994,[71] sendo apresentada uma emenda constitucional em 1997.[72] O Congresso Nacional aprovou em 4 de junho daquele ano a emenda constitucional de número dezesseis, que permitiu uma reeleição consecutiva para o Executivo em todos os níveis.[73] [74] [75] Meses após a ratificação da emenda, parlamentares governistas admitiram ter vendido seus votos e acabaram renunciando.[76] As investigações sobre o caso nunca avançaram.[77] Posteriormente, Fernando Henrique admitiu a possibilidade de ter ocorrido compra de votos, declarando: "Houve compra de votos? Provavelmente. Foi feita pelo governo federal? Não foi. Pelo PSDB: não foi. Por mim, muito menos. Vocês se esquecem de que os governos estaduais estavam em jogo, que os governadores queriam a reeleição."[77]

"Avança Brasil" foi o livro das propostas de campanha de Fernando Henrique em 1998.

As eleições gerais de 1998 ocorreram durante uma crise econômica, que comprometia a política econômica do governo.[78] Após a declaração de moratória da Rússia em agosto daquele ano, o real sofreu intensa especulação e a sua desvalorização tornou-se incontrolável, o que colocava em risco a principal conquista governista.[78] A política de estabilidade e da continuidade de reformas para a finalização do Plano Real foi o principal apelo da campanha eleitoral tucana, que baseou-se na ideia de que a continuidade do governo era fundamental para que a estabilização atingisse outros setores, estabelecendo metas para as áreas de saúde, agricultura, emprego, educação e segurança.[79]

Sua candidatura foi apoiada por uma coligação de partidos de centro-direita.[78] Além do Partido da Social Democracia Brasileira, Partido da Frente Liberal, Partido Progressista Brasileiro e Partido Trabalhista Brasileiro, contou com o apoio informal da maioria do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.[80] Dessa forma, a coligação foi formada pelos principais partidos surgidos da Aliança Renovadora Nacional (PFL e PPB), como os grupos mais fortes saídos do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB e PSDB), formando a maior coligação da história moderna brasileira.[80]

Seus principais oponentes foram Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes.[72] O candidato à reeleição recusou-se a participar dos debates televisionados com os demais candidatos, alegando que sua atenção estava voltada para a crise internacional.[81] [78] A eleição acabou não tendo nenhum debate entre os candidatos, assim como ocorreu na eleição anterior.[82]

Desde o início da campanha eleitoral, as pesquisas de opinião apontavam Fernando Henrique como o candidato favorito.[72] [83] Em 4 de outubro, foi reeleito presidente com 35,9 milhões de votos (53,06%), contra 31,7% de Lula e 10,9% de Ciro.[72] Com o resultado, tornou-se o único presidente até então a conseguir dois mandatos nas urnas e o único até os dias atuais a ser eleito e reeleito no primeiro turno.[84]

Presidente do Brasil[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique durante a cerimônia de posse de seu primeiro mandato.

Fernando Henrique foi empossado o 34º presidente do Brasil em 1º de janeiro de 1995, sucedendo Itamar Franco e tendo Marco Maciel como vice-presidente em seus dois mandatos.[85] Suas primeiras medidas tomadas caminhavam rumo as políticas neoliberais.[86] Em seu primeiro mandato, diversas empresas estatais foram privatizadas e os gastos sociais foram reduzidos.[87] Para continuar com uma inflação baixa, as taxas de juros foram elevadas e o câmbio foi utilizado para manter o real com valor semelhante ao dólar.[88] Em 1997, a base governista conseguiu a aprovação de uma emenda popular garantindo uma reeleição consecutiva para o executivo em todos os níveis.[89]

Com a autorização para concorrer a mais um mandato, Fernando Henrique foi reeleito no primeiro turno da eleição de 1998 com 53% dos votos.[90] [91] Seu segundo mandato iniciou em meio a uma crise internacional que atingiu o país.[92] Em janeiro de 1999, houve uma forte desvalorização do real após uma mudança cambial.[93] Pouco antes do agravamento da crise, o governo federal recorreu ao FMI, que fez exigências para liberar os empréstimos.[94] Houveram medidas, como a alta dos juros, que desestimularam o consumo interno e contribuíram para a elevação das taxas de desemprego.[95]

No segundo mandato, Fernando Henrique teve sua popularidade diminuiu.[96] Em 2001, ocorreu a crise do apagão, que cortou um quinto do consumo de eletricidade.[97] O Plano Real e sua continuidade tiraram milhões de brasileiros da pobreza, mas o Brasil continuou sendo um dos países mais desiguais do mundo.[98] [99] Em 1º de janeiro de 2003, transmitiu a presidência para Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se o primeiro presidente democraticamente eleito a passar o cargo para outro igualmente eleito desde 1961.[100]

Política econômica[editar | editar código-fonte]

No início de seu segundo mandato, uma forte desvalorização da moeda provocada por crises financeiras internacionais (México, Rússia e Ásia) leva o Brasil a uma grave crise financeira que, para ser controlada, teve como consequência um aumento dos juros, o que levou aos juros reais mais altos de sua história e a um aumento significativo na dívida interna[101]

Reforma econômica

A presidência de Fernando Henrique Cardoso também se destacou pela reforma do Estado promovida em seus dois mandatos. FHC elaborou um Plano Diretor da Reforma do Estado, de acordo com o qual seria priorizado o investimento em carreiras estratégicas para a gestão do setor público. Esta reforma do estado era entendida como uma ruptura com a era Vargas e o Estado Novo, pois entendia-se que o estado interventor na economia que tinha surgido com Getúlio Vargas perdurava até os anos 1990.

FHC conseguiu a aprovação de várias emendas à constituição, que facilitaram a entrada de empresas estrangeiras no Brasil, o que ajudou a acirrar a concorrência interna e diminuir preços, beneficiando a população. Fernando Henrique sancionou a Lei do Petróleo, uma lei ordinária que revogou a Lei N° 2004, e assim acabou com o monopólio estatal do petróleo no Brasil. Em geral, FHC tentou atacar todas as fontes de déficit público, para eliminar o problema crônico da inflação, fazendo, por exemplo, em 1999, uma reforma da previdência social. Pelo mesmo motivo, evitou conceder aumentos de salário aos servidores públicos.

Foi adotada a terceirização de serviços e de empregos públicos em áreas consideradas não-essenciais. Foram aprovadas leis mais duras sobre crimes contra o sistema financeiro e uma lei criminalizando a tortura policial. Entrou em vigor em 1998 um código de trânsito mais rigoroso para diminuir número de acidentes nas rodovias.

Entrou em vigor, em 2000, a lei de responsabilidade fiscal (LRF), que se caracteriza pelo rigor exigido na execução do orçamento público. A lei limita o endividamento dos estados e municípios e os gastos com funcionalismo público. A oposição, inclusive o PT, votaram contra.

Privatizações[editar | editar código-fonte]

Reunião de ministros e da base governista com Fernando Henrique.

O governo Fernando Henrique realizou as maiores privatizações da história do Brasil.[102] O processo de privatização de empresas estatais havia sido iniciado pelo presidente Fernando Collor no começo da década de 1990.[102] [103] Calcula-se que durante seus dois mandatos as privatizações levaram aos cofres públicos cerca de US$ 78,6 bilhões.[103] O programa de privatizações tinha como objetivo resolver o problema do crescente endividamento do Estado.[103] Entretanto, a venda das empresas não conseguiu conter o crescimento da dívida pública,[104] mas beneficiou a população com a universalização de serviços básicos como energia e telecomunicações.[103]

O processo de privatizações teve oposição de partidos políticos e movimentos sociais, que apontavam irregularidades.[105] As privatizações das empresas Vale do Rio Doce e Telebrás geraram muitas críticas e polêmicas, que denunciavam propinas durante os leilões,[106] vícios no edital de venda,[107] subvalorização e favorecimentos.[108] [109] [110]

Nomeações judiciais[editar | editar código-fonte]

Supremo Tribunal Federal[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique nomeou os seguintes juízes para o Supremo Tribunal Federal:[111]

Dos seis presidentes desde a redemocratização, Fernando Henrique é o penúltimo no número de indicações para o STF.[115] Em abril de 1997, fez a primeira delas, nomeando Nelson Jobin, seu ministro da Justiça.[116] Em novembro de 2000, indicou a primeira mulher para a corte, Ellen Gracie.[117] [118] Em abril de 2002, indicou Gilmar Mendes, o então Advogado-Geral da União.[114]

Outras[editar | editar código-fonte]

Política interna[editar | editar código-fonte]

O presidente Fernando Henrique Cardoso cumprimentando o então Ministro dos Transportes, Eliseu Padilha (à esquerda), durante uma cerimônia oficial realizada no Palácio do Planalto, em 22 de maio de 1997.
Programas sociais

Na área social, o governo FHC introduziu o primeiro programa de distribuição direta de renda, o Bolsa Escola (posteriormente transformado no Bolsa Família no início do governo Lula), beneficiando mais de 5 milhões de famílias. A Rede de Proteção Social, um programa complexo de distribuição de renda contemplou diversas ações como o Bolsa Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - (PETI), Auxílio Gás, entre outros.

Legislações

Foram criadas novas legislações como o atual Código de Trânsito Brasileiro e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Educação

No governo FHC, foi criado o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), que garante mais recursos para o ensino fundamental. Em 1997, entrou em vigor a atual lei eleitoral que se pretende definitiva, pois, antes, havia uma lei eleitoral nova a cada eleição. Com os programas Avança Brasil e Brasil em Ação, foram implementadas obras de infraestrutura em praticamente todos os estados do país, como os portos de Pecém (CE), Suape (PE) e Sepetiba (RJ), duplicação de estradas federais, entre outros.

FHC criou o Bolsa Escola, e outros programas sociais destinados à população de baixa renda, que atingiu mais de 5 milhões de famílias beneficiadas (programas que mais tarde seriam transformados em um só pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com o nome Bolsa Família).

Ampliou-se muito, no governo FHC, o investimento privado em educação superior (faculdades e pós-graduação), especialmente pela criação de linhas de crédito para instituições de ensino. Houve um salto nos índices de brasileiros cursando nível superior e ensino médio.

Infraestrutura

FHC também investiu em infraestrutura, duplicando importantes rodovias brasileiras: o trecho Belo Horizonte-São Paulo-Curitiba-Florianópolis, de 1290 km, por onde passa grande parte da economia brasileira; e os trechos BR-232 (140 km entre Recife e Caruaru) e BR-230 (132 quilômetros entre João Pessoa e Campina Grande), incrementando a economia nordestina. FHC também asfaltou rodovias de terra da Região Norte, para melhorar a economia e a integração nacional: com a Venezuela, ao asfaltar a rodovia BR-174 (988 quilômetros ligando Manaus, Boa Vista e a fronteira com a Venezuela), e com o Peru e Bolívia, ao asfaltar a rodovia BR-317 (331 quilômetros ligando Rio Branco e Assis Brasil, na fronteira tríplice).

Crise no setor energético

O fim de seu segundo mandato foi marcado por uma crise no setor energético, que ficou conhecida como Crise do apagão.[119] A crise ocorreu por falta de planejamento e ausência de investimentos em geração e distribuição de energia, e foi agravada pelas poucas chuvas.[120] Com a escassez de chuva, o nível de água dos reservatórios das hidrelétricas baixou e os brasileiros foram obrigados a racionar energia. A crise acabou afetando a economia,[121] e consequentemente provocou uma grande queda na popularidade de FHC.

Política externa[editar | editar código-fonte]

FHC com Vladimir Putin em janeiro de 2002.

No governo FHC, foi implantado o gasoduto Brasil-Bolívia.

Foi na época de seu governo que o termo "BRIC" (um acrônimo de Brasil, Rússia, Índia e China) foi criado pelo economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O'Neill, numa referência aos países que despontavam da condição de emergentes para futuras potências econômicas mundiais.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

O presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-primeira dama do Brasil, Ruth Cardoso (à direita), durante a transmissão da faixa presidencial para o presidente Luís Inácio Lula da Silva, em 1 de janeiro de 2003.

Nas eleições de 2002, seu partido, o PSDB, lança como candidato à presidência o ex-ministro da Saúde, Planejamento e senador por São Paulo José Serra, um dos principais colaboradores do governo FHC. Todavia, sai como vencedor no segundo turno do pleito o ex-sindicalista Luís Inácio Lula da Silva do PT, adversário político e crítico da política econômica do governo.

O segundo mandato do presidente FHC findou-se no dia 1º de janeiro de 2003, com a posse de Luís Inácio Lula da Silva. Para a transmissão do cargo, FHC criou o inédito sistema de "Governo de Transição", estabelecendo através da Medida Provisória nº 76 um modelo de partilhamento de pessoal e dados entre a antiga e a nova equipe que assumiria, contando inclusive com infraestrutura logística.[122]

FHC foi o primeiro civil eleito pelo voto direto que conseguiu terminar o mandato de presidente desde Juscelino Kubitschek e até, aquele momento, o segundo presidente brasileiro que governou por mais tempo, depois de Getúlio Vargas.

Opinião pública[editar | editar código-fonte]

Aprovação do governo[editar | editar código-fonte]

Aprovação do governo Fernando Henrique (segundo o Datafolha)[123]
Data Evento Ótimo ou bom (%) Ruim ou péssimo (%)
Março de 1995 Início do governo 39 16
Junho de 1996 Massacre de sem-terras 30 25
Setembro de 1998 Vésperas da reeleição 43 17
Fevereiro de 1999 Desvalorização do real 21 36
Setembro de 1999 Crises internacionais 13 56
Junho de 2002 Copa do mundo 31 26
Dezembro de 2002 Fim da presidência 26 35
n/a Média 31,07% 28,25%

A aprovação do governo Fernando Henrique durante o primeiro mandato manteve-se em torno dos 40%.[124] A maior taxa foi de 47%, registrada em dezembro de 1996, e o pior momento foi em junho daquele ano, quando era aprovado por 30% e reprovado por 25%.[124]

No segundo mandato, teve uma reprovação maior do que aprovação em quase todo o período, variando de forma consistente.[125] [126] Em setembro de 1999, a aprovação foi de 13% e a reprovação de 56%.[123] Em julho de 2002, 31% aprovavam e 26% reprovavam.[123] De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha, terminou o mandato aprovado por 26% e reprovado por 36%, superando a aprovação de José Sarney e Fernando Collor de Mello, mas com popularidade menor do que Itamar Franco e do que a si próprio ao terminar o primeiro mandato.[124]

Ao deixar a presidência, uma pesquisa do Datafolha revelou que 35% dos eleitores consideravam que o país estava melhor do que antes do início do governo, enquanto para 34% estava pior.[124] A pesquisa também indicou que a área com maior aprovação foi a saúde, seguida por educação, economia, controle da inflação e a área social.[124] Segundo a mesma pesquisa, os mais prejudicados pelo governo foram os trabalhadores, os setores da agricultura, comércio e serviços, e a indústria.[124]

Percepções pós-governo[editar | editar código-fonte]

Pesquisas de opinião pública sobre a aprovação do governo Fernando Henrique divulgadas pelo Datafolha entre março de 1995 a dezembro de 2002.

Em janeiro de 2003, o jornalista Fernando Rodrigues publicou uma matéria sobre a aprovação inicial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as impressões que o governo Fernando Henrique deixou, afirmando: "Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) teve grandes picos de popularidade. Mas a julgar pelo seu começo e pelo seu final, deixou nos eleitores a impressão de ser um presidente médio."[127]

Em agosto de 2012, Fernando Henrique foi escolhido "o presidente que mais fez pelo Brasil" em uma enquete do Internet Group, que contabilizou quase duzentos mil votos.[128] Além dele, todos os ex-presidentes desde Sarney podiam ser escolhidos.[128]

Em abril de 2014, o Datafolha divulgou uma pesquisa sobre a influência de Fernando Henrique, Lula, Joaquim Barbosa e Marina Silva na decisão de voto dos eleitores.[129] De 2 600 entrevistados, 12% responderam que apoiariam um candidato apoiado por Fernando Henrique e outros 23% responderam que talvez votassem.[129] A rejeição a um candidato indicado por ele foi de 57%, sendo a mais alta entre os quatro possíveis cabos eleitorais.[129]

Em maio de 2014, a Folha de São Paulo divulgou um índice feito pelo Datafolha sobre a avaliação dos presidentes desde 1990.[123] Os resultados deste índice foram constituídos através de cálculo que sintetiza a popularidade de cada mandato presidencial.[123] A escala do índice foi de 0 a 200 pontos, sendo que abaixo dos 100 a avaliação foi considerada negativa.[123] O primeiro mandato de Fernando Henrique ficou como o quarto melhor com 134 pontos, perdendo para os dois mandatos de Lula e o primeiro mandato de Dilma Rousseff.[123] Seu segundo mandato obteve 81 pontos, ficando a frente apenas de Fernando Collor.[123]

Vida pós-presidência[editar | editar código-fonte]

Homenagem filatélica dos Correios para Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique durante a Convenção Nacional do PSDB em novembro de 2007.

Em 20 de dezembro de 2003, o Correio do Brasil lançou em São Paulo o Selo Homenagem ao Presidente Fernando Henrique Cardoso, tradição prestada aos presidentes que concluem mandato[130] .

Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Geraldo Alckmin

Em 2004, Fernando Henrique Cardoso fundou o Instituto Fernando Henrique Cardoso, uma instituição ("think tank") sem fins lucrativos que busca reunir a sua obra bem como propor discussões sobre o Brasil e a América Latina.

Fernando Henrique Cardoso foi professor at large do Watson Institute for International Studies (Brown University) de 2003 a 2007.

Em 2004, foi eleito um membro da placa consultiva da Universidade do Sul da Califórnia, Centro da Diplomacia Pública.

Em 2005, tornou-se um Doutor Honoris Causa pela Universidade de Montreal. É também um membro do Clube de Roma.

Brasília - Fernando Henrique Cardoso concede entrevista no hotel Kubitschek Plaza, em maio de 2005

Fernando Henrique Cardoso é co-presidente do Inter-American Dialogue bem como um membro dos Conselhos Consultivos do Institute for Advanced Study da Universidade de Princeton e da Fundação Rockefeller em Nova Iorque.

Desde junho de 2005, preside a Fundação Osesp, organização criada para manter a orquestra. Há até pouco tempo, presidiu também o Club de Madrid, cargo que passou ao ex-presidente chileno Ricardo Lagos.

Publicou em 2006 uma autobiografia sobre a sua vida pública chamada A Arte da Política - a História que Vivi bem como um livro chamado Cartas a um Jovem Político - para Construir um Brasil Melhor, destinado aos jovens brasileiros em geral. No dia 7 de setembro do mesmo ano, lançou ainda a Carta aos Brasileiros na qual analisava o momento político e as eleições de 2006.

Tornou-se em 2007 um membro do The Elders, grupo idealizado naquele mesmo ano por Nelson Mandela que reúne líderes globais cujo objetivo é promover a paz e a defesa dos direitos humanos. Fazem parte do The Elders personalidades como o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, o arcebispo anglicano emérito sul-africano Desmond Tutu e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan[131] .

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique discursando na Rio+20.

Fernando Henrique se auto classifica como parte da esquerda política e considera que não há representantes da direita no Brasil.[132] [133] Durante um encontro com intelectuais em abril de 2014, declarou: "Hoje, se disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!"[132] Fernando Henrique também considera que as classificações ideológicas "são apenas rótulos, coisas externas à vida real dos partidos".[133]

Fernando Henrique é favorável a uma reforma política no Brasil.[134] Durante os protestos de 2013,[135] a presidente Dilma Rousseff propôs a realização de um plebiscito para formação de uma constituinte exclusiva sobre reforma política.[136] [137] Fernando Henrique classificou esta ideia de "ser própria de regimes autoritários", embora ele mesmo tenha defendido uma proposta semelhante quando concorreu à reeleição.[138] [139] Entre os temas que poderão ser debatidos na reforma política, Fernando Henrique defende o voto distrital e o financiamento público de campanhas.[140] [141]

Um dos temas que mais gerou controvérsias quando da edição da terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) recebeu o apoio de Fernando Henrique,[142] que defende a necessidade de regulação da mídia como parte da construção da democracia brasileira.[143] Entre os argumentos do sociólogo, estão o de que "não há como regular adequadamente a democracia sem regular adequadamente os meios de comunicação" e que "os meios de comunicação no Brasil não trazem o outro lado. Isso não se dá por pressão de governo, mas por uma complexidade de nossa cultura institucional."[144]

Em maio de 2002, Fernando Henrique defendeu o Projeto de Lei 1151 de 1995, de autoria da então deputada Marta Suplicy, que autorizaria a união de pessoas do mesmo sexo e permitira aos transexuais que mudassem o nome em documentos.[145] Durante o discurso de lançamento da segunda edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, recomendou ao Congresso que aprovasse o projeto.[146]

Fernando Henrique e Felipe González durante evento sobre governança global em maio de 2012.

Durante o segundo turno da eleição presidencial de 2006, Fernando Henrique defendeu os resultados dos processos de privatização realizados durante o seu governo em uma entrevista à Rádio CBN.[147] Segundo ele, se os bancos estaduais não tivessem sido privatizados, o país estaria envolvido "na inflação e na corrupção".[147] Sobre os debates entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin acerca das privatizações, comentou: "Agora, está havendo uma discussão arcaica: se deve haver privatização ou não. É claro que já houve privatização, taí, funcionou. Em outros setores, não pode haver privatização. Isso depende de circunstâncias".[147]

Em uma sabatina realizada pelo Grupo Folha em dezembro de 2011, Fernando Henrique enfatizou ser favorável à descriminalização do aborto,[148] mas que não é favorável que se faça aborto.[149] Durante as polêmicas discussões sobre o aborto na eleição presidencial em 2010,[150] declarou ser contrário à inclusão do tema em campanhas eleitorais.[151] Segundo ele, "a discussão do aborto em todos os países vai ocorrer. É como a questão da droga, não pode ser eleitoral. É uma questão de outra natureza".[151]

Fernando Henrique defendeu a instauração da Comissão Nacional da Verdade e em 15 de maio de 2012 defendeu que ela deveria apurar apenas os crimes cometidos pelo Estado durante o período militar e não eventuais crimes cometidos por opositores do regime, como defendem militares da reserva.[143] Segundo ele, a Comissão da Verdade não é uma questão política ou de governo,[152] mas sim "uma questão de cidadania, de democracia".[152]

Resumo das posições políticas de Fernando Henrique
Y União de pessoas do mesmo sexo[153] Y Privatização[154] Y Liberdade de imprensa[155] Y Regulação da mídia[156]
Pena de morte[157] Aborto[149]
Y Descriminalização do aborto[158]
Y Descriminalização das drogas[159] Y Reforma política[134]

Ativismo pró-descriminalização das drogas[editar | editar código-fonte]

Fernando Henrique na capa da revista Trip em uma edição sobre a maconha no Brasil.

Fernando Henrique considera que a guerra contra as drogas é uma guerra fracassada e devem ser buscadas novas alternativas,[160] [161] classificando o problema também como uma questão de saúde pública.[161] Ele apoia a descriminalização da posse de pequenas quantidades de drogas para uso pessoal e é integrante da Comissão Latino-Americana de Drogas e Democracia, que defende uma nova abordagem contra o tráfico.[162] [163] Segundo Fernando Henrique, a atual política de combate às drogas pela repressão não está funcionando e é necessário outras medidas como a mudança da legislação para pequenos traficantes, com pena diferenciada.[162] De acordo com ele, é necessário criar campanhas de conscientização que indiquem que estas drogas fazem mal como já é feito com o cigarro e que apenas a descriminalização de forma isolada não resolveria o problema, sendo necessário um trabalho preventivo.[164] Esta sua posição foi afirmada pós a ocorrência dos atos de violência organizada no Rio de Janeiro em 2010, quando declarou que "o que está acontecendo no Rio de Janeiro é uma reação ao fato de que o governo está fazendo alguma coisa" e que o "Rio está reagindo da maneira que tem que reagir".[165] [166] Porém, segundo ele, as ações do governo estariam focadas apenas na repressão ao crime e elas teriam de ir além precisando ser discutidas questões como a descriminalização de drogas como a maconha e ampliação da assistência médica aos usuários.[161]

Em maio de 2011, participou do lançamento do filme Quebrando o Tabu, um manifesto pacifista a favor da descriminalização das drogas em que aparece como âncora,[167] [168] tendo ao seu lado os ex-presidentes norte-americanos Bill Clinton e Jimmy Carter.[169] No mesmo ano, foi convidado a participar da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal do Brasil para debater a descriminalização da maconha.[170] [171] Em 2012, liderou a Comissão Global de Política sobre Drogas, integrada também pelo ex-presidente colombiano César Gaviria, pelo ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo, pelo ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas Kofi Annan, pelo ex-secretário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos Paul Volcker, dentre outros.[172]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Casamentos e filhos[editar | editar código-fonte]

Em 1951, Fernando Henrique estudava Ciências Sociais na Universidade de São Paulo.[1] Naquele ano, ele conheceu Ruth Corrêa Leite, que estudava filosofia.[173] [174] Eles se casaram em 1953 e tiveram três filhos juntos: Paulo Henrique (1954), Luciana (1958) e Beatriz (1960).[175] Ruth fez doutorado em antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo,[176] lecionando nas universidades do Chile, Berkeley e Columbia.[176] [177] Ela publicou livros e artigos no Brasil e no exterior sobre cultura e política.[178] [179]

Quando Fernando Henrique entrou para a política, Ruth discordou da decisão.[180] Ela temia a falta de privacidade da família, mas sempre dedicou-se nas campanhas do marido.[180] Durante a presidência, Ruth não gostava de ser chamada de primeira-dama por considerá-lo um "americanismo desnecessário".[176] Ela manteve-se longe da mídia e continuou trabalhando.[181] Neste período, ela comandou o Programa Comunidade Solidária, que foi criado para articular os trabalhos sociais do governo.[182] O programa ganhou prêmios internacionais e transformou-se em um modelo para organizações não governamentais.[183]

Fernando Henrique e Ruth Cardoso em janeiro de 2003.

Em abril de 2000, a revista Caros Amigos publicou uma reportagem em que questionava o silêncio da imprensa brasileira sobre a suposição da jornalista Miriam Dutra ter um filho com o então presidente Fernando Henrique.[184] A reportagem identificou seu suposto filho como Tomás Dutra Schmidt, nascido em setembro de 1991.[184] Quando Fernando Henrique concorreu à Presidência pela primeira vez, o caso extraconjugal passou a ser assediado pela imprensa.[185] Mirian mudou-se para a Europa e se manteve em silêncio para não prejudicá-lo politicamente.[185] Ele colaborou financeiramente com o sustento de Tomás e encontrava-se com o filho.[185] Em 2009, Fernando Henrique reconheceu juridicamente Tomás como seu filho, embora ele já havia reconhecido a paternidade.[185] Em 2011, foram realizados dois testes de DNA que revelaram que Tomás não é seu filho biológico.[186] Porém, ele manteve o reconhecimento da paternidade.[187]

Ruth Cardoso faleceu em 24 de junho de 2008 vítima de infarte.[188] Durante uma entrevista em dezembro de 2013, Fernando Henrique disse que ela ficou sabendo do caso extraconjugal com Mirian quando a história foi revelada.[180] Ele também contou que não pensou em separação, declarando: "Posso afirmar igualmente que Ruth morreu numa ótima fase de nossa união. À semelhança de qualquer casal, atravessamos etapas de maior e menor cumplicidade. Até criar nossos filhos, nos conservamos bem próximos. Depois, houve certo distanciamento. E, nos últimos quinze anos, uma reaproximação intensa [...]."[180]

Em 2011, Fernando Henrique e Patrícia Kuntrád começaram a namorar.[189] Os dois se conheceram no Instituto Fernando Henrique Cardoso, onde ela trabalhou como secretária-executiva.[190] Patrícia é 46 anos mais nova que Fernando Henrique.[191] Em fevereiro de 2014, eles oficializaram a união, através de um contrato de união estável com separação de bens.[189]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Controvérsia com Movimento Negro

Fernando Henrique Cardoso é frequentemente apontado como autor da frase "Tenho um pé na cozinha", uma referência a sua parte descendente africana. Em 1994, FHC negou que tenha dito que tem "o pé na cozinha". "Foi outra pessoa que falou e a Folha, naturalmente com aquela pressa característica, colocou lá". Também disse: "Eu não tenho nenhum problema com isso. Esse negócio de dizer que eu tenho a mão branca é de gente que não vê minha mão. Limpas, sim." Em uma reação a sua declaração , o movimento negro condenou expressamente através de declarações de líderes como o do Geledes - Instituto da Mulher Negra, "Os negros merecem mais respeito", disse Solimar Carneiro, do Geledes. "Só se ele é filho de mula. Mulatinho é cruzamento com mula, não com negro". Flávio Rodrigues, do Soweto - Organização Negra, disse que as declarações "soaram mal e pejorativamente, principalmente vindas de uma pessoa que tem tese acadêmica sobre o negro".[192]

"Esqueçam tudo o que eu escrevi"

Quando chegou à Presidência da República, Fernando Henrique Cardoso, quando pressionado por tomar medidas que iriam contra aquilo que pregara em sua vida acadêmica, teria dito: "Esqueçam tudo o que eu escrevi."[193] Na ocasião, isso poderia querer dizer que — no poder — o governante, muitas vezes, precisa deixar de lado algumas convicções pessoais, em nome da governabilidade. A frase entrou para a história e reapareceu em 2013, com a sua candidatura à Academia Brasileira de Letras (ABL).[194] Em 1994, no programa Roda Viva, Fernando Henrique negou ter falado a famosa frase "Esqueçam o que escrevi". Disse ele: "Alguém perguntou alguma coisa, e eu disse ao Celso: 'Olha, Celso, a gente escreveu tanta coisa, então é cobrado sempre pelo que escreveu.' Essa foi a frase. Daí saiu uma versão de terceira mão, e, agora, a imprensa, me desculpe, tem o hábito de botar entre aspas, [e] ouviram de mim."[195] Em 1997, o ex-presidente, ao jornal O Globo, disse: "Já perguntei um milhão de vezes: a quem eu disse? Onde foi que eu disse? Quando? Essa é uma frase montada para me embaraçar. Acontece exatamente o contrário: o que eu escrevi, dentro das condições da época, tem bastante validade. Houve uma evolução, em alguns pontos, mas a maneira básica de encarar o mundo continua a mesma."[196]

Carreira acadêmica[editar | editar código-fonte]

Em 2008, foi eleito através de uma votação feita pela internet e organizada pela revista britânica Prospect um dos cem maiores intelectuais ainda vivos, sendo o único brasileiro a integrar a lista.[197]

Obras[editar | editar código-fonte]

Como sociólogo, FHC escreveu obras importantes para a teoria do desenvolvimento econômico e das relações internacionais.

Dedicou-se ao aprofundamento de suas teorias durante o período em que viveu no exílio durante o golpe militar de 1964.

Foi um dos ideólogos da corrente dependentista ou desenvolvimentista. Participando dos grupos de estudos que resultaram na elaboração da Teoria da Dependência, diferenciando-se porém, da vertente marxista, liderada por Theotonio dos Santos e Ruy Mauro Marini. Sua teoria sugere que os países subdesenvolvidos devam se associar entre si, buscando um caminho capitalista alternativo para o desenvolvimento, livrando-se da dependência das grandes potências. FHC era contrário à tese de que os países do terceiro mundo se desenvolveriam só se tivessem uma revolução socialista.

Em julho de 1995, Fernando Henrique Cardoso foi homenageado com os graus de doutor honoris causa da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

  • Pensadores que inventaram o Brasil, Editora Companhia das Letras, 2013
  • Relembrando o que escrevi: da reconquista da democracia aos dias atuais, Editora Civilização Brasileira, 2010.
  • A arte da política — A história que vivi, Editora Civilização Brasileira, 2006.
  • Cartas a um jovem político — Para construir um Brasil melhor, Editora Alegro, 2006.
  • O mundo em português, Editora Paz e Terra,1998.
  • O presidente segundo o sociólogo, Editora Companhia das Letras, 1998.
  • Mãos à Obra, Brasil, 1994.
  • Perspectivas, Editora Paz e Terra, 1983.
  • Dependência e Desenvolvimento na América Latina, Editora México, 1969.

Membro da Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Em 27 de junho de 2013, Fernando Henrique Cardoso foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) após ter concorrido com dez candidatos: Felisbelo da Silva, J.R. Guedes de Oliveira, Gildasio Santos Bezerra, Jeff Thomas, Carlos Magno de Melo, Eloi Ghio, Diego Mendes Sousa, Alvaro Corrêa de Oliveira, José William Vavruk e Arlindo Vicentine. O sociólogo recebeu 34 votos dos 39 possíveis e passou a ocupar a cadeira 36, que havia sido aberta com a morte do jornalista João de Scantimburgo. Foi recebido em sua posse, em 10 de setembro, pelo também acadêmico e seu amigo pessoal Celso Lafer[198] .

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Foi considerado pela revista Época um dos cem brasileiros mais influentes em 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014.[199]

Em setembro, no programa feito pelo SBT O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, ficou entre os doze finalistas, classificando-se como o décimo colocado – tendo ficado a frente do piloto Ayrton Senna e do também ex-presidente Lula.[200]

Cronologia sumária[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

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  2. Fernando Henrique Cardoso Senado do Brasil. Visitado em 17 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2014.
  3. a b c Afrânio Garcia Jr. (Junho de 2004). A dependência da política: Fernando Henrique Cardoso e a sociologia no Brasil Scielo. Visitado em 17 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2014.
  4. Cláudio Moreira Bento. Raízes familiares do presidente Fernando Henrique Cardoso Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Visitado em 8 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 9 de janeiro de 2015.
  5. Perfil biográfico de Felicíssimo do Espírito Santo - PRG Assembleia Legislativa de Goiás. Visitado em 8 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 9 de janeiro de 2015.
  6. a b c Fernando Henrique Cardoso: 'Minhas ideias sobre dependência já começaram no Rio Grande' (em português) Zero Hora (14 de dezembro de 2012). Visitado em 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2014.
  7. Wanderson Fabio de Melo (13 de setembro de 2013). A obra teórica de Fernando Henrique Cardoso a partir do grupo de estudo d’O capital: pesquisa, “totalidade” e marxismo adstringido Grupo de Estudos da Política da América Latina. Visitado em 5 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2015.
  8. Fernando Henrique Cardoso: currículo completo Palestras.org. Visitado em 17 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2014.
  9. a b c d e FHC viveu no exílio após o Movimento de 64 Folha de São Paulo (2 de junho de 2001). Visitado em 17 de fevereiro de 2014.
  10. Salatiel Soares Correia. A travessia de Fernando Henrique Cardoso Jornal Opção. Visitado em 5 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2015.
  11. Cientistas do Brasil - Fernando Henrique Cardoso TV Cultura. Visitado em 17 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 18 de julho de 2014.
  12. FHC retoma vida acadêmica em universidade nos EUA Uol (25 de fevereiro de 2003). Visitado em 17 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 16 de outubro de 2014.
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  19. Marcos Faber. História dos partidos políticos no Brasil História Livre. Visitado em 5 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2015.
  20. Fernando Henrique Repolítica. Visitado em 18 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2014.
  21. Olavo Brasil de Lima Júnio. Democracia e Instituições políticas no Brasil dos anos 80. São Paulo: Edições Loyola, 1993. 67 pp. ISBN 85-17-00758-4.
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  183. Daniel Rodrigues Aurélio (2001). Ruth Cardoso: Uma vida entre livros e comunidades Ciência e Vida Uol. Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  184. a b Os filhos adulterinos de FHC Quatros Cantos. Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  185. a b c d Mônica Bergamo (15 de novembro de 2009). FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista Folha de São Paulo. Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  186. Mônica Bergamo (25 de junho de 2011). Filho de repórter da Globo não é de FHC, revela DNA Folha de São Paulo. Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  187. Reinaldo Azevedo (25 de junho de 2011). E o filho não era de FHC, mas FHC decide que o filho continuará seu Veja. Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  188. Ruth Cardoso morre aos 77 anos em São Paulo Diário do Nordeste (25 de junho de 2008). Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  189. a b Daniela Lima (6 de fevereiro de 2014). FHC oficializou união com a namorada em cerimônia discreta Folha de São Paulo. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  190. Mário Simas Filho (7 de fevereiro de 2014). A nova mulher de FHC IstoÉ. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  191. Naira Trindade (4 de fevereiro de 2014). Aos 82 anos, FHC se casa com ex-funcionária em São Paulo Diário do Poder. Visitado em 7 de janeiro de 2015.
  192. Controvérsia com Movimento Negro - Almanaque Folha.com
  193. SEBASTIÃO C. VELASCO E CRUZ (1999). Ideias do poder: dependência e globalização em F. H. Cardoso* ESTUDOS AVANÇADOS 13 (37). Visitado em 13/4/2013.
  194. Agência Brasil (13 de maio de 2012). FHC vai disputar cadeira na Academia Brasileira de Letras TERRA NETWORKS BRASIL S.A.. Visitado em 13/4/2013.
  195. TV Cultura (21 de julho de 1994). Fernando Henrique Cardoso Equipe Labjor/Unicamp. Visitado em 13/4/2013.
  196. Entrevista concedida pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, ao jornal O Globo do dia 24 de agosto de 1997. Rio de Janeiro, RJ – 24/8/1997
  197. FHC entra em lista de 100 maiores intelectuais do mundo BBC Brasil (24 de abril de 2008). Visitado em 9 de janeiro de 2015.
  198. FHC é eleito para a Academia Brasileira de Letras. EBC. Acesso em 30 de junho de 2013.
  199. Os mais influentes do Brasil em 2014 Época (23 de dezembro de 2014). Visitado em 9 de janeiro de 2015.
  200. O Maior Brasileiro de Todos os Tempos: Confrontos Sistema Brasileiro de Televisão. Visitado em 9 de janeiro de 2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lamounier, Bolívar. A era FHC: um balanço. São Paulo: Cultura Editores Associados, 2002. 692 pp. ISBN 8529300769.
  • Conversas com sociólogos brasileiros. São Paulo: Editora 34, 2006. 463 pp. ISBN 857326361X.
  • Brandão, Ignácio de Loyola. Ruth Cardoso - Fragmentos. Porto Alegre: Globo Livros, 2010. 274 pp. ISBN 8525051063.
  • Kingstone, Peter R. Crafting Coalitions for Reform: Business Preferences, Political Institutions, and Neoliberal Reform in Brazil. University Park, Pensilvânia: Penn State Press, 2010. 312 pp. ISBN 0271043776.
  • Werner, Baer. Economia brasileira. Barueri: NBL Editora, 2002. 509 pp. ISBN 8521311974.
  • Villa, Marco Antonio. Um país partido – 2014: a eleição mais suja da história. São Paulo: Leya, 2014. 224 pp. ISBN 8544101364.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Goto, Roberto. Para ler Fernando Henrique Cardoso. São Paulo: Geração Editorial, 1998. 167 pp. ISBN 8529300769.
  • Goertzel, Ted George. Fernando Henrique Cardoso: Reinventing Democracy in Brazil. Boulder, Colorado: Lynne Rienner Publishers, 1999. 221 pp. ISBN 9781555878306.
  • Leoni, Brigitte Hersant. Fernando Henrique Cardoso: o Brasil do possível. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1997. 360 pp. ISBN 8520908241.
  • Luciano Suassuna e Luiz Antônio Novaes. Como Fernando Henrique foi eleito presidente. São Paulo: Editora Contexto, 1994. 78 pp.

Reflexões sobre a presidência de Fernando Henrique

  • Pereira, Alvaro. Depois de FHC: personagens do cenário político analisam o governo Fernando Henrique Cardoso e apontam alternativas para o Brasil. São Paulo: Geração Editorial, 2002. 309 pp. ISBN 857509064X.
  • Fontana, Henrique. Governo Fernando Henrique Cardoso: crise, decadência e corrupção. Brasília: Câmara dos Deputados, 2000. 94 pp.
  • Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura. O mapa da corrupção no governo FHC. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2002. 95 pp. ISBN 858646970X.
  • Bianchi, Alvaro. A Crise Brasileira E O Governo Fhc. São Paulo: Xamã, 1997. 147 pp. ISBN 8585833254.
  • Lesbaupin, Ivo. Balanço do governo FHC. Petrópolis: Vozes, 1999. 199 pp. ISBN 8532621740.

Fontes primárias

  • Cardoso, Fernando Henrique. A Arte da política: a história que vivi. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2006. 703 pp. ISBN 85-200-0735-X.
  • Cardoso, Fernando Henrique. The Accidental President of Brazil: A Memoir. Nova York: PublicAffairs, 2007. 313 pp. ISBN 1586485962.
  • Cardoso, Fernando Henrique. Charting a New Course: The Politics of Globalization and Social Transformation. Lanham, Maryland: Rowman & Littlefield, 2001. 334 pp. ISBN 0742508935.
  • Cardoso, Fernando Henrique. Cartas a Um Jovem Político Para construir um país melhor. São Paulo: Leya, 2012. 184 pp. ISBN 9722045504.

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