Gonçalves Dias

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Gonçalves Dias Academia Brasileira de Letras
Nacionalidade  Brasileiro
Data de nascimento 10 de agosto de 1823[1] .
Local de nascimento Caxias (Maranhão)
Data de falecimento 3 de novembro de 1864 (41 anos)
Local de falecimento Guimarães, MA
Ocupação Poeta, teatrólogo, Jornalista, advogado, etnógrafo
Magnum opus Canção do Exílio, I-Juca-Pirama, Ainda uma vez - adeus, Os Timbiras.
Influências Shakespeare, Schiller, Chateaubriand, Montaigne, Rousseau, Alexandre Herculano, Lamartine, Cooper, Victor Hugo, Santa Rita Durão, Basílio da Gama Virgílio e Homero[2] .
Influenciados Drummond, Castro Alves, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Casimiro de Abreu, Oswald de Andrade[3] .

Antônio Gonçalves Dias (Caxias, 10 de agosto de 1823Guimarães[4] , 3 de novembro de 1864) foi um poeta, advogado, jornalista, etnógrafo e teatrólogo brasileiro.[5] Um grande expoente do romantismo brasileiro e da tradição literária conhecida como "indianismo", é famoso por ter escrito o poema "Canção do Exílio" — um dos poemas mais conhecidos da literatura brasileira —, o curto poema épico I-Juca-Pirama e de muitos outros poemas nacionalistas e patrióticos que viria a dar-lhe o título de poeta nacional do Brasil. Foi um ávido pesquisador das línguas indígenas brasileiras e do folclore.

É o patrono da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Azulejo com trecho da Canção do Exílio.
Retrato de Gonçalves Dias.

Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10 de agosto de 1823, no sítio Boa Vista, em terras de Jatobá (a 14 léguas de Caxias). Morreu aos 41 anos em um naufrágio do navio Ville Bologna, próximo à região do baixo de Atins, na baía de Cumã[4] , município de Guimarães. Advogado de formação, é mais conhecido como poeta e etnógrafo, sendo relevante também para o teatro brasileiro, tendo escrito quatro peças. Teve também atuação importante como jornalista.[5]

Era filho de uma união não oficializada entre um comerciante português com uma mestiça[6] , e estudou inicialmente por um ano com o professor José Joaquim de Abreu, quando começou a trabalhar como caixeiro e a tratar da escrituração da loja de seu pai, que faleceu em 1837.

Iniciou seus estudos de latim, francês e filosofia em 1835, quando foi matriculado em uma escola particular.

Foi estudar na Europa, em Portugal, onde em 1838 terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1840), retornando em 1845, após bacharelar-se. Mas antes de retornar, ainda em Coimbra, participou dos grupos medievistas da Gazeta Literária e de O Trovador, compartilhando das ideias românticas de Almeida Garrett, Alexandre Herculano e António Feliciano de Castilho[5] . Por se achar tanto tempo fora de sua pátria inspira-se para escrever a Canção do Exílio e parte dos poemas de "Primeiros cantos" e "Segundos cantos"; o drama Patkull; e "Beatriz de Cenci", depois rejeitado por sua condição de texto "imoral" pelo Conservatório Dramático do Brasil. Foi ainda neste período que escreveu fragmentos do romance biográfico "Memórias de Agapito Goiaba", destruído depois pelo próprio poeta, por conter alusões a pessoas ainda vivas.

Litografia de Gonçalves Dias em rótulo de cigarro.

No ano seguinte ao seu retorno conheceu aquela que seria a sua grande musa inspiradora: Ana Amélia Ferreira Vale. Várias de suas peças românticas, inclusive “Ainda uma vez — Adeus” foram escritas para ela. Nesse mesmo ano ele viajou para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, onde trabalhou como professor de história e latim do Colégio Pedro II, além de ter atuado como jornalista, contribuindo para diversos periódicos: Jornal do Commercio, Gazeta Oficial, Correio da Tarde e Sentinela da Monarquia, publicando crônicas, folhetins teatrais e crítica literária.

Em 1849 fundou com Manuel de Araújo Porto-Alegre e Joaquim Manuel de Macedo a revista Guanabara, que divulgava o movimento romântico da época. Em 1851 voltou a São Luís do Maranhão, a pedido do governo para estudar o problema da instrução pública naquele estado.

Alexandre Teófilo de Carvalho Leal, o melhor amigo de Gonçalves Dias, em gravura do Tomo III do Pantheon Maranhense de Antônio Henriques Leal.

Gonçalves Dias pediu Ana Amélia em casamento em 1852, mas a família dela, em virtude da ascendência mestiça do escritor, refutou veementemente o pedido. No mesmo ano retornou ao Rio de Janeiro, onde casou-se com Olímpia da Costa. Logo depois foi nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Passou os quatro anos seguintes na Europa realizando pesquisas em prol da educação nacional. Voltando ao Brasil foi convidado a participar da Comissão Científica de Exploração, pela qual viajou por quase todo o norte do país.[5]

Voltou à Europa em 1862 para um tratamento de saúde. Não obtendo resultados retornou ao Brasil em 1864 no navio Ville de Boulogne, que naufragou na costa brasileira; salvaram-se todos, exceto o poeta, que foi esquecido, agonizando em seu leito, e se afogou. O acidente ocorreu nos Baixos de Atins, perto de Tutóia, no Maranhão.[7]

A sua obra enquadra-se no Romantismo, pois, a semelhança do que fizeram os seus correlegionários europeus, procurou formar um sentimento nacionalista ao incorporar assuntos, povos e paisagens brasileiras na literatura nacional. Ao lado de José de Alencar, desenvolveu o Indianismo. Pela sua importância na história da literatura brasileira, podemos dizer que Gonçalves Dias incorporou uma ideia de Brasil à literatura nacional.

O grande amor: Ana Amélia[editar | editar código-fonte]

Manuscrito do poema "Se te amo, não sei!", com letra de Gonçalves Dias disposta ao público na Biblioteca Nacional Do Rio de Janeiro

Por ocasião da elaboração da antologia poética da fase romântica, elaborada por Manuel Bandeira, Onestaldo de Pennafort gentilmente escreveu a nota que segue, retirada daquela obra e aqui transcrita:

A poesia 'Ainda uma vez — adeus!', bem como as poesias 'Palinódia' e 'Retratação', foram inspiradas por Ana Amélia Ferreira do Vale, cunhada do Dr. Teófilo Leal, ex-condiscípulo do poeta em Portugal e seu grande amigo.

Gonçalves Dias viu-a pela primeira vez em 1846 no Maranhão. Era uma menina quase, e o poeta, fascinado pela sua beleza e graça juvenil, escreveu para ela as poesias 'Seus olhos' e 'Leviana'. Vindo para o Rio, é possível que essa primeira impressão tenha desaparecido do seu espírito. Mais tarde, porém, em 1851, voltando a São Luís, viu-a de novo, e já então a menina e moça de 46 se fizera mulher, no pleno esplendor da sua beleza desabrochada[7] . O encantamento de outrora se transformou em paixão ardente, e, correspondido com a mesma intensidade de sentimento, o poeta, vencendo a timidez, pediu-a em casamento à família.[7]

A família da linda Don'Ana — como lhe chamavam — tinha o poeta em grande estima e admiração. Mais forte, porém, do que tudo, era naquele tempo no Maranhão o preconceito de raça e casta. E foi em nome desse preconceito que a família recusou o seu consentimento.

Por seu lado, o poeta, colocado diante das duas alternativas: renunciar ao amor ou à amizade, preferiu sacrificar aquela a esta, levado por um excessivo escrúpulo de honradez e lealdade, que revela nos mínimos atos de sua vida. Partiu para Portugal. Renúncia tanto mais dolorosa e difícil por que a moça que estava resolvida a abandonar a casa paterna para fugir com ele, o exprobrou em carta, dura e amargamente, por não ter tido a coragem de passar por cima de tudo e de romper com todos para desposá-la!

E foi em Portugal, tempos depois, que recebeu outro rude golpe: Don'Ana, por capricho e acinte à família, casara-se com um comerciante, homem também de cor como o poeta e nas mesmas condições inferiores de nascimento. A família se opusera tenazmente ao casamento, mas desta vez o pretendente, sem medir considerações para com os parentes da noiva, recorreu à justiça, que lhe deu ganho de causa, por ser maior a moça. Um mês depois falia, partindo com a esposa para Lisboa, onde o casal chegou a passar até privações.[7]

Foi aí, em Lisboa, num jardim público, que certa vez se defrontaram o poeta e a sua amada, ambos abatidos pela dor e pela desilusão de suas vidas, ele cruelmente arrependido de não ter ousado tudo, de ter renunciado àquela que com uma só palavra sua se lhe entregaria para sempre. Desvairado pelo encontro, que lhe reabrira as feridas e agora de modo irreparável, compôs de um jato as estrofes de 'Ainda uma vez — adeus!', as quais, uma vez conhecidas da sua inspiradora, foram por esta copiadas com o seu próprio sangue.


Julgamento crítico[editar | editar código-fonte]

Três renomados escritores brasileiros do século XIX. Da esquerda para direita: Gonçalves Dias, Manuel de Araújo Porto-Alegre e Gonçalves de Magalhães (1858).
De Alexandre Herculano

"Os primeiros cantos são um belo livro; são inspirações de um grande poeta. A terra de Santa Cruz, que já conta outros no seu seio, pode abençoar mais um ilustre filho. O autor, não o conhecemos; mas deve ser muito jovem. Tem os defeitos do escritos ainda pouco amestrado pela experiência: imperfeições de língua, de metrificação, de estilo. Que importa? O tempo apagará essas máculas, e ficarão as nobres inspirações estampadas nas páginas deste formoso livro.

Abstenho-me de outras citações, que ocupariam demasiado espaço, não posso resistir à tentação de transcrever das Poesias Diversas uma das mais mimosas composições líricas que tenho lido na minha vida. (Aqui vinha transcrita a poesia Seus Olhos.) Se estas poucas linhas, escritas de abundância de coração, passarem, os mares, receba o autor dos Primeiros Cantos testemunho sincero de simpatia, que não costuma nem dirigir aos outros elogios encomendados nem pedi-los para si"[8] .

De José de Alencar

"Gonçalves Dias é o poeta nacional por excelência: ninguém lhe disputa na opulência da imaginação, no fino lavor do verso, no conhecimento da natureza brasileira e dos seus costumes selvagens" (Iracema)

De Machado de Assis

"Depois de escrita a revista, chegou a notícia da morte de Gonçalves Dias, o grande poeta dos Cantos e dos Timbiras. A poesia nacional cobre-se, portanto, de luto. Era Gonçalves Dias o seu mais prezado filho, aquele que de mais louçania a cobriu. Morreu no mar-túmulo imenso para talento. Só me resta espaço para aplaudir a ideia que se vai realizar na capital do ilustre poeta. Não é um monumento para Maranhão, é um monumento para o Brasil. A nação inteira deve concorrer para ele. (Crônicas em Diário do Rio de Janeiro, de 9 de novembro de 1894.)

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1823 - 10 de agosto: Nasce no sítio Boa Vista, em terras de Jatobá, a 14 léguas da vila de Caxias, Antônio Gonçalves Dias. Filho do comerciante João Manuel Gonçalves Dias, natural de Trás-os-Montes, e de Vicência Ferreira, maranhense.
  • 1830 - É matriculado na aula de primeiras letras do Prof. José Joaquim de Abreu.
  • 1833 - Começa a servir na loja do pai como caixeiro e encarregado da escrituração.
  • 1835 - É retirado da casa comercial e matriculado no curso do Prof. Ricardo Leão Sabino, onde principia a estudar latim, francês e filosofia.
  • 1838 - Parte para São Luís, onde embarcará para Portugal; chega em outubro a Coimbra e entra para o Colégio das Artes.
  • 1840 - 31 de outubro: Matricula-se na Universidade.
  • 1845 - Embarca no Porto para São Luís, aonde chega em março, partindo no dia 6 para Caxias.
  • 1846 - Embarca para o Rio de Janeiro.
  • 1847 - Aparecem os Primeiros Cantos, trazendo no frontispício a data de 1846.
  • 1848 - Aparecem os Segundos Cantos e Sextilhas de Frei Antão.
  • 1849 - É nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II.
  • 1851 - Publicação dos Últimos Cantos.
  • 1852 - É nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros
  • 1854 - Parte para Europa.
  • 1856 - Viagem à Alemanha. É nomeado chefe da seção de Etnografia da Comissão Científica de Exploração.
  • 1857 - O livreiro-editor Brockhaus, de Dresda, edita os Cantos, os primeiros quatro cantos do poema Os Timbiras e o Dicionário da Língua Tupi.
  • 1859 - 1861 - Trabalhos da Comissão no interior do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará e Amazonas, chegando até Mariná, no Peru.
  • 1862 - Parte para o Maranhão, mas no Recife, depois de consultar médico, resolve embarcar para Europa.
  • 1862 - 22 de agosto: É desligado da comissão Científica de Exploração.
  • 1862 - 1863 - Estação de cura em Vicky. Marienbad, Dresda, Koenigstein, Teplitz e Carlsbad. Em Bruxelas sofre a operação de amputação da campainha.
  • 1863 - 25 de outubro: Embarca em Bordéus para Lisboa, onde termina a tradução de A noiva de Messina, de Schiller.
  • 1864 - Fins de Abril: Volta a Paris. Estações de cura em Aix-ls-Bains, Allevard e Ems (Maio, junho e julho).
  • 1864 - 10 de setembro: Embarca o Poeta no Haver no navio Ville de Boulogne. Piora em viagem
  • 1864 - 3 de novembro: Naufrágio nas costas do Maranhão e morte de Gonçalves Dias.

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Retrato de Gonçalves Dias.
Do próprio autor (cronológica)
  • Primeiros Cantos, Rio de Janeiro, Laemmert, 1846.
  • Leonor de Mendonça, Rio de Janeiro, J. Villeneuve & Cia, 1846.
  • Segundos Cantos, Rio de Janeiro, Typographia Classica, 1848. (contém às Sextilhas de Frei Antão).
  • Meditação (fragmentos in Guanabara, Rio de Janeiro, Ferreira Monteiro, 1848. (publicada completo postumamente).
  • Últimos Cantos, Rio de Janeiro, Typographia de F. de Paula Brito, 1851.
  • Cantos: collecção de poezias,2ª ed. Leipzig, Brockhaus, 1857. (todos os poemas e 16 inéditos).
  • Os Tymbiras, Leipzig, Brockhaus, 1857.
  • Dicionácio da Língua Tupi, Leipzig, Brockhaus, 1858.
Póstumas
  • Obras posthumas de A. Gonçalves Dias, 6 Vls., Org. Antônio Henriques Leal, São Luís, B. de Matos, 1868.
  • O Brazil e a Oceania, Rio de Janeiro, H. Garnier, 1909.
  • Gonçalves Dias: Poesia e prosa completas, Org. Alexei Bueno, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1998.

Todas as obras[editar | editar código-fonte]

Poesia
  • 1848: Segundos Cantos, Rio de Janeiro, Ferreira Monteiro.
  • 1851: Últimos Cantos, Rio de Janeiro, Paula Brito.
  • 1857: Os Timbiras, Leipzig, Brockhaus
  • 1857: Cantos, Leipzig, Brockhaus. (contendo todos os cantos anteriores e mais 16 novas composições sob o título de ‘’Novos Cantos’’).
  • 1869: Lira Varia , in “Obras Póstumas’’, 1869. (poesias inéditas).
Teatro
  • 1843: Patkull, in “Obras Póstumas’’, 1869.
  • 1845: Beatriz Cenci, in “Obras Póstumas’’, 1869.
  • 1846: Leonor de Mendonça, Rio de Janeiro, Villeneuve & Cia, 1847.
  • 1850: Boabdil, in “Obras Póstumas’’, 1869.
Romance
  • 1850: Meditação (fragmento), in Guanabara, Rio de Janeiro, Tip. Guanabarense. Apareceria completo in “Obras Póstumas’’, 1869.
  • 1843: Memórias de Agapito, in “Obras Póstumas’’, 1869.
  • 1843: Um Anjo, in “Obras Póstumas’’, 1869.
Dicionário
Etnografia e História
  • 1846: O Brasil e Oceania, in “Obras Póstumas’’, 1869.
  • 1869: História Pátria, in “Obras Póstumas’’, 1869. (trata-se de uma coleção de críticas selecionadas cujo título História Pátria é atribuída pelo organizador.
Falsas atribuições
  • Segura o Índio louco é um título que vem sendo falsamente atribuído à Gonçalves Dias através da web internet, entretanto não existem fontes que comprovem a sua existência, nem se terá existido. Todas as obras do poeta foram publicadas por ele próprio ou postumamente as inéditas numa organização do seu amigo Antônio Henriques Leal à custódia da esposa do poeta[9] .

Obras notáveis[editar | editar código-fonte]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Monumento na Praça Gonçalves Dias, em São Luís

Municípios

Praças

Ruas

  • Rua Gonçalves Dias (Rio de Janeiro), a antiga rua dos Latoeiros, donde vivera o poeta teve o seu nome alterado logo após a sua morte[13] .
  • Rua Gonçalves Dias (Belo Horizonte), importante rua que leva da Região Centro-Sul da cidade à Praça da Liberdade e à região Oeste, passando por outras importantes vias.
  • Dezenas de cidades brasileiras possuem ruas com o nome do poeta, dentre elas: São Luís, Timon, Caxias, no Maranhão.

Navio

Academia

Referências

  1. BANDEIRA, 1998, 13.
  2. Ackermann, 1964.
  3. Ackermann, 1964; Moises, 1983.
  4. a b Gonçalves Dias morreu em naufrágio no baixo de Atins Folha de S.Paulo (15/3/2004). Visitado em 21/01/2013.
  5. a b c d Antonio Gonçalves Dias (em português) UOL -Educação. Visitado em 9 de agosto de 2012.
  6. Poem Hunter. Antônio Gonçalves Dias (em inglês) Classic Poetry Series 2012. Visitado em 08 de dezembro de 2012. "o que muito o orgulhava de ter o sangue das três raças formadoras do povo brasileiro: branca, indígena e negra"
  7. a b c d Antônio Gonçalves Dias (em português) UFCG Brasil Escola. Visitado em 09 de agosto de 2012.
  8. Herculano, 1998, 97-100 (originalmente:Futuro Literário de Portugal e do Brasil em Revista Universal Lisbonense, t.7,pág. 7 ano de 1847-1848).
  9. DIAS, Antônio Gonçalves, Obras posthumas de A. Gonçalves Dias. Org. Antônio Henriques Leal, Vol. VI. São Luiz, B. de Matos, 1869.
  10. História (em português) Prefeitura Gonçalves Dias. Visitado em 09 de agosto de 2012.
  11. [1]
  12. [2]
  13. Leal, 1864.
  14. http://www.academia-ane.org.br/academicos.html

Bibliografia crítica[editar | editar código-fonte]

  • Ackermann, Fritz, A obra poética de António Gonçalves Dias, Trad. Egon Schaden, São Paulo, Conselho Estadual de Cultura, 1964.
  • Almeida, Guilherme, «Gonçalves Dias e o Romantismo», in Gonçalves Dias: conferências realizadas na Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, A Academia, 1948. 95-110.
  • Amaral, Amadeu, Elogio da mediocridade. São Paulo, Nova Era, 1924.
  • Bandeira, Manuel, «A vida e a obra do poeta» in DIAS, A.G., Poesia e Prosa completas Org Alexei Bueno,1998. 13-56,
  • Bandeira, Manuel, «A poética de Gonçalves Dias» in DIAS, A. G., Poesia e Prosa completas Org Alexei Bueno,1998. 57-70, b.
  • Barroso, Gustavo, «A morte de Gonçalves Dias», in Gonçalves Dias: conferências realizadas na Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, A Academia, 1948. 63-81.
  • Bosi, Alfredo, Dialética da colonização, 4ª Ed. São Paulo, Companhia das Letras, 2001.
  • Carvalho, Ronald de, Estudos brasileiros, 2ª Série, Rio de Janeiro, F. Briguiet, 1931. (a).
  • Carvalho, Ronald de, Estudos brasileiros, 3ª Série, Rio de Janeiro, F. Briguiet, 1931. (b).
  • Cascudo, Luís da Câmara, Lendas brasileiras. São Paulo, Global Editora, 2002.
  • Castrito, Henrique, Gonçalves Dias - poeta de raça, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,10,007), 19--].
  • Chagas, Manuel Pinheiro, «A. Gonçalves Dias», in Ensaios Críticos. Viúva More, 1866. 161-180. (Digit. Oxford University, 2007).
  • Constant, Benjamin, Algumas apreciações sobre a vida sentimental de Gonçalves Dias e de sua esposa Olímpia Gonçalves Dias, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,10,003), 19--].
  • Cordeiro, A. X. Rodrigues, «Antônio Gonçalves Dias», Novo Almanach de Lembranças luso-brazileiro para o anno de 1873 (1872), 5-16.
  • Correia, Viriato, «A vida amorosa de Gonçalves Dias», in Gonçalves Dias: conferências realizadas na Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, A Academia, 1948. 7-51.
  • COUTINHO, Afrânio, COUTINHO, Eduardo de Faria, A literatura no Brasil, Vol.II, Rio de Janeiro-Niterói, José Olympio-EDUFF, 1969.
  • Dias, Antônio Gonçalves, Obras posthumas de A. Gonçalves Dias. Org. Antônio Henriques Leal, Vol. VI. São Luiz, B. de Matos, 1869.
  • Dias, A. Gonçalves – [Carta] 1845 Ago. 31, Caxias, [a] Alexandre Teófilo de Carvalho Leal (comentando suas angústias e dissabores, solicitando o envio de algumas obras), Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,01,002 nº020).
  • Dias, A. Gonçalves – [Carta] 1847 Abr. 3-8, [Rio de Janeiro], [a] Alexandre Teófilo de Carvalho Leal (informando sobre assuntos pessoais, sobre uma nova obra que está escrevendo), Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,01,002 nº027).
  • Dias, A. Gonçalves – [Carta] 1864 Abr. 23, Paris [a] Antônio Henriques Leal (informando sobre seu estado de saúde; sobre Ives de Evreux; sobre retratos de Bispos do Brasil; sobre coleção de documentos históricos relativos ao Maranhão), Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,01,018 nº011).
  • Dias, A. Gonçalves – [Rascunhos de Cartas] 1852 [a] Dona Lourença Vale [e ao] Visconde de Destêrro (a respeito do pedido de casamento feito pelo poeta, a filha e irmã, respectivamente, dos destinatários), Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,01,008).
  • Dias, A. Gonçalves, Notas e epitáfio,[Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,03,048)].
  • Dias, A. Gonçalves, TRECHOS de um caderno de viagem de Gonçalves Dias, contendo inúmeras referências a assuntos indígenas,[Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,03,042)], 1861.
  • Dias, A. Gonçalves, Verbetes a respeito de índios, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,03,035)], (policop.).
  • Dias, Gonçalves, «Relatório sobre a instrução Pública em Diversas províncias do Norte» in ALMEIDA, José Ricardo Pires de, História da Instrução Pública no Brasil (1500-1889), São Paulo, PUCSP, 1989. 364-365.
  • Ferreira, Maria Celeste, O indianismo na literatura romântica brasileira, Rio de Janeiro, Departamento de Imprensa Nacional, 1949.
  • França, Francisco Levasseur, «Gonçalves Dias e sua obra», in Revista de arte e sciencia 3 (1923), 13-22, in SILVA, M., infra cit.,19--, a, fls. 100-102.
  • Franchetti, Paulo, Estudos de literatura brasileira e portuguesa, Cotia, Ateliê Editorial, 2007.
  • Garcia, Othon Moacyr, Luz e fogo no lirismo de Gonçalves Dias,Rio de Janeiro, Livraria São José, 1956
  • Grizoste, W. F. A dimensão anti-épica de Virgílio e o Indianismo de Gonçalves Dias, Coimbra, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, 2011.
  • Guimarães, Bernardo, O índio Affonso seguido de A morte de Gonçalves Dias, Rio de Janeiro, Garnier, 19--.
  • Herculano, Alexandre, «Futuro Literário de Portugal e do Brasil» in DIAS, A.G., Poesia e prosa completas org. Alexei Bueno,1998. 97-100.
  • Kodama, Kaori, «O Tupi e o Sabiá: Gonçalves Dias e a etnografia do IHGB em Brasil e Oceania», Revista Fenix 3 (2007) 1-14.
  • Kothe, Flávio, O cânone imperial, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 2000.
  • Longo, Mirella Márcia, «Guerreiros sem canto»: Letras de Hoje 4 (2006) 41-57.
  • Machado de Assis, «Notícia da Atual Literatura Brasileira: instinto e nacionalidade» in Obra completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro, Nova Aguilar. Vol. III, 1962.
  • Moises, Massaud, História da literatura brasileira, São Paulo, Cultrix, 1983.
  • Pereira, Maurício César Alves, Ritmo na poesia indianista de Gonçalves Dias São José do Rio Preto, Unesp, 1984. (Dissert. Mestrado).
  • Ricardo, Cassiano, O indianismo de Gonçalves Dias. São Paulo, Conselho Estadual de Cultura, 1964.
  • Romero, Sílvio, História da literatura brasileira. org. e pref. Nelson Romero. 3.ed. aument. Rio de Janeiro, Liv. José Olympio, 1943.
  • Roncari, Luiz, Literatura brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. São Paulo, Edusp, 1995.
  • Rouanet, Maria Helena, Eternamente em berço esplêndido: a fundação de uma literatura nacional. São Paulo, Siciliano, 1991.
  • Santiago, S., Uma literatura nos trópicos: ensaio sobre dependência cultural. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 2000
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), O Pensamento brasileiro no centenário do nascimento do poeta dos Timbiras, álbum contendo vários artigos, conferências, palestras, tópicos, etc sobre a vida e a obra literária de Gonçalves Dias, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,12,002), 19--], a.
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), Gonçalves Dias e Castro Alves, Rio de Janeiro, A Noite, 19--, b.
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), «O pressentimento da morte em Gonçalves Dias» Carioca 57 (1936), 10-11.
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), Gonçalves Dias - Patriota, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,07,004), 19--], c.
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), Gonçalves Dias e a sua influência na poesia brasileira (notas), [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I- 06, 07 nº001), 19--], d.
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), Notas sobre a Canção do Exílio de Gonçalves Dias, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,07,005), 19--], e.
  • Silva, Manoel Nogueira da (Org.), Pressentimento da morte em Gonçalves Dias, [Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional (I-06,13,007)], 1936.
  • Souza Pinto, Manuel de, O indianismo na poesia brasileira. Coimbra, 1928.
  • Souza Pinto, Manuel de, Gonçalves Dias em Coimbra. Coimbra, Coimbra Ed., 1931.
  • Veríssimo, José, História da literatura brasileira. Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 1916.

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