Edmar Bacha

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Bacha (à direita), ao lado do economista Paulo Nogueira Batista Júnior, em reunião no Senado Federal, em 2005.

Edmar Lisboa Bacha (Lambari, 1943) é um economista brasileiro. Participou da equipe econômica que instituiu o Plano Real, durante o governo Itamar Franco. Desde 2003, é diretor do think tank Casa das Garças, instituição dedicada a estudos e divulgação de Economia, no Rio de Janeiro.

Considerado por muitos como o "pai" do Plano Real, foi o primeiro economista do Brasil a completar o doutorado de economia em uma universidade da ivy league dos Estados Unidos. Obteve o título de doutor na Universidade de Yale), com uma tese sobre a política brasileira do café no início do século XX.

Ganhou notoriedade acadêmica ao escrever a fábula da "Belíndia", na qual argumentava que o regime militar estava criando um país dividido entre os que moravam em condições similares às da Bélgica e aqueles que tinham padrão de vida indiano. Foi um dos principais responsáveis pela coordenação do departamento de economia da PUC-Rio, considerado um dos melhores cursos de graduação em economia do país.

Na vida pública, participou do Plano Cruzado, na década de 1980, como presidente do IBGE. Retirou-se do Governo José Sarney quando este decidiu, na véspera das eleições, comprometer todo o esforço de arrocho fiscal promovido para segurar a inflação. Uma vez que o "gatilho salarial" foi colocado em prática, o plano foi descartado, o que fez o Brasil "perder 10 anos" de sua história econômica[1], segundo Bacha.

Edmar Bacha retornou à vida pública no Governo Itamar Franco, quando propôs a Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, um novo plano para controlar a inflação. Sem o aval do FMI, o plano foi um sucesso, garantindo a eleição de FHC para a Presidência da República, em 1994. Bacha permaneceu no governo durante dez meses, como presidente do BNDES. Depois, encerrou sua passagem pela vida pública e se tornou consultor do banco de investimento BBA.

[editar] Notas e referências

  1. Erros do Cruzado custaram dez anos, diz Bacha
Precedido por
Pérsio Arida
Presidente do BNDES
de janeiro até novembro de 1995
Sucedido por
Luiz Carlos Mendonça de Barros
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