Edmar Bacha

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Edmar Lisboa Bacha (Lambari, Minas Gerais, 1942) é um economista brasileiro. Participou da equipe econômica que instituiu o Plano Real, durante o governo Itamar Franco. Desde 2003, é diretor do think tank Casa das Garças, instituição dedicada a estudos e debates de Economia, no Rio de Janeiro.

Considerado como uns dos "pais" do Plano Real, foi um dos primeiros economistas do Brasil a completar o doutorado de economia em uma universidade dos Estados Unidos. Obteve o título de doutor na Universidade de Yale, com uma tese sobre a política brasileira do café e o mercado internacional do café.

Ganhou notoriedade acadêmica ao escrever a fábula da "Belíndia", na qual argumentava que o regime militar estava criando um país dividido entre os que moravam em condições similares às da Bélgica e aqueles que tinham padrão de vida indiano. Foi um dos principais responsáveis pela coordenação do departamento de economia da PUC-Rio, considerado um dos melhores cursos de graduação em economia do país.

Na vida pública, participou do Plano Cruzado, na década de 1980, como presidente do IBGE. Retirou-se do Governo José Sarney quando este decidiu, logo após as eleições, manipular os índices de preços. Uma vez que o "gatilho salarial" foi detonado, o plano foi para o espaço, o que fez o Brasil "perder 10 anos" de sua história econômica[1] , segundo Bacha.

Edmar Bacha retornou à vida pública no Governo Itamar Franco, quando propôs a Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, um novo plano para controlar a inflação. Sem o aval do FMI, o plano foi um sucesso, garantindo a eleição de FHC para a Presidência da República, em 1994. Bacha permaneceu no governo durante dez meses, como presidente do BNDES. Depois, encerrou sua passagem pela vida pública e se tornou consultor do banco de investimento BBA. Desde 2003, é diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças, um "think tank" no Rio de Janeiro (www.iepecdg.com.br).

Notas e referências

Precedido por
Pérsio Arida
Presidente do BNDES
de janeiro até novembro de 1995
Sucedido por
Luiz Carlos Mendonça de Barros