Garcia Redondo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Garcia Redondo Academia Brasileira de Letras
Nascimento 7 de janeiro de 1854
Rio de Janeiro
Morte 6 de outubro de 1916 (62 anos)
São Paulo
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Engenheiro, jornalista, professor, contista e teatrólogo

Manuel Ferreira Garcia Redondo (Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1854São Paulo, 6 de outubro de 1916) foi um engenheiro, jornalista, professor, contista e teatrólogo brasileiro, e membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua graduação pela Universidade de Coimbra, por algum tempo cursando humanidades. Foi companheiro de poetas e escritores portugueses e brasileiros, entre os quais Gonçalves Crespo, Guerra Junqueiro e Cândido de Figueiredo, fato que expõe a verve literária. Entretanto, em 1872, ingressa na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, pela qual obteve o grau de engenheiro e bacharel em ciências físicas e matemáticas.

Já graduado, em 1878, é nomeado engenheiro fiscal de obras de Alfândega de Santos, lá residindo até 1884, quando transfere-se para a cidade de São Paulo, onde vive até vir a falecer.

Como engenheiro, sua principal obra foi a construção do Teatro Guarani, em Santos.[1] [2] Construiu também, na cidade paulista de Amparo, o Hospital Santa Casa Anna Cintra e o Teatro João Caetano, ambos encomendados pela família do Barão de Campinas e inaugurados no mesmo dia, nos idos de 1890.

Jornalismo[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, colaborou no Novo Almanaque Luso-brasileiro de Lembranças e fundou O Peregrino, periódico literário, onde teve por companheiros de redação Augusto Bittencourt e Sérgio de Castro. No Rio de Janeiro, colaborou nA República em sua primeira fase, quando redigida por Salvador de Mendonça, e na segunda fase em 1878; nA Idéia, periódico literário; nO Mosquito, semanário humorístico; no Jornal do Commercio; no Repórter, onde publicou folhetins semanais, na Revista de Engenharia e ainda na revista Atlântida[3] (1915-1920). Sob o pseudónimo de Cabrion, encontra-se colaboração da sua autoria na Galeria republicana[4] Agosto 1882, nº15.

Pseudônimos[editar | editar código-fonte]

  • Um contemporâneo
  • Um plebeu
  • Cabrion
  • Pepelet
  • Gavarni
  • Nemo
  • Childe Harold

Obras[editar | editar código-fonte]

  • O Desfecho de um Desafio, panfleto
  • Arminhos, contos(1882)
  • Mário, drama (1882)
  • O Dedo de Deus, comédia (1883)
  • O Urso Branco, comédia (1884)
  • O Atentado da Rua São Leopoldo, romance
  • Carícia, botânica amorosa, contos (1895)
  • A choupana das rosas, contos (1897)
  • Moléstias e bichos, comédia (1899)
  • Viagens pelo país da ternura (1907)
  • Através da Europa, viagem (1908)
  • Novos contos (1910)
  • O descobrimento do Brasil, conferência (1911)
  • Cara alegre, humor (1912)
  • Na pele do outro, comédia

Outras obras[editar | editar código-fonte]

A fábrica de Santa Cruz; Cães de Santos; Esclarecimentos e informações sobre os serviços de água e de esgotos de São Paulo; Esgotos de Santos (em colaboração com o Dr. Augusto Fomm); Ferrovia Pinhalense; Carris de ferro de Santa Anna; Em prol da lavoura; O Município de Cunha e a cultura da vinha; Botânica elementar (em colaboração com R. Theophilo) e Salada de fructas (1907).

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Convidado para a reunião de fundação do novo silogeu, em 28 de janeiro de 1897 foi indicado para ocupar a cadeira 24 da Academia, que tem por patrono Júlio Ribeiro.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Júlio Ribeiro
(patrono)
Lorbeerkranz.png ABL - fundador da cadeira 24
1897 — 1916
Sucedido por
Luís Guimarães Filho