Evaldo Cabral de Mello

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Evaldo Cabral de Mello Academia Brasileira de Letras
Nacionalidade  brasileiro
Data de nascimento 22 de janeiro de 1936 (78 anos)
Local de nascimento Recife,  Pernambuco
Género(s) Ensaio
Ocupação historiador, escritor e ensaísta
Grupo étnico Branco
Alma mater Universidade de São Paulo (USP)
Temas abordados Brasil Colonial, História de Pernambuco, Invasão Holandesa, entre outros
Magnum opus O Nome e o Sangue
Parentes João Cabral de Melo Neto (irmão)
Manuel Bandeira e Gilberto Freyre (primos)
Prémios Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico

Evaldo Cabral de Mello (Recife, 22 de janeiro de 1936) é um historiador e escritor brasileiro. Autor de diversos livros, é considerado um dos mais importantes pesquisadores do período da dominação neerlandesa em Pernambuco no século XVII. Foi também diplomata, até se aposentar.[1] Foi eleito o sétimo acadêmico da cadeira 32, ocupada pelo dramaturgo Ariano Suassuna.[2]

Voltado para o estudo da história nordestina, em especial o ciclo da cana-de-açúcar. Representou o Brasil nos Estados Unidos, Espanha, França, Suíça, Portugal e Trinidad e Tobago, onde serviu como embaixador. É irmão do poeta e também diplomata João Cabral de Melo Neto e primo do sociologo Gilberto Freyre, bem como do poeta Manuel Bandeira, todos eles já falecidos.

Evaldo Cabral de Mello nunca frequentou a universidade, mas em 1992, obteve o título de doutor em história por notório saber pela Universidade de São Paulo.

Tem tido o importante papel de ampliar a ênfase da história brasileira no Nordeste, que foi a principal parte da colônia portuguesa do Brasil e que, com as revoluções de 1817 e 1824, ambas em Pernambuco, delineou, a seu ver, uma alternativa mais democrática para o País do que a monarquia bragantina sediada no Rio de Janeiro. Daí, suas críticas ao que chama historiografia "riocêntrica", que ignoraria as peculiaridades e potencialidades do Brasil que não foram cumpridas.

Seu livro O negócio do Brasil desmente a tese de que a expulsão dos holandeses do Nordeste foi uma vitória militar, mostrando que Portugal pagou alto valor aos Países Baixos pela volta de sua colônia - apesar de, a essa altura, os neerlandeses (como Evaldo os chama, para não confundir a província da Holanda com o restante das Províncias Unidas) já terem sido efetivamente expulsos de Pernambuco e das capitanias que haviam ocupado.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Olinda restaurada: guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654 (1975);
  • O Norte agrário e o Império, 1871-1889 (1984);
  • Rubro veio: o imaginário da restauração pernambucana (1986);
  • O Carapuceiro (organizador) (1996)
  • O nome e o sangue: uma parábola familiar no Pernambuco colonial (1989);
  • A fronda dos mazombos: nobres contra mascates, 1666-1715 (1995);
  • O negócio do Brasil: Portugal, os Países Baixos e o Nordeste, 1641-1669 (1998);
  • Um imenso Portugal: história e historiografia (2002);
  • A outra Independência (2004).
  • Nassau (2006).
  • O nome e o sangue (2009).
  • Essencial Joaquim Nabuco (organizador) (2010).
  • O Brasil holandês (organizador) (2010).
  • O negócio do Brasil (2011).

Referências

  1. Biografia na página da editora Companhia das Letras.
  2. Ferreira Gullar, Evaldo Mello e Zuenir Ventura ocupam as cadeiras vagas na ABL Tribuna do Norte. (01 de Agosto de 2014). Página visitada em 27 de agosto de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Ariano Suassuna
Lorbeerkranz.png ABL - sétimo acadêmico da cadeira 32
2014 —
Sucedido por
 —


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