Paulo Coelho

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Paulo Coelho Academia Brasileira de Letras
Nome completo Paulo Coelho
Nascimento 26 de agosto de 1947 (67 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade  brasileiro
Parentesco Pedro Paulo Coelho (pai) e Lígia Coelho (mãe)[1]
Cônjuge Christina Oiticica[2]
Ocupação Escritor e letrista
Principais trabalhos
Gênero literário Drama
romance
esotérico
autoajuda
Magnum opus O Alquimista
Página oficial
www.PauloCoelho.com.br

Paulo Coelho (Rio de Janeiro, 26 de agosto de 1947) é um escritor, letrista e jornalista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido numa família de classe alta, aos 7 anos Paulo Coelho ingressa no tradicional Colégio Santo Inácio da então capital do Brasil, o Rio de Janeiro.

Desde muito novo, gostava de escrever e mantinha um diário. No colégio, participava de concursos de poesia e cursos de teatro. No entanto, seu pai queria que ele fosse engenheiro, e sua mãe desestimulava Paulo a seguir a carreira de escritor. As brigas com os pais eram constantes e Paulo teve muitas crises de depressão e raiva na adolescência, tendo sido internado três vezes em uma clínica de repouso, onde foi tratado por psicólogos.

Na década de 1960, entra para o mundo do teatro, como diretor e ator, criando peças voltadas ao teatro experimental e de vanguarda, mas obtendo pouca expressividade. No início da década seguinte, em 1970, Paulo entra de cabeça no movimento hippie, ao mesmo tempo em que conhece o mundo das drogas e do ocultismo, incluindo o chamado Caminho da Mão Esquerda. Profissionalmente, além de diretor e ator teatral, exerce também a função de jornalista em publicações alternativas com as revistas "A Pomba" e "2001", quando em 1972 conhece Raul Seixas, então executivo da gravadora CBS. Os dois se tornam parceiros em diversas músicas que exerceriam influência no rock brasileiro (consta na biografia de Paulo Coelho, "O Mago", do escritor Fernando Morais, que Raul Seixas, para incentivar o amigo a compor, colocou-o como parceiro em sua participação na trilha sonora da novela O Rebu da Rede Tupi - erroneamente confundida com a Rede Globo no livro - sem que Paulo escrevesse uma única linha). Nessa época, Paulo Coelho envolve-se com Marcelo Ramos Motta, conhece a Lei de Thelema e no dia 19 de maio de 1974 assina o juramento do grau de Probacionista da Astrum Argentum, sob o mote mágico de Frater Luz Eterna[3] . Pouco tempo depois se desligou da Ordem. Foi o responsável por apresentar a Lei de Thelema a Raul Seixas, que fez surgir a partir deste último a Sociedade Alternativa. Compõe também para diversos intérpretes, tais como Elis Regina, Rita Lee e Rosana Fiengo.

A edição do seu primeiro livro foi em 1982, Arquivos do inferno, que não teve repercussão desejada. Lançou o seu segundo livro O Manual Prático do Vampirismo em 1985, que logo mandou recolher, considerando o trabalho de má qualidade. Conforme suas próprias palavras, confessa: "O mito é interessante, o livro é péssimo".

Católico não praticante, em 1986, Paulo Coelho conheceu a viagem de peregrinação pelo Caminho de Santiago. Percorreu quase 700 km do sul da França até à cidade de Santiago de Compostela, na Galiza, experiência de que retirou detalhes para o seu livro O Diário de um Mago, editado em 1987.

No ano seguinte, 1987, publicou O Alquimista, que - apesar de sua lenta vendagem inicial, o que provocou a desistência do seu primeiro editor - se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos; O Alquimista é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 18 países e vendeu, até o momento, 65 milhões de exemplares.

Nos anos subsequentes, foram lançados os seguintes livros: Brida (1990), As Valkírias (1992), Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei (1994), Maktub (1994), O Monte Cinco (1996), Manual do Guerreiro da Luz (1997), Veronika Decide Morrer (1998), O Demônio e a Srtª Prym (2000), Histórias para Pais, Filhos e Netos (2001), Onze Minutos (2003), O Gênio e as Rosas (2004), O Zahir (2005), A Bruxa de Portobello (2006), Ser Como o Rio Que Flui (2006), O Vencedor Está Só (2008), O Aleph (2010), Fábulas (2011), Manuscrito Encontrado em Accra (2012), Adultério (2014).[4]

Como escritor, ocupa as primeiras posições no ranking dos livros mais vendidos no mundo. Vendeu, até hoje, um total de 100 milhões de livros[5] , em mais de 150 países[6] , tendo suas obras traduzidas para 66 idiomas[7] e sendo o autor mais vendido em língua portuguesa de todos os tempos[8] , ultrapassando até mesmo Jorge Amado, cujas vendas somam 55 milhões de livros[8] .

Sua obra O Zahir foi lançada primeiramente no Irã, para que lá pudesse ser registrada como obra local e que fossem processados aqueles que fizessem cópias ilegais do livro em língua persa[carece de fontes?]. Para escrever O Zahir, Paulo Coelho instalou-se por uma temporada no Casaquistão, país onde a obra se desenvolve.

No fim de 2006, o autor lançou "A Bruxa de Portobello", que figura na lista dos mais vendidos no Brasil desde então. A história é construída apenas por depoimentos das personagens fictícias a respeito da protagonista da história, respeitando a parcialidade de cada uma.

Paulo Coelho escreve seus livros em um apartamento na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, e possui uma casa para retiro no sul da França, na região dos Pirenéus.

Em 2008, lançou o livro O Vencedor Está Só, que fala sobre uma série de assassinatos no Festival de Cinema de Cannes. Nesse livro, Paulo faz uma forte crítica social sobre como a elite se comporta e como somos manipulados por suas ações. Sendo esse o primeiro livro em que Paulo sai do mundo da magia e da religiosidade e entra no mundo do suspense policial, o tema não agradou a boa parte dos fãs, mas isso não fez com que o livro também não fosse um sucesso.

Em 2009, é lançado no Brasil o filme Veronika Decides to Die, o primeiro filme baseado numa obra de Paulo Coelho. O filme recebeu fortes críticas negativas, afirmando que o roteiro se distancia demais do livro. Vale lembrar que Paulo Coelho nada teve a ver com a adaptação do livro para filme. Existe um projeto para transformar em filme o "best-seller" O Alquimista.

Coelho foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009.[9]

Em agosto de 2010, lançou o livro O Aleph.

Em 25 de junho de 2012, lançou o livro Manuscrito Encontrado em Accra, data que coincide com o 25° aniversário da publicação de seu livro O Diário de um Mago[10] .

Academia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Em 25 de julho de 2002, Coelho foi eleito para a academia. A instituição tinha um histórico de rejeitar autores de sucesso, ditos "populares" - e dela ficaram fora Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Mário Quintana e outros tantos autores reconhecidos.

Mas o autor, que se candidatara outras vezes, foi eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo acadêmico Arnaldo Niskier como o oitavo ocupante da cadeira 21, cujo patrono é Joaquim Serra.

Mensageiro da Paz[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2007, a ONU nomeou o escritor Paulo Coelho seu novo "Mensageiro da Paz"[11] , ao lado da princesa jordaniana, Haya, do maestro argentino-israelense Daniel Barenboim e da violinista japonesa Midori Goto. O anúncio foi feito durante a cerimônia de comemoração do Dia Internacional da Paz na sede da ONU em Nova Iorque presidida pelo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon.

"Aceito com gosto esta responsabilidade e me comprometo a fazer o máximo para melhorar o futuro desta e das próximas gerações", declarou o escritor brasileiro ao saber de sua nomeação. Os Mensageiros da Paz são designados pessoalmente pelo secretário-geral das Nações Unidas, com base em seu trabalho em campos como artes plásticas, literatura ou esporte, e seu compromisso de colaborar com os objetivos da ONU.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

O escritor teve muitas paixões na fase adulta: a socialite Vera Richter, a militante Adalgisa de Magalhães, a atriz Maria do Rosário Nascimento e Silva, a jornalista Cecília MacDowell e a artista plástica Christina Oiticica, com quem é casado desde 1980.[12]

Carreira[editar | editar código-fonte]

No cinema

Obras do autor[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

  • 1994 - Maktub - Compilação de suas melhores colunas publicadas na Folha de São Paulo
  • 1995 - Frases - Compilação das melhores frases de 5 livros de Paulo Coelho (não foi publicado em Portugal)
  • 1997 - O Manual do Guerreiro da Luz - Compilação de textos para nos fazer lembrar que em cada um de nós vive um guerreiro da luz
  • 1999 - Palavras essenciais - Compilação de mensagens extraídas das obras de Paulo Coelho (ilustrado) (não foi publicado em Portugal)
  • 2001 - Histórias para pais, filhos e netos - Compilação de contos tradicionais (não foi publicado em Portugal)
  • 2004 - O Gênio e as Rosas - Compilação de 24 histórias tradicionais (ilustradas por Maurício de Souza) (não foi publicado em Portugal)
  • 2008 - O Livro dos Manuais - Compilação de lições de vida e observações cotidianas do próprio autor e de outras fontes.
  • 2009 - Ser Como o Rio que Flui - reunião de textos e pensamentos

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Livros sobre Paulo Coelho[editar | editar código-fonte]

  • 2008 - O Mago - Fernando Morais (biografia do autor)
  • 2010 - O Estudante do Coração - Luis Carlos de Morais Junior, Rio de Janeiro, Quartica.
  • 2013 - Alquimia o Arquimagistério Solar - Luis Carlos de Morais Junior, Rio de Janeiro, Quartica Premium.
  • 2013 - O Estudante do Coração - segunda edição, revista e ampliada - Luis Carlos de Morais Junior, Rio de Janeiro, Litteris.

Projetos Musicais[editar | editar código-fonte]

Músicas com Raul Seixas
  • "Canto para minha morte"
  • "Eu nasci há dez mil anos atrás"
  • "Gita"
  • "Al Capone"
  • "Sociedade Alternativa"
  • "A maçã"
  • "Medo da chuva"
  • "Eu também vou reclamar"
  • "As minas do Rei Salomão"
  • "Tu és o MDC da minha vida"
  • "Como vovó já dizia (óculos escuros)"
  • "Não pare na pista"
  • "Tente outra vez"
  • "Meu Amigo Pedro"
  • "A Hora do Trem Passar"
  • "Rockixe"
  • "Se o rádio não toca"
  • "Ave Maria da Rua"
  • "O Homem"
  • "Quando Você Crescer"
  • "Judas"
  • "A Verdade Sobre a Nostalgia"
  • "Rock do Diabo"
  • "Cachorro Urubu"
  • "Super Heróis"
  • "Moleque Maravilhoso"
  • "Cantiga de Ninar"
  • "Os Números"
  • "Magia de Amor"
  • "Loteria de Babilônia"
  • "As Profecias"
Músicas
  • A versão da música em português "I will Survive", cantada por Vanusa, "Eu Sobrevivo", foi composta por ele. Além da versão de "Sou Rebelde", "Soy Rebelde", clássico dos anos 1970.
  • A versão em português de Me vuelves loco, de Armando Manzanero (Me deixas louca, cantada por Elis Regina) foi escrita também por Paulo.
Aleph
Como parte da divulgação de Aleph na América Latina, a cantora mexicana Anahí fez uma música baseada no livro.

Principais prêmios e condecorações[editar | editar código-fonte]

  • 2007 - "Mensageiro da Paz" - (ONU)
  • 2006 - "I Premio Álava en el Corazón" - (Espanha)
  • 2006 - "Wilbur Award" - (Estados Unidos)
  • 2006 - Premio Kiklop pelo O Zahir na categoria "Hit of the Year" - (Croácia)
  • 2005 - Premio "DirectGroup Inrternational Author" - (Alemanha)
  • 2005 - "Goldene Feder Award" - (Alemanha)
  • 2005 - "The Budapest Prize" - (Hungria)
  • 2004 - "Order of Honour of Ukraine" - (Ucrânia)
  • 2004 - "Order of St. Sophia" - (Ucrânia)
  • 2004 - "Nielsen Gold Book Award" pelo O Alquimista - (Inglaterra)
  • 2004 - Premio "Ex Libris Award" pelo livro Onze Minutos - (Serbia)
  • 2004 - Premio "Golden Bestseller Prize" do jornal "Večernje Novosti" - (Serbia)
  • 2003 - Oficial de Artes e Letras - (França)
  • 2001 - Premio Bambi de Personalidade Cultural do Ano - (Alemanha)
  • 2001 - Premio Fregene de Literatura - (Itália)
  • 2000 - "Crystal Mirror Award" - (Polônia)
  • 2000 - Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra ou "Chevalier de L'Ordre National de la Legion d'Honneur" (em francês) - (França)[18]
  • 1999 - "Golden Medal of Galicia" - (Espanha)
  • 1999 - "Crystal Award" - World Economic Forum
  • 1998 - "Comendador de Ordem do Rio Branco" - (Brasil)
  • 1998 - "Golden Book" - (Iugoslávia)
  • 1997 - Finalista para o "International IMPAC Literary Award" - (Irlanda)
  • 1997 - "Golden Book" - (Iugoslávia)
  • 1996 - "Super Grinzane Cavour Book Award" (Itália)
  • 1996 - "Flaiano International Award" - (Itália)
  • 1996 - "Knight of Arts and Letters" - (França)
  • 1996 - "Golden Book" - (Iugoslávia)
  • 1995 - "Grand Prix Litteraire Elle" - (França)
  • 1995 - "Golden Book" - (Iugoslávia)

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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