Otávio Mangabeira

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Otávio Mangabeira Academia Brasileira de Letras
Nascimento 27 de agosto de 1886
Salvador
Morte 29 de novembro de 1960 (74 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Engenheiro, professor e político

Otávio Mangabeira, nascido Octavio Mangabeira (Salvador, 27 de agosto de 1886Rio de Janeiro, 29 de novembro de 1960) foi um engenheiro, professor e político brasileiro. Foi governador da Bahia e membro da Academia Brasileira de Letras.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de Francisco Cavalcanti Mangabeira e Augusta Mangabeira, e irmão do médico e poeta Francisco Mangabeira e do político e escritor João Mangabeira. Estudou na cidade natal, onde formou-se na então Escola Politécnica, onde mais tarde veio a ser professor de Astronomia.

Em 1908 foi eleito vereador da capital, iniciando uma carreira política que rendeu-lhe dois exílios.

Em 1912 foi eleito deputado federal e, em 1926, no governo Washington Luís, foi ministro do Exterior.

Em 1930 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, mas é exilado, voltando somente em 1937. O Estado Novo força-o novamente a exilar-se, retornando apenas com a redemocratização, elegendo-se deputado constituinte em 1945, tendo sido o vice-presidente da Assembleia pela União Democrática Nacional (UDN) - partido do qual foi um dos fundadores e primeiro presidente, elegendo-se em seguida governador da Bahia.

Após o governo foi novamente deputado federal e, em 1958, foi eleito senador, falecendo durante o mandato.

Governo da Bahia[editar | editar código-fonte]

Otávio Mangabeira, o segundo da direita para a esquera, é empossado Ministro das Relações Exteriores no governo Washington Luís, em 1926.

Tomando posse em 10 de abril de 1947, exerceu o governo até 31 de janeiro de 1951 - primeiro governador eleito após os anos da Era Vargas. No seu secretariado, buscou Mangabeira resgatar as maiores inteligências da Bahia, como Anísio Teixeira (Secretário de Educação), Albérico Fraga (Interior e Justiça), Nestor Duarte (Agricultura), Dantas Júnior, Ives de Oliveira, dentre outros.

De seu governo é a construção do imponente Fórum Ruy Barbosa - sede do Tribunal de Justiça da Bahia e para onde, nas comemorações do centenário de nascimento de Ruy, em 1949, foram trasladados seus restos mortais, numa cripta em seu andar térreo.

Também durante seu governo comemorou-se o quarto centenário da capital baiana, com festejos que incluíram desfiles cívicos.

Algumas ações de seu governo merecem destaque:

  • Na Agricultura: reflorestamento de Maracás e do Rio Jequiriçá; Estação experimental para o cultivo da cana-de-açúcar; Colônia Agrícola de Jaguaquara, dentre outras.
  • Na educação, a construção do maior e mais revolucionário projeto educacional da História do Brasil: o Centro Educacional Carneiro Ribeiro (conhecido por Escola Parque), no mais pobre e populoso bairro da Capital - a Liberdade - concretizando as ideias do educador Anísio Teixeira para uma educação em tempo integral, décadas depois resgatadas em projetos como CIAC, CIEPs, e outros.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Halley e o cometa do seu nome (1910)
  • Voto da saudade (1930)
  • Pelos foros do idioma (1930)
  • Christus Imperat (1930)
  • Tradições navais do Brasil (1930)
  • Introdução ao relatório do Ministério das Relações Exteriores, de 1926 a 1930
  • As últimas horas da legalidade (1930)
  • A situação nacional (1956)
  • Conferências: Cinquentenário da morte de Francisco Mangabeira (1954)
  • Cinquentenário da morte de Machado de Assis
  • Centenário de Gil Vicente

Lorbeerkranz.pngAcademia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]

Quarto ocupante da cadeira que tem por patrono José de Alencar foi eleito em 25 de setembro de 1930, mas somente veio a tomar posse em 1 de setembro de 1934, recebido por Afonso Celso.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Félix Pacheco
Brasil Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1926 — 1930
Sucedido por
Afrânio de Melo Franco
Precedido por
Alfredo Pujol
Lorbeerkranz.png ABL - quarto acadêmico da cadeira 23
1930 — 1960
Sucedido por
Jorge Amado
Precedido por
Cândido Caldas
Bahia Governador da Bahia
1947 — 1951
Sucedido por
Régis Pacheco