Marques Rebelo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Marques Rebelo, pseudônimo literário de Eddy Dias da Cruz (Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 1907 — Rio de Janeiro, 26 de agosto de 1973), foi um escritor e jornalista brasileiro.

Índice

[editar] Biografia

Nasceu em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, mas aos quatro anos já tinha se mudado com a família para Barbacena, em Minas Gerais – seu pai era Manuel Dias da Cruz Neto, químico, e sua mãe D. Rosa Reis Dias da Cruz. Desde muito novo, incentivado pelo pai, trava contato com grandes clássicos literários.

Rebelo chegou, na década de 20, a iniciar o curso de Medicina, que abandona para trabalhar no comércio e ao jornalismo. Com o Modernismo mudando o cenário da literatura brasileira, filia-se dentre os autores que, retratando a vida urbana das cidades que cresciam, procuravam denunciar as desigualdades sociais. Seu primeiro livro, entretanto, foi escrito numa cama de hospital – ele aproveitava o tempo que ficou imobilizado, num acidente enquanto prestava o serviço militar, para escrever.

Rebelo aventurou-se, também, pela poesia, publicando-as em revistas. O pseudônimo, segundo o próprio autor, visava proteger a família das perseguições que as famílias sofriam, como reação ao Movimento.

Retratou como poucos a vida na cidade do Rio, em o período que viveu as agitações de seu crescimento.

[editar] A razão do pseudônimo

Perguntado do porquê da adoção do pseudônimo de Marques Rebelo, Eddy Dias da Cruz explicou: "Nome de família muitas vezes atrapalha. Devido à campanha que fizeram contra os modernistas na Semana de Arte Moderna, justamente na época e por influência da mesma senti que tinha vocação para a literatura e resolvi adotar esse pseudônimo, evitando assim sofrimentos para a família."

[editar] Obra

[editar] Romances

  • Marafa (1935)
  • A estrela sobe (1939)
  • O espelho partido
    • O trapicheiro (1959)
    • A mudança (1962)
    • A guerra está em nós (1968)

[editar] Novelas

  • O simples coronel Madureira (1967)

[editar] Livros de contos

  • Oscarina (1931)
  • Três caminhos (1933)
  • Stela me abriu a porta (1942)

[editar] Contos avulsos

  • Conto à la mode
  • Acudiram três cavaleiros
  • O bilhete

[editar] Teatro

  • Rua Alegre, 12 (1940)

[editar] Crônicas

  • Suíte nº 1 (1944)
  • Cenas da vida brasileira (1951)
  • Conversa do dia (1951, 1953, 1954)
  • Cortina de ferro (1956)
  • Correio europeu (1959)

[editar] Biografias

  • Vida e obra de Manuel Antônio de Almeida (1943)
Portal A Wikipédia possui o(s) portal(is):
Portal da A.B.L.
{{{Portal2}}}
{{{Portal3}}}
{{{Portal4}}}
{{{Portal5}}}


[editar] Academia Brasileira de Letras

Segundo ocupante da Cadeira que tem por patrono Gonçalves de Magalhães. Eleito a 10 de dezembro de 1964 para a cadeira número 9 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Carlos Magalhães de Azeredo, só veio a tomar posse em 28 de maio de 1965, recebido por Aurélio Buarque de Holanda.

Precedido por
Carlos Magalhães de Azeredo
Cadeira 9 da Academia Brasileira de Letras
1964 - 1973
Sucedido por
Carlos Chagas Filho

[editar] Fontes

  • TRIGO, Luciano. Marques Rebelo: Mosaico de um Escritor. Coleção Perfis do Rio, ed. Relume Dumará, Rio de Janeiro, 1996, (ISBN 8573160721)
  • SALES, Fernando. Bibliografia de Marques Rebelo. In: REBELO, Marques. Contos Reunidos. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1977. p.ix-xii.

[editar] Ligações externas


BIOGRAFIAS

A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z

Ferramentas pessoais