Marques Rebelo
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Marques Rebelo, pseudônimo literário de Eddy Dias da Cruz (Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 1907 — Rio de Janeiro, 26 de agosto de 1973), foi um escritor e jornalista brasileiro.
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[editar] Biografia
Nasceu em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, mas aos quatro anos já tinha se mudado com a família para Barbacena, em Minas Gerais – seu pai era Manuel Dias da Cruz Neto, químico, e sua mãe D. Rosa Reis Dias da Cruz. Desde muito novo, incentivado pelo pai, trava contato com grandes clássicos literários.
Rebelo chegou, na década de 20, a iniciar o curso de Medicina, que abandona para trabalhar no comércio e ao jornalismo. Com o Modernismo mudando o cenário da literatura brasileira, filia-se dentre os autores que, retratando a vida urbana das cidades que cresciam, procuravam denunciar as desigualdades sociais. Seu primeiro livro, entretanto, foi escrito numa cama de hospital – ele aproveitava o tempo que ficou imobilizado, num acidente enquanto prestava o serviço militar, para escrever.
Rebelo aventurou-se, também, pela poesia, publicando-as em revistas. O pseudônimo, segundo o próprio autor, visava proteger a família das perseguições que as famílias sofriam, como reação ao Movimento.
Retratou como poucos a vida na cidade do Rio, em o período que viveu as agitações de seu crescimento.
[editar] A razão do pseudônimo
Perguntado do porquê da adoção do pseudônimo de Marques Rebelo, Eddy Dias da Cruz explicou: "Nome de família muitas vezes atrapalha. Devido à campanha que fizeram contra os modernistas na Semana de Arte Moderna, justamente na época e por influência da mesma senti que tinha vocação para a literatura e resolvi adotar esse pseudônimo, evitando assim sofrimentos para a família."
[editar] Obra
[editar] Romances
- Marafa (1935)
- A estrela sobe (1939)
- O espelho partido
- O trapicheiro (1959)
- A mudança (1962)
- A guerra está em nós (1968)
[editar] Novelas
- O simples coronel Madureira (1967)
[editar] Livros de contos
- Oscarina (1931)
- Três caminhos (1933)
- Stela me abriu a porta (1942)
[editar] Contos avulsos
- Conto à la mode
- Acudiram três cavaleiros
- O bilhete
[editar] Teatro
- Rua Alegre, 12 (1940)
[editar] Crônicas
- Suíte nº 1 (1944)
- Cenas da vida brasileira (1951)
- Conversa do dia (1951, 1953, 1954)
- Cortina de ferro (1956)
- Correio europeu (1959)
[editar] Biografias
- Vida e obra de Manuel Antônio de Almeida (1943)
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Academia Brasileira de Letras
Segundo ocupante da Cadeira que tem por patrono Gonçalves de Magalhães. Eleito a 10 de dezembro de 1964 para a cadeira número 9 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Carlos Magalhães de Azeredo, só veio a tomar posse em 28 de maio de 1965, recebido por Aurélio Buarque de Holanda.
| Precedido por Carlos Magalhães de Azeredo |
Cadeira 9 da Academia Brasileira de Letras 1964 - 1973 |
Sucedido por Carlos Chagas Filho |
[editar] Fontes
- TRIGO, Luciano. Marques Rebelo: Mosaico de um Escritor. Coleção Perfis do Rio, ed. Relume Dumará, Rio de Janeiro, 1996, (ISBN 8573160721)
- SALES, Fernando. Bibliografia de Marques Rebelo. In: REBELO, Marques. Contos Reunidos. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1977. p.ix-xii.

