O Tico Tico

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O Tico Tico
O Tico-Tico.png
logo criado por Angelo Agostini
País de origem Brasil
Língua de origem português
Editor O Malho
Formato de publicação Tabloide
Encadernação panfleto
Numero de álbuns 2097
Primeira publicação 11 de outubro de 1905
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

A revista O Tico Tico, lançada pelo jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva, foi a primeira a publicar histórias em quadrinhos no Brasil. Sua primeira edição saiu no dia 11 de outubro de 1905, uma quarta-feira e não em uma quinta como dizia a capa. O modelo seguido pela Tico Tico era o da revista francesa La Semaine de Suzette[1], personagem que foi publicada pela revista com o nome de Felismina. Era publicada em dois tipos de papel, com quatro páginas coloridas e as restantes usavam no lugar do preto e branco habitual uma combinação de branco com vermelho, verde ou azul. O primeiro exemplar custava 200 réis e como não havia inflação na época a revista permaneceu com esse preço até a década de 1920.[1]

Buster Brown, que inspirou a criação do personagem brasileiro Chiquinho

O personagem mais popular da revista, Chiquinho, era uma cópia não-autorizada de Buster Brown, criado por Richard Felton Outcault.[1] Este fato só veio à tona nos anos 1950, quando o plágio foi denunciado por desenhistas de São Paulo. Quando o personagem Buster Brown deixou de ser editado, sua contra-parte brasileira passou a ser desenhada pelos desenhistas brasileiros Loureiro, A. Rocha, Miguel Hochman, Alfredo Storni e seu filho Osvaldo.

Outros personagens que faziam muito sucesso foram Reco-Reco, Bolão e Azeitona, criação de Luiz Sá[2].

Mickey Mouse fez sua estreia em quadrinhos no país em 1930 nas páginas de O Tico Tico e era chamado de Ratinho Curioso.[3]

A maioria dos desenhos era copiada de revistas francesas, mas assim mesmo a revista revelou talentos nacionais como J. Carlos além de trazer alguns veteranos, como o cartunista Angelo Agostini (que desenhou o logotipo da revista).[4]

A revista não teve rival à altura até a década de 1930, quando vários quadrinhos norte-americanos passaram a ser publicados no Brasil, principalmente depois do lançamento do Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen em 1934. Perdeu ainda mais espaço quando começaram as publicações de histórias de super-heróis em 1939. A revista deixou de manter a periodicidade semanal em 1957 e após, circulava apenas em almanaques ocasionais até que finalmente foi fechada, em 1977[5].

Apesar da decadência de seus últimos anos, no geral a revista foi bastante popular, com uma tiragem que variou entre 20 mil e quase 100 mil exemplares, abrangendo várias classes, inclusive a intelectual. O político Ruy Barbosa[4] foi um de seus leitores, assim como o poeta Carlos Drummond de Andrade.[6]

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Referências

  1. a b c O Tico-Tico completa 100 anos. Omelete (11 de Outubro de 2005). Página visitada em 18/05/2010.
  2. , Gonçalo Júnior Editora Companhia das Letras, A guerra dos gibis: a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-1964, 47, 48, 2004. ISBN 8535905820, 9788535905823
  3. Os 80 anos dos quadrinhos Disney. Universo HQ (13/01/10). Página visitada em 21/05/2010.
  4. a b O Tico-Tico: 100 anos de encantamento. Universo HQ (13/10/05). Página visitada em 18/05/2010.
  5. Edições raras de "O Tico-Tico" somem de biblioteca no Rio Folha de São Paulo - acessado em 30 de maio de 2011
  6. O Tico-Tico em volume luxuoso da Opera Graphica. Universo HQ (13/01/06). Página visitada em 18/05/2010.
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