José J. Veiga

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José Jacinto Veiga
Data de nascimento 2 de fevereiro de 1915
Local de nascimento Corumbá de Goiás
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Data de morte 19 de setembro de 1999 (84 anos)
Local de morte Rio de Janeiro
Ocupação Escritor
Magnum opus Os cavalinhos de Platiplanto

José Veiga, conhecido como José J. Veiga, (Corumbá de Goiás, 1915Rio de Janeiro, 1999) foi um escritor brasileiro, considerado um dos maiores autores em língua portuguesa do realismo fantástico. A crítica política e social em seus livros é eivada de lirismo, mas não por isso menos incisiva.

Biografia[editar | editar código-fonte]

José J. Veiga tem raízes rurais, ao ter nascido em 1915, na Fazenda Morro Grande, município de Corumbá de Goiás, em Goiás. A região natal, o lugar da infância, deixou marcas indelévis na obra de Veiga.[1] Estreou-se na literatura um pouco tarde, aos 45 anos de idade, com o livro ganhador do prêmio, Fábio Prata em 1959, Os cavalinhos de Platiplanto, contendo doze contos.

Teve seus livros publicados nos Estados Unidos, Inglaterra, México, Espanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Portugal. Ganhou, pelo conjunto de sua obra, a versão 1997 do Prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras.

Hoje, a rodovia GO-225, que liga Corumbá de Goiás a Pirenópolis, tem seu nome. Faleceu de câncer no pâncreas e complicações causadas por uma anemia. A 31 de janeiro de 1999, sua obra "A Hora dos Ruminantes" foi incluída, por um júri escolhido pelo jornal mais influente de Goiás, O Popular, na lista dos 20 livros mais importantes de Goiás no século XX, tornando-se assim obra canônica.

No final do ano de 2014 a Companhia das Letras, detentora dos direitos autorais do escritor começou a reeditar os seus livros, a começar por "Os Cavalinhos de Platiplanto" e "A Hora dos Ruminantes", e prepara para 2015 todos os demais volumes de sua bela obra.

É considerado, junto com Bernardo Élis Fleury Curado (membro da Academia Brasileira de Letras e já falecido) um personagem ilustre corumbaense goiano. A cidade natal de ambos, Corumbá de Goiás lembra-se sempre de seus grandes escritores e os homenageia periodicamente nos eventos culturais daquele município.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Os Cavalinhos de Platiplanto (1959);
  • A Hora dos Ruminantes (1966);
  • A Máquina Extraviada (1967);
  • Sombras de Reis Barbudos (1972);
  • Os Pecados da Tribo (1976);
  • O Professor Burim e as Quatro Calamidades (1978);
  • De Jogos e Festas (1980);
  • Aquele Mundo de Vasabarros (1982);
  • Torvelinho Dia e Noite (1985);
  • A Casca da Serpente (1989);
  • Os melhores contos de J. J. Veiga (1989);
  • O Almanach de Piumhy - Restaurado por José J. Veiga (1989);
  • O Risonho Cavalo do Príncipe (1993);
  • O Relógio Belizário (1995);
  • Tajá e Sua Gente (1997);
  • Objetos Turbulentos (1997);.

Referências

  1. Turchi, M. Z. (2003). As fronteiras do conto de José J. Veiga.