Fernando Sabino

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Fernando Tavares Sabino
Nascimento 12 de outubro de 1923
Belo Horizonte, MG
Morte 11 de outubro de 2004 (80 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Jornalista e escritor
Principais trabalhos O encontro marcado
O homem nu
O grande mentecapto
Martini seco
Prêmios Prêmio Fernando Chinaglia (1962)
Prêmio Jabuti de Literatura (1980 e 2002)
Prêmio Machado de Assis (1999)

Fernando Tavares Sabino (Belo Horizonte, 12 de outubro de 1923Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2004) foi um escritor e jornalista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos 14 anos publicou seu primeiro conto, que saiu na revista da polícia mineira. Passou a escrever crônicas para a revista Carioca, que promovia um concurso permanentemente – o qual vencia com freqüência, tanto que chegava a receber o dinheiro adiantado justo por causa de suas habilidades como escritor desde jovem[1] .

No início da década de 1940 começou a cursar a Faculdade de Direito em Minas Gerais e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. O primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1943, no Rio de Janeiro quando o autor tinha apenas dezoito anos, e sendo que alguns contos do livro foram escritos quando Fernando Sabino tinha apenas quatorze anos.

Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo. Esportista, bateu diversos recordes de nado de costas, sua especialidade, tornando-se campeão sul-americano dessa modalidade em 1939 [2] [3]

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos, onde morou por dois anos em Nova Iorque com sua primeira esposa Helena Valladares Sabino e a primogênita Eliana Sabino.

O encontro marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956. Sabino decidiu, então (1957), viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para o Jornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor.

Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O homem nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, A mulher do vizinho, que recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil.

Publicou O grande mentecapto em 1979, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.

Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro), vítima de T.A.F no fígado, às vésperas do 81º aniversário. A pedido, o epitáfio é o seguinte: "Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino!"

Obras[editar | editar código-fonte]

  • A vida real - novelas (1952, Editora A Noite)
  • O encontro marcado - romance (1956, Civilização Brasileira)
  • O homem nu - crônicas (1960, Editora do Autor)
  • A mulher do vizinho - crônicas (1962, Editora do Autor)
  • A companheira de viagem - crônicas (inclusive crônicas de viagens) (1965, Editora do Autor)
  • A inglesa deslumbrada - crônicas (inclusive crônicas de viagens) (1967, Sabiá)
  • Gente - crônica sobre personalidades com quem Fernando Sabino teve contato (1975, Record)
  • Deixa o Alfredo falar! - crônicas (1976, Record)
  • O Encontro das Águas - crônicas sobre uma viagem à cidade de Manaus/AM (1977, Record)
  • O grande mentecapto - romance (1979, Record)
  • A falta que ela me faz - crônicas (1980, Record)
  • O menino no espelho - romance (1982, Record)
  • O Gato Sou Eu - crônicas (1983, Record)
  • Macacos me mordam (1984, Record)
  • A vitória da infância (1984, Editora Nacional)
  • A faca de dois Gumes - novelas (1985, Record)
  • O Pintor que pintou o sete (1987, Berlendis & Vertecchia)
  • Martini Seco (1987, Ática)
  • O tabuleiro das damas - autobiografia literária (1988, Record)
  • De cabeça para baixo - crônicas de viagens (1989, Record)
  • A volta por cima - crônicas (1990, Record)
  • Zélia, uma paixão - biografia (1991, Record)
  • O bom ladrão - novela (1992, Ática)
  • Aqui estamos todos nus (1993, Record)
  • Os restos mortais (1993, Ática)
  • A nudez da verdade (1994, Ática)
  • Com a graça de Deus (1995, Record)
  • O outro gume da faca - novela (1996, Ática)
  • Um corpo de mulher (1997, Ática)
  • O homem feito novela (originalmente publicada no volume A vida real, cf. acima) (1998, Ática)
  • Amor de Capitu - recriação literária (1998, Ática)
  • No fim dá certo - crônicas (1998, Record)
  • A chave do enigma (1999, Record)
  • O galo músico (1999, Record)
  • Cara ou coroa? (2000, Ática)
  • Duas novelas de amor - novelas (2000, Ática)
  • Livro aberto - Páginas soltas ao longo do tempo - crônicas, entrevistas, fragmentos, etc. (2001, Record)
  • Cartas perto do coração - correspondência com Clarice Lispector (2001, Record)
  • Cartas na mesa - correspondência com Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino (2002. Record)
  • Os caçadores de mentira (2003, Rocco)
  • Os movimentos simulados (2004, Record)

Correspondência publicada[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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